Consumo e eficiência energética são os desafios da indústria para 2015

Fonte: O Estado de Minas

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Brasil – Setor que mais consome eletricidade, a indústria é também o mais preocupado com a redução do custo do insumo, que reflete diretamente no preço das mercadorias produzidas e, portanto, compromete sua competitividade. Por isso, apesar do consumo de mais de um milhão de GWh em seis anos, contra 657 mil GWh das residências, conforme o levantamento da Abresco, o desperdício foi de apenas 6,2% em seis anos, ante os mais de 15% da economia potencial dos consumidores residenciais.

Para ajudar as federações e fábricas brasileiras, diante do desarranjo do setor elétrico e das tarifas em elevação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) produziu, este ano, uma cartilha com várias dicas de como ampliar a eficiência energética dos processos. Entre elas, a economia possível em motores elétricos, sistemas de refrigeração, de ar-comprimido e de iluminação, itens que representam mais de 50% dos custos em energia elétrica na indústria.

Convidado para participar do Conselho de Políticas Industriais da CNI e sugerir alternativas para a redução do consumo de energia, o presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energia Alternativas (Ideal), Mauro Passos, apresentou a possibilidade de mitigar os custos com a implementação de painéis fotovoltaicos e minigeração eólica nos parques fabris. “O Brasil tem um potencial solar e de ventos muito grande. No caso solar a economia não tem limite porque depende do tamanho do painéis instalados. Há empresas que podem cobrir todo o telhado e áreas de estacionamento e, com isso, ficar autossuficientes. O aquecimento de água com energia solar também é aplicável ao processo industrial para produzir vapor”, ressalta.

Os painéis solares são, ainda, uma boa solução para residências e estabelecimentos comerciais, garante Passos. “A taxa de retorno depende do local, para avaliar a relação entre a insolação e o custo da tarifa. No caso de Uberlândia, em Minas Gerais, por exemplo, onde há excelente incidência de sol e as tarifas são caras, o retorno do investimento ocorre em cinco anos. Sendo que os equipamentos têm vida útil de 25 anos, o que assegura duas décadas de lucro”, calcula. Passos revela que, para uma casa de classe média, o investimento inicial fica entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. (SK)

Impacto represado

Se tudo que o que impactou no setor elétrico em 2014 tivesse sido aplicado para os consumidores, a alta das tarifas teria chegado a 43% este ano. O alerta é do presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. Ele revela que os empréstimos de bancos às distribuidoras e os aportes do Tesouro empurraram essa fatura para os próximos anos. Por isso, as perspectivas para 2015 são de aumentos elevados. “O setor continua financeiramente desmantelado”, assinala. Um racionamento não está totalmente descartado, mas isso vai depender do regime de chuvas do período úmido, se será capaz de recompor os reservatórios, hoje em níveis críticos.

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Brasil aumenta investimentos para a geração de energia solar

Fonte: Portal G1

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Brasil – Na área de energia, parece que o Brasil vai começar a olhar para o sol de um jeito diferente. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contratou projetos novos para geração de energia solar.

É a fonte de energia que mais cresce no mundo: 30% ao ano. E quem lidera esse mercado são os chineses. Ao todo, 70% de todos os equipamentos usados para transformar o sol em energia vêm daquele país.

Mas, nessa corrida, quem largou na frente foram os alemães: um terço de toda a capacidade instalada para geração de energia solar do mundo está naquele país.

O lugar mais ensolarado da Alemanha recebe menos luz do sol do que a parte mais sombria do Brasil. Se for para comparar, nenhum dos países que mais investem nessa fonte de energia pelo mundo tem mais sol do que o Brasil. Mas o que a natureza nos dá de graça e em abundância só agora começa a ser entendido como um excelente negócio.

O primeiro leilão de energia solar organizado pelo governo contratou 31 novos projetos. É energia suficiente para abastecer mais de 900 mil residências. A Bahia é o estado que lidera os investimentos. Serão, ao todo, 16 novas usinas solares. Uma delas, em um parque eólico em Caetité, a 450 quilômetros de Salvador.

