Mercado de imóveis comerciais só se recupera em 2017

Fonte: O Estado de S. Paulo

Divulgação: CORENET Global

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O mercado de escritórios comerciais, que é um dos principais negócios da WTorre, vive um período de baixa, com previsão de se recuperar apenas entre 2017 e 2018, segundo especialistas ouvidos pelo Estado. A combinação de altos estoques e baixa demanda tem colocado esse segmento em perspectiva. “O mercado vai piorar muito antes de melhorar”, disse Máximo Lima, sócio-diretor da gestora Hemisfério Sul Investimentos (HSI).

De acordo com Roberto Patiño, diretor de transações da consultoria imobiliária JLL (Jones Lang LaSalle), o momento é de cautela. “Para cada 5 metros quadrados construídos, 1 metro quadrado está à espera de locatário”, disse. O Estado de São Paulo é o principal mercado do País.

As áreas mais nobres ficam na região das avenidas Faria Lima, Paulista e nos bairros do Itaim, Vila Olímpia e Berrini. O estoque total é de aproximadamente 13,7 milhões de metros quadrados, com preço médio de locação de R$ 93 o metro quadrado. A taxa de vacância está em 22,5%. Segundo maior mercado do País, o Rio de Janeiro tem o aluguel mais caro por metro quadrado, em média de R$ 122 por mês. A taxa de vacância está em 22,1%. “Vejo uma recuperação desse mercado para os próximos três anos”, disse Patiño. “Os projetos novos estão mais escassos e as empresas estão focadas em entregar os empreendimentos em andamento.”

De acordo Lima, do fundo HSI, o preços dos ativos ainda está alto. Primeiro, segundo ele, caem os preços de aluguel, para depois se refletir no preço de venda desses imóveis. “Os preços para locação estão caindo nos últimos 18meses,em torno de 30%”, disse. Lima afirmou que o apetite dos fundos por esse tipo de empreendimento arrefeceu.” Aquisições nessa área serão pontuais.” Demanda. Na contramão do mercado imobiliário, há uma forte demanda no País por galpões logísticos, de acordo com a JLL.

Há 28 milhões de metros quadrados construídos nesse segmento e há projetos para entrega de mais 15 milhões de metros quadrados até 2017. De acordo com Patiño, há grandes grupos com o foco nesse segmento. Fonte: O Estado de S. Paulo – ECONOMIA – 04/05/2015

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Disponibilidade de galpões de logística deve aumentar em 2015

Fonte: CORENET Global

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O mercado de galpões de alto padrão deve registrar aumento da taxa de disponibilidade este ano. Segundo projeções da consultoria imobiliária Colliers, a taxa deve passar de 18,2% no final de 2014 para 23,4% no primeiro trimestre deste ano. De janeiro até março, a previsão de entrega é de 857 mil metros quadrados de condomínios logísticos de alto padrão no país, enquanto no segundo trimestre estão previstos mais 544 mil metros quadrados. Outros 319 mil metros quadrados devem ser entregues no segundo semestre, totalizando 1,719 milhão de metros quadrados de inventário entregue em 2015.

Com um número tão alto de entregas previstas, o aumento da disponibilidade deve acontecer por conta oferta, e não da demanda, aponta a vice-presidente da Colliers, Paula Casarini. Ela lembra que o mercado de galpões demorou um pouco mais para sofrer com as incertezas políticas porque é ancorado nas cadeias sistêmicas de bens de consumo, de e-commerce e armazenagem em geral. “Os condomínios logísticos são muito usados por empresas de consumo e varejo em geral. No ano passado, o consumo cresceu menos do que estava acostumado a crescer, mas ainda não retraiu. Então a demanda ainda não sofreu tanto”, explica.

Com isso, a procura por estes imóveis tem se mantido estável, mas não deve atingir um nível suficiente para cobrir todo inventário programado para o ano. Em 2014 a absorção foi de 1 milhão de metros quadrados, dentro da média dos últimos anos. Para 2015, a previsão de absorção é parecida. “É muita entrega em um único trimestre para uma absorção média de 1 milhão no ano”, diz a vice-presidente da Colliers.

A executiva também destaca que os locatários estão mais cautelosos. “A demanda existe, mas o negócio leva mais tempo para ser concluído do que antes. Os locatários fazem mais contas, investigam, discutem mais sobre as cláusulas de garantia”, afirma.

Paula lembra que o mercado de galpões passa por uma fase de “superoferta”, com mais imóveis ficando prontos do que locatários interessados em absorver a demanda. “É neste momento que a taxa de vacância aumenta”, diz. Depois, é provável que haja um período de ‘recessão’, quando os preços de fato cairão. “A partir daí deve começar a haver uma recuperação para que o mercado volte a se expandir”, acredita.

O preço médio de locação dos galpões de alto padrão no Brasil ficou estável no ano passado, em R$ 20,50.

Estado de SP
No estado de São Paulo, o inventário no final do ano passado era de 5,907 milhões de metros quadrados. Para o primeiro trimestre do ano são esperados mais 559 mil metros quadrados, enquanto no segundo trimestre devem ficar prontos mais 368 mil metros quadrados. No total deste ano, a previsão de entrega em SP é de 1,246 milhão de metros quadrados de galpões no estado.

A região do estado com maior número de galpões é Jundiaí, com inventário de 1,127 milhão de metros quadrados no último trimestre de 2014. Ali, a taxa de vacância estava em 10,7% no final do ano passado. Em seguida aparece Cajamar, que tinha um inventário de 1,007 milhão de metros quadrados no ano passado, e uma taxa de disponibilidade de 14,1%.

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Casa Passiva – Edifícios com elevada eficiência energética

Fonte: Blog Verde

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Em tempos de necessidade de poupar energia e de minimizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) para atmosfera, o conceito da Casa Passiva pode ser uma adequada alternativa.

A Passivhaus, em alemão, (Passive House, em inglês) é um conceito que surgiu na Alemanha, que imprime a eficiência energética e o conforto térmico aos edifícios, durante todo o ano, mesmo considerando climas frios ou quentes.

A ideia é que qualquer edificação, em qualquer lugar, possa se tornar uma Casa Passiva, desde que os conceitos sejam aplicados. Portanto, a Casa Passiva é mais do que um edifício de baixo consumo energético.

