Brasileiros criam mini-hidrelétrica que permite gerar energia elétrica em casa

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Dois jovens curitibanos desenvolveram uma inovação tecnológica que traria tranquilidade a muitos brasileiros: o sonho da usina elétrica própria. Conforme apurou a Tribuna do Paraná, os engenheiros mecânicos Felipe Wotecoski, 31, e Juliano Rataiczyk, 30, desenvolveram um equipamento capaz de gerar energia no quintal de casa com impacto reduzido ao meio ambiente.

Com o tamanho similar ao de um fogão de quatro bocas, a microusina é capaz de gerar até 720 Kilowatts/hora por mês, energia suficiente para abastecer de três a quatro residências e ainda devolver um pouco de energia à rede elétrica. A economia, com essa quantidade de energia, é de aproximadamente R$ 500 mensais com a conta de luz, de acordo com os engenheiros.

A alternativa é sustentável e parte do princípio da energia renovável. “As megausinas hidrelétricas são muito grandes e difíceis de gerenciar. A ideia é descentralizar esta produção, com equipamentos simples de instalar, operar e fazer manutenção, para dar conta da crescente demanda de energia que temos visto a cada ano. Temos cada vez mais aparelhos eletrônicos dentro de casa”, conta Felipe.

Usina Hidrelétrica de Jaguara, exemplo de produção de energia em grande escala. © Ernani Baraldi, via Flickr. Licença CC BY 2.0

Limitação geográfica

Embora seja inovadora, a ideia das microusinas tem uma limitação: para instalar uma do tipo em casa, é preciso ter uma fonte de água perto da propriedade – um rio ou riacho, até mesmo um vertedouro, ou seja, uma disponibilidade mínima de água – e uma queda natural de pelo menos 15 metros de altura, para que a correnteza tenha força suficiente para acionar a turbina da usina.

Conforme Felipe Wotecoski, um dos criadores do equipamento, nestas condições, o fluxo de cinco litros de água por segundo é suficiente. É uma quantidade pequena, visto que uma descarga consome nove litros por segundo. Um cano de PVC de tamanho médio (40 milímetros) poderia ser suficiente. Mas, para evitar travamentos no caminho e a água fluir mais rápido, os engenheiros optaram por utilizar um cano maior, como os usados em instalações sanitárias de uma residência. Indústrias que possuem pontos de água sob pressão também podem ter os equipamentos.

Foto: Divulgação

A operação para instalação da usina é simples: é preciso substituir o relógio comum da concessionária de energia por outro bidirecional, que mede a quantidade de energia usada na rede da operadora e o volume devolvido à rede.

O relógio calcula a diferença e, se a pessoa consumiu mais energia da rede do que da microusina, paga só esta diferença.

Mas se não consumiu nada da rede e ainda jogou energia da micro usina para ela, vai ganhando créditos, que podem ser usados ao longo de 60 meses. O usuário pode aproveitar estes créditos em quaisquer outros imóveis sob o mesmo CPF ou CNPJ.

E o que sobra da energia produzida é jogada de volta na rede, que pode ser usada pela vizinhança (igual como acontece com outros sistemas, como os de energia solar e eólica). Uma micro usina hidrelétrica “caseira” pode ter quantos módulos forem necessários, multiplicando a produção. E a vantagem de ter mais módulos é que, se um dos equipamentos para de funcionar por algum motivo, os outros continuam suprindo a demanda, pois apesar de interligados, agem independentes.

Foto: Divulgação

O custo da instalação de cada módulo é de R$ 19.900, mas o valor reduz se forem instalados mais do que um. E a expectativa é que o custo reduza em breve, tão logo as encomendas e a produção em série aumente.

Quem já enxerga as vantagens do projeto é o empresário Daniel Collere. Ele mora no município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, e tem uma chácara em Antonina. Foi na chácara dele que os jovens engenheiros instalaram os primeiros protótipos, testaram e conseguiram as devidas licenças e homologações para produzir e comercializar as micro usinas em larga escala.

