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Blog da Arquitetura





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Por: Alexandre M F Lara
Há muito se fala sobre a posição e a função estratégica da área de manutenção em uma empresa, independentemente de seu segmento de mercado, uma vez que:
Por estas razões, deve-se ter um enorme cuidado ao planejar, implantar e monitorar resultados em uma área de manutenção durante toda a VUP – Vida Útil Projetada em um sistema, em uma instalação ou edificação.
No entanto, antes de se dar início a programação e ao dimensionamento de recursos, o planejador precisará compreender os objetivos e metas de seu trabalho, para que possa traçar de forma EFICAZ o seu plano de trabalho; neste momento, será importante que se faça algumas perguntas…..
Uma vez bem respondidas as perguntas acima, o planejador terá a sua frente as informações que nortearão o seu trabalho.
Na próxima semana, exploraremos o passo a passo em um processo de planejamento, destacando alguns cuidados ao faze-lo.
Leiam também as matérias:
Quem nos acompanha há anos neste blog, sabe que não temos o costume de misturar política com informativos ou opiniões técnicas…
Entretanto, considerando a prática de nossos governantes, no sentido de que taxar ou sobretaxar impostos tornou-se mais fácil e mais rápido do que exercitar análise e a redução de seus enorme gastos (me refiro ao peso da máquina pública), é realmente difícil imaginar que tenhamos incentivos à tecnologia e a sua difusão em nosso mercado, a exemplo do que países europeus têm feito.
Vejam, por exemplo, esta matéria sobre um projeto em curso pela União Europeia (UE).
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Fonte: Bloomberg (texto extraído da UOL e também divulgado pelo PROCEL)
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Após a queda dos custos das energias eólica e solar, a União Europeia pode mirar um aumento da meta para as energias renováveis para 30 por cento até o fim da próxima década sem ampliar os gastos necessários para cumpri-la, segundo uma nova análise do órgão regulador da UE.
O bloco formado por 28 países atualmente debate regras para ampliar a participação das energias renováveis e aumentar a economia de energia, e o Parlamento Europeu defende metas mais ambiciosas que as propostas pela Comissão Europeia, com base na determinação dos líderes nacionais. A iniciativa agora pode ser acelerada porque a estimativa atualizada da UE mostra que os custos mais baixos da energia limpa tornam mais barato o cumprimento da meta de 27 por cento proposta para as energias renováveis, em 2,9 bilhões de euros por ano no período 2021-2030.
A tecnologia mais barata “e o caminho de implantação diferente das tecnologias renováveis permitem atingir uma parcela de energia renovável de 30 por cento e uma meta de eficiência energética de 30 por cento com custos de sistema comparáveis aos estimados na avaliação de impacto de 2016 para uma meta de 27 por cento, gerando benefícios adicionais em termos de emissões de gases causadores do efeito estufa e de segurança do abastecimento”, afirmou a comissão no documento obtido pela Bloomberg News.
A UE quer liderar a batalha global contra as mudanças climáticas, com o objetivo de reduzir as emissões em pelo menos 40 por cento até 2030 em comparação com os níveis de 1990. O aumento de 3 pontos percentuais da meta para as energias renováveis, para 30 por cento, se traduziria na redução de 43 por cento da poluição total da Europa. Significaria também uma diminuição mais rápida das emissões de carbono do Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS, na sigla em inglês), segundo a estimativa da comissão.
O programa de limite e comércio da UE para as emissões é o pilar do plano da região para reduzir os gases causadores do efeito estufa, que os cientistas culpam pelo aquecimento global. O programa impõe uma redução anual dos limites de poluição em cerca de 12.000 instalações de propriedade de produtoras de energia e empresas aéreas e industriais, desde siderúrgicas até fabricantes de cimento.
Uma meta mais ambiciosa para as energias renováveis significaria um ritmo mais lento de crescimento do preço do carbono no ETS, segundo a comissão. Com uma meta de 30 por cento para a energia verde, as licenças de carbono subiriam para 24 euros por tonelada até 2030, contra 27 euros segundo a meta de 27 por cento e quase 10 euros atualmente. Se a UE adotasse metas de 33 por cento, tanto para as energias renováveis quanto para a eficiência energética, o aumento dos preços desaceleraria para 23 euros por tonelada, segundo a estimativa atualizada.
