Implantando um novo contrato

Conforme dissemos há alguns dias neste mesmo blog, o momento da implantação de um novo contrato será de extrema importância para o seu sucesso pois, como costuma-se dizer…., um contrato mal implantado carregará consigo uma série de problemas durante todo o seu percurso…

Tentaremos neste post orienta-los quanto a alguns cuidados básicos a serem tomados

1. O joio e o trigo…

Pois bem, precisaremos primeiramente nos conscientizar de que a equipe dimensionada para a OPERAÇÃO DO CONTRATO não conseguirá atuar simultaneamente em sua implantação, por mais que alguns ainda possam duvidar.

As atividades de IMPLANTAR ou REIMPLANTAR e OPERAR possuíam atividades, atribuições / responsabilidades e tempos de realização distintos, embora caminhem juntas para a mesma direção, ou seja, o sucesso de seu novo contrato ou de uma nova prestação de serviços.

IMPLANTAÇÃO:

Via de regra, uma nova prestação de serviços envolverá a alteração de seu prestador de serviços, ou seja, considerando a entrada de uma nova empresa e possivelmente de novos profissionais que não conhecem a propriedade, suas características, dificuldades e facilidades, assim como também e de forma fundamental, as características do novo cliente.

Insto requererá um período de levantamento destas condições e características, para a posterior organização destes dados e informações em uma base de construção das estratégias e modelos a serem implantados.

Faz-se-á, portanto, necessário considerar um processo de levantamento que demandará algum tempo (em função da propriedade, dos serviços e tempo disponibilizado), sendo que, normalmente, tal levantamento deverá ocorrer de forma simultânea ao início da operação em si (atendimento ao cliente, execução das atividades contratadas, etc).

Por fim, um outro fator de EXTREMA importância refere-se ao fato de se tratar ou não de uma propriedade ou operação inteiramente nova para todos! Uma implantação de serviços em uma edificação ou propriedade já anteriormente ocupada pelo Cliente carregará consigo (acredita-se que sim…) um histórico de sua operação, ou melhor, uma volumetria histórica que auxiliará aos desbravadores deste novo contrato a entender se estarão ou não dentro de uma condição esperada…

Uma nova implantação POR COMPLETO, ou seja, em um novo edifício ou propriedade desconhecida por ambos (tomador e contratante), significará que estaremos pisando em “novas terras” ou em “territórios jamais ocupados”, com um nível de conhecimento ainda maior…

REIMPLANTAÇÃO:

Embora aparentemente mais tranquila, a reimplantação de um serviço tende a incorporar mudanças de hábitos, posturas, procedimentos, atividades ou estratégias, ou seja, uma nova forma de operar que buscará por melhores e diferentes resultados.

Neste caso, as equipes do Cliente e da Prestadora de Serviço precisarão ser REEDUCADAS, deixando o passado e os seus vícios de lado. Como disse acima, trata-se de uma situação aparentemente simples, pois envolverá possivelmente a quebra de paradigmas e a saída de alguns profissionais de suas “zonas de conforto”.

Neste caso, o trabalho de monitoramento e supervisor terá uma função bastante importante, que será a de reeducar e treinar as equipes envolvidas.

Importante também citar que uma reimplantação de um contrato existente não significará, obrigatoriamente, a alteração da empresa contratada.

Quando denominamos acima “O joio e o trigo…”, pretendemos sinalizar a necessidade de separarmos previamente estas condições ou marcos a serem observados e/ou atingidos no percurso, separando condições críticas de não críticas, dificuldades das facilidades, entregáveis, treinamentos necessários, riscos envolvidos, prazos necessários, etc…

Em resumo, estamos falando aqui da necessidade de um PLANEJAMENTO PRÉVIO.

2. Equipes de implantação

Uma vez identificados o “joio” e o “trigo”, não podemos deixar de considerar o adequado dimensionamento dos recursos envolvidos e, neste caso em específico (neste post), da equipe de implantação ou reimplantação do novo contrato.