Daniel conta que o fornecimento de energia na região, à beira do Rio do Nunes, é muito instável, principalmente quando chove ou venta muito. E a chegada do equipamento hidrelétrico veio em boa hora. Reduziu as perdas de aparelhos elétricos queimados (antena parabólica, antena da Sky, geladeira, etc.) e deu um “alívio” pro bolso. “Vou para lá só aos fins de semana. Mas fim de tarde e noite sempre falta luz. Ficávamos à luz de velas. Chegava até a ser romântico”, brinca Daniel, que gasta cerca de 300 Kw/h por mês na propriedade. A usina é capaz de pagar a conta de luz da chácara e ainda manda créditos para abater da residência do empresário, em Colombo.

Foto: Divulgação

“É um investimento que, pra mim, se paga em menos de três anos. É um projeto legal e que ainda ajuda a natureza. Tenho tanques de peixes e, antes, eu oxigenava a água com a queda natural da água, de um rio que passa em cima da chácara. Como agora a água passa pela turbina da micro usina, desce bem mais oxigenada para o tanque. E o equipamento não altera em nada as propriedades da água, nem polui”, afirma ele, que conseguiu otimizar a produção de tilápias.

Startup

A Metha, empresa aberta por Felipe e o sócio Juliano para o desenvolvimento da microusina, foi a única do Paraná selecionada no programa Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) para receber R$ 1 milhão, dinheiro que irá permitir à startup instalar sua linha de montagem e selecionar distribuidores do equipamento em todo o país.

A iniciativa está sendo desenvolvida dentro do Vale do Pinhão, o movimento da Prefeitura e do ecossistema de inovação da capital para tornar Curitiba a cidade mais inteligente do país, e acelerado pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

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Arquitetura sustentável: novas práticas de sucesso

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Telhado eco produtivo na Comunidade dos Pequenos Profetas (Foto: Divulgação)

Arquitetura tem muito a ver com o espaço e a vida das pessoas. E traz reflexos da (e na) comunidade. A sentença da arquiteta Fernanda Durães traduz a preocupação com o conforto e a sustentabilidade nos projetos que assina. E esses cuidados com o meio ambiente e os reflexos que uma interferência possa deixar para as futuras gerações são cada vez mais presentes na arquitetura. E se destacam na pauta da arquitetura sustentável.

Fernanda é a autora do projeto que implantou o telhado eco produtivo na ONG Comunidade dos Pequenos Profetas, no bairro de São José, no Recife. São 19 canteiros, numa área de 400 m ², com vista privilegiada para o Cais José Estelita e o rio Capibaribe.

Para vencer os obstáculos de lidar com uma edificação antiga e driblar a inclinação do telhado, Fernanda usou madeira certificada de forma escalonada. “Fizemos toda a parte da estrutura em patamares de escada e em cada patamar fizemos canteiros. Aproveitamos também para fazermos uma coberta. Na parte superior da cumeeira trabalhamos uma área plana também na madeira. Houve ainda a preocupação do aproveitamento da energia solar. Então colocamos painéis de captação, já que o Recife é uma cidade de muita incidência de luz forte”, explica.

Projeto da arquiteta Fernanda Durães (Foto: Divulgação)

É também da arquiteta o projeto da Ecogreen, também voltada à sustentabilidade no Recife. Ao mudar-se para uma nova casa, a empresa buscou aliar ainda mais os conceitos trabalhados junto aos clientes para ir de encontro à sua filosofia. O local, então, foi repaginado com base na arquitetura sustentável.

