Inscrições abertas para nova turma de multiplicadores para a aplicação de norma para eficiência energética em edificações

Fonte: PROCEL INFO

Clique aqui para acessar o artigo na íntegra e diretamente em sua fonte.

O PBE Edifica abriu as inscrições até 05/09 para multiplicadores da etiquetagem de edificações comerciais, de serviços e edificações públicas, referente ao curso na modalidade EAD que acontecerá entre 12/09/2022 e 03/11/2022.

A capacitação é parte das atividades realizadas no âmbito do convênio celebrado entre o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esta edição do curso é oferecida exclusivamente para Multiplicadores da Etiquetagem de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas. 

A capacitação terá duração de 11 semanas, com início previsto para às 18h do dia 12/09/2022 (segunda-feira) e término no dia 03/11/2022 (quinta-feira). 

Embora trate-se de um curso de modalidade EaD (ensino a distância, desenvolvido em plataforma online), será exigida uma dedicação semanal de pelo menos 10 horas para a videoaulas, resolução de exercícios e estudos complementares, além de 2 horas adicionais requeridas para participar dos encontros síncronos, também de frequência semanal. 

O conteúdo disponibilizado inclui 7 módulos de aprendizagem referentes à INI-C + módulo RAC, com avaliação final obrigatória e emissão de certificado para os alunos que obtiverem nota igual ou superior a 7,0 nesta avaliação. 

A oferta de vagas é limitada, portanto, os pedidos de inscrição serão analisados pela equipe do Procel.

As inscrições devem estar obrigatoriamente acompanhadas da documentação abaixo descrita: 

– Curriculum Vitae do solicitante, com experiência consolidada (e comprovada) na etiquetagem de edificações comerciais, de serviços e públicas; desejável experiência na atuação como multiplicador do conhecimento/conteúdo adquirido; 

– Carta de intenções comprometendo-se a atuar como um multiplicador do conhecimento adquirido; deve contemplar, ainda, planejamento geral para tal.

As inscrições devem ser solicitadas individualmente, até o dia 05 de setembro, enviando um e-mail com a documentação acima descrita para procel.edifica@eletrobras.com , com o assunto: INSCRIÇÃO CURSO INI-C. Só serão analisadas as inscrições com o envio da documentação completa.

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A taxação do sol

Este é o tema de uma matéria recentemente publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, referindo-se a Lei 14.300/2022 publicada em janeiro deste ano no Diário Oficial da União e que institui condições e critérios para a criação de um marco legal na Geração Distribuída.

Image by Freepik

Fala-se em “marco legal”, pois apesar dos novos critérios que instituem cobranças ao direcionarmos o excedente gerado e não consumido para a rede da concessionária local, a condição até então disponível àqueles interessados em investir em suas usinas solares possuia várias “brechas legais” que poderiam prejudicá-los a qualquer momento.

Na prática, e em resumo, a energia excedente “injetada” na rede da concessionária passará a ser taxada no tocante a sua transmissão, assim como já ocorre com a energia que recebemos em nossas empresas e residências; destaca-se, no entanto, que esta forma de taxação seria posteriormente estabelecida / valorada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A Lei ainda definiu um período de vacância até 31 de dezembro de 2045 envolvendo a não cobrança de tal taxação, para aqueles que aprovassem e/ou instalassem as suas usinas até 7 de janeiro de 2023.

Particularmente, vejo que a Lei trouxe uma regulamentação para esta modalidade de geração discribuida no tocante as usinas solares, o que era necessário! Não se trata de uma taxação do sol, como alguns denominaram, mas sim, o estabelecimento de critérios sustentáveis para esta distribuição da energia excedente (entre outros itens).

Fonte: Bárbara Rubim / Genyx (tabela extraída do site “canalsolar.com.br” – https://canalsolar.com.br/lei-14-300-principais-mudancas-do-marco-legal-da-gd/)

A tabela acima extraída do site http://www.canalsolar.com.br demonstra um pouco desta regulamentação necessária para o setor.

Isto criou uma “corrida” de alguns consumidores que ainda buscam pela redução em suas contas, na tentativa de aprovar e/ou implantar as suas usinas até janeiro próximo, ainda que os custos sejam elevados em um primeiro momento (falta-nos subsídios de nossos governos). É importante ressaltar que, em sua grande maioria, as implantações possuem um retorno do investimento entre 4 e 6 anos, o que deve ser considerado muito bom.