A empresa decidiu aproveitar o vento forte e o sol escaldante para realizar um projeto que prevê a complementaridade dessas duas fontes e a utilização da mesma linha de transmissão para escoamento da energia gerada. A parte solar do projeto será construída em um espaço diferente do parque eólico.

“Da mesma forma que ocorreu com a energia eólica, que hoje é extremamente competitiva com as demais fontes, deve ocorrer com a energia solar, e que ela venha ser competitiva com as demais fontes”, explica o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Enérgica, Maurício Tomalsquin.

O especialista Rafael Kelman, diretor da PSR Consultoria, diz que o preço dos equipamentos solares caiu pela metade nos últimos cinco anos e deve continuar caindo. “Imagino que talvez em um patamar de dez anos essa indústria solar possa estar andando a pleno vapor e sem nenhum tipo de ajuda, competindo com as outras fontes”, avalia.

Construído este ano, sem ajuda do governo, o maior parque solar do Brasil gera energia suficiente para abastecer 2,5 mil residências em Tubarão, Santa Catarina.

“Ela é importante porque não polui, não usa combustíveis fósseis, vem da natureza. Isso por isso só já é muito bom”, destaca o diretor-presidente da Tractebel, Manoel Zaroni.

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Mais eficiência energética em edifícios comerciais

Fonte: Brasil Econômico

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Brasil – Matt Chmielewski analisa o cenário energético brasileiro e recomenda a adoção de medidas de eficiência energética em edifícios comerciais como forma de reduzir a demanda nos próximos anos

Em artigo publicado na edição de cinco de dezembro de 2014 do jornal Brasil Econômico, o consultor, Matt Chmielewski, faz uma análise sobre as formas de equilibrar a relação entre o consumo e a demanda de energia. O Brasil já é o nono maior consumidor de energia do mundo e esta demanda deve crescer 56% somente nesta década.

Chmielewski ressalta que existe uma forte pressão financeira para melhorar a eficiência energética em prédios novos e nos já existentes. Ele sugere que a adoção de um conjunto de medidas, construtores e administradores podem gerenciar o consumo de energia para reduzir gastos e o impacto ambiental dos seus edifícios. O consultor também aconselha que uma auditoria energética ajuda a revelar se um prédio está funcionando de forma eficiente ou não.

Por fim, Matt Chmielewski alerta que este é o momento para proprietários e operadores de edifícios no Brasil examinarem o enorme potencial que existe para melhorar o desempenho, reduzir os custos energéticos e operacionais e diminuir o impacto ambiental em seus edifícios existentes.

Brasil Econômico – Mais eficiência em edifícios comerciais.pdf
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De volta ao trabalho e que venha 2015!!

Estamos de volta em 2015, após umas rápidas férias (infelizmente muito rápidas…).

Por outro lado, acho importante mudar um pouco a dinâmica deste blog, abordando temas específicos voltados à O&M, além das notícias que normalmente postamos.

Sem sombra de dúvidas, esta nova dinâmica exigirá uma maior organização, o que nada mais será do que um desafio gostoso…

Esta nova proposta para o Blog (em 2015) envolverá:

  1. A manutenção do processo de divulgação das notícias e eventos que abordem questões como O&M, sustentabilidade, normas, tecnologias, etc
  2. A divulgação de novos posts semanais sobre dicas e ensinamentos sobre a operação e manutenção
  3. A divulgação de novos posts semanais sobre dicas e ensinamentos sobre a Medição & Verificação e/ou processos de comissionamentos necessários à uma adequada O&M

Enfim, estas serão as metas iniciais para 2015, já começando nesta primeira semana!

Abraços e um Ótimo 2015!!

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Armazenar combustíveis fora das normas técnicas é crime

Fonte: Equipe Target

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Os riscos do armazenamento incorreto de combustíveis

O uso de produtos inflamáveis é amplo e diversificado, estando presente como matéria prima, produto intermediário, produto acabado ou simplesmente produto para limpeza. Sem as medidas adequadas de segurança, estas substâncias podem dar lugar a intoxicações, incêndios e explosões.

