Experimentar é chave para a revolução verde em São Paulo

Fonte: EXAME (Forum Sustentabilidade)

Divulgação: Engenharia Compartilhada

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André Lahoz, diretor de redação de EXAME.com, Fernando de Mello Franco, secretário de desenvolvimento urbano, Marcos Lisboa, economista e vice-presidente do Insper e Philip Yang, fundador do Instituto Urbem

Lela Beltrão / EXAME

São Paulo – As cidades estão no cerne dos grandes problemas urbanos. E quem melhor que elas, palcos da vida cotidiana, para resolvê-los? No processo de desenvolvimento, a sustentabilidade é um pilar importante.

Mas concretizá-lo exige um grande pacto social e, principalmente, liberdade para experimentar. Falando assim, parece simples. Mas quanto mais complexa for uma sociedade, maior será o desafio. São Paulo é exemplo.

“Não podemos olhar a cidade por fragmentos, mas como um grande ecossistema urbano, que demanda visão holística. Para crescer de forma sustentável, precisamos enfrentar politicas que deem conta da totalidade e diversidade dos territórios, agentes privados, públicos e população”, afirmou Fernando de Mello Franco, secretário de desenvolvimento urbano de SP, durante o EXAME Fórum Sustentabilidade, que acontece nesta quarta-feira, em São Paulo.

Segundo Mello Franco, o novo Plano Diretor vai ao encontro dessa visão. “Ele direciona o crescimento da cidade não mais pelo paradigma rodoviarista, mas pelo desenvolvimento do transporte publico. É uma política de contenção, que privilegia uma cidade mais compacta, cuja estrutura de projetos de expansão é articulada entre vários setores, não apenas pela lógica imobiliária”.

Apesar de enxergar pontos positivos nas novas regras que orientam como construir e utilizar o espaço urbano, Marcos Lisboa, economista e vice-presidente do Insper, critica a “lei muito detalhada”, que engessa a possibilidade de inovação.

“Tem muita regra, muita complexidade. Isso é da nossa tradição legislativa, ela é autoritária, deixa as cidades experimentarem muito pouco”, pontuou. Ele citou como exemplo de sucesso de reinvenção a experiência de Nova York nos últimos 20 anos.

“Nova York passou por uma revitalização incrível porque experimentou seus espaços. Deu certo, mantém, deu errado, esquece”, disse, destacando que a cidade é um organismo vivo, que se transforma com o tempo. Nesse sentido, a regulação excessiva acabaria por prejudicar e não ajudar.

O potencial de reinvenção da capital paulista é monstruoso. De acordo com Philip Yang, fundador do Instituto Urbem, entre as cidades globais, SP é a que tem os maiores estoques de áreas locais subutilizadas.

Para ele, o novo Plano Diretor oferece uma visão ampliada e mais integrada do tecido urbano. Mas há obstáculos para implementá-lo.

“É preciso baixar o nível de desconfiança entre os grandes atores, academia, setor privado, Ongs e população. A simplificação passa por um modelo de governança que não temos aqui”, acrescentou.

Essa união, segundo o especialista, é fundamental para termos uma cidade mais sustentável, “com menos muros, mais calçadas largas e ativas, praças e áreas de convivência múltipla”. É este, segundo ele, o caminho para forjar cidades melhores e “livres do apartheid social que gera ressentimentos”.

 

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PIB pode cair com racionamento de energia, diz S&P

Fonte: O Estado de SP – Economia

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Um racionamento de energia no ano que vem, provocado pela seca, pode pesar negativamente nas já fracas projeções de crescimento da economia brasileira para 2015, avalia a diretora-gerente de ratings soberanos da Standard & Poor’s (S&P), Lisa Schineller, em uma teleconferência para avaliar o cenário do Brasil no pós-eleições.

A diretora da S&P disse que a agência trabalha no momento com a previsão de expansão entre 1% e 2% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2015. “Se houver racionamento, claramente essa previsão será menor.”

