O país do futuro…

Quem não se recorda de expressões como “País em Desenvolvimento” e “País do Futuro” que ouvíamos quando jovens e estudantes?

Agora, deixando a vaidade (medo de envelhecer…) de lado, há quanto tempo ouvimos estas expressões?

Há muito tempo….não?

Pois é, ainda tenho esperança de que cheguemos lá, apesar da inegável evolução pela qual passamos nas últimas décadas, ainda que morosa…

Há alguns meses, tive a chance de conversar um pouco com um colega que reside fora do Brasil sobre a imagem de nosso país para alguns integrantes do primeiro mundo, ouvindo dele de que ainda éramos vistos como um país das “oportunidades” e de muitas “riquezas” (fazendo menção as oportunidades de negócios e crescimentos), ao mesmo tempo em que éramos vistos como um país que permitia este “escoamento de riquezas” através dos braços e dedos de uma má administração, “salpicada” pela corrupção.

Lamentei muito ouvir isto deste colega europeu e doeu muito….confesso, mas há o que discutir?

Ontem vivenciamos mais uma página de nossa história política, pois vivenciamos uma nação literalmente dividida, com uma vitória extremamente apertada, fruto de um processo democrático.

Independentemente de preferências ou desapontamentos, prefiro olhar para frente com esperança……. sim, esperança de ver um governo que se sinta pressionado por praticamente metade da população e que busque corrigir os maus passos dados nestes últimos anos.

Esperança de ver “voltar a acelerar” esta máquina que vem notadamente reduzindo a sua velocidade há praticamente dois anos….

Como sempre, vamos fazer a nossa parte!

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Produtos adequam retrofit à Norma de Desempenho

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Altair Santos MTB 2330

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A prova de que a ABNT NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho mexeu com o mercado da construção civil está no volume de produtos recentemente lançados para atender os requisitos termoacústicos da norma. São mantas, contrapisos, esquadrias com vidros especiais e portas, entre outros equipamentos, que prometem adequar imóveis construídos antes de 19 de julho de 2013 (data da entrada em vigor da Norma de Desempenho) quando estes forem submetidos a obras de retrofit.

Para atender à norma, projetistas, construtores e arquitetos precisam conhecer o desempenho dos sistemas que adotam e aumentar o rigor na especificação e na escolha de produtos como portas, paredes de vedação, janelas, pisos, revestimentos e coberturas, além de levar em conta a vida útil da edificação. No caso das janelas, elas agora têm que vir com duas folhas de vidro. A qualidade da instalação destes equipamentos também é outro item exigido pela NBR 15575. Eles precisam ter desempenho mínimo de 25 dB (decibéis) de isolamento acústico. Antes, esse valor ficava em torno de 15 dB.

A mesma exigência serve para portas e batentes, principalmente no que se refere aos sistemas de paredes internas que dividem o apartamento de halls e áreas de circulação. “O mercado dispõe de tecnologias, com produtos e sistemas de isolamento acústico, que se utilizadas com critério não precisam fazer com que voltemos a construir como há 40 anos”, diz Davi Akkerman, presidente da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica).

Corrigindo a “laje zero”

No caso de retrofit em prédios construídos nos anos 1990, quando o mercado adotou a chamada “laje zero”, com espessura menor que 10 cm, também já estão disponíveis soluções que melhoram principalmente o desempenho acústico. Entre elas, as argamassas a base de vermiculita expandida, que podem ser aplicadas tanto em paredes de vedação quanto em contrapisos. A vermiculita é um mineral que, quando aquecido, se transforma em floco expandido com alto potencial de isolamento térmico e acústico.

Outras opções já existentes são as mantas termoacústicas. Há modelos para quase todos os tipos de obras deretrofit. Algumas não requerem reformas tão profundas e podem ser colocadas sobre o contrapiso, antes da aplicação do revestimento, sejam eles pisos de madeira, cerâmicas ou porcelanatos. Há também mantas para serem usadas durante a construção das lajes, e que prometem melhorar o desempenho acústico em até 40%, assim como mantas próprias para o isolamento térmico das lajes de cobertura.

