Acorda, São Paulo

Fonte: Folha de SP Online

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O zoneamento proposto pela prefeitura, vendido como “modernidade” e melhoria de vida para a população, é exatamente o contrário. Diminui a qualidade de vida nas áreas residenciais, desfigura bairros inteiros e agrava a situação dos moradores da periferia.

Um dano irreparável serão as zonas estritamente residenciais (ZERs), que deveriam ser protegidas, mas estão ameaçadas pelo excesso de corredores comerciais com impacto devastador e algumas serão extintas. Vão virar zonas mistas e, daí para a frente, com nomes sub-reptícios como zonas predominantemente residenciais (ZPRs). Na Lapa, por exemplo, mais de 25 ruas residenciais serão reclassificadas como novos corredores.

Ademais, a proposta de zoneamento também coloca em risco ambiental a cidade em razão de um mecanismo que permitirá o desmate e construções em áreas verdes públicas, como parques e praças, sob o argumento de necessidade de equipamentos públicos e com falsa compensação ambiental.

Na hora em que foram suprimidos os instrumentos de controle de verticalização pelo estoque construtivo e seus estudos prévios de suporte da infraestrutura, do sistema de transportes e viário autorizadores de novos estoques nos distritos, a verticalização ficou incontrolável.

Algo para a atenção do Ministério Público é a flagrante ilegalidade do projeto, que ignora de modo proposital a carta geotécnica da cidade. Há o incentivo à ocupação de praticamente todas as áreas de várzea que ainda existem na zona urbana, selando-se fontes hídricas com intensa permissividade ao asfalto e a grandes empreendimentos.

A proposta vai na contramão do que buscam todas as grandes cidades do mundo em matéria de crescimento sustentável. No cenário não tão distante, São Paulo ficará sufocada ambientalmente e ainda mais cara para morar.

Esse plano interessa somente ao setor imobiliário. Só não irá adiante por pressão popular. É hora de uma forte mobilização em defesa de São Paulo!

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Como aquecer sua casa sem levar um susto na conta de luz

Fonte: PROCEL INFO

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Brasil – Com uso responsável, o conforto pode ser mantido sem aumento no consumo da energia elétrica
Gabriela Marques de Oliveira, para o Procel Info

Brasil – O inverno começou oficialmente no dia 21 de junho, mas pelas temperaturas baixas que já são sentidas em boa parte do Brasil, principalmente na região Sul e Sudeste, parece que já começou há bastante tempo. Junto com isso, além da vontade de comer fondue e tomar um bom vinho, vem a preocupação em como deixar a casa mais quentinha para suportar o frio. São diversas formas utilizadas para conseguir se aquecer, como tomar aquele banho quente demorado, lareira acessa, aquecedores elétricos, lençóis térmicos, secador de roupa e de cabelo, até aquecedor de toalha. Tudo isso para driblar o frio. Mas nesse momento de freio no consumo de energia, por conta do aumento na conta de energia elétrica e, também, os problemas de desabastecimento hidríco que passamos no início do ano, qualquer meio de se aquecer pode dar um salto na conta e um susto no bolso.

Pensando nisso, a reportagem do Procel Info consultou especialistas para ajudar com dicas para curtir o inverno com conforto e sem decepções no bolso. A primeira delas está relacionada com a hora do banho. Thiago Jeremias, engenheiro eletricista da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) disse que “um dos grandes vilões do consumo no inverno é o chuveiro elétrico. Em geral, no inverno os chuveiros são ajustados para a máxima potência e com maior fluxo de água.” Ele comenta que o tempo médio de banho tende a aumentar pelo “receio” de sair do banho e estar frio, ou seja, além de desperdiçar energia, também desperdiça água. Existem ainda situações mais extremas em que consumidores deixam o chuveiro ligado alguns minutos antes do banho para aquecer o ambiente, o que é uma ação muito ineficiente.

Thiago alerta também para alguns perigos na hora do banho. Ele lembra que algumas pessoas ainda ligam aquecedores dentro do banheiro. “A utilização de aquecedores elétricos é mais eficiente do que deixar o chuveiro ligado antes do banho, porém deve-se tomar muito cuidado porque o banheiro é um ambiente úmido em que as pessoas estão descalças. Com isso, os riscos e as consequências mais graves do choque elétrico aumentam muito.”