Os produtos inflamáveis podem ser os líquidos, sólidos ou gases. Para conhecer os seus riscos, deve-se saber algumas definições. O Ponto Fulgor é a temperatura mínima em que um sólido ou líquido desprende vapores suficientes para que se inflamem na presença de uma fonte de ignição.

Gás inflamável é qualquer fluido combustível cujo ponto de ebulição à pressão atmosférica (760 mm de coluna de mercúrio) é inferior a 15°C. Exemplo: butano, propano, gás natural, acetileno e hidrogênio. Líquido inflamável é aquele cujo ponto de fulgor é inferior a 37,8°C e cuja pressão de vapor (absoluta) não excede 2,8 bar a 37,8°C. Exemplos: gasolina, querosene e álcool etílico.

O líquido combustível é aquele cujo ponto de fulgor é igual ou superior a 37,8°C, incluindo o óleo diesel e o óleo combustível. O sólido inflamável são os sólidos suscetíveis de serem inflamados facilmente por fontes exteriores de ignição, como faíscas, fagulhas e chamas, além de provocar e ativar incêndios por fricção. Incluem: naftalina, parafina e celuloide. Por fim, o sólido combustível que são aqueles que entram em combustão quando aplicada uma fonte de ignição com calor suficiente. Exemplos: madeira; carvão e plásticos.

Os perigos fundamentais que representam os produtos inflamáveis são os seguintes: queimam com facilidade; podem produzir atmosferas explosivas em locais com deficiência de ventilação; um derrame de líquido inflamável pode gerar um incêndio que irá se movimentar, acompanhando o desnível existente no piso. Incêndios em líquidos normalmente são mais difíceis de serem combatidos do que em materiais sólidos, visto que é necessário extinguir o fogo toda superfície atingida. Em caso de gases, quando não é possível cortar o suprimento, o vazamento seguirá gerando maiores volumes de mistura inflamável, que fatalmente encontrará uma fonte de ignição em suas proximidades, provocando uma explosão.

Isolando adequadamente processos ou operações auxiliares consideradas perigosas. Por exemplo: a recarga de baterias normalmente produz gás inflamável (hidrogênio), por este motivo recomenda-se que seja feita no exterior dos prédios. E, obrigatoriamente, deve-se cumprir as normas técnicas.

A NBR 17505, sob o título geral Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis, contém as seguintes partes: Parte 1: Disposições gerais; Parte 2: Armazenamento em tanques, em vasos e em recipientes portáteis com capacidade superior a 3 000 L; Parte 3: Sistemas de tubulações; Parte 4: Armazenamento em recipientes e em tanques portáteis; Parte 5: Operações; Parte 6: Requisitos para instalações e equipamentos elétricos; Parte 7: Proteção contra incêndio para parques de armazenamento com tanques estacionários.

A NBR 17505-2 se aplica ao arranjo das instalações, contemplando: requisitos para todos os tanques de armazenamento; armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em tanques de armazenamento de superfície; armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em tanques subterrâneos; edificações contendo tanques de armazenamento. A NBR 17505-3 se aplica aos sistemas de tubulações para transferência de líquidos inflamáveis e combustíveis.

A NBR 17505-4 se aplica ao armazenamento de líquidos contidos em recipientes e em tanques portáteis, contemplando: o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em recipientes, tanques portáteis e recipientes intermediários para granel (IBC), em instalações específicas, como descritos na NBR 17505-4; o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em recipientes, tanques portáteis e recipientes intermediários para granel em edificações não protegidas; o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis em recipientes, tanques portáteis e recipientes intermediários para granel em armários de armazenamento; o armazenamento externo de líquidos inflamáveis e combustíveis em recipientes, tanques portáteis e recipientes intermediários para granel.

A NBR 17505-5 se aplica a operações envolvendo líquidos, contemplando: o projeto e a construção de instalações onde são processados ou utilizados líquidos inflamáveis e combustíveis; os requisitos gerais relativos ao manuseio, envase, transferência e utilização de líquidos inflamáveis e combustíveis; os equipamentos e operações específicas que utilizem líquidos inflamáveis e combustíveis; os sistemas de carregamento e descarregamento de inflamáveis e combustíveis a granel em tanques; as operações com líquidos inflamáveis e combustíveis a granel em cais ou pier; os sistemas de controle e prevenção de incêndio; a eletricidade estática no manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis e seus vapores; os salvaguardas para a entrada, limpeza e reparos em tanques e em recipientes.

