PCM em edifícios tem a sua turma confirmada

O curso promovido pela AEA terá início nesta próxima segunda 05/07, mas ainda existem vagas para aqueles que estiverem interessados.

As inscrições poderão ser efetuadas até esta sexta-feira 02/07, através da página do curso reproduzida no post abaixo.

Veja a seguir o meu convite para a sua participação:

Clique na imagem para ser direcionado ao vídeo no LinkedIn ou no link abaixo

https://www.linkedin.com/posts/aeacursos_convite-do-prof-alexandre-lara-activity-6815423872855240704-tIXB

Aguardo por vc nesta segunda!


Curso PCM – Planejamento e Controle da Manutenção em Edifícios a ser iniciado em 05/07 no modo online

A AEA Educação Continuada iniciará no próximo dia 05/07 a nova turma do curso PCM – Planejamento e Controle da Manutenção em Edifícios, que terá 32 horas de duração e será realizada no modelo 100% online.

Como objetivo, este curso visa orientar profissionais que atuem em operação e manutenção, gerenciamento e facility management quanto aos conceitos de operação e manutenção, formas e estratégias de planejamento e controle, etapas de planejamento e implantação, além de metodologias para a gestão de resultados.

Eu ministrarei parte deste curso, juntamente com o colega Haroldo Nogueira e espero poder encontrá-lo lá, a partir do dia 05/07.

O prazo para o fechamento das inscrições se esgotará nesta semana e, para aqueles interessados, segue abaixo o link para a página do curso.

Link da página do curso: https://www.aea.com.br/cursos/curso-de-planejamento-e-controle-da-manutencao-em-edificios

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Novos critérios de avaliação de eficiência energética em equipamentos ajudam na escolha do consumidor

Fonte: Procel Info

Acesse aqui o link para ler a matéria em sua fonte: http://www.procelinfo.com.br/main.asp?ViewID=%7B8D1AC2E8%2DF790%2D4B7E%2D8DDD%2DCAF4CDD2BC34%7D&params=itemID=%7B8C43FD96%2D7453%2D4A76%2DB6E2%2DE75F1761231D%7D;&UIPartUID=%7BD90F22DB%2D05D4%2D4644%2DA8F2%2DFAD4803C8898%7D

Novos critérios de aferição facilitam escolha do consumidor

Entre as mudanças, destaca-se a adoção do Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal

No ano passado, foram publicadas atualizações nos critérios de avaliação de eficiência energética de equipamentos de ar-condicionado, com o objetivo de elevar os níveis de eficiência energética para a concessão da Ence (Etiqueta Nacional de Consumo de Energia) nível A àqueles com menor consumo de energia, como requisito para o Selo Procel de Economia de Energia. A mesma portaria apresenta um cronograma de adequação para as novas regras. 

Visando esclarecer a nova realidade, a revista Abrava + Climatização & Refrigeração encaminhou algumas perguntas a especialistas de algumas das principais empresas do setor. Pela Daikin, respondeu o Gerente de Engenharia de Produtos, Leandro Lourenço; Gustavo Martins de Melo, Gerente de Produtos, falou pela Midea Carrier; a Trane foi representada pelo seu Coordenador de Aplicação, Rafael Dutra. 

“Tanto o Inmetro quanto o Procel são órgãos governamentais que regulamentam os condicionadores de ar domésticos vendidos no Brasil, e utilizam etiquetas para classificar e identificar os produtos com o objetivo de facilitar a tomada de decisão do consumidor. O Inmetro, através do PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem), fixa os requisitos de avaliação de conformidade em termos de eficiência energética e segurança. Já o Procel utiliza-se do Selo Procel para diferenciar um grupo menor de produtos que mais se destacam positivamente, dentro dos mesmos critérios de avaliação utilizados pelo Inmetro. Ambos os órgãos atualizaram recentemente seus critérios de avaliação, sendo o Inmetro através da Portaria nº 234 de 29 de junho de 2020 e o Procel através da revisão dos Critérios para a Concessão do Selo Procel de Economia de Energia a Condicionadores de Ar, publicado em outubro de 2020”, esclarece Lourenço, da Daikin. 

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Curso PCM – Planejamento e Controle da Manutenção em Edifícios a ser iniciado em 05/07 no modo online

A AEA Educação Continuada iniciará no próximo dia 05/07 a nova turma do curso PCM – Planejamento e Controle da Manutenção em Edifícios, que terá 32 horas de duração e será realizada no modelo 100% online.

Como objetivo, este curso visa orientar profissionais que atuem em operação e manutenção, gerenciamento e facility management quanto aos conceitos de operação e manutenção, formas e estratégias de planejamento e controle, etapas de planejamento e implantação, além de metodologias para a gestão de resultados.

Eu ministrarei parte deste curso, juntamente com o colega Haroldo Nogueira e espero poder encontrá-lo lá, a partir do dia 05/07.

O prazo para o fechamento das inscrições se esgotará nesta semana e, para aqueles interessados, segue abaixo o link para a página do curso.

Link da página do curso: https://www.aea.com.br/cursos/curso-de-planejamento-e-controle-da-manutencao-em-edificios

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O ar condicionado pode ser uma fonte de água em nosso futuro urbano / Air Conditioners Might Be One Water Source of Our Urban Future

O ar condicionado pode ser uma fonte de água em nosso futuro urbano
Air Conditioners Might Be One Water Source of Our Urban Future

Este interessante artigo originalmente publicado em inglês foi extraído da Bloomberg CityLab em maio deste ano, sendo o texto produzido por Chris Malloy.