Os especialistas recomendam dar preferência para o aquecimento solar da água para as torneiras e chuveiros. Mas se você utiliza chuveiro elétrico, evite ficar muito tempo no banho e utilizar na temperatura mais quente. Às vezes no morno já funciona. É o que diz Guilherme Bogado Guimarães, de 18 anos que mora em Gramado, no Rio Grande do Sul, disse que na casa dele, o tempo de uso do chuveiro passa a ser por um período menor. “O sistema de quente, frio e morno pode ser regulado. Portanto, a opção morno pode se ser mais apropriada pelo custo menor. Porque quanto mais quente, a eletricidade faz mais esforço para aquecer.”

O segundo item é o aquecedor. O IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), fez uma pesquisa e comparou quatro tipos de aquecedores. O irradiador, aquele que costuma ter em hotéis; o de gabinete, que parece um ventilador; o aquecedor à óleo, que o formato lembra o climatizador de ar; e o split. Eles estudaram as vantagens e desvantagens de cada um em questão de desempenho, riscos, direcionamento de calor, facilidade de transporte, ruído, preço, consumo de energia mensal, entre outras coisas. O irradiador, por exemplo é o melhor em questão de desempenho e consumo de energia, mas oferece riscos por conta das barras de ferro que podem provocar queimaduras sérias. O estilo gabinete é muito bom em questão de preço e consumo energético, mas produz ruído e também oferece riscos de queimadura por contato com a grade. Os aquecedores a óleo já não possuem um bom desempenho na hora de aquecer o ambiente e de serem mais caros no mercado, além de consumirem bastante energia. Por fim, o aquecedor Split tem a desvantagem de não poder ser transportado de um ambiente para outro e seu desempenho não é tão bom quanto o aquecedor de gabinete e o irradiador. Por outro lado, ele é o melhor em termos de segurança, principalmente se o consumidor tem crianças ou pets em casa.

Outro item que ajuda muito na hora de fugir do frio é o lençol térmico. Mas Thiago ressalta: “Não durma com lençol térmico ligado e prefira aqueles com temporizadores ou controladores de temperatura. O mesmo deve ser utilizado apenas para pré-aquecer a cama antes de se deitar, pois esquecer um lençol térmico ligado pode gerar incêndios. Muito cuidado com lençol térmico em camas com crianças ou idosos, pois a umidade pode causar choque elétrico. Por exemplo, derramar líquidos da mamadeira, vazar a fralda, suor, entre outros.”

O funcionário público, Lucas Ezequiel Bernardes, de 25 anos, morador de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, lembra que para economizar é importante fazer a substituição de equipamentos antigos por aqueles com Selo Procel ou pelo menos classificação “A” na ENCE, como ele fez na casa dele. Os especialistas concordam e ressaltam também a utilização de lâmpadas de LED.

No inverno é mais difícil secar roupas, e por isso muitas pessoas optam por utilizar a secadora de roupas. Renata Amaral, pesquisadora do IDEC, diz que a dica é procurar acumular roupa para lavar e secar tudo de uma única vez e que as roupas sejam colocadas na máquina o mais secas possíveis, ou seja, já centrifugadas. Thiago também lembra que é melhor lavar as roupas em dias de sol.

Por fim, Renata lembra que manutenções periódicas são importantes para que o consumidor se previna de acidentes, além da leitura atenta do manual de utilização que fornece ao mesmo indicações da melhor maneira de como o equipamento deve ser utilizado para evitar acidentes. Ela também diz que a dica do IDEC é sempre a utilização racional dos equipamentos. Ou seja, se atentar se o equipamento está sendo mesmo necessário e utilizá-lo com consciência. Aquecedores elétricos, lareiras e cobertores elétricos, por exemplo, só devem ser utilizados em estrita necessidade. Ao fechar janelas e se proteger com cobertores e casacos, muitas vezes, esses equipamentos não se tornam mais necessários. Outra possibilidade é optar por outra fonte de energia, como aquecedores à gás e manter os aparelhos desconectados das tomadas quando estivem fora de uso. Mas o mais sustentável é sempre lembrar de “reduzir” o consumo utilizando equipamentos eficientes. Quando for necessário, optar por equipamentos que possam ser utilizados em todas as estações do ano, e não apenas em períodos específicos e que sejam adequados à sua utilização. No final das contas, “o consumidor deve fazer os cálculos e verificar o que é o melhor para o bolso”, ressalta Renata.

Confira algumas dicas para economizar energia durante o inverno:

Chuveiro Elétrico – Os chuveiros com potências elevadas representam um dos maiores consumos de energia elétrica de uma residência durante o inverno, podendo representar 35% do valor da conta de luz. Neste caso, a principal dica é ficar o mínimo possível com o chuveiro ligado. O banho de 15 minutos por dia para uma família de quatro pessoas equivale ao consumo de energia de 40 lâmpadas de 100W.

