O edifício “krill”

Para aqueles que nunca ouviram falar sobre o “krill”, ele é o nome coletivo dado a um conjunto de espécies de animais invertebrados e muito semelhantes ao camarão.

Fonte: Wikipédia

Segundo ainda a Wikipédia, estes pequenos crustáceos são extremamente importantes organismos do zooplâncton, especialmente porque servem de alimento a baleias e outros mamíferos aquáticos, além de peixes e outras espécies. Na realidade, estas pequenas criaturas ocupam o que se pode chamar de “fundo” da cadeia alimentar.

No entanto, alguns pesquisadores de Harvard têm estudado uma interessante característica destes pequenos seres, no que tange a sua capacidade natural de controlar o efeito do sol em sua pele, através de minúsculos pigmentos que alteram a sua cor (para o alaranjado), assim que percebem a incidência dos raios solares. Este interesse dos pesquisadores se deve ao fato de que nos EUA, por exemplo, 40% de toda a emissão de gases causadores do efeito estufa se originam a partir do uso de sistemas prediais em edifícios, como o aquecimento, a climatização e sistemas de iluminação.

Adiciona-se a esta preocupação a vital influência de fachadas nestes edifícios sobre tais desempenhos destes sistemas, razão pela qual os modelos de certificação de edifícios sustentáveis têm se atido a este cuidado, através de pontos específicos em suas respectivas normas.

Os pesquisadores acreditam ser possível aprender com a evolução natural destes pequenos seres vivos, desenvolvendo uma tecnologia que complemente os nossos modelos construtivos de fachadas, reduzindo substancialmente o impacto dos raios solares e, consequentemente, da sobrecarga exercida sobre os sistemas prediais e a geração de gases que promovem o efeito estufa.

O artigo está em inglês, mas é muito interessante ao narrar, ainda que de forma sucinta, a tese desenvolvida por este grupo de pesquisadores em Harvard. A matéria foi publicada pela BLOOMBERG – US EDITION e recentemente compartilhada pela ASHRAE em seus jornais periódicos.

Recomendo a sua leitura não somente aos apaixonados por projetos sustentáveis, como também àqueles que buscam por atualizações em relação as novas tecnologias da construção.


Navigator: The Krill Building

Fonte (Source): Bloomberg – US Edition

Por (By): Sarah Holder

Click here to read this article directly from its source.

Thanks, krill! Photographer: Daniel Leal/AFP via Getty Images

Welcome to today’s edition of Navigator, CityLab’s biweekly Saturday newsletter.

You may know krill for their role as whale food. Most stories about these teeny shrimp-like crustaceans are told from the perspective of their many predators; they live near the bottom of the ocean food chain and get devoured in huge numbers by fish, seabirds and marine mammals. (A blue whale can inhale 16 tons of the microscopic decapods daily.) But krill are complex creatures in their own right. And they may have a lot to teach us about how to make buildings more energy-efficient.

In a recent paper published in Nature, a group of University of Toronto researchers propose adapting an HVAC technique from Antarctic krill, which use pigments stored in their skin to protect themselves from the sun. They’re developing a product that could do something similar for building facades. In the US, 40% of all greenhouse gas emissions come from buildings and their associated heating, cooling and lighting systems. 

“If we could learn from biological organisms that keep their ‘indoor environments’ comfortable much, much more efficiently using techniques that they’ve evolutionarily developed over millions of years, maybe we could make our built infrastructure at least a fraction as efficient,” says Raphael Kay, the lead author on the paper and now a research fellow at Harvard’s school of engineering. 

Krill store sacs of pigment in their skin that allow them to instantly change color from white to orange, acting like highly responsive curtains. “When they sense that the sunlight level is too high,” says Kay, “they will send a signal from the brain to these tiny little dots of pigment, saying, ‘Un-clump yourself,’ basically.”

Credit: Nature Communications

Kay and his team want to apply this principle to buildings by making windows filled with two types of fluid: one that absorbs sunlight, and another that allows it pass through. 

“When the window doesn’t have any pigments in it, it looks like a regular window,” Kay says, “except secretly there’s a layer of fluid in it that lets sunlight come in.” To block sunlight, pigmented fluid is injected through tubes, dispersing through the skin of a skyscraper and allowing the building to keep cool, krill-style. The authors speculate that such a system could be cheaper and more efficient than current “active shading” methods being developed for green buildings.