Ao se transformar um edifício em Casa Passiva é possível se alcançar uma economia de até 75%, uma vez que as temperaturas no interior dos edifícios são mantidas em níveis de conforto aos seus usuários, independente da temperatura do ar exterior, se mais elevada ou mais reduzida.

O Instituto Federal do Ceará (IFCE), por meio do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental (PGTGA) e do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental (LERCA), trouxe, dias 5 e 6 de maio, a Profa. Fernanda Rodrigues, da Universidade de Aveiro, Portugal, para ministrar um curso de curta duração, para ampliar o conceito da Casa Passiva, bem como fomentar parcerias entre ambas as instituições, com vistas a aplicar esse conceito em edificações no Ceará e no Brasil.

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A&F divulga o curso de Gestão e Eficiência Energética para Edifícios Comerciais

A parcela de “contribuição” da Operação & Manutenção no ciclo de vida de um empreendimento

Grafico Custo OMHistoricamente e estatisticamente falando, a nossa área de Operação e Manutenção constitui-se na maior parcela de custos dentro de um Ciclo de Vida para uma edificação.

Algumas literaturas e artigos falam em algo próximo dos 70% à 80% em relação aos custos totais, dependendo do tipo de empreendimento, de sua forma de gestão, etc…

O fato é que somos muito representativos, sendo que nos deparamos com custos de pessoal, custos de ferramental e equipamentos, custos relacionados à reparos e reposição e também custos de insumos no que se refere ao suprimento de água e energia, sendo estes dois últimos bastante representativos.

Por outro lado, ingressamos em um momento na economia brasileira, durante o qual precisaremos assumir a responsabilidade por estes números, assim como pela condição de modificá-los, sempre que possível for.

Neste sentido, a Gestão Energética e Hídrica de nossas instalações e infraestrutura será de fundamental importância para se obter sucesso nesta nova empreitada, o que requer não só a proatividade de nossos profissionais, como também e principalmente, o conhecimento sobre ferramentas e formas de gestão e controle.

É justamente neste cenário que a A&F Partners Consulting realizará em Junho próximo o seu curso de Gestão e Eficiência Energética em Edificações, objetivando contribuir para a capacitação de gestores que estão à frente deste importante desafio. 

O curso ” Eficiência Energética em Edificações Comerciais:

Este curso tem por objetivo introduzir os gestores em empreendimentos e edificações comerciais no universo da eficiência energética, apresentando-lhes os principais conceitos e capacitando-os para aplicá-los em seus respectivos ambientes de trabalho.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Eficiência Energética em Edificações Comerciais foi estruturado basicamente em um único Módulo de 16 horas/aula.

Conteúdo Programático

  1. Introdução
    • Eficiência Energética – Conceito
    • Tipos de Energéticos – Matriz Energética Nacional e Mundial
    • Fontes Alternativas de Energia
    • Consumo Energético em Edificações – Brasil e Mundo
    • Consumo Energético por uso final
  1. Desempenho Energético em Edificações e Variáveis que afetam desempenho Energético
    • Importância da O&M no desempenho Energético
    • Hábitos de Consumo
    • Variáveis ligadas ao uso e ocupação
    • Luminotécnica
    • Ar Condicionado
    • Arquitetura
    • Potência e Consumo
  1. Sistemas e Estratégias de Eficiência Energética em Edificações

AVAC

  • Controle Entálpico
  • Controle de CO2
  • Controle de CO
  • Sistemas de vazão variável
  • COP e IPLV

Sistemas Elétricos

  • Iluminação Natural e Zenital, fluorescente, Led, DALI, e sistemas dimerizáveis
  • Motores Alto Rendimento
  • Correção de Fator de Potência
  • Queda de Tensão Alimentadores
  • Variadores de Frequência

Automação Predial

  • Iluminação
  • AVAC
  • Programação Horária
  1. Tarifas de energia
    • Demanda e consumo
    •  Grupos Tarifários
    •  UFER
    •  Controle de Demanda
    •  Fator de Carga
    •  Mercado Livre e Mercado Cativo
    •  Entendendo a Conta de Energia
  2. Gestão de Recursos Hídricos em uma Edificação Comercial
    •  Conceitos e tipos de recursos hoje disponíveis
    • Matriz de Consumo
  3. Medição & Verificação
    • Conceitos
    •  Protocolo Internacional de Medição & Verificação de Performance (PIMVP)
    •  Abordagens da M&V – Opções A, B, C e D
  4. Monitoramento e Acompanhamento de Resultados
    • Indicadores Energéticos em Edificação
    •  Benchmarking Energético
    •  Relatórios Gerenciais
    • Gestão Energética – ISO 50001
  5. Análise de Viabilidade e Projeção de Economias
    • Pay-back
    • Valor Presente Líquido – VPL
    • Taxa Interna de Retorno – TIR
    • Estudo de caso 1 – retrofit de iluminação
    • Estudo de caso 2 – substituição de chiller
  6. Certificação e Etiquetagem
    • LEED
    • Aqua
    • Procel

Pré-requisitos:
Sem pré-requisitos.

Metodologia:
Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

O curso será ministrado pelo Engenheiro Haroldo Luiz Nogueira da Silva, mestre e doutorando em Energia pela Universidade Federal do ABC, além de profissional certificado CMVP, sendo realizado em SP, nos dias 26 e 27/06.

Aos interessados, seguem as formas de contato:

A&F Partners Consulting

  • Telefone: (011) 3511-3868
  • E-mail de contato: treinamentos@afconsulting.com.br
  • Site para acesso aos valores e inscrições: http://www.cursoeficienciaenerg.eventize.com.br
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Governo prepara salto da energia solar em residências e empresas

Fonte: Rio Capital da Energia

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Uma ação coordenada do Governo Federal em várias frentes, com o estímulo do Ministério de Minas e Energia, deverá mudar nos próximos anos o cenário da geração de energia solar das grandes cidades brasileiras. Até 2024, cerca de 700 mil consumidores residenciais e comerciais deverão ter instalado em seus telhados e coberturas painéis fotovoltaicos, que transformarão a luz solar em energia elétrica. Quando houver excedente, a energia de sobra será vendida para a distribuidora, ajudando a reduzir a conta de luz do domicílio.