O objetivo em separar e compartilhar este texto a partir deste blog é chamar a atenção para algumas questões….

  • Não vemos por aqui a estruturação de planos ou programas de incentivo fiscal para empresas e pessoas físicas, com vistas a implantação de projetos sustentáveis;
  • Não vemos também a adoção de um planejamento no curto, médio e longo prazo para as nossas cidades, bairros e condomínios, lembrando apenas que, no meu entendimento, deveríamos receber o exemplo e/ou obrigatoriedade por parte de nossos governantes;
  • Ainda não se observa, em uma escala minimamente aceitável, a conscientização de nosso povo, sendo ainda possível se observar o desperdício de recursos cada vez mais caros e escassos;
  • Ainda que observemos a implementação de projetos sustentáveis por algumas empresas e investidores, estes não recebem a devida preocupação e cuidados na fase de uso e operação, o que nos sugere a falta de visão de investidores e gestores quanto a importância destes sistemas na matriz de recursos e energia, em um empreendimento.

No entanto, como diziam os “antigos”, “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura“, sendo que espero, sinceramente, que o aprendizado e a conscientização sejam mais rápidas do que a escassez….

Uma boa leitura e uma ótima semana!


Fonte / Source: Bloomberg CityLab

Por / By: Chris Malloy

Tradução: por Alexandre M F Lara

Acesse aqui o artigo em sua fonte original / Click here to read this article from its original source.

A crise global no abastecimento de água tem movimentado empresas e cidades para o reaproveitamento da água de condensação ou condensado produzida pelos sistemas de ar condicionado para a irrigação, descargas em toaletes e, em alguns casos, para produzir a cerveja.

Sem gotejamentos. O aeroporto de San Diego vem reutilizando desde 2014 a água produzida pela condensação no ar condicionado. Fotógrafo: John Gastaldo / Cortesia de Photographer: John Gastaldo/Courtesy of San Diego County Regional Airport Authority

Na cidade costeira de Herzliya, Israel, não muito longe das ressecadas montanhas e desfiladeiros do deserto de Negev, sistemas de ar condicionado são responsáveis por climatizar os 46.000 metros quadrados do “envidraçado” espaço corporativo da Microsoft Corp.

Como qualquer sistema de ar-condicionado, este sistema produz um subproduto durante a sua operação: água. Mas ao invés de drenar esta água denominada como condensado, a Microsoft a reutiliza para irrigar o paisagismo do campus e ajudar a resfriar a edificação.  A gigante da tecnologia utiliza um sistema similar em seus escritórios localizados em Twycross, no Reino Unido, e em Hyderabad, India.

“Nós estamos também considerando a inclusão deste sistema de reaproveitamento em outros edifícios da Microsoft dependendo do projeto de HVAC / AVAC, do clima na região, alem de outros fatores,” mencionou Katie Ross por e-mail, a gerente sênior do programa de sustentabilidade da Microsoft.

O campus da Microsoft em Herzliya, Israel, reutiliza parte da água de condensado produzida pelo sistema de ar condicionado para irrigar o paisagismo. Fotógrafo: Amit Geron/Cortesia da Microsoft

A economia de 3 milhões de litros proporcionada pelo escritório em Herzliya se equivale aproximadamente a 793.000 galões — o suficiente para atender a necessidade anual de água de várias famílias. Apesar do sistema de reuso do condensado produzido pelo ar condicionado não atender em escala suficiente à maioria das residências e outros pequenos espaços (por enquanto), o conceito poderá ser uma ferramenta útil dentro da vasta caixa de ferramentas requerida para tornar os edifícios mais inteligentes e atender às necessidades de água e combater as mudanças climáticas. As Nações Unidas postulam que a água é o “meio principal através do qual sentiremos os efeitos das mudanças climáticas.”

Algumas localidades, como Austin, Texas — onde a água provavelmente se tornará cada vez mais escassa – já adotaram medidas para promover o reaproveitamento do condensado.

“Nós estamos em uma região do país onde esperamos que a mudança climática cause impactos na frequência e intensidade de nossas secas”, disse Mark Jordan, gerente do programa ambiental pela Austin Water. “Nós queremos prolongar o nosso fornecimento o máximo possível, voltando-nos cada vez mais para o reuso. Estamos realmente promovendo o reuso como uma forma de atender as demandas de água pelos pelos próximos cem anos.”

Duas proeminentes estruturas de Austin usam a tecnologia. A primeira delas, o Austonian, o arranha-céu residencial com 56 pavimentos, coleta algo próximo de 12.800 galões (aproximadamente 48.000 litros) de condensado por ano, utilzando-o para irrigar uma área verde localizada no 10º pavimentou. A segunda estrutura, a Austin Central Library combina fontes alternativas de água incluindo o reuso de condensado, a coleta e o armazenamento de águas pluviais, e o reuso de água de descarte tratada para economizar cerca de 350.000 galões por ano (aproximadamente 1.325.000 litros) — o suficiente para atender a aproximadamente 90 % da demanda de água da biblioteca.

