O desenvolvimento de cidades ecologicamente equilibradas

Fonte: Folha de SP

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Uma cidade ecologicamente equilibrada é aquela onde o planejamento urbano e as ferramentas de gerenciamento ambiental são aplicados para gerar sinergia na utilização dos recursos naturais, na gestão de resíduos,
na preservação do meio ambiente e na promoção do desenvolvimento econômico dentro de um ambiente saudável.

Tornar as cidades e os novos desenvolvimentos urbanos ecologicamente estruturados é uma prioridade urgente na busca da demanda global por sustentabilidade.

Hoje, as cidades consomem aproximadamente dois terços de toda a energia produzida no mundo, e são responsáveis por mais de 70% das emissões de gases que provocam o efeito estufa. Em 2030, as cidades demandarão cerca de 70% da demanda global por energia e serão também as grandes responsáveis por pela emissão de CO2 na atmosfera.

Portanto, não será possível alterar esse quadro se não tivermos políticas muito claras de incentivo às tecnologias de produção de energia limpa e conscientização da sociedade sobre tal necessidade. Planejamento urbano que tenha conceitos de sustentabilidade pode tornar as cidades atrativas do ponto de vista de financiamentos voltados ao estímulo de ações sustentáveis. As parcerias entre governo e iniciativa privada serão fundamentais para atingir esses objetivos.

Os planejadores de cidades ecologicamente equilibradas deverão encarar o desafio de entender a dinâmica das mudanças necessárias e a crescente complexidade de um futuro que deve bem relacionar tecnologia e as novas transformações sociais.

É necessário que se desenvolva dentro das cidades um mercado para produtos imobiliários ecologicamente equilibrados. Não menos importante é reduzir os custos no desenvolvimento e na operação do que podemos chamar de “eco práticas” urbanas. Incentivos fiscais e urbanísticos, que estimulem a produção da cidade e a sua transformação com respeito aos conceitos de sustentabilidade são igualmente necessários.

As cidades abrigarão as atividades industriais em parques tecnológicos especialmente planejados para minimizar os impactos ambientais, não só com tecnologia e processos de redução da poluição, mas também com modelos e equipamentos que economizem energia, usem materiais reciclados de descarte de outras indústrias e promovam parceria com universidades para o desenvolvimento de novas e específicas tecnologias.

Existe uma relação muito próxima entre transporte e a forma urbana, quando se espera estruturar modelos de desenvolvimento para “eco cidades”. Isso envolve a definição de zonas compactas de uso misto, de centralidades orientadas para escala humana, de estímulos ao uso do transporte público, melhorando a qualidade de ônibus, trens e metrô, com conforto ao usuário, além de criar uma rede permeável que atenda, com eficiência, a grande maioria das viagens urbanas.

Modelos de transporte não motorizado e de formas inteligentes para estimular a preservação de áreas naturais em zonas urbanas combinados com medidas que promovam educação e inclusão social são importantes aliados no planejamento de cidades ecologicamente equilibradas.

O desenvolvimento econômico precisa ser fundamentado na criatividade e inovação, para que se fortaleçam as estruturas ambientais, sociais e culturais de uma cidade. Todas essas dimensões devem ser operadas dentro de um arcabouço estruturado por uma visão reformista e orientada para a sustentabilidade. Porém, calcada em preceitos voltados à realidade local de cada núcleo urbano.

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Brincando de apostas com o futuro…. o que fazer??

Geração “Nem-Nem”…Risco elevado de desabastecimento de energia em algumas regiões…. Crise hídrica no país… Falta de mão de obra capacitada… Ministro do Meio Ambiente não acredita no aquecimento global… etc..

Se olharmos as manchetes e divulgações por blogs e diversos outros meios de comunicação, certamente nos depararemos com algumas das frases acima…

Concordem ou não, vivenciamos hoje uma época de pleno desafio não só para o governo brasileiro e para os líderes mundiais, como também e principalmente, para as nossas profissões / carreiras e para os nossos gestores.

É fato que a letargia de nossos governantes não possibilitam uma velocidade e até mesmo o foco necessário / requerido para qualquer reação.

Mas o que fazer? Sentar e chorar ou reclamar? Esperar a “banda passar??

Sinceramente, eu não acredito em milagres sem esforço e sem planejamento…

Por outro lado, temos capacidade, criatividade e um nível de empreendedorismo tal, que nos possibilita buscar por melhorias e resultados. Há muitos anos, enquanto ainda estudante de engenharia, ouvi de um professor universitário que havíamos (Brasil) sido reconhecidos na França como um dos países que registravam o melhor nível de criatividade entre os engenheiros.

Neste sentido, acredito piamente na força de nossos gestores, de nossas entidades associativas e institutos, assim como na força de nossas instituições de ensino (academia), desde que consigamos trabalhar em conjunto com as empresas e com profissionais embuídos em resultados comuns.

Acredito também que 2015 deverá ser explorado como a plataforma ideal para a realização de reuniões, feiras, seminários e congressos que mobilizem os diversos setores da indústria e mercado.