Falamos acima de uma necessidade de LEVANTAMENTO e de um RECONHECIMENTO DO TERRENO, o que certamente envolverá:

  • Levantamento de ativos de manutenção, áreas de higienização, tipos, modelos, criticidade, condições para a execução de atividades, frequências, etc
  • Levantamento de processos e procedimentos existentes, visando a sua análise pelo novo responsável
  • Avaliação das condições de equipamentos e ativos (elegibilidade), objetivando apurar o passivo ou backlog efetivo, assim como eventuais horas de trabalho e valores a serem investidos
  • Revisão ou elaboração de planos de trabalhos para as equipes que atuarão no contrato
  • Revisão ou elaboração de procedimentos (POPs)
  • Elaboração de relatório inicial do contrato, contemplando o passivo / backlog, assim como um planejamento básico inicial para a atuação do Cliente / Gestor (análise de prioridade / riscos, valores estimados, sequência proposta de atuação, etc)
  • Elaboração de propostas para a reorganização em áreas técnicas e comuns, visando atender requisitos de segurança e operacionais
  • Elaborar uma proposta de relatório gerencial técnico e financeiro para a aprovação pelo Cliente
  • Elaborar cronograma e plano de implantação do sistema informatizado de gestão, alinhando-o com os levantamentos realizados e em relação aos SLAs e KPIs definidos em conjunto com o Cliente
  • Elaborar e aplicar programas de treinamento para as equipes que atuarão no contrato
  • Elaborar e validar um cronograma completo para a implantação e futura passagem de bastão

Estes exemplos acima por si só demonstram a expressiva carga de trabalho sobre uma equipe dedicada de implantação, justificando-a no contrato.

Importante destacar que de forma análoga, o Cliente deverá também prever em sua estrutura uma supervisão simultânea sobre os processos de implantação e a operação diária.

3. Período ou cronograma de implantação

Este é um ponto não só importante, como crítico em muitas discussões envolvendo Clientes e fornecedores….

Na realidade, diz-se que é crítico porque envolverá valores para as equipes de apoio e implantação, durante todo o período estabelecido como meta de prazo. Entretanto, considerando-se o PORTE DA PROPRIEDADE e o VOLUME DE ATIVIDADES / SERVIÇOS A SEREM IMPLANTADOS, este período de implantação poderá levar de 60 dias a 365 dias, conforme planejamento apresentado.

Geralmente, não se recomenda a estimativa pura e simples de um prazo sem que se analisem os entregáveis (vide relação de atividades acima), equipes previstas e graus de complexidades.

Uma boa implantação em um edifício comercial de média complexidade deverá levar minimamente 6 meses, distribuídos em um cronograma bem elaborado. Já em operações mais complexas, não consigo enxergar prazos inferiores aos mesmos 6 meses, podendo, no entanto, chegar tranquilamente aos 10 ou 12 meses.

Por esta razão, a implantação de um novo contrato requererá uma atenção especial de ambas as partes, com a dedicação de equipes com experiência e em quantidade suficiente para o seu planejamento, para a sua execução, para o monitoramento e controle e, finalmente, a revisão e adequação de processos, documentos, etc, sempre que necessário for (PDCA).

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Como implementar eficiência energética em edificações existentes?

Fonte: Ligablog

Divulgação: PROCEL Info

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Segundo a previsão das principais organizações mundiais em construção sustentável, tais como o Conselho Mundial em Edificações Verdes (WGBC em inglês), a maioria das edificações para o ano de 2050 serão as já existentes, e, nesse contexto, as metas ambientais globais de eficiência energética consideram um cenário onde os edifícios futuros devam ser “net zero” ou consumo zero, gerando mais energia que utilizando. Para que isto aconteça é preciso reduzir os consumos e aumentar progressivamente os níveis de eficiência energética dos sistemas e equipamentos.

Da mesma forma, os edifícios futuros deverão aumentar seu grau de “resiliência” e “regeneração” para responder efetivamente às mudanças climáticas previstas para as próximas décadas. O chamado “design biofílico” aponta nesta direção, criando edifícios altamente eficientes em termos ambientais e energéticos, porque imita os processos biológicos circulares e autossuficientes existentes na natureza. O lema da mudança de paradigma atual seria “a forma segue a energia”.

Por outro lado, na procura da eficiência operacional, a área de gerenciamento de instalações prediais ou facilities management, as denominadas “operações sustentáveis”, progressivamente estão se tornando uma obrigação para gestores e dirigentes responsáveis. Diversos sistemas de controle e monitoramento de água e energia estão tendo que ser implementados devido às solicitações de clientes e usuários que procuram reduzir despesas e aumentar benefícios econômicos e ambientais.