O comissário europeu de Ação pelo Clima e Energia, Miguel Arias Cañete, sinalizou que aprova uma meta mais rígida para a energia verde. Segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis, a UE poderá ampliar a participação das energias renováveis para 34 por cento de sua matriz energética até 2030, gerando centenas de bilhões de euros em investimentos e acelerando a redução dos gases causadores do efeito estufa.

Fonte: ASHRAE
O U.S. Department Of Energy (DOE) determinou que a norma ANSI/ASHRAE/IES 90.1-2016 (Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings) proporcionará uma maior eficiência energética em edifícios comerciais, se comparada a sua versão anterior (2013). Esta análise realizada pelo Departamento Norte-Americano concluiu que as edificações que aderirem integralmente à nova norma 90.1-2016 poderão atingir uma economia de energia de aproximadamente 8,3%, se comparado aos requisitos e condições apresentadas pela versão anterior da norma (2013).
Além desta potencial redução, estima-se que a nova versão da norma proporcionará em relação a versão de 2013:
Vejam abaixo a divulgação na versão em inglês, juntamente com os links de acesso.
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DOE Determines Standard 90.1-2016 Provides Cost, Energy Savings Compared to 2013 Version
WASHINGTON, D.C.—The U.S. Department of Energy (DOE) has issued a final determination that ANSI/ASHRAE/IES Standard 90.1-2016, Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings, will improve energy efficiency in commercial buildings compared to the previous version of the standard. DOE analysis concluded that buildings meeting 90.1-2016 would result in energy cost savings of approximately 8.3% compared to the 2013 edition. In addition, the latest version provides 7.9% source energy savings and 6.8% site energy savings compared to the 2013 version.
Fonte: Ministério da Educação
O mundo inteiro vem caminhando de uma forma irreversível, para o desenvolvimento de soluções e para a capacitação de profissionais em relação ao uso racional de recursos e ao melhor desempenho energético de sistemas e edificações. Mais do que uma “profissão”, a área da eficiência energética é hoje um campo à ser explorado, seja no que tange a pesquisas e desenvolvimento de novos produtos ou soluções, seja em relação a consultorias e projetos.
Vejam a seguir a matéria publicada pelo PROCEL, diretamente em sua fonte.
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Distrito Federal – Profissional preparado para diagnosticar e otimizar o uso da energia nas indústrias, bem como tornar seu consumo mais eficiente, o especialista em eficiência energética tem sido cada vez mais requisitado no país. O Ministério da Educação, em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (Agência Alemã de Cooperação Internacional Ltda/GIZ), lança nesta segunda-feira, 26, um filme abordando os diferentes aspectos do curso de eficiência energética, já ofertado em institutos federais brasileiros.
O material foi produzido no âmbito do Programa EnergIF, iniciativa do programa Profissionais para Energias do Futuro, coordenado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/ MEC) e pela GIZ. No vídeo, a secretária de Educação Profissional e Tecnológica, Eline Nascimento, explica a importância da capacitação nessa área e do futuro promissor para esses novos profissionais.
“A gente está trabalhando para qualificar os profissionais da rede federal, melhorar as instalações de energia renovável dentro da própria rede e, assim, incentivar a formação de estudantes nesse setor”, afirma Eline. “Acho que o profissional que se qualificar nessa área vai ter uma grande chance no mercado de trabalho”.
Parcerias – A parceria do MEC com os alemães busca introduzir novos cursos na área de energias renováveis na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do país. Por meio do grupo de trabalho em eficiência energética, essa ação já resultou no desenvolvimento de dois currículos para a formação pós-técnica em eficiência energética na indústria e em edificações. A rede federal já conta com cerca de 50 docentes capacitados para atuar nessa nova oferta de educação profissional.
Dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) apontam que o Brasil tem cerca de 600 mil indústrias que, juntas, são responsáveis pelo consumo de 41% de energia no país. A constatação de que trabalhar com eficiência energética na indústria é uma maneira inteligente de obter mais lucro e diminuir os impactos ambientais tem causado aumento na procura por profissionais com esse perfil, que ainda são poucos.
