Nível de água em reservatórios brasileiros é o menor desde 2001

Fonte: Agência Brasil

Divulgação: Engenharia Compartilhada

A falta de chuvas dos últimos meses fez com que o volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas que operam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingisse no início desta semana o nível mais baixo desde 2001, ano em que o país foi obrigado a adotar o racionamento de energia. Fontes de abastecimento hídrico das principais usinas geradoras de eletricidade do país, os reservatórios atingiram, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 20,93% de sua capacidade máxima nessa terça-feira. Na mesma data de outubro de 2001, o volume registrado atingia 21,39% do limite máximo.

Há duas semanas, a ONS divulgou uma projeção apontando que, caso a estimativa de chuvas para os próximos dias se confirme, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuará caindo e chegará, em 31 de outubro, a apenas 19,9% da capacidade máxima, o mais baixo percentual registrado desde 2000.

Nas duas regiões, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para alterar esse quadro. Nos reservatórios de Ilha Solteira e de Três Irmãos, no noroeste paulista, os níveis de armazenamento chegaram a zero – o que não significa que o rio tenha secado ou que as usinas tenham deixado de operar, embora o façam com restrições.

A situação é preocupante também na Região Nordeste. Na média, os reservatórios operavam, ontem, com apenas 17,5% de sua capacidade máxima. Abastecida pelas águas do Rio São Francisco, o reservatório da Usina de Sobradinho (BA) armazenava apenas 23,7% de seu limite máximo. Já as usinas de Luiz Gonzaga (BA/PE) e de Três Marias (MG) tinham, respectivamente, 17,7% e 3,5% da capacidade de armazenamento.

Repetidas vezes, autoridades do governo federal afirmaram que não há risco de desabastecimento de energia, pois o Sistema Interligado Nacional é “estruturalmente equilibrado” e “dispõe das condições para garantir o abastecimento nacional”, conforme nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro. Uma das medidas adotadas para compensar a eventual queda de geração das usinas hidrelétricas, complementando-a, é o acionamento das usinas térmicas – mais caras.

Publicado em Cidades | Com a tag , , | Deixe um comentário

62% do esgoto do País ainda tem como destino a natureza

Fonte: Engenharia Compartilhada

Cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm tratamento de esgoto devido, o que, para especialistas, mostra que as políticas de saneamento pararam no século de 19

 

 

 

 

 

 

 

 

As cem maiores cidades do Brasil despejam cerca de 3 mil piscinas olímpicas de esgoto por dia e, segundo o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, 70% delas não tem 50% do sistema de saneamento instalado e em operação.

As informações foram divulgadas na palestra O Brasil das Águas – Saneamento, Mananciais e Oceanos durante a última edição do evento Diálogos Capitais – Inovação e Sustentabilidade, promovido por CartaCapital nesta terça, 21.

“O saneamento no Brasil parou no século 19”, disse o presidente após citar que 100 milhões de brasileiro ainda não têm esgoto tratado. “Os últimos indicadores, datados de 2012, apontam que 62% do esgoto ainda não encontra rede adequada para ser encaminhado a estações de tratamento.”

A perspectiva, de acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico do Governo Federal, é tornar a rede de esgoto universal em 2033. Carlos mencionou que, historicamente, o Brasil utiliza rios e oceanos como diluidores de esgoto e lamentou o estado praticamente inativo dos comitês de bacias hidrográficas.

O presidente criticou o atraso em São Paulo, que tem metade do estado com rede de esgoto apropriada. A Amazônia não chega a 10%. Rondônia e Pará têm menos de 3%.

Na crista dos dados da Trata Brasil, o professor do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da USP Pedro Jacobi avaliou a gestão de recursos hídricos no Brasil como o resultado de um histórico de degradação ambiental. “Estamos mais focados em trazer água às casas do que em tratá-la como consequência”, argumentou.

