Veja por que os corredores verdes não substituem a vegetação nativa

Fonte: Redação AECweb / e-Construmarket

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Embora cheias de beleza, as paredes verdes – como as aplicadas no Minhocão e na 23 de Maio – não têm a mesma capacidade de acumular carbono das árvores naturais. Entenda

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O jardim vertical é caro e exige manutenção constante (Moomusician / Shutterstock.com)

Na cidade de São Paulo, as construtoras podem usar o Termo de Compensação Ambiental (TCA) para retirar a vegetação nativa presente em terrenos onde pretendem incorporar. De acordo com a legislação, as empresas são autorizadas a realizar a derrubada em troca de contrapartidas entendidas como interessantes pelo poder público. A eficiência do mecanismo entrou em debate no início deste ano, quando uma empresa recebeu a permissão de compensar seu passivo com a execução de corredores verdes.

Os trâmites começaram em 2012, quando a construtora Tishman Speyer removeu 856 árvores de terreno no bairro do Morumbi para construção de empreendimento de alto padrão. Como contrapartida, a prefeitura solicitou o plantio de mais de 26 mil mudas nas obras de quatro parques lineares na zona sul da capital: Horto do Ipê, Paraisópolis, Morumbi Sul e Itapaiuna. No entanto, com as mudanças na gestão da prefeitura, essa obrigatoriedade foi alterada para execução de jardins verticais no Minhocão e na Avenida 23 de Maio.

Não há como negar que paredes verdes são estruturas de grande apelo estético e que também produzem serviços ambientais. Portanto, são bem-vindas nas cidades. A questão é se podem substituir árvores cortadas

Marcos Buckeridge

“Não há como negar que paredes verdes são estruturas de grande apelo estético e que também produzem serviços ambientais. Portanto, são bem-vindas nas cidades. A questão é se podem substituir árvores cortadas”, questiona o professor Marcos Buckeridge, pesquisador do Instituto de Biociências e do Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo (USP).

A TROCA VALE A PENA?

O uso das paredes verdes não é opção completamente descartável e pode ser empregada em situações específicas. No entanto, na lista de indicações não consta a substituição de árvores nativas. O uso do jardim vertical, além de ser mais caro e exigir manutenções mais frequentes, pede que áreas maiores sejam necessárias. Para comparar, o serviço ambiental prestado por duas árvores corresponde a cerca de 1,5 mil metros quadrados de parede verde.

“Para mensurar esse comparativo entre jardins verticais e árvores urbanas, podemos considerar dois elementos importantes. O primeiro é o acúmulo de carbono – tema significativo em tempos de mudanças climáticas globais. Já o segundo são os serviços ambientais — benefícios que a vegetação proporciona para a qualidade de vida e saúde da população, como diminuição de temperatura, aumento de umidade, redução de material particulado no ar e recarga de lençóis freáticos”, explica o especialista.

CARBONO

Levando em consideração a tipuana, grande árvore comum na arborização urbana de São Paulo, é possível calcular que a proporção aproximada de carbono em seu tronco é de 40%. “Uma tipuana de 20 toneladas teria 5,6 toneladas de carbono. Tudo isto armazenado em cerca de 60 anos de vida, o que mostra que uma árvore desta armazena, em média, 93 Kg de carbono para cada ano de vida. Como temos cerca de 650 mil árvores nas ruas da cidade de São Paulo, o armazenamento médio, nos últimos 60 anos, foi de 36 milhões de toneladas de carbono”, ressalta Buckeridge.

Por outro lado, nos jardins verticais as espécies mais utilizadas são plantas pequenas, como samambaias, manjericão, alecrim e orégano. Em relação ao carbono, as paredes verdes saem perdendo por serem, predominantemente, compostas por folhas, que são partes das plantas que possuem mais água (98% em média) e pouco carbono.

A biomassa de folhas de um trecho de parede verde de 36 m² pode chegar, no máximo, a alguns quilos. Assim, em qualquer situação, a parede verde perfaz uma fração ínfima do carbono que seria armazenado em uma árvore

Marcos Buckeridge

“A biomassa de folhas de um trecho de parede verde de 36 m2 pode chegar, no máximo, a alguns quilos. Assim, em qualquer situação, a parede verde perfaz uma fração ínfima do carbono que seria armazenado em uma árvore”, fala o docente.

