Calor nas casas vira desafio para arquitetos

Costumo dizer em minhas aulas que a arquitetura, ou melhor, o papel do arquiteto pode impulsionar o resultado de um projeto ou edificação ao sucesso, considerando não somente a condição de menor carga térmica (ar condicionado), menores e mais inteligentes distâncias (cabos alimentadores de elétrica, que possuem uma importante representatividade em custos de obra), maior acessibilidade e facilidades para a manutenção dos ativos (manutenibilidade), entre outros itens.

No entanto, costumo também dizer que todo este sucesso em relação ao projeto deverá, em muitos dos casos, requerer o envolvimento de outros profissionais, uma equipe de “projeto”, que detenha conhecimentos específicos em cada uma das outras modalidades de engenharia e de OPERAÇÃO e MANUTENÇÃO, agregando assim os seus conhecimentos e experiências (lessons learned).

Esta “junta médica” terá grande importância no resultado do projeto como um todo, incluindo o conforto ao ocupante, melhores condições para a sua produtividade e maior desempenho energético.

Vejam a seguir uma matéria de O ESTADO DE S. PAULO sobre o impacto do calor no conforto e produtividade de profissionais que buscaram refúgio em suas residências durante esta pandemia.

Boa leitura!


Fonte: O Estado de São Paulo

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Ventilação e sombreamento de imóveis são importantes para garantir conforto térmico; atenção ao tema é recente, mas tem crescido

Com pandemia e home office, o calor extremo neste mês deixou ainda mais evidente a falta de conforto térmico em parte expressiva das residências. Pesquisadores já comprovaram que situações como as vividas agora se tornarão cada vez mais comuns com as mudanças climáticas, e, portanto, mudar a forma como se constrói e mantém casas, apartamentos e escritórios precisará mudar – e logo. 

“Não há mais dúvida, a gente tem de se preparar para isso, para interagir com o clima mais extremo da melhor maneira possível”, destaca a engenheira Denise Duarte, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e pesquisadora de conforto ambiental. Ela menciona a tese de doutorado de uma aluna, na qual foram feitas simulações do panorama climático futuro em apartamentos da cidade de São Paulo. 

“Vimos um cenário de aumento de horas de desconforto. Teve um caso que o número de horas em desconforto com o calor aumentou cerca de 250%.” Fora do País, esse quadro também tem preocupado. Denise comenta que em locais como o Reino Unido, por exemplo, as moradias (mais adaptadas para lidar com baixas temperaturas) se tornaram um problema de conforto térmico nas estações quentes. 

A professora diz que um projeto precisa sempre considerar o entorno, mapear as possibilidades e características, e ter como aliados a ventilação cruzada (com janelas em diferentes espaços e variações de abertura) e o sombreamento (com vegetação, brises, cobogós, telas, gradis e outras técnicas que limitam a passagem do sol, mas permitem a troca de ar).

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Etiquetagem das edificações brasileiras: Necessidade “versus” seriedade…

Li recentemente um artigo escrito para o Procel Info, no qual o próprio PROCEL apresentou ao público um projeto que visa por estabelecer a compulsoriedade para a avaliação da conformidade em relação a eficiência energética de edificações em nosso país (veja abaixo o link para a leitura deste artigo).

Artigo: Eletrobras inicia etapa pública de projeto que analisa impacto da compulsoriedade da etiquetagem das edificações brasileiras

Existem aqui, ao meu ver, dois pontos importantes a serem considerados neste projeto, além das questões que envolvem o próprio conceito, requisitos e formato de classificação:

Necessidade:

Não se tem dúvidas quanto a importância em avançarmos, de forma consistente e técnica, em um modelo de classificação de nossas edificações (novas e existentes) em relação a sua eficiência e uso racional dos recursos que se tornam escassos a cada dia.