Jacobi cobrou transparência dos governos e afirmou que há mal uso do dinheiro público em investimentos para o saneamento. “Os calendários e descontinuidades políticas acabam prejudicando a administração dos recursos hídricos.”

O estudioso afirma que não houve pressão popular suficiente para levar encanamento e tratamento às periferias, uma vez que os loteadores de bairros afastados se preocuparam em vender terrenos, não em trazer serviços. “Nosso histórico político de tutela patrimonialista nos faz ficar solidários e participativos apenas em momentos durante e pós-crise.”

Ricardo Rolim, diretor de relações institucionais, sustentabilidade e comunicação da Ambev, compareceu ao debate e lembrou que a indústria costuma figurar como vilã quando o tema é esgoto e tratamento de água. Defendeu, porém, que as empresas precisam criar um “círculo virtuoso” em toda a cadeia de produção. “De 2002 para cá, reduzimos em 38% o consumo de água da Ambev”, informou.

Publicado em Cidades | Com a tag , , | Deixe um comentário

Prédios comerciais alavancam construções sustentáveis no Brasil

Fonte: SECOVI

Por: SECOVI

Acesse aqui o artigo em sua origem.

O aumento de profissionais com experiência em projetar e construir edifícios sustentáveis e o avanço da produção nacional de materiais para viabilizar as obras diminuiu o custo extra da concepção dos prédios e alavancou este segmento da construção civil no Brasil. Hoje, a maioria dos projetos de edifícios corporativos em São Paulo e no Rio de Janeiro são elaborados sobre preceitos sustentáveis, uma vez que os prédios chancelados por selos específicos de sustentabilidade oferecem maior retorno financeiro aos investidores e aos operadores.

O número de edifícios certificados no Brasil deu um salto de 20 para 497 nos últimos cinco anos, como reflexo de uma demanda cada vez maior do mercado. “O movimento de crescimento é irreversível, até porque a demanda das grandes empresas, que é atendida pelas construtoras, avança cada vez mais e isso é o que vai continuar puxando o segmento, principalmente entre as edificações corporativas”, destacou o diretor de Sustentabilidade do Secovi- SP, Hamilton Leite.

Duas certificações contemplam o mercado brasileiro: a americana Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) e a francesa batizada em português de Alta Qualidade Ambiental (Aqua-HQE). Juntos, os selos contemplam os quase 500 edifícios chancelados.

De acordo com o consultor de sustentabilidade Luiz Henrique Ferreira, o selo Leed, que atesta a redução do consumo de energia e água em cerca de 30%, se tornou padrão entre as construções corporativas por assegurar maior retorno financeiro aos investidores. “Este certificado, por ser conhecido em todo o mundo, traz segurança para o investidor, pois chancela a concepção de edifícios que oferecem menores custos de operação e maiores taxas de ocupação. A economia de despesas com água e luz reflete na redução do valor do condomínio, o que se traduz em aumento do preço do aluguel e, consequentemente, maior retorno para o investidor”, explicou. A taxa de ocupação de empreendimentos comerciais sustentáveis pode ser até 23% maior em relação aos tradicionais, enquanto o valor da locação é, em média, 8% mais alto, de acordo com informações do Secovi-SP.

Redução no custo de construção

Um dos principais fatores que desencadearam essa evolução foi a redução contínua do custo extra dos projetos sustentáveis. Em 2007, quando uma agência do Banco Real, em São Paulo, recebeu pela primeira vez um selo de sustentabilidade no Brasil, o acréscimo no preço da obra foi de 30%. Esse percentual foi caindo até chegar à média atual de 10,5% para incorporadoras que não têm larga experiência com este tipo de construção, as iniciantes. Já para as incorporadoras experientes, o custo extra soma 5,1%, de acordo com dados publicados no livro “Tornando Nosso Ambiente Construído Mais Sustentável”, de autoria do consultor norte-americano Gregory Kats, traduzido para o português pelo Secovi-SP.