Muitas vezes, grandes movimentos se iniciam com pequenas ações…

Aos profissionais do mercado de gestão em Operação & Manutenção, assim como de gestão de Facilidades, vejo ainda a falta de uma maior capacitação de diretrizes conjuntas que produzam e registrem resultados. Precisamos não somente “dar o exemplo”, mas “criar exemplos” para o país e para os nossos governantes em diversas suas diversas esferas…

Vemos hoje diversos grupos reunidos no Brasil, como o CBCS com o seu grupo que discute a eficiência energética em edificações, como o BCA e ABRAVA que mantém um grupo de discussão sobre o Comissionamento e que reúne os profissionais do mercado, a ASHRAE através de seu Chapter Brasil, a ASBRAV com o seu belo e expressivo trabalho na região sul, o SINDUSCON e tantos outros…., embora ainda enxerguemos uma freqüência aquém da esperada nas reuniões.

Sentimos também a falta de uma maior participação das empresas e profissionais do mercado em discussões promovidas por importantes associações como a ABRAFAC, a ABRALIMP, ABRAMAN, ABEMPI, entre outras, movimentando o mercado de gestão e serviços de uma forma mais efetivas, com metas e buscando por resultados.

Como ex-presidente e conselheiro de algumas associações, lhes digo que não há como mobilizar o nosso mercado se também este (o mercado) não se demonstrar interessado e disposto à unir forças para transformar o nosso mercado.

No setor de Facilities, por exemplo, temos algumas poucas empresas que reúnem juntas os principais edifícios e empreendimentos no país, assim como temos algumas empresas que reúnem juntas uma grande fatia do mercado de Facility e Property.

Pode-se dizer que o mesmo ocorre no setor de Manutenção Predial e Industrial.

Eu lhes pergunto, será que não temos força para provocar mudanças?

Será que não conseguiremos nos organizar e canalizar a energia disponível nestes mercados em fóruns específicos?

Será que não conseguiremos trabalhar em 2015 e 2016 a melhor capacitação e difusão de conhecimento em nossos profissionais no mercado?

A minha resposta é SIM, pois temos força para tal. O que não temos ainda é a organização necessária, o que precisará ser revisto em 2015, se não desejarmos brincar de apostas com o futuro, assim como fazem os nossos governantes.

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Água e Energia: perspectivas para 2015

Fonte: Revista Infra

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Encontro realizado pela ABRAMAT abordou possíveis soluções para a crise de água e energia

A constante queda nos volumes dos reservatórios do Estado de São Paulo e a tendência de elevação de tarifas de energia elétrica levou a ABRAMAT – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – a realizar o evento Água e Energia: o que esperar para 2015, com o objetivo de debater novos caminhos para driblar a crise hídrica e fazer com que as empresas do setor mantenham-se em crescimento. Realizado no Hotel Transamérica Executive, o encontro foi aberto pelo presidente da ABRAMAT, Walter Cover, e contou com a presença da Gerente do Departamento de Meio Ambiente DMA/Fiesp, Anicia Pio, e do Diretor Presidente da Votorantim Energia, Otavio Carneiro de Rezende.

Na abertura, Cover falou sobre a importância em debater o tema para que as empresas encontrem alternativas para manter o abastecimento de água ao longo do próximo ano. “Com a crise da água e os volumes dos reservatórios em queda no Estado, precisamos manter o setor abastecido e, por isso, temos que debater mecanismos para que as empresas mantenham o crescimento”, afirmou o presidente da ABRAMAT.

De acordo com balanço divulgado pela Sabesp, o Sistema Cantareira é o que apresenta maior baixa entre os seis reservatórios: está com apenas 7,0% de volume disponível, já considerando o uso da 2ª parte do volume morto. Enquanto o Sistema Alto Tietê armazena 10,6% de sua capacidade, o Sistema Rio Claro está com 28,1% de sua reserva. Já o Alto Cotia mantém 30,3% do volume e o Guarapiranga, 35,9%. O Sistema Rio Grande, que abastece 1,6 milhões de pessoas, está com 65,2% de sua capacidade.

Na avaliação de Anicia Pio, serão necessários de 3 a 4 anos consecutivos com regime de chuva próximo da média histórica constantes para que os reservatórios tenham o volume normalizado. Às empresas, a especialista reforçou a necessidade da redução no consumo de água. “O recomendado é reduzir o consumo, buscar fontes alternativas, reutilizar água e fazer campanhas permanentes de conscientização”, destacou. Dados da FIESP apontam que 67% das empresas do setor estão preocupadas com a possibilidade de racionamento, enquanto que 47% acham que haverá impacto na produção.

Já o Diretor da Votorantim Energia ressaltou que o setor elétrico vem passando por importantes mudanças estruturais e conjunturais que impõem aos agentes a necessidade de uma gestão estratégica do consumo de energia. “Incertezas e mudanças futuras podem ampliar a complexidade do mercado de energia. Entretanto, antecipar-se a essas mudanças pode ampliar a competitividade, mitigar os efeitos colaterais e garantir uma gestão energética eficiente”, apontou Rezende.