Quem busca soluções mais sustentáveis, reconhecidas inclusive pela certificação LEED, tem a opção da argila expandida, que pode ser aplicada solta ou ensacada e serve tanto como elemento para aumentar o desempenho térmico quanto para obter desempenho acústico. Material leve, ele se encaixa perfeitamente entre a laje e o contrapiso. Também tem propriedades para servir como base para “telhados verdes”. Neste caso, a aplicabilidade deve ser entre a manta asfáltica e a manta de drenagem.

Entrevistado

Davi Akkerman, presidente da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica)

Paulo Ricardo, bussiness advisor da Styroplast Cinexpan, empresa especializada em argila expandida

Contatos

http://www.proacustica.org.br/fale-conosco.html

http://www.styroplast.com.br

argila@cinexpan.com.br

Créditos Fotos: Divulgação

 

 

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Energia nuclear poderá suprir demanda energética no País, nos próximos anos

Fonte: O Estado do Ceará

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O baixo volume de chuvas em diversas regiões do Brasil, principalmente no Sudeste, renova, segundo os especialistas, a necessidade de haver continuidade de investimentos em usinas nucleares. Isto porque a seca, que já está afetando o fornecimento de água para a população, também compromete a geração de energia por parte das usinas hidrelétricas, que estão com seus volumes muito baixos, aumentando a importância das nucleares. A avaliação foi debatida, ontem, durante no 3º Seminário sobre Energia Nuclear, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

De acordo com presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Aquilino Senra, a matriz energética brasileira é muito baseada em usinas hidrelétricas, que vem sendo afetada pelas reiteradas e prolongadas secas nos últimos anos. “No Brasil, a produção hídrica contribui com 92% de toda energia gerada. Os 8% restantes vêm de uma complementação térmica, na qual a nuclear tem um papel de 4%. Essa situação de baixos reservatórios levará a uma tomada de decisão mais rápida sobre a expansão da produção de energia nuclear. É inevitável, nas próximas décadas, um potencial de crescimento nuclear”, disse Senra.

O supervisor da gerência de Análise de Segurança Nuclear da Eletronuclear, Edson Kuramoto, disse que a menor quantidade de chuva, nos últimos anos, forçou o governo a utilizar totalmente as usinas térmicas, incluindo as nucleares, para garantir o fornecimento. “Hoje está demonstrado que a matriz energética brasileira é hidrotérmica. Desde 2012, com a redução das chuvas, os reservatórios estão baixos, e as térmicas foram despachadas justamente para complementar a falta da geração hidráulica. A energia nuclear tem que ser lembrada, porque o Brasil domina o ciclo, e nós temos grandes reservas do combustível”, disse Kuramoto.

NECESSIDADE

Ainda segundo Kuramoto, além das usinas Angra 1 e 2, já em funcionamento, e Angra 3 (foto), que está em construção, o Brasil precisará de, pelo menos, mais quatro usinas nucleares para atender à demanda, sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste. “O potencial de hidrelétricas que temos ainda é no Norte do País, mas está difícil o licenciamento de novas usinas com reservatórios. No passado, nossas hidrelétricas suportavam um recesso de chuvas de seis ou sete meses, hoje é de três meses. Então o País vai ter que investir nas usinas térmicas. Até 2030, finda o nosso potencial hidráulico. A partir daí, o Brasil terá de construir novas térmicas, sejam nucleares, a gás, óleo combustível ou carvão”.

