Grupas convida à todos para o próximo encontro em SP, cujo tema será: “A crise econômica e o Facility Manager”

Geralmente nestes “tempos” de crise, os olhos de gestores se voltam para as suas operações, na busca por oportunidades em otimizar recursos e reduzir custos, sem no entanto prejudicar a qualidade.

Digo à vcs que esta tarefa nem sempre será fácil, principalmente se o gestor não tiver uma base confiável de informações sobre a qual pautará a sua decisão, assim como se não mantiver o controle sob o clima de extrema pressão que geralmente rodeia este momento.

Estou replicando abaixo o e-mail convite do GRUPAS para a reunião no próximo 29/09 em SP, durante o qual debaterá justamente os impactos e oportunidades que crises econômicas promovem sobre as atividades de um Facility Manager.

Segue o convite:

Data: 29 / 09 / 2015
Hora: 08:30h ás 12:00h
>>> Só para os Membros com cadastro no site do GRUPAS <<<
www.grupas.com.br em [Cadastre-se]

Tema: “A crise econômica e o Facilities Manager”
Como reduzir custos de maneira inteligente

Local: Allianz Arena – R. Padre Antônio Tomás, 72 – Água Branca,
São Paulo – SP
Estacionamento: no local “Estapar”, valor por 6 horas: R$10,00
(Aceita cartões).
APRESENTAÇÃO 
Facilities no Allianz Arena
Palestrante: Eduardo Rigotto – Allianz Arena

CASES e PAINEL de DEBATES

1º Case 
“Como o Hospital Albert Einstein reestruturou toda a operação de limpeza melhorando a qualidade e reduzindo custos.”
Painelista: Andrea Vaine

2º Case: 
“Como a minha área de facilities economizou 6 milhões de reais em 2014.”
Painelista: Gabriel Lenzi

3º Case:
“Como a CESVI Mapfre reduziu 56% do seu consumo.”
Painelista: Vladimir Andrade de Almeida – MAPFRE

4º Case: “Como aumentar a satisfação do usuário sem impacto no custo, de maneira inteligente.”
Painelista: Ligia Soares – PFIZER

Venha saber como fazer a diferença na redução de custos de Facilities, participando dessa imperdível reunião do GRUPAS, que conta com o patrocínio da RL HIGIENE, onde serão apresentados cases de sucesso que adotaram formas inteligentes para a redução de seus custos.

Ah, não se esqueça: “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ”.

Bernardino Costa
Presidente do GRUPAS Gestão 2015

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Com energia mais cara, empresas apostam na educação

Fonte: Blog Saúde do Meio

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O Brasil é o décimo maior consumidor de energia do mundo e o maior da América do Sul e o preço da energia é um dos mais altos do mundo. Devido à imensa quantidade de rios existentes no território nacional, 73,63% da energia produzida no país tem como fonte geradora as hidrelétricas.

Para algumas empresas, a energia é uma ferramenta de produção, e isso dificulta qualquer tentativa não planejada de redução de custos.

Consumir a energia elétrica de forma eficiente é vital para um bom desempenho e até mesmo para aumentar a competitividade das empresas.

Com um cenário de risco de desabastecimento de água e alta dos preços de energia elétrica, algumas empresas estão capacitando seus gestores para compreender o consumo de energia das instalações de sua empresa e explorar alternativas para reduzir ou tornar o consumo mais eficiente.

Conversei com Marcos Aires, diretor-presidente da Datte Educação & Treinamento e um dos responsáveis pelo “Programa Educacional de Eficiência Energética” – PEEE, um projeto que faz parte do Programa de Eficiência Energética da CEMIG.

Aprovado pela ANEEL, este projeto capacita profissionais das indústrias de sua área de concessão, visando disseminar conhecimentos que gerem projetos e obras de Eficiência Energética. Os principais objetivos são reduzir consumo, demanda e custos de clientes, prioritariamente industrial, através de capacitação em Gestão Eficiente de Energia e formar uma cultura de uso inteligente de energia nas empresas e instituições dos diversos setores da economia.

Adriana Santos: Como o programa pode contribuir para a redução de gastos com energia das empresas?

Marcos Aires: No treinamento, eles aprendem duas formas de reduzir seus gastos com energia: a primeira por meio da correta contratação, chamamos de adequação tarifária, o participante aprende como contratar adequadamente a demanda e o consumo, considerando as diversas opções que possui; a segunda é pela redução efetiva do consumo específico de energia da instalação onde trabalha por meio do conhecimento de atitudes e novas tecnologias que reduzem o tempo de funcionamento ou a potência dos equipamentos, o que permite o estabelecimento de ações ou práticas de redução do consumo de energia e, consequentemente, dos gastos. O curso além de indicar essas atitudes e tecnologias, estimula os participantes a praticarem e confirmarem esse benefício. Ele, por usar a técnica de ensino a distância, torna-se um treinamento no trabalho (” training in job “) com resultados imediatos. Algumas empresas participantes já percebem a redução de seus custos com energia e água durante o treinamento.