MANUTENÇÃO

A vegetação das paredes verdes vem de grupos de plantas que demandam grande quantidade de água para crescer. Com isso, é preciso prever soluções que mantenham fornecimento constante de água.

“Ainda que parte desta água possa vir da chuva, durante o inverno o sistema terá de ser irrigado, pois não chove”, fala o professor. Situação diferente ocorre com as árvores, que têm suas próprias soluções para sobreviver em períodos de estiagem.

“Jardins verticais são sistemas dependentes de tecnologias de suporte, nutrição e irrigação. A comparação com ‘um paciente na UTI’ faz bastante sentido, bastando uma falha para o sistema perecer”, ressalta o especialista.

No uso dos corredores verdes, esse tipo de situação merece ser questionada, pois não é possível garantir que receberão a atenção necessária da prefeitura. “Se sequer as árvores são cuidadas na metrópole paulistana, gerando acidentes todo verão, como será a vida útil dos jardins verticais?”, questiona.

CUSTOS

Uma muda em conformidade com os padrões exigidos pela prefeitura custa, em média, R$ 150. Mesmo sendo necessária atenção maior nos primeiros meses após o plantio, depois que a vegetação se estabelecer, passará o restante da vida usando água da chuva e exigindo pouca manutenção. Já as paredes verdes têm um custo de cerca de R$ 800 por m².

“Também devemos lembrar, enquanto a parede verde passará a fornecer serviços ambientais em alguns meses, a árvore levará 15-20 anos para começar a prestar serviços significativos em termos de armazenamento de carbono, produção de vapor de água e interferência efetiva na poluição. Não sabemos ainda qual a vida útil de uma parede verde, mas certamente será menor do que a das árvores, pois as plantas usadas nesses muros costumam viver bem menos”, finaliza Buckeridge.

Leia também: Muros verdes melhoram a qualidade do ar e oferecem conforto térmico a edifícios

COLABORAÇÃO TÉCNICA

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Marcos Buckeridge – É biólogo e foi pesquisador científico do Instituto de Botânica de São Paulo (Jardim Botânico) durante 20 anos, onde trabalhou com fisiologia de árvores nativas de diversos biomas brasileiros. É também pesquisador associado do Instituto de Estudos Avançados, onde coordena o Programa USP-Cidades Globais, que reúne um grupo de pesquisadores cujas pesquisas visam melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas que vivem na metrópole paulistana. Já publicou mais de 150 trabalhos e capítulos de livros, editou quatro livros, um nacional e três internacionais, orientou mais de 50 alunos de pós-graduação de mestrado e doutorado. É editor de revistas científicas internacionais, como Bioenergy Research e Trees: structure and function. Desde agosto de 2015 é presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
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Recomservice e a Economia de Energia: o que é possível?

Fonte: PROCEL Info

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No último dia 09 de novembro, a Recomservice, empresa reconhecida por sua excelência em Automação, Eficiência Energética e Manutenção de Sistemas de Ar Condicionado, realizou o “Quinta Tecnológica”, com uma série de palestras organizada em conjunto com o Departamento Nacional de Projetistas e Consultores (DNPC) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Aquecimento Ventilação e Ar Condicionado).

O evento, realizado no auditório da Associação contou com a presença de engenheiros e projetistas da área. Um dos palestrantes, o engenheiro Plínio Ely Mileno, que abriu os trabalhos com a palestra “Panorama do Sistema Elétrico de Geração e Distribuição no Brasil”, falou sobre a situação atual do setor reforçando sobre a importância da economia de energia em Sistemas e equipamentos de Ar Condicionado Central e a atual conjuntura energética do país que vem sofrendo aumentos de preços contínuos. “Só não tivemos racionamento de energia elétrica este ano por conta da baixa atividade econômica”, analisou Mileno, que é o diretor de Operações da Siclo Consultoria, parceira da Recomservice.

