Conferência em abril debate cadeia tecnológica solar

Fonte: Canal Energia

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Nos dias 7 e 8 de abril acontece em Campinas (SP) a conferência Novas Tecnologias de Geração Fotovoltaica 2015. O evento quer debater as perspectivas de implantação comercial de toda uma cadeia tecnológica solar. Haverá visita técnica à Usina Solar Tanquinho da CPFL Renováveis.

Em março, nos dias 23 e 24 será realizado em São Paulo (SP) o Data Center Brazil 2015. Os temas vão abordar aspectos de gestão operacional com foco na redução de custos e desafios de sustentabilidade, incluindo eficiência energética. o cenário de fornecimento de energia também será avaliado.

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A equivalência dos selos LEED e Procel

Fonte: Jornal da Instalação

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O alcance da certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), uma das certificações ambientais de edifícios mais utilizadas em todo o mundo, tornou-se mais fácil e rentável para projetos de edifícios no Brasil. Os projetos no Brasil reconhecidos pelo Selo Procel de Economia de Energia em Edificações (Selo Procel Edificações) da Eletrobras não precisam mais adquirir outro modelo de energia para atingir um dos pré-requisitos LEED.

No último mês de novembro, o Comitê Diretivo do LEED aprovou um Alternative Compliance Path (ACP) para comprovação do segundo pré-requisito de Energia e Atmosfera do LEED -EAp2, que trata do desempenho energético mínimo no sistema de classificação LEED BD & C de 2009. O novo ACP permite que projetos no Brasil utilizem o Selo Procel Edificações para demonstrar a conformidade com as exigências do pré-requisito do LEED 2009, poupando-lhes tempo e dinheiro.

Esse caminho alternativo de conformidade pode ser aplicado a todas as edificações comerciais, de serviços e públicas, à exceção dos edifícios destinados à assistência médica, data centers, instalações industriais, armazéns e laboratórios. O objetivo deste pré-requisito é estabelecer um nível mínimo de eficiência energética para a edificação e os sistemas avaliados, visando reduzir os impactos ambientais e econômicos associados ao consumo excessivo da energia.

O Selo Procel Edificações – Selo de Eficiência Energética, só é concedido aos imóveis que têm demonstrado cumprir os mais altos níveis de eficiência energética (classificação AAA) em três categorias – Iluminação, Envoltória e HVAC. Para receber o selo, um edifício deve demonstrar uma redução significativa da energia de todas as três fontes, quando comparado a um edifício convencional. A análise é realizada de acordo com o RTQ-C: Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos Inmetro: Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

A importância dessa conquista é resultado do trabalho desenvolvido em parceria pelo Green Building Council Brasil, o Centro Brasileiro de Eficiência Energética em Edificações e a Eletrobras, e pode ser medida pelo reconhecimento internacional do recém-lançado Selo Procel Edificações. “Essa interação entre as certificações é uma verdadeira situação de ganha-ganha para todos”, diz Fernando Perrone, do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras. “Como o LEED continua a ser adaptado para as condições climáticas do Brasil, o reconhecimento de Selos locais representa um momento de mudança para projetos de novas construções no Brasil”.

“Sentimo-nos muito felizes com mais essa conquista que reforça a missão do GBC Brasil que é de desenvolver a indústria da construção sustentável no país, utilizando as forças de mercado para conduzir a adoção de práticas de green buiding em um processo integrado de concepção, implantação, construção e operação de edificações e espaços construídos. O momento é mais do que oportuno e permitirá que a construção sustentável seja ainda mais estimulada em território nacional”, afirma Manoel Gameiro, Presidente do Green Building Council Brasil.

Há cerca de 1.000 projetos no Brasil registrados para obter a certificação LEED Green Building Rating System, representando 23 milhões de metros quadrados de área registrada e certificada LEED. Muitas empresas líderes no Brasil, como a Coca-Cola e a Odebrecht, estão utilizando a certificação LEED, além de projetos de grande porte, tais como a Ilha Pura, complexo dos jogos Olímpicos e primeiro projeto certificado de bairro LEED na América Latina.