A disseminação de informação sobre a prática foi um dos principais elementos que possibilitaram a redução do custo. À medida que os cases de sucesso eram apresentados ao mercado, muitos profissionais da área se interessaram pelo tema e foram buscar capacitação. “O aumento da oferta de mão de obra especializada reduziu o custo das contratações e, por consequência, os desembolsos extra dos projetos, que ficaram mais viáveis”, pontuou Felipe Faria, diretor da Green Building Council (GBC) Brasil, entidade que regula a distribuição do Leed no Brasil. O selo está presente em 192 edifícios – a maior parte corporativos.

Outro fator determinante para a otimização do custo foi o aumento da produção nacional de materiais com tecnologias sustentáveis – como a tinta sem odor, por exemplo. “Ate 2007 tínhamos que importar quase todas as peças e materiais para viabilizar as obras, destacou o diretor da consultoria Sustentech Desenvolvimento Sustentável, Marcos Casado.

Um dos desafios do mercado para a manutenção do crescimento é incentivar a demanda dos selos também no segmento doméstico, de acordo com Leite, do Secovi. “Até o primeiro trimestre do ano passado, não existia nenhum edifício residencial pronto certificado no país. Essa disparidade entre corporativo e residencial é um dos desafios a serem vencidos para aumentar a expansão do mercado. Assim como as grandes empresas demandam imóveis sustentáveis, os consumidores também devem replicar o comportamento, principalmente os mais jovens, da geração Y, que têm uma carga grande de informação sobre o tema e vão começar a comprar imóveis nos próximos anos”, prevê Leite.

Imóveis residenciais

Enquanto o Leed ganha espaço entre os empreendimentos corporativos, o selo batizado de Alta Qualidade Ambiental (Aqua-HQE), versão adaptada da certificação francesa Démeche HQE, é utilizado largamente para certificar projetos residenciais. Dos 305 edifícios certificados pela Fundação Vanzolini, responsável pela administração do selo no país, 150 são residenciais. Entretanto, a maioria dos projetos ainda está em fase de execução. Ou seja, apenas cinco prédios já estão em operação, sendo testados pelo consumidor final.

“O Aqua é adaptado para o mercado brasileiro e leva em consideração as características culturais e climáticas do país. Isso explica a utilização em prédios residenciais e também em imóveis comerciais de grandes redes de varejo, como a Leroy Merlin, por exemplo”,afirmou o coordenador executivo da certificação Aqua, Manuel Carlos Reis Martins, que destaca o crescente interesse das construtoras em certificar empreendimentos residenciais.

“A Even adotou, em 2012, o convênio de empreendedor Aqua, no qual todos os edifícios habitacionais construídos em São Paulo e no Rio de Janeiro serão certificados. A Odebrech também impulsiona a certificação nos segmentos residencial e não residencial, mas atua por unidade de negócio. Cyrela e Gafisa, em ritmo mais reduzido, também já trabalham com empreendimentos chancelados”, pontuou Martins.

Para o consultor Ferreira, a qualidade das construções melhora gradativamente à medida que as construtoras estão cada vez ganhando mais experiência em viabilizar projetos. “O desafio é mostrar para o consumidor final as vantagens de morar em um imóvel sustentável”, afirmou. A opinião é compartilhada por Casado, da Sustentech. “É preciso disseminar o conceito entre os consumidores. Embora o segmento de construção sustentável cresça em uma taxa média anual de 30% no Brasil, ele não representa 4% da construção civil do país. Ainda há muito espaço para evoluir”, disse.

Publicado em Sustentabilidade | Com a tag | Deixe um comentário

O país do futuro…

Quem não se recorda de expressões como “País em Desenvolvimento” e “País do Futuro” que ouvíamos quando jovens e estudantes?

Agora, deixando a vaidade (medo de envelhecer…) de lado, há quanto tempo ouvimos estas expressões?

Há muito tempo….não?

