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COBEE – Congresso Brasileiro de Eficiência Energética 2015 – Marque ema sua Agenda!!
Publicado em Congressos, Eficiência Energética, Sustentabilidade
Com a tag COBEE 2015, Congresso Brasileiro de Eficiência Energética
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“A martelada”…..
Eis a contribuição de um grande amigo e profissional, Oldemar Bandeira, que recebi via Facebook nesta noite…
É engraçado como podemos observar no texto abaixo a questão que envolve (de certa forma) a desvalorização profissional em prol do custo oferecido pelo “mercado”…
Vivemos hoje, sem sombra de dúvidas, um mundo imediatista, que por outro lado não admira e muitas vezes considera a experiência e a assertividade de profissionais e empresas…
O baixo custo “tem o seu preço”, seja ele o retrabalho (e aí teremos mais custos…), seja a loooonnga espera por resultados que as vezes não chegam, seja a atuação por tentativa e erros e aí….., novamente mais custos…
Mas, como dizem os “antigos”, “não adianta falar…., pois o ser humano desde bebê, precisará experimentar, provar, sentir….”
Segue abaixo o texto recebido (obrigado Oldemar!!)
“A martelada
Um navio carregado de ouro, revestido de todo o cuidado e segurança, atravessava o oceano quando, de repente, o motor enguiçou.
Imediatamente, o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo.
O técnico chegou de helicóptero e trabalhou durante uma semana, porém sem resultados concretos.
Chamaram então o melhor engenheiro naval do país. O engenheiro trabalhou três dias inteiros, sem descanso, mas nada conseguiu.
O navio continuava enguiçado.
A empresa proprietária do navio mandou, então, buscar o maior especialista do mundo naquele tipo de motor. Ele chegou, olhou detidamente a casa das máquinas, escutou o barulho do vapor, apalpou a tubulação e, abrindo a sua valise, retirou um pequeno martelo. Deu uma martelada em uma válvula vermelha (que estava emperrada) e guardou o martelo de volta na valise.
Mandou ligar o motor e este funcionou perfeitamente na primeira tentativa.
Dias depois, chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação.
Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou US$ 700.
O engenheiro naval cobrou, por três dias de trabalho, US$ 900.
Já o especialista, por sua vez, cobrou US$ 10,000.00 pelo serviço.
Atônito com esta última conta, o diretor financeiro da empresa enviou um telegrama ao especialista, perguntando: “Como você chegou a esse valor de US$ 10 mil por cerca de um minuto de trabalho e uma única martelada?”.
O especialista, então, enviou as seguintes especificações, no cálculo dos seus honorários profissionais à empresa:
Por dar uma martelada: US$ 1
Por saber exatamente onde bater com o martelo: US$ 9,999
<<<<<<<>>>>>>>
O que vale, na prática, não é dar a martelada, mas saber onde bater com o martelo. A martelada você pode até delegar para outro…
Pense nisso. Quanto realmente vale um profissional que sabe exatamente onde bater com o martelo? “
Publicado em Artigos Diversos, Comentarios do Bloggeiro, Facility Management
Com a tag Experiência Profissional, Oldemar Bandeira
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ASBRAV convida à todos para a palestra sobre a “Monitoração e Uso Racional de Energia em HVAC”, em Porto Alegre no dia 09/04
Palestra Mercato – Monitoramento e uso racional de energia em sistemas HVAC
Inscrições e informações
Secretaria da ASBRAV pelos fones:
(51) 3342-2964 / 3342-9467 /
9151-4103 / 9151-4104 ou pelo email secretaria@asbrav.org.br
Publicado em Eficiência Energética, Palestras
Com a tag ASBRAV, AVAC, HVAC, Mercato, Uso racional de energia
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Última semana para efetuar a sua inscrição no curso “Gestão da Operação & Manutenção” à ser realizado em SP
Última semana para aqueles que desejam ainda efetuar a inscrição!!!
Conforme vem sendo divulgado, a A&F Partners Consulting realizará neste 2015 a sua turma do curso de Gestão em Operação & Manutenção na cidade de SP.