Projeto –Em 2015, o Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a GIZ, deu início ao projeto Sistemas de Energias do Futuro, como forma de atender a uma crescente necessidade por profissionais qualificados nessa área. Em sua linha de atuação, o projeto promove a educação profissional e tecnológica em energias renováveis e eficiência energética, considerando o grande potencial do Brasil no desenvolvimento dos setores produtivos do setor e a necessidade de ampliação de formação profissional.
Assista ao vídeo abaixo.
XIX – Salão norte nordeste de ar condicionado e refrigeração
Dias 04 e 05 de Abril de 2018
Local : Mar Hotel Conventions
Rua Barão de Souza Leão, 451 – Recife – PE
Faça sua inscrição gratuita
Por: Alexandre M F Lara
Em complemento ao nosso post da última semana (“A importante diferença e interdependência entre operar e manter um sistema“), têm-se atualmente como uma das grandes e principais dificuldades na estruturação de uma área de manutenção, a identificação das necessidades e expectativas do cliente e de seu site e sistemas.
Por mais absurdo que isto possa parecer, é a mais pura realidade…., realidade esta, inclusive, que permitirá ao planejador traçar os objetivos e metas à serem atingidas pelo contrato ou serviço de manutenção e operação.
Mas aonde está, de fato, tamanha dificuldade?
Arrisco a dizer que em parte, escondida atrás do fator “pressa”, ou se preferirem, “tempo para a elaboração de uma proposta ou dimensionamento básico”, mas também em parte, oculta atrás do “hábito de se subestimar um desafio, limitando-se a compara-lo com outra situação vivida”.
O fato é que não se dedica o tempo minimamente necessário para compreender itens extremamente básicos, tais como:
Enfim, os exemplos acima são todos importantes para um adequado planejamento, embora normalmente desprezados ou simplesmente, “engolidos” pela rotina do dia a dia…
E é justamente em função desta pesada rotina do dia a dia (quem atua em manutenção sabe bem ao que me refiro), que torna-se quase impossível atribuir a função de planejamento e implantação para o gestor operacional de suas equipes no campo….ele não terá tempo, ainda que bem capacitado para tal.
O simples fato de se desprezar esta pequena (embora tremendamente necessária) imersão sobre a sua realidade (seu site, contrato, etc) certamente terá o seu preço, à ser descoberto durante a condução dos trabalhos…
Todos estes preparativos nos permitirão elaborar de forma mais CUSTOMIZADA e EFICAZ o plano de trabalho, envolvendo o escopo, rotinas, frequencias, o dimensionamento de equipes, formas e meios de monitoramento e controle, as necessidades para um sistema de gestão (CMMS), infraestrutura, apoios externos, entre outros itens.
Vejam que os cuidados acima não se aplicam somente a realidade da manutenção, mais à uma enorme gama de serviços sob a gestão de um Facility Manager.
Deixando a teoria de lado, todos sabemos da dificuldade de se dedicar todo o tempo realmente necessário ao planejamento e à sua implantação, mas sabemos também que uma implantação mal resolvida ou mal executada, trará consequencias no futuro, razão pela qual jamais poderemos nos omitir da responsabilidade de levantar estas questões e riscos com os nossos gestores.
Ficam, portanto, os “bullets” acima como dicas para que levantem as necessidades em seus contratos e operações e ajustem aquilo que for necessário.
Tradicional premiação no mercado de Facility Management, o Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano terá o seu prazo de inscrições dos trabalhos encerrado no próximo dia 28/02.
Vejam abaixo o convite do Presidente da ABRAFAC para aqueles que possuam trabalhos ou estudos relevantes para o mercado, incentivando-os à inscreve-los no processo de premiação – clique aqui ou na figura abaixo.
É muito importante que divulguemos os nossos bons trabalhos e experiências com o mercado, auxiliando os nossos colegas em seu crescimento e aprendizado, o que também nos traz visibilidade neste mesmo mercado.
Clique AQUI para acessar diretamente o site do prêmio e faça já a sua inscrição.
Fonte: Engenharia Compartilhada
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