Adriana Santos: Qual a metodologia do curso e carga horária?

Marcos Aires: PEEE é um programa de capacitação e pesquisa, administrado na forma de Ensino a Distância e treinamento prático no trabalho e seu conteúdo equivale a um treinamento presencial de cerca de 290 horas aula, podendo ser realizado num período de 8 a 12 meses. São mais de 14 disciplinas que abrangem diversas áreas do conhecimento como: legislação, meio ambiente, comunicação, engenharia (usos finais de energia, medição e verificação), gestão energética e economia (viabilidade econômica).

O programa é dividido em diversas etapas, intercalando atividades práticas, teóricas e eventos presenciais para motivação e esclarecimentos. As etapas geram produtos (readequações tarifarias, levantamento de consumos, projetos de eficiência, entre outros) ao final de suas execuções e esses são avaliados e pontuados por engenheiros tutores e consultores.

O programa conta ainda com fóruns de discussão e plataforma de comunicação entre alunos e tutores que possibilitam uma maior interatividade entre estes.

O ensino a distância apresenta vantagens como: treinamento de profissionais de diferentes locais dispensa os custos de deslocamento, hospedagem e alimentação, pode ser realizado em horário mais conveniente para empresa e profissionais, não afetando significativamente a rotina do participante.

Adriana Santos: Quais as medidas preventivas para reduzir o consumo de energia nas empresas sem prejudicar a produtividade, em especial das pequenas empresas?

Marcos Aires: Não é interessante reduzir o consumo reduzindo a produtividade, é melhor explorar maneiras de não afetá-la negativamente. O treinamento desenvolvido pela DATTE que está sendo promovido pelas distribuidoras Cemig e CPFL para seus grandes consumidores, visa, principalmente, a redução do consumo específico das empresas para torná-las mais competitivas.

O primeiro passo é conhecer o consumo, depois conhecer alternativas técnicas ou gerenciais que promovam economia sem reduzir a produtividade. As reduções podem ser obtidas por troca de equipamentos por outros mais eficientes, distribuição do consumo ao longo do dia a fim de diminuir sobrecargas, políticas internas de conscientização que promovam bons hábitos de conservação de energia, e muitas outras. O programa leva o participante a promover soluções criativas e mais adequadas para a realidade de suas instalações.

Dentre as medidas que os próprios participantes têm indicado, apontamos os desligamentos de cargas (lâmpadas, motores e equipamentos) que ficam ligados sem necessidade ou que podem ser usados em outros horários quando o custo da energia é mais barata. No caso de a iluminação usar mais a luz solar durante o dia, usar sensores de presença e uso de lâmpadas mais eficientes, como as com tecnologia de LED. No caso da força motriz, utilizam equipamentos com eficiência maior e acionados com conversores de frequência que possibilitam os motores a trabalharem de acordo com a carga que é necessária naquele momento.

Adriana Santos: Como os colaboradores de uma empresa podem contribuir para a redução de gastos com energia elétrica?

Marcos Aires: A conscientização é o melhor caminho, através dela é possível que os indivíduos promovam ações em prol da conservação de energia. No PEEE os alunos são orientados a organizar uma comissão multiprofissional, composta por membros de vários setores, para que juntos mantenham a cultura do uso racional de energia. No treinamento ela é chamada de CICE, Comissão Interna de Conservação de Energia.

O programa dissemina a filosofia de que a tarefa de reduzir os gastos com energia é de todo o grupo, por isso todos devem ser envolvidos, conhecerem as oportunidades e participarem de sua implantação. Dessa forma, além de se sentir prestigiado, o empregado ou colaborador da empresa passa a ser um protagonista da eficiência energética na empresa. Mesmo aqueles que não tomam uma atitude proativa, sendo comunicados e envolvidos nos programas das empresas, passam a serem colaboradores (desligam lâmpadas ou outras cargas), indicam oportunidades para os colegas, etc.

Somente com o envolvimento de todos, a começar pela alta direção da empresa, o programa pode alcançar sucesso e ser um programa contínuo e sustentável ao longo do tempo. Ele deve ser independente de crises e conjunturas adversas e não pode ter apenas um ou uns atores principais, todos têm que ser envolvidos.

Adriana Santos: Qual a principal medida para reduzir o consumo de energia?

Marcos Aires: Ter uma compreensão do consumo, do custo e de alternativas para redução de ambos. Existe muito senso comum em se tratando de promover economias, mas na realidade cada instalação tem suas peculiaridades e as soluções são personalizadas, podendo ou não se assemelhar a outras. Trocas de lâmpadas podem promover grande economia em uma empresa, mas pode ser uma economia irrisória em outra, na qual a troca de equipamentos com resistências teria mais impacto na redução, por exemplo. O PEEE promove essa consciência crítica nos participantes, proporcionando medidas customizadas e realistas para a empresa.