Faltam apenas 14 dias para o Curso e poucos dias para o encerramento das inscrições!!
Aos interessados, segue abaixo o folder com as informações e o link (basta clicar no folder / na imagem abaixo) para que sejam direcionados ao site de inscrições.
Nos veremos lá!!
Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos
Com a tag A&F Partners Consulting, Gestão da O&M Predial
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Governo vai até o limite para evitar o corte de energia este ano
Fonte: Valor Online
Acesse aqui a matéria em sua fonte.
Na próxima sexta-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai divulgar o número mais esperado por investidores, especialistas e analistas do setor elétrico este ano: a primeira previsão oficial do órgão para o nível dos reservatórios das usinas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país, no fim de abril, quando termina o período chuvoso. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, se os lagos das hidrelétricas encerrarem abril com 30% de armazenamento não será necessário decretar um corte compulsório da demanda por energia. Os reservatórios hoje estão com 25,93% da capacidade. E a expectativa atual do operador é que eles cheguem a 29,8% de armazenamento no fim de março.
De acordo com fontes próximas do governo e especialistas do setor, porém, mesmo que o nível dos reservatórios não alcance a meta e fique ligeiramente abaixo dos 30%, a presidente Dilma Rousseff deverá ir para o “tudo ou nada” e não decretará racionamento. O governo aposta as fichas na desaceleração da economia, na consequente queda do consumo de energia, e na configuração de um regime de chuvas na média histórica entre maio e novembro, para evitar o prejuízo político do corte obrigatório no consumo. “O governo vai fazer de tudo para não ter que racionar. O racionamento seria um ingrediente explosivo na crise política atual” disse ao Valor uma fonte próxima ao ministério de Minas e Energia. A decisão de decretar, ou não, um racionamento não quer dizer que a medida é, ou não, necessária.
Nove em cada dez especialistas, incluindo experientes técnicos do setor elétrico, defendem a necessidade de adotar algum programa que provoque redução do consumo. A maioria deles, aliás, já era a favor da medida no ano passado. O motivo é que, com pouco tempo para construir novas usinas, a fim de garantir o atendimento do sistema, a única variável possível de ser alterada em curto prazo é a demanda. Mas como pode os especialistas defenderem incontestavelmente o racionamento, enquanto o governo afirma categoricamente que ele não é necessário?
A explicação é que os analistas trabalham com a política de operação energética tradicional, que jamais admitiria que os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste chegassem a novembro com apenas 10% da capacidade. Na avaliação deles, o governo abandonou essa cartilha por razões eleitorais no ano passado e por motivos políticos e econômicos este ano.
Energia solar responderá por 13% do consumo residencial
Fonte: Valor Online
Acesse aqui a matéria em sua fonte.
Cerca de 13% do consumo elétrico residencial em 2050 deverá ser suprido por energia solar por meio de painéis fotovoltaicos instalados nas casas. A estimativa, feita pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), faz parte do Plano Nacional de Energia (PNE) 2050. O estudo, que traçará os cenários previstos de oferta e demanda de energia e a projeção de expansão de cada fonte no país nos próximos 35 anos, deve ser lançado ainda este ano.
A estatal prevê que a energia solar fotovoltaica instalada nas unidades consumidoras – a chamada geração distribuída – alcançará uma capacidade instalada de 78 gigawatts (GW) em 2050. O dado é relativo ao cenário de referência trabalhado pela EPE. Considerando um cenário que envolva ações de fomento para a tecnologia, esse volume pode saltar para 118 GW (o equivalente a quase 90% do parque gerador brasileiro atual). “A estimativa é que, na maior parte do mundo, inclusive no Brasil, a partir de 2020″, ela [a geração distribuída] comece a ser competitiva com a tarifa residencial”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, ao Valor.
