A equivalência entre a certificação LEED e o Selo Procel Edificações

Fonte: Revista Lumière Electric

Acesse aqui a reportagem na íntegra.

O alcance da certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), uma das certificações ambientais de edifícios mais utilizadas em todo o mundo, tornou-se mais fácil e rentável para projetos de edifícios no Brasil. Os projetos no Brasil reconhecidos pelo Selo Procel de Economia de Energia em Edificações (Selo Procel Edificações) da Eletrobras não precisam mais adquirir outro modelo de energia para atingir um dos pré-requisitos LEED.

Reportagem da revista Lumière Electric informa que desde novembro de 2014 o Comitê Diretivo do LEED aprovou um Alternative Compliance Path (ACP) para comprovação do segundo pré-requisito de Energia e Atmosfera do LEED – EAp2, que trata do desempenho energético mínimo no sistema de classificação LEED BD & C de 2009. O novo ACP permite que projetos no Brasil utilizem o Selo Procel Edificações para demonstrar a conformidade com as exigências do pré-requisito do LEED 2009.

O Selo Procel Edificações é concedido aos imóveis que têm demonstrado cumprir os mais altos níveis de eficiência energética (classificação AAA) em três categorias – Iluminação, Envoltória e HVAC. Para receber o selo, um edifício deve demonstrar uma redução significativa da energia de todas as três fontes, quando comparado a um edifício convencional.

A matéria destaca que a importância dessa conquista é resultado do trabalho desenvolvido em parceria pelo Green Building Council Brasil, o Centro Brasileiro de Eficiência Energética em Edificações e a Eletrobras, e pode ser medida pelo reconhecimento internacional do recém-lançado Selo Procel Edificações. “Essa interação entre as certificações é uma verdadeira situação de ganha-ganha para todos”, diz Fernando Perrone, do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras.

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Revista Lumiere Eletric_MARÇO 2015.pdf
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Setor industrial só fica com 2,7% do investimento em eficiência energética

Fonte: Brasil Energia

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O setor industrial, que responde por cerca de 40% do consumo nacional de energia elétrica, somou apenas 46 projetos cadastrados pelo programa de eficiência energética da Aneel, entre 2008 e 2014. O volume de investimento nos projetos voltados para as indústrias chegou a R$ 107,3 milhões, o que representou apenas 2,7% dos R$ 4,045 bilhões aplicados no período.

O desenvolvimento desses projetos no setor industrial enviados à Aneel até dezembro do ano passado representou uma economia de 140,88 GWh/ano, com uma demanda retirada de ponta de somente 9,32 MW. Num momento de escassez energética, os números mostram que o foco do programa precisa mudar.

“A concentração dos recursos nos segmento de baixa renda e do poder público distorce um programa positivo para a eficiência energética”, comenta Rodrigo Aguiar, presidente da Abesco, defendendo um foco maior nos segmentos industrial e comercial.

Pelas regras atuais, 60% dos investimentos – que totalizam 0,5% da receita operacional líquida das distribuidoras – são direcionados para ações para o segmento de baixa renda, que responde por somente 5% do consumo do país.

Entre 2008 e 2014, a Aneel somou 391 projetos para baixa renda que receberam um investimento total de R$ 2,43 bilhões; ou seja, 60,2% dos recursos totais, pouco acima até do que estabelece a legislação. Resultado: um economia de 2.153,36 GWh/ano, com 802,77 MW de demanda retirada da ponta.

Na distribuição dos recursos do programa de eficiência energética, o setor industrial também perdeu de longe para outros segmentos. Entre eles o poder público, com 383 projetos, que ficou com 12,5% do volume investido; o residencial, com 9,7%, e 85 projetos; o educacional, com 3,5%, e 65 projetos; e o de serviços públicos, com 3,3%, e 129 projetos.

“O programa tem hoje um viés político muito pesado”, destaca Aguiar, acrescentando que o setor industrial tem um grande potencial para o desenvolvimento de projetos de eficiência energética. Alguns caminhos têm sido buscados para tentar distribuir melhor os recursos.

Uma regulamentação da Aneel de julho de 2013 tornou obrigatória a destinação de 50%, no mínimo, dos recursos não vinculados por lei para os setores industrial e comercial, os dois de maior consumo. Por ser ainda muito recente, a medida vai levar um pouco mais de tempo para mostrar seus reflexos.