Segundo o presidente da INB, o Brasil tem garantidas reservas de urânio pelos próximos 120 anos, no mínimo. Isso garante um custo baixo do combustível, que ainda tem a vantagem de não emitir gases que causam o efeito estufa. Para Senra, a questão da segurança, muito questionada por causa do acidente da Usina de Fukushima, no Japão, já está solucionada com as novas gerações de reatores usados, atualmente, nas usinas. E o Ceará possui uma das maiores reservas de urânio no País – a mina de Itataia –, situada na região limítrofe entre os municípios de Santa Quitéria, Madalena e Itatira, nos sertões de Canindé, que deverá produzir cerca de 1.200 toneladas de urânio e 170 mil toneladas de ácido fosfórico, além de 600 mil toneladas de minério fosfatado anuais.

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UFPEL promove Curso de formação de Consultores em Eficiência Energética

Fonte: Procel Info

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O Laboratório de Conforto e Eficiência Energética da Universidade Federal de Pelotas – LABCEE|UFPel – realiza o VII Curso de Formação de Consultores em Eficiência Energética em Edificações Comerciais, de Serviços e Públicas – RTQ-C.

O LABCEE da UFPEL faz parte dos 14 laboratórios de Conforto Ambiental da Rede R3E e sendo um dos quatro laboratórios selecionados pela Eletrobras para desenvolver um Organismo de Inspeção Acreditado ao Inmetro.

Todos os participantes do curso receberão certificados participação no curso de extensão da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Os participantes que obtiverem média mínima 7,0 receberão também certificados de consultor com chancela da Eletrobras.

Local: Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPEL – Rua Benjamin Constant, 1359 – Pelotas

Divulgação e inscrições: 18 de setembro a 10 de outubro de 2014

Confirmação da inscrição: Até 10 de outubro de 2014

Etapa Presencial I – Módulo I – 12 horas: 17 e 18 de outubro de 2014 (sexta as 14:00 às 17:30 e 19h às 22h30) ou (sábado das 08:30 às 12:00)

Etapa à distância – Módulo II – 76 horas: 19 de outubro a 20 de novembro de 2014

Etapa Presencial II – Módulo 3 – 12 horas: 21 e 22 de novembro de 2014(sexta as 14h às 17:30 e 19h às 22h30) ou (sábado das 08:30 às 12:00)

Correção final e divulgação das notas: 22 de dezembro de 2014

Investimento: R$ 750,00

Inscrições: labcee@hotmail.com ou (53) 3284-5509

Carga Horária: 100 horas

 

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Economia de energia industrial traz mais lucratividade

Fonte: Salmerão

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Se as indústrias implantarem ações de eficiência energética e realizá-las de forma adequada e segura conseguirão uma economia direta entre 25 e 40% a menos em sua conta de energia. Sem contar outros ganhos indiretos como a redução no custo de sua produção e no ganho significativo em uma margem de lucro.

Com essas melhorias, o impacto que o preço final de cada produto oferece poderá ser sentido, elevando mais a competitividade da indústria num mercado globalizado. Isso porque o setor industrial é responsável em aproximadamente 46% do consumo total de energia elétrica no país, onde somente os motores de cada absorvem 51% da energia consumida.

Quando se trata em fazer redução de desperdícios e economizar mais energia, entre as principais recomendações estão a otimização do sistema motor-equipamento, correção do fator de potência baixo, substituição de motores superdimensionados e redução dos picos de demanda.

Tendo em vista os diversos tipos de motores elétricos que existem, o que mais têm significado no mercado nacional é o de motor de indução trifásico, pois este usa 75% do consumo total de energia elétrica em força motriz.

O volume anual de venda de tais motores se torna muito representativo e só no mercado brasileiro existem duas linhas distintas de fabricação para motores em potência de até 250 cv: a linha de alto rendimento e a linha padrão mais eficiente.

Ao considerar apenas os motores usados nas indústrias, no caso de motores maiores que 30 cv, a transformação da energia elétrica à energia mecânica vai acumular uma perda de 10% de rendimento. Agora, se considerarmos a iluminação industrial, podemos dizer que as lâmpadas em LED de boa qualidade podem se tornar um fator importante de vantagem competitiva, reduzindo custos operacionais, proporcionando uma economia na conta de luz, aquisição de materiais, mão de obra e melhora no desempenho do sistema de ar condicionado no caso de uma área industrial mais sofisticada.