A primeira medida é conhecer como se dá o consumo, medindo. Somente podemos gerenciar o que se mede. Depois conhecendo-se técnicas e tecnologias adequadas, aplicá-las para reduzir o consumo.

Não se deve falar em redução do consumo e muito menos em metas de redução deste. Falar em eficiência energética é falar em diminuir o consumo específico, a quantidade de energia para se produzir uma unidade de produto. Ao se produzir mais com menos energia, as empresas ficam mais competitivas e podem, inclusive, aumentar o consumo, desde que acompanhado pelo aumento da produção. Outra alternativa é identificar produtos com maior valor de venda usando processos que podem ser mais até mais intensivos em energia, mas promovem receitas e lucros maiores. Enfim, eficiência energética não deve ser pensada como uma forma de reduzir custos e sim de aumentar a competitividade.

Adriana Santos: Qual seria o principal setor de uma empresa para gerenciar os programas de redução de gastos com energia elétrica?

Marcos Aires: A melhor forma é organizar uma comissão multidisciplinar, pois a questão energética é uma realidade de todos nas empresas. No PEEE, os participantes recebem instruções de como formar estas comissões e promover ações de conscientização, como comunicações internas e promoções de metas e eventos.

O PEEE é indicado para administradores, engenheiros, gerentes de energia, gerentes de manutenção, técnicos, coordenadores, supervisores, trainees, profissionais de manutenção entre outros profissionais.

Como abordado, anteriormente, a alta direção da empresa deve ter a preocupação de produzir usando o mais racionalmente a energia, não necessariamente através da redução dos gastos, mas com o uso eficiente e produtivo da energia. Utilizando o momento atual como exemplo, veja que se uma empresa tivesse a meta de reduzir seu consumo em 10%, ela pode alcançá-lo facilmente com a queda da produção. Não é isso que queremos.

Assim o principal setor a promover a eficiência energética deve ser a alta direção, que deve estipular metas de consumo ou custos específicos com energia. Cabem às demais áreas da empresa, cada qual em sua especialidade, identificar oportunidades para colaborar no alcance dessas metas. Isto será possível com os conhecimentos adquiridos no PEEE.

Adriana Santos: Qual a porcentagem de redução de custos de energia com a aplicação da metodologia do curso?

Marcos Aires: Depende dos usos finais da empresa, do tempo de vida dos equipamentos, das práticas de manutenção, do controle que é realizado, do valor da fatura de energia e da importância ou participação dos custos da energia no custo total do produto. Ė muito arriscado citar um número, mas é certo que economias ocorrerão muito superiores ao investimento com o treinamento.

Somente com adequação tarifária pode-se alcançar de 1 a 10%, mas temos casos de reduções maiores, depende de quão mal as empresas estejam em termos de gerenciamento energético.

Em termos de eficiência energética, ressaltando, novamente, que o objetivo não é a redução de gastos e sim do consumo específico, pode-se alcançar até 100% de redução, como é o caso de soluções que envolvam a cogeração de energia, quando as empresas produzem sua própria energia a partir de resíduos ou combustíveis que já consomem usualmente.

A tecnologia LED permite reduções superiores a 30% do consumo da energia gasta em iluminação, em alguns casos. No entanto, em grandes indústrias, a iluminação representa menos do que 5% de seu consumo, logo se as medidas se concentrarem apenas na iluminação a LED, os resultados serão inferiores a 2%.

Enfim, a porcentagem dependerá do esforço e conhecimento de toda a equipe envolvida e da situação energética em que se encontra a empresa.

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“Existem muitas diferenças nas ações de eficiência energética dos países latino americanos”, diz representante da CEPAL

Fonte: Procel Info

Por: Tiago Reis

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Em entrevista ao Procel Info, Andrés Schuschny, coordenador geral da Divisão de Recursos Naturais, Infraestrutura e Energia da CEPAL, fala sobre as ações desenvolvidas na América Latina para monitorar os níveis de eficiência energética em cada país

As diversas formas de monitorar os índices de eficiência energética foram debatidos no Rio de Janeiro durante o segundo encontro regional do Programa BIEE (Base de Indicadores de Eficiência Energética). Realizado entre os dias 26 a 28 de agosto, na sede da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o encontro contou com a participação de 27 nacionalidades latino-americanas e de representantes de organismos internacionais como a ADEME (Agência de Meio Ambiente e energia da França), Agência de Cooperação alemã (GIZ), OLADE (Organização Latino Americana de Energia), Banco Mundial, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o Ministério de Minas e Energia do Brasil.