A estimativa é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê um potencial de 2 GW de potência instalada com essa modalidade de geração distribuída nesse período, com foco neste momento na energia solar fotovoltaica. Esse mesmo conceito de geração distribuída comporta outras formas de geração próximas do consumidor, como a eólica, ou até mesmo a de geradores. Outra estimativa de mais longo prazo, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê que até 2050 cerca de 13% do abastecimento das residências no País deverá ser proveniente dessa fonte.

“Na energia solar, temos um elenco de ações para alavancar a fonte, seja pela microgeração, seja pela geração distribuída, seja por leilões de fontes alternativas. Você pode até ter casos de cogeração com a mesma subestação e a mesma linha, o que está acontecendo muito na Bahia. E também os flutuadores com fotovoltaica nas hidrelétricas”, avalia o ministro Eduardo Braga.

Entre as medidas estimuladas pelo Ministério estão a simplificação nas regras para a geração em casas e prédios comerciais; mudança na tributação da energia produzida; e fomento ao investimento industrial no setor. Um convênio levado ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e já firmado pelos estados de São Paulo, Goiás e Pernambuco na semana passada, prevê que o consumidor não pagará o tributo estadual (ICMS) sobre a energia que ele próprio gerar, mas apenas sobre o excedente que ele consumir da rede de distribuidoras. Por exemplo, uma família que consome 200 kWh ao mês e que produza 120 kWh, recolherá ICMS apenas sobre 80 kWh.

Esse convênio, que deverá ser firmado também por outros estados, é o ponto de partida para que a União também reduza a tributação do PIS/Cofins sobre esse tipo de geração, informou o ministro Braga.

“Esse é um passo importante. Agora nós vamos partir para dentro do governo para fazer a desoneração do PIS e do Cofins. Esperamos que, com isso, possamos colocar de pé nossa proposta de geração distribuída e geração microdistribuída solar no País”, afirmou Braga.

Na última terça-feira (05/05), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também deu novo passo para simplificar e acelerar os processos de geração de energia com painéis solares, com a revisão da Resolução Normativa nº 482. A Aneel abriu audiência pública para debater o assunto. Segundo a Agência, a revisão deverá reduzir as barreiras que ainda dificultam a conexão dos micro e minigeradores às distribuidoras. Desde a publicação da resolução em 2012 até março deste ano, foram instaladas 534 centrais geradoras, sendo 500 solar fotovoltaica, e a mudança deve estimular novos projetos.

Com a isenção, a instalação de projetos de geração de energia pelas residências ou prédios comerciais se torna mais atraente, com maior retorno sobre o investimento. Segundo estudo elaborado pela EPE no final de 2014, a capacidade instalada de geração distribuída fotovoltaica projetada em 2013 era de 835 MWp. Com a eliminação da tributação do ICMS sobre a compensação de energia, as projeções seriam alteradas para uma potência instalada de 1,3 GWp, ou seja, quase 60% maior.

Fomento a criação de indústria brasileira de placas

No âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a novidade veio com a redução do Imposto de Importação (II) de módulos fotovoltaicos para suprir o mercado interno e exportações. O tributo cairá de 14% para 2%, até 31 de dezembro de 2015, e foi determinado nesta semana pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), conforme a Resolução n.º 29, de 29/04/2015, publicada em 30/04/2015.

Residências podem gerar 5 mil MW médios, estima EPE

Atualmente, a energia solar contribui com 0,2% da matriz energética. De acordo com o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, estudos indicam que os painéis fotovoltaicos instalados em residências podem atingir cerca de 5 mil MW médios em 2050, decorrentes de uma potência instalada de 33 mil MW, com a adoção de medidas pelo governo que incentivam a instalação dos painéis em residências, como a isenção do ICMS para consumidores que geram a própria energia, assim como há planos para incentivar o aumento do uso dessa fonte pela indústria.

De acordo com projeções da EPE, o Brasil poderá contar em 2050 com 78 mil MWp de potência instalada em energia solar, sendo 33 mil MW das residências; 29 mil MWp do setor comercial; 13 mil MWp gerados nas indústrias e 3 mil MWp oriundos do poder público.

Com objetivo de estimular o uso da energia fotovoltaica também em empreendimentos comerciais, como shoppings e supermercados, a EPE encaminhou para avaliação do Ministério de Minas e Energia a proposta de criação de um preço específico para a venda de energia por esses estabelecimentos às distribuidoras.

Além dessas frentes, o governo continuará a promover leilões de energia solar fotovoltaica, destinados a geradores de maior porte, como o realizado com sucesso no ano passado. O resultado do leilão de outubro de 2014 vai garantir a entrada de quase 900 MW de capacidade instalada de energia solar no sistema a partir de 2017. Este ano, o governo vai realizar dois leilões com participação de energia solar, em agosto e novembro.

A renovação da concessão das empresas distribuidoras, prevista para este ano, poderá conter também medidas de estímulo à geração fotovoltaica. Uma das possibilidades é estimular as distribuidoras a fazerem uma parceria com o consumidor que tiver interesse em instalar os equipamentos em sua casa. A medida reduziria um dos empecilhos atuais, que é o custo inicial dos equipamentos.

“Concluída a questão de renovação das concessões das distribuidoras, entraremos em uma fase em que as distribuidoras poderiam ser a grande alavanca da geração distribuída. O que estamos querendo é abrir para as distribuidoras participarem da microgeração e da geração distribuída, principalmente de solar. Isso significaria que o cidadão, que não tem a expertise do negócio de energia, entra com o telhado e a distribuidora entra com a geração de energia solar no telhado dele e o remunera”, explicou Braga.

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Leveraging the BAS

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): David Chesley, PE, LEED AP, RCDD, Interface Engineering, Portland, Ore.

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By using the building automation system (BAS) to its fullest extent, a school district was able to control its HVAC, electrical, and lighting systems.

Learning objectives

  • Understand how to coordinate a building automation system so that facility managers can use it wisely.
  • Learn how to monitor various building systems to achieve energy goals.
  • Use the strengths of the BAS to optimally size the standby power system.

In planning for most buildings together with an owner’s maintenance staff, engineers find that facility managers enjoy the ability to use the building automation system (BAS) to view the operating status of the HVAC system and adjust setpoints with the click of the mouse. With the continuing improvements to the graphic interface of the BAS, facility managers increasingly want the monitoring and control of the electrical systems integrated into the BAS rather than displayed through stand-alone software that is proprietary to a particular electrical subsystem.

