Licença de Instalação parcial é ilegal?

Fonte: Correio Braziliense

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O Brasil passa por severa crise de abastecimento de energia devido a período prolongado de seca que se soma a erros de planejamento, leilões de usinas inadequados (pois não valorizam atributos importantes para a operação do sistema elétrico), e imprecisões no modelo computacional que define a operação das usinas.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) tem feito o possível para otimizar a operação do sistema elétrico, enquanto espera que chova. Mas as chuvas não têm sido suficientes para encher os reservatórios das hidrelétricas e, ao término do período chuvoso (fim de abril), pode ser necessário decretar racionamento de energia.

Assim, para garantir o suprimento, além de torcer por chuvas e contar com baixo crescimento da economia, é necessária a construção permanente de usinas e linhas de transmissão. Há no Brasil 681 usinas (hidrelétricas, eólicas e termelétricas) e 336 empreendimentos de transmissão (linhas e subestações) vencedores de leilões e que se encontram na fase de projeto ou construção. Cerca de 68% desses empreendimentos estão atrasados por diferentes motivos.

Um deles é o licenciamento ambiental, processo rigoroso e extenso que deve ser respeitado pelos empreendimentos do setor. A primeira etapa é a avaliação da viabilidade ambiental. O órgão responsável, a partir de extensa documentação apresentada pelos empreendedores, avalia os impactos, propõe programas de redução dos impactos e verifica a viabilidade do ponto de vista socioambiental. Essa etapa termina com a emissão (ou não) da Licença Prévia (LP) de todo o empreendimento, não das partes.

Com a LP em mão, o empreendedor passa a detalhar os programas propostos nos estudos e solicita a Licença de Instalação (LI), que autoriza o início das obras. O que ocorre em algumas situações que envolvem empreendimentos de grande porte é a emissão de licenças parciais, que permitem o início de parte da obra. Isso ocorreu em 2008 na Hidrelétrica de Jirau, quando o Ibama autorizou a instalação do canteiro de obras pioneiro antes da emissão da Licença de Instalação para todo o empreendimento, que ocorreu apenas seis meses depois.

O Ministério Público (MP) questiona a legalidade de conceder a LI parcial. Mas é bom que o MP saiba que a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81) e seus regulamentos (resoluções do Conama Conselho Nacional do Meio Ambiente) não impedem que a LI possa ser concedida para parte do empreendimento. Afinal, a viabilidade ambiental de todo o empreendimento é assegurada pela emissão da Licença Prévia.

A concessão da Licença de Instalação para partes do empreendimento pode permitir o avanço gradual do cronograma da obra, respeitando toda a legislação. A falsa polêmica de licença parcial acaba de retornar com a possibilidade de concessão da LI para o canteiro de obras da linha de transmissão de Belo Monte.

Com seus 2.087km de extensão, a linha cruza cinco estados da União e eventualmente enfrentará questões específicas que deverão ser tratadas de forma adequada. Mas não é necessário atrasar a obra toda por causa de desafios específicos de certos trechos.

Sem abrir mão do que está previsto em lei e do rigor na análise, o bom senso deve prevalecer no licenciamento ambiental de empreendimentos. O Ministério Público precisa parar de utilizar ações civis públicas para procrastinar o início das obras porque só gera atrasos nos projetos e impõe custos adicionais desnecessários à conta de luz dos consumidores.

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Dinamarca se interessa pelas medidas de economia e eficiência energética de Navarra

Fonte: El Diário / ESP

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Espanha – A delegação liderada pela embaixadora da Dinamarca na Espanha, Lone Wisborg, foi recebida nesta terça-feira pela governadora de Navarra, Yolanda Barcina, na sede do Governo floral. Posteriormente, ela e sua comitiva mantiveram várias reuniões com representantes do executivo para conhecer as principais linhas do 3º Plano Energético de Navarra, para o período entre 2011 a 2020, assim como algumas das medidas que foram incluídas nele.

Segundo o diretor geral de Indústria, Energia e Inovação, Iñaki Morcillo, o plano prevê incrementar em 63% a potência de energia renovável até 2020 para poder alcançar o auto-abastecimento elétrico com este tipo de energia.