Organizado pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas destinado a incentivar a cooperação econômica entre os seus membros, o encontro também discutiu as propostas de promoção da eficiência energética em toda a região além de compartilhar o conhecimento técnico entre os países para aumentar as formas de tornar mais eficiente o uso da energia elétrica e mensurar esses dados. Durante o encontro, Argentina, Brasil, Chile, Nicarágua e Uruguai, apresentaram os seus relatórios de monitoramento da Eficiência Energética e compartilharam esses dados com os demais países com o objetivo de sinalizar as melhores formas de se ampliar os índices de eficiência energética.

Em conversa com a reportagem do Procel Info, o coordenador geral da Divisão de Recursos Naturais, Infraestrutura e Energia da CEPAL, Andrés Schuschny (foto), avaliou os resultados do encontro e fez uma análise do que deve ser feito para ampliar a eficiência energética em todo o continente latino-americano. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Procel Info: Qual foi o objetivo da realização deste encontro do Programa BIEE no Brasil?

Andrés Schuschny: A reunião é um encontro regional de toda a América Latina e Caribe do Programa BIEE (Base de Indicadores de Eficiência Energética) realizado anualmente em um país membro da CEPAL. Nós do CEPAL, com a colaboração da ADEME, que é uma agência francesa da matriz energética e meio ambiente, estamos fazendo este projeto que procura capacitar as pessoas encarregadas do monitoramento e medição da eficiência energética em diversos níveis de direção de governos. Essa medição se dá por meio da construção de uma base de dados e indicadores de eficiência energética e sua capacidade de análise para monitorar a evolução. Também analisamos a correlação e as tendências da eficiência energética, do consumo energético e da atividade econômica com as políticas de promoção da eficiência energética.

Procel Info: Então, alcance do programa é toda a América Latina?

Andrés Schuschny: Neste momento são 27 países de toda a América Latina, inclusive Cuba, República Dominicana, no Caribe. Nós esperamos, nos próximos anos, incorporar os países do Caribe inglês. Países como a Jamaica, Trinidad e Tobago, como Barbados, como Aruba, mas agora estamos mais focados na América Latina com todos os países de língua espanhola e portuguesa participando do programa.

Procel Info: Existe muita diferença entre os programas de eficiência energética dos países latino americanos? O Brasil, por exemplo, possui um grande programa nessa área que é o Procel, uma referência internacional em programas de eficiência energética. Nos demais países existem programas semelhantes ou a disparidade entre eles é muito grande?

Andrés Schuschny: Existe sim muita diferença entre os países. Brasil é um país muito grande, como também é o México. Nesses países existem programas em múltiplas áreas, como transportes, setor elétrico, petróleo, setor residencial. Existem diversos programas que incentivam a substituição de equipamentos pouco eficientes e a inclusão de etiquetas para mostrar quais são os eletrodomésticos mais eficientes. E existem países também como o Paraguai, que tem uma matriz energética muito eletrificada. Eles são exportadores de energia elétrica, com Itaipu, por exemplo. Então, nesse tipo de país a eficiência energética não é uma prioridade. Mas agora, com o fenômeno da mudança climática, eles têm que procurar a redução de emissões e a melhor forma de mitigar os efeitos da mudança climática é através da eficiência energética, mais até do a introdução de energias renováveis não convencionais. Promover a eficiência energética é muito importante e para fazer essa promoção nós necessitamos formular políticas sobre bases informadas. Nós necessitamos de indicadores, nós necessitados de que as pessoas que trabalham diretamente com a eficiência energética possam monitorar e entender todo o processo. Isso, certamente vai fazer com que seja gerado um aumento da intensidade da eficiência energética em diversos níveis setoriais.

Procel Info: Ainda existem muitas dificuldades em implementar os programas de eficiência energética nos países latino americanos?

Andrés Schuschny: Depende do tipo de política. Muitas vezes tem que passar pelos programas educativos e de conscientização para promover a mudança de hábitos. Também os programas de etiquetagem e substituição de equipamentos contribuem bastante para fomentar a eficiência energética. Muitas vezes, as pessoas compram equipamentos muito mais em razão do preço do que da eficiência. Muitos países ainda precisam buscar financiamentos externos para implementar esses programas. Mas atualmente, nós estamos promovendo a introdução de Escos, que são empresas de serviços energéticos, que se associam, por exemplo, a empresas do ramo industrial para substituir grandes geradores ou sistemas de refrigeração e facilitar créditos e financiamentos que podem ser pagos com a economia de energia gerada por esses programas de eficiência. Em alguns países ainda existem problemas com o financiamento, mas existem organismos internacionais que facilitam a obtenção desses recursos, mas também é necessário procurar capacitação e aumentar a consciência da população para os resultados aparecerem.

Procel Info: O senhor falou sobre as linhas de financiamento. Hoje, essas linhas de financiamento são majoritariamente ligadas a grandes organizações internacionais. É possível ampliar essas linhas de financiamento para que esses programas de eficiência energética possam ser implementados com mais facilidade?