When designing for a new high school for the Oregon Trail School District, Interface Engineering leveraged the BAS to provide multiple benefits to the design, monitoring, and maintenance of the electrical system. These benefits started with the design for the backup generator, continued with master lighting controls of the campus for improved energy efficiency, included the monitoring of energy consumption and production on-site, and featured supervision of large electrical equipment such as building uninterruptible power supplies (UPS) and surge suppressors to alert when repairs and maintenance are required.

Figure 2: The building automation system at Oregon Trail School District Sandy High School used to reduce power draw from a multi-stage chiller when on generator backup, which allowed for optimal sizing of the generator for connected load.

Right-sizing the generator

Sandy High School is located by the foothills of the Cascade Mountains, and so is subject to significantly more snow and freezing rain than nearby Portland, Ore. For this reason, winter outages are a more frequent occurrence. While the district wanted to provide emergency lighting and power backup to phones, fire alarm, and other mission critical systems, it also wanted the ability to provide backup power to the administrative wing, gymnasium, commons area, and kitchen, in the event of an outage that lasted for more than a few hours.

This design need by the district needed to be balanced with a fixed budget and limited space for the backup diesel generator. While the sum of connected load would have required at minimum one 2000 kW generator, two strategies were employed to allow the use of a smaller 1250 kW generator. First, the electrical service to which the generator is connected was divided into essential and non-essential branches.

Essential loads included lighting and power outlets in the administrative wing, gym, commons area, and kitchen, as well ventilation fans for the same areas; the central UPS for the district data center; pumps associated with the geo-exchange and boilers for heating; building elevators; and the kitchen freezers and coolers. These essential loads are in addition to emergency lighting, fire alarm, and communications, which are on the life safety branch covered by NFPA 70: National Electrical Code (NEC) Article 700.

Non-essential loads include the building multi-stage chiller, power for the theater and the counseling services wing, and the laundry room associated with the athletic department. The ability to use a master “load shed” signal to reduce power consumption in the event that the generator is more than 90% loaded allowed the 1250 kW generator to be used for a larger connected load, and in effect gave two steps to reduce the load below the targeted maximum: first to reduce the power draw of the building’s multi-stage chiller, and second to shed the non-essential branch altogether. The load shed signal originates from the generator control panel, which is tied to the BAS through a set of dry contacts.

Adding to these benefits the local utility, Portland General Electric, entered the school into its dispatching standby generation program, where it provides funding to the owner in exchange for the owner installing a paralleling switchgear and supervisory control and data acquisition system for the generator. These added features allow the utility to run the generator for up to 100 hours per year for power production at times of peak demand. By adding motorized breakers in the switchgear for the essential and non-essential branches, load can be shed when necessary.

It’s important to note that so far, peak load on the switchgear has remained under 40% of the connected load, which has translated to not needing to use the load shed feature, even during summer power outages. This is a lesson for future projects; while code necessitates designing the generator for connected load, the common occurrence that commercial and institutional buildings typically draw a peak load of 30% to 50% of design load gives room to use a load shed to power.

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Sistema revive risco de desabastecimento

Fonte: Valor Online

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“É matematicamente comprovado que há energia suficiente para abastecer o país. Vamos depender, sim, de chuvas, mas sempre foi assim.” A afirmação foi feita pelo ministro de Minas e Energia. A frase, porém, não é do atual gestor da pasta, Eduardo Braga, e, sim, do então ministro Rodolpho Tourinho, em setembro de 2000, oito meses antes de o governo decretar um programa de racionamento de energia.

Quase quinze anos depois, 60 mil megawatts (MW) a mais de capacidade instalada (o equivalente a quatro hidrelétricas de Itaipu) e 60 mil quilômetros de linhas de transmissão construídos (cerca de uma volta e meia ao redor da Terra), o sistema elétrico brasileiro se vê novamente diante do risco de desabastecimento de energia. A crise energética do início do século serviu para pavimentar o arcabouço legal criado nos anos seguintes e que reestruturou o setor elétrico brasileiro.

O “Novo Modelo do Setor Elétrico”, como ficou conhecido o conjunto de regras instituído entre 2003 e 2004, foi baseado no tripé que combinou a retomada do financiamento de longo prazo para a expansão da oferta de energia, a modicidade tarifária e a universalização do serviço de energia. Principal fonte de recursos para o setor de infraestrutura no país, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve papel fundamental na expansão do setor elétrico nos últimos 15 anos.

Desde 2003 até hoje, o banco desembolsou R$ 152,6 bilhões, para a implantação de 735 projetos de geração, somando 29,7 mil MW e investimento total de R$ 262,4 bilhões. “A retomada do planejamento, a realização dos leilões de energia nova e de linhas de transmissão e o padrão de financiamento do BNDES foram decisivos para que o Brasil ampliasse a sua capacidade de geração em mais de 60% nos últimos 15 anos”, avalia o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, professor Nivalde de Castro. A partir do “Novo Modelo”, a aprovação de financiamentos para grandes empreendimentos se tornou menos complexa e difícil.

Com a implementação dos leilões de energia, os empreendedores arremataram contratos de longo prazo, com fornecimento de energia e receita garantida por um período de 30 anos (no caso de hidrelétricas), que serviram de garantia para a obtenção do empréstimo junto ao BNDES, que chegava a financiar 70% do valor dos projetos. Esse desenho possibilitou tirar do papel importantes empreendimentos do setor elétrico e expandir a fronteira hidrelétrica do país para a região amazônica, com a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no complexo do Rio Madeira, em Rondônia; de Teles Pires, na divisa entre o Mato Grosso e o Pará; e da histórica Belo Monte, que, quando concluída, provavelmente em 2019, será a maior usina genuinamente brasileira, com seus 11.233 megawatts (MW) de capacidade instalada.

Nos últimos 15 anos, o setor elétrico também ganhou um “pulmão” termelétrico, que saltou de pouco mais de 10 mil MW para quase 40 mil MW. O parque térmico mais robusto foi o que evitou um colapso no sistema nacional com a escassez de chuvas nos últimos anos. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com o baixo nível dos reservatórios hidrelétricos, as térmicas estão respondendo por quase um terço de toda a energia produzida pelo país atualmente. Na área termelétrica, vale destacar a retomada do projeto de Angra 3. A terceira usina nuclear do país, com 1.405 MW de capacidade instalada deve ser concluída em 2018. Além dela, segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o governo estuda construir outras quatro usinas do tipo, de 1 mil MW cada, até 2030 e implantar outras oito termonucleares até 2050.