O Austonian (center) na parte central da cidade usa o condensado produzido pelo ar condicionado para irrigar uma área verde em seu décimo pavimento. Fotógrafo: George Rose/Getty Images 

Em uma tentativa de fazer com que outros grande espaços internos sigam o exemplo, o Conselho da Cidade de Austin aprovou em abril um programa de incentivo cujo foco é encorajar o uso de águas reutilizadas, incluindo o condensado. Empreendimentos comerciais que utilizem o reaproveitamento de águas, substituindo entre 1 milhão e 3 milhões de galões de água potável ao ano poderão obter US$ 250.000 em financiamento da cidade; aqueles que economizarem mais de 3 milhões de galões podem receber US$ 500.000. Já existem programas similares em São FranciscoSan Antonio.

Ainda assim, existem alguns obstáculos para uma adoção mais ampla. A implementação de sistemas de reuso de condensado em edifícios possui um capital inicial a ser investido, além do que algumas regiões produzem mais condensado do que outras. A produção de condensado ocorre melhor quando o ar quente e úmido entra em contato com uma superfície fria. Pense em um espelho e um chuveiro ou banho quente. Por esta razão, as regiões mais ao sul do território norte-americano e outras regiões quentes e úmidas possuem um maior potencial para produzir muito mais condensado. Muitas desta regiões, também já possuem água suficiente (por enquanto).

De uma forma geral, o oeste norte-americano – que já está enfrentando grandes secas (megadroughts) e a escassez de água, especialmente em regiões como a bacia do Rio Colorado — possui um ambiente quente e seco, menos propício para a produção de condensado a partir do ar condicionado. Mas o agravamento desta situação emergencial em relação a água fez com que alguns grupos não deixassem para trás nenhuma oportunidade para evitar o desperdício. 

Por um lado, o edifício que abriga a Planning & Landscape Architecture, pertencente a Universidade e Faculdade de Arquitetura do Arizona (University of Arizona’s College of Architecture), reutiliza cerca de 95.000 galões de água condensada por ano, direcionando-os para um lago e jardim. Um de seus professores, Jonathan Bean, diz que o reaproveitamento de água de condensado é importante, mas não uma peça crítica no combate às mudanças climáticas. Ele acredita que existem estratégias mais eficazes, tais como tornar os edifícios menores e reconsiderar a questão envolvendo os refrigerantes.

O condensado produzido pelo ar condicionado na Universidade do Arizona é direcionado para este lago. Fotógrafo: Simmons Buntin/Cortesia da Universidade do Arizona

No entanto, a reutilização do condensado, acredita Bean, torna os edifícios mais inteligentes em relação ao clima – mesmo no quente Arizona, o qual se torna úmido somente durante as monções de verão. “Faz sentido,” desviar a água para o jardim, disse ele. “É um recurso no qual você está despendendo uma boa quantidade de energia, então por que não o faria?” 

Apesar de se tratar de um pequeno volume de água que escoa silenciosamente a partir do ar condicionado em edifícios, comparada com rios e aquíferos subterrâneos, isto poderá fazer a diferença, especialmente quando combinado com outras fontes alternativas de água como a captação de água de chuva e de águas servidas tratadas. Mesmo um pequeno volume como este pode tornar um jardim verde, abastecer sanitários, fornecer o frio, atender as necessidades parciais de alguns edifícios, encurtar a cadeia de abastecimento de água (economizando energia), e tornando as pessoas mais conscientes a respeito da escassez de água.

Em 2019, o Aeroporto Internacional de San Diego embarcou em um projeto, chamando mais a atenção para a conservação de água: transformando o condensado em cerveja. Antes da pandemia, o Aeroporto estabeleceu uma parceria com a Cervejaria Ballast Point visando o aproveitamento de parte do condensado utilizado em suas enormes torres de resfriamento responsáveis pelo controle de temperatura do aeroporto. O resultado foi um teste piloto denominado SAN, uma cerveja kölsch no estilo alemão mais suave, que requer boa água. Três locais da Ballast Point em San Diego serviram a cerveja enquanto durou o lote.

Cerveja produzida pela Ballast Point durante o teste piloto SAN e utilizando-se do condensado gerado no aeroporto. Cortesia das Autoridades locais do Aeroporto Regional do Condado de San Diego

Esta foi apenas uma forma na qual o aeroporto experimentou o reuso de água. Em um ano normal o aeroporto coleta aproximadamente 100.000 galões de água condensada, sendo a maior parte destinada para as torres de resfriamento e lavadoras de alta pressão. De acordo com Richard Gilb, gerente do departamento de planejamento e assuntos ambientais do aeroporto, o aeroporto vem reutilizando o condensado desde 2014.

“Uma vez que estamos localizados em um ambiente costeiro, existe humidade suficiente para a geração contínua de condensado,” disse ele. “Estava pingando no solo e nos pareceu uma boa fonte de água sobre a qual deveríamos fazer algo.”

Ainda que a pandemia tenha temporariamente frustrado as esperanças para novos lotes, Gib espera fazer parceria com outras cervejarias em San Diego para a produção futura de mais cervejas a partir do condensado. Ele até mesmo sonha em servir canecas dentro dos terminais – tornando as pessoas mais conscientes sobre o que pode ser feito, compartilhando um exemplo gelado de uma das possibilidades que já existem.

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Mercado de sistemas de automação e controle vive momento desafiador

Já temos discutido por aqui (neste blog) a importância e corelação entre o desempenho de instalações e até mesmo de uma edificação (energético, conforto, produtividade e bem estar), e um sistema de automação adequadamente projetado, operado e mantido.