Como disse acima, o custo ainda é alto, apesar do uso de equipamentos fabricados na China por praticamente todos os integradores no mercado, e apesar também da evolução na capacidade de geração das placas, atualmente pouco mais de 600W.

Enfim, trata-se ainda de um bom investimento, mesmo que não amparado por qualquer forma de incentivo de nosso governo. Importante também considerar que a evolução tecnológica no mercado e a expansão deste segmento aqui no Brasil tenderá a implementar uma rede de atendimento interessante para o processo de manutenção futura destes sistemas, mesmo considerando a sua boa VUP (vida útil de projeto) entre 20 e 30 anos (falando das placas).

Aos interessados, seguem abaixo alguns links interessantes:

  • Lei 14.300 diretamente do Diário Oficial da União: Clique aqui para acessar a Lei
  • Lei 14.300: Principais mudanças do Marco Legal da GD – Clique aqui para acessar o artigo divulgado no site http://www.canalsolar.com.br
  • Artigo “A taxação do sol” por Fabio Gallo, divulgado no jornal “O Estado de São Paulo”: Clique aqui para ser direcionado a fonte

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ABRAVA realizará o 7o Workshop de Comissionamento de Instalações em MG

A ABRAVA realizará no próximo 18/10 em Belo Horizonte – MG o 7o Workshop de Comissionamento de instalações, através de seu Departamento Nacional de Comissionamento (DN Comissionamento – BCA).

É necessário destacar a importância do comissionamento em nossas atividades de operação e manutenção, no que tange a assegurar com que o ativo desempenhe adequadamente ao longo de sua vida útil projetada.

Aos interessados, segue o link para mais informações: 7o Workshop de Comissionamento de Instalações

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Você sabe o que é fotogrametria e qual a sua aplicação na área da engenharia…

O Instituto Mauá de Tecnologia realizará nesta próxima terça-feira 30/08 no período da manhã uma apresentação da plataforma FRAMENCE, cujo tema será a fotogrametria.

Aos interessados, segue o convite e link para a inscrição:

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O que são políticas e estratégias de manutenção…

Por Alexandre M F Lara

Neste mês de agosto falaremos aqui no blog sobre políticas e estratégias de manutenção e qual a sua importância para a nossa atividade e resultados que buscamos.

Primeiramente, é importante que compreendamos o significado de uma “Política de Manutenção”, ou melhor, de uma política composta por diretrizes e critérios que nos permita direcionar a melhor e mais adequada estratégia de manutenção para um ativo em nossa empresa.

[ File # csp6128409, License # 3020059 ] Licensed through http://www.canstockphoto.com in accordance with the End User License Agreement (http://www.canstockphoto.com/legal.php) (c) Can Stock Photo Inc. / AnatolyM

Em outras palavras, estas diretrizes ou critérios nos possibilitam definir não somente o tipo de manutenção (preventiva por tempo, preventiva por condição, detectiva ou mesmo corretiva), com também outras estratégias que venham a ser aplicadas, tais como rondas operacionais mais intensas, sistemas de monitoramento e controle, entre outras.

No entanto, para que para que possamos definir tais estratégias, a política de manutenção deverá considerar algumas etapas e critérios, englobando:

  1. O levantamento de ativos
  2. O seu cadastramento considerando os níveis definidos na política
  3. A análise de sua criticidade para o nosso negócio ou sua criticidade funcional
  4. A definição de estratégias de manutenção adotadas para a nossa instituição
  5. A elaboração de rotinas de manutenção, frequências, responsáveis e tempos de execução
  6. A definição de fluxos para os principais processos (atendimento a solicitações e chamados, tratamento de solicitações de serviço até a sua conversão em uma ordem para a execução, execução de manutenções, fornecimento de peças e materiais, entre outras)
  7. A definição de importantes modelos de operação, tais como procedimentos operacionais, rotinas periódicas de inspeção, etc
  8. Níveis de serviço esperados e principais indicadores no processo, assim como a sua forma de apuração
  9. Requisitos para a sua apuração e CMMS (Computerized Maintenance Management System)

Além dos tópicos acima, a Política Corporativa de Manutenção poderá ainda estabelecer modelos de relatórios gerenciais e sumários executivos, organogramas funcionais e formas de atuação das equipes que compõem a área de engenharia de manutenção, questões relacionadas a Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA), entre outros.