Em seguida, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Recomservice, José Romariz Filho discorreu sobre “Eficiência Energética em HVACR – O que é possível ser feito?”. Durante sua apresentação, Romariz citou que o preço da energia elétrica no Brasil é um dos mais altos do mundo e que esse crescimento vem desde 1987, superando os índices de inflação. “Os edifícios, shoppings centers e outros grandes empreendimentos consomem cerca de 50% da eletricidade gerada no País, gerando gastos absurdos. Por esse motivo nos últimos 15 anos a preocupação dessas empresas têm aumentado consideravelmente, como é o caso de um grande shopping center da zona oeste de São Paulo, onde a Recomservice conseguiu reduzir seu consumo de energia na ordem de 50% através de um retrofit no Sistema Central de Ar Condicionado”.

A terceira palestra “Novas tecnologias e Redução com Despesas com Água e Energia em Shopping Centers” foi ministrada pelo diretor da RS Consultoria, o engenheiro Ethel Luís de Moraes, que expôs a situação das obras no Brasil e revelou que no Brasil boa parte dos shoppings avaliados possuem equipamentos de Ar Condicionado e/ ou de Refrigeração ultrapassados, muitos por serem mal operados por falta de conhecimento da equipe, deteriorados em função da má manutenção ou, ainda, por problemas no sistema de Automação, o que acarretam em um alto consumo energético e também de água. Além disso, o engenheiro comentou sobre as dificuldades na obtenção de investimentos financeiros para adequação e/ou retrofit das máquinas. “Para reverter esse cenário as empresas precisam investir em soluções integradoras, desde cursos para a reciclagem dos operadores como o financiamento de recursos necessários. Essas metodologias trarão excelentes resultados para companhia como: autossuficiência no abastecimento de água – redução de até 50% nas despesas com água e esgoto, economia no consumo de energia de até 60%, ganhos de imagem (marketing ambiental) entre outras vantagens.”

Fechando o ciclo de palestras, o diretor comercial da Recomservice, Fábio Moacir Korndoerfer, trouxe aos presentes “Cases de Grande Sucesso na Implementação de Eficiência Energética em Sistemas HVACR”. O engenheiro revelou que o Setor de Ar Condicionado e BMS (Building Management System) são responsáveis por 40 a 60% do consumo de energia em um prédio ou residência e que desta forma há uma grande oportunidade de geração de economia de energia, especialmente em prédios entre cinco a 40 anos de construção. “Esta economia de energia no consumo de Ar Condicionado pode chegar a 60% e o payback, geralmente, está entre seis e 36 meses, sendo extremamente atrativo o investimento em melhorias, uma vez que os custos de energia vêm sofrendo aumentos constantes, observou. Korndoerfer ainda apresentou as tecnologias responsáveis pela economia de energia disponíveis no mercado, desenvolvidas pela Recomservice, como o CTO (Cooling Tower Optimizer), que otimiza a operação do sistema de Ar Condicionado Central – chillers com condensador a água-, reduzindo o consumo de energia; e o Sistema WE (Web Efficiency), que oferece conforto e eficiência energética através do gerenciamento do Condicionador de Ar Central de múltiplos empreendimentos, monitorando os índices de performance via WEB, um banco de dados em nuvem já incorporado ao Big Data.

* Com informações da Two Minds Comunicação Integrada

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Lei 13.589 e a nova etapa do PMOC

Com a divulgação da nova lei assinada pelo Presidente (Lei 13.589) neste início de 2018 surgem dúvidas e discussões sobre o seu conteúdo (o que fora mantido ou alterado) e principalmente, sobre a sua aplicação.

Mais do que a preocupação com o atendimento aos requisitos legais, é extremamente importante que gestores e supervisores em manutenção, operação e edifícios tenham como meta atender aos requisitos mínimos de qualidade do ar interior respirado por ocupantes e população flutuante destas edificações.

Não se trata de nenhum terrorismo, mas sim, da necessidade de nos preocuparmos com a adequada manutenção em nossos sistemas de ar condicionado, incluindo a preocupação com o controle da taxa de renovação do ar externo e em relação ao nível e cuidados com a filtragem. Existem na realidade vários fatores e componentes dentro de um sistema, incluindo a sua própria operação, que devem ser observados pelas equipes de manutenção e gestão.

E é justamente com este intuito e com uma visão extremamente prática que a A&F Partners Consulting organizou poucas turmas para o curso de implementação do PMOC neste ano de 2018.