A maioria desses sistemas de controle predial são cada vez mais eficientes e vão se aperfeiçoando pelo “auto-aprendizado” das plataformas digitais, via inteligência artificial (machine learning). Exemplo disso são alguns data centers onde os sistemas de monitoramento das variáveis ambientais, tais como umidade relativa, velocidade do ar, temperatura interna/externa, são automaticamente ajustados pelos próprios algoritmos desenvolvidos especificamente para balançar os sistemas de ventilação e ar condicionado, distribuindo mais ar resfriado nas zonas específicas onde são requeridos. O resultado é uma alta eficiência energética e operacional.

Pela minha experiência em operações prediais, já vi muitos casos onde a dinâmica de trabalho diário da maioria dos profissionais é muito corrida, sendo necessário atender uma grande quantidade de pedidos ou “chamadas” de todo tipo: conforto ambiental, reparos, higiene, transporte, materiais, etc. Essa dinâmica de “ação e reação” quase instantânea, deixa pouco tempo para implementar Programas de Eficiência Energética em Edificações Existentes.

Além do mais, muitas das capacitações internas, nas empresas prestadoras de serviços, priorizam a melhora da eficiência operacional, o que é correto, atendendo uma ordem lógica de gerenciamento de facilities, mas poucas vezes centram seus esforços na capacitação técnica para melhorar a eficiência energética.

Orientações práticas de eficiência energética

Na maior parte dos edifícios existentes em climas tropicais é possível implementar medidas de baixo (ou sem) custo para melhorar o desempenho energético e reduzir a conta de energia, aqui alguns dos sistemas que podem ser melhorados:

Envoltória do Edifício: Melhorar o isolamento térmico (interno e externo) de paredes, telhados e pisos e considerar instalar janelas com melhor desempenho térmico e lumínico. A maioria dos edifícios existentes não foram projetados com o isolamento térmico otimizado.

Ar-condicionado: procurar reduzir a carga térmica dos ambientes com proteções solares externas, melhores vedações e estanqueidade do ar. Na medida do possível, reduzir as taxas de fluxo de ar externo.

Hidráulica: trocar motores e bombas antigas por novas mais eficientes.

Iluminação: trocar lâmpadas menos eficientes por LED, instalar fotocélulas, controles de iluminação e sensores de movimento e presença com desligamento automático.

Equipamentos: Na medida do possível, substituir aparelhos eletrônicos por outros mais eficientes como os que possuam Selo Procel.

Energias Renováveis: introduzir coletores solares para aquecimento de água e placas fotovoltaicas para geração de energia no local (on-site).

Outras recomendações podem ser encontradas no Guia para Eficiência Energética nas Edificações Públicas do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) e no Guia Prático de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia (MME). Outra fonte muito interessante de referência é a norma internacional ANSI/ASHRAE/IES Standard 100-2015  Energy Efficiency in Existing Buildings (ainda sem tradução para o Português).

Implementando e monitorando

A implantação de medidas de eficiência energética deve idealmente passar por um plano de medição e verificação para poder monitorar anualmente o correto funcionamento e desempenho dos sistemas melhorados. Para tais efeitos, existe um procedimento padrão estabelecido internacionalmente por meio do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Desempenho (IPMVP). Para mais informações é possível encontrar as diretrizes no site da EVO (Efficiency Valuation Organization).

Na mesma linha, é muito recomendável a utilização de Sistemas de Gestão de Energia (SGE), tais como a Norma ISO 50001, que aplica metodologias de melhoria contínua nos processos ou PDCA (Plan, Do, Act, Check – planejar, fazer, agir, revisar). Um exemplo bem-sucedido de implementação da Norma certificada é a planta automotiva da Thyssenkrupp, na cidade de Campo Limpo Paulista, São Paulo, onde por meio da identificação dos principais consumos, treinamento aos colaboradores e aplicação de medidas de eficiência energética foi possível reduzir o consumo de energia (megawatts-hora).