Pois é, ainda tenho esperança de que cheguemos lá, apesar da inegável evolução pela qual passamos nas últimas décadas, ainda que morosa…

Há alguns meses, tive a chance de conversar um pouco com um colega que reside fora do Brasil sobre a imagem de nosso país para alguns integrantes do primeiro mundo, ouvindo dele de que ainda éramos vistos como um país das “oportunidades” e de muitas “riquezas” (fazendo menção as oportunidades de negócios e crescimentos), ao mesmo tempo em que éramos vistos como um país que permitia este “escoamento de riquezas” através dos braços e dedos de uma má administração, “salpicada” pela corrupção.

Lamentei muito ouvir isto deste colega europeu e doeu muito….confesso, mas há o que discutir?

Ontem vivenciamos mais uma página de nossa história política, pois vivenciamos uma nação literalmente dividida, com uma vitória extremamente apertada, fruto de um processo democrático.

Independentemente de preferências ou desapontamentos, prefiro olhar para frente com esperança……. sim, esperança de ver um governo que se sinta pressionado por praticamente metade da população e que busque corrigir os maus passos dados nestes últimos anos.

Esperança de ver “voltar a acelerar” esta máquina que vem notadamente reduzindo a sua velocidade há praticamente dois anos….

Como sempre, vamos fazer a nossa parte!

Publicado em Comentarios do Bloggeiro | Com a tag | Deixe um comentário

Produtos adequam retrofit à Norma de Desempenho

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Altair Santos MTB 2330

Acesse aqui a matéria em sua origem.

A prova de que a ABNT NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho mexeu com o mercado da construção civil está no volume de produtos recentemente lançados para atender os requisitos termoacústicos da norma. São mantas, contrapisos, esquadrias com vidros especiais e portas, entre outros equipamentos, que prometem adequar imóveis construídos antes de 19 de julho de 2013 (data da entrada em vigor da Norma de Desempenho) quando estes forem submetidos a obras de retrofit.

Para atender à norma, projetistas, construtores e arquitetos precisam conhecer o desempenho dos sistemas que adotam e aumentar o rigor na especificação e na escolha de produtos como portas, paredes de vedação, janelas, pisos, revestimentos e coberturas, além de levar em conta a vida útil da edificação. No caso das janelas, elas agora têm que vir com duas folhas de vidro. A qualidade da instalação destes equipamentos também é outro item exigido pela NBR 15575. Eles precisam ter desempenho mínimo de 25 dB (decibéis) de isolamento acústico. Antes, esse valor ficava em torno de 15 dB.

A mesma exigência serve para portas e batentes, principalmente no que se refere aos sistemas de paredes internas que dividem o apartamento de halls e áreas de circulação. “O mercado dispõe de tecnologias, com produtos e sistemas de isolamento acústico, que se utilizadas com critério não precisam fazer com que voltemos a construir como há 40 anos”, diz Davi Akkerman, presidente da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica).

Corrigindo a “laje zero”

No caso de retrofit em prédios construídos nos anos 1990, quando o mercado adotou a chamada “laje zero”, com espessura menor que 10 cm, também já estão disponíveis soluções que melhoram principalmente o desempenho acústico. Entre elas, as argamassas a base de vermiculita expandida, que podem ser aplicadas tanto em paredes de vedação quanto em contrapisos. A vermiculita é um mineral que, quando aquecido, se transforma em floco expandido com alto potencial de isolamento térmico e acústico.

Outras opções já existentes são as mantas termoacústicas. Há modelos para quase todos os tipos de obras deretrofit. Algumas não requerem reformas tão profundas e podem ser colocadas sobre o contrapiso, antes da aplicação do revestimento, sejam eles pisos de madeira, cerâmicas ou porcelanatos. Há também mantas para serem usadas durante a construção das lajes, e que prometem melhorar o desempenho acústico em até 40%, assim como mantas próprias para o isolamento térmico das lajes de cobertura.