Geladeira – Deixe o termostato da geladeira no mínimo. No inverno a geladeira não necessita de uma potência muito alta. Dicas já conhecidas seguem válidas, como: não abrir a porta desnecessariamente, não cobrir as grades internas com toalhas; não secar roupas na parte de trás; não colocar alimentos quentes e possuir borrachas de vedação em bom estado de conservação.

Torneiras – Se sua torneira for aquecida, desligue a torneira para ensaboar a louça, além de economizar energia, economizará água.

Ferro de passar – Passar, de uma só vez, a maior quantidade possível de roupas e utilizar a temperatura indicada no ferro para cada tipo de tecido, deixando as roupas mais leves para o final

Máquinas de lavar e secar – Utilize a capacidade máxima das máquinas de lavar e secar: nas máquinas de lavar, atente para a quantidade de sabão, evitando repetir a operação de enxágue. Nas secadoras, utilize-as apenas quando realmente necessário.

Lâmpadas – Troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes ou leds, que gastam de 60% a 80% menos energia.

* Com colaboração de Matheus Maklister

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Brasil tem a energia mais cara para a indústria entre 28 países, diz Firjan

Fonte: Portal G1

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O Brasil tem a energia mais cara para a indústria entre 28 países analisados pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).

No Brasil, o preço do megawatt/hora é de R$ 544. A Índia e a Itália estão logo atrás, com preços próximos dos R$ 500.

O Jornal da Globo selecionou outros países do ranking, todos com tarifas mais competitivas. A energia mais barata é a da Argentina, mas lá o setor elétrico conta com subsídios e o preço da energia foi congelado pelo governo.

Custos de geração, transmissão e distribuição: 52,5%. Do valor total da energia brasileira, 52% são custos de geração, transmissão e distribuição, 27% são impostos e o restante se deve às bandeiras tarifárias, às perdas do sistema e aos encargos setoriais.

“No curto prazo a situação deve continuar com preços elevados. A gente está com nível de reservatórios muito baixo e a gente tem que recorrer às usinas térmicas. Isso faz com que o custo suba. E, em um horizonte próximo, a gente não deve ter uma mudança desse cenário. Portanto, no curto prazo, a medida mais eficiente é buscar medidas de eficiência energética dentro das empresas de forma a minimizar os custos pras industrias sem que vc tenha perdas de produção”, aponta Guilherme Mercês, gerente de economia da Firjan.

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Cota verde para prédio de SP em lei de zoneamento deve ter efeito limitado

Fonte: Folha de S. Paulo Online

Por: Eduardo Geraque

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Medida prevista na lei de zoneamento proposta pela prefeitura e agora em debate na Câmara, a cota ambiental para novas construções pode ter efeito limitado sobre os terrenos de São Paulo.

Pelo texto, empreendimentos acima de 500 metros quadrados devem atingir uma nota verde mínima, sob pena de não serem aprovados.

A soma de pontos está baseada em quatro itens principais: a região do terreno, o tamanho da área verde que será mantida, o número de árvores e plantas que serão introduzidas e a existência de pequenos reservatórios para acumular água da chuva.

Estimativas dão conta de que, caso aprovada pelos vereadores, a cota vai afetar 25% dos terrenos da cidade.

A prefeitura trabalha com o horizonte de 50% da área ainda edificável na capital.

Editoria de Arte/Folhapress

Entre 2000 e 2010, o mercado consumiu 1 milhão de metros quadrados por ano.

“É muita ginástica para pouco resultado”, afirma o urbanista Kazuo Nakano, para quem a aplicação da medida vai ser complexa.

Tal dificuldade, ele diz, vai limitar bastante os ganhos ambientais da ideia, que só deve mudar a cara da cidade em duas ou mais décadas.

É o que também afirma Renato Cymbalista, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismoda USP. “Ainda que os princípios sejam interessantes, a cota exige uma fiscalização sofisticada que a cidade historicamente não conseguiu construir”, diz.

JARDINS VERTICAIS

Entre as soluções que vão gerar pontos para as construções estão tetos e fachadas verdes e pisos porosos. Empreendimentos comerciais ou residenciais que mantiverem a mata original do terreno também serão premiados.