Costurada já há algum tempo pelo setor industrial e de grandes consumidores, outra solução busca enquadrar os investimentos em eficiência energética na rubrica operação. A ideia, capitaneada pela CNI e Abrace, está na fase de modelação do negócio.

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Certificações no Brasil – Revista Construção e Mercado – Fevereiro 2015

Eu gostaria ainda de acrescentar um comentário meu à matéria divulgada pela Revista Construção e Mercado em Fevereiro deste ano, na qual aborda os impactos positivos trazidos pelo processo de certificação sustentável no Brasil.

De fato, não se pode deixar de enaltecer a introdução de novas técnicas de projeto em AVAC-R, em hidráulica e controles com o crescimento observado em processos de certificação sustentável no Brasil entre 2008 e início de 2014, haja vista a redução também observada em nosso mercado de construção nestes últimos 12 meses. O mesmo pode ser dito em relação a introdução de expressões e conceitos sobre comissionamento para edificações novas e em uso (neste caso o recomissionamento e o retro-comissionamento).

No entanto, deixo aqui duas questões que não devem ser ignoradas:

  • Ainda observamos sim uma visão mais comercial sobre os aspectos e objetivos de uma certificação, razão pela qual não se verifica a propagação desta visão inicial durante as fases de ocupação e uso destes novos edifícios ou de edifícios renovados (retrofits)
  • A falta de conscientização e de capacitação de nossas equipes de Operação e Manutenção em grandes edifícios, promovendo em muitos casos a perda de todo o viés de sustentabilidade vislumbrado ainda nas etapas de concepção e construção

Enfim, acho que mais do que comemorarmos a posição do Brasil entre os países com um maior número de projetos certificados ou em processo de certificação, precisaremos também nos preocupar com o futuro próximo destas edificações, apenas lembrando que algo em torno de 70 à 80% dos custos em um Ciclo de Vida de um empreendimento “residem” nas etapas de ocupação e uso da edificação.

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Fonte: Procel Info

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Apesar de críticas sobre uso de certificações como instrumento de marketing, adoção de conceitos ambientalmente amigáveis para construção e operação de edifícios tem aumentado

O crescimento do mercado de edifícios verdes tem crescido de forma constante no Brasil. No final de 2014, haviam no país 931 edificações com pedidos para obter a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed). Esses números colocam o Brasil na quarta colocação entre os 140 países que mais possuem edifícios com certificações Leed, ficando atrás somente dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Entretanto, o que seria uma boa notícia, a preocupação com a sustentabilidade e a eficiência energética nas novas edificações, recebe críticas de alguns integrantes do mercado imobiliário. É o que mostra a reportagem “Foco Ambiental” publicada na edição de fevereiro da Revista Construção e Mercado.

O texto faz um questionamento se a estratégia das construtoras visa apenas a sustentabilidade ou o marketing. Para o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP),Vanderley John, o pedido de certificação é um conhecido esquema de turbinar valor de prédio vendido na planta, já que a certificação fica apenas na propaganda.

O professor também aponta que a falta de capacitação técnica e os custos elevados para se obter a certificação são empecilhos para um crescimento ainda maior do mercado de construções sustentáveis. Porém, John vê com otimismo a forma com que empresas e pessoas têm incluído termos de sustentabilidade na agenda e no projeto dos edifícios, principalmente com a implementação da norma NBR 15.57 e a difusão de outras certificações como selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) Edificações.

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Revista Construção e Mercado _ FEVEREIRO 2015.pdf

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Filtros em dia asseguram a qualidade no ar

Além da importantíssima questão relacionada à Qualidade do Ar que respiramos em nossos escritórios / ambientes de trabalho e até mesmo em nossas residências, torna-se também importante destacar que a saturação dos filtros de ar em um condicionador poderá causar impacto direto sobre o seu desempenho, dependendo deste mesmo nível de saturação.

O adequado e eficaz condicionamento de um ambiente dependerá de alguns fatores relacionados ao projeto e instalação, entre eles:

  • A vazão do ar insuflado no ambiente (razão pela qual a saturação do filtro poderá causar impacto no desempenho do sistema)
  • A temperatura do ar insuflado
  • A distribuição do ar no ambiente
  • A inexistência de obstruções no fluxo do ar, tanto em seu insuflamento, quanto em seu retorno ao condicionador

Por esta razão, a adequada manutenção do equipamento e de sua instalação como um todo  auxiliará em assegurar o seu desempenho.