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Apple To Invest $2B Building Green Data Centers In Ireland And Denmark

From: Techcunch.com

By: Jon Russel, Ingrid Lunden

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Amid deeper investigations into how Apple may be using its operations in Ireland as a means for tax avoidance on tens of billions of dollars in profit, the iPhone maker has announced that it will spend nearly $2 billion (€1.7 billion) to develop two new 100% renewable energy data centers in Europe.

The centers — which will use wind power and other green fuel sources — will be located in Athenry, Ireland, and Viborg, Denmark. Apple said that they will power services such as apps in the App Store, Siri and iMessage. Both locations will run on 100 percent renewable energy and Apple said they will have the “lowest environmental impact” of its data centers thus far. It will also be following in the footsteps of companies like Facebook, which has also built sustainable data center operations out in Europe.

Apple CEO Tim Cook said the new developments, which are expected to come online in 2017 and will measure 166,000 square meters each, will create “hundreds” of new jobs in the local areas.

“We are grateful for Apple’s continued success in Europe and proud that our investment supports communities across the continent,” said Cook added. He and other Apple executives are currently on a tour of Europe, making a stop earlier today in Germany at the factory that is making the glass windows for Apple’s new campus.

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https://twitter.com/tim_cook/status/569868529064943616/photo/1Apple says it directly employs 18,300 staff across 19 countries in Europe, and “supports nearly 672,000 European jobs, including 530,000 jobs directly related to the development of iOS apps.”

Apple positioning itself as a leader in corporate social responsibility, and leading investor, in Europe’s energy and job markets is not just good business for Apple; it’s also coming at a key moment for other reasons.

The company is under pressure in the EU, and in Ireland specifically, a tax deal with the Irish government is being probed by the European Commission using new powers designed to crack down on so-called ‘sweetheart’ deals with multinational companies. Apple is thought to have some $54 billion in profits sitting offshore that have never been taxed. Meanwhile, the company’s fortunes continue to rise: in January it posted the biggest quarterly earnings of any company, ever. Apple, and other tech companies that could be hit by tax investigations, are fighting back.

At the same time, it looks like Apple may potentially be in the firing line for fines related to data protection. Ireland’s new data protection regular last week said that she would be conducting an audit of the company, along with Yahoo and Adobe.

Ireland’s new data protection commissioner, Helen Dixon, last week defended her office and the perception of Ireland as having a soft touch when it comes to coming down on large companies when they may in violation of regulations. In the last decade, Ireland’s economy has swung towards tech as companies like Facebook, Google and Apple have built up their global headquarters there to take advantage of the countries’ favorable tax policies.

Data protection has become a big issue in Europe, particularly in light of growing concerns on two fronts: online privacy for ordinary consumers, and larger data breaches. Ireland occupies a key role in this discussion because so many companies have chosen the country for their European and global headquarters, and so decisions made there have wide-ranging ramifications.

The data centers in Ireland and Denmark will be state-of-the-art facilities, and in both cases Apple is trying to do more than just develop projects for its own direct benefit — a positive by-product even if you view the moves in a more cynical and opportunistic light.

In Athenry, Apple says it will be building the data center on land that had been used to for commercial forestry, growing and harvesting non-native trees. It will also be undergoing a project to restore native trees to Derrydonnell Forest, and building an outdoor education space.

In Denmark, the center will be built next to one of Denmark’s largest electrical substations, the company says. That will mean no need to build additional generators. And Apple says it will use heat generated from its facility to provide heat to local homes.

“We believe that innovation is about leaving the world better than we found it, and that the time for tackling climate change is now,” said Lisa Jackson, Apple’s vice president of Environmental Initiatives, in a statement. “We’re excited to spur green industry growth in Ireland and Denmark and develop energy systems that take advantage of their strong wind resources. Our commitment to environmental responsibility is good for the planet, good for our business and good for the European economy.”

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Quem não monitora…..Não Gerencia!