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Momento é favorável para investimentos em infraestrutura, avalia FMI

Fonte: Valor Online

Por: Sergio Lamucci (Valor)

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O momento é propício a um empurrão na infraestrutura, num quadro em que os custos de empréstimos são baixos e a demanda é fraca nos países desenvolvidos e há gargalos nessa área em muitas mercados emergentes, como o Brasil, e também em economias em desenvolvimento, diz o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em relatório divulgado nesta terça-feira, o FMI afirma que projetos financiados por meio de dívidas podem ter grandes efeitos sobre a produção sem aumentar a relação dívida/ PIB, se necessidades claramente identificadas forem atendidas por meio de investimentos eficientes.

“Aumentar o investimento público em infraestrutura eleva a produção no curto e no longo prazo, especialmente durante períodos de ociosidade na economia, e a eficiência do investimento é alta”, diz o relatório. O FMI nota que, cinco anos depois da crise financeira global, a recuperação mundial continua fraca. “Em muitos países avançados, ainda há folga significativa de recursos na economia e a inflação segue muito baixa na zona do euro. “A retomada da demanda ainda não ocorreu, apesar do período prolongado de política monetária acomodativa. Há preocupações de que a demanda fique persistentemente fraca, uma possibilidade chamada de “estagnação secular”.

Nos países emergentes, as preocupações são de outra natureza, segundo o FMI. “Depois de uma forte recuperação depois da crise, as taxas de crescimento nos últimos anos caíram não apenas abaixo do pico do pós-crise de 2010 e 2011, mas também abaixo dos níveis observados na década antes da crise. “A natureza persistente da desaceleração sugere que fatores estruturais têm peso nesses acontecimentos”, diz o Fundo, observando que a série decepções com o crescimento levaram a uma revisão para baixo das projeções de expansão de médio prazo. “Embora vários fatores devam ter um papel nesse processo, uma preocupação frequentemente manifestada é a infraestrutura inadequada”, aponta o relatório.

“Em muitos países emergentes, incluindo Brasil, Índia, Rússia e África do Sul, gargalos de infraestrutura não são apenas uma preocupação de médio prazo, mas são apontados como uma restrição mesmo para o crescimento de curto prazo”, resume o FMI. “Em países de baixa renda, deficiências na disposição de infraestrutura permanecem notórias, sendo frequentemente citadas como um obstáculo para o desenvolvimento de longo prazo.”

Para economias com necessidades de infraestrutura claramente identificadas e com processo de investimento público eficiente, e onde há ociosidade e acomodação monetária, há fortes motivos para que o setor invista mais na área, diz o estudo. Nas últimas três décadas, houve uma queda significativa do capital público como fatia da produção em países avançados, emergentes e em desenvolvimento.

O FMI nota, contudo, que essas conclusões não podem ser tomadas como uma recomendação cega para investimento público financiado por meio de dívida em todas as economias. “Reações adversas do mercado u2013 que podem ocorrer em alguns países com relações dívida/PIB já elevadas ou onde os retornos de infraestrutura são incertos u2013 podem aumentar os custos de financiamento e elevar adicionalmente a pressão sobre o endividamento”, adverte o Fundo.

Nesse cenário, um ponto fundamental para reduzir o potencial “trade-off” entre maior produção e maior dívida pública é aumentar a eficiência do investimento, diz o relatório. Melhorar os processos de investimento do set or público deve ser uma prioridade.

O relatório é o capítulo 3 do Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), a ser divulgado na íntegra na semana que vem, na reunião anual do FMI e do Banco Mundial, a ser realizada em Washington.

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Imóveis sustentáveis podem ter IPTU até 10% mais barato

Fonte: A Tarde

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A partir de 2015, os imóveis construídos em Salvador com equipamentos ambientalmente sustentáveis, como aproveitadores da água da chuva e geradores de energia solar, poderão habilitar os seus proprietários a pagar o IPTU com um desconto de até 10%.