Discutimos também a dificuldade que se observa no mercado para a adequada implantação e operação de sistemas de automação, haja vista:

  • A falta de conhecimento e até mesmo de cultura entre os nossos investidores, no que diz respeito a relevância no investimento em um bom projeto de automação;
  • O baixo envolvimento de profissionais da operação e manutenção durante a etapa de desenvolvimento do projeto;
  • A dinâmica de contratação de instalações em uma nova construção ou mesmo de um retrofit, muitas vezes permitindo com que a automação não participe integralmente do processo desde o seu início, o que acaba por possibilitar uma “defasagem” ou “descompasso” entre o conceito originalmente ofertado, e a real e mais atualizada demanda, muitas vezes ajustada ou alterada no decorrer do processo construtivo;
  • A falha ou até mesmo inexistência de um comissionamento, principalmente no que se refere as atividades integradas (com os demais sistemas que possuam interface com o BAS ou BMS);
  • A falta de um envolvimento minimamente adequado de projetistas no processo;
  • O desconhecimento de recursos operacionais de um BAS / BMS por parte das equipes locais de operação e manutenção;
  • e a entrega da operação da automação para empresas ou profissionais de segurança, dentro da dinâmica de uma Central de Operações.

Enfim, esta “realidade” de nosso mercado encontra-se refletida no artigo abaixo, publicado na Revista do Frio, para aqueles que se interessem na leitura. Trata-se, portanto, de um trabalho árduo e de longo prazo, o processo de aculturamento de nossos investidores e tomadores de decisão.


Fonte: PROCEL Info

Artigo divulgado por: Revista do Frio (Março / 2021)

Pandemia afeta de forma distinta as indústrias do segmento

A eficiência energética dos edifícios é cada vez mais uma das prioridades nas agendas dos mantenedores e proprietários de empreendimentos que se preocupam em gerir com o auxílio da tecnologia instalações prediais complexas, como ar-condicionado, iluminação, elevadores e sistemas hidráulicos, entre outras. 

No entanto, o mercado nacional de sistemas de gestão técnica de edifícios sofreu forte revés no ano passado, em decorrência da pandemia de covid-19. 

“A queda na aquisição com qualidade de sistema de automação e gestão de controle foi de 40% nas soluções efetivamente departamento nacional de automação e controle da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Paulo Américo dos Reis. 

Para ele, embora o País tenha empresas altamente capacitadas e com tecnologia de ponta para ofertar a qualquer tipo de perfil de usuário os corretos sistemas de gestão de edifícios, desde um ambiente de escritórios de pequena amplitude até ambientes de alta complexidade no controle ambiental, esse cenário reflete a pouca ou nenhuma importância que os engenheiros do HVAC-R dão à instalação adequada e eficiente de um sistema do gênero. 

“Os formadores de opinião do nosso setor, infelizmente, estão muito desatualizados quanto ao potencial técnico e de eficiência energética que esses sistemas proporcionam aos usuários finais”, critica. 

Apesar de todas as suas vantagens, como gerenciamento remoto, integração com a Internet das Coisas (IoT) e payback não superior a 24 meses, “um sistema de gestão técnica de edifícios – nomenclatura correta para o chamado sistema de controle ou automação – não possui um processo de comercialização natural na engenharia térmica brasileira”, lamenta. 

Já os negócios de alguns fabricantes do nicho de sistemas de automação e controle aplicados à refrigeração comercial seguiram na direção oposta à do segmento predial, tendo “uma excelente performance no ano de 2020”, segundo o gerente de engenharia da Eletrofrio, Rogério Marson Rodrigues.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista do Frio Março 2021.pdf
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Eficiência energética: caminho sem volta com Indústria 4.0

Considerando o foco e objetivos deste blog, ou seja, no sentido de nos trazer a reflexão e importância das atividades de operação e manutenção para o resultado em nossas edificações e instalações, gostaríamos de ressaltar:

  • Que temos, de fato, uma característica extremamente interessante e favorável em relação a nossa matriz energética, conforme poderá se observar no texto abaixo
  • No entanto, ainda mantemos uma posição indesejada se analisados segundo o quesito “eficiência na utilização”, ocupando apenas a penúltima colocação entre as 16 maiores e principais economias
  • É importante ressaltar que a eficiência na utilização demanda por especificações, processos e procedimentos, incluindo o monitoramento e controle sobre o uso da energia, atribuições estas sob a responsabilidade direta de nossos gestores

Isto nos leva novamente à uma operação minimamente estruturada, na qual tenhamos asseguradas as seguintes etapas e condições:

  1. Análise de necessidades: toda e qualquer resultado esperado em uma operação precisará atender ao conjunto de expectativas e necessidades / objetivos traçados para a edificação. A demanda por uma operação eficiente quanto ao uso de energia consumida deverá provocar uma discussão entre as equipes de operação, os responsáveis pela edificação e equipes de projeto, no sentido de que estes definam, em conjunto, aquilo que necessitam enxergar dentro de sua rotina operacional, levando-se em conta os demais critérios e condições como tipo de uso, horários de operação, entre outros
  2. Estudo de Viabilidade: Uma vez traçados os objetivos e necessidades torna-se importante conhecer e mensurar facilidades e dificuldades na implementação de um modelo de monitoramento e controle, haja vista que muitas destas edificações são existentes e não oferecem, necessariamente, uma condição de projeto e instalação tão favorável para a implantação de medidores e equipamentos
  3. Projetos e implantações: Trata-se de uma fase extremamente delicada, durante a qual se executará um conjunto de levantamentos em campo e a própria instalação destes equipamentos no campo, demandando por paradas estratégicas e programadas
  4. Processos, procedimentos e capacitação: Embora a implantação de um conceito de medição e verificação seja de fundamental importância para o acompanhamento, análise e tomada de decisões por parte de seus responsáveis, as etapas anteriores devem também contemplar a reflexão sobre o “modus operandi” destas edificações, permitindo com que políticas, estratégias e processos sejam não só reavaliados, como também e principalmente revistos / readequados. Todos nós sabemos da existência e necessidade de mitigação de riscos e vícios de operação em nossas instalações, requerendo a recapacitação de nossas equipes e colaboradores
  5. Monitoramento e controle: Cientes de que não existe qualquer condição de gerirmos operações sem que enxerguemos de forma contínua os indicadores que reflitam os resultados e o acompanhamento do quão próximos ou distantes estamos de nossos objetivos traçados, esta fundamental etapa também demandará pela ESTRUTURAÇÃO de atividades e equipes, as quais serão responsáveis por acompanhar e analisar criticamente todo e qualquer comportamento / resultado
  6. Diagnóstico e Atitude: Destacamos novamente a importância de uma bem estruturada matriz de responsabilidades, na qual se definirá, por exemplo, a atuação de nossos gestores (supervisores, coordenadores, gerentes e administradores), assim como a implementação de uma rotina de análise, discussão e desenho de planos de ação, a partir dos resultados e tendências apuradas

Em resumo, um bom resultado em relação ao uso eficiente da energia consumida dependerá de um conjunto de ações e planejamentos (acima), além do envolvimento dos próprios usuários, dentro de um programa de conscientização.

Vejam a seguir o texto e artigo sobre o tema.

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Fonte: Revista Controle e Instrumentação (Divulgado pelo PROCEL Info)

Por: Vários colaboradores

Acesse aqui o artigo completo diretamente na fonte.

O custo da energia, a idade média do parque instalado e a responsabilidade ambiental dificultam a vida das empresas que não mudarem sua matriz energética de forma eficiente

Economia circular e fontes de energia são parte importante das reflexões e pesquisas sobre eficiência energética. No Brasil, 46,1% da energia consumida se originam em fontes renováveis, enquanto, nos demais países, esse indicador é de 14,2%. Além disso, 82,9% da energia elétrica gerada no país provém de fontes renováveis; a média mundial é de 26,7%. Mas, a expertise em produção de energia renovável não se estende à eficiência de utilização, pois, entre as 16 maiores economias do mundo, o Brasil ocupa a penúltima posição em questões de eficiência energética. A importância disso cresce, na medida em que o custo da energia se junta à idade média do parque instalado, e à responsabilidade ambiental, dificultando a vida das empresas que não mudarem sua matriz energética de forma eficiente.

Então, a indústria vê duas rotas para a eficiência energética: a atualização de máquinas e equipamentos e a construção de processos produtivos mais eficazes, somados à digitalização e à geração alternativa.

“As novas fontes são, em grande maioria, complementares, ajudam a amortizar o crescimento de consumo, em sazonalidade e picos, refletindo em economia financeira e ambiental”, afirma o professor Márcio Venturelli – coordenador Técnico do Instituto Senai de Tecnologia (IST), especialista em Digitalização e Indústria 4.0.

Além disso, digitalização, analytics e inteligência artificial sendo usadas, desde a geração, até o consumo, passando pela distribuição, apontarão novos padrões.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista Controle e Instrumentação Maio 2021.pdf
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Vida após a instalação

Fui convidado no último dia 19/04 pela empresa CT Segurança para participar em uma live, durante a qual se discutiu o tema “Vida após a instalação”, em referência a necessidade de se cumprir o papel da manutenção após o término e entrega de instalações.

Embora a discussão tenha girado ao redor de sistemas eletrônicos e sistemas de segurança, acabamos abordando um pouco sobre a realidade de nossas edificações comerciais, durante uma conversa bastante franca e descontraída, envolvendo o colega João Jaouiche da CT Segurança e o amigo Percival Barboza.

Trata-se de um painel denominado “Arquitetura da Segurança” que vai periodicamente ao ar através do canal da CT Segurança no Youtube.

O tema sem si, é bastante atual, haja vista que o papel da manutenção é assegurar o cumprimento das funções e desempenho de um ativo durante a sua vida útil, o que, dentro da modalidade de instalações eletrônicas (CFTV, Sistema Supervisório, SDAI, entre outros) requer ainda uma atenção especial para a atualização tecnológica.

Segue abaixo o vídeo para quem ainda não assistiu a conversa (https://youtu.be/1JM-H4EvVds).

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Estimativa para o PIB da construção cai de 4% para 2,5% em 2021

Vivemos, sem qualquer sombra de dúvidas, uma verdadeiro movimento de gangorra desde 2020, o que não somente nos traz incertezas, como também afasta os investidores….

É neste cenário que observamos alguns movimentos importantes na cadeia da construção civil, que neste semestre demonstra uma redução, “impulsionando” o nosso PIB da construção.

O artigo abaixo foi publicado em 29/04 por Andreia Verdélio da Agência Brasil e aborda a temática acima.


Estimativa para o PIB da construção cai de 4% para 2,5% em 2021

Expectativa positiva do setor caiu com alta de preço da matéria-prima

Fonte: Agência Brasil

Por: Andreia Verdélio

Clique aqui para ler o artigo em sua fonte.