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Síndicos Profissionais se encontram em 27/02 /15

Fonte: Revista Infra

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Uma iniciativa da revista INFRA e RV Gestão Empresarial apresentará modelo de gestão para edificações comerciais e residenciais

Hoje, muito mais do que ser síndico que cuida da gestão edifícios (comerciais e/ou residenciais), administrando e focando na transparência das contas, os usuários/proprietários e investidores dessas edificações precisam de serviços diferenciados e atrativos que os estimulem investir na edificação e no bem estar da comunidade a que ela pertence. Por isso, cresce a procura por síndico profissional, afinal proprietários precisam de tranquilidade quando o tema é administração patrimonial.

Infelizmente muitos síndicos, ainda não acompanharam o impacto que o desenvolvimento econômico, financeiro e as concorrências trouxeram para dentro das comunidades prediais. Fazendo um comparativo, no passado, um profissional da área financeira era um “guarda-livros”, da mesma forma que uma pessoa da área de serviços que respondia como “serviços gerais”, hojé é um “facility manager”. Enfim, muita coisa mudou, tanto que o antigo “síndico, às vezes zelador”, hoje é um “síndico profissional”.

No evento os participantes vão poder compartilhar exemplos de gestão que incluem serviços diferenciados, através dos cases de três empreendimentos: Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen, Reserva do Uno e Península Corporate, todos no Rio de Janeiro. Neste encontro os síndicos compartilharão que mais do que administrar contas, sua gestão estará trazendo resultados financeiros para usuários, proprietários e investidores. E é claro, melhor remuneração para ele, enquando um síndico profissional!

Mais informações e inscrições, acesse: http://bit.ly/1vNj0kQ

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Momento é o melhor da história para engenheiros

Fonte: Exame.com

Por: Cláudia Gasparini

Divulgação: Engenharia Compartilhada

Acesse aqui o artigo diretamente no site da Engenharia Compartilhada.

No Brasil, engenheiros são bastante demandados. Um relatório do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que o país precisará de 600 mil a 1,15 milhão deles para atender à expectativa das indústrias até 2020.

O cenário não se limita ao mercado brasileiro. O engenheiro é o 2º profissional mais escasso do mundo, de acordo com uma recente pesquisa do Manpower Group.

Mas como a intensa busca por profissionais qualificados na área pode se traduzir em oportunidades? Quais são as competências mais exigidas? O que se pode esperar do futuro da profissão?

Para abordar o assunto, EXAME.com conversou com os engenheiros Charles Alexander e James Watson, autores do recém-lançado livro “Habilidades para uma carreira de sucesso na engenharia” (AMGH).

Alexander é professor de engenharia elétrica e engenharia da computação na Cleveland State University. Já Watson preside a consultoria de carreira Watson Associates.

Na opinião de Alexander, os engenheiros vivem “o momento mais excitante da história” para a profissão. Veja a seguir os principais trechos da entrevista e entenda por que ele diz isso:

EXAME.com: Por que os engenheiros ainda são escassos pelo mundo?

James Watson: Parte dessa situação se explica pelo fato de que engenheiros têm assumido outras posições no mercado que nada têm a ver com sua área original. Isso ocorre porque eles têm competências únicas para liderar e aplicar técnicas de resolução de problemas de qualquer área, mesmo fora da engenharia. É uma tendência que só parece crescer.

Charles Alexander: Eu diria também que sempre houve dificuldade para atrair estudantes para a carreira da engenharia. Ainda é preciso mostrar a eles que a profissão vale a pena, que essa é uma carreira empolgante.

EXAME.com: Quais são as consequências dessa escassez para a área?

James Watson: Uma das principais consequências é que há muito mais espaço para seguir carreiras globais. As perspectivas nesse sentido são talvez as melhores da história. Hoje qualquer país busca engenheiros. Por isso, muitos estudantes têm apostado em cursos no exterior, mirando empresas estrangeiras ou em multinacionais.

EXAME.com: Segundo dados do Ipea, 59% dos engenheiros brasileiros trabalham em funções atípicas, ocupando cargos ligados a gestão e negócios, por exemplo. O que explica essa diversificação de papéis?

James Watson: Engenheiros conseguem transpor princípios técnicos para contextos não-técnicos. Essa competência é um recurso muito importante para as empresas. Isso é basicamente o que explica a expansão do papel dos engenheiros para além da sua própria área. Eles tendem a ser bons líderes e identificar soluções estruturais para praticamente qualquer processo, o que é essencial para o sucesso de um negócio.

EXAME.com: O que as empresas esperam de um engenheiro hoje?

James Watson: Que sejam competentes para aplicar tecnologia, mas também que saibam trabalhar em equipe. Nenhuma empresa mais gosta de gastar tempo e dinheiro ensinando um engenheiro a trabalhar com outras pessoas. Por esse motivo, elas têm pedido às universidades que incluam comunicação e outros assuntos não-técnicos no currículo do curso.