Trata-se de um caminho inevitável e sem volta, o qual precisará de uma adequada estruturação em relação:

  • ao conceito e abrangência
  • a sua aplicação e uso efetivo dos resultados apurados, visando trazer uma edificação pouco eficiente para um patamar minimamente requerido
  • a forma e linha do tempo para a sua implementação, considerando que as nossas grandes capitais possuem, em média, 85% de edificações existentes e com mais de 15 anos de vida útil percorrida dentro de seu ciclo de vida
  • ao formato e responsáveis pela apuração destes resultados

Seriedade:

É justamente neste último bullet acima (“formato e responsáveis pela apuração destes resultados”) para o qual chamo a atenção, no que se refere a minha maior preocupação…

Vimos recentemente a implementação no Brasil de modelos de certificação verde para projetos, novas construções e operações em curso; vimos também, através de temas apresentados em alguns dos últimos congressos, que tais edifícios verdes não apresentavam, em sua maioria, o desempenho esperado…

Não é difícil de se compreender que nos falta ainda a compreensão ampla sobre tais impactos (ineficiência energética em edifícios), seja sobre a nossa matriz energética e na relação entre disponibilidade x requerida, seja em relação aos nossos custos operacionais, capacitação de nossos profissionais e falta de comprometimento com programas ambientais.

É possível ainda se enxergar esta condição em situações básicas e do nosso dia a dia, tais como:

  • Confiabilidade no monitoramento e controle do uso de energia e água em nossas edificações (inexistência de planos de medição e verificação, e, consequentemente, de um planejamento para a sua medição)
  • Confiabilidade em nossos sistemas prediais (processos de comissionamento inadequados, além da inexistência de uma política, ou melhor, de uma estratégia para o uso do recomissioanmento e do retrocomissionamento na etapa de ocupação e uso de nossos edifícios)
  • Capacitação de nossa mão de obra (superficial preocupação durante a passagem de bastão entre a entrega de obras ou serviços, e as equipes que efetivamente serão as responsáveis pela operação e manutenção destes sistemas, promovendo o uso de procedimentos e parâmetros inadequados)
  • Entre outros…

Destaca-se também a falta de “braços” tecnicamente capacitados para estas análises, a exemplo do que vimos em projetos recentes de certificação, o que requererá, ao meu ver, em um processo bem definido para a capacitação de profissionais e empresas, além da auditoria obrigatória de processos julgados (por amostragem).

Enfim, já ouvimos há muitos anos que o Brasil possui leis bastante completas e complexas, embora seja incapaz, tecnicamente, em fiscalizar o seu cumprimento.

Esta é a real questão….., necessidade real “versus” a seriedade que precisaremos.

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Por instalações mais eficientes

Fonte: Revista Potência – Edição Junho / 2020

Brasil ganha uma nova norma que promete fomentar a prática da eficiência energética nas instalações elétricas, a NBR 16819:2020

O Brasil acaba de ganhar uma nova norma de desempenho, que tende a gerar um importante impacto no meio profissional ligado à área elétrica. Trata-se da NBR 16819:2020- Instalações elétricas de baixa tensão – Eficiência energética, que foi publicada no dia 30 de abril. 

O engenheiro eletricista Hilton Moreno, que coordenou o Grupo de Trabalho que preparou o texto do projeto de norma, destaca que o novo regulamento prescreve medidas a serem adotadas para a redução das perdas de energia na instalação. A norma faz também recomendações sobre a implementação de um sistema de gerenciamento de energia elétrica após as perdas terem sido reduzidas, garantindo assim a manutenção da eficiência energética ao longo do tempo.

Conforme explica Hilton, com essas duas partes devidamente resolvidas a eficiência da instalação elétrica é consideravelmente aumentada, com ganhos pelo aumento da vida útil dos componentes da instalação, redução de custo mensal com a conta de energia elétrica e melhor qualidade de energia na instalação.

Nesta entrevista Hilton detalha como foi o trabalho de elaboração da norma e quais suas expectativas quanto ao cumprimento da mesma “Eu torço demais para que a NBR 16819 “pegue”, porque isso seria um ganho inestimável para os donos dos imóveis, falando individualmente, e da sociedade brasileira como um todo”, comenta o especialista.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra Revista Potência Junho 2020.pdf
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Será que aprenderemos com esta pandemia?

Há pouco mais de uma semana atrás, respondia a uma pergunta que me foi feita pela amiga Lea Lobo (@lealobo) da revista Infra sobre a “efetividade” no aprendizado de nossas operações com esta pandemia de COVID-19, durante uma entrevista ao Infra FM Talks.