De acordo com o último balanço energético, conhecido no mês de dezembro de 2014, Navarra já superou boa parte dos objetivos estabelecidos para 2020. A cota de fontes renováveis já alcança quase 89% da eletricidade consumida e, com em relação ao total de energia ( petróleo, gás natural, eletricidade, biomassa e carvão), representa 25,2%, cinco pontos acima do objetivo determinado pela União Europeia para 2020.

Além disso, foi informado pelo governo em nota, que Navarra melhorou consideravelmente em eficiência energética na última década, já que para cada euro do PIB, atualmente são utilizados 15% de energia menos energia em comparação com o que era utilizado há dez anos.

Entre as medidas implementadas no âmbito deste plano, o diretor geral de Ordenação do Território, Mobilidade e Habitação, José Antônio Marcén, informou que a Efidistrict, um projeto que tem como objetivo a renovação energética dos bairros residenciais construidos entre 1950 e 1980, será desenvolvido em sua primeira fase em Chantrea (Pamplona).

A delegação dinamarquesa também manteve encontros com representantes da prefeitura de Pamplona, a Universidade Pública de Navarra e com o Centro Nacional de Energias Renováveis (CENER).

A comissão foi formada, além da embaixadora do país na Espanha, pelo conselheiro da embaixada, Lasse Hansen, e representantes das empresas AVK Válvulasm Javier García-Noblejas; Kamstrup, Natália Rey; Rockwool, Jordi Bolea; Danfoss, César Hernández; Ventas Iberia, José Luis de Esteban; Grundfos, Miguel Sáez y Miguel Mult, y Mil-tek Global, Jacob Bang.

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ETEC de Amparo recebe primeiro laboratório de Eficiência Energética da CPFL Paulista

Fonte: PROCEL Info

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A CPFL Paulista, distribuidora de energia elétrica que atende a 234 cidades do interior de São Paulo, entregou, nesta quinta-feira (19/03), o primeiro de sete laboratórios de Eficiência Energética que serão instalados em escolas e faculdades técnicas estaduais do Centro Paula Souza. Com este laboratório, a ETEC João Belarmino, no município de Amparo, tornou-se a central de capacitação de professores e educadores que irão lecionar no laboratório. O investimento no CPFL Labtech foi de quase R$ 1 milhão pelo Programa de Eficiência Energética aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O objetivo da iniciativa é dar condições para a formação de profissionais capazes de propor soluções de como utilizar a energia elétrica de maneira racional e inteligente em ambiente industrial. Com a entrega do laboratório, a a distribuidora vai treinar os educadores dos cursos de Eletrônica, Eletrotécnica e Eletroeletrônica a utilizarem os equipamentos. Esses educadores multiplicarão os conceitos de Eficiência Energética em suas respectivas instituições que também receberão laboratórios nos próximos meses.

O Labtech em Amparo é o primeiro laboratório de um total de sete que serão instalados em outras ETECs e FATECs do estado de São Paulo. “Com este projeto, nós queremos ampliar o conhecimento sobre a energia elétrica e tornar sua utilização mais racional e sustentável. Na CPFL, nós trabalhamos todos os dias para que a energia gerada e distribuída seja utilizada da melhor forma possível”, afirma Luiz Carlos Lopes Jr., gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia.

O laboratório é composto por 64 aparelhos de bancada que simulam diversos aparelhos em uma indústria, como sistemas de ar-condicionado, de iluminação, de geração de energia fotovoltaica e eólica. Eles serão que serão utilizados na formação dos alunos de todos os cursos técnicos da instituição.

A professora Sônia Regina Correa Fernandes, Responsável pelo Grupo de Supervisão Educacional do Centro Paula Souza, comemora o fruto da parceria entre uma empresa privada e uma instituição pública. “Eficiência energética é um assunto que a instituição pública não pode se eximir. Temos que coloca-lo em discussão nas nossas salas de aulas. A escola, sozinha, não consegue oferecer a tecnologia de ponta para este aprendizado. Por isso, parcerias como essa são extremamente relevantes para a formação dos nossos futuros profissionais”.

A entrega do Labtech e a capacitação dos professores é parte do Programa de Eficiência Energética da CPFL Paulista, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

* Com assessoria de Imprensa da CPFL

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ASBRAV divulga o 4º Seminário Internacional de Qualidade do Ar de Interiores em Abril, no Recife

Vejam abaixo a chamada. Para mais informações, basta clicar na imagem (link).