Andrés Schuschny: Sim é possível. Por exemplo, no setor industrial, que é muito importante e consumidor de energia de forma intensa, se nós facilitarmos uma maior conscientização dos empresários para fazer uma associação com Escos e com empresas de serviço energético para substituir grandes equipamentos consumidores de energia, certamente os níveis de eficiência energética aumentarão. Também os governos, por exemplo, podem promover a eficiência nos edifícios públicos, na iluminação pública e investindo mais na instalação de lâmpadas eficientes, como as de LED. Isso é uma coisa que você pouco a pouco vai melhorando e promovendo. Por isso, temos que formular políticas nessa área, mas as políticas somente não servem. As políticas públicas também devem ser acompanhadas de uma mudança de consciência e conhecimento dos benefícios. Se uma empresa substitui os seus equipamentos por outros mais eficientes e isso vai gerar uma economia de energia, o investimento nessa substituição pode ser conveniente do ponto de vista econômico. Existem ações, mas também existe a consciência e a mudança de hábitos. A tomada de decisões em investir em eficiência energética é algo que se vai fazendo pouco a pouco e a medida em que há mais consciência de que isso pode significar uma economia de energia e proporcionar ganhos econômicos, as empresas e as pessoas passam a comprar mais equipamentos eficientes e investir os seus recursos na substituição.

Procel Info: Esta reunião do Programa BIEE contou com a participação da ADEME. Como se dá essa parceria e como essa agência francesa contribui com a CEPAL para aumentar a eficiência energética na América Latina?

Andrés Schuschny: A ADEME é a agência europeia encarregada de monitorar a eficiência energética, por meio de indicadores, em toda a Europa. Vinte e sete países são monitorados, incluindo os países do leste europeu. Esta experiência é a mais importante do mundo no monitoramento da eficiência energética. O que nós buscamos nessa parceria com a ADEME é trazer essa experiência e adaptá-la ao contexto da América Latina e Caribe aproveitando todo esse conhecimento de mais de vinte anos de monitoramento da eficiência energética. Nós agora estamos praticando isto na América Latina com o conhecimento que eles possuem.

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Coelba oferece programa de eficiência energética em 14 bairros de Salvador

Fonte: Correio da Bahia

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Moradores de 14 bairros de Salvador poderão participar do Vale Luz, projeto da Coelba que possibilita trocar material reciclável por descontos na conta de energia. A programação, que começou no dia oito de setembro vai se estender até o próximo sábado, dia 12.

Nesta quinta-feira, dia 10, a unidade móvel da Coelba estará nos bairros de Alto do Peru, Pernambués e Ilha Amarela. Na sexta, será a vez dos bairros de Nova Brasília, Nordeste de Amaralina e Bromélias e no sábado o projeto estará em Tancredo Neves, Costa Azul e IAPI. O horário de funcionamento das unidades nos bairros é das 9h às 15h30, exceto no sábado, quando o atendimento será realizado das 8h30 às 11h30.

Além de reduzir o valor da conta de energia, o projeto Vale Luz tem o objetivo de estimular o uso racional dos recursos naturais e minimizar os impactos negativos causados pelos resíduos. São aceitos para reciclagem metal, papel, papelão e plásticos. Alguns cuidados devem ser tomados no momento da coleta. Papéis e plásticos, por exemplo, não podem estar sujos.

Nos caminhões, os consumidores também podem fazer cadastro na Tarifa Social de Energia, benefício do governo federal que concede descontos de até 65% na conta de luz, e alteração cadastral. Para ter acesso aos serviços, o cliente deve levar o NIS (Número de Identificação Social), a conta de energia, documento de identificação com foto e CPF original e cópia. O consumidor pode ainda trocar lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas.

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Alerta de Norma ABNT – NBR 9050:2015

A ABNT publicou, em 11.09.2015, a norma ABNT NBR 9050:2015 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos , que revisa a norma ABNT NBR 9050:2004 Versão Corrigida:2005.

Para detalhes sobre a norma publicada ou sua aquisição Clique Aqui

Para consulta ao catálogo de normas ABNT, ISO, IEC, DIN, AFNOR, BSI, CEN, ASTM, IEEE, NFPA, AMN ou JISC visitehttp://www.abnt.org.br/catalogo.