“Nós queremos aumentar a drenagem da cidade e diminuir as ilhas de calor”, afirma Fernando de Mello Franco, secretário de Desenvolvimento Urbano da capital. “É algo inédito no país.”

A equipe técnica da pasta analisou legislações de cidades como Berlim e Seattle para elaborar a planilha em que pontos serão somados ou subtraídos dependendo das características do projeto.

Para Cymbalista, porém, seria mais proveitoso aplicar regras mais claras, como a obrigação direta de se construir tetos verdes.

Para turbinar os resultados da cota, a lei de zoneamento prevê ainda um desconto da chamada outorga onerosa (valor cobrado para construções acima dos parâmetros regulares) aos projetos que ultrapassarem a pontuação ambiental exigida.

A cada dois anos, os responsáveis terão que enviar um relatório mostrando que os parâmetros originais do projeto não foram alterados.

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Driving data center PUE, efficiency

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Bill Kosik, PE, CEM, BEMP, LEED AP BD+C, HP Data Center Facilities Consulting

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When developing data center energy-use estimations, engineers must account for all sources of energy use in the facility.

Learning objectives

  • Understand how to measure energy efficiency in a data center.
  • Learn which systems affect power usage effectiveness (PUE).
  • Know how to determine data center reliability.

For the last decade, power usage effectiveness (PUE) has been the primary metric in judging how efficiently energy is used in powering a data center. PUE is a simple energy-use ratio where the total energy of the data center facility is the numerator, and the energy use of the information technology (IT) systems is the denominator. PUE values theoretically run from 1 to infinity. But in real-life operations, well-designed, operated, and maintained data centers typically have PUE values between 1.20 and 1.60. Extremely low energy-use data centers can have a PUE of 1.10. Keep in mind that PUE can never be less than 1.0.

Future flexibility and scalability will keep long-term ownership costs low. This is especially important because IT systems evolve on a lifecycle of 12 to 18 months. This, however, can lead to short-term over-provisioning of power and cooling systems until the IT systems are fully built out. And even at a fully built-out stage, the computers, storage, and networking equipment will experience hourly, daily, weekly, and monthly variations depending on the type of computing performed. This double learning curve of increasing power usage over time plus ongoing fluctuations of power use can make the design and operation of these types of facilities difficult to optimize.

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The concept of how PUE is calculated is relatively straightforward. However, putting the concept into practice requires a detailed approach, making sure to consider all elements that affect data center energy use. In addition, when conducting an energy-use simulation and analysis to determine PUE for a data center, it is important to include all available relevant information (at least what is known at the time of the study) in the simulation (see Figure 1). If specific input parameters are not known, industry standard values can be used, such as the minimum energy-efficiency ratings defined in ASHRAE 90.1: Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings. Examples (not a complete list) include:

1. Overall system design requirements: These requirements generally describe a mode of operation or sequence of events needed to minimize energy use while maintaining the prerequisite conditions for the IT equipment.

  • a. Type of economizer cycle
  • b. If water, describe the control sequence and parameters to be measured and controlled for successful execution of the sequence (maximum/minimum outdoor temperatures and humidity levels).
  • c. If air, describe the control sequence and parameters to be measured and controlled for successful execution of the sequence (maximum/minimum outdoor temperatures and humidity levels).

2. Indoor environmental conditions: Depending on the indoor temperature and humidity parameters, significant amounts of energy can be saved by increasing the supply air temperature and lowering the humidity level. Determining the data center environmental conditions is an important step in the process:

  • a. Supply air temperature
  • b. Return air temperature
  • c. Minimum and maximum moisture content (grains of water per kilogram of air).

3. Power and efficiency parameters for systems and equipment

  • a. Air-handling unit fans
  • b. Compressors
  • c. Cooling system pumps
  • d. Heat-rejection system pumps
  • e. Heat-rejection fans
  • f. Lighting
  • g. Other miscellaneous electrical loads.

4. Efficiency of power-delivery systems

  • a. Incoming electricity transformers losses
  • b. Uninterruptible power supply (UPS) losses
  • c. Power distribution unit (PDU) losses
  • d. Wiring losses

5. IT load

  • a. What is the IT system operational load compared to design load?
  • b. Most power and cooling systems run less efficiently at partial load.
  • c. Most data centers never reach full power-use potential, so the facility will run at partial load virtually the entire life of the facility.