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Fonte: ASBRAV

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Conselheiro técnico da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), César Augusto De Santi palestrou em Santa Catarina e explicou a importância dos filtros.

Manter os filtros do sistema de climatização em perfeito estado ajuda que a qualidade do ar ambiente permaneça saudável. Este foi um dos destaques dados pelo conselheiro técnico da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), César Augusto De Santi, em palestra realizada em Santa Catarina na segunda-feira (16/03).

– Um usuário de sistemas de climatização deve solicitar o auxílio de uma empresa habilitada e de um fabricante de filtros confiável para verificar qual o filtro mais indicado. As principais informações que devem ser pedidas são referentes à marca dos fabricantes, o modelo do filtro, a classe e a vazão de ar de trabalho, entre outras – relata César Augusto De Santi.

O evento, promovido pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), contou com a presença de mais de 100 pessoas no SENAI de São José, SC. A capacitação falou também sobre os mecanismos de retenção de partículas sólidas e gasosas.

– Os filtros bactericidas têm, em média, uma vida útil de seis meses. Sua aplicação na manta filtrante não é uniforme, o que afeta a eficiência do filtro. Com isto, as partículas de sujeira vão se acumulando sobre a manta criando um bolo, que impede o contato de bactérias com o gel bactericida – salienta.

Segundo o especialista, a bactéria, em contato com o gel bactericida, sofre degradação gerando uma espécie de componente gasoso chamado endotoxina que é altamente nocivo. Ele afirma que o correto é utilizar filtros que tenham seus elementos filtrantes antimicrobianos, ou seja, não estimulam culturas de bactérias ou vírus, pois os materiais não apresentam meio favorável para tal.

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Energia Eficiente – Tema da Revista Arquitetura & Construção – Março 2015

Fonte: Procel Info

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Em tempos de contenção, usar a eletricidade de forma inteligente constitui o primeiro passo para evitar apagões. Reportagem da revista Arquitetura & Construção destaca os produtos, soluções e atitudes que fazem grande diferença na conta de luz

A edição de março da revista Arquitetura & Construção traz uma reportagem sobre medidas que devem ser adotadas para se conseguir uma utilização mais racional da energia elétrica. Atitudes como a substituição das instalações elétricas, adequando a rede à demanda, abrir e fechar rapidamente a geladeira para evitar a troca de calor com o ambiente, chuveiro elétrico com a seleção de temperatura correta estão entre as medidas que ajudam a economizar energia.

Outro ponto destacado pela reportagem é a substituição de equipamentos obsoletos, como lâmpadas e ar condicionado por outros mais modernos, eficientes e certificados pelo Selo Procel. Investimentos em automação residencial começam a ficar mais acessíveis e contribuem bastante para a redução do valor da conta de luz.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra

Revista Arquitetura e Construção_Março 2015.pdf

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Sai falta de mão de obra, entra falta de demanda

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Entre 2008 e 2013, construção civil procurou enfrentar o dilema da escassez de profissionais para atuar no canteiro de obra. Agora, cenário inverte

Massa Cinzenta

Induzido pelos números recentes da economia, o discurso dos empresários ligados à cadeia produtiva da construção civil brasileira mudou. Se antes pregava a busca de mão de obra qualificada para atender as vagas em aberto, atualmente a demanda é por obras. “Não podemos nos acomodar com o crescimento quase zero do PIB. A situação é grave, e se o governo não reagir, estimulando setores que impulsionam o desenvolvimento como o da construção, ela pode se agravar mais ainda”, afirma o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

O dirigente reverbera opiniões de vários segmentos, além de cobrar o pagamento de obras atrasadas e o lançamento de empreendimentos prometidos – tanto no âmbito federal quanto estadual e municipal. “Os governos precisam acabar com os atrasos dos pagamentos das obras de infraestrutura e habitação popular, colocar em dia os cronogramas de execução que foram adiados e retomar a concessão de financiamentos. O mesmo vale para o programa Minha Casa Minha Vida, que ainda não iniciou a contratação das prometidas 350 mil unidades habitacionais da fase 2 nem iniciou a fase 3”, reitera.

O vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, avalia que a retomada das obras passa por concessões de obras públicas e PPPs (Parcerias Público-Privadas) desde que ofereçam contratos atrativos e segurança jurídica, além de procedimentos que estimulem a economia. “Precisamos destravar tudo o que bloqueia o aumento da produtividade, como o excesso de burocracia em aprovações de empreendimentos imobiliários, dificuldades nos registros de imóveis e falta de flexibilidade na legislação trabalhista”, opina. 

Queda nos insumos

A constatação de que “mão de obra” foi substituída por “demanda por obras” se confirma nos dados recentemente apresentados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No estudo “Construção civil: desempenho e perspectivas” detecta-se queda de 5,73% no volume de insumos, como cimento, areia, pedra brita e blocos, impactados, obviamente, pela baixa contratação de fundações e de estruturas. Para 2015, estima a análise, essa queda tende a se acentuar. Porém, a FGV vê crescimento nos insumos que envolvem a etapa do acabamento, haja vista que existem muitos empreendimentos iniciados em 2013, e que deverão ser entregues no primeiro semestre de 2015.

Obviamente, os reflexos da menor contratação de obras impactam no emprego. De acordo com os números levantados pela FGV, somando todos os segmentos, a redução de vagas na construção civil será de 6,47%. A maior queda, aponta o estudo, ficará com a infraestrutura, que deverá contratar 14,09% a menos, seguido do setor imobiliário, que tende a cair 7%. “Os dados que apontam queda nos setores imobiliários e de infraestrutura deixam evidentes que a preocupação futura dos empresários passou a ser a falta de demanda, superando os problemas com falta de mão de obra”, atesta Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV.

Confira a íntegra do estudo da FGV

http://www.sindusconsp.com.br/envios/2015/docs/conjuntura_1002.pdf

Entrevistados

Presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto; vice-presidente de economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan e coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria Castelo

Contato: sindusconsp@sindusconsp.com.br

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Consumo de energia elétrica diminui no 1º trimestre, afirma ministro

Fonte: Folha de S. Paulo Online

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O ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) afirmou nesta quarta-feira (8) que foi registrada queda de 1,8% no consumo de energia eletrica no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo periodo do ano passado.

De acordo com o titular da pasta, esse indicador mostra empenho da populacao em reduzir excessos.

“A populacao esta compreendendo como fazer melhor uso da energia. A combater o desperdicio”, disse.

Durante sua explicacao, Braga nao comentou o peso do tarifaco sobre essa reducao no consumo.

Em fevereiro deste ano, a Aneel aprovou aumentos extraordinarios que, combinados com a aplicacao da bandeira tarifaria vermelha, chegaram a 48%.

A reducao da demanda por energia se faz necessaria no Brasil diante do baixo nivel de chuvas e dificuldade de recuperacao do nivel dos reservatorios das usinas hidreletricas.

A situacao levou o governo a ligar todas as usinas termeletricas. A medida ajuda a fortalecer a capacidade de geracao, mas tambem causa aumento de precos no setor.

Nesse sentido tambem, o governo federal, a Aneel (Agencia Nacional de Energia Eletrica) e as distribuidoras de energia acabaram por lancar campanhas pela conscientizacao do consumidor e pelo consumo consciente.

RISCO

O ministro, que participa nesta manha da Comissao de Servicos de Infraestrutura no Senado Federal, tambem antecipou a nova previsao para risco de desabastecimento no setor eletrico neste ano.

O numero e recalculado e divulgado mensalmente, apos reuniao do CMSE (Conselho de Monitoramento do Setor Eletrico), que ocorrera na tarde desta quarta-feira.

O novo dado indica que o rico de desabastecimento caiu para as regioes Sudeste/Centro-Oeste. Em marco a estimativa era de um risco de 6,1%. Refeitos os calculos neste mes de abril, o percentual baixou para 4,9%.

O valor esta agora dentro da margem de seguranca estabelecida, que preve manutencao desse risco em ate 5%.

Para a regiao Nordeste, por outro lado, o risco permaneceu inalterado entre os meses, em 1,2%.

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Risco de déficit de energia no Sudeste caiu para 4,9%, diz ministro

Fonte: Valor Online – São Paulo

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Os dados preliminares do mês de abril indicam que o risco de déficit (desabastecimento) de energia elétrica em 2015 caiu para 4,9% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, segundo informou nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que participa de audiência pública na Comissão de Infraestrutura no Senado.