A ideia é aproveitar o domínio brasileiro da fabricação do combustível nuclear, afinal o país possui a sexta maior reserva de urânio do mundo, com cerca de 310 mil toneladas de U308. Mas o maior destaque no segmento de geração nos últimos anos talvez tenha vindo dos ventos. Desde 2009, quando o Brasil realizou o primeiro leilão de energia eólica, o país se tornou referência mundial em comercialização desse tipo de energia, com um dos preços mais competitivos do mundo. Atualmente, a fonte responde por quase 5 mil MW instalados, o equivalente a pouco mais de 3% de todo o parque gerador brasileiro.

As maiores jazidas de vendo estão no Rio Grande do Norte e Ceará, onde a energia eólica chega a responder por 80% e 40% da matriz elétrica estadual, respectivamente. No segmento de distribuição, houve um crescimento expressivo do número de clientes nos últimos 15 anos, passando de 40,5 milhões para 66 milhões de unidades consumidoras, segundo dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Na mesma comparação, o consumo de energia saltou de 307,5 mil gigawatts-hora (GWh) para 473,4 GWh. Apenas em 2014, os investimentos no setor totalizaram R$ 12,3 bilhões. Do ponto de vista operacional, o índice de duração de interrupções piorou, passando de 16,87 horas, em média, em 2000, para 18,27 horas, em 2014. Na mesma comparação, porém, o indice de ocorrências de interrupção melhorou, evoluindo de 14,82 registros, em média, para 10,49 registros, no ano passado.

O índice de perdas elétricas totais das distribuidoras também apresentou piora, passando de 11,86%, em 2000, para 13,99% em 2014. Apesar das evoluções observadas na expansão da geração, transmissão e distribuição, uma mudança na orientação política nos últimos cinco anos, com forte impacto no ambiente regulatório, com o objetivo de obter uma redução forçada do custo da energia do país, desequilibrou o tripé que servia de alicerce do “Novo Modelo”. Em outras palavras, a priorização da modicidade tarifária reduziu o ritmo de expansão da oferta de energia. “As impropriedades começaram pela forma que foi promulgada a Medida Provisória 579/2012 [da Renovação das Concessões], sem transparência. O texto foi produzido a portas fechadas por um trabalho de não mais que seis pessoas.

Os erros de gestão levaram a um desarranjo financeiro brutal que se vê até hoje”, lamenta Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, centro de estudos do setor elétrico. O problema foi agravado por uma série de restrições ambientais e jurídicas que impediram ou retardaram a construção de importantes empreendimentos de geração e transmissão de energia. Os atrasos comprometeram o nível de segurança de abastecimento do sistema, agravado ainda mais pelo fraco regime hidrológico dos últimos dois anos, o que levou o Brasil a passar por experiência semelhante a observada no início do século. Segundo uma experiente especialista de uma grande consultoria do setor elétrico, a principal diferença entre a crise elétrica atual e a de 2000/2001 é a falta de transparência com que o governo atual lida com o problema.

“Em 2001, o governo reconheceu o problema e criou a Câmara de Gestão da Crise de Energia. Hoje, o governo insiste em negar que haja uma crise e toma medidas sem discutir com os agentes do setor”, afirma ela. Ao que tudo indica, o ano de 2016 será crucial para o setor elétrico. Com estimativas do Operador Nacional do Sistema de que os reservatórios hidrelétricos chegarão a novembro deste ano com cerca de 10% de armazenamento, o país dependerá de um verão muito chuvoso para que seja possível evitar um racionamento de energia no próximo anos. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o parque gerador brasileiro deverá crescer para 195 mil MW nos próximos dez anos, segundo estimativas contidas no Plano Decenal de Energia (PDE) 2023.

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CHW system design

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Brian Patalon, PE LEED AP, JBA Consulting Engineers, Las Vegas

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Chilled water (CHW) systems are cooling systems that circulate CHW throughout a building for cooling and dehumidifying a building’s air. They come in all shapes, sizes, and configurations.

Learning objectives:

  • Review the codes and standards that govern the specification of chilled water systems.
  • Understand temperature design of a chilled water system.
  • Recognize potential economizer mode and chilled water reset design issues.

Buildings are cooled using different types of HVAC systems and equipment, from ceiling fans to district chilled water (CHW) plants. While residential buildings and smaller commercial buildings are often cooled using air-cooled equipment, CHW systems are typically the engineer’s preferred choice for larger buildings.

A building containing a central plant with chillers, pumps, and appropriate ancillaries will provide a system that has the capabilities to accurately control supply air temperature at any entering air condition. This can be critical when designing systems requiring 100% ventilation air, or providing dehumidification in humid climates. This article will discuss a few things to consider when designing CHW systems.

Figure 1: This office building is cooled using fan coil units connected to a chilled water (CHW) central plant. Note the office example above with rooms highlighted that do not have exposure to outdoor conditions. These rooms will experience a constant co

There are a number of different energy codes and standards that are adopted by jurisdictions throughout the world. While they have small differences, their intent is to ensure systems are designed to maximize efficiency. For this article, both ASHRAE Standard 90.1: Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings and the International Energy Conservation Code (IECC) are discussed.

While the International Mechanical Code (IMC) lists a general requirement for CHW piping insulation, it refers to the IECC for specifics. Section C403.2.8 of the 2012 IECC states that all piping systems comply with Table C403.2.8. ASHRAE 90.1-2010 requires insulation thicknesses identical to the values listed in the 2012 IECC, using the baseline thermal conductivity.

Economizer

Building CHW systems are required to have some form of water-side economizer per current codes and design standards. Typically, this is accomplished using a plate and frame heat exchanger piped to the CHW and condenser water systems, although indirect evaporative cooling coils are also permitted.