6. Building envelope

  • a. Increased/decreased internal moisture due to vapor migration
  • b. Heating of non-data center spaces (loading docks, exit doors, vestibule)

7. Climate

  • a. Analyze more than 8,760 hr (the number of hours in a year) using ASHRAE international weather data (IWEC2)
  • b. Must consider a full year of weather data, hour-by-hour, to see trends in energy use
  • c. Extreme weather data, n-year return period values of extreme dry-bulb temperature where n = 5, 10, 20, 50 years.

8. Reliability requirements

  • a. System efficiency drops with higher reliability (generally).
  • b. Cooling and power systems must be carefully designed to optimize reliability requirements with partial load performance.
  • c. If multiple modules are needed for reliability, the equipment can also be used as a way to keep energy use to a minimum during partial load.

9. Operating schedules

  • a. Data center facilities will have variable use for systems like lighting and miscellaneous power.
  • b. Based on actual use, the energy use of different systems will vary from facility to facility, especially a lights-out facility.

10.  IT systems and equipment

  • a. Arguably one of the most important factors that control the energy-use outcome
  • b. IT systems: traditional air-cooled, water-cooled, rear-door heat exchanger, fan-powered chimney, high-temperature air/water
  • c. High-temperature air/water will often lead to a chiller-less cooling system, which uses heat-rejection equipment to cool only the IT equipment
  • d. Density (in watts per square foot/meter) of equipment will drive cooling and power solutions and ultimately energy use.
  • e. Efficiency and turn-down ratio of servers
  • f. Efficiency solutions such as virtualization and cloud.
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Sustentabilidade é prorrogar vida útil de obras

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Procedimentos eficazes de manutenção de pontes e viadutos evitam danos ao meio ambiente e gastos elevados no tratamento de manifestações patológicas

No Brasil, o ciclo do processo construtivo nem sempre se completa. Ele é formado por cinco etapas: planejamento, projeto, produção de materiais, construção e uso e manutenção. É nesta última fase que, normalmente, ocorrem falhas, aponta o engenheiro civil, e especialista em manifestações patológicas, Ênio Pazini Figueiredo. Professor-doutor da Universidade Federal de Goiás, ele avalia que o país perde muito em recursos ao não proceder, de forma sistemática e metodológica, a avaliação de suas obras de arte estruturais. “É mais sustentável conseguir prolongar a vida útil de uma ponte ou de um viaduto do que adotar práticas sustentáveis no canteiro de obras”, alertou, durante conferência no 11º Congresso Internacional sobre Patologias e Recuperação de estruturas (Cinpar), ocorrida de 10 a 12 de junho nas instalações da Unisinos, na cidade de São Leopoldo-RS.

Segundo Pazini, a engenharia brasileira deveria promover uma “mea culpa” por não ter conseguido fazer a sociedade brasileira entender a importância das análises preventivas de estruturas. “Estamos falando deprevenir acidentes, evitar grandes transtornos e impedir gastos elevados. No entanto, se hoje um representante do poder público falar que vai destinar tantos milhões para a avaliação do estado de conservação de pontes e obras de artes estruturais, não faltará quem diga que, neste ato, possa haver alguma irregularidade. Não nos preocupamos em educar a sociedade para entender a engenharia preventiva”, disse. O professor-doutor mostrou pesquisa recente, a qual revela que 40% das 180 mil obras de arte existentes nas rodovias brasileiras apresentam manifestações patológicas. As mais comuns são: corrosões de armaduras, fissuras, reações álcalis-agregados, rompimento dos aparelhos de apoio e deterioração das juntas de dilatação.

Não é por falta de normalização que isso ocorre, destaca Ênio Pazini Figueiredo. Um dos problemas, segundo o especialista, é que no Brasil algumas das tecnologias de construção de pontes e viadutos ainda estão vinculadas a procedimentos usados na década de 1940. Sem contar que boa parte das obras de arte estruturais em funcionamento no país foi empreendida na primeira metade do século passado. “Daí, começamos a entender o porquê de tantas manifestações patológicas aparecerem em nossas obras”, afirmou. Outro problema no país é que essas estruturas são submetidas sistematicamente à passagem de carga acima do que elas podem suportar e sofrem constantemente com choques de veículos e embarcações em seus tabuleiros. Sem contar o descaso com a manutenção.