Looking to the nature for engineering inspiration is as old as technology itself, but such biomimetic design is particularly hot right now — architects are borrowing from trees, termite mounds and polar bears in search of better ways to build. I personally am excited about looking up to see a ton of apartment buildings with windows oozing like a lava lamp. (Kay says there’s the potential to introduce different colors at different times of day, to link up to our circadian rhythms.)

But even more exciting to the researchers are the environmental implications of having digitally controlled, finely tuned solar shades that cost very little to install. In their models, they say energy consumption was reduced by more than 30%.

Thanks, krill!

Publicado em Artigos Tecnicos, Sustentabilidade | Com a tag | Deixe um comentário

7o Workshop de Comissionamento de Instalações tem a sua grade divulgada e inscrições abertas

ABRAVA e seu DN- Comissionamento divulgam a grade e as condições de participação no 7o Workshop de comissionamento de instalações a ser realizado de forma híbrida (presencial em BH e online) no próximo 18/10 e totalmente gratuito

Aos interessados, segue o link para a inscrição e a grade divulgada:

Fonte: ABRAVA

Importante ressaltar que o evento será realizado no formato HÍBRIDO e 100% gratuito, com inscrições já liberadas no link acima.

Publicado em Comissionamento, Cursos & Seminarios / Congressos | Com a tag , , , | Deixe um comentário

O futuro de nosso trabalho está em “movimentação” e mudando…

Esta pequena matéria que abordou um dos temas apresentados na CSIA (Control System Integrators Association) Executive Conference realizada em Junho na cidade de Denver – Colorado trouxe não somente a visão de que a Pandemia alterou a forma como enxergamos os nossos locais de trabalho e a discussão sobre a real necessidade de nos mantermos 100% nos escritórios, como também trouxe aspectos interessantes, como a importância de se aculturar jovens valores em nossas corporações (missão, valores, contatos / networking e transferência de experiências), antes de “soltá-los” para um trabalho home-office.

A matéria está em inglês, mas é curta e interessante, principalmente por tratar-se de uma apresentação feita por profissionais que atuam no sistema de integração e automação.

Segue o link da matéria.

Courtesy: Chris Vavra, CFE Media and Technology

Fonte: Control Engineering

Publicado em Artigos Diversos | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Asbrav abre inscrições para o Mercofrio 2022

Fonte: Blog do Frio

A Associação Sul-Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (Asbrav) abriu as inscrições para a 13ª edição do congresso Mercofrio.

Com o tema “Mudanças Climáticas e Saúde: Uma nova ordem está no ar”, o encontro técnico será realizado de 13 a 15 de setembro, no Barra Shopping Sul, em Porto Alegre (RS).

Segundo os organizadores, especialistas de diversas áreas debaterão os assuntos mais importantes da atualidade no segmento.

Alguns dos eixos centrais das palestras serão eficiência e inovação em sistemas de água gelada, novos fluidos refrigerantes, novas tecnologias de projeto, aperfeiçoamento de projetos com a utilização da tecnologia BIM, descarbonização ou tecnologias para neutralidade de carbono, bombas de calor como tendência para tecnologia de aquecimento, qualidade do ar interno (QAI), tecnologias em refrigeração, ventilação e renovação de ar, simulação termoenergética de edificações, entre outros.

Os interessados em participar do congresso devem preencher o formulário de inscrição disponível neste link. As vagas são limitadas.

A organização informa que há descontos para estudantes de graduação e de cursos técnicos, associados à Asbrav ou às filiais estudantis da Ashrae. Também há descontos para associados a entidades coligadas à Asbrav.

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos | Com a tag , | Deixe um comentário

Revitalização do Rio Pinheiros em SP – Será que agora vai…

Em 1987, eu trabalhei muito próximo ao Rio Pinheiros na Capital Paulista, ouvindo histórias vividas por um dos fornecedores da planta industrial onde trabalhava, no que se referia a brincadeiras de criança e disputas de natação às margens do rio.

Ouvi também neste mesma época rumores sobre o projeto de sua revitalização, informação esta que ouviria novamente em 2005, há pouco menos de 20 anos atrás, de um dos engenheiros idealizadores do projeto de revitalização, durante uma conversa informal.

Estamos agora em 2022 e acabo de ler no Jornal do Engenheiro uma bela matéria escrita por Soraya Misleh, a respeito do projeto de revitalização que envolverá o tratamento dos córregos que desaguam no rio.