Charles Alexander: As habilidades de relacionamento ganharam muita importância. No passado, muitas empresas faziam treinamentos sobre esse assunto. Hoje, o engenheiro já deve vir com essa habilidade incorporada, aprender por sua própria conta.

EXAME.com: Virou lugar-comum dizer que, por conta de sua formação técnica, engenheiros têm dificuldade com as “soft skills”, como empatia e relacionamento interpessoal…

Charles Alexander:  Isso é um mito. Muitos engenheiros também têm competências ligadas à comunicação e às pessoas. O problema é que a maioria das escolas de engenharia não se preocupa em mostrar aos estudantes a importância de aprender e aprimorar as “soft skills”. Por isso eles acabam não compreendendo a necessidade dessas competências para a carreira.

EXAME.com: O que um engenheiro pode esperar do futuro da profissão?

Charles Alexander: Este é o momento mais excitante na história para ser engenheiro. Vamos ver mais engenharia sendo feita nos próximos 10 anos do que em toda a história. A empregabilidade desses profissionais deve explodir para atender as necessidades humanas em áreas diversas, como indústria, serviços, saúde, infraestrutura, meio ambiente, energia, e muitas outras.

James Watson: A tecnologia continua crescendo velozmente e impactando muito nossas vidas. O papel dos engenheiros deve crescer cada vez mais, sobretudo por causa da habilidade que eles têm de aplicar tecnologia na resolução de qualquer problema. O detalhe é que eles precisarão aliar isso a competências de relacionamento. É aí que entram as empresas e universidades com o papel de prepará-los bem tanto sob a perspectiva técnica quanto sob a não-técnica.

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Setor de energia vê risco iminente de apagão no Sudeste

Fonte: O Tempo – BH – Contagem / MG

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) elevou nesta quarta de 4,2% para 4,9% o risco de desabastecimento de energia na região Sudeste/Centro-Oeste neste ano. Com isso, o risco se aproximou do limite tolerado pelo Conselho Nacional Política Energética (CNPE), que é de 5%. Na região Nordeste, o risco subiu de 0,3% para 1,2% neste ano.

Esses números consideram a série histórica de chuvas dos últimos 82 anos. Considerando a série sintética, que desdobra a série histórica de 82 anos em 2.000 cenários artificiais, o risco de desabastecimento de energia subiu ainda mais. Para as regiões Sudeste/Centro-Oeste, o risco atingiu o patamar de 7,3%, ultrapassando o limite fixado pelo CNPE. Para o Nordeste, o risco subiu para 2,5%.

O governo manteve a avaliação segundo a qual outras ações podem ser adotadas para manter o suprimento de energia. Mais uma vez, essas possíveis medidas não foram detalhadas. Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como a estratégia que vem sendo adotada desde 2014, para preservação dos estoques nos principais reservatórios de cabeceira do Sistema Interligado Nacional (SIN), diz a nota divulgada nesta quarta à tarde.

Adequadas. Ainda assim, o Ministério de Minas e Energia (MME) reiterou que as condições de abastecimento de energia para este ano estão adequadas”, principalmente devido às usinas térmicas, usadas para complementar a geração das hidrelétricas.

Segundo o ministério, as chuvas continuaram abaixo do volume normal na maioria das regiões em dezembro. No Sudeste/Centro-Oeste, atingiram 85% da média; no Nordeste, 64%; e no Norte, 80%. Apenas no Sul as chuvas ficaram acima da média histórica e atingiram 106%.

Sem alarde?
Sobra.
A nota do ministério destaca que há uma sobra estrutural de 7,3 mil MW médios de energia no país e que está prevista a entrada de 6,4 mil MW médios em novos empreendimentos.

Indefinido novo socorro às elétricas

BRASÍLIA. Contrariando expectativas do setor e do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixou nesta quarta à noite a pasta de Energia afirmando que ainda não há solução para o rombo, de novembro e dezembro, das distribuidoras. Após duas horas de reunião, não houve definição sobre o novo empréstimo de R$ 2,5 bilhões às empresas.

A questão tem que ser estudada porque tem complexidades, como a situação hidrológica. Dentro do realismo tarifário, nós certamente vamos tentar encontrar um encaminhamento, disse Joaquim Levy.

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A&F lança cursos voltados à Operação & Manutenção em Edificações Comerciais

Reconhecida como uma das mais sólidas e experientes consultorias em Operação, Manutenção e Comissionamento, e líder em sua atividade de consultoria em Engenharia desde 2001, a A&F Partners Consulting iniciará o ano de 2015 com um novo projeto, voltado à capacitação de profissionais em nosso mercado, utilizando sua experiência e a qualidade com a qual construiu a sua história.

Trata-se de aliar toda a sua experiência em Consultoria e em Docência em diversos Cursos e Instituições de renome no Brasil à demanda no mercado por uma melhor qualificação dos profissionais, em busca de seu desenvolvimento e crescimento.

Serão inicialmente 2 cursos no primeiro semestre e 2 previstos para o segundo semestre de 2015, todos realizados em São Paulo.