O curso terá apenas 8 horas de duração e uma abordagem extremamente prática e orientativa, sendo realizado em nossa sede.

Para aqueles que desejarem conhecer o curso, recomendo acessar o site de treinamentos: https://aftreinamentos.com

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Maior edifício corporativo de madeira dos EUA será construído em Newark

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Archdaily
O escritório Michael Green Architecture e a construtora Lotus Equity Group divulgaram o projeto do maior edifício corporativo de madeira dos EUA, que será construído em Newark, no estado de Nova Jersey.
Parte do projeto de reconstrução do Riverfront Square – que contará com 11,8 hectares de edifícios de uso misto projetados pelos escritórios TEN Arquitectos, Practice for Architecture and Urbanism (PAU), Minno & Wasko Architects and Planners e Michael Green Architecture, além de um parque projetado por James Corner Field Operations – o edifício de escritórios Riverfront Square contará com 50 mil metros quadrados de espaço de escritório dentro de seu sistema estrutural de madeira.
“Construir o maior edifício de madeira do país em Newark mostra a confiança e crença que temos na cidade e em Riverfront Square como um projeto de primeira classe que pode competir com qualquer grande cidade ao redor do mundo”, disse Ben Korman, diretor executivo e Fundador do Lotus Equity Group. “A visão que compartilhamos com Michael Green é a de projetar a torre de escritórios mais sustentável do ponto de vista ambiental, que melhore a saúde dos inquilinos e das comunidades vizinhas através de um planejamento eficiente e projeto verde. Quando você combina esses benefícios com o setor de tecnologia emergente de Newark, Riverfront Square está preparada para ajudar as empresas a atrair e manter talentos valiosos.”
Escolhida por suas vantagens ambientais, a madeira permitirá que o projeto tenha reduzida pegada de carbono e emissões durante o processo de construção.
“Este projeto representa uma oportunidade para a MGA, em colaboração com o Lotus Equity Group, lançar as bases para o futuro de Riverfront Square e da cidade de Newark. Bons edifícios são bons vizinhos e prevemos um futuro sustentável, eficiente e arquitetonicamente impressionante para Newark”, disse Michael Green, fundador e diretor do escritório Michael Green Architecture.
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A importante diferença e interdependência entre operar e manter um sistema

Se olharmos algumas literaturas ou mesmo artigos que tratam da área de manutenção (industrial, predial, hospitalar, missão crítica, etc), observaremos em vários deles o uso da expressão “Operação & Manutenção”, ou somente “O&M”, algumas vezes confundida com “Organizações e Métodos”.

Por outro lado, vê-se a utilização da expressão “Manutenção Predial ou Industrial” na grande maioria dos textos que lemos…

Mas…, o por que desta diferenciação? Ou melhor…, existe de fato uma diferença entre ambos?

Para que possamos esclarecer esta dúvida, torna-se inicialmente necessário compreender o que cada uma destas palavras quer dizer…

Operação

Dependendo de seu segmento e da dinâmica implementada em sua edificação ou site, seja ele industrial, predial, etc, entende-se como “Operação”o conjunto de atividades complementares à área de manutenção, que têm por objetivo assegurar com que os sistemas sob a sua responsabilidade “funcionem ou desempenhem”de forma adequada, assegurando o conforto e a produtividade de seus ocupantes e usuários.

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Figura Canstockphoto – Direito de divulgação adquirido pela A&F

Em outras palavras, uma “Operação” poderá englobar:

  • Ligar e desligar equipamentos e sistemas, ainda que através de um sistema central de automação
  • Monitorar esta operação de equipamentos e sistemas, através de rondas periódicas (monitoramento de parâmetros operacionais) que poderão envolver ou não intervenções pontuais de um operador para ajustar sua operação (funcionamento ou desempenho)
  • Manobrar sistemas ou equipamentos conforme a lógica operacional implementada em seu site
  • Abastecer equipamentos, seja com água, diesel, etc
  • Executar a manutenção autônoma (atividades sob a responsabilidade do operador)
  • Acompanhar terceiros e visitantes em áreas técnicas com acesso restrito
  • Acompanhar prestadores de serviço durante a sua atividade no site (que requeiram acompanhamento e supervisão)
  • Atender chamados e solicitações de usuários, solicitações estas que poderão ou não se converter em atividades de manutenção (corretivas não planejadas)

Vejam que, dependendo de seu site e de sua realidade, este conjunto de atividades demandará uma carga horária de trabalho significativa sobre a sua equipe, obrigando muitas vezes a existência e a contratação da atividade de um ou mais operadores.

