Notícia de Associado – Redes de varejo começam a substituir R-22 para atender Protocolo de Montreal

Não desmerecendo a atitude de nossas empresas de varejo e supermercados, observa-se, como de costume (aqui no Brasil), um “delay” ou “retardamento” na tomada de medidas…. Enfim, este parece que será sempre o perfil brasileiro de agir…

Há vários anos deixamos de produzir o R-22 aqui no Brasil, conforme cronograma estabelecido pelas entidades brasileiras frente ao Protocolo de Montreal, admitindo desde lá uma escala progressiva de redução na importação do produto, o que, por outro lado, provocou a elevação de seu preço no mercado.

Além de instalações de menor porte (embora as vezes em um grande volume de equipamentos), observam-se ainda edifícios comerciais operando com HCFCs….

Será que de fato estamos “acordando” (ainda que tardiamente…), ou o preço do refrigerante começa à nos incomodar?

Para pensar…..e para repensar em nosso “estigma” de deixar tudo para os 48 minutos do segundo tempo…

—————————————————————————————

Fonte: ASBRAV

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Tendência é haver aumento nas operações de Retrofit nas empresas do segmento em 2015, em virtude da menor oferta por HCFCs

Empresas brasileiras de vários segmentos de mercado têm ajudado a impulsionar a substituição do fluido refrigerante R-22 ou HCFC-22, agindo em linha com diretrizes do Protocolo de Montreal*. A medida, agora, começa a despertar mais fortemente o interesse das redes de varejo, um dos setores que mais utilizam esse produto.

Os HCFCs ou hidroclorofluorcarbonos estão listados entre as substâncias que possuem ODP ou Potencial de Destruição da Camada de Ozônio, e por determinação do Protocolo de Montreal, tais produtos possuem a importação regulada pelo Governo Federal. O volume de importação será reduzido ano a ano até a sua erradicação, prevista para ocorrer no Brasil em 2040.

Segundo o gerente de negócios Renato Cesquini, a DuPont Fluorquímicos registra desde meados do ano passado um número crescente de consultas provenientes das empresas do varejo nacional no tocante à substituição dos HCFCs.

“O interesse pela prática do Retrofit** está aumentando nas lojas supermercadistas”, afirma o executivo.

Cesquini explica que Retrofit é o nome que se dá à operação técnica aplicada a equipamentos que ainda funcionam com HCFCs – a prática, em resumo, possibilita a substituição desses compostos por fluidos refrigerantes ambientalmente aceitos.

Somente no final do ano passado, adianta Cesquini, duas importantes redes de supermercados atuantes no interior de São Paulo e Minas Gerais, as marcas Iquegami e Varejão Fernandes, concluíram as primeiras operações de Retrofit em suas lojas. As duas empresas optaram por trocar o R-22 pelo fluido refrigerante alternativo ISCEON® MO99.

Anteriormente, supermercados das bandeiras VIP e Super Nosso também validaram o uso de ISCEON® MO29 em seus equipamentos.

“Relacionado entre os produtos mais utilizados no Brasil em sistemas de refrigeração e condicionamento de ar, o R-22 ao mesmo tempo figura entre os mais atingidos pelas restrições regulatórias dos próximos anos”, explica Cesquini. “Esse cenário deverá acelerar a movimentação das empresas de varejo no sentido de se adequar às diretrizes do Protocolo de Montreal”, acredita.

“No Brasil o R-22 já apresenta restrições de importação. Por isso decidimos aplicar um fluido refrigerante mais moderno e trabalhar em conformidade com a legislação”, ressalta o sócio-gerente do Varejão Fernandes, Renato Eduardo Fernandes.

Marca tradicional do varejo regional, Varejão Fernandes mantém lojas na mineira Itamogi e também na paulista Cajuru (SP), cidades situadas próximas à divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

“Recomendo às empresas do varejo a fazer a operação de Retrofit. O processo é prático, rápido e não demanda mudanças significativas nos equipamentos. A eficiência do fluido refrigerante ambientalmente aceito ISCEON® MO99 é semelhante à do R-22”, continua o empresário.

Já Marcia Heloísa Iquegami, sócia-diretora da rede que leva seu sobrenome, com 7 lojas na região de Bebedouro (SP), entende que o maior benefício do Retrofit é permitir à empresa aderir a um produto ambientalmente aceito.

“Sabemos que a utilização do R-22 está em declínio. O Retrofit deve ser percebido, antes de mais nada, como uma ação efetiva de responsabilidade ambiental”, frisa a empresária.

Marcia já considera estender o Retrofit com ISCEON® MO99 às lojas da rede nas cidades paulistas de Guaraci, Monte Azul Paulista, Olímpia e Severínia.

Especialistas do setor apontam o fluido refrigerante ISCEON® MO99, adotado no Retrofit realizado pelas redes Varejão Fernandes e Iquegami, como o substituto ideal do R-22 em equipamentos já existentes.

De acordo com a DuPont, ISCEON® MO99 apresenta GWP ou potencial de aquecimento global menor em comparação a outros HFCs substitutos do R-22. Seu indicador é 42% menor em comparação ao R-404A, por exemplo. Segundo a companhia, ISCEON® MO99 é ainda compatível com os lubrificantes a base de óleo mineral (OM), alquibenzeno (AB) e poliol éster (POE).

*Protocolo de Montreal = Documento celebrado mundialmente no final da década de 1980, que estabelece metas e prazos para a eliminação dos CFCs e HCFCs, substâncias que degradam a camada de ozônio.

**Retrofit = Conversão de equipamentos que contêm CFCs ou HCFCs, para operar com fluidos refrigerantes que apresentam zero potencial de degradação da camada de ozônio.

Anúncios

Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
Esse post foi publicado em Brasil, Eficiência Energética, Sustentabilidade e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s