Apesar da expectativa de que a implementação desses equipamentos eleve em até 12% o preço dos imóveis, o apelo ecológico e as compensações financeiras a longo prazo levam construtoras e incorporadoras a acreditarem que os prédios verdes vão despertar o interesse dos compradores.

“No longo prazo, é um ótimo investimento. Pense que o imóvel não é como um automóvel, que tem que ser trocado após cinco anos”, avalia o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Luciano Muricy Fontes.

O empresário declara, inclusive, que a prefeitura de Salvador foi “conservadora” ao estipular as alíquotas de desconto para o IPTU Verde. Mas ainda assim considera que esse será um fator determinante na decisão de comprar ou não um imóvel. “O comprador vai fazer as contas e ver o quanto ele poderá economizar em água, luz e condomínio”, afirma o presidente da Ademi, destacando que essa economia será acumulada ao longo de décadas.

Outro fator que pode impulsionar a venda de imóveis sustentáveis é a conscientização ecológica. O apelo de ter um imóvel que demanda menos energia e consome uma quantidade menor de água se encaixa perfeitamente com as preocupações de uma sociedade que ouviu a previsão de que o rio São Francisco será extinto e convive com a expectativa de falta d’água em São Paulo, como observa o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), Carlos Henrique Passos.

Foi na moderna sede de sua entidade, aliás, que a prefeitura do Salvador apresentou, no mês passado, a minuta do projeto, que está em fase de consulta pública, antes de ser sancionado pelo Poder Executivo. O próprio prédio, inaugurado em dezembro de 2013, já traz elementos “verdes”, como persianas para aproveitamento da luz natural e uma fonte de geração de energia solar.

As regras

Para se inserir no IPTU Verde a partir de 2015, o imóvel, em construção ou em reforma, deverá totalizar um mínimo de 50 pontos com a soma dos itens considerados pela legislação municipal para esses fins, como aproveitamento da água da chuva, uso de energia solar e até projeto paisagístico. Além dos itens propostos originalmente em 2009 pelo autor do projeto, Paulo Câmara, estão sendo levadas em conta contribuições feitas pelos técnicos da prefeitura e sugestões de empresários da construção.

O imóvel que atingir a pontuação mínima fará jus ao selo bronze e terá um desconto de 3% no valor do IPTU; com os 75 pontos do selo prata, o desconto sobe para 6%; e quem atingir 100 pontos (selo ouro) ganha o desconto máximo permitido de 10%. A fiscalização será feita pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).

Para Carlos Henrique Passos, do Sinduscon, o IPTU Verde vai incentivar a construção de edifícios sustentáveis por incorporar um ganho financeiro para quem investe em imóveis, com a redução de impostos, ao mesmo tempo em que acena com a preocupação com a ecologia. “É uma forma de minimizar o impacto ambiental que a construção civil gera”, avalia.

Autor do projeto, Paulo Câmara, ressalta que a ideia de trazer o IPTU Verde para Salvador começou a amadurecer ainda em 2009 e foi abraçada pela atual gestão da prefeitura da capital.

“Nesse momento, o projeto está aberto à consulta popular. E o processo está sendo conduzido pelo secretário Cidade Sustentável, André Fraga”, acrescenta Câmara.

O IPTU Verde já é adotado em Camaçari, primeiro município baiano a aderir à ideia, e em diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Curitiba, Guarulhos, São Vicente e Araraquara, entre outras. A previsão é que o novo imposto esteja em vigor na capital baiana a partir do ano que vem.

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A energia solar entra na matriz energética do País

Fonte: O Estado de São Paulo

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Mais de mil empreendimentos estão cadastrados para o leilão de energia de reserva marcado para o fim do mês e do qual participarão usinas movidas a biomassa, eólicas e fotovoltaicas – ou seja, energia solar. Se os resultados forem favoráveis, a energia solar entrará na matriz energética brasileira, como mostrou reportagem do Estado (29/9). Será um fato notável.