Há muitos anos (aproximadamente há uns 15 anos), eu fui convidado à participar de uma reunião com um alto executivo de uma multinacional ligada ao ramo de componentes elétricos e energia.

Tratava-se de uma visita deste alto executivo ao Brasil, mais especificamente em alguns clientes que consideravam importantes e com os quais já haviam feito negócios no passado.

Na realidade, este negócio ao qual me refiro dizia respeito a investimentos conjuntos para a economia de energia em seus clientes.

Pois bem, como lhes disse acima, havia sido convidado pelo meu cliente porque o nobre visitante falava somente inglês e este meu cliente não se sentia confiante.

Chegada a data, o visitante foi recepcionado e levado até uma sala de reuniões onde nós (eu e meu cliente) o aguardávamos.

Feitas as introduções básicas e agradecimentos, o nobre visitante nos disse estar curioso para visitar o site e verificar “in loco” o investimento em um retrofit que havia sido feito há alguns anos (em parceria) sobre o sistema de iluminação do edifício.

Demos a tradicional voltinha na edificação e retornando à sala de reunião, o nobre visitante não se conteve e, muito ansioso, perguntou sem cerimônias ao meu cliente…..

“bom, agora vamos ao que interessa…eu gostaria de ouvir de vcs o quanto economizaram em energia com este nosso retrofit e em quanto melhoraram a qualidade para os ocupantes de seu edifício….”

Ahhh, apenas um pequeno detalhe antes do desfecho desta história….como é muito comum em nossas empresas e em nossa realidade, o cliente ao qual me refiro já havia promovido uma seqüência de “danças das cadeiras” ao longo dos anos e, este meu interface na época só estava no cargo há pouco mais de um ano.

Pois bem, voltando à pergunta do alto executivo e nobre visitante, ela deixou o meu cliente sem graça que, de forma bastante objetiva lhes respondeu: “Na realidade, além de estar em minha atual posição há não muito tempo, temo em lhe informar de que não possuímos um histórico de consumo que possa nos ajudar à enxergar o quanto deixamos de consumir e em quanto melhoramos a qualidade do ambiente interno aos nossos ocupantes e funcionários“.

Pergunta direta…..resposta direta…..

Neste momento, o nobre visitante baixou por uns segundos o seu olhar (para a mesa de reunião) e ao levantá-los, olhou para o meu cliente e “disparou sem dó e nem piedade”…

Desculpe-me pela franqueza, mas:

  • como é que os senhores realizam um retrofit e não detém o monitoramento e controle de seus resultados?
  • como é que os senhores não avaliam o retorno de seu investimento?
  • como é que os senhores não avaliam todo o esforço feito “versus” a satisfação de seus usuários?

Sinceramente, lamento muito em ouvir isto….” Encerrou o visitante pouco antes de deixar cabisbaixo a sala.

Em outras palavras, ele quis dizer que ninguém gerencia uma área ou um negócio sem um planejamento estratégico (o porque, de que forma, quais os resultados esperados, etc) e sem um monitoramento / controle, enquanto “fincava levemente a estaca no coração de meu cliente…”.

Moral da história (com “H”):

Se alguém pensa que dirigir um departamento ou uma empresa é uma simples aventura e que o resultado se constrói com experiência, com arrojo, jogo de cintura e no dia-à-dia….

Este alguém está esquecendo de que não se pode avaliar resultados sem o mínimo e um estruturado controle, que esteja totalmente alinhado ao planejamento estratégico já traçado…

Ninguém consegue avaliar um projeto ou o resultado da manutenção sem os indicadores cuidadosamente desenhados (incluindo a forma de apuração) para tal…

Ninguém gerencia sem controle!!

Uma ótima semana!!!

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Governo trabalha “de manhã, tarde e noite” para evitar racionamento, diz Braga

Fonte: Reuters Brasil

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O governo está trabalhando “de manhã, de tarde e de noite” para que não ocorra um racionamento de energia elétrica no Brasil, disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, em entrevista na noite de segunda-feira, acrescentando que espera a desoneração da geração solar distribuída para o lançamento de um novo programa.

