A&F Partners Consulting – Bodas de Prata na Engenharia

Somente quando me decidi em criar um post comemorativo dos 25 anos de nossa empresa é que resgatei parte de nosso histórico e percebi tudo o que construímos ao longo deste 1/4 de século…

Há 25 anos tomávamos a decisão de criar uma empresa de engenharia consultiva para atuar principalmente nos dois segmentos de mercado para os quais atuamos em várias grandes empresas: Operação & Manutenção e Facility Management.

Como toda nova empresa em um mercado, caminhamos timidamente no primeiro ano, embora contássemos com uma grande e especial surpresa, haja vista que os nomes construídos no mercado por seus dois sócios, Alexandre M F Lara e Fabiana Kahn trouxeram em muito pouco tempo os nossos primeiros clientes.

Atingimos nestes 25 anos uma incrível marca de mais de 450 clientes nos mais diversos segmentos do mercado (corporativo, facility management, área assistencial da saúde, educacional, esporte, varejo, área financeira, áreas de tecnologia e datacenters e área industrial) para os quais trabalhamos, obtendo também uma taxa de retenção de 22% destes total. Vejam que ainda mantemos até hoje clientes com mais de 20 anos, assim como tivemos a oportunidade de atuar diretamente para alguns clientes norte-americanos em suas operações aqui no Brasil, também fazendo parte desta história.

No que tange ao nosso “leque” de serviços, mantivemos a nossa base original focada em Facility Management e em Operação e Manutenção, contemplando:

  • Em Operação & Manutenção e Facility Management:
    • Diagnósticos voltados a operação & manutenção e gestão de ativos
    • Diagnósticos em operações de FM
    • Auditorias Técnicas
    • Due Diligences
    • Technical Assessments
    • Levantamento de Ativos de Manutenção (para o PPCM)
    • Análise para a revisão de modelos e reestruturação da área
    • Suporte técnico na elaboração de editais e na homologação de fornecedores
    • Suporte técnico durante processos de concorrências
  • Em Engenharia de Instalações:
    • Análise Crítica de Projetos (Peer Review)
    • Estruturação de processos integrados de Comissionamento
    • Gestão de Comissionamento em instalações
    • Vistorias de recebimento técnico
  • No segmento de Perícias de Engenharia:
    • Laudos técnicos de instalações
    • Assistências Técnicas
    • Perícias de Engenharia
  • Formação Profissional:
  • Cursos para equipes de O&M ou FM moldados para a necessidade do cliente e aplicados “in company”
  • Cursos rápidos em parceria com grandes empresas de treinamento que atuam no mercado de FM

Em relação a nossa localização, também realizamos uma grande mudança durante estes 25 anos, movendo a nossa sede para dentro de uma outra empresa do grupo, a A&F Virtual Office, localizada no município de Atibaia – SP.

A&F Virtual Office – Atibaia

Lá, contamos com uma ótima estrutura com salas de reunião e videoconferência, sala de treinamento e estações de trabalho para a nossa equipe e parceiros, o que nos possibilita desenvolver nosso trabalho dentro do nível de qualidade que sempre aspiramos.

Por fim, e analisando esta história de 25 anos, arrecadamos algo ainda mais precioso como resultado de nosso esforço e profissionalismo, que é o respeito de clientes, de parceiros e fornecedores, razão esta que nos dá cada vez mais a certeza de que ainda temos muito a construir e entregar para os nossos clientes.

De antemão, agradecemos aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e fornecedores por fazer parte desta história.

Deixamos aqui alguns links para aqueles que ainda não nos conheceram:

A&F Partners Consulting

A&F Virtual Office

Mais uma vez um obrigado a todos e parabéns A&F Partners Consulting!

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Sistemas de ventilação resilientes para responder a pandemias (ASHRAE – Part 1)

Fonte: ASHRAE JOURNAL Newsletter

Por: JINKYUN CHO, PH.D, MEMBER ASHRAE; JONGWOON SONG

Considerando o aprendizado com a pandemia e os estudos realizados em várias partes do mundo para assegurar o controle de contaminação e a proteção humana, o ASHRAE JOURNAL Newsletter publicou recentemente a primeira parte de um artigo que aborda a preocupação com sistemas de ventilação em ambientes assistenciais de saúde em resposta a pandemias.