Aos interessados, seguem abaixo os conteúdos programáticos e links para acesso às páginas.

Código: OM-1 e OM-2

Curso: Gestão da Operação & Manutenção em Empreendimentos Comerciais

O curso é formado por dois módulos, sendo:

OM-1 – Conhecendo a infraestrutura predial (8 horas)

Trata-se de um módulo opcional para aqueles que desejam conhecer melhor a infraestrutura existente em edifícios comerciais, não sendo este curso um pre-requisito para o OM-2.
Destina-se àqueles profissionais que não atuam diretamente na área técnica, embora precisem conhecer a sua infraestrutura. Também destina-se aos jovens profissionais da O&M, mas que precisem aprimorar os seus conhecimentos de uma forma mais ampla sobre a infraestrutura.

OM-2 – O&M em Empreendimentos Comerciais (16 horas)

Trata-se do módulo principal, onde serão tratados todos os aspectos e conceitos de planejamento, controle e gestão da Operação & Manutenção, destinado àqueles que buscam por desenvolver-se na área.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Gestão da Operação em Empreendimentos Comerciais foi estruturado basicamente em dois Módulos (I e II), sendo o Módulo I opcional, para aqueles que desejarem conhecer melhor a infraestrutura técnica existente na maioria das grandes edificações.

Desta forma, a carga horaria será distribuída em:

  • Módulo 1 (Opcional) – 8 horas
  • Módulo 2 – 16 Horas

Os interessados poderão optar no ato de sua inscrição:

  • Opção 1 – Módulo I + Módulo II
  • Opção 2 – Apenas o Módulo II

Conteúdo Programático

Módulo 1 (OPCIONAL) – Conhecendo a Infraestrutura Predial

  1. Introdução a uma edificação comercial e os principais sistemas que a compõem, no que se refere aos:
    1. Objetivos básicos de cada sistema (função)
    2. Principais tipos de sistema encontrados no mercado
    3. Principais componentes de cada sistema (equipamento / componente e função)
    4. Os sistemas abordados serão:
      • Entrada de Energia
      • Entrada de Energia em BT
      • Entrada de Energia em AT
      • Distribuição Elétrica
      • Quadros e Painéis
      • Grupos Moto-geradores
      • Quadros de Medição
      • Sistemas de Iluminação Interna e Externa
      • Sistemas de Aterramento
      • Sistemas de Abastecimento de Água Fria e Potável
      • Sistemas de Tratamento e Reuso
      • Sistemas de escoamento de esgotos e águas servidas
      • Sistemas de retenção e escoamento de águas pluviais
      • Sistemas de Irrigação
      • Sistemas de Combate a Incêndio
      • Sistemas de Ar Condicionado Compacto
      • Sistemas de Ar condicionado Central
      • Sistemas de Tratamento e Renovação de Ar externo, além do controle de CO2
      • Sistemas de Ventilação e Exaustão, além do controle de CO
      • Sistemas de Pressurização de Escadas de Emergência
      • Sistemas de Extração de Fumaça
      • Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio
      • BMS
      • Integração entre sistemas (SDAI, C. Acesso, AVAC, Elevadores)

Módulo 2 – Gestão da O&M Predial

  1. Introdução a Gestão de Facilidades (Facility Management)
    1. Definição
    2. Áreas e Serviços sob a responsabilidade de um gestor de facilities
    3. A Operação & Manutenção Predial e sua representatividade dentro da área de Facilities
    4. Relacionamento com o cliente:
      1. Expectativas e necessidades dos usuários
      2. Expectativa x percepção
      3. Gerenciando percepções e expectativas
  2. Definições sobre Operação & Manutenção Predial:
    1. Operação Predial (conceito, tipos de atuação)
    2. Manutenção Predial (conceito, tipos de manutenção)
    3. Áreas de Missão Crítica (conceito, tipos de áreas de missão crítica sob a gestão de um facility manager)
  3. Planejamento Estratégico:
    1. Conceituação de Planejamento Estratégico
    2. As etapas de um planejamento envolvendo:
      1. A compreensão sobre as necessidades e expectativas do Cliente
      2. A equipe de Gestão da O&M
      3. A definição do escopo e o estabelecimento de metas (níveis ou acordos de serviço, indicadores para o processo, etc)
      4. A seleção de um parceiro estratégico
      5. Mobilização e Implantação
      6. O monitoramento de resultados
      7. O feedback e a realimentação do processo com novas informações
  4. Sistemas Informatizados de Gestão:
    1. Adequando à nossa necessidade
    2. Ferramentas de Gestão e sua aplicação
    3. O papel do Gestor
  5. Documentação Técnica Necessária em Operação & Manutenção
  6. A gestão de resultados
    1. O importante papel do gestor e de sua equipe no resultado global
    2. Relatórios Gerenciais
    3. Indicadores de manutenção
    4. Indicadores energéticos
    5. Gestão de Custos
    6. Gestão Energética
      1. Eficiência Energética – Conceitos
      2. Consumo energético em edificações comerciais
      3. Demanda e consumo
      4. Grandezas gerenciáveis – redução de custos
      5. Perdas no sistema – Fator de Potência, Queda de Tensão
      6. Grupos tarifários
      7. Entendendo a conta de energia
  7. A Manutenção Predial sob a ótica das Normas Brasileiras
    1. NBR 5674 / 2012 – Manutenção de Edificações – Requisitos para o Sistema de Gestão de Manutenção
    2. NBR 15575 – Norma de Desempenho em Edificações Habitacionais
  8. A importância de uma Operação & Manutenção para a Certificação “Verde” de uma edificação
    1. Certificação de Obras Novas (preocupação na fase de projeto)
    2. Certificação de Edifícios Existentes