De acordo com estimativas da EPE, o setor residencial responderá por 33 GW dos 78 GW previstos no cenário de referência. Outros 29 GW devem ser instalados em unidades do segmento de comércio e serviços, a partir de projetos instalados em estacionamento de supermercado, shoppings etc. O setor industrial deve contribuir com 13 GW e o setor público, com 3 GW de potência instalada. Em termos de produção de energia, considerando um fator de capacidade médio de energia solar descentralizada de 18% a 20%, esses 33 GW de capacidade instalada nas residências correspondem a 5 GW médios de energia. É esse número que equivale a 13% do consumo elétrico previsto para o setor residencial em 2050.
Segundo Tolmasquim, considerando o potencial técnico de energia solar descentralizada no país, descartando fatores como viabilidade econômica, o volume de energia produzida pelas residências pode chegar a 32 GW médios. Esse número equivale a 2,3 vezes o consumo elétrico residencial do país em 2013. “Esse é um potencial técnico. É claro que ninguém pensa que vai ter painel em todas as residências, tanto é que a nossa projeção é bem mais modesta.”
O presidente da EPE afirmou que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) discute a eliminação da incidência de ICMS sobre a energia produzida por projetos solares fotovoltaicos nas residências. Hoje, o consumidor que possui painéis solares paga ICMS sobre toda a energia recebida da distribuidora, sem descontar o volume que produziu e forneceu ao sistema. A ideia é que o ICMS passe a incidir apenas sobre a diferença entre a energia comprada da distribuidora e o volume devolvido ao sistema. Além disso, Tolmasquim vê sinergia entre os projetos de geração distribuída e de grandes parques solares, que terão dois leilões exclusivos de contratação de energia. Com isso, na prática, haverá aumento de escala na produção de painéis fotovoltaicos, permitindo redução de custos.
Eiffel Tower Going Green With Two New Wind Turbines
Source: Scientificamerican.com
By: Melissa C. Lott
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The City of Light’s green makeover touched the iconic Eiffel Tower last week as it ramped up two onsite wind turbines. These turbines are installed inside the tower’s metal scaffolding on the second level, and are painted in the same color to minimize their visual impact on the 126-year-old tower.
They are so camouflaged, in fact, that one can just barely make them out in this video (look on the right side of the second platform):
The pair of VisionAIR5 wind turbines were designed by Urban Green Energy. At 5.2 meters in height and 3.2 meters in width, these vertical axis wind turbines weigh in at 756 kilograms (kg) and have a lifetime of 20 years. Furthermore, they are perportedly quiet due to lower blade tip speed and low number of revolutions per minute (RPM).
The turbines are installed 122 meters (400ft) from the ground in order to maximize annual electricity production potential. All told, the turbines are expected to produce about 10,000 kilowatt hours (kWh) of electricity per year, or about the total annual demand of the tower’s first floor, home to restaurants, a souvenir shop, and history exhibits.
And that’s not all.
The Eiffel Tower is also in the midst of installing rainwater collection systems to supply water for the toilets, high-efficiency LED lights, and solar panels in order to further decrease the icon’s environmental footprint. While the tower was not required to meet any environmental benchmark, the tower’s operating company (Société d’Exploitation de la Tour Eiffel, or simply the SETE) is working to reduce the tower’s environmental impact by 25 percent as part of the City of Paris Climate Plan. Furthermore, according to reports, SETE is funding the entire cost of the renovation itself.
Photo Credit: Urban Green Energy (UGE)
About the Author: An engineer and researcher who works at the intersection of energy, environment, technology, and policy. Follow on Twitter @mclott.
Publicado em Eficiência Energética, Mundo, Sustentabilidade
Com a tag Eiffel Tower, France, Melissa C. Lott, Paris, Urban Green Energy (UGE), Wind Turbines
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Agende-se para o 4º Expo Facility à ser realizado em SP neste próximo mês de maio
Publicado em Exposições, Facility Management
Com a tag 4º Expo Facility, Expo Facility, São Paulo
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A desoneração da folha de salários
Fonte: Correio Braziliense
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Em boa hora, o Poder Executivo decidiu reavaliar a intenção de retroceder na sistemática de recolhimento da contribuição das empresas à Previdência Social. Na Medida Provisória nº 669, o governo havia aberto possibilidade de escolha às empresas de modo a garantir a continuidade da desoneração salarial com alíquotas passando de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5% da receita bruta ou o retorno ao recolhimento convencional de 20% sobre a folha de salário.