A NBR 17505-6 se aplica à classificação de áreas elétricas onde são armazenados ou manuseados líquidos inflamáveis e combustíveis. A NBR 17505-7 se aplica aos requisitos mínimos para os projetos de sistemas de combate a incêndios com água e espuma, destinados a instalações de armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis, contidos em tanques estacionários com capacidade superior a 450 L. As disposições da NBR 17505 (todas as Partes) não se aplicam às edificações, equipamentos, estruturas ou instalações já existentes ou aprovadas para a construção ou instalação antes da data da publicação da NBR 17505 (todas as Partes).

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NBR ISO 50002: os requisitos de processo para a realização de um diagnóstico energético

Fonte: Equipe Targuet

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Diagnósticos energéticos

A NBR ISO 50002 de 11/2014 – Diagnósticos energéticos – Requisitos com orientação para uso especifica os requisitos de processo para a realização de um diagnóstico energético em relação ao desempenho energético. É aplicável a todos as tipos de estabelecimentos e organizações, e a todas as formas de energia e seus usos. Especifica os princípios da realização de diagnósticos energéticos, requisitos para os processos comuns durante os diagnósticos energéticos e produtos a serem entregues pelos diagnósticos energéticos.

Esta norma não aborda os requisitos para seleção e avaliação da competência dos órgãos que fornecem os serviços de diagnóstico energético, e também não cobre a auditoria do sistema de gestão da energia de uma organização, pois isto é descrito na ISO 50003. Fornece também as orientações informativas para seu uso (ver Anexo A).

O propósito desta norma é definir o conjunto mínimo de requisitos que levem à identificação de oportunidades para a melhoria do desempenho energético. Um diagnóstico energético abrange uma análise detalhada do desempenho energético de uma organização, equipamento, sistema(s) ou processo(s). É baseado em medição e observação apropriadas do uso de energia, da eficiência energética e do consumo.

Os diagnósticos energéticos são planejados e conduzidos como parte da identificação e priorização das oportunidades de melhoria no desempenho energético, na redução de desperdício de energia e na obtenção de benefícios ambientais relacionados. Os resultados do diagnóstico incluem informações sobre o uso e o desempenho atuais, e listam as recomendações por prioridade para melhorias em termos do desempenho energético e dos benefícios financeiros.

Um diagnóstico energético pode auxiliar uma revisão energética e facilitar o monitoramento, medição e análise, como descrito na NBR ISO 50001, ou pode ser usado independentemente. Esta norma permite diferenças em abordagem e em termos de escopo, fronteira e objetivo do diagnóstico e bem como procura harmonizar aspectos comuns do diagnóstico energético, a fim de torná-lo mais claro e transparente.

O processo de diagnóstico energético é apresentado como uma simples sequência cronológica, mas isso não impede iterações repetidas de certas etapas. O texto principal desta norma cobre os requisitos gerais e estrutura comuns a todos os diagnósticos energéticos, que podem ser suplementados por normas nacionais de diagnósticos equivalentes.

Para o diagnóstico de tipos específicos de instalações, processos ou equipamentos, deve-se consultar as normas internacionais, nacionais e locais relevantes e diretrizes, sendo algumas das quais citadas na Bibliografia. Nesta norma as seguintes formas verbais são utilizadas: “deve” indica um requisito; “convém que” indica uma recomendação; e “pode” às vezes indica uma permissão, às vezes indica uma possibilidade ou uma capacidade.

Um diagnóstico energético é fundamentado em alguns princípios. Esses princípios auxiliam a fazer do diagnóstico energético uma ferramenta eficaz e confiável para auxiliar a gestão em tomadas de decisões e controles, provendo informação sobre a qual a organização pode agir a fim de melhorar seu desempenho energético.