Pré-requisitos:

Conhecimento prévio da infraestrutura predial ou ter cursado o módulo 1 OPCIONAL.

Metodologia:

Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

Código: EE-1

Curso: Eficiência Energética em Edificações Comerciais (16 horas)

Este curso tem por objetivo introduzir os gestores em empreendimentos e edificações comerciais no universo da eficiência energética, apresentando-lhes os principais conceitos e capacitando-os para aplicá-los em seus respectivos ambientes de trabalho.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Eficiência Energética em Edificações Comerciais foi estruturado basicamente em um único Módulo de 16 horas/aula.

Conteúdo Programático

  1. Introdução
    • Eficiência Energética – Conceito
    • Tipos de Energéticos – Matriz Energética Nacional e Mundial
    • Fontes Alternativas de Energia
    • Consumo Energético em Edificações – Brasil e Mundo
    • Consumo Energético por uso final
  2. Desempenho Energético em Edificações e Variáveis que afetam desempenho Energético
    • Importância da O&M no desempenho Energético
    • Hábitos de Consumo
    • Variáveis ligadas ao uso e ocupação
    • Luminotécnica
    • Ar Condicionado
    • Arquitetura
    • Potência e Consumo
  3. Sistemas e Estratégias de Eficiência Energética em Edificações

AVAC

  • Controle Entálpico
  • Controle de CO2
  • Controle de CO
  • Sistemas de vazão variável
  • COP e IPLV

Sistemas Elétricos

  • Iluminação Natural e Zenital, fluorescente, Led, DALI, e sistemas dimerizáveis
  • Motores Alto Rendimento
  • Correção de Fator de Potência
  • Queda de Tensão Alimentadores
  • Variadores de Frequência

Automação Predial

  • Iluminação
  • AVAC
  • Programação Horária
  1. Tarifas de energia
    • Demanda e consumo
    •  Grupos Tarifários
    •  UFER
    •  Controle de Demanda
    •  Fator de Carga
    •  Mercado Livre e Mercado Cativo
    •  Entendendo a Conta de Energia
  2. Medição & Verificação
    • Conceitos
    •  Protocolo Internacional de Medição & Verificação de Performance (PIMVP)
    •  Abordagens da M&V – Opções A, B, C e D
  3. Monitoramento e Acompanhamento de Resultados
    • Indicadores Energéticos em Edificação
    •  Benchmarking Energético
    •  Relatórios Gerenciais
    • Gestão Energética – ISO 50001
  4. Análise de Viabilidade e Projeção de Economias
    • Pay-back
    • Valor Presente Líquido – VPL
    • Taxa Interna de Retorno – TIR
    • Estudo de caso 1 – retrofit de iluminação
    • Estudo de caso 2 – substituição de chiller
  5. Certificação e Etiquetagem
    • LEED
    • Aqua
    • Procel

Pré-requisitos:

Sem pré-requisitos.

Metodologia:

Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

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Gasto de energia desnecessário

Fonte: Hoje em dia MG

Por: Leonardo Rivetti (CEMIG)

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A energia elétrica consumida por aparelhos eletrônicos no modo stand-by, ou de espera, pode representar um acréscimo de até 15% na conta de energia. Por isso, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tem se preocupado a informar aos seus clientes que medidas simples podem gerar economia e também evitam esse tipo de desperdício.

Equipamentos que as pessoas costumam ter em casa, como receptores de TV por assinatura, computadores, televisão, micro-ondas, DVDs ou Blu-Rays, dentre outros, podem ficar ligados em modo de stand by 24 horas por dia, e a soma do consumo destes aparelhos, mesmo em “modo de espera”, certamente eleva o valor da conta no final do mês.

Em stand-by, os aparelhos consomem menos do que em uso normal, mas consomem, por analogia, como uma torneira pingando 24 horas. Para evitar esse desperdício é necessário que o consumidor de fato desligue o equipamento ou retire-o da tomada. Vale ressaltar, ainda, que os equipamentos mais antigos consomem mais e, consecutivamente, também no modo de espera.

Dessa forma, não há dúvida de que a mudança de hábito é a melhor maneira de se evitar o desperdício de energia. Se o consumidor sabe que vai ficar muito tempo sem usar a TV, não custa nada desligá-la.