Ao falar da possibilidade de racionamento em 2015, Lisa destacou que também pode influenciar o cenário brasileiro a elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A expectativa da S&P é que no segundo trimestre do ano que vem as taxas subam, o que deve aumentar a volatilidade para o Brasil e outros emergentes, além de encarecer os custos de financiamento.

Segundo Lisa, o mercado financeiro brasileiro está muito ansioso pelos nomes da nova equipe econômica. Porém, mais que nomes, o que interessa para a agência de classificação de risco é qual será a política econômica que o ministro da Fazenda vai executar e o que terá apoio do governo e será aprovado no Congresso.

“Não é o nome do ministro da Fazenda per se. É a sinalização e execução de política pelo governo”, disse Lisa, afirmando que essa é a fotografia que a agência vai avaliar, junto com as medidas econômicas que o Congresso vai aprovar. Mudança do ministro não indica mudança de política econômica, avaliou.

“Em tempos de expectativa do mercado para o ministro da Fazenda, os agentes vão ficar mais confortáveis com economistas vindo do mercado. Mas, do nosso ponto de vista, o que importa não é o que esta pessoa vai colocar na mesa, mas o que será endossado pelo governo e o que o Congresso vai aprovar.”

Petrobrás. Em vários momentos de sua apresentação, Lisa falou dos níveis muito baixos de confiança dos empresários e consumidores no Brasil e que Dilma precisa sinalizar mudanças e tomar medidas que resolvam essa questão. “Há uma extrema falta de confiança.”

De acordo com a executiva, o escândalo de corrupção na Petrobrás é outro exemplo dos desafios que a presidente Dilma Rousseff terá em seu segundo mandato, que já começa marcado por um Congresso fragmentado, níveis baixos de confiança dos empresários e atividade econômica fraca.

No caso da Petrobrás, a S&P espera um aumento de preços dos combustíveis no Brasil neste pós-eleições, disse Lisa, sem especificar datas. A falta de reajuste amarrou as operações da petroleira e, nesse sentido, uma elevação dos preços dará maior margem de manobra à companhia em seus projetos de investimento, afirmou.

A S&P vai monitorar o Orçamento que deve ser aprovado pelo Congresso para 2015, mas por enquanto, o cenário base da agência é para a manutenção de um menor superávit primário e déficit mais alto. No curto prazo, a moeda brasileira deve continuar desvalorizada.

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Medidas para evitar a deterioração de estruturas metálicas

Fonte: Construção a Seco

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Colaboração: Esta matéria me foi disponibilizada através do Linkedin do colega José N Construção SustentávelGestor de Mídias Sociais na Dois a Mais

A deterioração de estruturas metálicas pode ser evitada. A prevenção é um dos segredos. Evitar a umidade, poeira e contato com elementos químicos que possam reagir com o ferro do aço, como gás de cloro (evaporação de água do mar) e outros que existem no meio ambiente, principalmente em atmosferas industriais, é ponto-chave.

A limpeza periódica, mesmo em estruturas protegidas por pinturas ou outros meios, seria uma boa alternativa. A pintura e galvanização são formas de proteção preventiva de estruturas metálicas e elementos de aço em geral. A galvanização, apesar de seu custo inicial maior, apresentaria uma segurança maior do que a pintura. Nesta, rupturas na camada protetora podem tornar-se pontos críticos em que a oxidação pode ocorrer.

A especificação da galvanização depende do ambiente em que a estrutura se localiza, da vida útil que se espera da proteção e também da camada de deposição de zinco. As superfícies galvanizadas podem também ser pintadas, o que tende a aumentar a vida útil da proteção em até três vezes. Tintas também são meios adequados de proteção e podem ter custos iniciais bem menores do que a galvanização, mas em compensação apresentam a necessidade de manutenção periódica.