Se você deseja ser removido desta lista, por gentileza, envie um e-mail para acervo@abnt.org.br

Atenciosamente.
Gerência de Editoração e Acervo
ABNT/GEA

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Legislação ambiental transforma o Rio de Janeiro em referência em medidas sustentáveis

Fonte: Procel Info

Por: Fabrício Alves Moraes

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Rio de Janeiro – Estado aposta em estímulo e aumento de benefícios fiscais como alternativa sustentável

Rio de Janeiro – Muito conhecido por suas belezas naturais, o Rio de Janeiro tem se aproveitado deste posto para ampliar a utilização de medidas sustentáveis. Atualmente o estado é uma referência em sustentabilidade e eficiência energética. O seu histórico confirma esta tese, pois já sediou os eventos ECO92 e a Rio+20. Atualmente, o Rio tem incentivado a adoção de medidas para o consumo responsável de energia e sugerindo soluções para uma utilização mais adequada dos recursos naturais. Programas e leis nos âmbitos municipais e estaduais têm contribuído para a redução de gastos com energia elétrica e tornando o seu uso mais eficiente e inteligente. Construções e estabelecimentos contribuem de forma constante com as metas de eficiência energética e sustentabilidade, recebem, como estímulo, uma série de benefícios fiscais. Além dos programas governamentais, o estado tem se tornado referência no avanço tecnológico da área, contribuindo para a formação de novos profissionais e técnicos para ampliar a busca por novas soluções sustentáveis e modernas.

Um dos programas é o Rio Capital da Energia. Criado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, o programa tem como objetivo fomentar o desenvolvimento energético e adaptar para o transporte, construção e indústria e comércio, a fim de preencher a ausência de fontes renováveis. A necessidade surgiu quando o governo percebeu a necessidade de criar um programa de mobilização no setor de energia. Segundo os idealizadores, o estado do Rio de Janeiro tem um peso importante na segurança energética do país.

“O Rio é maior produtor de petróleo, o maior gerador de energia termelétrica a gás natural, o único estado do país que gera energia termonuclear, além de sediar as principais empresas brasileiras e estrangeiras do setor energético”, afirma a coordenadora do programa Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins.

O Rio Capital da Energia conta com o apoio de universidades, órgãos e empresas públicas, como a Eletrobrás, que integra ativamente e responde pelos principais projetos por meio do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), e com empresas ligadas ao setor privado. Para Maria Paula, esses parceiros são peça-chave na estratégia do programa. O Cepel, por exemplo, se responsabiliza pelo maior investimento do programa, o Laboratório de Ultra-Alta Tensão. O projeto foi implantado no bairro Adrianópolis, em Nova Iguaçu, local onde realiza testes de linhas de transmissão.

Outra iniciativa em termos de política ambiental é o Selo Qualiverde. Desenvolvido pela prefeitura do Rio de Janeiro, o selo é mais uma das estratégias para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa, além de estimular o desenvolvimento sustentável.

Instituído por meio do decreto nº35.745/12, o Qualiverde abrange a gestão da água, eficiência energética e desempenho térmico, aplicado tanto em instalações novas, quanto nas já existentes. Para obter o selo, um empreendimento comercial precisa atingir 70 pontos, de acordo com as exigências da lei. Com o selo, além de tornar-se uma edificação sustentável, os proprietários da edificação receberão uma série de incentivos fiscais como contrapartida.

Entre as exigências necessárias para a conquista do selo, estão a instalação de um sistema de aquecimento solar de água, utilização da iluminação natural e luminárias eficientes com as de LED, além do uso de fontes de energias renováveis, como a fotovoltaica.

Rio Capital da Energia e o Qualiverde são programas que fomentam a eficiência energética no estado do Rio

A prefeitura do Rio já possui instalações próprias certificadas pelo Qualiverde. Obras como a Transcarioca, Transoeste e algumas unidades da Clínica da Família foram construídas utilizando as recomendações do Qualiverde. No caso das Clínicas da Família, as instalações seguem conceitos ecológicos, como o reuso da água, combinação de um jardim central e ventilação natural, evitando desperdício de energia elétrica com o uso do ar-condicionado. Já a Transcarioca e a Transoeste utilizaram entulho e restos de lixo, oriundos de obras, para a reutilização da própria construção. A Nave do Conhecimento de Padre Miguel é outro exemplo de obra energeticamente eficiente, que entre outras soluções, o local possui um telhado verde, que impede a elevação da temperatura interna em dias de calor.

A Secretaria de Meio Ambiente do município do Rio de Janeiro ressalta que o aumento das edificações certificadas é um estímulo para novas construções se adequarem as regras do selo.

Outro projeto visa aumentar a eficiência e a sustentabilidade nas edificações cariocas é o IPTU Verde. A proposta, que está em tramitação na Câmara do Vereadores do Município, prevê descontos de até 25% no tributo para os proprietários que adotarem medidas como sistema de aquecimento solar, utilização de energia eólica e solar, reúso de água e captação de água da chuva entre outras recomendações. Segundo o autor da proposta, o secretário municipal de Administração, Marcelo Queiroz, mesmo com o alto custo da instalação dos equipamentos, o IPTU Verde é viável tanto do ponto de vista econômico, já que os proprietários serão beneficiados com a redução do imposto e do gasto com energia elétrica e água, quanto do ponto de vista ambiental, com a utilização de forma equilibrada e racional dos recursos naturais.