O consumo de energia depende, praticamente, da potência dos equipamentos e do tempo de utilização. Então é importante utilizarmos equipamentos de menor potência entre os similares e apenas no tempo necessário. Por isso, é importante optar na hora da compra por equipamentos mais eficientes, aqueles identificados com o selo Procel ou com classificação “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro.

Um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado neste ano e denominado More Data, Less Energy: Making Network Stand-by More Efficient in Billions of Connected Devices, apontou que o planeta consumiu s mais de 615 terawatts de energia por hora (TWh) no ano passado com 14 milhões de aparelhos ligados e conectados à internet, incluindo PCs, notebooks, tablets, smartphones, modems, máquinas de lavar, geladeiras e Smart TVs.

Desse total, nada menos que 400 TWh foram jogados fora com o nosso mau hábito de não desligar nossos equipamentos. Essa quantidade é maior do que o consumo de energia elétrica, em 2013, na Noruega e no Reino Unido. Essa energia desperdiçada representa cerca de U$ 80 bilhões.

Em um momento tão adverso para a geração de energia elétrica no Brasil, simples mudanças de comportamento podem impactar positivamente para o meio ambiente. Toda economia que fizermos no presente certamente será importante para as gerações futuras.

Autoria – Leonardo Rivetti – Gerente de Eficiência Energética da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig)

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O Brasil pode ser líder em prédios verdes

Fonte: Celulose Online

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Brasil – Especialista em construções verdes do International Finance Corporation (IFC) – braço do Banco Mundial para financiamento privado -, o indianoPrashant Kapoor lidera, desde 2010, as iniciativas da instituição em construção sustentável para mercados emergentes. A meta do IFC é atingir 20 países nos próximos sete anos – e fazer com que os edifícios verdes componham 20% do mercado imobiliário de cada um deles.

Por que é mais urgente pensar em soluções verdes para a construção civil hoje?

Cerca de 30% da energia produzida é consumida pela construção civil, o que inclui a fase de construção e o consumo posterior nas casas e nos escritórios. O mundo está cada vez mais urbanizado, e os países emergentes estão vivendo um boom de construções. Se deixarmos a chance passar, será muito difícil corrigir depois.

A ideia de que a sustentabilidade custa muito mais caro ainda vigora na construção civil?

Sim. Há uma percepção por parte da maioria de que uma construção sustentável custa 30% mais caro, mas, segundo o World Green Building Council, entidade global responsável por disseminar práticas sustentáveis de construção, o incremento no custo oscila de 0% a 4%.

O que o IFC tem feito para auxiliar os países em desenvolvimento nessa questão?

Uma das estratégias é financiar bancos para que eles concedam empréstimos e invistam diretamente em construções verdes. Desde 2009, investimos 600 milhões de dólares. O mais recente aporte, de 60 milhões de dólares, foi feito numa construtora de Minas Gerais, a Canopus. Ela também foi a primeira no Brasil a conquistar um selo verde que ajudei a criar, o EDGE. A conquista da certificação está vinculada ao uso de um software que permite uma economia nas obras de até 20% no uso de materiais como água e energia.

Já existem dois selos para a construção verde no mundo, o Leed e o Acqua. De que maneira mais uma certificação melhora o cenário?

No mundo inteiro, essas duas certificações têm como alvo empresas de grande porte. O EDGE nasceu para provar que companhias médias e pequenas também podem construir de maneira sustentável e se beneficiar disso.

O poder público pode incentivar a adoção de práticas sustentáveis na indústria da construção?

Os governos precisam criar os incentivos e dar o exemplo aplicando essas práticas nos próprios projetos. E o IFC tem ajudado autoridades a criar códigos de eficiência energética inteligente para suas construções.

Hoje, quais países são os melhores exemplos para edifícios verdes?

Na Europa, há leis que obrigam os edifícios a obter selos verdes, e isso transformou o mercado. No México, o setor financeiro tem desempenhado um papel central. Nos últimos quatro anos, 60% das hipotecas do país têm sido verdes – ou seja, seguem padrões sustentáveis.

E o Brasil?

O país tem uma grande oportunidade de se tornar um dos líderes nesse setor. A construção civil deverá crescer 20% até 2020 no Brasil, e estou convicto de que a adoção de critérios de sustentabilidade será um imperativo.

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Cidades sustentáveis reduzem impactos ambientais

Fonte: Portal Brasil

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Distrito Federal – Conhecidas por adotarem práticas que aliam a qualidade de vida da população, o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente, as chamadas cidades sustentáveis reduzem os impactos ambientais relacionados ao consumo de matéria e energia e à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos.

Embora não exista uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.

Planejamento ambiental urbano

O planejamento ambiental urbano é importante não só para a nossa qualidade de vida, mas principalmente para o futuro das próximas gerações.

A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, conhecida como ECO-92 ou Rio-92, ficou estabelecido que os Estados devem adotar instrumentos econômicos como iniciativa de proteção à integridade do sistema ambiental global.