Cenário futuro

Como a demanda por energia a nível global tende a subir em 40% até 2050, segundo a International Energy Agency (IEA), as edificações tem que se preparar, adaptar e implementar medidas mais ambiciosas, tanto na redução do consumo de energia, como na produção de energia, principalmente solar (placas fotovoltaicas e coletores solares). Uma previsão otimista da mesma agência, indica que 80% dos edifícios existentes deverão ser reformados (via retrofit energético) para poder contribuir a mitigar os impactos das mudanças climáticas.

Mas, para poder chegar a cumprir com as metas globais de longo prazo, as emissões de gases de efeito estufa devem atingir um limite antes de 2020 e cair mais de 70% abaixo dos níveis atuais até 2050. Muito provavelmente num futuro próximo, o custo da energia deve baixar e deixar de ser um produto de compra-venda “caro” em muitos países, para se transformar radicalmente. Isso porque a maioria dos edifícios e indústrias poderão virar produtores de energia limpa e ocorrerá um processo de troca de equipamentos atuais por outros cada vez mais eficientes.

A pergunta e desafio é: nos edifícios onde você mora e trabalha, o que está sendo feito para atingir as metas globais de eficiência energética?

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Um bom projeto de climatização ajuda na economia de energia

Fonte: Diário do Pará Online

Divulgação: Procel Info

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O projeto é a “alma” do negócio. É assim que Leandro Pissolati, sócio diretor do Grupo Imperador das Máquinas, descreve a importância de um bom sistema de climatização. “É preciso entender a necessidade do cliente e, em cima disso, é desenvolvido um projeto para solucionar tal necessidade”, destaca. O empresário explica que para obter um resultado satisfatório, profissionais especializados analisam alguns fatores com um objetivo maior: a economia de energia.

Segundo Leandro, tudo começa com o projeto, pois ele vai identificar de forma correta a necessidade do cliente, seja para ambientes residenciais, industriais, hospitalares, entre outros. “Há clientes residenciais, por exemplo, com várias situações diferentes: apartamento que tem uma carga térmica elevada, outro com sol poente (posição em que o ambiente está no período do sol da tarde), ou aquele que gosta do clima de montanha. Então, vou ter uma carga direcionada para atender esse cliente e desenvolver uma solução para isso”, detalha.

Para o projeto ser executado, são analisados a carga térmica do ambiente e a tecnologia que vai gerar custo benefício. No primeiro caso, são levados em conta a quantidade de pessoas, objetos que geram calor e se há fator externo que afeta a carga térmica interna, neste caso, o sol. “É importante saber se existe o sol poente porque haverá uma carga maior nesse horário de ‘pico’, porém, à noite, esse ambiente será totalmente diferente. Então, a gente vai entender a necessidade para fazer um projeto que é o desenvolvimento da solução para climatizar o ambiente conforme a necessidade dele”, reforça Pissolati.

TECNOLOGIA

Depois de analisar a carga, o projetista utilizará a tecnologia que vai trazer o custo-benefício, que é a eficiência energética, afim de que o equipamento consuma menos energia. “E isso pode agregar outras coisas, como filtragem e a forma de comando do ar-condicionado. Tudo só funciona com um projeto exclusivamente para atender a necessidade de cada ambiente”, explica.

No entanto, o empresário afirma que algumas pessoas ainda desconhecem o que a tecnologia disponibiliza para a solução de climatização. Em dias quentes, por exemplo, comuns na região amazônica, o compressor inverter tem o objetivo de acelerar e desacelerar a temperatura conforme a necessidade do ambiente, sempre dentro do limite da carga do equipamento.

“O custo-benefício está em cima do projeto. Se tenho uma tecnologia que varia conforme a necessidade, já estou economizando 50% de energia, pois nas (tecnologias) antigas, uma máquina de 30 btus possuía essa capacidade de manhã, de tarde e à noite. Com esse tipo de solução, se tem a mesma máquina, com a mesma capacidade, mas o compressor – que é inverter-, por exemplo, vai trazer em horários diferentes uma carga que varia automaticamente”, exemplifica Leandro Pissolati.

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Impermeabilização de coberturas exige avaliação preliminar da estrutura

Fonte: AECweb

Projetista deve levar em consideração aspectos como movimentação estrutural, geometria do local e intensidade de tráfego de pessoas e veículos

A impermeabilização de lajes e coberturas tem como principal objetivo promover a estanqueidade desses elementos e protegê-los contra a ação da água e da umidade. Para que esse desempenho seja garantido, é necessário especificar os impermeabilizantes de acordo com as características da área em que eles serão aplicados.

