Climatização para edifícios mais sustentáveis

Fonte: Edíficios e Energia

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Portugal – A sustentabilidade na construção e nos sistemas de climatização e a apresentação de casos práticos no âmbito do conforto ambiental, tecnologias para a sustentabilidade e medidas para edifícios mais eficientes e sustentáveis dominaram a 14ª Jornada da Climatização, que tiveram lugar, ontem, na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

Manuel Pinheiro, do Instituto Superior Técnico, salientou que as condições de conforto nos edifícios são “muito importantes no espaço onde trabalhamos e vivemos”. “Não se pode dizer que um edifício é sustentável ou não é sustentável. É um caminho que se tem de fazer, focando-se em alguns aspectos, pelo que haverá sempre pontos fracos”, destacou o responsável.

Uma vez abordada a questão da sustentabilidade dos edifícios, os NZEB (Nearly Zero Energy Buildings) foram um assunto inevitável. Miguel Cavique, da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, trouxe o caso de um edifício que sofreu intervenção para obtenção de uma edificação de balanço energético zero, demonstrando que os resultados mais interessantes foram conseguidos na ventilação controlada e no controle de velocidade dos ventiloconvetores.

“Os países menos desenvolvidos é que estão construindo. Por isso, temos de transferir a tecnologia e conhecimento europeus para estes países que podem conseguir edifícios NZEB. O nosso desafio de tornar um edifício já construído em NZEB é maior”, explicou Carlos Lisboa, presidente da EFRIARC (Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado).

Outros exemplos concretos de estratégias e tecnologias de AVAC para a sustentabilidade dos edifícios chegaram da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (FCT –UA), que desenvolveu um estudo, dividido em dois, e um software, que teve por base a aplicação de termofisiologia humana na avaliação de conforto térmico. O objetivo é reduzir o consumo de energia no Campus de Gambelas. Um dos exemplos foi o de um sistema de chão radiante, a ser implementado em uma edificação construída no campus, explicou Eusébio Conceição, da FCT – UA.

A energia geotérmica (circuitos fechados) aplicada a sistemas de climatização, para o qual está em estudo um hotel em Loulé, ou as medidas de eficiência aplicadas no sistema de climatização no edifício da nova sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, incluíram-se, ainda, nos casos práticos apresentados nesta 14ª edição das Jornadas da Climatização.

A sessão terminou com a apresentação de um manual da REHVA, traduzido para português, “AVAC em Edifícios de Escritórios Sustentáveis – Uma ponte entre proprietários e engenheiros”.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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