4o QAI

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Tratamento de esgotos de uma forma sustentável

As vezes pode parecer uma coincidência e ontem foi um destes dias…

Pude assistir a uma reportagem no canal Globonews sobre uma estação de tratamento de esgotos no município de Araruama, situado na Região dos Lagos – RJ, que instituiu um sistema de parceria com uma empresa local e vem desenvolvendo um maravilhoso trabalho em seu sistema de tratamento de esgotos, produzindo adubo e água residual adequada ao descarte.

Fiquei fascinado, não pelo sistema em si, sobre o que já havia tomado conhecimento, mas principalmente pela sistemática do negócio e pela visão destes verdadeiros empreendedores.

Em outras palavras, fiquei fascinado pelo bom trabalho em prol da natureza e da humanidade!

A coincidência à qual me refiro aconteceu no período da tarde, quando recebi por e-mail, de uma amiga e excelente profissional que conheço há anos o material que acabara de ver na Globonews.

Resolvi então compartilhar com vcs esta bela experiência…

Seguem abaixo os links para que possam assistir a reportagem, assim como para se ter acesso a um material sobre o sistema Wetland.

Assista aqui a reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=euV59pPw82g

Acesse aqui o material:  http://www.fbds.org.br/Apresentacoes/Controle_Qualid_Agua_Wetlands_ES_out06.pdf

Bom proveito!!

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Simplesmente brilhante!!!!…. Para quem pôde assistir ontem a entrevista do ex-presidente FHC na Globonews

Fonte: Jornal O Globo

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Corrupção na Petrobras é ‘uma mocinha de muito poucos anos, quase um bebê’, diz FH

Ex-presidente ressaltou que o escândalo que acontece na estatal não ‘é uma senhora idosa’, como disse a presidente Dilma Rousseff

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na noite desta quinta-feira, em entrevista ao programa “Diálogos”, da Globonews, que o atual escândalo de corrupção na Petrobras ‘é uma mocinha de muito poucos anos, quase um bebê’. Na segunda-feira, em entrevista coletiva, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que a corrupção no Brasil ‘é uma senhora bastante idosa’, ao rebater as acusações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que o mal está no Executivo, e não no Legislativo.

O ex-presidente afirmou que a organização criada na estatal é algo novo, dos governos petistas.

— Ouvi a presidente dizer que a corrupção ‘é uma senhora idosa’. Mas o que é isso? É a conduta errada de pessoas. Nós não estamos discutindo no Brasil que A, B ou C fizeram alguma corrupção. Nós estamos dizendo que uma organização que junto com funcionários nomeados pelo governo, da Petrobras , sustentação por parte de governo, por parte de partidos, ligação com empresas para formar um caixa para ser usado na política, isso é fato novo, digamos. Tem algo disso no mensalão — disse FH.

— Getúlio (Vargas) nunca organizou um sistema para se manter no poder às custas dos cofres públicos, que é o que está acontecendo hoje. Você acha que esse sistema pode ser organizado sem os partidos? Você acha que os governos não percebem? Eu não estou acusando, porque eu não tenho nenhuma prova, mas não posso imaginar que todo mundo seja ingênuo. Em Brasília, todo mundo falava do que acontecia com a Petrobras. (esse sistema) isso é fato novo. Não é a corrupção da senhora antiga. É uma corrupção de uma mocinha de muito poucos anos, um bebê, quase — acrescentou.

O tucano disse que a atual crise do governo é econômica, de condução política, social e moral.

— Essa (crise) de hoje é um conglomerado de crises.

Segundo ele, o grande problema do governo Dilma é de credibilidade.

— Não é questão de popularidade, é de credibilidade. No meu governo, eu perdi a popularidade mas não a credibilidade. Fui até o fim com maioria no Congresso, apoio dos setores de investimento e recuperei.

Segundo FH, o Brasil vive um momento de cooptação política, e não de coalizão. Defendendo a reforma política, o tucano acrescentou que hoje o país tem poucos partidos de fato no Congresso.

