NBR ISO 50002: os requisitos de processo para a realização de um diagnóstico energético

Fonte: Equipe Targuet

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Diagnósticos energéticos

A NBR ISO 50002 de 11/2014 – Diagnósticos energéticos – Requisitos com orientação para uso especifica os requisitos de processo para a realização de um diagnóstico energético em relação ao desempenho energético. É aplicável a todos as tipos de estabelecimentos e organizações, e a todas as formas de energia e seus usos. Especifica os princípios da realização de diagnósticos energéticos, requisitos para os processos comuns durante os diagnósticos energéticos e produtos a serem entregues pelos diagnósticos energéticos.

Esta norma não aborda os requisitos para seleção e avaliação da competência dos órgãos que fornecem os serviços de diagnóstico energético, e também não cobre a auditoria do sistema de gestão da energia de uma organização, pois isto é descrito na ISO 50003. Fornece também as orientações informativas para seu uso (ver Anexo A).

O propósito desta norma é definir o conjunto mínimo de requisitos que levem à identificação de oportunidades para a melhoria do desempenho energético. Um diagnóstico energético abrange uma análise detalhada do desempenho energético de uma organização, equipamento, sistema(s) ou processo(s). É baseado em medição e observação apropriadas do uso de energia, da eficiência energética e do consumo.

Os diagnósticos energéticos são planejados e conduzidos como parte da identificação e priorização das oportunidades de melhoria no desempenho energético, na redução de desperdício de energia e na obtenção de benefícios ambientais relacionados. Os resultados do diagnóstico incluem informações sobre o uso e o desempenho atuais, e listam as recomendações por prioridade para melhorias em termos do desempenho energético e dos benefícios financeiros.

Um diagnóstico energético pode auxiliar uma revisão energética e facilitar o monitoramento, medição e análise, como descrito na NBR ISO 50001, ou pode ser usado independentemente. Esta norma permite diferenças em abordagem e em termos de escopo, fronteira e objetivo do diagnóstico e bem como procura harmonizar aspectos comuns do diagnóstico energético, a fim de torná-lo mais claro e transparente.

O processo de diagnóstico energético é apresentado como uma simples sequência cronológica, mas isso não impede iterações repetidas de certas etapas. O texto principal desta norma cobre os requisitos gerais e estrutura comuns a todos os diagnósticos energéticos, que podem ser suplementados por normas nacionais de diagnósticos equivalentes.

Para o diagnóstico de tipos específicos de instalações, processos ou equipamentos, deve-se consultar as normas internacionais, nacionais e locais relevantes e diretrizes, sendo algumas das quais citadas na Bibliografia. Nesta norma as seguintes formas verbais são utilizadas: “deve” indica um requisito; “convém que” indica uma recomendação; e “pode” às vezes indica uma permissão, às vezes indica uma possibilidade ou uma capacidade.

Um diagnóstico energético é fundamentado em alguns princípios. Esses princípios auxiliam a fazer do diagnóstico energético uma ferramenta eficaz e confiável para auxiliar a gestão em tomadas de decisões e controles, provendo informação sobre a qual a organização pode agir a fim de melhorar seu desempenho energético.

A adesão a tais princípios fornece uma abordagem consistente para um diagnóstico energético eficaz que permitiria aos consultores de energia, trabalhando independentemente um do outro, alcançar conclusões similares em circunstâncias similares. É essencial que o(s) consultor(s) de energia esteja(m) familiarizado(s) com os requisitos de saúde e segurança aplicáveis durante o processo de diagnóstico.

A organização seleciona o(s) consultor (es) de energia com base no escopo esperado do diagnóstico energético, fronteiras, objetivos do diagnóstico e suas competências. A aplicação dos seguintes princípios pelo consultor de energia é fundamental para o sucesso do diagnóstico energético.

O consultor de energia deve possuir conhecimento e habilidades necessários para completar o escopo definido do diagnóstico energético. Competência pode ser demonstrada através de: formação técnica adequada, habilidades, experiência e/ou treinamento apropriados, seguindo diretrizes e recomendações locais ou nacionais; habilidades técnicas relevantes específicas sobre o uso de energia, escopo, fronteiras e objetivo do diagnóstico; conhecimento de requisitos apropriados legais e outros requisitos; familiaridade com os usos de energia que estão sendo diagnosticados; conhecimento dos requisitos desta norma, e de normas locais e nacionais de diagnóstico energético; para um membro da equipe designado como consultor líder deve possuir habilidades para gerenciar e proporcionar liderança à equipe de consultores de energia; convém que um consultor líder possua habilidades gerenciais, profissionais e de liderança, a fim de gerenciar a equipe.

Onde há apenas um consultor, este é considerado o consultor líder. Onde houver disponibilidade de um programa local ou nacional de certificação de consultor de energia, ou equivalente, podem ser considerados consultores de energia certificados.

Alguns programas podem ser específicos por tecnologia. O consultor de energia é encorajado a demonstrar desenvolvimento profissional contínuo para manter e aperfeiçoar o conhecimento de diagnóstico, habilidades técnicas e atributos pessoais. O desenvolvimento profissional contínuo pode ser atingido através de meios distintos como participação de reuniões, seminários, conferências, treinamento técnico, experiência de trabalho, estudo pessoal, estudo orientado ou outras atividades relevantes.

A confidencialidade dos resultados do diagnóstico deve ser acordada entre a organização e o consultor, antes do início do diagnóstico energético. A informação do diagnóstico energético não pode ser usada inapropriadamente para ganho pessoal do consultor de energia, ou de maneira prejudicial ao interesse legítimo da organização. Este conceito inclui o manuseio apropriado de informação sensível ou confidencial.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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