Entrevista de Alexandre Lara ao Infra FM Talks de 23/07/2020

Em minha resposta, fui sincero ao expor a minha incerteza e ao mesmo tempo, a expectativa de que se tenha aprendido com tudo isto que estamos vivendo…

No meu humilde ponto de vista, esta pandemia ainda demonstra que a acomodação do ser humano e a sua “aposta” sobre irrisórias probabilidades de catástofres regionais ou mundiais está completamente EQUIVOCADA! Um “simples” vírus nos demonstrou a limitação que temos em reagir a determinadas situações, ainda que tenhamos alcançado patamares de desenvolvimento em tecnologia e processos, ao longo de séculos de existência.

Ao criar este blog em 2012, escolhi o nome “Operação e Manutenção Sustentável” em função da necessidade (que claramente enxergo) de tornarmos “sustentável” tudo o que fazemos em nossas operações ou em nosso dia a dia….

Ainda que muitos traduzam expressões como “sustentável” ou “sustentabilidade” em outras palavras como longevidade e meio ambiente, ter, de fato, uma operação sustentável significará atendermos plenamente as necessidades de nossos clientes e ocupantes de edifícios (segurança, conforto, higiene, saúde e condições para a sua produtividade), as necessidades quanto ao meio ambiente (a adoção e respeito às medidas preventivas quanto ao aquecimento global, uso racional de recursos naturais, o aculturamento ou a conscientização de ocupantes e colaboradores, cuidado no descarte e na destinação de resíduos, cuidados no impacto de nossos empreendimentos em relação ao seu entorno e comunidade, etc..), as necessidades quanto a gestão de nossos ativos (implantação de um sistema de gestão, monitoramento de desempenho ou performance em sistemas / ativos, longevidade e menores custos operacionais, entre outros), além de cuidados em relação ao desenvolvimento de novos processos e do ser humano.

Ou seja, ser sustentável pode ser muito mais complexo do que alguns possam imaginar….

Mas apesar de definições como estas acima, observa-se o ceticismo humano em relação aos sinais que a natureza nos dá, como se apostássemos em infindáveis recursos, ou mesmo em mais uma “fake new”, tema este bastante atual…

Vejam como exemplos deste “comodismo” ou “ceticismo” as questões envolvendo a “QUALIDADE DO AR INTERNO” e o “AQUECIMENTO GLOBAL”, que apesar de presentes na mídia, acabam sendo tratados de forma superficial por vários de nossos responsáveis pelas operações (não generalizando, obviamente).

Existe não só a necessidade de TER PROCESSOS ADEQUADOS, mas também a necessidade de se IMPLANTAR SISTEMAS EFICAZES DE GESTÃO e TREINAR / CONSCIENTIZAR OS SERES HUMANOS ENVOLVIDOS (clientes e colaboradores)!

O futuro dependerá da nossa evolução como seres humanos, o que nos atribui a responsabilidade de olhar para a frente, para as novas gerações!

O futuro dependerá também de acreditarmos na importância dos processos e sistemas de gestão, zelando pelo aculturamento de todos os envolvidos e pelo seu cumprimento e reavaliação periódica!

O futuro dependerá de nossa readequação ao mundo, como por exemplo, a nossa reeducação quanto aos requisitos de higiene pessoal dos quais tivemos conhecimento ainda crianças, embora tenha se perdido, em grande parte, durante o nosso crescimento.

Tenho dúvidas sim quanto a real aprendizagem do ser humano pós pandemia, mas farei a minha parte enquanto ser humano, pai e profissional!

E você? Também fará a sua parte?

Ps. A minha motivação para escrever este post se deu após ler um artigo da revista Exame, cujo título é “Uma chance ao verde” , abordando a preocupação com as mudanças climáticas.

Aos interessados, segue o link deste artigo na Exame, diretamente no site da revista: http://www.procelinfo.com.br/services/DocumentManagement/FileDownload.EZTSvc.asp?DocumentID={4F758B3C-EF73-40EF-835E-62A0C5C94E7E}&ServiceInstUID={89BB6AF3-4E53-44FA-9029-712C1EA62D3A}

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Definindo o escopo em operação e manutenção

Muito se fala ou se preocupa com o escopo de uma operação predial e de sua manutenção, principalmente em tempos difíceis como nos quais vivemos há alguns anos…. (crise econômica brasileira + pandemia de COVID-19)…

No entanto, ainda se observa uma discussão nem sempre profunda e abrangente quanto ao escopo de trabalho para as suas equipes, ou melhor, quanto a adequação deste escopo às suas reais necessidades!