Torço realmente para que este “novo” programa de revitalização seja levado a sério e sem os “tradicionais” desvios que são frequentes entre os nossos políticos…

Segue abaixo um pequeno trecho da matéria e o link de acesso, para aqueles que desejarem conhecer um pouco mais sobre o programa.


Engenharia a serviço da revitalização do Rio Pinheiros

Fonte: Jornal do Engenheiro

Por: Soraya Misleh

“Programa Novo Rio Pinheiros” em implantação. Foto: Cerca da Ponte Cidade Jardim/Itamar Rodrigues

A triste realidade de conviver com um esgoto a céu aberto na Capital será coisa do passado, caso o projeto de revitalização do Rio Pinheiros seja bem-sucedido. Não significa que será possível nadar, pescar e realizar navegação recreativa em suas águas, como ocorria há cerca de um século, atividades que permanecerão apenas na memória, mas os paulistanos poderão aproveitar o seu entorno para lazer sem se preocupar com mau odor e desfrutando da paisagem mais aprazível.

“Não vai ter pessoas tomando banho no rio”, atesta Itamar Rodrigues, diretor de geração da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), detentora do canal. Segundo ele, contudo, a melhora das condições de vida já é “bastante perceptível”. “Hoje já não tem mais cheiro”, assegura.

O odor fétido tristemente se tornou parte da realidade no entorno ao longo da expansão urbana por décadas. Como revela vídeo produzido em 2014 pela Associação Águas Claras do Rio Pinheiros, a canalização e a retificação do Rio Pinheiros foram iniciadas pela Light, que detinha a concessão para geração de energia elétrica em São Paulo, na segunda metade dos anos 1930. Um acordo entre essa empresa e a Cia. City permitiu loteamentos dentro dos antigos braços do rio, que então passou a ser o desaguadouro do esgoto resultante e já em fins da década de 1970 encontrava-se muito poluído.

Assista aqui o documentário “Rio Pinheiros, o renascimento de um rio”.

Reverter esse quadro é o objetivo do “Programa Novo Rio Pinheiros”, impulsionado a partir de 2019 e previsto para ser concluído ao final deste ano, que tem como braço fundamental engenharia e tecnologia. Como explica Rodrigues, as obras contemplam os seguintes eixos: coleta e tratamento de esgoto, monitoramento da qualidade da água, respectivamente a cargo das companhias estaduais de saneamento básico (Sabesp) e ambiental (Cetesb); desassoreamento e proteção de taludes, sob atribuição do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee); remoção do lixo do espelho d´água e taludes pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado (Sima); e do resíduo superficial e acumulado, licitação para construção de parques lineares e ciclovias nas margens, bem como busca de parcerias e tecnologias para acelerar a despoluição pela Emae.

O projeto se insere no Plano Plurianual 2020-2030 do Governo do Estado, que o apresenta como alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), tendo como “guia de percurso” o relativo a água e saneamento.

Continue a leitura diretamente na fonte da matéria através deste link, e conheça o programa “Novo Rio Pinheiros”.

Publicado em Artigos Diversos, Sustentabilidade | Com a tag , , | Deixe um comentário

Inscrições abertas para nova turma de multiplicadores para a aplicação de norma para eficiência energética em edificações

Fonte: PROCEL INFO

Clique aqui para acessar o artigo na íntegra e diretamente em sua fonte.

O PBE Edifica abriu as inscrições até 05/09 para multiplicadores da etiquetagem de edificações comerciais, de serviços e edificações públicas, referente ao curso na modalidade EAD que acontecerá entre 12/09/2022 e 03/11/2022.

A capacitação é parte das atividades realizadas no âmbito do convênio celebrado entre o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esta edição do curso é oferecida exclusivamente para Multiplicadores da Etiquetagem de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas. 

A capacitação terá duração de 11 semanas, com início previsto para às 18h do dia 12/09/2022 (segunda-feira) e término no dia 03/11/2022 (quinta-feira). 

Embora trate-se de um curso de modalidade EaD (ensino a distância, desenvolvido em plataforma online), será exigida uma dedicação semanal de pelo menos 10 horas para a videoaulas, resolução de exercícios e estudos complementares, além de 2 horas adicionais requeridas para participar dos encontros síncronos, também de frequência semanal. 