A adesão a tais princípios fornece uma abordagem consistente para um diagnóstico energético eficaz que permitiria aos consultores de energia, trabalhando independentemente um do outro, alcançar conclusões similares em circunstâncias similares. É essencial que o(s) consultor(s) de energia esteja(m) familiarizado(s) com os requisitos de saúde e segurança aplicáveis durante o processo de diagnóstico.

A organização seleciona o(s) consultor (es) de energia com base no escopo esperado do diagnóstico energético, fronteiras, objetivos do diagnóstico e suas competências. A aplicação dos seguintes princípios pelo consultor de energia é fundamental para o sucesso do diagnóstico energético.

O consultor de energia deve possuir conhecimento e habilidades necessários para completar o escopo definido do diagnóstico energético. Competência pode ser demonstrada através de: formação técnica adequada, habilidades, experiência e/ou treinamento apropriados, seguindo diretrizes e recomendações locais ou nacionais; habilidades técnicas relevantes específicas sobre o uso de energia, escopo, fronteiras e objetivo do diagnóstico; conhecimento de requisitos apropriados legais e outros requisitos; familiaridade com os usos de energia que estão sendo diagnosticados; conhecimento dos requisitos desta norma, e de normas locais e nacionais de diagnóstico energético; para um membro da equipe designado como consultor líder deve possuir habilidades para gerenciar e proporcionar liderança à equipe de consultores de energia; convém que um consultor líder possua habilidades gerenciais, profissionais e de liderança, a fim de gerenciar a equipe.

Onde há apenas um consultor, este é considerado o consultor líder. Onde houver disponibilidade de um programa local ou nacional de certificação de consultor de energia, ou equivalente, podem ser considerados consultores de energia certificados.

Alguns programas podem ser específicos por tecnologia. O consultor de energia é encorajado a demonstrar desenvolvimento profissional contínuo para manter e aperfeiçoar o conhecimento de diagnóstico, habilidades técnicas e atributos pessoais. O desenvolvimento profissional contínuo pode ser atingido através de meios distintos como participação de reuniões, seminários, conferências, treinamento técnico, experiência de trabalho, estudo pessoal, estudo orientado ou outras atividades relevantes.

A confidencialidade dos resultados do diagnóstico deve ser acordada entre a organização e o consultor, antes do início do diagnóstico energético. A informação do diagnóstico energético não pode ser usada inapropriadamente para ganho pessoal do consultor de energia, ou de maneira prejudicial ao interesse legítimo da organização. Este conceito inclui o manuseio apropriado de informação sensível ou confidencial.

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Desafios para crescer com sustentabilidade

Fonte: Valor Online – SP – Opinião

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O consumo de energia elétrica no Brasil tem crescido a uma taxa anual média de 4% ao longo dos últimos 10 anos, ritmo que, se mantido, fará com que o mercado de energia elétrica nacional dobre a cada 18 anos. Para o atendimento dessa demanda serão necessários 3 mil MW médios de energia adicionais por ano. Trata-se de um desafio extraordinário. Do ponto de vista do potencial energético, o Brasil possui recursos suficientes para o atendimento de seu mercado interno, sendo favorecido pela diversidade de fontes renováveis de que dispõe.

O desafio do setor elétrico brasileiro, portanto, pode ser resumido em: assegurar que o potencial de recursos energéticos disponíveis seja traduzido em um portfólio de projetos com viabilidade técnica, ambiental, social e econômica, com um cronograma factível e com uma matriz de distribuição de riscos clara. Tudo isso tempestivamente, de modo a não haver descasamento entre demanda e oferta. A complexidade da análise social evitada no projeto de geração reaparece na licitação da linha de transmissão.

O caminho crítico para que se vença esse desafio passa pela eficiência da administração pública na condução dos processos sob sua responsabilidade, especialmente aqueles relacionados à verificação das condições de sustentabilidade dos projetos (do ponto de vista da viabilidade técnica, ambiental, social e econômica) que permeiam as etapas de planejamento, de licenciamento ambiental, de contratação e de implantação de cada empreendimento. Atualmente, a verificação das condições de sustentabilidade dos projetos não está concentrada em um único órgão da administração pública.