Quem busca soluções mais sustentáveis, reconhecidas inclusive pela certificação LEED, tem a opção da argila expandida, que pode ser aplicada solta ou ensacada e serve tanto como elemento para aumentar o desempenho térmico quanto para obter desempenho acústico. Material leve, ele se encaixa perfeitamente entre a laje e o contrapiso. Também tem propriedades para servir como base para “telhados verdes”. Neste caso, a aplicabilidade deve ser entre a manta asfáltica e a manta de drenagem.

Entrevistado

Davi Akkerman, presidente da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica)

Paulo Ricardo, bussiness advisor da Styroplast Cinexpan, empresa especializada em argila expandida

Contatos

http://www.proacustica.org.br/fale-conosco.html

http://www.styroplast.com.br

argila@cinexpan.com.br

Créditos Fotos: Divulgação

 

 

Publicado em Normas Técnicas | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Energia nuclear poderá suprir demanda energética no País, nos próximos anos

Fonte: O Estado do Ceará

Acesse aqui a reportagem em sua fonte.

O baixo volume de chuvas em diversas regiões do Brasil, principalmente no Sudeste, renova, segundo os especialistas, a necessidade de haver continuidade de investimentos em usinas nucleares. Isto porque a seca, que já está afetando o fornecimento de água para a população, também compromete a geração de energia por parte das usinas hidrelétricas, que estão com seus volumes muito baixos, aumentando a importância das nucleares. A avaliação foi debatida, ontem, durante no 3º Seminário sobre Energia Nuclear, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

De acordo com presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Aquilino Senra, a matriz energética brasileira é muito baseada em usinas hidrelétricas, que vem sendo afetada pelas reiteradas e prolongadas secas nos últimos anos. “No Brasil, a produção hídrica contribui com 92% de toda energia gerada. Os 8% restantes vêm de uma complementação térmica, na qual a nuclear tem um papel de 4%. Essa situação de baixos reservatórios levará a uma tomada de decisão mais rápida sobre a expansão da produção de energia nuclear. É inevitável, nas próximas décadas, um potencial de crescimento nuclear”, disse Senra.

O supervisor da gerência de Análise de Segurança Nuclear da Eletronuclear, Edson Kuramoto, disse que a menor quantidade de chuva, nos últimos anos, forçou o governo a utilizar totalmente as usinas térmicas, incluindo as nucleares, para garantir o fornecimento. “Hoje está demonstrado que a matriz energética brasileira é hidrotérmica. Desde 2012, com a redução das chuvas, os reservatórios estão baixos, e as térmicas foram despachadas justamente para complementar a falta da geração hidráulica. A energia nuclear tem que ser lembrada, porque o Brasil domina o ciclo, e nós temos grandes reservas do combustível”, disse Kuramoto.

NECESSIDADE

Ainda segundo Kuramoto, além das usinas Angra 1 e 2, já em funcionamento, e Angra 3 (foto), que está em construção, o Brasil precisará de, pelo menos, mais quatro usinas nucleares para atender à demanda, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste. “O potencial de hidrelétricas que temos ainda é no Norte do País, mas está difícil o licenciamento de novas usinas com reservatórios. No passado, nossas hidrelétricas suportavam um recesso de chuvas de seis ou sete meses, hoje é de três meses. Então o País vai ter que investir nas usinas térmicas. Até 2030, finda o nosso potencial hidráulico. A partir daí, o Brasil terá de construir novas térmicas, sejam nucleares, a gás, óleo combustível ou carvão”.

Segundo o presidente da INB, o Brasil tem garantidas reservas de urânio pelos próximos 120 anos, no mínimo. Isso garante um custo baixo do combustível, que ainda tem a vantagem de não emitir gases que causam o efeito estufa. Para Senra, a questão da segurança, muito questionada por causa do acidente da Usina de Fukushima, no Japão, já está solucionada com as novas gerações de reatores usados, atualmente, nas usinas. E o Ceará possui uma das maiores reservas de urânio no País – a mina de Itataia –, situada na região limítrofe entre os municípios de Santa Quitéria, Madalena e Itatira, nos sertões de Canindé, que deverá produzir cerca de 1.200 toneladas de urânio e 170 mil toneladas de ácido fosfórico, além de 600 mil toneladas de minério fosfatado anuais.