As tintas são classificadas em tintas de fundo e de acabamento. O zarcão seria a tinta de fundo mais conhecida. As tintas de fundo devem ser sempre aplicadas em superfícies limpas. As tintas de acabamento e suas aplicações são: 1. Tintas epoxídicas (a base de epóxi), usadas em ambientes internos. Resistem bem a umidade. Podem desbotar quando usadas em superfícies externas. 2. Tintas alquídicas (esmaltes) Servem para externo e interno. Não resistem a molhamento constante. 3. Tintas poliuretânicas e acrílicas. Usadas em externos. Muito resistentes a ambientes industriais e marinhos. Tem cores bastante resistentes.

Em ambiente urbanos, ambientes industriais e atmosferas marinhas devem ser tratados igualmente, pois seriam igualmente agressivos. Recomenda-se como melhor custo-benefício a galvanização a fogo. No entanto, a eficiência só seria garantida se obra tiver montagem 100% aparafusada, considerando-se as soldas só na fabrica e continuas.

Em ambientes rurais com pouca agressividade poderia se pensar em pintura com base alquídica sobre aço patinável ou não, porém, o projeto estrutural/fabricação deve evitar a ocorrência de pontos de estagnação de água e cantos onde não é possível lixar e repintar.

Corrosão

A corrosão em soldas  é resultado de alguns fatores, tais como: diferença de material da solda e o material da estrutura soldada; a ocorrência de frestas; ocorrência de tensões localizadas na interface entre a solda e o material soldado. Uma soldagem feita com material adequado e com alívio de tensões sempre são mais isentas de corrosão. A atenção deve voltar-se para o acabamento da solda, que deve ser adequadamente usinada, evitando-se, com isso, frestas e reentrâncias.

Redação – Portal Construção a Seco 

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Iniciativa global busca melhorar eficiência energética em equipamentos

Fonte: Procel Info

 

 

Estados Unidos – Em setembro, durante a United Nations Climate Summit, em Nova York, foi anunciada uma parceria global, com foco em aumentar a eficiência de equipamentos e aplicações. A parceria público-privada, liderada pelo United Nations Environment Programme (UNEP), CLASP, United Nations Development Programme (UNDP), International Copper Association (ICA) e a Natural Resources Defense Council (NRDC), tem como objetivo acelerar a transição para equipamentos mais eficientes, reduzindo a demanda global de energia, mitigando as mudanças climáticas e melhorando o acesso à energia.

Baseado no modelo “en.lighten”, que visa otimizar o desenvolvimento e a eficiência em países emergentes, além de focar na aceleração da eficiência em ar condicionados, refrigeradores, motores elétricos, transformadores de distribuição e tecnologia de informação.

Em apoio ao projeto, a CLASP analisa o potencial para a economia de energia, adotando medidas mais eficientes na América Latina e no Caribe. Segundo análise da própria CLASP, esta região poderá economizar 137 TWh de eletricidade em 2030, se os 33 países integrantes adotarem medidas para eficiência energética em refrigeradores, ventiladores de teto e ar condicionados.

Para conduzir a análise, o programa CLASP contratou uma ferramenta desenvolvida pelo laboratório Berkeley, que mede esses impactos. Em colaboração com a UNEP, o programa levantou dados sobre preços e eficiência, além do potencial estimado a partir de estudos publicados pela iniciativa SEAD (Super-efficient Equipment and Appliance Deployment, em inglês), do Ministério de Energia Limpas e das atividades para a confecção de leis da Europa, México e Estados Unidos.

Os dados provenientes desses estudos foram apresentados no 6º Seminário de Eficiência Energética do Caribe e da América Latina, demonstrando a importância da economia de energia. Como resultado do seminário, a Nicarágua juntou-se à parceria com objetivo de conseguir acesso à expertise e recursos que possibilitem equipamentos mais eficientes. Além do país, governos de mais 15 países demonstraram interesse na iniciativa.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info.

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Lâmpadas LED são regulamentadas pelo Inmetro

Fonte: PROCEL Info

Inmetro regulamenta tecnologia de LED para lâmpadas e gera efeitos positivos ao setor industrial e comercial

Brasil – O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) publicou, em 25 de agosto de 2014, a Portaria 389, que regulamenta e determina especificações técnicas para todas as lâmpadas de LED vendidas no país.