Aos que não tiveram acesso a publicação, recomendo a sua leitura através do link oficial: https://ashrae.mmsend.com/link.cfm?r=en1zlc02d8XK1ZtafIMw_A~~&pe=Ah4D5RaMllPNa7lJN-aOsmSlzWaNj7avgxX6cYe64A6p7tTJLzzzb0r3utMG59IwJ1IAtbyutSVsELN7KyT8PQ~~&t=BYJvU65Ft7iXEY88nwsjrg~~, ou clicando aqui.

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Preservar a saúde ou atender a legislação?

Por Alexandre M F Lara

O tema deste post é bastante realista se olharmos para o “jeitinho brasileiro” de ser….

Exatamente em 1998 comessávamos a trilhar uma possível mudança de rumo em nossa manutenção sobre os sistemas de climatização com a divulgação da Portaria 3.523 da ANVISA, a qual preconizava por colocar em vigor cuidados que, de certa forma, já estavam previstos na ABNT NBR 13.971 já em vigor.

É verdade também que a NBR 13/971 carecia por atualizações em seu conteúdo, conceitos e abrangência, ainda que fosse recente, de 1997 se não me falha a memória… Esta atualização veio em 2014 e buscou por melhorar o seu contexto não só em função das novas exigências, mas tentando também acompanhar alguns conceitos de manutenção que já eram discutidas.

O mercado se preocupou e prontamente surgiram não só oportunidades profissionais para engenheiros mecânicos, como cursos e algumas consultorias especializadas no tema, para auxiliar aqueles que buscavam por “atender as novas exigências legais”, bem típico de nossa cultura, não é verdade?

No entanto, novas normas ou revisões em textos existentes foram ocorrendo desde então, a exemplo da norma de Gestão da Qualidade do Ar Interior (NBR 17.037), da revisão da 16401 principalmente no que tangia as partes 2 e 3 (Conforto Térmico e Qualidade do Ar Interior), embora outras determinações importantes tenham também direcionado ações necessárias para fabricantes e instaladoras do setor.

Mas voltando ao tema manutenção, notamos a “criação de um protocolo” entre as empresas, buscando por salvaguadar os seus clientes no item documentação comprobatória, condição esta que tem, de certa forma, atendido ao quesito fiscalização ao que parece…

A grande questão volta a ser a garantia da qualidade do ar interior, do conforto térmico, da saúde e da produtividade dos usuários destas instalações em edificações presentes nos mais diversos setores de nossa indústria e mercado.

Como estamos neste sentido?

As inspeções ou auditorias técnicas de manutenção têm trazido como resposta uma enorme deficiência em atividades praticadas, ou mesmo no conhecimento e domínio de conceitos de manutenção e itens obrigatórios a serem seguidos entre as etapas de Planejamento e Controle da Manutenção em HVAC-R ou AVAC-R.

São facilmente observadas condições recorrentes em instalações e operações, tais como:

  • Em relação ao planejamento:
    • A não aplicação do conceito de preservação da função de ativos
    • A ausência da visão sistêmica ao planejar
    • A recorrente utilização da função “copy & paste” em planos
    • A não customização de planos de trabalho
  • Em relação ao controle:
    • Inexistência de indicadore alinhados com os objetivos da organização
    • Ausência de um protocolo regular para a avaliação da performance
    • Prejudicada a atuação da supervisão no processo
    • O não envolvimento pleno das equipes de O&M
  • Em relação a manutenção:
    • Falhas na execução das atividades
    • Falhas recorrentes da supervisão e sobre o recebimento de trabalhos
    • Falha na capacitação e na reciclagem de colaboradores

Como resultado das falhas acima, nos deparamos com frequência em serviços não executados (parcial ou totalmente) embora registrados / lançados, equipamentos com deficiência na limpeza e manutenção interna, função de vedações totalmente ignoradas quando da manutenção em gabinetes, utilização de produtos inadequados para a higienização, entre tantos outros.

Observe-se ainda que a situação ainda é bastante agravada quando olhamos para sistemas menores de climatização ….

Por fim, e retomando a pergunta tema deste post, o que é mais importante? Preservar o bem estar e a saúde de nossos usuários ou pura e simplesmente atender requisitos administrativos da lei em vigor?