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Projetos de retrofit renovam edificações antigas e criam novos usos

Fonte: AECweb / e-Construmarket

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O arquiteto responsável pelo projeto precisa estar atento a diferentes características do empreendimento, como o estado das estruturas e as condições dos sistemas elétrico e hidráulico

Redação Portal AECweb / e-Construmarket

O retrofit é a modernização e atualização de imóveis antigos, adequando-os à realidade atual (Foto: Mr Twister / shutterstock)

A região central das grandes metrópoles brasileiras está permeada de edifícios abandonados. Porém, eles poderiam ser aproveitados. Na capital paulista, por exemplo, entre outubro de 2014 e dezembro de 2017, a prefeitura contabilizou 779 empreendimentos ociosos. O número contrasta com o déficit habitacional na cidade que, atualmente, chega a 358 mil novas moradias. Muitas vezes, sem receber a devida manutenção, esses edifícios não oferecem segurança para serem ocupados imediatamente. Assim, o retrofit é a solução, porém, exige cuidados. “São necessários profunda análise da estabilidade das estruturas e orçamento criterioso, pois, em alguns casos, as alterações são tão impactantes que inviabilizam financeiramente a ação”, destaca o arquiteto Flavio Cunha, diretor do escritório SET Arquitetura e Construções.

De acordo com o especialista, o retrofit é a modernização e atualização de imóveis antigos, adequando-os à realidade atual. “Há inúmeras mudanças que exigem otimização, mas nem todas são estruturais ou de infraestrutura”, diz. Um exemplo são prédios com grandes áreas subutilizadas, como lajes de estacionamento ou coberturas sem uso. Nesses casos, o projeto consegue aproximar o velho edifício dos padrões dos lançamentos atuais, com áreas de lazer completas integradas ao condomínio.

O retrofit também é capaz de adequar a edificação às tecnologias mais recentes. Prédios antigos não contavam com infraestrutura separada para as instalações de internet, câmeras de segurança, automação e gás encanado. Assim como seus circuitos elétricos utilizavam equipamentos que não suportariam a potência exigida pelos atuais equipamentos eletroeletrônicos.

PROJETOS DE RETROFIT

Segundo Cunha, na grande maioria dos casos, as construções antigas não estão preparadas para a atualização e/ou modernização. “Para executar a infraestrutura complementar, é preciso avaliar os possíveis caminhos, estudar as interferências e as técnicas construtivas adequadas entre o que já foi executado e o que será realizado”, comenta. Uma alternativa interessante é a infraestrutura aparente que, se for bem desenhada e instalada, pode até modernizar o aspecto visual do empreendimento.

Outra dificuldade bastante frequente em retrofits são os acabamentos. É comum que os materiais originais tenham saído do mercado, ou, quando encontrados, tenham preço bastante elevados. Para contornar a situação, a recomendação é realizar uma boa análise antes de demolir ou quebrar qualquer parede, sempre visando a preservação dos acabamentos para posterior reutilização. “Em alguns casos, pode ser necessário contratar mão de obra especializada para manter as características existentes”, adverte Cunha.

Quando é necessário alterar a fachada, o arquiteto deve estar atento para que as estruturas novas estejam em harmonia com as antigas. “É possível pensar o projeto com elementos diferentes e inovadores, que não descaracterizem a construção inicial, mas a valorizem arquitetonicamente”, observa Cunha, mencionando a Pinacoteca do Estado de São Paulo, projeto elaborado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, como case de sucesso de retrofit desenvolvido com conceitos diferentes dos originais.

São necessários profunda análise da estabilidade das estruturas e orçamento criterioso, pois, em alguns casos, as alterações são tão impactantes que inviabilizam financeiramente o retrofit

Flavio Cunha

CUIDADOS IMPORTANTES

O arquiteto deve ter atenção especial com os diversos sistemas, como o elétrico e o hidráulico, já que os materiais que os compõem se deterioram com o passar do tempo. “É recomendada a modernização dos quadros elétricos e dos disjuntores, além da substituição da fiação. Existem instalações antigas com fios revestidos de tecido e tubulação interna de metal que podem gerar um curto-circuito e até incêndios”, alerta o arquiteto. Outra iniciativa é a substituição das lâmpadas incandescentes por opções mais modernas, como as de LED.