Atualmente é realizado o pagamento por serviços ambientais urbanos que atuariam na remuneração pela produção de impactos positivos ou minimização de impactos negativos ambientalmente. Entre eles, podem-se citar: manutenção de áreas verdes urbanas; melhoria na rede de transporte coletivo; disposição correta e reciclagem de resíduos sólidos urbanos; e tratamento de esgoto sanitário.

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA) oferece o curso de Capacitação em Sustentabilidade Ambiental Urbana, na modalidade de Ensino e Aprendizado a Distância (EAD), com o objetivo de preparar servidores públicos municipais em relação à política e gestão ambientais urbanas.

Construções Sustentáveis

O Conselho Internacional da Construção (CIB) aponta a indústria da construção como o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando consideráveis impactos negativos ao meio ambiente. Buscando mudar esse cenário, surge o conceito de construção sustentável.

Em síntese, ele envolve a redução e otimização do consumo de materiais e energia, a redução dos resíduos gerados, a preservação do ambiente natural e a melhoria da qualidade do ambiente construído.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Águas (ANA) realizaram em outubro passado o seminário “Construções Sustentáveis – Materiais e Técnicas”.

O objetivo era divulgar e valorizar práticas construtivas que equilibrem o que é socialmente desejável, economicamente viável e ecologicamente sustentável nas Unidades de Conservação (UCs).

Saiba mais sobre o Seminário

No ICMBio há a preocupação de que as obras possam servir de referência para a sociedade. “Nosso exemplo é muito importante. A preocupação com a sustentabilidade tem de estar presente desde a concepção dos projetos, que precisam contemplar tecnologias inovadoras, uso racional da água, eficiência energética, gestão adequada de resíduos e redução do desperdício”, explica o coordenador geral de Uso Público e Negócios do ICMBio (CGEUP/ICMBio), Fábio de Jesus.

Qualidade do ar

A poluição atmosférica traz prejuízos à qualidade de vida das pessoas, e consequentemente ao estado, tendo em vista os gastos que são realizados com recursos hospitalares por causa de doenças respiratórias.

Além disso, a poluição de ar pode afetar ainda qualidade dos materiais (corrosão), do solo e das águas (chuvas ácidas), além de afetar a visibilidade.

Em uma cidade sustentável é necessário que seja estabelecida uma gestão da qualidade do ar.

Os processos industriais e de geração de energia, os veículos automotores e as queimadas são as atividades humanas que mais causam a introdução de substâncias poluentes na atmosfera. Portanto, é fundamental implementar ações de prevenção, combate e redução das emissões de poluentes e dos efeitos da degradação do ambiente atmosférico.

Áreas Verdes Urbanas

As áreas verdes urbanas contribuem para o bem-estar da sociedade e para a conservação da natureza. Essas áreas possibilitam a valorização da paisagem e do patrimônio natural.

Exercem funções sociais e educativas relacionadas com a oferta de campos esportivos, áreas de lazer e recreação, oportunidades de encontro, contato com os elementos da natureza e educação ambiental (voltada para a sua conservação).

Os Parques urbanos desempenham a função ecológica, estética e de lazer, no entanto, com uma extensão maior que as praças e jardins públicos.

Resíduos Sólidos

Resíduos sólidos são os tipos de lixos produzidos pelo homem, como garrafas, sacos plásticos, embalagens, baterias, pilhas e até restos de comida.

Além de causarem a poluição visual e mal cheiro, esses resíduos poluem a água, o solo e colocam os animais em risco, já que eles podem se ferir em materiais cortantes ou mesmo ingerir os materiais descartados de forma indevida.

A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, marcou o início de uma forte articulação institucional envolvendo União, Estados e Municípios, o setor produtivo e a sociedade na busca de soluções para os problemas na gestão de resíduos sólidos que comprometem a qualidade de vida da população.

É preciso buscar soluções para o problema em relação a esse tipo de material. Se manejados adequadamente, os resíduos sólidos adquirem valor comercial e podem ser utilizados em forma de novas matérias-primas ou novos insumos.

A implantação de um Plano de Gestão trará reflexos positivos no âmbito social, ambiental e econômico: proporciona a abertura de novos mercados, gera trabalho, emprego e renda, conduz à inclusão social e diminui os impactos ambientais provocados pela disposição inadequada dos resíduos.

Boas Práticas

Na capital federal, Brasília (DF), o incentivo de uso bicicleta e a ampliação das ciclovias contribuem para redução dos poluentes emitidos por automóveis, além de trazer maior mobilidade, menos poluição e congestionamento e melhor qualidade de vida.

Outra cidade brasileira que é referência em práticas sustentáveis é João Pessoa (PB). A prefeitura da capital promoveu, nos dois últimos anos, a preservação de áreas verdes, a arborização urbana e a recuperação de áreas degradadas, utilizando as mudas de árvores nativas produzidas no Viveiro Municipal.

Em Santana do Parnaíba (SP), organização formada por ex-catadores de materiais recicláveis, a Avemare, criou o Programa Lixo da Gente – Reciclando Cidadania, que promove a coleta seletiva por meio de conscientização da população sobre a importância da reciclagem para a preservação ambiental, assim como a inclusão e o desenvolvimento social.

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