A portaria dispõe sobre as condições técnicas, como requisitos mínimos de eficiência, vida útil, segurança, índice de cores, produtos cobertos pela regulamentação, entre outros critérios, isto é, os níveis de qualidade para praticamente todas as lâmpadas de LED, independentemente do modelo, formato ou tipo de soquete ou base.

Segundo o engenheiro do Inmetro, Alexandre Paes Leme, responsável pelo setor de Lâmpadas Fluorescentes e Compactas, o LED (Light Emitting Diode, em português Diodo Emissor de Luz) tem despertado o interesse das pessoas na hora de substituir lâmpadas, dados os benefícios oferecidos por esses produtos. Quando comparados a outros tipos de lâmpadas, economizam até 88% de energia elétrica, não aquecem o ambiente, duram até 70 vezes mais do que lâmpadas incandescentes e têm menor custo de manutenção.

Alexandre ressalta que dentre outras vantagens presentes nas lâmpadas LED está a preservação do meio ambiente e a eficiência energética. “Cerca de 98% dos materiais usados na composição das lâmpadas LED são recicláveis e não há metais pesados. As lâmpadas LED usam aproximadamente metade da potência da iluminação fluorescente, cerca de 6 watts de energia contra 14 watts de uma lâmpada fluorescente compacta (LFC).

Para completar a vida útil de em uma lâmpada de LED, é necessário cerca de 340 quilowatts-horas de eletricidade – LFCs com uma vida útil de 60.000 horas (seis lâmpadas) usariam cerca de 840 quilowatts-hora de eletricidade, segundo o site Product Dose, que comparou especificações de diferentes lâmpadas. No que diz respeito à eficiência energética, lâmpadas de LED são cerca de cinco vezes mais eficientes que a iluminação fluorescente, segundo o site MegaVolt, o que representa uma redução de até 70% nos custos de energia”, conclui.

A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação – Abilux está satisfeita com a regulamentação. O Brasil é um mercado de grande potencial neste segmento, o que atrai quem visa o lucro financeiro. O parque de iluminação brasileiro é da ordem de 550 milhões de lâmpadas anuais – entre residenciais, comerciais, industriais e iluminação pública.

“A eficiência energética é, cada vez mais, um tema em debate e uma necessidade para os tempos atuais e futuros, seja por questões ambientais ou econômicas”

São mais de 250 milhões de incandescentes, que migrarão para novas tecnologias. A expectativa da Abilux é que com a Portaria 389 é possível vislumbrar um futuro mais seguro e assertivo para o mercado e os produtos de LED, que só tendem a crescer, com melhor desempenho e menores custos, afirma o consultor de Luz e Energia da Abilux, Isac Roizenblatt.

A expectativa de Abilux já é sentida pelas empresas do segmento. O diretor de uma empresa ligada à indústria de iluminação, Gerson Teixeira, diz que com a portaria, ganha toda a cadeia produtiva: as indústrias concorrem em níveis de igualdade; comerciantes sentem a segurança de oferecer lâmpadas LED adequadas à legislação; e consumidores, têm a certeza de adquirir um produto de qualidade assegurada.

Para o diretor, a portaria foi bastante positiva, pois com o advento do LED a indústria de iluminação está passando por grandes transformações e é fundamental a criação de regras mínimas de segurança e eficiência destes novos equipamentos.

A criação do regulamento técnico da qualidade para lâmpadas de LED, por um lado, protege o consumidor com a garantia de que ele irá adquirir produtos que atendem requisitos mínimos de qualidade. Por outro lado estimula empresas sérias a investirem neste segmento, proporcionando um ambiente favorável para um maior desenvolvimento da indústria local.

Entretanto, os produtos LED ainda possuem alguns desafios a serem superados, como a dependência de componentes importados. “Já existe no Brasil empresas que fabricam luminárias com LED, mas ainda dependemos muito da importação de componentes. Porém a tendência é a mudança desse cenário e o surgimento de fábricas nacionais”, explica Isac Roizenblatt.