Na análise das instalações hidráulicas, é preciso considerar que muitos prédios antigos foram construídos com as prumadas de ferro — material que oxida e pode romper com a pressão da água. Outro ponto crítico são as conexões entre os tubos, assim como os canos de cobre usados em sistemas de água quente e que precisam ser substituídos a cada 30 anos. “Como esses materiais ficam embutidos nas paredes, podem apresentar pequenos vazamentos ou rompimentos que causam grandes prejuízos à construção”, informa o diretor do escritório SET Arquitetura e Construções. Para evitar problemas com o sistema hidráulico, é indicada a substituição das prumadas dos edifícios e, às vezes, dos registros e das tubulações. Para isso, são indicados tubos de PPR (Polipropileno Copolímero Random), que têm alta resistência ao tempo, e conexões de eletrofusão. A tubulação de PVC colada também oferece grande resistência.

Para reforço ou complemento estrutural, podem ser usadas estruturas metálicas. A solução é capaz de agilizar a execução da obra, eliminando a necessidade de cura e desmontagem das escoras — etapas indispensáveis na execução do concreto armado. A escolha deve considerar o custo, pois, dependendo da situação, a alternativa metálica acaba sendo mais cara do que o concreto armado convencional. “Além das estruturas, as fundações também podem precisar de reforço e impermeabilização, principalmente, nas residências com sapatas corridas, que antigamente eram executadas com tijolinhos e conduziam toda a umidade do solo para as paredes”, lembra Cunha.

O projeto de retrofit precisa observar a segurança das estruturas da cobertura. O madeiramento ou elementos metálicos de telhados antigos sofrem com a ação do tempo e também pedem substituição. “O tratamento precoce das estruturas metálicas podem aumentar a longevidade”, indica o arquiteto. Já no caso de madeiras, a estrutura principal executada com madeira de lei tem grande durabilidade. Por outro lado, o ripamento que sustenta as telhas tem vida útil de cerca de 50 anos. Finalizado esse prazo, a troca se torna necessária.

A impermeabilização de lajes também é um item muito importante e que necessita de cuidados. “A água é um dos grandes agentes causadores de problemas nas construções. As impermeabilizações têm vida útil de 30 anos. Esse período é ampliado se a proteção mecânica for bem executada”, garante Cunha.

RETROFIT PARA REVITALIZAÇÃO

O retrofit também funciona para revitalizar espaços pré-existentes. Um exemplo é o edifício Paço de Coimbra, localizado na zona central de São Paulo, elaborado pela arquiteta Sylvana Billia, titular do escritório Sylvana Billia Arquitetura, e executado pelo escritório SET Arquitetura e Construções. “A demanda do projeto era criar um sistema de clausura para segurança no acesso de pedestres e de veículos ao prédio, sem descaracterizar a arquitetura original”, informa Billia. Ela procurou criar a nova estrutura com gradis e portões, seguindo a mesma linguagem do fechamento original — gradis de ferro trabalhados com ornatos e lanças de ferro fundido. “A dificuldade principal foi encontrar mão de obra especializada para esse tipo de elemento. O serralheiro precisava manter as características dos ornatos”, conta.

É possível pensar o projeto com elementos diferentes e inovadores, que não descaracterizem a construção inicial, mas a valorizem arquitetonicamente

Flavio Cunha

Algumas muretas do jardim, revestidas com fulget, também precisaram ser modificadas. No entanto, como o material não pode receber emenda, a solução encontrada foi aplicar um fulget com cola sobre o original. “Como não foi necessário retirar o revestimento anterior, o trabalho acabou sendo bastante simplificado”, avalia a arquiteta. “Os muros de divisa também precisaram de alguns retoques e, para isso, foi necessário seguir o padrão da massa tipo ‘travertino’, existente no prédio original. Foram feitas emendas imperceptíveis com material similar, já que o original não existe mais. Buscamos texturas e cores novas bem parecidas com as originais”, finaliza Billia.

Materiais e logística

Em projetos de retrofit, o ideal é contar sempre com materiais avançados tecnologicamente e que tenham durabilidade elevada. “No entanto, nem sempre conseguimos empregar as melhores soluções devido à limitação de custo”, informa Flavio Cunha.

A logística também precisa ser levada em consideração no momento de especificar as soluções. Obras realizadas no centro expandido de São Paulo, por exemplo, só podem receber materiais durante a madrugada, por conta da restrição ao tráfego de caminhões..