— Nós não vivemos mais no regime de coalizão, e sim o de cooptação. Na coalizão, você junta dois ou três partidos que são diferentes, mas tem um programa, uma sustentação, legitimação. A partir de certo momento, isso foi desaparecendo. Começou com a crise no mensalão. Em vez do presidente Lula fazer aliança com o PMDB, fez aliança dispersa que não deu muito certo. Agora, o que está acontecendo no Congresso? Vinte e poucos partidos no Congresso, 30 no Brasil, 39 ministérios. É receita pro fracasso. E não são partidos. Alguns são, poucos, dois, três, quatro. O resto são aglomerados de pessoas que se juntam para ter um pedaço do orçamento.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/brasil/corrupcao-na-petrobras-uma-mocinha-de-muito-poucos-anos-quase-um-bebe-diz-fh-1-15648967#ixzz3Uv1Dg6wW

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NFPA 90A: a proteção contra incêndio em sistemas de ar condicionado e ventilação

Fonte: Equipe TARGET

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Ventilação e ar condicionado

A NFPA 90A – Standard for the installation of air-conditioning and ventilating systems é essencial para fornecer proteção contra incêndio em instalação de ar condicionado e sistemas de ventilação em edifícios. Essa norma deve ser usada como um tratamento aprovado pela indústria de Heating, Ventilation and Air Conditioning (HVAC) para proteger a vida e a propriedade do fogo, fumaça e gases resultantes de situações de incêndio ou similares.

Aborda todos os aspectos da construção, operação e manutenção de ar condicionado e sistemas de ventilação – incluindo filtros, dutos e equipamentos relacionados. Com o uso dessa norma, designers, empreiteiros e gerentes poderão ganhar maior garantia na proteção contra incêndios, utilizando as suas mais recentes disposições.

Os seus requisitos são usados para evitar a migração de fumaça e reduzir o potencial de incêndios em sistemas de ar forçado em edifícios que muitas vezes chegam a mais de 25 mil m³ ou nos tipos III, IV, V de construção ao longo de três andares de altura. Também se aplica a outros edifícios e estruturas não abrangidos por outras normas NFPA aplicáveis.

A NFPA 90A deve ser usada em sistemas de climatização, componentes e distribuição de ar, na integração de um sistema de ventilação e ar condicionado, na construção de edifício para o controles incluindo fiação, controle manual, amortecedores de fumaça, e detecção de fumaça para controle automático O teste de aceitação da norma desempenha um papel integral no fornecimento adequado de proteção contra incêndio em edifícios.

Conteúdo

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Aplicação

1.4 Retroatividade

1,5 Equivalência

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências obrigatórias para as seções

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

Capítulo 4 Sistemas de HVAC

4.1 Requisitos gerais para os equipamentos

4.2 Componentes do sistema

4.3 Distribuição de Ar

4.4 Materiais

Capítulo 5 Integração de sistemas da ventilação e ar condicionado com a construção civil

5.1 Equipamento de movimentação de ar em salas

5.2 Construção civil

5.3 Penetração – proteção das aberturas

5.4 Abafadores de fogo amortecedores, de fumaça e de teto

Capítulo 6 Controles

6.1 Fiação

6.2 Manual de controle

6.3 Abafadores de fumaça

6.4 Detectores de fumaça de controle automático

Capítulo 7 Testes de aceitação

7.1 Geral

7.2 Abafadores de fogo, de fumaça e de teto

7.3 Controles e sistemas operacionais

Anexo A Materiais explicativos

Anexo B Manutenção

Anexo C Referências informativas

Índice

FONTE: Equipe Target

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Câmara de Comércio Brasil-Alemanha e COPPE oferecem curso de eficiência energética no RJ

Fonte: PROCEL Info

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Em meio ao risco de abastecimento de energia elétrica devido a atual crise hídrica, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ), em parceria com a COPPE-UFRJ, oferecem o curso “Gestão de Projetos de Eficiência Energética: European Energy Manager – EUREM“.

Desenvolvido por engenheiros alemães, e ministrado para milhares de alunos no mundo inteiro, a metodologia foi adaptada à realidade brasileira. O curso é direcionado principalmente a profissionais técnicos, que em suas empresas já estejam envolvidos com o tema da energia ou que pretendam adquirir conhecimentos para implantar projetos nessa área, além de capacitar os alunos para atender as exigências das chamadas públicas do Programa de Eficiência Energética (PEE), da ANEEL.

O Curso European Energy Manager também vai permitir aos participantes adquirir conhecimentos técnicos que visam otimizar a gestão da utilização da energia e, com isso, assegurar a competitividade da empresa; realizar uma adaptação às alterações que em médio prazo irão surgir no mercado de energia e contribuir de forma ativa para a proteção atmosférica e gestão ambiental.