No programa Roda Viva, da TV Cultura, Braga disse que tem feito duas reuniões semanais internas no ministério para monitorar a situação do abastecimento de eletricidade, além de conversas quinzenais com a presidente Dilma Rousseff sobre o assunto. A próxima reunião com a presidente está prevista para a manhã desta terça-feira.

“Estamos fazendo uma reunião com a presidente a cada 15 dias, apresentando plano A, plano B, plano C e plano D”, disse Braga, sem apresentar detalhes, mencionando que em fevereiro houve uma melhora nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.

Durante a entrevista, Braga reconheceu que “é preciso que São Pedro ajude”, mas reiterou que o consumidor também precisa ajudar evitando o desperdício de energia. Em janeiro, o ministro afirmou que “não teremos racionamento de energia, temos um sistema elétrico robusto e confiável”.

Também no mês passado, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), colegiado presidido pelo Ministério de Minas e Energia, elevou de 4,9% para 7,3% o risco de faltar energia no Sudeste e Centro-Oeste do país, ultrapassando do risco tolerável de 5%.

Na entrevista de segunda-feira, Braga lembrou que o consumo de energia deve ser reduzido por fatores como o próprio nível de atividade econômica, mas também por conta do impacto da alta das tarifas.

Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou revisões extraordinárias de tarifa para 58 distribuidoras que vão elevar a conta de luz, em média, em 23,4% no país.

Além disso, Braga disse que estão sendo iniciadas campanhas para incentivar o uso mais eficiente da energia. “Vamos lançar em duas semanas um programa de eficiência energética inédito no Brasil”, disse o ministro na TV.

Braga espera ainda que na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) os secretários de Fazenda dos Estados aprovem a desoneração da geração solar distribuída.

“Isso vai abrir uma avenida para a gente poder lançar um novo programa, e a gente espera poder lançar ainda no primeiro semestre, de geração distribuída solar”, disse o ministro.

PETROBRAS

Durante a entrevista, Braga afirmou ainda acreditar que “o desinvestimento é um dos caminhos para a Petrobras”.

Na segunda-feira, a estatal anunciou a aprovação de plano para desinvestir 13,7 bilhões de dólares entre 2015 e 2016, um aumento em relação aos desinvestimentos de até 11 bilhões de reais que estavam previstos no período 2014-2018.

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Eduardo Braga, do MME: governo projeta redução de 5% no consumo este ano

Fonte: Canal Energia

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O governo federal trabalha com a perspectiva de que o consumo de energia tome o sentido contrário dos últimos anos. A tendência que é esperada no Planalto é de redução da demanda em função das diversas medidas que vêm sendo tomadas e que estão impactando o custo da energia, no que se convencionou a ser chamado de realismo tarifário. Esta bandeira foi adotada neste ano para combater as dificuldades das distribuidoras e as contas do governo por meio do ajuste fiscal.

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, acredita que essa redução chegue a 5% em 2015. Ele revelou esta estimativa em uma entrevista exclusiva concedida à Agência CanalEnergia, em São Paulo. Braga abordou ainda a situação dos contratos da Chesf com consumidores eletrointensivos no Nordeste que se encerram em alguns meses e as medidas que o governo vem tomando para mitigar os impactos dos atrasos das obras do setor elétrico. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Agência Canal Energia: O Sr. foi o primeiro a admitir publicamente que seria necessário um programa de racionalização de energia. Com quais cenários o governo trabalha para evitar um problema de abastecimento? E qual é o pensamento se houver a piora desse quadro?