Enfim, trata-se de um importantíssimo documento que reunirá todas as diretrizes a serem seguidas pela instituição, dentro da modalidade de engenharia de manutenção, sendo fundamental a determinação das condições dos ativos e a sua importância para os processos e para a instituição (o seu negócio).

Aliás, dentro do processo acima descrito, entendo que os 3 (três) primeiros itens, se bem conduzidos, lhes permitirão definir com boa base as melhores estratégias e políticas a serem adotadas, dentro de seu processo de gestão do ativo (longevidade e desempenho ao longo de sua vida útil projetada – VUP).

Importante também ressaltar que a composição e experiência de sua equipe de gestão são fatores que influenciarão no resultado do trabalho.

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Sustainability – ways MEP engineering can help make older buildings become more efficient

Este curto, porém interessante artigo destaca a importância da “ENGENHARIA DE INSTALAÇÕES” na função de transformar um antigo edifício em um empreendimento mais eficiente, reforçando a necessidade de CONHECERMOS os nossos sistemas e as LIMITAÇÕES existentes, para então avançarmos aos novos projetos.

Vejam que em sua fase inicial de trabalho, Peter Basso ressalta a importância em se realizar o que chama de auditoria energética em sistemas e instalações, o que, apesar de instintivamente nos direcionar para a auditoria em sistemas de potência ou sistemas elétricos, com foco em consumos…., deve ser traduzida em:

  • Um processo de elegibilidade em nossas instalações, permitindo-nos compreender o conceito implantado, os seus principais componentes e características e a composição do sistema (harmonia em sua operação / interdependência, etc)
  • Uma necessidade de conhecermos o desempenho destes sistemas em relação ao que fora previsto em projeto, haja vista ser esta uma importantíssima base de comparação em futuros estudos
  • Uma constatação do atual USO da edificação e potenciais expansões ou alterações futuras que devam ser consideradas
  • Uma análise do estado ou condições de conservação e operação de tais sistemas, na condição atual
  • Um reconhecimento das “ferramentas” ou “dispositivos” implantados na instalação, e que nos permitam monitorar desempenhos

Vejam que este diagnóstico demanda uma visão ampla de nossas instalações, a fim de que se possa propor uma nova e mais efetiva solução olhando não só para o futuro, como também para o presente, ou melhor, para as limitações físicas ou técnicas que temos em nosso edifício.

Existem em nosso mercado alguns produtos intitulados como “auditorias energéticas” e que focam apenas em parte das condições acima, muitas vezes com o olhar direcionado para a redução de consumos, embora volte a dizer que o trabalho deve ir mais longe…., envolvendo o RETROCOMISSIONAMENTO de sistemas fundamentais para a edificação.

Por esta razão, “todo o cuidado será pouco” para que possamos escolher a melhor forma de elaborar um estudo sobre os nossos empreendimentos.

Vejam a seguir a matéria que está em inglês, e boa leitura!


Fonte (source): Consulting- Specifying Engineer

Por (By): Peter Basso Associates

Acesse aqui o artigo em sua fonte.

Key strategies that can help make older buildings become more sustainable while also preserving the character and design of the structure.

Courtesy: Peter Basso Associates

Perform an energy audit

Before installing new equipment, or making upgrades to enhance an older building, owners and facility managers should first consider performing an energy audit to determine if existing systems are operating at optimum levels.

There could be several contributing factors, or a single issue, preventing your system from operating at maximum efficiency. Faulty or disabled sensors, wiring issues, leaks in machinery, or even clogged or dirty filters can cause problems for owners. Facility managers must be capable of properly operating the equipment. A solid grasp of the equipment is essential to minimizing maintenance costs and inefficiency. MEP consulting engineers can identify opportunities for improvement in all areas including a building’s water systems, which can have energy costs if they leak or operate inefficiently.

HVAC upgrades

Upgrades to heating, ventilation, and air conditioning systems that include making use of natural ventilation and heat sources are beneficial to minimizing energy loss. In conventional systems, integrating new efficient technologies into HVAC operations help to make HVAC systems more effective.

The design process should give careful consideration and planning when installing new equipment in older historic buildings that are being brought up to code with intent on preserving the aesthetics of the building. A well-planned and executed energy conservation strategy can push buildings to achieve greater HVAC efficiency while, complementing the theme of neighborhood mainstays.