O País dispõe de condições favoráveis à energia solar, em especial nas Regiões Norte e Nordeste. Nelas estão a maioria dos 400 empreendimentos de energia solar cadastrados. Só na Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí estão 80% dos empreendimentos, com capacidade de geração de 8,5 mil MW. Para viabilizar a participação das fotovoltaicas, o governo prometeu fazer um leilão não competitivo, em que os preços serão diferentes para cada modalidade de energia. O teto, na energia solar, será de R$ 280 o MWh, considerado adequado pelas empresas.

Hoje, os números relativos à oferta dessa fonte de energia no Brasil são modestos. Poucas empresas instalaram painéis fotovoltaicos. Milhares de residências utilizam essa energia, que se destina a atender a demandas familiares de água aquecida por períodos limitados.

Em países desenvolvidos, a energia solar ganhou espaço, como na Alemanha, que tem políticas de incentivo à produção de energia renovável: a geração solar de 25 mil MW é subsidiada e os investimentos superam as expectativas. Até 2025, a meta é de que 40% da energia gerada na Alemanha provenha do conjunto de fontes renováveis. No Brasil, a meta é gerar 3,5 mil MW de energia solar até 2023, menos de 2% da capacidade instalada de fontes elétricas.

A dependência do sistema atual ao regime das chuvas desperta o interesse por energia solar e por fontes alternativas de eletricidade, tal o custo que decorreria da escassez ou de colapso no abastecimento.

Entre os raros exemplos de investimento na energia fotovoltaica está o feito por um grupo estrangeiro em Tubarão (SC), mostrando que é possível, em fases de escassez de chuvas como a atual, vender energia solar no mercado livre a um preço superior ao do custo.

Os empreendedores ainda tratam como embrionários os projetos fotovoltaicos. Investimentos expressivos são feitos por empresas de alta tecnologia para atender à demanda de equipamentos, mas o setor levará anos para ter voo próprio e depende de políticas públicas adequadas para se desenvolver.

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Torne sua casa mais sustentável

Fonte: Clicrbs

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Ter uma casa mais amigável para o meio ambiente é possível, seja de forma global, seja com pequenas alternativas como fazer a compostagem domiciliar ou optar por válvulas de descarga com fluxos distintos para líquidos e sólidos. Confira os itens que ajudam a tornar seu doce lar ecologicamente correto.

Telhados verdes
Os telhados verdes podem ser compostos por vegetação como gramíneas e arbustos instalados no topo dos telhados das casas ou em lajes de concreto na cobertura de edifícios. A principal vantagem dessa tecnologia é a absorção de parte da radiação solar, o que reduz as ilhas de calor e aumenta a qualidade ambiental das cidades.

Tintas ecológicas
São consideradas tintas ecológicas as formuladas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. Um exemplo é a pintura a cal, também conhecida como caiação. Esse tipo de acabamento permite a difusão do vapor d’água (ou ‘respiração’) da parede, porém tem baixa viscosidade, ou seja, escorre e respinga durante a aplicação, apresentando aspecto “manchado” em dias de chuva. Há, também, as tintas sintéticas livres de compostos orgânicos voláteis (COVs), elas não liberam hidrocarbonetos aromáticos agressores à camada de ozônio e à saúde de quem as manipula.

Iluminação LED
Apontados como o grande salto tecnológico na área de iluminação dos últimos anos, os LEDs (light emitting diode) podem substituir lâmpadas incandescentes e fluorescentes com vantagens ecológicas. Os LEDs são dispositivos eletrônicos feitos a partir de um bulbo de material semicondutor. Os LEDs não contêm metais pesados e têm vida útil 40 vezes maior que a da incandescente comum.