Rio de Janeiro – O prefeito Eduardo Paes inaugura sala de visitação do Museu do Amanhã, em construção no Pier Mauá, na zona portuária do Rio. Na foto o canteiro de obras do Museu do Amanhã.

A indústria da construção iniciou 2021 com expectativa de crescer 4% no ano, o que corresponderia à sua maior alta desde 2013. No entanto, com o cenário imposto pela falta de insumos, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB – soma de toda a riqueza produzida) do setor caiu para 2,5% em 2021.

No ano passado, o PIB da indústria da construção foi negativo em 7%. Enquanto no primeiro trimestre de 2020, o PIB caiu 1,6%, no mesmo período desse ano a queda deve ser em torno de 0,8% a 1%.

As avaliações foram apresentadas hoje (29) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que aponta, como causa para a redução, as dificuldades impostas pelo desabastecimento e alta dos preços dos materiais. Para o presidente da entidade, José Carlos Martins, não há perspectiva de mudança nesse cenário. “Estamos preocupados no sentido de que não estamos vendo horizonte de que isso seja revertido”, disse.

Ele falou durante um seminário virtual realizado na manhã desta quinta-feira pela CBIC para debater o desempenho do setor. A gravação da transmissão está disponível no canal da câmara no YouTube.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) de materiais e equipamentos, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou alta de 27,26% nos preços, no acumulado de 12 meses, encerrado em março deste ano. Segundo a CBIC, é a maior alta para o período desde que o índice começou a ser calculado, em 1998.

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de fevereiro, mostrou que mais de 70% das indústrias têm dificuldades em conseguir matéria-prima, Estudo da Confederação Nacional da Indústria de fevereiro mostra que mais de 70% das indústrias têm dificuldades em conseguir matéria-prima, o que impacta o nível de atividade..

Atividade e perspectivas

Com isso, os bons resultados alcançados pela indústria da construção no segundo semestre de 2020 não se mantiveram no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a CBIC, o nível de atividade da construção começou a perder intensidade a partir do mês de dezembro e o setor encerrou o primeiro trimestre de 2021 em queda. As perspectivas otimistas também vêm perdendo intensidade desde janeiro e estão no menor patamar desde julho do ano passado.

A CBIC citou dados da Sondagem Indústria da Construção, realizada pela CNI com o apoio da câmara, que apontam que o problema da falta de insumos ou seu custo elevado se disseminou ainda mais no primeiro trimestre de 2021, acompanhado por uma situação financeira insatisfatória. A confiança do empresário e a intenção de investir também acumulam recuos.

O indicador de atividade em março deste ano no setor foi de 44,9 pontos, 6,5 pontos abaixo do observado em agosto de 2020, quando a construção começou a fortalecer o seu ritmo, após a queda observada nos dois primeiros meses da pandemia. Segundo a CBIC, é o menor patamar de atividades desde junho de 2020, quando ainda não havia uma completa percepção de que o mercado imobiliário teria excelentes resultados no segundo semestre de 2020.

O setor imobiliário encerrou 2020 com uma queda de 17,8% no número de lançamentos, na comparação com 2019. No mesmo período, entretanto, o número de imóveis novos vendidos subiu 9,8%. “Com esses resultados, mais a redução de 12,3% na oferta final de imóveis novos, a percepção era de que em 2021 os novos lançamentos apresentariam forte expansão. Porém agora existem dúvidas se isso realmente acontecerá, em função do desabastecimento e do aumento dos preços dos insumos, que provocam incertezas sobre o futuro”, explicou a CBIC, em comunicado.

Dessa forma, o setor também contratou menos. Nos dois primeiros meses de 2021, a construção criou, em média, 44 mil novas vagas com carteira assinada por mês. Em março, esse número caiu para cerca de 25 mil vagas, conforme dados divulgados ontem (28) pelo Ministério da Economia.

Impacto na economia

O presidente da CBIC alertou que a indústria de construção é um importante indicador do crescimento da economia. Nesse sentido, as incertezas do atual cenário atrasam investimentos e diminuem a capacidade de recuperação da economia.

Segundo ele, o setor da construção tem uma grande capilaridade e afeta diretamente outros 97 setores. “A definição que se faz da construção como uma locomotiva da economia tanto serve para acelerar o crescimento quando para frear. Quando vem com a expectativa futura de redução da atividade, isso nos preocupa porque a própria atividade do Brasil vai reduzir, pela capilaridade que temos dentro da economia”, disse José Carlos Martins.

Como exemplo, ele cita o setor de saneamento. A expectativa era de que o novo Marco Legal do Saneamento impulsionasse as obras do setor. Entretanto, segundo Martins, com o aumento do preço das matérias-primas, muitas empresas que ganharam concorrências não querem assinar contratos, já que não conseguirão absorver os custos. “Nós temos um problema que é de longo prazo”, ressaltou.

Corte no Orçamento

Para a CBIC, a estimativa de 2,5% de crescimento do PIB do setor pode ser considerada otimista. Mas, esse número ainda pode diminuir, caso se confirme a paralisação de obras do Programa Minha Casa, Minha Vida (hoje Casa Verde Amarela) referentes a faixa 1, em função do corte nas verbas destinadas ao programa no Orçamento de 2021, sancionado semana passada pelo governo federal.