No envio da MP nº 669, o governo argumentou que a mudança proposta reduziria drasticamente os R$ 25 bilhões que a desoneração da folha está custando anualmente ao erário. Grande parte das empresas reagiu mal à mudança e o presidente do Congresso Nacional decidiu devolver a MP nº 669 por não considerar adequado aumentar impostos ou contribuições sociais por meio de medida provisória. Ainda que se respeite a inquestionável necessidade do ajuste das contas públicas brasileiras, convém avaliar a mudança proposta de uma maneira mais ampla.
A desoneração da folha de salários foi aprovada pela Lei nº 13.043, em 13 de novembro de 2014. Por mais premente que seja o ajuste fiscal, soa precipitada a decisão de revogar lei aprovada pelo Congresso Nacional há apenas três meses e que tornou definitiva a medida para todos os 56 setores da economia abrangidos. Isso cria enorme insegurança entre os agentes econômicos e afeta severamente a propensão a investir e gerar empregos.
A precipitação da mudança provocou mais resistências do que adesões, mesmo porque o governo procurou desqualificar a finalidade da Lei nº 13.043/2014, ao argumentar que a desoneração da folha de salários não contribuiu para a geração ou para a preservação de empregos. Os dados citados pelo Poder Executivo indicam que a mudança proposta afetará negativamente 90 mil empresas contempladas pela desoneração da folha, que empregam atualmente 13 milhões de trabalhadores. Ora, ampliar as dificuldades para empresas que empregam 13 milhões de trabalhadores no setor privado é bastante arriscado nesta hora em que o país não consegue gerar mais de 400 mil postos de trabalho por ano.
Com a mudança proposta, o governo estima reduzir o custo com a desoneração pela metade chegando a cerca de R$ 13 bilhões. Todavia, essa diminuição não tem nada de automática. Afinal, a desoneração representa fonte de redução do custo do trabalho e melhoria da competitividade das 90 mil empresas nos mercados interno e externo, sem contar o efeito na manutenção ou queda de preços aos consumidores, geração de empregos indiretos, ganhos salariais e estímulos aos investidores. Ademais, a retirada destes R$ 13 bilhões para o Tesouro reduzirá a arrecadação em diversos outros impostos (IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, INSS e IRPF dos empregados, ICMS, ISS, entre outros), aumentando outras despesas do governo, como o seguro-desemprego. Tudo indica que o efeito líquido da pretendida mudança será bem menor do que o estimado, especialmente para 2015.
É de se notar ainda que a desoneração da folha de salários melhora o padrão de cumprimento da legislação, reduzindo a informalidade que ainda existe em vários setores. Esse é o caso, por exemplo, de empresas do ramo de confecções que, por não aguentarem recolher 20% para a Previdência Social, optam pela contratação de trabalho informal de costureiras avulsas e outros profissionais. Ao refazer os cálculos do custo do trabalho sob condições de desoneração, muitas decidiram contratar formalmente aqueles profissionais o que tem sido bom para o Fisco e, sobretudo, para os trabalhadores que passaram a ter situação de trabalho protegida pelas leis trabalhistas e previdenciárias do país.
Finalmente, o sistema de regulação brasileiro onera pesadamente o fator trabalho. Só de encargos legais, são 102,43% sobre o salário. Além disso, há a incidência de outras imposições legais ou de mercado como é o caso de vários tipos de licenças, vale-transporte, planos de saúde, vale-refeição, cotas, além do custo do compliance para atender à complexidade burocrática na administração os quadros de pessoal e o cipoal de decisões judiciais imprevisíveis e desencontradas.
Em suma, não faz o menor sentido penalizar abruptamente o fator trabalho como pretendeu a MP nº 669. Antes disso, o governo dispõe de longo rol de providências que podem ser tomadas para reduzir as despesas. É importante que as partes interessadas, assim como os técnicos, tenham oportunidade de apresentar dados e argumentos e refletir bastante para se encaminhar projeto de lei com proposta serena e construtiva para o país, para as empresas e, sobretudo, para os trabalhadores.