Thermal envelope upgrades

Heat loss and gain caused by differentials in interior and exterior temperatures is greatest at the top of a building. Insulating the building envelope can provide noticeable energy savings and have an even greater effect on older buildings. Adding insulation to unfinished attic spaces is generally simple and causes minimal disruption to a building’s historic features.

Preserving history

Wall insulation throughout your building can improve its thermal efficiency however, it could negatively impact historic features and timeless design.

Courtesy: Peter Basso Associates

Upgrade equipment and appliances

In addition to upgrading HVAC system components, building owners and operation managers can recognize greater levels of energy efficiency and costs by upgrading other equipment. High-efficiency water heaters use far less energy than older models and could move the needle on saving on energy costs in the long run.

Upgrading appliances like old refrigerators and dishwashers to newer models with less power consumption will reduce electricity use and lessen indoor heating and cooling loads.

Utilize renewable energy

Operations managers and building owners can add environmentally friendly and cost-effective energy materials that are readily available and require minimal structural changes. Solar panels can be installed with limited or no visibility at all. Geothermal systems require less equipment space, have fewer moving parts, and in some cases be used as upgrades to traditional HVAC systems.

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Projeto de impermeabilização: conheça cuidados técnicos e erros comuns

Este artigo foi recentemente divulgado pela AEC Web e trata de uma das questões mais importantes em uma edificação, ou seja, em seu “envelope”, tanto no que se refere aos cuidados necessários para a elaboração do projeto, quanto a necessidade de se conhecer a área e suas características antes da proposição de uma das soluções de mercado.

No entanto, gostaria de também destacar aqui alguns outros pontos ainda relacionados ao tema, no que tange as fases de uso, garantia e manutenção…

Sobre a vida útil de projeto para os sistemas:

Trecho da Tabela C.6 extraída da ABNT NBR 15.575-1

Segundo o estabeleceido pela ABNT NBR 15.575 em sua parte 1, a vida útil de projeto para o sistema de impermeabilização em áreas externas será de 4 à 12 anos, dependendo do tipo de sistema e também do cumprimento das manutenções preventivas periódicas e extremamente necessárias.

Mesmo quando se trata de impermeabilização em áreas internas, a Norma também define um período de VUP entre 20 e 30 anos, também dependendo dos cuidados de manutenção exercidos pelo usuário ou responsável da edificação.

Importante frisar a dependência de tais cuidados de manutenção, pois como costumo dizer aos alunos em cursos de pós-graduação, a manutenção civil é erradamente considerada em planos ou programas de manutenção, deixada no “modo de manutenção corretiva” (ou por demanda) na grande maioria das edificações.

Neste caso, é evidente que não se deve esperar o mesmo desempenho de um sistema, se nãoo cuidamos de juntas ou rejuntamentos (limpeza periódica e susbstitituição de material das juntas quando necessário), ou mesmo de outras características construtivas consideradas em projeto (uso inadequado do espaço).

Enfim, quero destacar aqui com estes comentários acima:

  • A necessidade de também considerarmos a manutenção civil dentro de nossos planejamentos
  • A influência da fase de uso e ocupação de um edifício sobre o desempenho de sistemas

Segue o artigo, e uma boa leitura!


Fonte: Portal AECweb/e-Construmarket

Acesse aqui o artigo em sua fonte.

Projetista tem que atender às determinações de normas técnicas para elaborar o estudo preliminar e os projetos básico e executivo do sistema de impermeabilização

A execução da impermeabilização deve ser realizada por profissional especializado (Foto: bogdanhoda/Shutterstock)

A definição das soluções de impermeabilização que serão aplicadas na edificação é dividida em três fases principais: estudo preliminarprojeto básico e projeto executivo. Cada uma das etapas tem diretrizes estabelecidas por norma técnica e essas informações devem ser de conhecimento do responsável pelo projeto. Para esse trabalho de especificação, também é fundamental profissional especializado e qualificado em impermeabilização.

ESTUDO PRELIMINAR

De acordo com o arquiteto Jacques Monet Junior, titular da Imperconsultores (Consultoria em Projetos de Impermeabilização), o estudo preliminar consiste no conjunto de detalhes que permite caracterizar as soluções de impermeabilização. “Precisa ser elaborado simultaneamente ao projeto arquitetônico. Assim, podem ser devidamente analisadas as restrições e possibilidades para atender as exigências de desempenho em relação à estanqueidade”, afirma.