“O projeto de lei tem como objetivo preservar, conservar e proteger o meio ambiente, através de políticas que atenuem os impactos ambientais e que promovam o desenvolvimento sustentável. Num momento em que importantes estados brasileiros sofrem com a escassez de água em decorrência da falta de políticas públicas ambientais que minimizem os efeitos da falta de chuva, é fundamental incentivar ações que tenham como consequência a redução da utilização de recursos naturais”, justificou o secretário na apresentação do projeto.

Exemplo de economia começa na escola

No momento em que o país sofre com a falta de chuvas e o risco de desabastecimento elétrico, o uso da energia solar ganhou espaço na matriz energética brasileira. E por ser referência em eficiência energética, especialistas e pesquisadores fluminenses apostam nessa forma de geração de energia para minimizar os riscos de uma eventual falta de luz e criar um sistema alternativo de geração de energia. Um dos defensores da energia solar é o professor do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Mamour Sop Nidaye. Ele é o coordenador de um projeto de uma miniusina fotovoltaica que foi instalada na unidade do Maracanã do Cefet e é capaz de produzir seis quilowatts-pico. O projeto da miniusina teve apoio do Rio Capital da Energia e já integra a sua carteira. O projeto, voltado para a área educacional, tem como objetivo explicar aos alunos a desenvolver essas instalações e manutenções deste porte.

Além do Rio Capital da Energia, a miniusina teve a cooperação da empresa alemã Giz (Deutsche Gesllschaft für Internationale Zusammenarbeit). O projeto teve início há quatro anos, quando Mamour ainda terminava a sua tese em energia solar, dando prosseguimento ao trabalho de seu professor, que viria a se aposentar.

Entretanto, tanto o estado quanto o país passam pela dificuldade de achar especialistas para a instalação de energia fotovoltaica. Ainda que exista a intenção de investimento em energia solar, Mamour lamenta por não existir mão de obra, em número suficiente, no Rio de Janeiro para este tipo de serviço.

“Por mais que exista vontade e necessidade em investir, muitas vezes não se encontra alguém que tenha a capacidade de dimensionar um sistema fotovoltaico e fazer a instalação correta”, pondera Mamour.

O professor alerta que se a energia solar fosse considerada uma fonte prioritária no passado, o cenário atual, com o aumento da luz e a falta de água, poderia ser diferente.

“O que a gente precisa fazer são políticas baseadas para alavancar a energia solar”, sugere. Para ele, não é porque existe um sistema sustentável que ele possa ser totalmente econômico, pois a falta de investimento e iniciativa no país é ainda um pouco conflituoso.

“Muitas vezes a sustentabilidade da energia solar está sendo institucionalizada. Por que existe aquele dogma que a gente usa a palavra ‘sustentabilidade’ para tudo. Na verdade, é a energia solar que é sustentável, mas o investimento é muito alto”, diz o professor. “Sustentável no meio-ambiente, mas também no preço”, completa. Para o professor Mamour, ter um bom profissional e ensinar bem não soluciona o alto investimento. “Tem que haver vontade política como em outros países”, afirma.

O projeto da miniusina, garante o professor, pode ser utilizada por qualquer local e vem a se tornar mais uma opção a quem deseja evitar o desperdício de energia. Para o professor, Mamour a miniusina pode ser vista como uma possibilidade real. “Do jeito que foi implementado no Cefet, o sistema fotovoltaico pode ser implantado em qualquer residência e estabelecimento de baixa tensão. Essa potência pode alimentar de três a quatro famílias de classe média”, enfatiza o professor.

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Medidor inteligente gera economia de energia em indústrias e comércios

Fonte: Rio Capital da Energia

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A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) tem instalado medidores inteligentes que ajudam o consumidor a economizar energia. Na região, 1.175 sistemas já foram implantados em indústrias e grandes comércios. Desses, 359 estão em Araraquara e outros 313 em São Carlos (SP).

As informações vão para um equipamento na sede da concessionária e depois para uma central em Campinas. Tudo é enviado para o cliente pela internet. A CPFL tem um projeto para atender dois milhões de clientes residenciais a partir de 2016 e o objetivo é cobrir o projeto em um prazo de, no máximo, sete anos.

Em uma indústria, o equipamento é usado há seis meses e os relatórios são tirados duas vezes por dia. O funcionário anota tudo no papel e confere com as informações da internet. “Quando chega a conta, vemos se está tudo certo e liberamos o pagamento para o financeiro”, contou o engenheiro mecânico João Kopfe.