Section C403.4 of the IECC requires a water side economizer system to be incorporated into all CHW systems greater than 300,000 Btu/h output capacity. The economizer shall be capable of satisfying 100% of the expected cooling load at outdoor air temperatures of 50 F dry bulb/45 F wet bulb, with an exception for systems requiring lower CHW temperatures for dehumidification. ASHRAE 90.1-2010 lists requirements similar to this, although it includes exceptions that allow computer rooms to activate the economizer at 35 F dry bulb instead of 50 F. It is important to understand that systems with an air side economizer will meet the economizer requirement, and water side economizers need only be sized for HVAC equipment still requiring CHW to meet cooling loads at the listed temperatures.

Because the purpose of the economizer mode is to save energy, requirements are listed in the codes to ensure they are designed with this in mind. IECC Section 403.4.1.2 limits the pressure drop across the heat exchanger, or precooling coils, used for the water side economizer. It states that if the pressure drop across the heat exchanger is 15 ft or higher, then a secondary loop and circulating pump shall be provided so that the pressure drop through the heat exchangers is not seen by the CHW system during normal (non-economizer) conditions.

One method to meet this requirement is to install motorized control valves at the heat exchanger connection, and connect the heat exchanger to the CHW system as another chiller in parallel. This meets the requirement because water will only flow through the heat exchanger when economizer mode is enabled. A secondary pump would not be needed since the building’s CHW and condenser water pumps could be used to flow water through the heat exchanger, provided they are equipped with variable frequency drives and can be adjusted to match the winter cooling load requirement.

Most designers have no issues with incorporating the required components of a water side economizer into their designs; however, the most challenging part is how to control it. Both ASHRAE 90.1-2010 and IECC require water side economizer mode to operate at 50 F dry bulb/45 F web bulb, with possible exceptions if the building contains a computer room.

The design complexities exist during times when outdoor air temperatures are at the higher end of economizer mode, or approximately 40 to 45 F wetbulb. The reason for the issue is most air handling systems are designed for the default CHW supply temperature, whether it is 42 F, 45 F, or somewhere in between. However, the CHW temperature during economizer mode may not be capable of delivering this water temperature, even with the most efficient plate and frame heat exchanger.

Figure 1 shows offices around the perimeter, with additional offices, an electrical room, and an information technology (IT) room interior to the building. Assuming all of these spaces are conditioned using CHW/hot water fan coil units, served from a central plant delivering CHW at 42 F, the designer would select coils based on a CHW temperature of 42 F supply/58 F return. During the summer months,there shouldn’t be any issues, as the fan coil units are properly sized to handle the peak cooling load with 42 F CHW and everyone is happy.

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Hospitais investem em gestão de energia

Fonte: Procel Info

Por: Tiago Reis

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Hospitais públicos e privados estão investindo alto para obter um uso eficiente de energia elétrica e consequentemente reduzir os custos com esse insumo. Com a possibilidade de racionamento e o aumento da conta de luz, as unidades de saúde precisam se adequar para não serem surpreendidos com os altos valores das tarifas. Mas tornar eficiente o consumo de energia nessas unidades é uma atividade complexa, já que um hospital funciona 24 horas por dia durante os sete dias da semana. Além disso, a demanda de energia é muito elevada, já que muitos equipamentos possuem um alto consumo de energia, o que torna ainda maior esse desafio. Por isso, a gestão de energia ganhou um papel fundamental na administração dos hospitais brasileiros, tanto os da rede particular, que buscam competitividade para a adquirir novos clientes, quando a rede pública.

Um edifício hospitalar é considerado um projeto extremamente complexo devidos as suas diversas necessidades específicas. Portanto, atender aos critérios de eficiência energética e sustentabilidade tornam essas unidades ainda mais complexas. Mesmo com as dificuldades inerentes ao setor, a preocupação com a eficiência energética tem aumentado nos últimos anos. Hospitais como o Sírio-Libanês, em São Paulo, e o Mater-Dei, em Belo Horizonte, implementaram recentemente programas que visam reduzir a demanda por energia elétrica. Mesmo com os altos investimentos, os resultados estão aparecendo.

O Hospital Sírio-Libanês recentemente concluiu a expansão de sua unidade do bairro Bela Vista, na capital paulista. Os blocos E, F e G foram concebidos com o objetivo de alcançar o máximo de eficiência energética. Para isso, as novas torres, de 16 andares, possuem uma série de recursos para mitigar o consumo de energia, que vão desde a compra de equipamentos mais eficientes até a utilização de vidros que refletem a luz solar e novos sistemas de condicionamento de ar e aquecimento de água. Também foram implementados sistemas de automação para ajustar a demanda de energia com as necessidades de cada momento, o que permite um melhor controle do recurso e adequar a carga de energia de acordo com a ocupação dos hospital em cada horário, o que amplia os níveis de eficiência energética durante as 24 horas do dia.

Segundo o gerente de Manutenção do Hospital Sírio-Libanês, Humberto Rodrigues da Mata, as unidades do grupo já investem há algum tempo em medidas que valorizem o uso eficiente de energia. Os projetos são desenvolvidos e estudados para trazer a melhor viabilidade técnica e econômica para que o hospital possa alcançar o melhor desempenho de eficiência energética e operacional. Ele destaca, que entre as inovações implementadas nas novas torres está a nova central de água gelada, que reduziu o consumo em 40% o consumo de energia se comparado com o sistema antigo. O sistema de aquecimento de água, que é utilizado na nova unidade e nos prédios antigos, também foi otimizado e reduziu em cerca de 1/3 a demanda energética do sistema.

“Foram investidos no aquecimento de água uma combinação que utiliza quatro sistemas, o solar, bomba de calor, gás natural e energia elétrica. Isso tudo, de forma eficiente e automatizada, se otimiza a utilização no melhor ponto de performance, o que traz uma economia na ordem de 30% em comparação com um sistema convencional”, explica Humberto.

O gerente também destaca que o hospital tem investido na modernização do sistema de iluminação das suas unidades. Nos novos blocos foi implementado um sistema de alto rendimento que proporciona um baixo consumo de energia, em torno de 6,6 quilowatts por metro quadrado. Já a parte antiga, foi toda eficientizada por meio de um retrofit e instalação de iluminação de LED, que é controlada por um sistema de automação predial que é capaz de interagir com todas as modalidades utilitárias, como iluminação, ar-condicionado, aquecimento de água, sistemas de elevadores, o que somado, gera um potencial de ganho na ordem de 20%, por meio da otimização operacional. Humberto também revela que outro ponto importante na questão da eficiência energética é o fato das novas torres terem sido concebidas com vidros de alto desempenho em sua fachada. Essa tecnologia evita a insolação e a propagação de calor no ambiente, o que provoca uma redução significativa na utilização do ar-condicionado. O gerente enfatiza que essas medidas associadas ao compartilhamento das tecnologias mais modernas entre as novas torres e a estrutura antiga faz parte das diretrizes do hospital que busca alcançar o máximo de eficiência e sustentabilidade nas suas operações.