Assim, nos casos em que essas estruturas estiverem sujeitas à movimentação, à dilatação e à contração térmica – como ocorre, por exemplo, com as coberturas –, os impermeabilizantes flexíveis são a escolha mais indicada, pois apresentam propriedades elásticas para suportar essas ações. Já os impermeabilizantes rígidos ou “semiflexíveis” (classificação não adotada pelas normas brasileiras) só podem ser utilizados caso o piso da laje esteja em contato com o solo.

Segundo Flávio de Camargo, engenheiro civil e gerente-técnico da Denver Impermeabilizantes, as características do projeto influenciam na escolha do melhor impermeabilizante, como geometria da superfície, intensidade de tráfego no local, exposição a intempéries, entre outros. “Também é necessário avaliar o cronograma de liberação da área, o tempo disponível para secagem ou para interdição da área, interferências pré-instaladas no local, futuras instalações, cota disponível e capacitação da mão de obra para o sistema a ser adotado”, explica.

Leia a matéria na íntegra diretamente no site da AECweb, clicando aqui.

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Emergência Climática: Os ‘megaincêndios’ florestais são o novo normal?

Fonte: ONU Brasil (EcoDebate)

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Os enormes incêndios florestais na Austrália, na Amazônia, na Califórnia, na bacia do Congo e na Indonésia chamaram a atenção do mundo para os riscos de longos períodos de clima excepcionalmente quente e seco — um dos efeitos das mudanças climáticas.
A temperatura média global está agora 1,1°C mais alta do que no início do século passado. Temperaturas mais altas criam, em algumas partes do mundo, condições mais secas, aumentando a probabilidade e a intensidade de incêndios florestais e megaincêndios.

Megaincêndios são aqueles que cobrem mais de 400 quilômetros quadrados, acelerados pela combinação de secas e temperaturas altas. Foto: Unsplash/Matt Howard

Os enormes incêndios florestais na Austrália, na Amazônia, na Califórnia, na bacia do Congo e na Indonésia chamaram a atenção do mundo para os riscos de longos períodos de clima excepcionalmente quente e seco — um dos efeitos das mudanças climáticas.
A temperatura média global está agora 1,1°C mais alta do que no início do século passado. Temperaturas mais altas criam, em algumas partes do mundo, condições mais secas, aumentando a probabilidade e a intensidade de incêndios florestais e megaincêndios.
Megaincêndios são tipicamente definidos como aqueles que cobrem mais de 40 mil hectares ou 400 quilômetros quadrados, e são acelerados pela combinação de secas e temperaturas altas. Eles são extremamente difíceis de conter, geralmente limitados apenas pela quantidade de vegetação disponível.
Até o final de 2019, o Brasil, a República Democrática do Congo, a Rússia e os Estados Unidos registraram megaincêndios em escalas sem precedentes.
Em 2019, o Global Forest Watch contabilizou mais de 4,5 milhões de incêndios em todo o mundo que atingiram mais de 1 quilômetro quadrado. São 400 mil incêndios a mais que 2018 e mais de duas vezes o número de incêndios de 2001. Quase todos — 96% dos 500 megaincêndios mais desastrosos da última década — ocorreram durante períodos de clima excepcionalmente quente e/ou seco.
Restam mais de dez semanas para o final da temporada de seca (dezembro a março) na Austrália, e esta temporada de incêndios florestais já está caminhando para ser uma das piores já registradas.
Relatórios do país mostram que mais de 10 milhões de hectares (100 mil quilômetros quadrados, uma área do tamanho da Inglaterra) queimaram na segunda semana de janeiro, provocando mortes humanas e destruindo casas. É provável que 1 bilhão de animais tenha morrido direta ou indiretamente por conta dos incêndios, que provocaram prejuízos para a economia australiana e tiveram impactos nas indústrias da agricultura e do turismo, entre outras.
O aumento da temperatura global foi marcado por sucessivas ondas de calor no verão australiano. A temperatura máxima média em todo o continente ultrapassou 40°C em 11 dias do mês, superando o recorde anterior de sete dias, em 2018. Apenas quatro dias entre 1910 e 2017 tiveram uma média superior a 40°C — dois em 1972 e dois em 2013.
Os fenômenos climáticos de seca e de ondas de calor extremos apenas aumentam o risco de mais incêndios catastróficos na Austrália.
“Os megaincêndios podem muito bem tornar-se o novo normal à medida que as temperaturas globais continuarem subindo”, diz Niklas Hagelberg, Especialista em Mudanças Climáticas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
“Governos, empresas, indústria e a sociedade civil nos países do G20, responsáveis ??por 78% das emissões de gases de efeito estufa, devem estabelecer metas e prazos para a descarbonização”, diz Hagelberg. “Precisamos abraçar o potencial e as oportunidades de um mundo alimentado por energia renovável, tecnologias de eficiência, sistemas alimentares inteligentes e transportes e edifícios com emissão zero”.
A realidade é que vivemos em um mundo com aquecimento de 1,1ºC. Essas temperaturas recordes, ondas de calor e secas não são anômalas, elas são o começo de uma nova norma.
Como serão as coisas daqui a algumas décadas quando atingirmos aquecimento de 1,5ºC? Nas comunidades já devastadas, as ameaças permanecem. À medida que a assistência internacional foi urgentemente convocada para a Austrália, um país acostumado a incêndios sazonais, a humanidade parece estar despreparada para enfrentar sua nova realidade.
Dois mil e vinte é o ano em que os governos se reunirão para fazer um balanço e aumentar a ambição de seus compromissos com a ação climática. É o ano em que as emissões globais devem cair 7,6% a cada ano até 2030, a fim de limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC.
Esses incêndios ilustram o estado das catástrofes humanitárias, ecológicas e econômicas de um clima em mudança. O aquecimento é um sombrio acerto de contas, não apenas para a Austrália, mas para o mundo inteiro que os assiste.
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GRUPAS informa calendário de reuniões para 2020