Eduardo Braga: Estamos trabalhando com vários cenários, portanto, nós temos que ter sempre em mente que ninguém quer o racionamento, temos que trabalhar intensamente para que isso não aconteça. Esse é o nosso objetivo. Mas vivemos um desafio de estarmos na maior crise hídrica da nossa história dos últimos 100 anos na região Sudeste e uma das piores no Nordeste. Ao mesmo tempo, além da crise hídrica, estamos vindo de três anos ruins. Se analisarmos os biênios 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015 são sequências de ritmo hidrológico ruim. Agora, o nosso sistema efetivamente ficou mais robusto nos últimos anos, saímos de 5 mil MW de térmicas para 23 mil MW, o sistema interligou-se, diversas bacias hidrológicas estão interligadas e, portanto, temos como administrar e gerenciar a manobra de um setor elétrico que é mais diverso e mais interligado. Mas, temos que ter a consciência de que precisamos ter, de qualquer forma, por parte do consumidor, uma atitude de não desperdiçar energia, de fazer o uso consciente desse bem que é a energia e que é caro. Estamos com energia cara e começamos hoje uma campanha da Abradee de uso mais racional, mais inteligente da energia, explicando o regime das bandeiras. E a partir do dia 10 deste mês iniciaremos uma campanha do governo federal do uso consciente da energia.

Agência Canal Energia: Essa é a resposta ao que o setor já vem defendendo há mais de um ano: de que é necessária uma campanha para a racionalização do uso da energia?

Eduardo Braga: Nossa campanha é fruto de um estudo e de um diagnóstico que a gente vem falando desde o início de nossa chegada ao governo e de que em 90 dias teríamos um estudo profundo e com diagnósticos claros sobre os diversos setores e que apresentaríamos uma série de ações para mitigar uma série de desafios que teríamos. A campanha não é um passo isolado, foi precedida de uma portaria do Ministério do Planejamento no combate ao desperdício dentro dos prédios públicos e vamos lançar agora no mês de março uma campanha do ministério de eficiência energética predial e também de um Procel turbinado, ampliado e fortalecido, na qual estamos trabalhando. Essa campanha faz parte dessa ação. Acho que o realismo tarifário ajudará também as pessoas a prestar atenção no desperdício de energia. E nosso objetivo é ter uma redução de consumo importante.

Agência Canal Energia: Qual é essa projeção de consumo de energia que o governo trabalha?

Eduardo Braga: Tivemos uma projeção do ano passado, para o planejamento de 2015, de 65.700 MW médios para 2015 com sobra de 7.200 MW médios estruturais. No entanto, sabemos e a própria EPE identifica que o indicativo macroeconômico é de que não teremos esse consumo, estamos trabalhando com um consumo menor. Teremos uma redução de consumo esse ano, pelo menos é o que aponta os estudos macroeconômicos da EPE e trabalhamos com o número na faixa entre 62 mil MW médios a 63 mil MW médios. Em 2014, tivemos quase 65 mil MW médios, estávamos imaginando que seria quase 66 mil MW médios e a gente acha que hoje os estudos indicam para uma redução para 63 mil MW médios, que seria uma redução de algo como 5% mais ou menos no consumo.

Agência Canal Energia: Um dos assuntos que vem preocupando os consumidores eletrointensivos no Nordeste é o vencimento dos contratos da Chesf, que somam cerca de 800 MW médios. A renovação desses contratos foi vetada, mas o governo sinalizou que procuraria auxiliar esses consumidores na busca por alternativas competitivas. Como está esse assunto?

Eduardo Braga: Na realidade eles têm 600 MW médios e querem 800 MW médios, tem um déficit de 200 MW médios, mas é preciso que eles entendam que tem que ter uma contrapartida. Sobre o assunto temos um estudo em andamento, já realizamos três reuniões setoriais sobre o tema. Nesse momento há um grupo do MME trabalhando com representantes do setor e a Chesf para chegarmos a uma proposta a ser avaliada. É possível, em nossa visão, construir um programa de investimento no Nordeste, fruto de um funding que poderíamos construir com esse setor privado e podendo alavancar esse funding. Nosso objetivo é de chegar a um volume de investimentos da ordem de R$ 34 bilhões em geração, transmissão, subtransmissão e subestação até as redes de 69kV que abastecem esses consumidores eletrointensivos.