Tecnologias a favor da manutenção

Recomendações da FIB (do francês, fédération internationale du béton [Federação Internacional do Concreto]) sugerem que os períodos de manutenção em empreendimentos construídos com concreto armado sigam a seguinte tabela: casas e escritórios, 10 anos; edifícios industriais, 5 a 10 anos; pontes de autoestradas, 4 anos; pontes de ferrovias, 2 anos, e pontes de rodovias, 6 anos. “No que se refere a pontes, vale verificar os requisitos de desempenho, como qualidade funcional, segurança estrutural e durabilidade. Além disso, na hora de diagnosticar uma manifestação patológica é preciso lançar mão de todos os meios possíveis para se chegar ao ponto causador do problema. Muitas vezes são feitos reparos sem essa preocupação e, tempos depois, o dano volta ainda mais forte”, destacou Pazini. “Em certos casos, o estágio da manifestação é tão avançado que o recomendável é demolir a obra e construir uma nova”, completou.

Em sua palestra, Ênio Pazini Figueiredo elencou as metodologias que hoje estão disponíveis para uma correta avaliação de manifestações patológicas em estruturas de concreto. Entre elas, ensaios de esclerometria, o uso de aparelhos de ultrassom e o monitoramento através de sensores. “Na Noruega existem pontes, cujas estruturas são protegidas catodicamente. Os sensores estão conectados a um computador instalado na obra, e que fica mandando informações constantemente para o laboratório de análise”, relatou o professor, citando que há vários tipos de sensores. Entre eles, os capazes de medir umidade, temperatura, potencial de corrosão e deformações. No Brasil, essa tecnologia ainda não é empregada em grandes obras.

Entrevistado

Engenheiro civil Ênio José Pazini Figueiredo, especializado em Patologia das Construções pelo Instituto Eduardo Torroja, da Espanha, e professor titular da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Contato: epazini@eec.ufg

Crédito Foto: Divulgação/Cia. Cimento Itambé

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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Understanding cogeneration systems

Fonte (source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Jerry Schuett, PE, and David Cunningham, Affiliated Engineers Inc.

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Cogeneration systems—also known as combined heat and power (CHP) systems—generate both electricity and usable thermal energy. These systems typically are used on campuses that have high heat load requirements.

Learning objectives

  • Understand the various forms of cogeneration systems.
  • Learn to analyze the use of cogeneration systems.
  • Anticipate regulatory trends toward growing and accelerating rates of cogeneration system adoptions.

Cogeneration systems, also known as combined heat and power (CHP) systems, generate both electricity and usable thermal energy. CHP systems provide a cost-effective method of reducing operating costs, increasing electrical reliability, and reducing greenhouse gases. A CHP system simultaneously converts mechanical work to electrical energy (in most cases) and produces useful heat. The efficiency of a CHP is approximately twice that of a standard utility electric-generating station, because the excess heat from the process is used beneficially in lieu of being dissipated to ambient air. These cogeneration systems, typically used on campuses with high heat load requirements (i.e., colleges, hospitals, and industrial campuses), offer efficiency, ease of system maintenance, and sustainable design opportunities.

CHP plant projects prioritize reliability, efficiency, sustainability, flexibility, and resiliency. CHP offers institutional, industrial, and commercial building owners a well-established means of increasing energy efficiency, decreasing risk of power outages (redundancy through islanding capability), reducing energy-related costs, and reducing greenhouse gas and air-pollutant emissions. The technologies that comprise U.S. capacity broadly align with applications determined by such characteristics as size, efficiency, capital and O&M costs, start-up time, availability, durability, system complexity, and emissions control. Fluency in the details of CHP systems and their performance is the starting point for effective application. While CHP has been around for more than a century, part of its renewed relevance today lies in its role as a vital part of energy projects seeking cleaner, greener energy.

CHP uses various fuel sources to simultaneously generate electricity and thermal energy, recovering heat that is otherwise exhausted from the power generation process. By capturing and using waste heat effectively, CHP uses less fuel than separate heat and power systems to produce the same amount of energy. Because CHP systems are located at or near points of use, transmission and distribution losses that would otherwise occur between a power plant and the user are essentially eliminated. As a form of distributed generation, CHP can provide high-quality electricity and thermal energy to a location regardless of power grid status, at the same time reducing grid congestion and deferring the need for new central generating plants.