Para a análise e resposta de vocês…

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Construindo uma cultura de confiabilidade

Andei recentemente comentando alguns posts nas redes sociais que tratavam sobre a implementação da gestão de ativos em operações, sobre o “desenho” de processos até a seleção e implementação de ferramentas e integrações digitais (CMMS, IoT, etc), entre outras.

Em uma destas minhas respostas ou comentários, reforcei a importância de se assegurar a MATURIDADE profissional e o conhecimento básico do GESTOR da área, como pilar para qualquer avanço em políticas e processos.

Para aqueles que já leram ou estudaram algum material sobre a CONFIABILIDADE na área de manutenção, será desnecessário reforçar a importância no desenho de políticas e critérios que tenham como o seu principal pilar a equipe de especialistas e a retenção ou multiplicação do conhecimento dentro da corporação.

Isto integrará, inclusive, o processo de “criação de uma CULTURA” dentro da organização.

Em um recente artigo publicado pela RELYATBILITY WEB, os autores Lisa Kamphuis e Bob Francis destacam a importante visão sobre as equipes especialistas dentro do contexto de criação da CULTURA DE CONFIABILIDADE, além das ações para a implementação de um CMMS e da integração de sistemas e demais componentes com o advento do IoT nas operações.

Trago aqui de forma compartilhada este artigo para a leitura de vocês.

Fonte: RELYATBILITY WEB

Por: Lisa Kamphuis e Bob Francis

Tema: Building a Reliability Culture as a Foundation for Asset Management Success

Organizations continue to invest heavily in asset management frameworks, systems, and data. Industry research consistently shows that these investments alone are not enough to deliver sustained reliability and performance. The differentiator is how people behave, make decisions, and take ownership within those systems.

In many cases, the technical solution is sound, but the organizational conditions required to sustain it are not. ReliabilityWeb industry research highlights that a culture of reliability directly supports workforce retention, operational discipline, and consistent execution. In an environment where skilled labor is increasingly scarce, cultural factors have become a material business risk rather than a soft consideration….

Leia o artigo na íntegra e diretamente em sua fonte, clicando aqui, ou copiando e colando o link: https://marketing.reliabilityweb.com/e3t/Ctc/ZV+113/d2sxs-04/VWbhfP3X-8-LW8KK_6865jd-pV1-ywc5KC9qrN3tskD45kvg8W50kH_H6lZ3mVW8Ltn906TjCbCVLxQqh7W6tNmVtwzgr82nf8CW8-zP-N6lkk_-W5Ph2T63WM3p3W6QlfNH9g2zczW3l8VkL8zK_SfW5xYc8K918pZ_Vsm72K3qFgQ4W27YPXq5jc8NhW4ZNmxj84zy0nW4xmjvY30Dh79W2qPHGy82rDNqV834_j1G-kK5W6yLNnw3Cmt19W5Lrwm895KtXQW77bFNF1DXF8hW1FtnJZ2W3t9_W81zysZ9lzdhrW47lH0d97J7_ZVzVqBF45QYCLVNsDdx4rk087W3WSVGn2B8DmfW4zSRPF244qV6W3qB2lq8wHbNkW96gW9z3jxFq0Vdnxww6Gpy69W1Ts0Nq3NQ0LhN1730h95-pZQW6qV6CG61MlrQW3fd4v94Jt629W8CXp6j1W9V7Df6Sn2bR04

Boa leitura!

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Lançamento do livro “Vistorias de constatação em obras civis” no próximo 17/03/2026

Recentemente fui convidado por um seleto grupo de colegas para contribuir com a atualização em alguns capítulos do livro acima no que diz respeito a ótica da operação e manutenção, o que me deixou muito honrado.

O lançamento oficial do livro será neste próximo dia 17/03 em São Paulo e gostaria de convidá-los a participar. Segue abaixo o convite.

Amigos, marquem desde já na agenda:

  • 17 de março, a partir das 18hs, Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1501), São Paulo – SP

Lançamento da obra “Vistorias de Constatação em Obras Civis, Editora Leud

Contamos com a presença de vocês, vai ser muito bom esse encontro.