O estudo preliminar tem que ser embasado em relatório com a qualificação das áreas que serão atendidas e uma planilha com os tipos de impermeabilização aplicáveisJosé Miguel Morgado

“O estudo preliminar tem que ser embasado em relatório com a qualificação das áreas que serão atendidas e uma planilha com os tipos de impermeabilização aplicáveis”, diz o engenheiro José Miguel Morgado, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI Brasil), que destaca a importância de o projeto não ser um simples “copiar e colar”, mas sim específico para cada situação.

PROJETO BÁSICO E EXECUTIVO

A ABNT NBR 9575 — Impermeabilização — Seleção e projeto — está em revisão e, na nova versão, o projeto básico passa a ser tratado como pré-executivo. “Nele, constam as informações gráficas e descritivas que definem as características de todos os sistemas de impermeabilização a partir do estudo preliminar”, explica Monet, lembrando que esse projeto não traz detalhes suficientes para ser adotado na execução.

Segundo Morgado, no projeto básico são estabelecidas as áreas impermeabilizadas, além do equacionamento de possíveis interferências. “Todas as soluções precisam estar definidas com uma planilha de levantamento quantitativo, estudo de desempenho e estimativas de custo”, detalha o diretor do IBI.

Já o projeto executivo é aquele que traz os dados necessários para a correta aplicação dos materiais. “Seu conteúdo técnico apresenta as soluções detalhadas para cada área, com informações sobre as camadas que irão compor o sistema e a identificação de todos os componentes”, comenta Monet. No documento há, ainda, os procedimentos que têm que ser adotados para garantir que a vida útil planejada seja, de fato, alcançada.

Devem constar no projeto executivo:

• as características construtivas das soluções adotadas no projeto de arquitetura;
• memorial descritivo de materiais;
• memorial descritivo de procedimento de execução;
• a planilha quantitativa de materiais e serviços.

Complementando esse projeto, poderão ser definidas a metodologia para controle e inspeção dos serviços; a metodologia para controle dos ensaios tecnológicos; e diretrizes para elaboração de manual de uso, operação e manutenção.

De acordo com Morgado e Monet, alguns construtores adquirem apenas o projeto básico, entendendo que atenderam de uma vez as exigências da obra quanto à necessidade de um projeto de impermeabilização. Entretanto, para o correto desempenho de norma, com a adequada execução, tanto o construtor junto com a fiscalização quanto a empresa aplicadora têm que ter em mãos o projeto e executá-lo.

ERROS COMUNS

A certificação de que a execução seguirá tudo aquilo previsto em projeto é um dos principais problemas enfrentado atualmente. “Alguns construtores compram o projeto e, muitas vezes, o colocam na gaveta”, conta Morgado. É importante, durante a obra, aferir se os produtos, consumos, tempo de secagem, prazo de validade, entre outros, estão em conformidade com o que foi planejado.

Monet ressalta que no Brasil é cultural os projetos não serem lidos e aplicados no setor de obras. “Mas, já temos nos edifícios de alto padrão mestres e engenheiros de produção abrindo as plantas na laje e adequando os detalhes de execução. Como acontece em nossos projetos”, conta.

Devemos reforçar a cultura de fiscalizar e responsabilizar a execução dos projetos nos seus detalhes construtivos, fazendo os devidos checklists, necessários para a finalização do desempenhoJacques Monet Junior

“Devemos reforçar a cultura de fiscalizar e responsabilizar a execução dos projetos nos seus detalhes construtivos, fazendo os devidos checklists, necessários para a finalização do desempenho”, avalia Monet, lembrando que outro erro comum é optar por profissionais sem a devida qualificação para elaborar o projeto de impermeabilização.

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO

Desprezar o projeto de impermeabilização pode resultar em diversos impactos negativos para a edificação, que vão desde problemas de saúde para os ocupantes até graves riscos estruturais. Um vazamento que seria evitado com a vedação adequada pode tornar o ambiente inabitável — graças à proliferação de microrganismos — ou causar a corrosão das armaduras nas estruturas, situação que envolve altos custos para ser solucionada.

Em um projeto habitacional, os pontos mais críticos em relação à impermeabilização são a laje de cobertura e térrea, juntas de dilatação e subsolos. A garantia de torná-los totalmente estanques, assim como as demais estruturas do empreendimento, passa pela escolha da mão de obra e materiais adequados, qualidade da construção, preservação dos sistemas aplicados, assertividade do projeto, entre outros cuidados.

