Brincando de apostas com o futuro…. o que fazer??

Geração “Nem-Nem”…Risco elevado de desabastecimento de energia em algumas regiões…. Crise hídrica no país… Falta de mão de obra capacitada… Ministro do Meio Ambiente não acredita no aquecimento global… etc..

Se olharmos as manchetes e divulgações por blogs e diversos outros meios de comunicação, certamente nos depararemos com algumas das frases acima…

Concordem ou não, vivenciamos hoje uma época de pleno desafio não só para o governo brasileiro e para os líderes mundiais, como também e principalmente, para as nossas profissões / carreiras e para os nossos gestores.

É fato que a letargia de nossos governantes não possibilitam uma velocidade e até mesmo o foco necessário / requerido para qualquer reação.

Mas o que fazer? Sentar e chorar ou reclamar? Esperar a “banda passar??

Sinceramente, eu não acredito em milagres sem esforço e sem planejamento…

Por outro lado, temos capacidade, criatividade e um nível de empreendedorismo tal, que nos possibilita buscar por melhorias e resultados. Há muitos anos, enquanto ainda estudante de engenharia, ouvi de um professor universitário que havíamos (Brasil) sido reconhecidos na França como um dos países que registravam o melhor nível de criatividade entre os engenheiros.

Neste sentido, acredito piamente na força de nossos gestores, de nossas entidades associativas e institutos, assim como na força de nossas instituições de ensino (academia), desde que consigamos trabalhar em conjunto com as empresas e com profissionais embuídos em resultados comuns.

Acredito também que 2015 deverá ser explorado como a plataforma ideal para a realização de reuniões, feiras, seminários e congressos que mobilizem os diversos setores da indústria e mercado.

Muitas vezes, grandes movimentos se iniciam com pequenas ações…

Aos profissionais do mercado de gestão em Operação & Manutenção, assim como de gestão de Facilidades, vejo ainda a falta de uma maior capacitação de diretrizes conjuntas que produzam e registrem resultados. Precisamos não somente “dar o exemplo”, mas “criar exemplos” para o país e para os nossos governantes em diversas suas diversas esferas…

Vemos hoje diversos grupos reunidos no Brasil, como o CBCS com o seu grupo que discute a eficiência energética em edificações, como o BCA e ABRAVA que mantém um grupo de discussão sobre o Comissionamento e que reúne os profissionais do mercado, a ASHRAE através de seu Chapter Brasil, a ASBRAV com o seu belo e expressivo trabalho na região sul, o SINDUSCON e tantos outros…., embora ainda enxerguemos uma freqüência aquém da esperada nas reuniões.

Sentimos também a falta de uma maior participação das empresas e profissionais do mercado em discussões promovidas por importantes associações como a ABRAFAC, a ABRALIMP, ABRAMAN, ABEMPI, entre outras, movimentando o mercado de gestão e serviços de uma forma mais efetivas, com metas e buscando por resultados.

Como ex-presidente e conselheiro de algumas associações, lhes digo que não há como mobilizar o nosso mercado se também este (o mercado) não se demonstrar interessado e disposto à unir forças para transformar o nosso mercado.

No setor de Facilities, por exemplo, temos algumas poucas empresas que reúnem juntas os principais edifícios e empreendimentos no país, assim como temos algumas empresas que reúnem juntas uma grande fatia do mercado de Facility e Property.

Pode-se dizer que o mesmo ocorre no setor de Manutenção Predial e Industrial.

Eu lhes pergunto, será que não temos força para provocar mudanças?

Será que não conseguiremos nos organizar e canalizar a energia disponível nestes mercados em fóruns específicos?

Será que não conseguiremos trabalhar em 2015 e 2016 a melhor capacitação e difusão de conhecimento em nossos profissionais no mercado?

A minha resposta é SIM, pois temos força para tal. O que não temos ainda é a organização necessária, o que precisará ser revisto em 2015, se não desejarmos brincar de apostas com o futuro, assim como fazem os nossos governantes.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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