O Inmetro informa que após a publicação da portaria definitiva, fabricantes, importadores e o comércio, no entanto, terão diferentes prazos para se adequarem às novas regras, após os quais o Instituto iniciará o controle das importações e a fiscalização no comércio de todo o país. Os fornecedores de produtos não-conformes, após o prazo, estarão sujeito às penalidades previstas na Lei.

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Climatização para edifícios mais sustentáveis

Fonte: Edíficios e Energia

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Portugal – A sustentabilidade na construção e nos sistemas de climatização e a apresentação de casos práticos no âmbito do conforto ambiental, tecnologias para a sustentabilidade e medidas para edifícios mais eficientes e sustentáveis dominaram a 14ª Jornada da Climatização, que tiveram lugar, ontem, na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

Manuel Pinheiro, do Instituto Superior Técnico, salientou que as condições de conforto nos edifícios são “muito importantes no espaço onde trabalhamos e vivemos”. “Não se pode dizer que um edifício é sustentável ou não é sustentável. É um caminho que se tem de fazer, focando-se em alguns aspectos, pelo que haverá sempre pontos fracos”, destacou o responsável.

Uma vez abordada a questão da sustentabilidade dos edifícios, os NZEB (Nearly Zero Energy Buildings) foram um assunto inevitável. Miguel Cavique, da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, trouxe o caso de um edifício que sofreu intervenção para obtenção de uma edificação de balanço energético zero, demonstrando que os resultados mais interessantes foram conseguidos na ventilação controlada e no controle de velocidade dos ventiloconvetores.

“Os países menos desenvolvidos é que estão construindo. Por isso, temos de transferir a tecnologia e conhecimento europeus para estes países que podem conseguir edifícios NZEB. O nosso desafio de tornar um edifício já construído em NZEB é maior”, explicou Carlos Lisboa, presidente da EFRIARC (Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado).

Outros exemplos concretos de estratégias e tecnologias de AVAC para a sustentabilidade dos edifícios chegaram da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (FCT –UA), que desenvolveu um estudo, dividido em dois, e um software, que teve por base a aplicação de termofisiologia humana na avaliação de conforto térmico. O objetivo é reduzir o consumo de energia no Campus de Gambelas. Um dos exemplos foi o de um sistema de chão radiante, a ser implementado em uma edificação construída no campus, explicou Eusébio Conceição, da FCT – UA.

A energia geotérmica (circuitos fechados) aplicada a sistemas de climatização, para o qual está em estudo um hotel em Loulé, ou as medidas de eficiência aplicadas no sistema de climatização no edifício da nova sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, incluíram-se, ainda, nos casos práticos apresentados nesta 14ª edição das Jornadas da Climatização.

A sessão terminou com a apresentação de um manual da REHVA, traduzido para português, “AVAC em Edifícios de Escritórios Sustentáveis – Uma ponte entre proprietários e engenheiros”.

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Eficiência energética em ascensão no mundo

Fonte: Editora Brasil Energia

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Mundo – O mercado global de eficiência energética investiu recursos que variaram entre US$ 310 bilhões e US$ 360 bilhões em 2012, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), para quem o segmento representa um componente significativo do sistema elétrico mundial. Ela vê espaço para que a faixa mínima investida em 2012 pode ser aplicada anualmente.

A agência prevê crescimento ainda maior para os próximos anos, em função da necessidade do desenvolvimento sustentável no mundo, de acordo com o Relatório sobre o Mercado de Eficiência Energética (EEMR), divulgado pela instituição.

Segundo a AIE, os investimentos em eficiência energética foram maiores do que os aportes em energia renovável ou em geração a gás, óleo e carvão, bem como corresponderam a aproximadamente metade dos investimentos na exploração e produção e petróleo e gás.

A instituição vê um crescimento do mercado e um cenário de expansão e inovação no financiamento, com novos modelos e abordagens de crédito e de negócios.