Ao contrário, essa competência está repartida entre ministérios setoriais, Ibama e outros órgãos anuentes, como a Funai e o Iphan. Nesse arranjo, compete ao órgão ambiental definir os estudos ambientais a serem elaborados pelo empreendedor (ou os ministérios setoriais, no caso em questão), analisar os documentos entregues e, quando couber, solicitar esclarecimentos e novos estudos para a elaboração do parecer conclusivo e deferimento ou indeferimento da licença ambiental. Assim, o ponto mais importante do processo de licenciamento, que é o acompanhamento e análise dos estudos ambientais, ocorre sem o envolvimento direto do Ibama, que se retira do processo e retorna somente para a análise do trabalho concluído. Tal procedimento é adequado para a análise de estudos ambientais conduzidos pela iniciativa privada, mas sua utilização também nos processos conduzidos pela administração pública tem revelado deficiências.

A interação entre os diferentes órgãos limita-se às reuniões técnicas e intercâmbio de documentos, fato que – não raramente – tem levado à elaboração de estudos e pareceres com análises insuficientes em alguns aspectos, ou excessivas em outros, o que além de caracterizar desperdício de esforços e recursos, tem comprometido a análise da desejada sustentabilidade dos projetos. Tais dificuldades mostram-se de forma mais evidente em projetos de maior complexidade, como aqueles que envolvem a introdução de novas fontes de geração na matriz elétrica ou que impliquem intervenções em áreas sensíveis, como a construção de usinas hidrelétricas com reservatórios de regularização e armazenamento.

Os processos de licenciamento e de licitação têm consumido tempo precioso que poderia ser utilizado na implantação desses empreendimentos. O resultado é a contratação de energia elétrica proveniente, preponderantemente, de projetos mais simples, mas que não representam, necessariamente, a melhor alternativa social e ambiental. Paralelamente, em muitos casos a complexidade da análise social e ambiental evitada no projeto de geração de energia elétrica reaparece no momento da licitação das linhas de transmissão necessárias para o escoamento da eletricidade produzida, cujo efeito perverso é impor o custo da geração não conectada ao sistema elétrico ao consumidor que, por sua vez, não é atendido.

A solução para esse problema é a incorporação da análise ambiental e social já nas etapas de elaboração das políticas públicas e de planejamento setorial, de modo a haver a integração das equipes em todas as etapas processuais e se evitar o desperdício de recursos decorrentes das falhas de comunicação. O foco da administração deve ser a análise integrada do projeto. Trata-se de reconhecer que não existe conflito de interesses entre as equipes que buscam disponibilizar projetos para licitação e atendimento da demanda e as que têm por função verificar a viabilidade social e ambiental dos projetos. Integração semelhante já existe, inclusive, com as equipes que verificam a viabilidade econômica e a adequação jurídica dos projetos técnicos. A própria forma de integração pode ser espelhada no modelo das consultorias jurídicas dos Ministérios, cuja estrutura física e de cargos é disponibilizada pelo ministério setorial, mas os servidores são advogados da União vinculados à AGU.

Por essa abordagem, poderia haver unidades descentralizadas do Ibama nos ministérios de infraestrutura encarregadas de conduzir o processo de licenciamento ambiental de concessões federais, de acordo com as diretrizes do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, cuja diretoria de licenciamento ambiental permaneceria como unidade centralizada e encarregada dos demais licenciamentos. A competência para emissão das licenças ambientais, em qualquer caso, permaneceria com a presidência do Ibama, visto que o que se deseja é apenas a aumentar a eficiência do trâmite burocrático e não reduzir o papel atualmente desempenhado pelo órgão. Tiago de Barros Correia, economista, é diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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Banco Mundial lança guia de eficiência energética para edifícios e cidades

Fonte: Greens Savers

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Portugal – O Banco Mundial lançou recentemente seis guias de apoio à integração da eficiência energética no planeamento urbano e estratégias locais. O objetivo é ajudar as cidades a aumentar a segurança energética, poupar mais energia, reduzir os custos com as emissões de gases e melhorar os serviços municipais.