Em outras palavras, será importantíssimo que você analise esta “volumetria de serviços” para entender a sua necessidade no que se refere a operação.

Manutenção

Já a manutenção, engloba o conjunto de atividades e rotinas que visam manter equipamentos e sistemas em adequadas condições, assegurando:

  • Sua condição operativa, ou seja, apto à cumprir toda a sua lógica operacional e funções previstas em projeto, o que demandará cuidados com comandos, sistemas de controles, etc..
  • Sua operação integrada com outros sistemas, a exemplo do que ocorre com a automação central ou local, ou mesmo com a atuação de um SDAI (Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio)
  • Seu desempenho, ou melhor, o seu cumprimento das metas e parâmetros previstos em projeto e pelos fabricantes. Como exemplo, entende-se como desempenho de um ventilador que atue na exaustão de banheiros a “manutenção” de sua vazão de exaustão em todos os pontos ou grelhas instaladas; isto quer dizer que o desempenho nem sempre se restringirá ao equipamento, mas também ao sistema no qual está inserido (dutos, tubulações, registros, válvulas, lógica operacional, etc). Entenda-se também que itens como níveis de ruído ou vibração (durante a sua operação) deverão atender aos parâmetros aceitáveis previstos em projeto ou em normas específicas.
  • Seu consumo de recursos ou insumos para a operação dentro dos parâmetros previstos em projeto (água, combustível, gás, etc)
  • Sua limpeza e organização, assim como de sua área técnica
  • Sua longevidade, assegurando-se obrigatoriamente o desempenho

Vejam também que a atividade de se “manter” um equipamento ou sistema jamais deverá se ater somente a sua aparência ou cumprimento de sua lógica funcional ou operacional!

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Figura Canstockphoto – Direito de divulgação adquirido pela A&F

Para que estas “metas” acima sejam atingidas, o profissional de manutenção se utilizará de estratégias e tipos de manutenção já conhecidos e que serão abordados oportunamente neste blog…

  • Manutenção Preventiva
  • Manutenção Preditiva
  • Manutenção Detectiva
  • Manutenção Autônoma
  • Manutenção Corretiva Não Planejada
  • Manutenção Corretiva Planejada

Assim como já apontamos para o item “Operação”, a atividade de “Manutenção” também demandará uma expressiva carga horária de trabalho e a utilização de profissionais de diversas modalidades (habilitações e capacitações), requerendo uma enorme atenção quanto a definição de atividades e rotinas, assim como os tempos e fatores envolvidos para o correto dimensionamento.

Portanto, observem que embora se trate de atividades distintas, ambas possuem uma forte interdependência, haja vista que um equipamento ou sistema poderá não desempenhar se for mal operado, assim como uma operação inadequada poderá induzi-lo a falha.

Observem também que o seu dimensionamento da equipe envolvida na O&M será tremendamente afetado se você desconsiderar a carga horária imposta e necessária para opera-lo.

Por mais óbvio que isto pareça, esta diferenciação entre operar e manter um sistema ou instalação acaba se tornando um fator determinante para o mau dimensionamento de equipes orgânicas ou inorgânicas (próprias ou terceirizadas), levando-o à maus resultados em relação ao seu custo operacional (OPEX) e a satisfação de seu usuário ou cliente.

Por Alexandre M F Lara

Diretor da A&F Partners Consulting

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Seguro de condomínios é obrigatório?

Embora alguns profissionais e gestores ainda possuam esta dúvida, a empresa de consultoria VALEN divulgou recentemente em seu blog uma matéria e orientação a respeito.

Existe não só uma Lei a respeito (Lei 4.591/64), como uma artigo do Código Civil Art. 1346) que versa sobre o tema.

Recomendo para que acessem diretamente o blog abaixo identificado e lei a matéria em sua íntegra.