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Retrofit de iluminação oferece eficiência energética e operacional

Colaboração técnica

Flavio Cunha

– Com mais de 25 anos de experiência profissional, iniciou sua carreira aos 13 anos, quando ingressou no curso de Edificações, na Escola Técnica Oswaldo Cruz Paes Leme. Ao longo dos anos, prestou serviços para empresas, escritórios e associações. É titular do escritório SET Arquitetura e Construções, que desenvolve projetos e executa obras nos segmentos corporativo, comercial, residencial, predial, hoteleiro e de interiores.

Sylvana Billia

– Formada em Arquitetura pela Faculdade Belas Artes de São Paulo, fez o Curso de Especialização em Administração para Graduados (CEAG) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e o curso de Empreendimentos Imobiliários da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). É sócia diretora do escritório Sylvana Billia

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A tecnologia que limpará os oceanos do lixo está pronta para começar a limpeza

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Uma das questões ambientais que somos forçados a enfrentar com urgência é a grave incidência de plásticos em nossos mares e oceanos. São quase dois bilhões de pedaços de plástico que flutuam na superfície do Oceano Pacífico, no que hoje é conhecido como a grande ilha de lixo. Encontrar uma solução não parece fácil, mas os projetos estão começando a surgir e podem ajudar.

Este é o caso da Ocean Cleanup, uma empresa dedicada ao desenvolvimento de tecnologias para o que eles mesmos chamam de: a maior limpeza dos oceanos da história. O projeto que até agora só tinha passado por testes, começou sua atividade alguns dias atrás e seu plano parece simples: crie uma barreira no mar, concentre o plástico e, finalmente, remova-o. O sistema consiste em uma barreira flutuante de 600 metros de comprimento e 3 metros de profundidade que impedirá que o plástico passe tanto acima quanto abaixo.

A barreira projetada pela Ocean Cleanup é equipada com sistemas elétricos, sensores e câmeras que serão alimentadas por energia solar para operar de forma autônoma. Seu desenho em forma de “U” levou em conta as características físicas e dinâmicas dos ventos e das correntes para obter a barreira de lixo e acumulá-la até o momento de sua coleta.

Os planos de curto prazo da Ocean Cleanup são fascinantes porque não só irá implantar uma barreira, mas o projeto tem até 60 barreiras idênticas que totalizarão quase 40 quilômetros.

As previsões são realmente otimistas. Segundo a própria empresa, essas barreiras poderão limpar metade do lixo da ilha do Pacífico em apenas cinco anos. Isso significa que eles coletarão quase um milhão de peças de plástico até 2024. Além disso, seus planos incluem a conclusão de 90% da ilha até 2040.

Em 8 de setembro, o primeiro sistema de limpeza oceânica partiu de seu ponto de montagem em Alameda, na Baía de São Francisco, de onde será rebocado para a Ilha do Lixo do Pacífico.

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MERCOFRIO debate o futuro do segmento de climatização e refrigeração

Fonte: ANPRAC – Associação Nacional dos Profissionais de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento

Evento ocorre entre os dias 25 e 27 de setembro, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre

Considerado como uma referência nacional no segmento, o Mercofrio 2018 – 11º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação traz grande expectativa para o setor. As atividades acontecem entre os dias 25 e 27 de setembro reunindo autoridades nas mais diversas áreas do setor e convidados internacionais. O congresso tem a tradição em apresentar trabalhos de alta notoriedade, relevância técnica e utilidade mercadológica.

– É um momento de aproveitar as imensas oportunidades que um evento como esse nos proporciona através do conhecimento de novas tecnologias e processos usados no segmento, além da chance de aprofundar contatos com empresas e parceiros. A grade de programação é variada, o que permite a participação de profissionais de diferentes áreas dos segmentos que representamos de ar condicionado, refrigeração, aquecimento e ventilação – afirma o presidente da ASBRAV, Eduardo Hugo Müller.