Publicado em Cidades | Com a tag , , | Deixe um comentário

UFPEL promove Curso de formação de Consultores em Eficiência Energética

Fonte: Procel Info

Acesse aqui a divulgação em sua origem.

O Laboratório de Conforto e Eficiência Energética da Universidade Federal de Pelotas – LABCEE|UFPel – realiza o VII Curso de Formação de Consultores em Eficiência Energética em Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas – RTQ-C.

O LABCEE da UFPEL faz parte dos 14 laboratórios de Conforto Ambiental da Rede R3E e sendo um dos quatro laboratórios selecionados pela Eletrobras para desenvolver um Organismo de Inspeção Acreditado ao Inmetro.

Todos os participantes do curso receberão certificados participação no curso de extensão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Os participantes que obtiverem média mínima 7,0 receberão também certificados de consultor com chancela da Eletrobras.

Local: Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPEL – Rua Benjamin Constant, 1359 – Pelotas

Divulgação e inscrições: 18 de setembro a 10 de outubro de 2014

Confirmação da inscrição: Até 10 de outubro de 2014

Etapa Presencial I – Módulo I – 12 horas: 17 e 18 de outubro de 2014 (sexta as 14:00 às 17:30 e 19h às 22h30) ou (sábado das 08:30 às 12:00)

Etapa à distância – Módulo II – 76 horas: 19 de outubro a 20 de novembro de 2014

Etapa Presencial II – Módulo 3 – 12 horas: 21 e 22 de novembro de 2014(sexta as 14h às 17:30 e 19h às 22h30) ou (sábado das 08:30 às 12:00)

Correção final e divulgação das notas: 22 de dezembro de 2014

Investimento: R$ 750,00

Inscrições: labcee@hotmail.com ou (53) 3284-5509

Carga Horária: 100 horas

 

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Eficiência Energética | Com a tag , , | Deixe um comentário

Economia de energia industrial traz mais lucratividade

Fonte: Salmerão

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Se as indústrias implantarem ações de eficiência energética e realizá-las de forma adequada e segura conseguirão uma economia direta entre 25 e 40% a menos em sua conta de energia. Sem contar outros ganhos indiretos como a redução no custo de sua produção e no ganho significativo em uma margem de lucro.

Com essas melhorias, o impacto que o preço final de cada produto oferece poderá ser sentido, elevando mais a competitividade da indústria num mercado globalizado. Isso porque o setor industrial é responsável em aproximadamente 46% do consumo total de energia elétrica no país, onde somente os motores de cada absorvem 51% da energia consumida.

Quando se trata em fazer redução de desperdícios e economizar mais energia, entre as principais recomendações estão a otimização do sistema motor-equipamento, correção do fator de potência baixo, substituição de motores superdimensionados e redução dos picos de demanda.

Tendo em vista os diversos tipos de motores elétricos que existem, o que mais têm significado no mercado nacional é o de motor de indução trifásico, pois este usa 75% do consumo total de energia elétrica em força motriz.

O volume anual de venda de tais motores se torna muito representativo e só no mercado brasileiro existem duas linhas distintas de fabricação para motores em potência de até 250 cv: a linha de alto rendimento e a linha padrão mais eficiente.

Ao considerar apenas os motores usados nas indústrias, no caso de motores maiores que 30 cv, a transformação da energia elétrica à energia mecânica vai acumular uma perda de 10% de rendimento. Agora, se considerarmos a iluminação industrial, podemos dizer que as lâmpadas em LED de boa qualidade podem se tornar um fator importante de vantagem competitiva, reduzindo custos operacionais, proporcionando uma economia na conta de luz, aquisição de materiais, mão de obra e melhora no desempenho do sistema de ar condicionado no caso de uma área industrial mais sofisticada.