Segundo Martins, estavam previstos R$ 1,5 bilhão, mas o valor caiu para R$ 29 milhões. Somado a isso, os contratos são a preço fixo, então o setor já vinha sofrendo com o aumento nos custos dos insumos. A entidade trabalha junto ao Congresso Nacional para encontrar algum espaço para ajudar o setor e reverter essa situação.

O presidente da CBIC explica que são obras em andamento de 217 mil unidades habitacionais, que empregam em torno de 250 mil trabalhadores diretos. São empreendimentos contratados há bastante tempo ou que já haviam sido paralisados no passado justamente por falta de pagamentos e agora retomados.

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Procel e CBCS apresentam resultados de convênio voltado para o setor de edificações

Fonte: Procel Info

Por: Débora Anibolete, para o Procel Info

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Parceria teve como resultados a criação de Benchmarks de Consumo de Energia para Edificações em Uso e a nova plataforma de Desempenho Operacional de Edificações (DEO)

A Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), e o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) realizaram, no último dia 31, o evento virtual de encerramento e apresentação de resultados do convênio firmado em 2018 voltado para a área de ‘edificações’. Contemplada no 1º Plano de Aplicação de Recursos do Procel (PAR Procel/2017), a cooperação teve como produtos a criação dos Benchmarks de Consumo de Energia para Edificações em Uso e a nova plataforma de Desempenho Operacional de Edificações (DEO). A iniciativa é considerada um marco para o setor, por ser um passo importante para o desenvolvimento de uma base de dados de consumo energético e para a criação de um programa nacional de gestão energética para edificações em operação no país. 

Rovena Rosa/Agência Brasil

“Nós precisamos enaltecer muito o resultado desse projeto, porque compreendendo esses desempenhos energéticos por tipologia [de edifícios], vamos ter condições de programar e desenhar as nossas políticas públicas de uma maneira mais efetiva e eficaz”, destacou, durante abertura do evento, o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Príncipe Pires. 

Considerando a alta demanda energética desse segmento, o convênio foi baseado na elaboração de benchmarks e indicadores de desempenho energético para diferentes tipos de edificações não residenciais em uso. Assim, o objetivo foi fornecer parâmetros para facilitar a gestão energética desses tipos de ocupações. Nesse contexto, foram contempladas 15 tipologias de edifícios: agência bancária; hotel grande, resort; hotel médio; hotel pequeno, pousada; shopping center; supermercado; comércio de varejo, comércio grande; comércio pequeno; restaurante e preparação de alimentos; escola – ensino infantil; escola – ensino fundamental e médio; universidade ou instituição de ensino técnico; hospital; posto de saúde, assistência social; datacenter e CPD. 

Para que se chegasse a esses resultados, foram desenvolvidos arquétipos representativos de cada uma das tipologias, utilizando informações dos bancos de dados de consumo energético da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do próprio CBCS. A equipe do convênio também contou com a colaboração de empresas e instituições parceiras que forneceram informações e permitiram a realização de auditorias energéticas em suas instalações. Entretanto, durante esse processo, foi decretada a pandemia da Covid-19, que inviabilizou algumas visitas presenciais e mudou a rotina de várias tipologias estudadas. Enquanto algumas tiveram aumento expressivo do consumo, como os edifícios dedicados às áreas de saúde, outros tiveram que paralisar atividades, como comércios, escolas e hotéis. A solução foi utilizar os bancos de dados e buscar outras alternativas para obter as demais informações necessárias, como explicou a arquiteta do Procel, Elisete Cunha. 

“Quando a gente não podia ir in loco, tivemos entrevistas em vídeo com os gestores dos edifícios para que a gente conseguisse tirar as dúvidas que ficaram na análise de projetos, que seriam tiradas em uma visita presencial. Uma análise bem minuciosa dos projetos e o Google Street View também ajudaram para que a gente conseguisse verificar um espectro muito maior, principalmente a forma da envoltória dessas tipologias. Os dados de consumo de 2020 acabaram desconsiderados por motivos óbvios, já que o consumo de energia foi bastante diferente e atípico em 2020”, ressaltou a arquiteta. 

Plataforma DEO poderá ser utilizada para auxiliar na gestão energética de edificações em uso 

As informações levantadas por meio do projeto serão utilizadas para compor a plataforma Desempenho Energético Operacional (DEO) do CBCS. A ferramenta vai permitir que os usuários insiram informações sobre o edifício, como os dados de consumo energético mensal, a área, localização, iluminação e equipamentos utilizados, entre outros dados, e, a partir da equação de benchmark da tipologia escolhida, será possível conhecer a eficiência da edificação em comparação com outras semelhantes e, se necessário, realizar um Diagnóstico Energético Operacional para identificar potenciais de melhoria e readequar seu próprio consumo energético. 

“Ao analisar edifícios certificados, de alto de desempenho, eles eram muito bem projetados, mas muitos estavam consumindo mais energia do que era pensado na etapa de projeto. Eles não estavam sendo operados da melhor forma. Então, mesmo edifícios novos possuem um potencial de melhorar o seu consumo desde que tenham uma referência para se balizar. Isso nos levou a ver que eficiência energética operacional é extremamente importante e tem grande potencial para o mercado”, ressaltou o coordenador da Comissão Técnica de Energia do CBCS, Roberto Lamberts, sobre a relevância do uso de benchmarks em edificações. 