Entre os temas confirmados para o evento estão eficiência e inovação em sistemas de água gelada; Co-geração e absorção; uso da ferramenta CFD para HVAC&R e Comissionamento que é o processo de assegurar que os sistemas e componentes de uma edificação ou unidade industrial estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário. Estarão em pauta, ainda, Ar Condicionado de precisão para Data Centers; estratégias para qualidade do ar interno do ambiente condicionado; VRF; Aplicação de modelagem BIM em HVAC&R. A programação conta ainda com a abordagem do tema “O que há de novo na nova edição do PBE Edifica”; Refrigeração comercial e Simulação energética de edificações.

Para o diretor setorial de Ar Condicionado da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, Fernando Pozza, um dos destaques aguardados serão os debates sobre as tendências dos novos fluidos refrigerantes e sistema dedicados para ar externo.

– Todos os temas são relevantes, mas destaco esses por lidarem com ferramentas que auxiliam projetistas e arquitetos a fazerem projetos mais sofisticados com menor custo. Percebemos no segmento uma característica constante de novas tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de energia e, logo, promovem melhorias do ponto de vista de sustentabilidade – afirmou.

A sistemática diferenciada do evento e a escolha de um novo local, é destacada pelo membro da comissão organizadora, Luiz Afonso Dias.

– Estamos muito otimistas em virtude da série de novidades que estão sendo oferecidas ao público. O escopo do Congresso está um pouco diferente com palestras simultâneas, além de termos ampliado o volume de conteúdos. O objetivo é permitir uma gama de temas que são de interesse dos profissionais das mais variadas áreas e, certamente, todos encontrarão assuntos que são do seu interesse profissional – disse.

O 1o vice-presidente da ASBRAV, Paulo Fernando Presotto, reforça que foram integradas questões técnicas com seminários e ampliação do espaço para o patrocinador. Isso tudo, faz a edição do Mercofrio 2018, ser especial.

– O mundo está em transformação e as relações entre empesas está mudando a cada dia. Hoje, vemos uma geração surgindo no mercado de trabalho muito sustentada em novas tecnologias como smartphones, block chain, smart grid, internet das coisas, entre outros. Isso tudo exige que empresas e profissionais busquem atualização. Procuramos fazer um evento agradável em todos os aspectos – comentou.

Para o 2º Vice-presidente da ASBRAV, João Carlos Antoniolli, há uma importante contribuição para a qualificação de toda a cadeia de fornecimento do setor.

– Sabemos que é o local que se atinge o último elo desta cadeia: o usuário final. É ele que nos traz a demanda por conforto, por refrigeração, ventilação, qualidade do ar, eficiência energética, automação e que, por sua vez, justifica os investimentos na busca por inovações, um processo contínuo dentro dos centros de pesquisa e desenvolvimento do fabricante – disse.

O programa do Congresso Mercofrio 2018 será múltiplo, combinando sessões técnicas, seminários, mini-cursos e fóruns de discussão. Nas Sessões Técnicas são apresentados artigos técnicos – papers – que atenderam a chamada de trabalhos e foram submetidos a revisão da comissão científica. Os trabalhos apresentados concorrem ao Prêmio ANPRAC, nas categorias de melhor trabalho de Ar Condicionado, melhor trabalho de Refrigeração e Destaque Inovação. Os Seminários seguirão o modelo da ASHRAE, divididos em blocos temáticos, onde serão apresentadas palestras de profissionais renomados da indústria do HVAC&R, com o compromisso de apresentar trabalhos isentos de comercialismo, trazendo estudos de caso, experiências e novas ideias. Com a presença de profissionais qualificados do setor de HVAC&R vindos de todo Brasil e exterior, será promovido o debate de ideias através da realização de Fórum. Os temas propostos estão listados em sequência. Como em anos anteriores serão disponibilizados cursos em formato short-courses para aprimoramento técnico em disciplinas do HVAC&R, ministrados por profissionais experientes e especialistas em suas disciplinas.

O Mercofrio 2018 acontece nos dias 25, 26 e 27 de setembro no Centro de Eventos BarraShoppingSul, em Porto Alegre. O evento tem como tema central “Construindo Soluções de HVAC&R para o Ambiente do Amanhã. Outras informações podem ser obtidas no site asbrav.org.br.