O indicador deve ser referendado na reunião de hoje do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Em março, o risco de déficit para 2015 no Sudeste/Centro-Oeste era de 6,1%. Na avaliação do governo, o setor elétrico começa a sofrer risco real de falha na entrega de energia ao consumidor quando o risco de déficit é superior a 5%.

Também ao antecipar dados preliminares que serão discutidos à tarde no CMSE, Braga informou que o risco de déficit de energia em 2015 no subsistema Nordeste se manteve em 1,2% entre os meses de março e abril.

População

Durante apresentação aos senadores, o ministro disse que a população tem dado sinais de que está entendendo a necessidade fazer uso racional da energia, respondendo às medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise no setor.

“A população está compreendendo a necessidade de fazer um uso melhor da energia elétrica para que possamos combater o desperdício e buscar o uso mais racional”, afirmou o ministro, ao mencionar que no primeiro trimestre de 2015 houve uma redução do consumo de 1,8%.

Segundo Braga, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentará na reunião de hoje o resultado da fiscalização do atraso na linha de transmissão que vai escoar a energia produzida pela hidrelétrica Teles Pires, em construção na divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará, no rio com o mesmo nome da usina.

No mês passado, o ministro afirmou que o governo estava disposto a cassar a concessão da linha de transmissão se não houvesse avanço nas obras de responsabilidade das empresas State Grid e Copel.

Angra 3

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, informou que o Tesouro Nacional deu aval definitivo ao empréstimo de R$ 3,8 bilhões pleiteado pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, junto à Caixa Econômica Federal. “O Tesouro autorizou ontem a segunda contragarantia da Caixa Econômica que permitirá entregar Angra 3 em 2018”, afirmou o ministro ao se referir à usina termonuclear que receberá os recursos.

Segundo nota divulgada pelo Ministério de Minas e Energia, a liberação da operação de crédito foi acertada em reunião realizada ontem, terça-feira, entre Braga e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Ao ser concluída, Angra 3 terá capacidade instalada de 1.405 megawatts (MW). O financiamento se destina à aquisição de materiais, equipamentos e serviços estrangeiros.

Conforme revelou o Valor no final de março, a área econômica do governo relutava em flexibilizar a decisão de não dar mais aval do Tesouro Nacional a empréstimos tomados por estatais. Pesava contra os argumentos da ala do governo ligada ao setor elétrico o fato de a usina nuclear ter tido o seu orçamento elevado 50% nos últimos quatro anos.

Na época, Braga teria alertado a Fazenda de que a demora no aval do Tesouro poderia fazer com que Angra 3 fosse entregue depois de 2018, no próximo governo.

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CBRE to purchase Johnson Controls’ Global WorkPlace Solutions business for $1.475 billion

Fonte: Johnson Controls

Acesse aqui a divulgação a partir da página da JCI.

CBRE to purchase Johnson Controls’ Global WorkPlace Solutions business for $1.475 billion

Strategic alliance expected to generate incremental revenues

MILWAUKEE – [March 31, 2015] – Johnson Controls, Inc. (NYSE: JCI) announced today it has reached a definitive agreement for the sale of its Global WorkPlace Solutions (GWS) business to CBRE Group, Inc., for $1.475 billion. The company announced its intentions to divest the GWS business in September 2014 as part of its strategy to invest in product businesses that are core to its multi-industrial portfolio and growth objectives.

The agreement includes a 10-year strategic relationship between the two companies. Johnson Controls will be the preferred provider of HVAC equipment, building automation systems and related services to the 5 billion sq. ft. portfolio of real estate and corporate facilities managed globally by CBRE and GWS. The agreement provides Johnson Controls with new channels for its offerings and when fully operational is expected to generate up to $500 million of annual incremental revenue for the Johnson Controls Building Efficiency business.

“This agreement with CBRE is a great step for both companies that will allow each of us to build upon our core strengths to create new sources of value for our customers. GWS is a natural fit with CBRE’s offerings, and together they will strategically take the business forward,” said Alex Molinaroli, chairman and CEO, Johnson Controls. “In addition, the new strategic partnership provides another new, strong channel for Johnson Controls to serve CBRE and its clients around the world with our full portfolio of buildings technologies and services.”