O sistema desenvolvido pelo CBCS já esteve disponibilizado para edifícios corporativos, edifícios públicos administrativos e agências bancárias e, no momento, a ferramenta está sendo atualizada para a inserção das 14 novas tipologias e da atualização do benchmark para agências bancárias, contempladas pelo convênio entre o CBCS e a Eletrobras Procel. De acordo com o CBCS, a previsão é que a plataforma esteja em operação novamente no endereço www.plataformadeo.cbcs.org.br  (atualmente em manutenção) ainda no primeiro semestre deste ano, em data a ser divulgada. 

Para a arquiteta do Procel, a realização do projeto com a disponibilização da plataforma, será uma contribuição importante para o setor, por possibilitar a redução do consumo durante a etapa de operação, quando os edifícios têm maior gasto energético. Além disso, esta seria a primeira etapa para o desenvolvimento de uma certificação de eficiência energética para edifícios em operação, assim como as que já existem para construções novas, como o PBE Edifica e o Selo Procel Edificações. 

“A plataforma, que é elaborada pelo CBCS através do benchmarking desenvolvido durante o convênio com a Eletrobras/Procel, permitirá que gestores ou proprietários de edifícios, cujas tipologias correspondam às tipologias da plataforma, verifiquem se seu edifício é eficiente, típico ou ineficiente, em comparação com o consumo de energia elétrica típico registrado para aquela tipologia no Brasil. A plataforma é o passo inicial para conhecer o consumo do edifício em relação aos demais e, assim, verificar se há possibilidade de melhorar sua eficiência. A partir daí, sugere-se que seja feito um Diagnóstico Energético Operacional – DEO da edificação, com profissionais qualificados, o que identificará que ações podem ser implementadas para alcançar esse objetivo”, destacou Elisete Cunha.

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5 Benefícios de uma avaliação energética em edifícios

O tema deste blog se refere a um artigo da revista Consulting – Specifying Engineer, o qual reproduzo abaixo neste blog, para a leitura de todos vocês. No entanto, achei interessante retomar este assunto por aqui (no blog), pois tive recentemente a possibilidade de acompanhar não somente o trabalho realizado pelo profissional e amigo Haroldo Luiz Nogueira da Silva (Preditiva Engenharia) em duas importantes edificações comerciais em São Paulo, como também de ter acesso ao resultado destes trabalhos.

É realmente impressionante como um processo de avaliação energética / auditoria energética em instalações, uma vez conduzido conforme protocolos específicos, nos permite a identificação do uso de recursos como energia e águas, assim como também nos permite enxergar as medidas de economia possíveis para os respectivos sistemas.

Vejam também que estamos falando da identificação de medidas que muitas vezes não possuem custos para a sua implementação, ou mesmo, que possuam um baixo custo. Enfim, o sucesso de uma avaliação energética pode ir além do que simplesmente se imagina como redução em custos, conforme o artigo a seguir destaca.

Uma boa leitura!!


Five benefits of an energy assessment

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Andrew Luzenski

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An energy assessment is the first step toward improving the overall health and optimizing the energy performance of your facility.

Courtesy: Camille Sylvain Thompson, Peter Basso Associates (PBA)

The first step in cutting energy bills, operating costs, improving comfort and optimizing efficiency in your building may be to have qualified professional engineers perform an in-depth energy assessment of your building.

This assessment will help you in determining the overall health and performance of your building and where needed, provide suggestions for means of improvement. Consider these five benefits of performing an energy assessment on a building:

1. Lower utility bills and operating cost. An energy assessment provides recommendations to eliminate energy waste in your building and lower energy bills. Sometimes simple, low cost changes like scheduling lighting, equipment or tweaking HVAC control setpoints can have a major impact on reducing energy use, without sacrificing occupant comfort.

2. Optimize equipment efficiency and increase longevity. Reducing equipment operating hours, preventative maintenance, and implementing energy conscious control strategies can improve efficiency of equipment, reduce wear and tear, and make equipment last longer.

3. Uncover hidden energy ‘hogs’. Energy waste doesn’t always jump out at you with loud noises, like a blown relief valve or a cavitating pump. It can be a brand new air handler quietly heating up air and cooling it right back down again for no apparent reason, but going unnoticed because the temperature in the space is just fine. Or, it can be equipment that’s supposed to shut off every night, but no one’s around to verify that it is indeed, shutting off.

Building automation systems rely on a multitude of sensors for proper control and cycling of equipment. When they’re not calibrated or maintained, energy can be wasted unknowingly. These types of corrections can have quick paybacks with big savings.

4. Improve building comfort. Having a professional engineer examine your HVAC systems as part of an energy assessment isn’t a bad idea. Deficiencies contributing to poor space temperature control, drafts, and indoor air quality can be identified, and corrections can be made by building maintenance staff or by hiring a qualified contractor.  Although sometimes these items do not save energy, they can improve occupant comfort and moral.

5. Utility incentives are available. Some utility companies will cover HVAC energy assessment fees for qualified customers, in exchange for an owner’s commitment to spend a fixed amount to implement the items identified in the assessment. These programs follow the process through implementation and provide a method of measurement and/or verification so the actual savings after implementation can be validated.

A major portion of energy consumption in a building is due to HVAC systems. Therefore, it is beneficial to have an assessment performed by seasoned engineers who are experienced in designing and troubleshooting HVAC systems, have an intimate knowledge of  how they use energy and are diligent in finding deficiencies.

This article originally appeared on Peter Basso Associates’ websitePeter Basso Associates is a CFE Media content partner.

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