Com aulas de terça à quinta, o curso terá duração de quatro meses e serão realizadas na cidade do Rio de Janeiro. As inscrições vão até 25 de março e as aulas começam no dia 31 de março.

Mais informações sobre o curso, podem ser obtidas clicando aqui

Serviço

Curso “Gestão de Projetos de Eficiência Energética: European Energy Manager – EUREM“

Inscrições: Até 25 de Março

Início das aulas: 31 de Março de 2015

Dia e horário: Terças à quintas das 18h30 às 22h

Local: Sede da Firjan – Avenida Graça Aranha, número 1, Centro, Rio de Janeiro.

Duração: Quatro meses de aulas + Energy Concept/Projeto de Conclusão

Valor: R$ 2.500, ( Parcelado em até 5 vezes)

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Que fim levou o Aquífero Guarani, o super reservatório de água brasileiro?

Fonte: Engenharia Compartilhada

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GIZMODO

“Onde foi parar o Aquífero Guarani quando a gente mais precisa dele?”

Essa foi a pergunta que um amigo me mandou, um mês atrás, quando o Gizmodo publicou uma reportagem em parceria com o TAB UOL sobre a crise hídrica em São Paulo (se você não sabe do que estou falando, dê uma olhadaaqui). Pois é. Há dois grupos de pessoas obcecadas com o Aquífero Guarani: os estudantes de ensino médio e as pessoas acima de 35 anos.

Os estudantes de ensino médio sabem que, uma hora, o Aquífero Guarani vai cair no vestibular. E o vestibular é feito, basicamente, por pessoas com mais de 35 anos que passaram os últimos anos da década de 90 e os primeiros dos anos 2000 ouvindo sobre as maravilhas do Aquífero Guarani. Ele seria mais uma prova de que o Brasil (e seus vizinhos) foram agraciados pela mãe natureza com aquele carinho de quem leva leite na cama para você dormir mais tranquilo toda noite (mesmo quando você é casado e tem filhos).

Mas… o que raios mesmo é o Aquífero Guarani e qual o papel dele na atual (e talvez nas futuras) crises de falta de água? Aos fatos, senhoras e senhores. Porque você que não é estudante de ensino médio e tem menos de 35 anos também vai gostar de saber algumas coisas.

O que é o Aquífero Guarani? 

Ele é uma gigantesca caixa d’água subterrânea que se espalha por um milhão de quilômetros quadrados em quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. É grande, muito grande. O território que ele ocupa é equivalente a duas Franças.

Sua capacidade também é impressionante. Ele tem 37 mil quilômetros cúbicos de água. O quanto é isso em número de gente? Um quilômetro cúbico é equivalente a um trilhão de litros de água. Então, vem comigo. Respire fundo.

O Aquífero Guarani tem 37 mil vezes um trilhão de litros de água. Para um ser humano normal, é praticamente impossível captar a magnitude disso. Mas talvez ajude dizendo que o Aquífero Guarani tem (pausa dramática)…

… a capacidade de 40 mil sistemas cantareiras. Dá para abastecer a população mundial, com muitas sobras.

E por que ele não é usado QUANDO A GENTE MAIS PRECISA DELE? 

É hora de derrubar algumas premissas. Ele é usado, sim. No Estado de São Paulo, por exemplo, 65% das cidades são abastecidas com águas subterrâneas (inclusive do Aquífero). Várias cidades do interior de São Paulo, como Ribeirão Preto, já usam os recursos do Aquífero. É por isso que a seca nessas regiões, embora severa, não teve um impacto gigantesco.

Só que há alguns problemas em usar o aquífero. Primeiro que a água não pertence a apenas um país, mas a quatro. Tem de ter muita cautela. Se você tirar muito aqui, a Argentina vai reclamar (com razão). Afinal, a água não fica parada. Ela vai e vem, vai e vem, se movimentando com aquele balanço gostoso das profundezas da terra.

Por isso, a exploração do Aquífero precisa ser coordenada entre os quatro países, o que não é muito fácil. Houve avanços relevantes nos anos 2000, com acordos bem importantes assinados. Mas, você sabe, o acordo é só o começo de alguma coisa. O que pega é a aplicação.