In connection with the agreement, CBRE will also provide Johnson Controls with a full suite of integrated corporate real estate services (including facilities management, project management and transaction services) on more than 50 million sq. ft. of Johnson Controls properties.

“The exceptionally talented GWS team will greatly enhance our service offering for occupiers around the world,” said Bob Sulentic, president and chief executive officer of CBRE. “With GWS, we further our ability to create advantages for occupier clients by aligning every aspect of how they lease, own, use and operate real estate to enhance their competitive position.”

In addition, the companies will jointly provide $40 million over 10 years to fund an innovation lab that will develop leading-edge energy management solutions to lower costs and enhance their clients’ work environments. The joint innovation lab will evaluate, connect and leverage products, services and energy data to create value for occupiers and investors of real estate.

“This agreement is much more than a transaction,” said Molinaroli. “It reflects our commitment to grow our buildings business, and is a long-term arrangement with significant mutual value and a strategic partnership that will drive sustainable growth for both companies.”

Johnson Controls noted that it had recently completed the sale of its interests in two GWS-related joint ventures to Brookfield Asset Management, Inc. Including the joint venture transactions, aggregate proceeds from the GWS business divestitures are $1.675 billion.

Johnson Controls said it will treat GWS as a discontinued operation in the second quarter of fiscal 2015. The transaction is expected to close near the end of its 2015 fiscal year and is subject to regulatory clearance. BofA Merrill Lynch acted as the financial advisor to Johnson Controls, with Wachtell, Lipton, Rosen & Katz serving as legal advisor. The company will host an analyst call Tuesday March 31 at 10 a.m. CDT. It is available via webcast in the investor section of http://www.johnsoncontrols.com/investors.

About Johnson Controls: Johnson Controls is a global diversified technology and industrial leader serving customers in more than 150 countries. Our 170,000 employees create quality products, services and solutions to optimize energy and operational efficiencies of buildings; lead-acid automotive batteries and advanced batteries for hybrid and electric vehicles; and interior systems for automobiles. Our commitment to sustainability dates back to our roots in 1885, with the invention of the first electric room thermostat. Through our growth strategies and by increasing market share we are committed to delivering value to shareholders and making our customers successful. In 2014, Corporate Responsibility Magazine recognized Johnson Controls as the #12 company in its annual “100 Best Corporate Citizens” list. For additional information, please visit http://www.johnsoncontrols.com or follow @johnsoncontrols on Twitter.

About Johnson Controls Global WorkPlace Solutions

Johnson Controls Global WorkPlace Solutions (GWS) is a leading provider of facilities, corporate real estate and energy management for many of the world’s largest companies. The company creates business advantage for its customers through tailored solutions that optimize their real estate performance and employee productivity while reducing total occupancy costs. Its 16,000 employees have delivered over $3 billion in savings for its customers over the last 10 years and ensures the business continuity for the 1.2 billion square feet of real estate that the company manages in 55 countries.

CONTACT:

Fraser Engerman

414-524-2733

fraser.engerman@jci.com

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Notícia de Associado – Redes de varejo começam a substituir R-22 para atender Protocolo de Montreal

Não desmerecendo a atitude de nossas empresas de varejo e supermercados, observa-se, como de costume (aqui no Brasil), um “delay” ou “retardamento” na tomada de medidas…. Enfim, este parece que será sempre o perfil brasileiro de agir…

Há vários anos deixamos de produzir o R-22 aqui no Brasil, conforme cronograma estabelecido pelas entidades brasileiras frente ao Protocolo de Montreal, admitindo desde lá uma escala progressiva de redução na importação do produto, o que, por outro lado, provocou a elevação de seu preço no mercado.

Além de instalações de menor porte (embora as vezes em um grande volume de equipamentos), observam-se ainda edifícios comerciais operando com HCFCs….

Será que de fato estamos “acordando” (ainda que tardiamente…), ou o preço do refrigerante começa à nos incomodar?

Para pensar…..e para repensar em nosso “estigma” de deixar tudo para os 48 minutos do segundo tempo…

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Fonte: ASBRAV

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Tendência é haver aumento nas operações de Retrofit nas empresas do segmento em 2015, em virtude da menor oferta por HCFCs

Empresas brasileiras de vários segmentos de mercado têm ajudado a impulsionar a substituição do fluido refrigerante R-22 ou HCFC-22, agindo em linha com diretrizes do Protocolo de Montreal*. A medida, agora, começa a despertar mais fortemente o interesse das redes de varejo, um dos setores que mais utilizam esse produto.

