UE prevê energia verde mais barata e meta pode subir

Quem nos acompanha há anos neste blog, sabe que não temos o costume de misturar política com informativos ou opiniões técnicas…

Entretanto, considerando a prática de nossos governantes, no sentido de que taxar ou sobretaxar impostos tornou-se mais fácil e mais rápido do que exercitar análise e a redução de seus enorme gastos (me refiro ao peso da máquina pública), é realmente difícil imaginar que tenhamos incentivos à tecnologia e a sua difusão em nosso mercado, a exemplo do que países europeus têm feito.

Vejam, por exemplo, esta matéria sobre um projeto em curso pela União Europeia (UE).

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Fonte: Bloomberg (texto extraído da UOL e também divulgado pelo PROCEL)

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Após a queda dos custos das energias eólica e solar, a União Europeia pode mirar um aumento da meta para as energias renováveis para 30 por cento até o fim da próxima década sem ampliar os gastos necessários para cumpri-la, segundo uma nova análise do órgão regulador da UE.

O bloco formado por 28 países atualmente debate regras para ampliar a participação das energias renováveis e aumentar a economia de energia, e o Parlamento Europeu defende metas mais ambiciosas que as propostas pela Comissão Europeia, com base na determinação dos líderes nacionais. A iniciativa agora pode ser acelerada porque a estimativa atualizada da UE mostra que os custos mais baixos da energia limpa tornam mais barato o cumprimento da meta de 27 por cento proposta para as energias renováveis, em 2,9 bilhões de euros por ano no período 2021-2030.

A tecnologia mais barata “e o caminho de implantação diferente das tecnologias renováveis permitem atingir uma parcela de energia renovável de 30 por cento e uma meta de eficiência energética de 30 por cento com custos de sistema comparáveis aos estimados na avaliação de impacto de 2016 para uma meta de 27 por cento, gerando benefícios adicionais em termos de emissões de gases causadores do efeito estufa e de segurança do abastecimento”, afirmou a comissão no documento obtido pela Bloomberg News.

A UE quer liderar a batalha global contra as mudanças climáticas, com o objetivo de reduzir as emissões em pelo menos 40 por cento até 2030 em comparação com os níveis de 1990. O aumento de 3 pontos percentuais da meta para as energias renováveis, para 30 por cento, se traduziria na redução de 43 por cento da poluição total da Europa. Significaria também uma diminuição mais rápida das emissões de carbono do Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS, na sigla em inglês), segundo a estimativa da comissão.

O programa de limite e comércio da UE para as emissões é o pilar do plano da região para reduzir os gases causadores do efeito estufa, que os cientistas culpam pelo aquecimento global. O programa impõe uma redução anual dos limites de poluição em cerca de 12.000 instalações de propriedade de produtoras de energia e empresas aéreas e industriais, desde siderúrgicas até fabricantes de cimento.

Uma meta mais ambiciosa para as energias renováveis significaria um ritmo mais lento de crescimento do preço do carbono no ETS, segundo a comissão. Com uma meta de 30 por cento para a energia verde, as licenças de carbono subiriam para 24 euros por tonelada até 2030, contra 27 euros segundo a meta de 27 por cento e quase 10 euros atualmente. Se a UE adotasse metas de 33 por cento, tanto para as energias renováveis quanto para a eficiência energética, o aumento dos preços desaceleraria para 23 euros por tonelada, segundo a estimativa atualizada.

O comissário europeu de Ação pelo Clima e Energia, Miguel Arias Cañete, sinalizou que aprova uma meta mais rígida para a energia verde. Segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis, a UE poderá ampliar a participação das energias renováveis para 34 por cento de sua matriz energética até 2030, gerando centenas de bilhões de euros em investimentos e acelerando a redução dos gases causadores do efeito estufa.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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