NORMAS TÉCNICAS

As principais normas técnicas a serem observadas no projeto e execução da impermeabilização são ABNT NBR 9575 — Impermeabilização — Seleção e projeto; ABNT NBR 9574 — Execução de impermeabilização; e ABNT NBR 15575 — Edificações habitacionais — Desempenho. “Sendo que as duas primeiras atualmente passam por revisão”, informa Monet.

Após a publicação da nova versão, a ABNT NBR 9575 terá cinco partes e passará a englobar a ABNT NBR 9574, que será cancelada. “Elas serão: Parte I – Nomenclatura; Parte II – Projeto de Impermeabilização; Parte III – Execução da Impermeabilização (que irá substituir e cancelar a ABNT NBR 9574); Parte IV – Fiscalização; e Parte V – Uso e manutenção da impermeabilização”, enumera Morgado, indicando que as duas últimas partes começarão a ser analisadas após o envio das três primeiras para consulta nacional.

O projetista também deve estar atento às normas relativas aos produtos que estão sendo especificados durante seu trabalho. “Empresas ou profissionais não devem realizar uma obra, qualquer que seja ela, sem o mínimo de conhecimento das normas técnicas. O IBI possui diversas Câmaras e, no caso em questão, temos a Câmara dos Projetistas do IBI com mais de uma dúzia de projetistas associados que estão à disposição da classe construtora para apoiá-la na execução de seus projetos”, conclui Morgado.

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PROJETO DE EMENDA 1 DA ABNT NBR 7256, TRATAMENTO DE AR EM ESTABELECIMENTOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE (EAS) ENTRE EM CONSULTA NACIONAL ATÉ 05 DE SETEMBRO

Fonte: ABRAVA

ABNT/CB 055 informa Consulta Nacional o Projeto de Emenda 1 da ABNT NBR 7256, Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) – Requisitos para projeto e execução das instalações.

O Projeto de Emenda 1 da ABNT NBR 7256 ficará em Consulta Nacional até o dia 05/09/2022.

Acesso:  http://www.abntonline.com.br/consultanacional

Mais informações com:

Eng. Oswaldo Bueno – coordenador

Clara Lúcia – Secretária

ABNT/CB-055/ABRAVA

Fone: (11) 3361-7266

Skype: clucia04

cb-055@abnt.org.br

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O ressurgimento da energia geotérmica

Embora não se trate de um conceito novo (era utilizada, por exemplo, no aquecimento de banhos na antiguidade), a energia geotérmica baseia-se na utilização das condições do solo (temperatura), através de processos de engenharia, para a geração de energia, assim como frio / calor em ambientes climatizados, sendo considerada uma energia limpa e renovável.

Apesar de ainda pouco explorada no Brasil, o tema voltou a ganhar espaço não somente no Brasil, como em várias regiões do mundo, pois trata-se de um sistema renovável e sustentável, no momento em que o mundo persegue por soluções mais adequadas ao nosso meio ambiente.

Como exemplo deste ressurgimento e fonte de leitura para aqueles que desejem conhecer melhor o tema, o ASHRAE JOURNAL de hoje (09/08/2022) trouxe 3 artigos relacionados ao tema, sendo estes:

Apesar de apresentado em inglês, recomenda-se a leitura dos artigos acima, diretamente do site da ASHRAE.

Boa leitura!

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A importância em conhecer os seus ativos de manutenção

Por Alexandre M F Lara

Embora tenhamos programado este post para o mês de julho, algumas viagens de trabalho acabaram por atrasar a sua publicação, o que estamos corrigindo / ajustando a partir deste momento.

Acredito que muitos já tiveram a oportunidade de ter acesso a série da norma ABNT NBR ISO 55.000, que trata não somente sobre o tema “Gestão de Ativos”, como, de fato, sobre uma mudança cultural e de postura pela qual as nossas empresas devem passar.

A implementação de um sistemas de gestão de ativos certamente implicará em uma reflexão dentro de nossas organizações, conhecendo e compreendendo a sua posição no mercado onde atua e revendo os seus objetivos no médio e longo prazos, mantendo sempre o olhar para o negócio ou core da empresa.