Ilustração didática – A&F Partners Consulting

É extretamente importante destacar a existência de diversos pontos de atenção ao estruturarmos uma área de operação e manutenção, mas deve-se observar o grau de importância da “tradução” das expectativas e necessidades do cliente em seu escopo de trabalho ou em seus editais de concorrência que seguirão para o mercado.

Importante também destacar que mesmo ao analisarmos o tema comum “operação e manutenção” em diferentes segmentos de mercado, observaremos diferentes expectativas de seus proprietários ou administradores no que se refere aos quadrantes FINANCEIRA / TÉCNICA E PROCESSOS / SSMA + RH / INSTITUCIONAL.

Estes “pesos” ou visões diferenciadas devem pautar também as suas preocupações e o seu desenho ou redesenho de escopos de trabalho, a sua abrangência, os níveis de serviço e de criticidade, entre outros.

Daí a necessidade de consideramos mais este cuidado ao desenhar ou redesenhar o nosso escopo de trabalho, customizando os nossos serviços, contratos e níveis de atendimento.

Neste sentido, torna-se recomendável:

  1. Uma entrevista: Sentar com o nosso cliente (interno ou externo) e realisar uma entrevista ou anamnese com vistas a compreensão de suas necessidades e expectativas. Assim como ocorre na área de saúde, a anamnese nos permitirá diagnosticar as necessidades, a experiências recentes ou anteriores em relação a modelos de trabalho ou sistemas de gestão (que tenham ou não atendido as suas expectativas), entre outros itens importantes…
  2. A estruturação macro: Elaborar e previamente validar (com o mesmo cliente) as linhas de atendimento deste escopo em relação a externalização de suas expectativas, o que ajudará também na identificação de seus níveis de aprofundamento
  3. Um levantamento: O levantamento de todas as informações inerentes ao site objeto do escopo, assim como em relação a operação atual (quando se tratar de um site já operado e mantido) e seus resultados, com vistas a estruturação do novo escopo. Se falarmos de manutenção, este levantamento deverá englobar não somente modelos, como também e principalmente, as suas volumetrias históricas (números de ocorrências, chamados, falhas, entre outros)
  4. A tradução das expectativas: Resume-se no momento de desenvolvimento do escopo em si…., colocando-se em prática todo o aprendizado com as etapas anteriores, respeitando-se obviamente a estruturação macro preciamente validada com o cliente
  5. O exercício da priorização: Dentro deste momento de “redesenho”, torna-se importante também traduzir, embora com todo o embasamento técnico necessário, as expectativas em NÍVEIS DE IMPORTÂNCIA / PRIORIDADE ou CRITICIDADE, pois tal definição ditará, de certa forma, a importância e ordem em atendimentos, a estruturação do escopo entre os diferentes tipos e níveis de manutenção, etc…
  6. O olhar para o mercado: É bem verdade quando afirmamos a importância de se conhecer as “lições aprendidas”, traduzindo-se dp inglês “lessons learned”. Não se deve prescindir ou subestimar as experiências positivas ou negativas de nossos mercados, evitando assim o uso de modelo baseado em “tentativas e erros”, em nosso planejamento. Refiro-me aqui ao poder do “benchmarking”, a ser explorado durante este processo de revisão
  7. A proposição dos níveis de serviço: Diremos aqui que esta etapa consolidará os esforços anteriores…., pois não há como se levar um escopo adiante (aqui me refiro ao redesenho ou até mesmo ao mercado, em um processo de licitação), sem definirmos previamente os níveis de serviço requeridos pelo cliente e sobre os quais as equipes deverão atuar
  8. A estruturação do modelo de acompanhamento: Tão importante quanto determinar o escopo e sua customização para atender as necessidadesa e expectativas do cliente, estará a deterinação do modelo ou a forma de gestão destas mesmas atividades e de seus resultados, utilizando-se de indicadores de performance e suas formas de apuração e apresentação
  9. A cuidadosa redação do escopo: Se bem desenvolvidas, as etapas acima nos premitirão a partir deste momento, ao redesenho ou redação do escopo de trabalho detalhando objetos, sites envolvidos, suas características, escopos de serviço, níveis de criticidade a serem considerados no planejamento, níveis de serviço, formas de avaliação e prazos

Ainda que de forma resumida, este deverá ser o caminho a se seguir na reestruturação ou mesmo estruturação de sua área de serviços e manutenção. Vejam que as orientações básicas acima não se restringem apenas a nossa manutenção, mas também, a outros tipos de serviços dentro de nossas operações (limpeza, recepção e portaria, etc).