Chega ao mercado nacional o livro-guia do setor para prevenção de conflitos e gestão de garantias em obras civis, o que é muito importante: atualizado com os preceitos das recentes Normas Técnicas referentes a Perícias de Engenharia e de Garantias de Edificações. Fundamentos técnicos, critérios práticos e aplicações reais das vistorias de constatação em obras civis. Indispensável e referência para todos os players do mercado: engenheiros, arquitetos, incorporadores e profissionais do Direito, peritos e advogados, sempre às voltas com litígios no setor.

  • ⁠Ferramenta prática
  • ⚖️ – Útil em processos judiciais, extrajudiciais e prevenção de litígios
  • 🏗️ – Aplicável em obras públicas e privadas

Coordenação: Flávio F. de Figueiredo, Danilo de Mattos Alves Silva, Marcio S. Santos
Todos os Autores: Flávio Fernando de Figueiredo, Danilo de Mattos Alves Silva, Marcio S. Santos, Adriano de Figueiredo Macorin, Alexandre M.F. Lara, Aluísio B. Burin, Eduardo M. Burin, Fábio B. Bonometti, Letícia Cruz Lima dos Santos

#EngenhariaCivil #Perícia #Vistorias #ConstruçãoCivil #LivroTécnico #EngenhariaLegal #PatologiaDasConstruções #lançamento #autor #NormasAtualizadas #Direito

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Como dimensionar de forma adequada os recursos e a mão de obra dentro de um contrato de manutenção?

Por Alexandre M F Lara

Foto gerada por IA (ChatGPT)

Já abordamos neste mesmo Blog alguns temas relacionados a estruturação de nossas áreas de operação e manutenção, dentro dos quais já alertamos quanto ao risco em se adotar, de forma simples, planos de trabalho e estratégias de manutenção NÃO CUSTOMIZADAS para a sua real necessidade do projeto.

Novamente, esta observação ou preocupação se faz necessária, pois sempre deveremos lembrar de condições importantes ao se planejar a manutenção em uma edificação e suas instalações:

  • Foco da manutenção: A função do ativo
  • Objetivo da manutenção: Preservar a função
  • Atuação da manutenção: Sobre o sistema
  • Atividade a ser desenvolvida pela manutenção: O que deverá ser feito para preservar a função do ativo

Uma vez tendo customizado o nosso plano de trabalho, deve-se partir para o dimensionamento dos recursos humanos e demais serviços necessários a concretização ou efetivação deste planejamento elaborado.

Dentro do universo de serviços sob a responsabilidade de um “Facility Manager”, pode-se dizer que existem diferentes formas para se definir equipes de trabalho, sendo estas:

  1. Através do dimensionamento matemático de recursos
  2. A partir de uma referência de mercado
  3. Por analogia entre operações semelhantes

Embora estas opções sejam bastante utilizadas para atividades como segurança e limpeza, deve-se tomar alguns cuidados quando o tema envolver a área de operação e manutenção, haja vista as especificidades e eventuais criticidades em um determinado contrato ou edificação.

Vamos aqui abordar um pouco sobre os pontos positivos e de preocupação para cada uma das opções acima:

Por analogia entre operações semelhantes

Trata-se de uma “técnica” bastante utilizada entre empresas que prestam serviços na área de manutenção predial, principalmente devido a falta de informações ou volumetrias históricas dentro de editais de concorrência.

Neste caso, adota-se como parâmetro de cotação e oferta do serviço a base de uma equipe já utilizada em um contrato existente e com características “similares”.

Notem, no entanto, que uma edificação comercial com aproximadamente 25.000 metros quadrados de área poderá abrigar sistemas, funções e níveis de criticidade bastante divergentes de outra edificação similar em termos de área. O uso indiscriminado desta “técnica” poderá incorrer em riscos como:

  • Subdimensionamento de recursos para determinadas modalidades de manutenção
  • Backlog crescente
  • O não cumprimento das estratégias adotadas e falha ao se preservar a função do ativo
  • O não atendimento às expectativas do cliente e contratante

A partir de uma referência de mercado

“Técnica” bastante utilizada em regiões ou países nos quais tais dados estejam disponíveis ao mercado (produtividade de profissionais de limpeza para diferentes condições, etc), ela permitirá com que se estime a equipe de trabalho para ambientes e condições similares as condições contidas no modelo de referência.

