O desenvolvimento de cidades ecologicamente equilibradas

Fonte: Folha de SP

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Uma cidade ecologicamente equilibrada é aquela onde o planejamento urbano e as ferramentas de gerenciamento ambiental são aplicados para gerar sinergia na utilização dos recursos naturais, na gestão de resíduos,
na preservação do meio ambiente e na promoção do desenvolvimento econômico dentro de um ambiente saudável.

Tornar as cidades e os novos desenvolvimentos urbanos ecologicamente estruturados é uma prioridade urgente na busca da demanda global por sustentabilidade.

Hoje, as cidades consomem aproximadamente dois terços de toda a energia produzida no mundo, e são responsáveis por mais de 70% das emissões de gases que provocam o efeito estufa. Em 2030, as cidades demandarão cerca de 70% da demanda global por energia e serão também as grandes responsáveis por pela emissão de CO2 na atmosfera.

Portanto, não será possível alterar esse quadro se não tivermos políticas muito claras de incentivo às tecnologias de produção de energia limpa e conscientização da sociedade sobre tal necessidade. Planejamento urbano que tenha conceitos de sustentabilidade pode tornar as cidades atrativas do ponto de vista de financiamentos voltados ao estímulo de ações sustentáveis. As parcerias entre governo e iniciativa privada serão fundamentais para atingir esses objetivos.

Os planejadores de cidades ecologicamente equilibradas deverão encarar o desafio de entender a dinâmica das mudanças necessárias e a crescente complexidade de um futuro que deve bem relacionar tecnologia e as novas transformações sociais.

É necessário que se desenvolva dentro das cidades um mercado para produtos imobiliários ecologicamente equilibrados. Não menos importante é reduzir os custos no desenvolvimento e na operação do que podemos chamar de “eco práticas” urbanas. Incentivos fiscais e urbanísticos, que estimulem a produção da cidade e a sua transformação com respeito aos conceitos de sustentabilidade são igualmente necessários.

As cidades abrigarão as atividades industriais em parques tecnológicos especialmente planejados para minimizar os impactos ambientais, não só com tecnologia e processos de redução da poluição, mas também com modelos e equipamentos que economizem energia, usem materiais reciclados de descarte de outras indústrias e promovam parceria com universidades para o desenvolvimento de novas e específicas tecnologias.

Existe uma relação muito próxima entre transporte e a forma urbana, quando se espera estruturar modelos de desenvolvimento para “eco cidades”. Isso envolve a definição de zonas compactas de uso misto, de centralidades orientadas para escala humana, de estímulos ao uso do transporte público, melhorando a qualidade de ônibus, trens e metrô, com conforto ao usuário, além de criar uma rede permeável que atenda, com eficiência, a grande maioria das viagens urbanas.

Modelos de transporte não motorizado e de formas inteligentes para estimular a preservação de áreas naturais em zonas urbanas combinados com medidas que promovam educação e inclusão social são importantes aliados no planejamento de cidades ecologicamente equilibradas.

O desenvolvimento econômico precisa ser fundamentado na criatividade e inovação, para que se fortaleçam as estruturas ambientais, sociais e culturais de uma cidade. Todas essas dimensões devem ser operadas dentro de um arcabouço estruturado por uma visão reformista e orientada para a sustentabilidade. Porém, calcada em preceitos voltados à realidade local de cada núcleo urbano.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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