Increasing interest in CHP is being driven by global energy demand, price volatility, and climate change concerns. Compared to the 45% efficiency typical of traditional separate production of heat and power, CHP systems can operate at efficiency levels exceeding 70%. Current CHP generating capacity in the U.S. is approximately 85 GW, or 9% of the U.S. total. This existing CHP capacity avoids 1.9 quads of fuel consumption (equivalent to 68.4 million tons of coal) and 248 million metric tons of carbon dioxide (CO2) emissions (equivalent to 45 million automobiles) per year. A recent U.S. Dept. of Energy report prepared by Oak Ridge National Laboratory, Oak Ridge, Tenn., estimated that raising CHP capacity to 20% of the total U.S. electrical production capacity required by 2030, or 241 GW, would avoid 5.3 quads and 848 million metric tons of CO2 (equivalent to 154 million automobiles). Government regulations encouraging CHP applications in Denmark, Finland, and the Netherlands have resulted in percentage capacities greatly exceeding this level in those countries. Recognizing the importance of CHP on a national scale, President Obama signed an executive order in 2012 establishing a national goal of adding 40 GW of new combined heat and power capacity by 2020.

CHP system types

CHP system types are identified by the prime-mover technology, which is configured with a generator, heat recovery, and electrical interconnections. These system types include back-pressure steam turbines, gas turbines, and reciprocating engines.

Back-pressure steam turbines: Back-pressure steam turbines have a variety of designs and can be matched with multifuel boilers, industrial waste heat, and gas turbine waste heat. This is a typical application: Steam is generated at a higher pressure than necessary for the loads/process and can be run though a back-pressure turbine to generate electricity in an extremely cost-effective manner.

Gas turbines: Gas turbines (otherwise known as combustion turbines, or CTs), derived from jet aircraft technology, provide more than 60% of U.S. CHP capacity. Gas turbines create high-temperature exhaust heat that is well-suited to high-pressure steam production required by process industries.

Reciprocating engines: Reciprocating engines represent less than 5% of U.S. CHP capacity, but total more than half of the CHP systems in place. A low-cost technology that has remained current through efficiency and emissions improvement, reciprocating engines produce exhaust heat ideal for hot water production and generally have a higher electrical energy-to-thermal energy output than a standard CT.

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Table 1 was developed based on average input energy requirements and thermal output from various manufacturers, using an output range of 2,000 to 5,000 kW. The table lists the general characteristics of the aforementioned CHP system types, and is based on the higher heating value (HHV) of the fuel.

CHP characteristics: CTs, reciprocating engines

Heat recovery associated with a combustion-turbine CHP consists of a heat recovery steam generator (HRSG) downstream of the CT, which reduces the flue gas temperature from approximately 1,000 F to 350. An economizer can be located downstream of the HRSG to increase heat recovery and reduce the flue gas temperatures to approximately 250 F for noncondensing, and even lower for condensing economizers. The HRSG can produce a variety of steam pressures and temperatures, and can also produce water for heating. A duct burner can be installed between the CT and the HRSG to increase heat output for recovery by up to a factor of approximately 4, as necessary. The efficiency of a duct burner is approximately 90% based on using HHV fuel, because all of the required combustion air is provided by the CT exhaust at an elevated temperature.

The heat recovery from a reciprocating-engine CHP system comes from two separate systems. The heat recovery from the engine exhaust is similar to the heat recovery associated with a CT application. This source recovers approximately 15% of the heat input for an engine CHP application. A second source of heat recovery from a reciprocating engine is the jacket water, similar to an automobile radiator. This source produces approximately 20% of recoverable heat. Some engines also have a smaller component of heat recovery available from air coolers or oil coolers. This engine waste heat is mainly in the form of heating water due to the lower temperatures associated with it. The range of net heat rates vary depending on whether the jacket-water heat is recovered as well as the engine-exhaust heat.

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LIMITE DE ALTURA PARA A CONSTRUÇÃO DE PRÉDIOS PODERÁ SER AFETADO DEVIDO ADEQUAÇÃO DA LEGISLAÇÃO DE GABARITOS, EM ANDAMENTO, PELA AERONÁUTICA

Fonte: Revista Infra

Sem fazer alarde, a Aeronáutica prepara uma grande mudança na legislação de gabaritos de proteção dos principais aeroportos brasileiros. Essa mudança pode afetar o mercado imobiliário das grandes cidades, uma vez que esses gabaritos aeronáuticos limitam a altura de construção de prédios em áreas bastante extensas em volta dos aeroportos, que podem chegar a mais de 100 Km 2.

Segundo o Engenheiro Claudio Borges, diretor da empresa Dumont Engenharia Aeroportuária, para se adaptar à legislação internacional, a Aeronáutica pretende alterar tamanhos e altitudes de diversas áreas de proteção em volta dos aeroportos de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, etc. Essas alterações trarão muitas surpresas, agradáveis e desagradáveis, com ganhos e perdas de gabaritos, dependo da região observada.