Entretanto, deve-se tomar cuidado neste comparativo entre as bases (real e referência), uma vez que:

  • As condições e ambientes de trabalho devem ser as mesmas, ou seja, com um baixo ou mensurável desvio conhecido
  • Deve-se conhecer e diferenciar a criticidade e as especificidades entre as diferentes operações
  • Se torna necessário também comparar a PRODUTIVIDADE do profissional entre as regiões utilizadas como objeto de comparação ou referência

Vejam que abordamos acima (produtividade do profissional) uma condição normalmente desprezada em situações que envolvam a utilização de modelos de referência, ainda que se trate de um fator de extrema importância e que poderá resultar em riscos para a sua operação, tais como os acima já relacionados.

Através do dimensionamento matemático de recursos

O dimensionamento matemático de recursos humanos para desempenhar uma atividade de manutenção baseia-se no cálculo de horas homem necessárias para a execução de serviços previstos no planejamento, sendo então possível selecionar a quantidade de profissionais para a realização deste mesmo trabalho.

No entanto, algumas bases devem ser previamente informadas pelo planejador da manutenção, a fim de que se obtenha sucesso neste dimensionamento:

  1. O plano de trabalho deve ser estruturado de forma a atender plenamente as necessidades do cliente ou contratante
  2. O planejador deverá assegurar com que todas as atividades previstas no plano de manutenção tenham os seus tempos de execução (“wrench time”) atribuídos
  3. Os tempos de execução deverão ser mensurados ou fruto de um resultado histórico disponibilizado pelo sistema informatizado de manutenção (CMMS – registro obrigatório do início e término da atividade realizada pelo técnico)
  4. Deve-se considerar a ponderação quanto a PRODUTIVIDADE das equipes de manutenção para a execução das tarefas, pois este fator poderá ser preponderante para o resultado obtido.

De forma análoga, podem ser aqui apontados os mesmos riscos de não cumprimento dos planos de trabalho e estratégias previamente estabelecidas, caso não sejam observados ou tomados os cuidados acima.

Em termos de “técnica” a ser escolhida, reforça-se que o dimensionamento matemático de recursos resultará em um maior nível de confiabilidade, sem bem executado, além de possibilitar de forma estruturada quaisquer ajustes durante o período do contrato.

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Como compreender e agir quando a qualidade do ar interno não for satisfatória?

Durante alguns procedimentos de auditoria sobre a atividade de manutenção e sua gestão, não é incomum deparar-se com não conformidades apontadas em laudos de qualidade do ar interno contratados, assim como no que se refere a falta de ação por parte do gestor local.

Desde que inserida a partir de 1998 no contexto de monitoramento da qualidade do ar interno em ambientes climatizados, a análise da qualidade do ar interno tornou-se um importante marcador para os gestores da manutenção, no que se refere a avaliar qualitativamente os cuidados adotados para a preservação da saúde aos ocupantes de uma edificação ou de um ambiente de trabalho.

Notem que a indicação de uma não conformidade demandará por uma análise não só de seus processos e procedimentos adotados (para a manutenção em seus sistemas de climatização), como também demandará pela compreensão destes resultados e a análise sistêmica envolvendo o próprio ambiente e sua constituição, os processos internos que possam envolver tais contaminantes e o estado de instalações.

Em uma recente divulgação ao mercado, a CONFORLAB compartilhou uma cartilha para auxiliar os gestores da operação e manutenção na compreensão destas não conformidades comumente apontadas em laudos de análise, sendo recomendável a leitura do artigo por parte dos profissionais envolvidos em decisões relacionadas.

Segue aqui o LINK para que possam acessar este artigo e cartilha divulgada, diretamente no site da CONFORLAB.

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10º Workshop de Comissionamento de Edificações (29/05/2025)

Se aproxima a data do 10º Workshop de Comissionamento de Edificações – ABRAVA, sendo que as inscrições ainda podem ser efetivadas através do site da ABRAVA.

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10º Workshop sobre Comissionamento de Edificações

A ABRAVA realizará neste mês de maio, mais especificamente no dia 29/05 o 10º Workshop sobre comissionamento de edificações e seus sistemas, com a participação de profissionais do setor, recebendo também o K. William Dean da ASHRAE.