“A construção da nova torre faz parte do momento atual do hospital de buscar uma certificação gold, por meio de uma construção sustentável. Mas é uma prática nossa já, através dos anos, ter feito economia e operação utilitária da forma mais eficiente possível, aplicando redutores do consumo de água, aplicando a melhor possibilidade de aquecimento de água por meio de uma matriz eficiente, sistema de automação predial. Isso tudo liga a nova construção com a parte antiga do hospital trazendo os benefícios para um contexto maior”, pontua Humberto.

Outra unidade hospitalar que ampliou os investimentos em eficiência energética nos últimos anos foi o Mater Dei. Localizado em Belo Horizonte o grupo, em mais de 30 anos de atuação, buscou sempre adotar as melhores práticas de eficiência energética, hídrica e sustentabilidade em seus espaços. Um exemplo prático dessas atitudes é a construção do novo hospital da rede, na avenida do Contorno, região Centro-Sul da capital mineira. Desde o projeto, toda a estrutura foi desenvolvida para atender o que existe de mais avançado na arquitetura e engenharia hospitalar, revela a Superintendente de Tecnologia e Infraestrutura da Rede Mater Dei de Saúde, Rafaela França.

O edifício da Contorno, que funciona desde a metade de 2014, possui toda a sua iluminação em LED, tecnologia de vidro duplo, que reduz a troca de calor entre o ambiente interno e externo, e um sistema de climatização automatizado. O mesmo sistema funciona como um co-gerador de energia, no qual todo calor produzido pelo ar-condicionado é utilizado para o aquecimento de água, o que reduz consideravelmente o consumo de energia para o aquecimento de água utilizada nos banhos e na cozinha.

Com objetivo de aumentar ainda mais a eficiência energética, os novos equipamentos médicos adquiridos pela rede possuem alta tecnologia para reduzir o tempo de duração dos exames e procedimentos e consequentemente o consumo de energia. Rafaela França também destaca que os investimentos feitos na área de TI, no qual toda a estrutura de data-center, um dos vilões do consumo de energia, foi virtualizada, contribuindo também para um uso mais racional da eletricidade.

“O hospital fez toda a sua infraestrutura de data center e tecnologia de informação com 78% dos seus servidores virtualizados. O que é isso? Faz com que a gente economize energia elétrica. Não tem servidor físico. Então, 78% dos nossos servidores são virtuais. Isso já é um conceito que você diminui a energia elétrica para poder alimentá-los, diminuiu a refrigeração, e com isso nós aplicamos o conceito da TI verde. Além disso, também na parte de tecnologia, o hospital adquiriu computadores All-in-One, aparelhos que possuem apenas o monitor. Além de melhorar o espaço físico, eles também consomem menos energia. Então isso também foi uma metodologia aplicada no novo empreendimento e no prédio antigo, todas as novas necessidades serão nesse padrão”, esclarece a superintendente.

Mesmo com os investimentos apresentados, principalmente pelos hospitais particulares, o engenheiro clínico e consultor, Luiz Flávio Brito, considera que no Brasil o nível de eficiência energética no setor ainda é muito baixo. Para ele, a falta de conhecimento sobre a gestão de energia ainda é muito grande, o que contribuiu para o desperdício.

Com o objetivo de conscientizar os funcionários e clientes sobre as práticas de eficiência energética e sustentabilidade, Rafaela França afirma que o Mater Dei mantém um programa constante de informação entre todas as pessoas que transitam pelas unidades da rede. Por meio de palestras, panfletos e ações por meio de redes sociais, o hospital trabalha para fortalecer a cultura do combate ao desperdício e valorizando o uso racional dos recursos.

“Com os colaboradores e gestores de negócios é uma prática comum a nossa preocupação com o consumo da água e da luz. Orientamos sempre a utilização racional de todos os recursos. Também colocamos nos meios de comunicação interna, como a intranet, informativos sobre quanto custa deixar um computador ligado sem necessidade, quais são os hábitos que as pessoas devem evitar ter, a atenção que todos devem ter com a luz, com o ar condicionado. Já com os clientes nós distribuímos folhetos com as informações sobre as formas de praticar medidas de sustentabilidade e uso racional de energia e água. Também estamos planejando novas ações para enfatizar, de forma sistêmica, esses ensinamentos para os nossos clientes, tanto por meio impresso, cartilha e folheto, como pelas redes sociais”, explica Rafaela.

Entretanto, Brito ressalta que no país, ao contrário de outros setores, como a indústria, ainda não existe um pensamento voltado para a eficiência energética nos hospitais, já que o quadro de profissionais é composto basicamente por profissionais de saúde. Essa falta de conhecimento contribui para o aumento do custo do insumo, com o pagamento de multas, tarifas de ultrapassagem e utilização de sistemas e tecnologias defasadas e pouco eficientes. Como o retorno com eficiência energética nem sempre vem de forma imediata, o engenheiro afirma que muitos gestores preferem dispensar suporte da engenharia, em quantidade suficiente para ajudar a decidir sobre questões relacionadas à gestão de energia, para destinar recursos para outros setores.

Sobre a falta de investimentos em eficiência energética na rede pública de saúde, hoje restrita, em sua maioria, a pequenos projetos de distribuidoras de energia, o consultor destaca que a falta de mão de obra qualificada é o grande entrave.

“Com relação aos hospitais públicos existe o edital e quando um projeto não atingir os níveis de eficiência desejados ele pode ser impugnado. Ainda sim, a falta de mão de obra dificulta a eficiência energética de forma constante nos hospitais públicos. Você tinha um eletricista que desrosqueava a lâmpada, que depois foi substituído por outro manipulava vários tipos de lâmpada, o que contribui para a atualização do profissional ficasse defasada. Esse pessoal precisa de capacitação. Se você pegar o nível de conhecimento desses profissionais, ele evolui muito pouco ao longo dos anos. Já na iniciativa privada funciona de forma diferente. Existe uma métrica diferente, mais bem definida”, afirma Lúcio Flavio Brito.