Publicado em Eficiência Energética, Sustentabilidade | Com a tag | Deixe um comentário

Momento é favorável para investimentos em infraestrutura, avalia FMI

Fonte: Valor Online

Por: Sergio Lamucci (Valor)

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

O momento é propício a um empurrão na infraestrutura, num quadro em que os custos de empréstimos são baixos e a demanda é fraca nos países desenvolvidos e há gargalos nessa área em muitas mercados emergentes, como o Brasil, e também em economias em desenvolvimento, diz o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em relatório divulgado nesta terça-feira, o FMI afirma que projetos financiados por meio de dívidas podem ter grandes efeitos sobre a produção sem aumentar a relação dívida/ PIB, se necessidades claramente identificadas forem atendidas por meio de investimentos eficientes.

“Aumentar o investimento público em infraestrutura eleva a produção no curto e no longo prazo, especialmente durante períodos de ociosidade na economia, e a eficiência do investimento é alta”, diz o relatório. O FMI nota que, cinco anos depois da crise financeira global, a recuperação mundial continua fraca. “Em muitos países avançados, ainda há folga significativa de recursos na economia e a inflação segue muito baixa na zona do euro. “A retomada da demanda ainda não ocorreu, apesar do período prolongado de política monetária acomodativa. Há preocupações de que a demanda fique persistentemente fraca, uma possibilidade chamada de “estagnação secular”.

Nos países emergentes, as preocupações são de outra natureza, segundo o FMI. “Depois de uma forte recuperação depois da crise, as taxas de crescimento nos últimos anos caíram não apenas abaixo do pico do pós-crise de 2010 e 2011, mas também abaixo dos níveis observados na década antes da crise. “A natureza persistente da desaceleração sugere que fatores estruturais têm peso nesses acontecimentos”, diz o Fundo, observando que a série decepções com o crescimento levaram a uma revisão para baixo das projeções de expansão de médio prazo. “Embora vários fatores devam ter um papel nesse processo, uma preocupação frequentemente manifestada é a infraestrutura inadequada”, aponta o relatório.

“Em muitos países emergentes, incluindo Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, gargalos de infraestrutura não são apenas uma preocupação de médio prazo, mas são apontados como uma restrição mesmo para o crescimento de curto prazo”, resume o FMI. “Em países de baixa renda, deficiências na disposição de infraestrutura permanecem notórias, sendo frequentemente citadas como um obstáculo para o desenvolvimento de longo prazo.”

Para economias com necessidades de infraestrutura claramente identificadas e com processo de investimento público eficiente, e onde há ociosidade e acomodação monetária, há fortes motivos para que o setor invista mais na área, diz o estudo. Nas últimas três décadas, houve uma queda significativa do capital público como fatia da produção em países avançados, emergentes e em desenvolvimento.

O FMI nota, contudo, que essas conclusões não podem ser tomadas como uma recomendação cega para investimento público financiado por meio de dívida em todas as economias. “Reações adversas do mercado u2013 que podem ocorrer em alguns países com relações dívida/PIB já elevadas ou onde os retornos de infraestrutura são incertos u2013 podem aumentar os custos de financiamento e elevar adicionalmente a pressão sobre o endividamento”, adverte o Fundo.

Nesse cenário, um ponto fundamental para reduzir o potencial “trade-off” entre maior produção e maior dívida pública é aumentar a eficiência do investimento, diz o relatório. Melhorar os processos de investimento do set or público deve ser uma prioridade.

O relatório é o capítulo 3 do Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), a ser divulgado na íntegra na semana que vem, na reunião anual do FMI e do Banco Mundial, a ser realizada em Washington.