VALEN – blog – http://www.valenbr.com/blog/seguro-de-condominio-e-obrigatorio

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A primeira casa impressa em 3D com formas orgânicas entra na fase de desenvolvimento

Fonte: Engenharia Compartilhada

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ArchDaily
O projeto que recebeu o primeiro prêmio no  The Freeform Home Design Challenge em 2016 está se aproximando um pouco mais para se tornar realidade. Desde que ganhou o concurso, o escritório de Chicago, WATG, vem desenvolvendo o projeto, denominado Curve Appeal, junto a Branch Technology. Curve Appeal está passando pela “fase de teste, pesquisa e desenvolvimento” com o objetivo antecipado de iniciar a construção ainda este ano. Este projeto revolucionário poderá mudar a forma como construímos estruturas complexas e de formas orgânicas.
O projeto inspira-se nas Case Study Houses desenvolvidas entre 1945-1966. O programa Case Study House se esforçou em reinventar a casa moderna usando técnicas de construção mais fáceis e menos dispendiosas. Muitos dos arquitetos do programa foram celebrados por sua inovação em materiais minimalistas e a integração de espaços abertos que maximizavam a luz natural. “Empregando muitos dos mesmos princípios de projeto modernistas, Curve Appeal é o próximo passo evolutivo” nos projetos residenciais modernos.
A inovação no processo de impressão em 3D abre a porta à criação de formas  mais complexas, tornando-as muito mais fáceis e menos dispendiosas de construir. “A forma arqueada proporciona rigidez estrutural à residência, usando vários pontos de mola em toda a planta, permitindo que a estrutura receba cargas da cobertura e proporcione plantas abertas e amplas, moldando estruturas de novas formas sem quaisquer restrições”.
Ao alistar os serviços da Thornton Tomasetti, a equipe vem testando vigas de teste e seções de parede parciais para examinar suas capacidades de carga. Em testes genéricos de vigas impressas, uma peça de um metro poderia receber uma carga de aproximadamente 1630 kg, pesando pouco mais que 2 quilos, explicaram os arquitetos. As qualidades máximas de carga de cada membro impresso individual serão a próxima etapa de teste.
Além disso, alistar o trabalho do United States Gypsum, WATG e Branch Technology têm pesquisado “uma variedade de componentes de materiais de gesso (incluindo espuma de gesso e outras soluções inovadoras fornecidas pelo departamento de pesquisa e desenvolvimento dos Estados Unidos)” que poderiam ser aplicado à estrutura impressa para funcionar como proteção contra fogo, reforço estrutural e para criar um substrato para a aplicação de outros materiais de acabamento de parede. A tecnologia WATG e Branch também envolveu a Interface, uma empresa de design mecânica, elétrica e de encanamentos de alto desempenho, “projetando um sistema mecânico passivo com o objetivo de tornar a casa zero energia”.
A poucos passos do rio Tennessee em Chattanooga, o terrreno do Curve Appeal permite que o edifício se funda perfeitamente na área arborizada, enquanto também está protegido contra o ganho de calor solar. “WATG está atualmente produzindo desenhos detalhados e trabalhando em colaboração com a Cidade de Chattanooga para garantir que o projeto avance de acordo com a linha de tempo pretendida”.
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O que é gestão e governança em um condomínio?

Segundo a análise de economistas e a própria movimentação no mercado já neste início de 2018, estamos entrando em uma nova etapa da economia em nosso país, após a infelxão da curva descentente na qual mergulhamos em 2016…

Com isto e visando a capacitação de gestores que atuam na gestão de edifícações multiusárias, sejam condomínios verticais, horizontais ou logísticos, a A&F lançou para este próximo mês de abril o seu curso denominado GGC-01 (Gestão e Governança Condominial) com 16 horas de duração e realizado em 2 (dois) sábados consecutivos, evitando a retirada de seus participantes de suas respecivas operações.

O curso foi estruturado com a parceira VALEN, uma experiente consultoria em Condomínios e será ministrado apenas em duas turmas, sendo uma em abril e a segunda em setembro

Aos interessados, segue o link de acesso ao site de cursos, onde obterão mais informações: https://aftreinamentos.com

 

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ISO 41.001 – Iniciam-se os trabalhos no Brasil

Durante o último Congresso ABRAFAC, todos os presentes puderam conhecer um pouco sobre a Norma ISO 41.001 e o seu estágio de elaboração, envolvendo diversos países em vários continentes, apesar da sentida ausência do Brasil.