Além disso, a AIE apontou que em 2011 a economia de energia a partir de ações continuadas de eficiência em 11 países membros da entidade foi equivalente a 1,337 bilhão de toneladas de óleo equivalente.

Outro indicador é a queda de 5% do consumo final de enegia entre 18 países membros da AIE entre 2001 e 2011, sendo a eficiência energética o fator mais importante para a diminuição da demanda.

O setor automotivo tem o maior destaque, com investimento anual da ordem de US$ 80 bilhões em eficiência a partir de 2020 ao poder economizar entre US$ 40 bilhões e US$ 190 bilhões com combustíveis mais eficientes, variando conforme investimentos nos próximos cinco anos. A AIE estima que o desenvolvimento de eficiência em combustíveis representará cerca de 70% do mercado global de veículos leves.

“Atualmente, o aquecimento global tem ligação direta com o consumo de energia. A estimativa é que o desenvolvimento da eficiência energética será responsável por cerca de 40% da redução de gases de efeito estufa”, segundo a diretora executiva do AIE, Maria van der Hoeven.

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GRUPAS divulga a Cerimônia de Posse da Gestão 2015 (13/11/2014)

Reunião GRUPAS – Cerimônia de Posse da Gestão 2015 e mais.
Data: 13 / 11 / 2014
Hora: 08:30 ás 12:00hs (Após a Cerimônia será servido um “Brunch”)

Tema:  Facility, venha saber o que o GRUPAS reserva para Você
em 2015 e celebrar conosco o sucesso de 2014.

Local: SECOVI
Endereço: Rua Dr. Bacelar, 1.043 – Vila Mariana – CEP 04026-002
Estacionamento: (Pago) Rua Luis Góis, 2.100

Palestra: Cerimônia de Posse da Gestão 2015
Após a cerimônia será servido um “Brunch”

Venha participar dessa festa, pois, ela é pra você.

Ah, não se esqueça “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ

Wantuir Ribeiro
Presidente

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Trio ganha Nobel de Física por viabilizar uso de LED para iluminação

Fonte: Globo.com

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Suécia – A Academia Real de Ciências da Suécia concedeu nesta terça-feira (7) o Prêmio Nobel de Física a Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura pela invenção de diodos de luz azul, que, em última análise, proporcionaram uma fonte econômica de luz branca. Além do amplo reconhecimento de seus trabalhos, eles receberão 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) para dividir.

Por muitos anos, a indústria teve à sua disposição LEDs de cor vermelha e verde. No entanto, para obter luz LED branca, era necessário ter a componente azul.

Nos anos 1990, os cientistas premiados conseguiram produzir essa luz, possibilitando o uso de LEDs para iluminação, com gasto muito menor de energia que a usada pelas lâmpadas incandescentes.

A iluminação com LEDs é muito mais eficiente que a de lâmpadas tradicionais. Considerando que quase um quarto da energia elétrica usada no mundo é consumida para iluminar ambientes, sua invenção representa uma considerável economia de recursos naturais, também porque as lâmpadas LED usam menos material e são mais duráveis.

Outra vantagem dessa tecnologia é que seu baixo consumo a torna interessante para uso em lugares onde não há acesso à rede elétrica, como regiões muito isoladas ou muito pobres.

“Os laureados desafiaram verdades estabelecidas, trabalharam duro e assumiram riscos consideráveis. Construíram eles mesmos seus equipamentos, e levaram a cabo milhares de experimentos. Na maioria das vezes, eles falharam, mas não se desesperaram – foi arte de laboratório em seu nível mais alto”, afirmou a academia sueca, em comunicado.

Especificamente, o mérito dos pesquisadores foi insistir num determinado material para fazer a luz azul brilhar no LED. Eles elegeram o nitreto de gálio e se esforçaram para criar cristais de qualidade para seu uso em lâmpadas, apesar de muitos outros pesquisadores terem desistido por dificuldades técnicas. Sua decisão foi acertada: entre a década de 1980 e 1990, os vencedores do Nobel publicaram uma série de trabalhos que aperfeiçoaram os processos até a obtenção de um LED azul suficientemente funcional.