Um bom redesenho de seu escopo!!

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Entrevista sobre o tema manutenção com Alexandre Lara para Lea Lobo da Infra (23/07/2020)

Na última semana tive um grande prazer em rever uma antiga amiga, Lea Lobo da Infra, em uma descontraída entrevista sobre o universo da Operação e Manutenção.

Falamos um pouco sobre a A&F Partners Consulting, sobre os “7 pecados capitais” quando tratamos do tema Manutenção, sobre redesenhos em estruturas de gestão e manutenção, comissionamentos na fase de uso e operação, aprendizados com a pandemia de COVID-19, além de minhas visões sobre o mercado.

Compartilho com vcs este bate-papo através do link abaixo:

Obrigado @lea lobo e @infra fm talks

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Mudanças de hábito e atitude à vista….

Muito têm-se falado a respeito da manutenção (ou não) de medidas contingenciais adotadas durante o processo da pandemia de COVID-19.

Alguns apostam em sua manutenção não mais como forma de sobrevivência, mas como um resultado de lições aprendidas durante este período…. Na realidade, apesar de já se adotar o conceito de home office há mais tempo em vários países, a nossa cultura ainda não nos permitia com que este processo seguisse alem do já incentivado por algumas empresas visionárias, ou mesmo além do já praticado por algumas modalidades de serviço.

Hoje pela manhã me deparei com uma interessante matéria na Folha intitulada “Mais de 50% das empresas manterão mudanças adotadas na pandemia” abordando justamente esta questão, embasada em uma pesquisa recente promovida pelo Ibre / FGV.

Ilustração obtida através do artigo: https://folha.com/tf68lu5b

Vale a pena ler a matéria, cujo link segue aqui: https://folha.com/tf68lu5b

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Curso de PCM – Programação e Manutenção na área de edificações (predial) se iniciará no próximo 04 de agosto (online)

Falando em Gestão de Ativos, uma das chaves deste sucesso é o planejamento estratégico da operação e manutenção, passando pelas etapas de levantamento, elegibilidade, classificação de famílias e sistemas, cadastramento, análise de criticidade e a decisão estratégica quanto ao plano de trabalho (atividades, frequências, formas de acompanhamento e controle).

A AEA realizará este curso 100% online com início em 04/08/2020, sendo que as inscrições encontram-se em sua fase final.

Para os ainda interessados, recomendamos o acesso direto ao site do curso, para que obtenham mais informacões. Bastará clicar sobre a figura abaixo ou link para que seja direcionado à página do curso.

Nos veremos lá!

https://www.aea.com.br/cursos/curso-de-planejamento-e-controle-da-manutencao-em-edificios

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Na pós-pandemia, hospital será ambiente da engenharia

Este recente artigo divulgado pelo site ENGENHARIA COMPARTILHADA trouxe o tema voltado para a valorização das atividades de arquitetura e engenharia em ambientes e instalações hospitalares, segundo o engenheiro civil Fumio Araki.

Na realidade, ambientes assistenciais de saúde, assim com laboratórios e indústrias farmacêuticas já integram um setor bastante crítico da engenharia e arquitetura, no que se refere a sua concepção / progeto, sua manutenção e operação. Trata-se de uma edificação com características de MISSÃO CRÍTICA, em vários aspectos.

Vejam, por exemplo, a necessidade de DISPONIBILIDADE de quartos na hotelaria hospitalar, demandando não só uma eficácia na execução e gestão da manutenção, como também demandando por importanes cuidados e requisitos de arquitetura e engenharia, permitindo com que equipamentos e infraestruturas que atendem as áreas de leitos estejam posicionados de forma a permitir a melhor manutenibilidade possível destes ativos.

Trata-se, sem qualquer sombra de dúvida, de uma área especializada, requerendo não só o envolvimento cada vez maior de engenheiros e arquitetos, como também a sua constante atualização em relação aos conceitos e tecnologias / estratégias de projetos e gestão mais modernas.

Neste sentido, algumas instituições de ensino vêm investindo no setor, incentivando engenheiros e arquitetos à abraca-lo. O Albert Einstein – Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa lançou em 2019 dois novos cursos de pós-graduação em seu “cardápio de cursos”, os quais visam preparar profissionais das áreas de engenharia e arquitetura para estes importantes desafios.