“O Padrão Internacional requer áreas menores de proteção, mas os gabaritos de altura podem ser mais baixos. Em São Paulo, por exemplo, teremos grandes surpresas em volta do aeroporto de Congonhas. Numa área de 60 Km2, onde estão os principais bairros da cidade, o gabarito vai baixar quase 17 metros para os novos empreendimentos, quando comparado com a altura dos prédios já construídos na vizinhança. Em áreas da zona norte, próximo ao Campo de Marte, a situação poderá ser ainda pior, pois o próprio terreno já ficará acima da cota permitida. Arquitetos e Construtoras precisam ficar atentos a esse assunto nas próximas semanas, caso contrário o prejuízo poderá ser grande”, afirma o Engenheiro. Para maiores informações envie um e-mail para: Claudio Borges – dumont.claudio@uol.com.br

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Uso de eficiência energética nas empresas já produz resultados significativos

Fonte: Ambiente Energia

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Apenas com a mudança de comportamento no melhor uso das fontes de energia, a eficiência energética, é possível uma redução de 10% no consumo de energia nas empresas. De acordo com o gerente de soluções e Inovações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RJ), Ricardo Wargas, fechar as torneiras enquanto ensaboa as mãos, apagar as luzes e deixar equipamentos ligados somente quando em uso, são algumas boas práticas que ajudam na diminuição do consumo de energia.

Segundo Wargas, essa redução pode chegar a 20% quando a empresa faz investimentos. Modernização dos equipamentos utilizados e das instalações, o treinamento dos funcionários e adoção de novas tecnologias são algumas formas de gestão da energia.

“Com a eficiência energética ganha todo mundo: o empresário que passa a pagar menos; o meio ambiente que passa a receber menos poluição que às vezes é produzida pelo uso inadequado de algum equipamento, e o funcionário, pois a segurança nas instalações aumenta, diminuindo o risco de acidentes”, explicou.

Sebraetec: programa que subsidia 80% da inovação de pequenas empresas

Como plataforma disponível para pequenos empresários colocarem em prática investimentos tecnológicos que ajudam na eficiência energética, o Sebrae possui o Serviços em Inovação e Tecnologia (Sebraetec). A iniciativa do Sebrae Nacional possibilita que micro e pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano tenham auxilio para execução de projetos nas áreas de processos produtivos, certificação e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). O programa oferece subsídio financeiro não reembolsável de até 80% do valor.

“Essa é nossa principal linha de apoio ao pequeno empresário que quer fazer consultoria tecnológica e mudar os patamares do uso de energia”, explicou Wargas. Para ter acesso ao serviço, o empresário precisa procurar o escritório do Sebrae mais próximo. A partir disso o Sebrae vai analisar a demanda e buscar um fornecedor de serviço tecnológico de acordo a necessidade da empresa.

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Eficiência não pode esperar o governo

Fonte: Revista Brasil Energia

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São Paulo – Em entrevista à revista Brasil Energia, presidente da Schneider Electric do Brasil, Rogério Zampronha, acredita que o momento é cenário ideal para investir em eficiência energética no país

São Paulo – Boa parte das empresas brasileiras está preocupada em reduzir o consumo de energia, mas ainda considera o governo o principal responsável pelas ações de eficiência energética no Brasil, aponta a pesquisa Radar da Eficiência Energética, realizada este ano pela Schneider Electric Brasil. O levantamento mostrou que 86% das 236 empresas entrevistadas, entre pequenas, médias e grandes corporações, têm planos de reduzir o consumo de energia nos próximos três anos, mas a maioria considera o governo federal o ator mais importante da eficiência energética no país, à frente dos consumidores e da iniciativa privada.

As companhias também não estão preparadas para um eventual corte no fornecimento de energia: apenas 12% têm capacidade para atender o consumo em caso de racionamento. No momento em que o governo conta com a redução voluntária da demanda, entre outras medidas, o presidente da Schneider Electric do Brasil, Rogério Zampronha, acredita que esse é o cenário ideal para disseminar conhecimento e investimentos sobre o segmento.

O executivo, formado em Economia pela USP e à frente da empresa desde 2013, avalia que ainda falta um movimento interno nas próprias empresas, independente de ações governamentais, que consiga fazer com que os projetos de eficiência energética tenham na prática um papel importante no crescimento econômico das corporações que os adotam e da sociedade como um todo.

Confira abaixo a entrevista completa publicada na edição de Junho da revista Brasil Energia

Revista Brasil Energia_Junho.pdf

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