O conteúdo disponibilizado inclui 7 módulos de aprendizagem referentes à INI-C + módulo RAC, com avaliação final obrigatória e emissão de certificado para os alunos que obtiverem nota igual ou superior a 7,0 nesta avaliação. 

A oferta de vagas é limitada, portanto, os pedidos de inscrição serão analisados pela equipe do Procel.

As inscrições devem estar obrigatoriamente acompanhadas da documentação abaixo descrita: 

– Curriculum Vitae do solicitante, com experiência consolidada (e comprovada) na etiquetagem de edificações comerciais, de serviços e públicas; desejável experiência na atuação como multiplicador do conhecimento/conteúdo adquirido; 

– Carta de intenções comprometendo-se a atuar como um multiplicador do conhecimento adquirido; deve contemplar, ainda, planejamento geral para tal.

As inscrições devem ser solicitadas individualmente, até o dia 05 de setembro, enviando um e-mail com a documentação acima descrita para procel.edifica@eletrobras.com , com o assunto: INSCRIÇÃO CURSO INI-C. Só serão analisadas as inscrições com o envio da documentação completa.

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos | Com a tag | Deixe um comentário

A taxação do sol

Este é o tema de uma matéria recentemente publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, referindo-se a Lei 14.300/2022 publicada em janeiro deste ano no Diário Oficial da União e que institui condições e critérios para a criação de um marco legal na Geração Distribuída.

Image by Freepik

Fala-se em “marco legal”, pois apesar dos novos critérios que instituem cobranças ao direcionarmos o excedente gerado e não consumido para a rede da concessionária local, a condição até então disponível àqueles interessados em investir em suas usinas solares possuia várias “brechas legais” que poderiam prejudicá-los a qualquer momento.

Na prática, e em resumo, a energia excedente “injetada” na rede da concessionária passará a ser taxada no tocante a sua transmissão, assim como já ocorre com a energia que recebemos em nossas empresas e residências; destaca-se, no entanto, que esta forma de taxação seria posteriormente estabelecida / valorada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A Lei ainda definiu um período de vacância até 31 de dezembro de 2045 envolvendo a não cobrança de tal taxação, para aqueles que aprovassem e/ou instalassem as suas usinas até 7 de janeiro de 2023.

Particularmente, vejo que a Lei trouxe uma regulamentação para esta modalidade de geração discribuida no tocante as usinas solares, o que era necessário! Não se trata de uma taxação do sol, como alguns denominaram, mas sim, o estabelecimento de critérios sustentáveis para esta distribuição da energia excedente (entre outros itens).

Fonte: Bárbara Rubim / Genyx (tabela extraída do site “canalsolar.com.br” – https://canalsolar.com.br/lei-14-300-principais-mudancas-do-marco-legal-da-gd/)

A tabela acima extraída do site http://www.canalsolar.com.br demonstra um pouco desta regulamentação necessária para o setor.

Isto criou uma “corrida” de alguns consumidores que ainda buscam pela redução em suas contas, na tentativa de aprovar e/ou implantar as suas usinas até janeiro próximo, ainda que os custos sejam elevados em um primeiro momento (falta-nos subsídios de nossos governos). É importante ressaltar que, em sua grande maioria, as implantações possuem um retorno do investimento entre 4 e 6 anos, o que deve ser considerado muito bom.

Como disse acima, o custo ainda é alto, apesar do uso de equipamentos fabricados na China por praticamente todos os integradores no mercado, e apesar também da evolução na capacidade de geração das placas, atualmente pouco mais de 600W.

Enfim, trata-se ainda de um bom investimento, mesmo que não amparado por qualquer forma de incentivo de nosso governo. Importante também considerar que a evolução tecnológica no mercado e a expansão deste segmento aqui no Brasil tenderá a implementar uma rede de atendimento interessante para o processo de manutenção futura destes sistemas, mesmo considerando a sua boa VUP (vida útil de projeto) entre 20 e 30 anos (falando das placas).