São países com água, empresas que tiram água, empresas e pessoas que precisam de água. Além disso, em alguns países a água subterrânea não está sob administração nacional, mas dos Estados. É muita gente envolvida. Não estamos falando de biribinha, mas daquele líquido que nos permite viver de boas nesse planeta.

A segunda é que nem sempre é fácil tirar essa água. A imagem de caixa d’água ajuda a entender o que o Aquífero é, mas também engana. O reservatório não é uma obra de engenharia, mas um buraco irregular cheio de água embaixo da terra. Como engenheiros, geógrafos e mais um monte de gente não se cansam de dizer, não basta ter o recurso: é preciso conseguir explorá-lo e saber usá-lo. Isso serve tanto para água quanto para petróleo (embora água seja muito mais importante que petróleo). Por isso que há projetos pilotos em andamento, nos países onde ele está, para pesquisar mais o aquífero e entender o quanto ele pode ser usado. São Paulo, de certa forma, faz parte dessa iniciativa.

Apesar desses obstáculos, o Aquífero já vem sendo utilizado – como eu falei, uma parte do interior de São Paulo já o usa legalmente. Atenção para o legalmente, porque isso tem a ver com o próximo ponto.

Posso abrir um poço de água e usar minha cota do Aquífero? 

Não. Poço artesiano é coisa séria. Imagine se todo mundo sair por aí abrindo poço de água. Primeiro, nem toda a água do Aquífero tem a mesma qualidade. Segundo que um poço não é só um ponto de extração de água – também é mais um ponto em que a água debaixo da terra entra em contato com o mundão daqui de cima. E aí é que mora o perigo.

O Aquífero Guarani é abastecido por chuvas. Essa chuva entra por fendas na terra, por fendas em lagos, por rios. Ele tem vários pontos de entrada — por isso que ficou tão grande (tem a ver com tipos de rochas também, mas isso é papo de geólogo e, confesso, ainda não cheguei naquele nível de admirar a beleza de uma rocha. Mas eu chego lá um dia, espero).

Em algumas regiões do interior de São Paulo, já há suspeitas de contaminação em trechos do aquífero por defensivos agrícolas. Nada sério — mas pode ficar sério. Afinal, são muitos pontos de entrada.

Por isso que os governos entram no jogo. Eu sei, eu sei. A gente anda de bode com TODO E QUALQUER GOVERNO (com alguma razão). Mas algumas coisas não tem jeito mesmo. O governo precisa regular a exploração para que esse enorme potencial não se esvaia por ai.

Você pode falar com a empresa de água que abastece sua cidade e se informar sobre como abrir um poço. Há várias por aí – e a Sabesp, a mais famosa, é apenas uma delas. Ribeirão Preto, por exemplo, tem sua própria companhia de abastecimento de água. Campinas também.

Se quiser abrir um poço, faça a coisa certa. Se informe sobre como fazer e deixe tudo regularizado. E, se os governos aprontarem, coloque a boca no mundo. Governos não podem brincar com água. Se tem um lado bom dessa crise é, que finalmente, estamos levando a menina água a sério.

Imagem: Parque Curupira, em Ribeirão Preto (Leandro Maranghetti Lourenço/Wikipedia)
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Combate ao Desperdício de Energia será o tema do 12º COBEE

Fonte: PROCEL Info

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As recentes mudanças no sistema elétrico brasileiro e o risco de racionamento devido à crise hídrica e os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas tem chamado a atenção de vários setores da sociedade brasileira. Num momento de alta das tarifas de energia e risco de racionamento as formas de reduzir o consumo e o desperdício ganham destaque.

Pegando esse gancho, a décima segunda edição do Congresso Brasileiro de Eficiência Energética – COBEE terá como tema principal em 2015 o combate ao desperdício de energia.

O evento, promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), será realizado entre os dias 25 e 26 de agosto, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e vai abordar, por meio de palestras, seminários e exposições, os impactos dos aumentos dos custos de energia elétrica, combustível e gás, a escassez de água e o baixo volume dos reservatórios.

Também será realizada durante a COBEE mais uma edição da ExpoEficiência. Uma das principais feiras do setor, vai apresentar aos participantes uma série de produtos, serviços e soluções voltados para a eficiência energética.

Interessados em participar da 12º COBEE podem realizar a inscrição pelo site http://adtevento.com.br/2015/cobee/sis/inscricao/index.asp . Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com o telefone (11) 3549-4525 ou pelo e-mail eventos@abesco.com.br .

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