Gastos

Com o leitor inteligente, algumas indústrias fazem relatórios diariamente e disponibilizam o gasto exato durante o dia e a noite. Além disso, todos os dados são enviados para os clientes pela internet. “Com esse aparelho não existe mais necessidade de ser feita a leitura em campo”, explicou Celso Palermo, gerente de distribuição da CPFL.

Dona de um salão de beleza, Vera Lúcia Souza lembrou que em dezembro estava com a agenda lotada e acabou prejudicada por ter consumido muita energia elétrica e ainda não ter o equipamento. “Secadores e chapinhas ficaram ligados durantes horas e a conta veio R$ 50, No outro mês o movimento caiu e o valor da fatura dobrou”, disse ela, que não vê a hora de implantar o novo medidor para controlar os gastos.

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Engenheiro da Poli/USP é premiado pela Abesco

Fonte: Procel Info

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O engenheiro mecânico Lucas Alexandre de Carvalho Zuzarte, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), foi premiado no primeiro Concurso Melhores Projetos para Eficiência Energética da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). O concurso contou com a participação de diversos projetos voltados para a área de eficiência energética, enviados por estudantes e profissionais de todo o país.

Zuzarte conquistou o segundo lugar por participar do desenvolvimento de um sistema que aproveita o calor gerado pelo sistema de refrigeração da geladeira para aquecer a água da torneira de cozinha e chuveiro. Trata-se de um dispositivo que pode ser usado tanto em residências como em estabelecimentos comerciais. (Veja aqui mais detalhes sobre o trabalho). O sistema foi concebido juntamente com o professor José Roberto Simões Moreira, coordenador do Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos (SISEA) do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli.

Além de Lucas Zuzarte, também foram premiados pela Abesco o engenheiro especialista em tecnologia eletrônica, Gerdson Tanaka Soares; e o bacharel em Ciência da Computação e Técnico em Informática do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB/Unesp), Manoel Rodrigues Porcino da Silva.

O anúncio do prêmio foi feito durante o 12º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE), realizado pela Associação nos dias 25 e 26 de agosto passado, na cidade de São Paulo.

* Com assessoria de imprensa

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Londres estimula eficiência energética em edificações públicas

Fonte: Brasil Energia

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Londres lançou um programa, no último mês, capaz de estimular a eficiência energética em edifícios públicos. O RE:NEW irá contar com 11 fornecedores responsáveis por incorporar as soluções nas edificações, com o investimento de 1,6 milhão de euros (R$ 9,3 milhões) da prefeitura londrina.

Dentre as ações, estão previstas iluminação LED, painéis solares e novas caldeiras. Já alguns dos fornecedores deverão ser a Climate Energy, Ecologic-Energy, Keepmoat, Kier Group PLC e Lakehouse, selecionados pelo prefeito da cidade, Boris Johnson.

O programa já ajudou na eficiência de mais de 111 mil habitações, evitando, desde a sua implementação, a emissão de mais de 30 mil toneladas de CO2 por ano.

Além de ajudar a cidade a cumprir o objetivo de reduzir 60% das emissões, em 2025, há um projeto de 7 milhões de euros, em Hackney, para a criação de uma rede de aquecimento a gás. Ainda, está prevista a instalação de painéis solares em Wandsworth, no qual se espera uma economia de 19 mil euros (R$ 111 mil), por ano, em energia.

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Irrigação inteligente de “Jardim Elevado” no Minhocão

Fonte: Revista Infra

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Tecnologia da Regatec consiste em gotejamento que evita o desperdício de água no processo

No próximo sábado, 5 de setembro, será inaugurado o primeiro painel verde nos edifícios da região central de São Paulo. Trata-se do Condomínio Edifício Huds, entre a rua Helvétia e Avenida São João, no Elevado Costa e  Silva (Minhocão). O painel, com 302 metros quadrados, e cerca de 30 espécies de plantas, utilizará uma tecnologia diferenciada e com alta performance com uso racional da água.

A técnica consiste em vários setores de gotejamento, que diferenciam a irrigação de acordo com a altura. A vegetação contará, ainda, com micro aspersão para lavagem das folhas e adubação. Na parte inferior do painel haverá uma calha que coleta de volta a água fazendo um circuito fechado, com total aproveitamento dos recursos hídricos utilizados na etapa de irrigação.

O sistema dispõe de um controlador digital com capacidade de monitorar as vazões e, em caso de falha, emitir um alarme. Haverá um agrônomo dedicado ao monitoramento do projeto.

A Regatec, responsável por essa tecnologia no Brasil, garante que um projeto como este, seguindo à risca o processo correto de instalação e manutenção, pode ultrapassar 20 anos.

Para o diretor da Regatec, Danny Braz, trata-se de um grande desafio e uma ação pioneira. “Agregar tecnologia de uso racional dos recursos a projetos de impactos socioambiental traz benefícios que vão além da estética, como também melhorias para a qualidade de vida das pessoas nas cidades”, conclui o executivo.

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