Esta “sentida e surpreendente ausência” acabou por motivar  um grupo brasileiro capitaneado pela USP e pela ABRAFAC, e contando com a participação da ABNT, à ingressar de vez neste seleto grupo de países que visam estabelecer as Normas que regerão as atividades de Facility Management no mundo.

A ISO já vem trabalhando há algum tempo sobre estes documentos, com a elaboração das seguintes normas até o momento:

  • ISO 41.011 – Norma concluída e em revisão final para a publicação no Brasil ainda em 2018
  • ISO 41.012 -Norma concluída e em revisão final para a publicação no Brasil ainda em 2018
  • ISO 41.013 -Norma concluída e em revisão final para a publicação no Brasil ainda em 2018
  • ISO 41.001 – Em processo de revisão final entre todos os paises participantes, sendo que já obteve a aprovação do Comitê de Estudos no Brasil

O comitê brasileiro foi oficialmente instalado em 30/11/2017, recebendo o nome de ABNT/CEE-267, sendo que a primeira reunião deste comitê foi realizada no último dia 07/02/2018, na sede da ABNT em SP, com transmissão e participação simultânea do grupo que integra o comitê no RJ.

ABNT 1a Reuniao

Fotos da primeira reunião realizada e, 07/02

O coordenador eleito foi o Prof. Moacyr da Graça (USP), tendo como secretário o Engº Luciano Brunherotto (ABRAFAC).

Enfim, foi dada a largada, sendo extremamente importante a participação e a acontribuição de todos os interessados, bastando entrar em contato com a ABNT para obter mais informações: novoitem@abnt.org.br

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Curso “Gestão de Energia com Foco em Redução de Custos Aplicada a Empresas”

Fonte: PROCEL Info

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O potencial de economia de energia em empresas, edifícios e indústrias no Brasil ainda é pouco explorado e corresponde a uma parte significativa no planejamento energético nacional – até 2030, espera-se que aproximadamente 100 TWh de energia elétrica sejam conservados (Plano Nacional de Energia 2050, EPE). A eficiência energética ainda é vista, muitas vezes, como a implantação pontual de ações de conservação, sendo a mais usual a troca de equipamentos por modelos mais eficientes, que por sua vez esbarra no desafio de ser um alto investimento com um tempo de retorno nem sempre atrativo.

Um Sistema de Gestão de Energia (SGE), quando bem implementado, permite que os potenciais de economia e de aumento de competitividade sejam continuamente identificados, monitorados e atingidos. Com um SGE, é possível criar planos de investimento e reduzir custos através da manutenção adequada dos equipamentos. No Japão, por exemplo, pode-se encontrar equipamentos industriais de até 50 anos operando eficientemente devido à constante manutenção – isto representa, a longo prazo, um menor consumo de recursos e maior investimento no patrimônio empresarial.

Com o propósito de apoiar gestores e apresentar as principais características e etapas necessárias para o desenvolvimento de um planejamento energético institucional, bem como apresentar as oportunidades de mercado disponíveis atualmente para as empresas e organizações pioneiras neste processo, a BCN Treinamentos em parceria com a Mitsidi Projetos oferece o curso “Gestão de Energia com Foco em Redução de Custos Aplicada a Empresas”.

A 9ª edição do curso ocorrerá no dia 27 de março de 2018, em São Paulo, e é direcionado a diferentes profissionais do setor, como gestores de contratos, engenheiros, administradores, arquitetos, profissionais das áreas de manutenção, profissionais das áreas de compras, e companhias de distribuição de energia.

Com carga horária de 8 (oito) horas, serão apresentados conceitos de sistemas de gestão de energia, diagnóstico energético, análise de viabilidade, implantação e monitoramento de medidas de redução de consumo, e oportunidades e tendências do mercado. Também serão apresentados estudos de caso e exemplos práticos de redução de consumo.

Mais informações e inscrições estão disponíveis em http://bcntreinamentos.com.br/gestao-de-energia-com-foco-em-reducao-de-custos/.

*Com informações de BCN Treinamentos

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