Publicado em Cidades | Com a tag , | Deixe um comentário

Imóveis sustentáveis podem ter IPTU até 10% mais barato

Fonte: A Tarde

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

A partir de 2015, os imóveis construídos em Salvador com equipamentos ambientalmente sustentáveis, como aproveitadores da água da chuva e geradores de energia solar, poderão habilitar os seus proprietários a pagar o IPTU com um desconto de até 10%.

Apesar da expectativa de que a implementação desses equipamentos eleve em até 12% o preço dos imóveis, o apelo ecológico e as compensações financeiras a longo prazo levam construtoras e incorporadoras a acreditarem que os prédios verdes vão despertar o interesse dos compradores.

“No longo prazo, é um ótimo investimento. Pense que o imóvel não é como um automóvel, que tem que ser trocado após cinco anos”, avalia o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Luciano Muricy Fontes.

O empresário declara, inclusive, que a prefeitura de Salvador foi “conservadora” ao estipular as alíquotas de desconto para o IPTU Verde. Mas ainda assim considera que esse será um fator determinante na decisão de comprar ou não um imóvel. “O comprador vai fazer as contas e ver o quanto ele poderá economizar em água, luz e condomínio”, afirma o presidente da Ademi, destacando que essa economia será acumulada ao longo de décadas.

Outro fator que pode impulsionar a venda de imóveis sustentáveis é a conscientização ecológica. O apelo de ter um imóvel que demanda menos energia e consome uma quantidade menor de água se encaixa perfeitamente com as preocupações de uma sociedade que ouviu a previsão de que o rio São Francisco será extinto e convive com a expectativa de falta d’água em São Paulo, como observa o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), Carlos Henrique Passos.

Foi na moderna sede de sua entidade, aliás, que a prefeitura do Salvador apresentou, no mês passado, a minuta do projeto, que está em fase de consulta pública, antes de ser sancionado pelo Poder Executivo. O próprio prédio, inaugurado em dezembro de 2013, já traz elementos “verdes”, como persianas para aproveitamento da luz natural e uma fonte de geração de energia solar.

As regras

Para se inserir no IPTU Verde a partir de 2015, o imóvel, em construção ou em reforma, deverá totalizar um mínimo de 50 pontos com a soma dos itens considerados pela legislação municipal para esses fins, como aproveitamento da água da chuva, uso de energia solar e até projeto paisagístico. Além dos itens propostos originalmente em 2009 pelo autor do projeto, Paulo Câmara, estão sendo levadas em conta contribuições feitas pelos técnicos da prefeitura e sugestões de empresários da construção.

O imóvel que atingir a pontuação mínima fará jus ao selo bronze e terá um desconto de 3% no valor do IPTU; com os 75 pontos do selo prata, o desconto sobe para 6%; e quem atingir 100 pontos (selo ouro) ganha o desconto máximo permitido de 10%. A fiscalização será feita pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).

Para Carlos Henrique Passos, do Sinduscon, o IPTU Verde vai incentivar a construção de edifícios sustentáveis por incorporar um ganho financeiro para quem investe em imóveis, com a redução de impostos, ao mesmo tempo em que acena com a preocupação com a ecologia. “É uma forma de minimizar o impacto ambiental que a construção civil gera”, avalia.

Autor do projeto, Paulo Câmara, ressalta que a ideia de trazer o IPTU Verde para Salvador começou a amadurecer ainda em 2009 e foi abraçada pela atual gestão da prefeitura da capital.

“Nesse momento, o projeto está aberto à consulta popular. E o processo está sendo conduzido pelo secretário Cidade Sustentável, André Fraga”, acrescenta Câmara.

O IPTU Verde já é adotado em Camaçari, primeiro município baiano a aderir à ideia, e em diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Curitiba, Guarulhos, São Vicente e Araraquara, entre outras. A previsão é que o novo imposto esteja em vigor na capital baiana a partir do ano que vem.

Publicado em Cidades, Sustentabilidade | Com a tag , , | Deixe um comentário