Os guias foram desenvolvidos pelo Programa de Assistência à Gestão do Setor Energético (ESMAP). Dos guias constam orientações para a melhoria do desempenho energético dos edifícios, técnicas de concepção e construção, medidas para a otimização dos edifícios e substituição de equipamentos com elevados consumos de energia.

“As cidades precisam de tomar decisões difíceis sobre o nível dos investimentos. Por isso, é importante voltar ao início e perceber onde é que estão as oportunidades, quais as medidas que oferecem o maior potencial de melhoria da eficiência energética, a que setores se deve dar prioridade e quais são as barreiras à implementação”, afirmou Anita George, diretora do Energy and Extractives Global Practice do Banco Mundial, ao site Edifícios e Energia.

Os guias do ESMAP integram ainda orientações sobre a integração da eficiência energética nas questões de financiamento, adquisições, transportes e planejamento urbano.

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Comprar com mais conforto, viver com eficiência energética

Fonte: Deutschland.de

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Alemanha – Como que acionada pela mão de um 
fantasma, a máquina de lavar roupas 
começa a funcionar – neste exato momento a eletricidade está mais barata. Pouco depois, é a calefação que liga. Os moradores, porém, ainda estão no trabalho. Após um dia cansativo, querem encontrar a casa já aquecida. A temperatura pode ser controlada por eles através de um aplicativo móvel. A caminho de casa, lembram-se que a geladeira está vazia. Por sorte, o aparelho dispõe de Wi-Fi integrado e está sincronizado a um caderno digital de anotações. Durante as compras, olham no smartphone, quais os alimentos que faltam na cozinha. O que soa futurístico já é realidade em residências alemãs há tempos. De acordo com um estudo, até 2020 mais de um milhão de domicílios alemães estarão usando sensores inteligentes e aparelhos conectados entre si. Em 2013, já havia na Alemanha 315.000 residências inteligentes em rede.

As fontes alternativas de energia também 
desempenham papel importante numa “smart home” totalmente digitalizada: nela, equipamentos fotovoltaicos, bombas de aquecimento e contadores inteligentes estão conectados – a casa está se transformando numa pequena usina de energia. Economia e comodidade não são as únicas vantagens de morar de forma 
inteligente: sensores diferentes identificam arrombamentos, incêndios ou vazamentos de água e comunicam a uma central de alarme. Portas externas e janelas abertas também são mostradas e queimadores de fogão automaticamente desligados. Só falta a casa limpar-se sozinha – mas nem isto está no campo dos sonhos. Os primeiros robôs faxineiros já estão em ação faz tempo.

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Torre Eiffel será iluminada apenas com energias renováveis

Fonte: La Informacion.com

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França – A Torre Eiffel será abastecida exclusivamente por eletricidade procedente de energias renováveis, segundo contrato firmado para os próximos anos com a empresa Gaz Electricité de Grenoble (GEG), informou nesta quinta-feira a empresa que administra o monumento.

A partir do próximo dia primeiro de janeiro, o monumento mais visitado do mundo vai mudar de fornecedor de energia e a nova empresa se comprometeu que toda a energia consumida pela torre venha de fontes limpas.

O contrato permite que a Torre Eiffel tenha a garantia de que todo o volume de eletricidade consumida será produzida e injetada a partir de uma fonte renovável e limpa, afirmou a GEG em comunicado.

A GEG, que substitui a alemã E.ON como fornecedora de energia da torre, também vai se encarregar de aconselhar a empresa sobre eficiência energética durante a duração do contrato.

Nos últimos meses, a Torre Eiffel realizou reformas em seu primeiro andar que permitiu a redução do consumo de energia mediante ao isolamento de seus pavilhões, a instalação de painéis solares para água quente e a recuperação da água da chuva.

Em 2015 serão instalados dois pequenos moinhos eólicos que vão produzir cerca de 10 mil quilowatts ano.

Em 2013, quase sete milhões de pessoas visitaram o monumento de 324 metros de altura que foi construído para a Exposição Universal de 1889. Atualmente, o monumento consome 6,7 GWh para a climatização, calefação, elevadores e iluminação.

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