Segue a mensagem encaminhada pelo GRUPAS:

Aos Profissionais Membros do GRUPAS, nossos Amigos e Amigas,

Ref.: Calendário de Reuniões para o ano de 2020

 

Prezados,

Inicialmente, aproveitamos para desejar a todos um excelente e profícuo ano de 2020.

Anexo, estamos enviando as “datas tentativas” para a realização de nossas reuniões neste ano que se inicia. Sim, datas tentativas, pois, como de praxe dependemos da disponibilidade de nossos anfitriões e parceiros que, como de praxe, recepcionarão os membros do GRUPAS disponibilizando o local e os meios, tais como: tela, projetos de multimídia, dentre outras conforme o caso e a disponibilidade, ou seja: “welcome coffee” e “coffee break”.

Se você puder conseguir um local para uma de nossas reuniões, entre em contato conosco. Tenha em conta que, em média, o quórum das reuniões regulares gira em torno de 60 pessoas, podendo esse número ser maior em decorrência do assunto escolhido ou tema a ser abordado.

Sendo só para este, somos,

Cordialmente,

 

Bernardino Gonçalves da Costa Neto
Presidente Executivo / 2020

Antonio Carlos Sanches Gentil
Vice-Presidente Executivo / 2020

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Como garantir isolamento acústico do drywall em projetos residenciais?

Fonte: AECweb

Espessura da parede, número de chapas de gesso e densidade de isolantes acústicos influenciam o desempenho acústico do drywall. Entenda

As habitações construídas no Brasil precisam atender a uma série de requisitos com relação ao conforto acústico. Entre as exigências, descritas na ABNT NBR 15.575 – Edificações Habitacionais – Desempenho, está a redução de pelo menos 45 dB para as paredes entre apartamentos. No caso das edificações construídas com drywall, as vedações podem ser dimensionadas para atender aos requisitos da norma nos níveis mínimo, intermediário e superior. 

Paredes de drywall – Produtos 
Paredes de drywall incombustíveis – Produtos 
Perfis para fixação de drywall 
Fita telada para junta de paredes de drywall

COMO ESPECIFICAR PAREDES ACÚSTICAS?

A especificação da parede de drywall com fins acústicos deve ter como ponto de partida o entendimento das necessidades dos usuários para cada ambiente. Isso porque a exigência de uma parede que separa dois apartamentos é diferente da aplicada às paredes que separam cômodos internos.

Leia a matéria completa diretamente no site da AECweb, clicando aqui.

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