Trajetórias

Akasaki e Amano são japoneses. Nakamura é americano. Isamu Akasaki nasceu em 1929 em Chiran no Japão. Fez doutorado na Universidade de Nagoia, onde hoje é professor. Hiroshi Amano nasceu em 1960 em Hamamatsu e é professor na mesma universidade. Shuji Nakamura nasceu em 1954 em Ikata, no Japão, mas tem cidadania americana. Com doutorado na Universidade de Tokushima, ele atualmente é professor na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos EUA.

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Prédio mais alto da América Latina terá até estádio

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Altair Santos – massa cinzenta

Torre Rampa começa a ser construída em novembro de 2014, em Buenos Aires, e alcançará 335 metros, com 65 mil m³ de concreto

A Argentina vai erguer um novo arranha-céu em Buenos Aires, e o projeto – escolhido pessoalmente pela presidente Cristina Kirchner – é ousado. Propõe ser uma espécie de torre de babel portenha, abrigando diversos serviços e eventos culturais em um único espaço. Por isso, suas estruturas são igualmente ambiciosas. A torre de 335 metros de altura será a maior do continente sul-americano e reunirá, além de segmentos da indústria de entretenimento argentina, um condomínio, um hotel e um estádio próprio para shows, com capacidade de 15 mil lugares.

Projetado pelo escritório MRA + A Alvarez, Bernabó e Sabatini, as obras começam em novembro de 2014 e serão concluídas em cinco anos (2019). A execução estará a cargo da empreiteira argentina Riva S.A. Serão 67 andares, construídos em um terreno de 216 mil m² na Ilha Demarchi, no sul de Buenos Aires. O estádio ocupará 13 mil m². A fachada do prédio será curvilínea, com a base horizontal que se alonga em direção ao céu, e terá as cores branco e azul celeste. “Trata-se de um símbolo da cidade de Buenos Aires”, disse Cristina Kirchner, ao anunciar a obra.

Financiado com recursos públicos, o prédio será erguido em estrutura mista de concreto, aço e vidro. Estima-se que consumirá 65 mil m³ de concreto, a um custo de R$ 700 milhões. Entre as maiores edificações já construídas no continente, ele irá superar a torre Gran Santiago (300 metros), em Santiago do Chile, e a torre Insignia (330 metros), em Monterrey, no México. No entanto, não deve durar muito tempo o reinado da Torre Rampa – como tem sido chamada na Argentina – como o edifício mais alto das Américas do Sul e Central. Outros três projetos em andamento também buscam esse título.

Megatorres

Um deles já está em obras na Colômbia. Trata-se da Megatorre Avenida 19, na cidade de Bogotá, que atingirá 462 metros de altura e terá 95 andares. O complexo promete ficar pronto em 2020. No Brasil, o escritório de arquitetura FarKasVölGyi está à frente do Complexo Andradas, em Belo Horizonte-MG, e que espera alcançar 350 metros. Já na Cidade do Panamá, no Panamá, o Megapolis Nortia Tower, da Pinzon Lozano & Asociados, terá 333,6 metros e 86 andares.

Enquanto o prédio público não desponta na capital argentina como o mais alto do continente, Buenos Aires assiste à evolução da Alvear Tower. O empreendimento será inaugurado até 2016 e terá 235 metros de altura. As obras atingiram a metade em agosto de 2014 e já consumiram 22 mil m³ de concreto. Calcula-se que para chegar aos 56 pavimentos, como prevê o projeto original, serão precisos mais 23 mil m³. Este será o prédio mais alto da Argentina – pelo menos até 2019.

 Entrevistado

MRA + A Alvarez, Bernabó e Sabatini (por email)

Contato: info@mraya.com.ar

Crédito Foto: Divulgação/MRA + A Alvarez, Bernabó e Sabatini

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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