Para as empresas cujo sucesso em seu negócio esteja fundamentado na operação (e consequentemente manutenção) de ativos físicos, a ISO 55.000 trouxe inovações quanto ao conceito de vida do ativo, assim como sobre a importância em se definir claramente uma política de renovação destes ativos quando:

  • Os custos operacionais e/ou de manutenção durante a vida remanescente deste ativo excederem o custo para a sua substituição / reposição
  • Houver risco iminente de falha do ativo;
  • O impacto de uma provável falha supere o custo de sua substituição;
  • Uma provável ou potencial falha venha a comprometer a confiabilidade e/ou a segurança do sistema e de pessoas;
  • O ativo se torne obsoleto e ineficiente (baixo e não recuperável desempenho) para a sua operação e negócio;
  • Os ganhos com a sua eventual substituição / reposição resultem em uma melhoria nos indicadores de performance relacionados a segurança de pessoas, do meio ambiente e desempenho operacional da empresa.

Vejam ainda que várias das condições acima estão quase que diretamente relacionadas a importância do ativo para a sua organização, ou seja, relacionadas a criticidade funcional deste ativo.

Observem também que qualquer tomada de decisão requererá não somente a IDENTIFICAÇÃO destes ativos, o seu CADASTRAMENTO, uma CLASSIFICAÇÃO de sua criticidade funcional e dos riscos envolvidos, assim como requererá o estabelecimento de INDICADORES e FORMAS DE MONITORAMENTO e CONTROLE ao longo do ciclo de vida do ativo em sua organização.

Inicia-se neste momento a abordagem deste post, no qual trataremos do proccesso de levantamento e cadastramento dos ativos em suas organizações. Mesmo quando tratamos separadamente o tema “LEVANTAMENTO” deveremos compreender e planejar previamente como isto será executado, ou seja:

  • Quais os tipos de ativos serão abrangidos?
  • Quais os dados a serem obtidos durante o levantamento?
  • Qual a importância a ser dada para a sua função e seu estado ou condição operativa durante o levantamento?
  • Como estes dados e informações deverão ser organizados?

A resposta para estas perguntas acima os auxiliará no “desenho” deste formato de levantamento e da forma como estas informações serão organizadas e classificadas. O levantamento, ou melhor, a estratégia de levantamento adotada lhes possibilitará classificar posteriormente a criticidade funcional destes ativos, definindo assim a estratégia de manutenção a ser também adotada.

Esta classificação da criticidade funcional será obtida a partir da aplicação de uma metodologia customizada para a sua empresa (matriz de criticidade) e determinará o quão importante ou vital aquele ativo será para a sua organização, demandando por mais e/ou melhors “cuidados” dentro da política de operação e manutenção a ser implantada.

Embora não se tenha atualmente uma norma que trate especificamente do cadastramento de ativos (existem instruções ou normas técnicas dentro de algumas grandes empresas, além de recomendações de instituições ou associações profissionais em manutenção), entende-se que a classificação pode ser realizada em até 7 (sete) níveis:

Níveis de classificação de um ativo segundo a ABRAMAN

Notem que quanto mais níveis forem cadastrados, maior e melhor será a referencia do ativo em sua organização. No entanto, teremos sempre de manter os “nossos pés no chão”, ou seja, adequando o nível de rigor ao nosso negócio e fazendo com que o nível final de cadastramento escolhido atenda plenamente a nossa necessidade de monitoramento e controle dos ativos.

A partir de um bem executado cadastramento, deveremos compor o código de identificação de todos os ativos na organização, incluindo os níveis necessários à nossa estratégia definida.

Exemplo simplificado de construção do código de identificação do ativo

No exemplo acima, a organização atuará comum sistema mais simples de identificação, atuando basicamente com os níveis 1º, 2º e 5º. Como lhes dissemos acima, ainda que o sistema demonstrado pelo exemplo acima seja muito simplificado (por questões mais didáticas), ele poderá atender a algumas organizações, haja vista a análise resultante do processo de levantamento e classificação.

Não se trata aqui de um “monstro” que devemos criar e cuidar, mas sim, de uma metodologia customizada (tailored) para atender as nossas necessidades e expectativas inerentes a gestão de nossos ativos.

Importante apenas lembrá-los de que toda a estratégia definida por vocês deverá estar alinhada com o sistema informatizado de gestão ou CMMS (Computerized Maintenance Management System) escolhido e implantado em sua organização.

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