Rubens de Almeida e Mario Sérgio Pini: O preço da infraestrutura brasileira
Fonte: Folha de S. Paulo Online
Acesse aqui a matéria em sua fonte.
O saudoso jornalista Odon Pereira, ex-secretario de redacao nesta Folha e duas vezes vereador em Sao Paulo, ja falecido, ha quase duas decadas comentava: “se uma obra e considerada essencial, ninguem verifica quanto o governo paga por ela”. E prosseguia, com picardia: “se alguem se propuser a fechar a camada de ozonio, sustentara varios dos proximos governantes.”
Muitos anos depois dessa profecia, a impressao de que as obras publicas sempre abrigam grandes margens de precos e de que elas continuam a bancar projetos politicos e de poder continua a mesma.
O avanco dos mecanismos sociais de controle e o melhor acesso a documentos e referencias por parte da imprensa sugerem, porem, um olhar mais cuidadoso sobre os precos das obras de infraestrutura.
O fato e que ainda ha falhas nos processos tecnicos de estruturacao de precos para as concorrencias publicas que abrem brechas a corrupcao.
A imprecisao nos levantamentos de custos e tamanha que na ansia de buscarem margens suficientes para evitar qualquer insolvencia, as empresas admitem que seus clientes incorporem “remuneracoes extraordinarias” que oneram os empreendimentos, enganam a sociedade e nada tem a ver com as obras a serem executadas.
Contribui para essa inseguranca a perda coletiva da consciencia tecnica de que uma obra de construcao depende de um projeto detalhado para ser orcada. E que ha variaveis de custo que vao alem do objeto a ser construido, como os vinculados as dificuldade na preparacao do canteiro, remocao de interferencias, desapropriacoes e muito mais.
A tradicao tecnica dos orcamentistas brasileiros tambem promove inconsistencias com a realidade. Em geral considera-se que o preco de uma obra e resultado da soma dos custos dos varios servicos necessarios a sua execucao, funcao de seus precos unitarios basicos (materiais e mao de obra) multiplicados pelos quantitativos daquele projeto.
Tais composicoes de custo, inclusive aquelas que estao sendo neste momento modernizadas pela Caixa Economica na revisao do Sinapi (Sistema Nacional de Precos e Indices), simplesmente desconsideram questoes que impactam diretamente o preco final dos servicos. Por exemplo o numero de dias uteis dos meses, paralisacoes por razoes climaticas, indisponibilidade de equipamentos ou mao de obra, entre outros.
Poucos profissionais tem consciencia ou aplicam essas influencias na apuracao e acompanhamento dos custos. Em alguns casos, a simples mudanca dos prazos de execucao ou ate da epoca do ano em que sao realizados os servicos, acarreta acrescimos (ou reducoes) de milhoes de reais que simplesmente nao sao considerados nos orcamentos.
Mesmo que fossem superadas as deformacoes dos processos de contratacoes das obras publicas, empreiteiros e prestadores de servicos de construcao precisam melhorar, e muito, a sua capacidade de prever seus verdadeiros custos nas obras.
Elaborar orcamentos sem um projeto executivo e sem desenhar um plano de ataque das obras, distribuindo no tempo os servicos a serem executados e as providencias administrativas e contratuais, e uma temeridade que nenhum tecnico ou empresa de Engenharia deveria aceitar.
Se isso nao mudar, o setor da construcao continuara encabecando a lista das desconfiancas publicas sobre a sua propria idoneidade. Impactando, como vemos agora, o futuro das necessarias obras da infraestrutura nacional.
RUBENS DE ALMEIDA, 55, e engenheiro e jornalista
MARIO SERGIO PINI, 63, e arquiteto e especialistas em indices e custos de construcao
Publicado em Brasil
Com a tag Infraestrutura no Brasil, Investimentos em Infraestrutura, Mário Sérgio Pini, Rubens de Almeida
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