Reuso de água de chuva
A variedade de sistemas para captar e reaproveitar a água das chuvas é crescente. No geral, eles são compostos por um filtro, reservatório ou caixa d’ água, clorador e bomba, mas o conjunto depende do uso que se fará do líquido captado. As vantagens associadas ao reuso de água da chuva são várias, desde a redução no valor da conta à contribuição no combate às enchentes. Os sistemas tendem a adaptar-se às calhas e aos condutores já existentes no telhado.

Compostagem doméstica
A compostagem permite que parte dos resíduos orgânicos produzidos em uma casa possa ser transformada em composto orgânico para adubação de plantas. A prática, simples e que requer baixo investimento, contribui para a redução das emissões de gás metano na atmosfera e para minimizar a sobrecarga de lixões e aterros urbanos. Para criar uma mini estação de tratamento de lixo em casa é preciso de uma composteira (recipiente no qual serão armazenadas as sobras orgânicas) de plástico ou madeira.

Captação de energia solar
Os sistemas de geração de energia solar são aliados importantes para quem quer ter uma casa mais sustentável: comumente, a tecnologia é utilizada para suprir parte da energia consumida e requer alguns cuidados, além de um investimento inicial que pode ser vultoso. Os equipamentos são compostos por placas fotovoltaicas de silício cristalino, controladores de carga, inversores e baterias estacionárias. A quantidade de painéis instalados no telhado deve ser dimensionada de acordo com cada caso.

Materiais reciclados e madeira certificada
A construção ou reforma de uma casa pode utilizar uma série de materiais reciclados ou que geram menor impacto ambiental. Alguns exemplos são o emprego de madeira de demolição para a fabricação de portas e janelas; de tijolos de demolição para paginação de pisos ou paredes e de madeiras de reflorestamento que apresentam rápido crescimento, como o eucalipto, para a composição de peças estruturais.

Dispositivos economizadores de água para torneiras e vasos sanitários
Há uma série de equipamentos e dispositivos que podem ser utilizados nas residências e que minimizam o desperdício de água, sem comprometimento do conforto e da funcionalidade. Um exemplo são as torneiras com temporizadores e sensores, capazes de reduzir em até 40% o consumo. Há, também, os acessórios que limitam a vazão de torneiras de banheiros e cozinhas, atingindo uma economia de 50% a 70%.

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Japão começará a construir a maior usina de energia solar do país

Fonte: Canal Tech

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O Japão inicia em novembro a construção de uma enorme “fazenda solar”, uma estrutura de captação de energia capaz de gerar 231 megawatt a partir de 2019. As informações são da CNBC.

O gigantesco painel solar será instalado em Setouchi graças a incentivos do governo e de um financiamento feito pela companhia norte-americana de energia e tecnologia General Electric (GE), que terá 60% de participação no projeto, ao lado da Kuni Asset Management e da Toyo Engineering Corporation.

A chamada “fazenda solar” custará US$ 1,1 bilhão para ser construída e esse grupo de empresas realizou um empréstimo de US$ 867 milhões a bancos japoneses, a maior quantia levantada para projetos de energia renovável no Japão até hoje.

A construção do projeto ganhou apoio do governo e dos bancos japoneses principalmente após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, em março de 2011. Desde então, o governo tem incentivado a construção e criação de novas alternativas às usinas nucleares e criou facilidade para iniciativas de projetos para captação de energia solar. Atualmente, o país já contabiliza 11 gigawatts de energia proveniente desses projetos.

O investimento tem dado certo, assim como os programas de incentivo para encorajar projetos em energia renovável. Até agora, o Japão tem 71 gigawatts em projetos de energia aprovados, dos quais 96% são solares.

O painel solar tem 1.210 acres, ou quase cinco quilômetros quadrados de extensão, e irá cobrir uma área onde antes ficava um campo de produção de sal. O projeto deve começar a funcionar comercialmente no segundo trimestre de 2019 e vender energia para a Chugoku Electric Power Company, num contrato de 20 anos. A construção ficará por conta da Toyo Engineering e da Shimizu Corporation e tanto operação como manutenção serão realizadas pela Chudenko Corporation.

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