O engenheiro acrescenta que a crise energética e o aumento das tarifas da energia elétrica podem ampliar a procura pela eficiência energética nas unidades de saúde. Entretanto, ele ainda é reticente sobre a atitude de alguns hospitais em gerar a própria energia. Para ele, esse procedimento ainda é muito imaturo no país, já que ao adotar a co-geração ou geração própria de energia, o hospital, em vez de ser apenas um consumidor, vai ser responsável por toda a estrutura energética do empreendimento, o que exige muita responsabilidade e preparo. Lúcio enfatiza que somente quando as engenharias estiverem trabalhando junto com a administração dos hospitais é que o conceito de eficiência energética estará de fato implementado no setor.

“O que vai facilitar a gestão energética com certeza é o fortalecimento da presença das várias engenharias e da arquitetura na concepção dos hospitais e incorporar isso no dia a dia dessas unidades. E aí vem o papel das escolas, das indústrias, e o Brasil vem crescendo nessa área. Temos técnicos em equipamentos biomédicos, temos os tecnólogos em sistemas biomédicos, os engenheiros biomédicos, os especialistas em engenharia clínica, e mestres e doutores nessa área do conhecimento que vem se apropriando desse segmento. Agora isso pode ser profissionalizado, sistematizado em nível governamental ainda você coloca ainda milhares de estabelecimentos assistenciais de pequeno e grande porte o ganho é gigantesco. Uma saúde mais consciente do ponto de vista energético. É mais saúde com menos quilowatt-hora”.

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Consumo de energia cai no mercado livre, mas preços seguem em alta

Fonte: Folha de S. Paulo Online

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Mesmo com dois dias uteis a mais que em 2014, marco deste ano registrou um consumo menor de energia eletrica no mercado livre (que envolve grandes consumidores, como shoppings e fabricas).

A desaceleracao economica fez a demanda no pais diminuir 1,45% no mes, de acordo com indice da comercializadora de energia Comerc. Em janeiro e fevereiro, tambem houve retracoes, de 4% e 5,8%, respectivamente.

“A queda em marco so nao foi tao acentuada como a dos meses anteriores justamente por causa do maior numero de dias uteis”, afirma o presidente da companhia, Cristopher Vlavianos.

Os segmentos de siderurgia e metalurgia (-8,98%) e papel e celulose (-8,15%) puxaram o recuo.

Em relacao a fevereiro, houve um declinio de 0,20% na demanda geral do pais o primeiro do ano quando se comparam meses consecutivos. Janeiro havia fechado com alta de 5,43% ante dezembro e fevereiro com incremento de 3,55% ante janeiro.

O recuo na demanda, porem, nao tem pressionado os precos para baixo. A energia comprada hoje para ser entregue daqui a um ano esta em R$ 270 MW/h. A media historica e de R$ 120 a R$ 150.

No mercado a vista (spot), o valor esta em seu teto R$ 388 MW/h desde janeiro.

“O efeito da seca nos precos e hoje maior do que o da diminuicao do consumo. Mas, em relacao aos reservatorios, que ainda estao em situacao critica, essa queda da demanda e um alivio.”

Normalmente, nesta epoca do ano, o nivel dos reservatorios e de 80%. Hoje, esta em 34% nas regioes Sudeste e Centro-Oeste.

Desoneracoes para exportacao sao menos de 5% do total

Menos de 5% das desoneracoes fiscais concedidas ou modificadas nos ultimos anos pelo governo federal afetam diretamente as exportacoes brasileiras, segundo o escritorio de advocacia Aidar SBZ.

Das 237 medidas anunciadas entre janeiro de 2010 e julho de 2014, apenas oito se referem ao comercio de produtos brasileiros para o exterior.

“E as iniciativas que trazem outros beneficios indiretos, como a desoneracao da folha, se restringem a apenas alguns setores produtivos”, diz o socio Alexandre Gleria.

Os baixos incentivos sao apontados como um dos fatores para a falta de competitividade no mercado internacional e para as exportacoes atreladas a commodities.

“O Reintegra [regime especial para empresas exportadoras] tambem nao beneficia todos os setores e a Zona Franca, que e mais abrangente, e burocratica e carece de mao de obra especializada.”

A expectativa para este ano e que haja ainda menos beneficios para o embarque para o exterior, segundo Gleria.

“O governo revisou beneficios que afetam indiretamente a exportacao e a tendencia e que as medidas diretas sejam ainda mais escassas.”

Bolso dividido

Pouco mais de 35% dos brasileiros entrevistados pela Fecomercio-RJ tinham alguma conta parcelada em fevereiro para ser paga.

O numero e 4,6 pontos percentuais inferior ao registrado no mesmo mes de 2014.

“No ultimo ano, o consumidor foi impactado por um cenario adverso e freou a tomada de credito para contrair novas dividas”, afirma Christian Travassos, economista da federacao.

Tambem houve retracao de 3,2 pontos percentuais no total de pesquisados que informaram ter contas atrasadas. Essa parcela atingiu 16,9%.

Entre as formas de parcelamento mais usadas, o carne ficou em primeiro lugar, com 48,7%, seguido pelo cartao de credito (42,2%).

Os quatro itens mais comprados dessa maneira foram pecas de vestuario (22,2%), eletrodomesticos (21,4%), eletronicos (16,3%) e automoveis (14,6%). Foram ouvidas 1.200 pessoas de 72 cidades.

Desenho… Empresas do projeto Brasil Design, desenvolvido em parceria com a Apex, exportaram cerca de US$ 5 milhoes (R$15,2 milhoes) nos ultimos 12 meses. Os maiores mercados foram EUA, Peru, Colombia e Mexico.

…para fora Os principais servicos prestados foram de design grafico (55,32%), embalagem (42,55%), produto (34,04%), varejo (25,53%), digital (23,40%) e outros servicos (4,26%), como curadoria em exposicao.

Navio A Portonave, terminal portuario de Navegantes (SC), atingiu a marca 4 milhoes de TEUs (unidade de medida equivalente a um conteiner de 20 pes) movimentados. O numero considera as operacoes realizadas desde 2007.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e DHIEGO MAIA

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