O evento ocorrerá no auditório da FIESP em São Paulo (Avenida Paulista) e suas inscrições já podem ser realizadas através do site da ABRAVA.

Clique AQUI para ser direcionado ao site da ABRAVA ou cole o endereço abaixo em seu navegador para que possa realizar a sua inscrição.

https://abrava.com.br/compromissos/10o-workshop-de-comissionamento-dnce/

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Como devo conduzir uma análise sobre um sistema de manutenção existente, para que possa melhorar os seus resultados?

Por Alexandre M. F. Lara

Ainda que uma nova edificação ou instalação nos traga algumas dificuldades para a implantação de sua manutenção e operação, seja em função da inexistência de volumetria histórica, seja em função de questões envolvendo as próprias instalações, a análise para a melhoria em um sistema existente também nos trará surpresas e dificuldades…

Fonte: Freepik

Por esta razão, a estruturação de um processo de DD (Due Diligence Técnica) ou de um TA (Technical Assessment) deverá ser cuidadosamente detalhada, exigindo do profissional auditor o conhecimento sobre importantes conceitos em O&M, além de sua capacitação e habilitação técnica.

Primeiramente, deve-se considerar o “ajuste no foco” do trabalho em campo tomando-se como referência alguns importantes conceitos, como por exemplo:

  • Foco da manutenção: Função do ativo de manutenção
  • Objetivo da manutenção: Preservar a função do ativo
  • Atuação da manutenção: Sobre o sistema

Está “calibração em seus objetivos” exigirá com que o esforço de um departamento de manutenção esteja concentrado em identificar e manter ou preservar a função de um ativo de manutenção dentro do que se considera como sistema.

Como exemplo, ao se olhar para a manutenção em um chiller ou resfriador de líquido (sistema central de água gelada em AVAC-R), deve-se compreender que o adequado desempenho de sua função dependerá também da performance do circuito hidrônico de água gelada ao qual está vinculado (conjuntos moto-bomba, redes hidráulicas, sistemas de controles, etc…), assim como eventualmente de seu circuito hidrônico de condensação, quando aplicável.

Isto significa que o estabelecimento de foco apenas sobre o chiller como ativo, sem considerar a sua interação ou correlação com os demais componentes do mesmo sistema, poderá resultar no descumprimento parcial ou integral da função e performance para o qual foi projetado e instalado.

Está visão “atual” da manutenção requererá a experiência do profissional que revisará o sistema de manutenção existente, a fim de que possa:

  • Definir os pontos chaves no processo ou estudo a ser conduzido
  • Estruturar o trabalho de campo e análise a ser realizada
  • Conduzir de forma assertiva a anamnese com os responsáveis locais de operação e manutenção
  • Identificar as potenciais melhorias que envolvam a definição dos sistemas, das funções a serem cumpridas, das melhores estratégias de manutenção aplicáveis no contexto e cuidados a serem tomados no planejamento e controle da manutenção local

Assim, pode-se concluir que a simples análise sobre o estado de conservação ou manutenção de equipamentos, somada a simples análise quanto ao cumprimento (ou não) de atividades programadas de manutenção traduzir-se-á tão somente na avaliação parcial sobre a capacidade de se cumprir (adequadamente ou não) os planos de trabalho previamente estabelecidos.

Portanto, a insistência em não se ajustar o foco do trabalho poderá impedir ou mascarar a conclusão sobre a assertividade de modelos ou sistemas de manutenção implantados.

Para que se atinja o objetivo esperado, deve-se considerar:

  • A análise prévia da infraestrutura a ser avaliada
  • A análise prévia dos planos de trabalho e estratégias implantadas
  • A anamnese com os responsáveis locais de operação e manutenção
  • A definição do foco para a atividade de DD ou TA a ser conduzida
  • A estruturação da atividade de campo
  • A forma como serão apresentados os resultados ao cliente

Por fim, torna-se importante reforçar que o ajuste em sistemas existentes de manutenção proporcionará não somente ganhos financeiros ou potenciais reduções, geralmente aspiradas por gestores, mas também, ganhos as vezes expressivos no desempenho de equipamentos ou sistemas, além do aumento em índices de confiabilidade e na longevidade de instalações e seus ativos.

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