Particularmente, concordo com o engenheiro civil Fumio Araki em sua colocação (vide artigo abaixo), quando reforça a potencial valorização deste segmento e área de atuação após esta pandemia. De uma forma geral, as edificações que abrigam áreas assistenciais de saúde requerem um mix de arquitetura moderna, inteligente, atual e funcional, juntamente com a aplicação dos mais modernos conceitos de Gestão de Ativos e de sua manutenção.

Encaminho a seguir não só o artigo jea citado, como também o link das páginas da Web sobre os dois cursos estruturados pelo Albert Einstein.

Boa leitura!

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Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Altair Santos MTB 2330

NA PÓS-PANDEMIA, HOSPITAL SERÁ AMBIENTE DA ENGENHARIA

Normalização para construir hospitais deve atender tanto às exigências do Ministério da Saúde quanto da ABNT
Crédito: governo do Ceará

Engenharia hospitalar, arquitetura hospitalar, engenharia clínica e engenharia de manutenção hospitalar são profissões em alta diante do cenário de pandemia desencadeado pela COVID-19. Para um dos pioneiros desse setor no Brasil, o engenheiro civil Fumio Araki, hospitais serão ambientes compartilhados cada vez mais por médicos, enfermeiros, engenheiros e arquitetos. “A doença deixou evidente o quanto essas edificações precisam estar com obras, manutenção e equipamentos em dia”, diz. 

Ao participar do webinar “O futuro promissor da profissão do engenheiro de manutenção hospitalar, após a pandemia”, promovido pelo INBEC (Instituto Brasileiro de Educação Continuada), Fumio Araki mostra o quanto o projeto de um hospital se diferencia de outras edificações, como instalações industriais e prédios residenciais e corporativos. “São construções com muitas peculiaridades. Hospital é uma eterna obra, que deve ser projetada e executada de acordo com as normas do ministério da Saúde e da ABNT”, afirma.

Sobre as mudanças arquitetônicas que os hospitais tendem a incorporar após a chegada da COVID-19, Fumio Araki aponta no webinar que ventilação e iluminação natural ganharão preponderância nos novos projetos. Os conceitos não são novos. Começaram no século 19, em Paris-França, no Hospital Lariboisiére, que tinha um ambiente ventilado, ensolarado e limpo, diferentemente dos hospitais da época, cuja maioria era insalubre. 

Após estagiar no Lariboisiére, a britânica Florence Nightingale – considerada a fundadora da enfermagem moderna – passou a propagar pela Europa a ideia de que hospitais precisavam ser arejados, iluminados e limpos, o que ajudou a derrubar as taxas de mortalidade em ambientes hospitalares. “Com a COVID-19, mais do que nunca hospitais não poderão abdicar de ar fresco e luz natural em suas estruturas”, afirma Fumio Araki. 

Entenda cada uma das especialidades relacionadas com projetos hospitalares

Mas o que faz cada uma das especialidades relacionadas com a construção de um hospital? A engenharia hospitalar engloba projeto, construção, manutenção, instalações (elétrica, hidráulica, ar condicionado, gases medicinais, etc.), obras e reformas (predial e instalações). A arquitetura hospitalar cuida do planejamento arquitetônico e atende os seguintes requisitos: expansão da área do hospital, modulação e padronização das instalações, sustentabilidade (de insumos a consumo de energia) e humanização do ambiente.  

A engenharia clínica abrange gerenciamento, manutenção e reposição dos equipamentos médicos; inventários e cadastramento dos aparelhos; elaboração de normas e padrões técnicos; treinamentos periódicos aos usuários de equipamentos; cadastro de fornecedores e prestadores de serviços de assistência técnica e monitoração de custos da gestão. Já a manutenção hospitalar é o conjunto de trabalhos para que todo o sistema hospitalar – prédios e equipamentos – esteja em condições de funcionamento e de preservação da vida.  

Para o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Clínica (Abeclin), Alexandre Ferreli, o espaço hospitalar não se restringe aos especialistas em engenharia hospitalar, arquitetura hospitalar, engenharia clínica e engenharia de manutenção hospitalar. Ele aponta que nas unidades de saúde há espaço para a atuação de outros profissionais do Sistema Confea/CREA. “Temos também engenheiros civis, mecânicos, de produção e biomédica. Cada vez mais os hospitais precisam dos engenheiros para deixar a tecnologia disponível para os profissionais da saúde. Nosso mote é que os engenheiros também ajudam a salvar vidas”, resume.