Aos interessados, seguem abaixo alguns links interessantes:

  • Lei 14.300 diretamente do Diário Oficial da União: Clique aqui para acessar a Lei
  • Lei 14.300: Principais mudanças do Marco Legal da GD – Clique aqui para acessar o artigo divulgado no site http://www.canalsolar.com.br
  • Artigo “A taxação do sol” por Fabio Gallo, divulgado no jornal “O Estado de São Paulo”: Clique aqui para ser direcionado a fonte

Publicado em Sustentabilidade | Com a tag , , , | Deixe um comentário

ABRAVA realizará o 7o Workshop de Comissionamento de Instalações em MG

A ABRAVA realizará no próximo 18/10 em Belo Horizonte – MG o 7o Workshop de Comissionamento de instalações, através de seu Departamento Nacional de Comissionamento (DN Comissionamento – BCA).

É necessário destacar a importância do comissionamento em nossas atividades de operação e manutenção, no que tange a assegurar com que o ativo desempenhe adequadamente ao longo de sua vida útil projetada.

Aos interessados, segue o link para mais informações: 7o Workshop de Comissionamento de Instalações

Publicado em Comissionamento, Cursos & Seminarios / Congressos | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Você sabe o que é fotogrametria e qual a sua aplicação na área da engenharia…

O Instituto Mauá de Tecnologia realizará nesta próxima terça-feira 30/08 no período da manhã uma apresentação da plataforma FRAMENCE, cujo tema será a fotogrametria.

Aos interessados, segue o convite e link para a inscrição:

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Novas Tecnologias | Com a tag , | Deixe um comentário

O que são políticas e estratégias de manutenção…

Por Alexandre M F Lara

Neste mês de agosto falaremos aqui no blog sobre políticas e estratégias de manutenção e qual a sua importância para a nossa atividade e resultados que buscamos.

Primeiramente, é importante que compreendamos o significado de uma “Política de Manutenção”, ou melhor, de uma política composta por diretrizes e critérios que nos permita direcionar a melhor e mais adequada estratégia de manutenção para um ativo em nossa empresa.

[ File # csp6128409, License # 3020059 ] Licensed through http://www.canstockphoto.com in accordance with the End User License Agreement (http://www.canstockphoto.com/legal.php) (c) Can Stock Photo Inc. / AnatolyM

Em outras palavras, estas diretrizes ou critérios nos possibilitam definir não somente o tipo de manutenção (preventiva por tempo, preventiva por condição, detectiva ou mesmo corretiva), com também outras estratégias que venham a ser aplicadas, tais como rondas operacionais mais intensas, sistemas de monitoramento e controle, entre outras.

No entanto, para que para que possamos definir tais estratégias, a política de manutenção deverá considerar algumas etapas e critérios, englobando:

  1. O levantamento de ativos
  2. O seu cadastramento considerando os níveis definidos na política
  3. A análise de sua criticidade para o nosso negócio ou sua criticidade funcional
  4. A definição de estratégias de manutenção adotadas para a nossa instituição
  5. A elaboração de rotinas de manutenção, frequências, responsáveis e tempos de execução
  6. A definição de fluxos para os principais processos (atendimento a solicitações e chamados, tratamento de solicitações de serviço até a sua conversão em uma ordem para a execução, execução de manutenções, fornecimento de peças e materiais, entre outras)
  7. A definição de importantes modelos de operação, tais como procedimentos operacionais, rotinas periódicas de inspeção, etc
  8. Níveis de serviço esperados e principais indicadores no processo, assim como a sua forma de apuração
  9. Requisitos para a sua apuração e CMMS (Computerized Maintenance Management System)

Além dos tópicos acima, a Política Corporativa de Manutenção poderá ainda estabelecer modelos de relatórios gerenciais e sumários executivos, organogramas funcionais e formas de atuação das equipes que compõem a área de engenharia de manutenção, questões relacionadas a Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA), entre outros.

Enfim, trata-se de um importantíssimo documento que reunirá todas as diretrizes a serem seguidas pela instituição, dentro da modalidade de engenharia de manutenção, sendo fundamental a determinação das condições dos ativos e a sua importância para os processos e para a instituição (o seu negócio).

Aliás, dentro do processo acima descrito, entendo que os 3 (três) primeiros itens, se bem conduzidos, lhes permitirão definir com boa base as melhores estratégias e políticas a serem adotadas, dentro de seu processo de gestão do ativo (longevidade e desempenho ao longo de sua vida útil projetada – VUP).

Importante também ressaltar que a composição e experiência de sua equipe de gestão são fatores que influenciarão no resultado do trabalho.

Publicado em Artigos do Autor | Com a tag , | Deixe um comentário