Os HCFCs ou hidroclorofluorcarbonos estão listados entre as substâncias que possuem ODP ou Potencial de Destruição da Camada de Ozônio, e por determinação do Protocolo de Montreal, tais produtos possuem a importação regulada pelo Governo Federal. O volume de importação será reduzido ano a ano até a sua erradicação, prevista para ocorrer no Brasil em 2040.

Segundo o gerente de negócios Renato Cesquini, a DuPont Fluorquímicos registra desde meados do ano passado um número crescente de consultas provenientes das empresas do varejo nacional no tocante à substituição dos HCFCs.

“O interesse pela prática do Retrofit** está aumentando nas lojas supermercadistas”, afirma o executivo.

Cesquini explica que Retrofit é o nome que se dá à operação técnica aplicada a equipamentos que ainda funcionam com HCFCs – a prática, em resumo, possibilita a substituição desses compostos por fluidos refrigerantes ambientalmente aceitos.

Somente no final do ano passado, adianta Cesquini, duas importantes redes de supermercados atuantes no interior de São Paulo e Minas Gerais, as marcas Iquegami e Varejão Fernandes, concluíram as primeiras operações de Retrofit em suas lojas. As duas empresas optaram por trocar o R-22 pelo fluido refrigerante alternativo ISCEON® MO99.

Anteriormente, supermercados das bandeiras VIP e Super Nosso também validaram o uso de ISCEON® MO29 em seus equipamentos.

“Relacionado entre os produtos mais utilizados no Brasil em sistemas de refrigeração e condicionamento de ar, o R-22 ao mesmo tempo figura entre os mais atingidos pelas restrições regulatórias dos próximos anos”, explica Cesquini. “Esse cenário deverá acelerar a movimentação das empresas de varejo no sentido de se adequar às diretrizes do Protocolo de Montreal”, acredita.

“No Brasil o R-22 já apresenta restrições de importação. Por isso decidimos aplicar um fluido refrigerante mais moderno e trabalhar em conformidade com a legislação”, ressalta o sócio-gerente do Varejão Fernandes, Renato Eduardo Fernandes.

Marca tradicional do varejo regional, Varejão Fernandes mantém lojas na mineira Itamogi e também na paulista Cajuru (SP), cidades situadas próximas à divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

“Recomendo às empresas do varejo a fazer a operação de Retrofit. O processo é prático, rápido e não demanda mudanças significativas nos equipamentos. A eficiência do fluido refrigerante ambientalmente aceito ISCEON® MO99 é semelhante à do R-22”, continua o empresário.

Já Marcia Heloísa Iquegami, sócia-diretora da rede que leva seu sobrenome, com 7 lojas na região de Bebedouro (SP), entende que o maior benefício do Retrofit é permitir à empresa aderir a um produto ambientalmente aceito.

“Sabemos que a utilização do R-22 está em declínio. O Retrofit deve ser percebido, antes de mais nada, como uma ação efetiva de responsabilidade ambiental”, frisa a empresária.

Marcia já considera estender o Retrofit com ISCEON® MO99 às lojas da rede nas cidades paulistas de Guaraci, Monte Azul Paulista, Olímpia e Severínia.

Especialistas do setor apontam o fluido refrigerante ISCEON® MO99, adotado no Retrofit realizado pelas redes Varejão Fernandes e Iquegami, como o substituto ideal do R-22 em equipamentos já existentes.

De acordo com a DuPont, ISCEON® MO99 apresenta GWP ou potencial de aquecimento global menor em comparação a outros HFCs substitutos do R-22. Seu indicador é 42% menor em comparação ao R-404A, por exemplo. Segundo a companhia, ISCEON® MO99 é ainda compatível com os lubrificantes a base de óleo mineral (OM), alquibenzeno (AB) e poliol éster (POE).

*Protocolo de Montreal = Documento celebrado mundialmente no final da década de 1980, que estabelece metas e prazos para a eliminação dos CFCs e HCFCs, substâncias que degradam a camada de ozônio.

**Retrofit = Conversão de equipamentos que contêm CFCs ou HCFCs, para operar com fluidos refrigerantes que apresentam zero potencial de degradação da camada de ozônio.

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