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Agência financia projetos verdes

Fonte: Correio Popular

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Os empreendedores da Região Metropolitana de Campinas (RMC) investem cada vez mais em projetos que possam garantir sustentabilidade e eficiência energética às suas empresas. Só no primeiro semestre de 2018, a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) financiou R$ 1 milhão em projetos verdes. O setor de serviços respondeu por 57% deles. O restante, 43%, é para a indústria.

O resultado é expressivo. Para se ter uma ideia, no mesmo período do ano passado não houve financiamentos de projetos com essa finalidade.

Desde 2009, a agência desembolsou cerca de R$ 6,8 milhões para iniciativas sustentáveis, apenas na RMC. Em todo o Estado, o valor chega a R$ 219 milhões.

“São Paulo importa de outros estados a maior parte da energia elétrica que consome. Nosso objetivo, alinhado com as políticas de desenvolvimento do governo estadual, é auxiliar na diminuição dessa dependência, incentivando as empresas paulistas a investirem na geração da própria energia, tornando-as mais eficientes e competitivas”, disse Álvaro Sedlacek, presidente do órgão.

Para incentivar a chamada economia verde, a agência oferece opções de crédito com condições especiais para as pequenas e médias empresas, as chamadas PMEs, com taxas de juros reduzidas e carência de prazos prolongados para quitação.

Podem obter financiamentos para a compra e instalação de equipamentos para produção de energia renovável (como placas solares, aerogeradores e pequenas centrais hidrelétricas), bem como projetos voltados à redução de perdas de energia elétrica, sistemas de recuperação de calor e isolamento de tubulações, entre outros.

Energia Solar

Segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), disponibilizadas pela Desenvolve SP, o mercado de energia solar deve movimentar, até 2030, cerca de R$ 125 bilhões. É um campo promissor. A produção de energia limpa está na pauta dos empreendedores.

Quem já usa a energia solar, como fonte de eletricidade para seu empreendimento, é a contadora Solange de Brito, sócia da Idaplast, empresa que atua na produção de laminados plásticos em Hortolândia. O valor da conta de luz despencou. “Eu precisava aumentar a produção de energia, e com o financiamento consegui instalar mais 56 placas fotovoltaicas. Já tenho 252. Se eu pagava R$ 6.000,00 antes na conta de luz, agora chego a pagar R$ 900”, explica. A empresa fundada em 1989, ocupa uma planta com três mil metros quadrados no bairro Chácaras Coelho, num moderno parque fabril.

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A&F Virtual Office sediará uma palestra técnica sobre “Como reduzir custos de energia com painel fotovoltaico”

A A&F Virtual Office sediará no próximo dia 26/09, em seu escritório em Atibaia, uma palestra realizada pela ENGIE, abordando as possibilidades de economia a partir do uso de painéis fotovoltaicos em construções (existentes e novas).

Para aqueles que ainda desejarem verificar a disponibilidade de lugares, segue abaixo a chamada encaminhada, com os respectivos dados de contato.

A A&F tem o prazer de convidá-lo para a palestra técnica “Como reduzir custos de energia com painel fotovoltaico”, a ser realizada aqui, no nosso espaço.

O encontro dá início a uma iniciativa da A&F em promover discussões sobre temas relevantes, além de networking.

Ficou interessado? As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo telefone (11) 3995-7195 ou através do e-mail falecom@af-escritoriovirtual.com.br até 10/09/18. Você deve informar seu nome e contatos para retorno e confirmação. Também é possível estender o convite aos seus convidados, contudo as vagas são limitadas.

• Energia fotovoltaica, com Mozart Broder & Luiz Carlos Cheracomo|ENGIE

• Quando: 26/09, vagas limitadas

• 8h – Coffee

8h30 – Início da apresentação

• Local: sala de treinamento da A&F Virtual Office

• Inscrições até: 10/09

Não deixe de se inscrever ! Vagas LIMITADAS !!

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