Acompanhe o webinar “O futuro promissor da profissão do engenheiro de manutenção hospitalar, após a pandemia”

Entrevistado
Reportagem com base no webinar “O futuro promissor da profissão do engenheiro de manutenção hospitalar, após a pandemia”, promovido pelo INBEC.

Contato
celak@amcham.com.br
fortaleza@inbec.com.br

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Seguem os links para os cursos de pós-graduação oferecidos pelo Albert Einstein:

Pós Graduação em Arquitetura Hospitalar: https://ensino.einstein.br/arquitetura_hospitalar_p0770/p

Peos Graduação em Engenharia e Manutenção Hospitalar: https://ensino.einstein.br/engenharia_e_manutencao_hospitalar_p1305/p

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Sustentabilidade e o Facility Management

Temos acompanhado ao longo de toda esta pandemia de COVID-19 uma série de eventos online, envolvendo lives, webinars e entrevistas, nas quais destacam-se profissionais e a atuação de gestores em grandes corporações e edificações, ou melhor, a atividade de Facility Management.

Embora já enraizada em nossas instituições com outras nomenclaturas, o Facility Management ganhou maior projeção a partir de 1994 aqui no Brasil, com a entrada de grandes multinacionais, trazendo visões e estratégias diferenciadas, e promovendo uma reengenharia em nossos modelos de gestão, até então.

É fato que evoluimos muito desde então, nos adaptando as novas necessidades e aos novos e as vezes complexos momentos…., até este estranho e ainda “nebuloso” período da pandemia que assolou o mundo…

O papel do FM vem se tornando cada vez mais importante, pois um dos resultados de seu trabalho será prover aos usuários de uma edificação o adequado ambiente e infraestrutura de trabalho, para que possa obter o melhor de si (sua produtividade).

Sobre este aspecto, o setor têm sido obrigado a se atualizar dia após dia e a se reinventar, para que riscos de contaminação e novas formas de convívio e trabalho sejam prontamente providenciadas.

O tema deste post refere-se a uma matéria da Revista INFRA divulgada recentemente, inclusive pelo portal PROCEL Info.

Parabéns mais uma vez à Revista INFRA e uma boa leitura à todos vcs!!

Fonte: Revista INFRA (também divulgada pelo PROCEL Info)

Por: Revista INFRA

Sustentabilidade e o FM

Do ar-condicionado ao sistema de transporte, dos produtos eletrônicos reciclados ao paisagismo. Confira as dicas sobre Facility Manager.

A Sustentabilidade Empresarial se tornou praticamente uma obrigação das empresas e a área de FM (Facility Manager) tem grande responsabilidade sobre o tema. 

Capa da Revista Infra FM

Dito isso, é evidente a constante necessidade da conscientização, da redução de custos e de uma sociedade sustentável. 

O que dificulta a tomada de decisão. É comum achar que, ao introduzir a prática da Sustentabilidade Empresarial, a empresa necessariamente perderá dinheiro. Isso não é verdade: além de melhorar a imagem da empresa, essa prática possibilita a conscientização e traz medidas de economia que contribuem para a redução dos custos, o que pode ser convertido em ganhos monetários a longo prazo. 

Mas, antes de mais nada, é necessário avaliar as ações de acordo com a realidade de cada empresa (o momento econômico-financeiro, o público, a cultura, a missão e os valores) para que, em seguida, seja viável adotar e executá-las. 

É importante ter em mente que a Sustentabilidade Empresarial não se baseia apenas em atitudes superficiais internas. Para estar de acordo com o conceito, as práticas adotadas pela empresa devem apresentar resultados práticos e significativos para o meio ambiente e a sociedade como um todo. 

É também preciso nos conscientizarmos do nosso papel frente ao planeta Terra e nos responsabilizarmos pelo impacto dos nossos atos na sociedade. Como? Com o conjunto de práticas sustentáveis que deixam menos prejudicial o uso dos nossos recursos internos. Dito isso, um dos objetivos (se não o principal) do profissional de FM é fazer mais com menos, mantendo a mesma qualidade e fluidez da operação.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista Infra Maio 2020.pdf
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