Agência Canal Energia: Esses empreendimentos seriam exclusivos para atender a esses consumidores?

Eduardo Braga: Não, o objetivo é ter um plano de investimentos. Estamos construindo isso para levar à apreciação da presidenta. Numa relação de cada megawatt subsidiado para o setor eletointensivo podemos produzir 100 MW para o universo a ser atendido.

Agência Canal Energia: Mas esses contratos vencem agora em meados de 2015. Onde as empresas buscarão essa alternativa?

Eduardo Braga: Até o meio do ano devemos ter uma alternativa sim. O que queremos é construir esse modelo que estou te falando.

Agência Canal Energia: O relatório de fiscalização de obras da Aneel aponta que há muitos empreendimentos em atraso. No segmento de termelétricas são 87% da capacidade instalada fiscalizada. Com esse cenário dos últimos anos, o governo tem avaliado alguma medida para reduzir o impacto desses atrasos?

Eduardo Braga: Sim. O governo está selecionando o que é obra prioritária, estruturante e fundamental/essencial e dividindo isso em duas categorias: as de curto prazo e as de médio prazo. Curto prazo para nós é 2015 e de médio é 2016. E estamos deixando um terceiro segmento de obras, olhando para o futuro, onde vamos trabalhar mais intensamente daqui a 90 dias, quando algumas coisas estarão equacionadas. A exemplo do que fizemos com as distribuidoras, teremos que ter também uma equação com as geradoras e assim sucessivamente. Entre as prioritárias temos 18 obras no que chamamos de fast track, um atalho, que estamos criando para recuperar o prazo desses atrasos das obras. Entre eles o linhão de Teles Pires, que é extremamente importante e precisa estar no fast track, o bipolo do Madeira, que já está em testes desde o dia 20 sob regime de carga e esperamos estar com ele em pleno funcionamento até final de abril.

Neste ano no Brasil teremos 6.400 MW de energia nova que entrarão e vários de geração nesse fast track. Temos essa meta. Neste ano já entrou quase 1 mil MW e o saldo ainda é de mais de 5 mil MW para o final do ano. Estamos correndo firme para alcançar essa meta e que terá ainda 7 mil quilômetros de linhas de transmissão.

Agência Canal Energia: Há receio de que a Operação Lava Jato possa atrapalhar o andamento dessas obras, já que diversas empreiteiras estão sendo investigadas?

Eduardo Braga: Por enquanto ainda não, torcemos que não. Agora não podemos, nessa questão, ficar no campo da hipótese, não existe o “se”, nesse caso temos que aguardar. Estamos fazendo a nossa parte, aumentando cada vez mais a fiscalização, buscando cada vez mais uma gestão com compliance e com transparência. Temos que aguardar os órgãos de fiscalização, comando e controle para poder tomar as medidas adequadas.

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Procel proporciona economia estimada em 10,5 milhões de MWh

Fonte: Portal Brasil

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O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) respondeu em 2014 por uma economia de energia estimada em 10,5 milhões de megawatts-hora (MWh), ou o equivalente a 2% de todo o consumo do Brasil. A informação foi divulgada pelo presidente da Eletrobras, José da Costa, empresa que coordenou o programa de economia energética.

Em 2014, o programa evitou também a emissão de 1,42 milhão de toneladas de gás carbônico (tCO2) equivalentes. Entre as ações do programa está o Selo Procel, que indica ao consumidor os produtos que apresentam os mais altos níveis de eficiência energética.

José da Costa informou que a Eletrobras está estruturando atividades de prestação de serviços de eficiência energética, visando aproveitar oportunidades de negócio dentro e fora do País: “A eficiência energética está em nosso DNA”, definiu.

O executivo disse que a Eletrobras, como holding, coordena o Comitê Integrado de Eficiência Energética do Sistema Eletrobras, que, entre outras ações, introduziu o critério de eficiência energética nas compras de transformadores para as distribuidoras do sistema, além de começar a implantar a ISO 50.001, norma dedicada à gestão do uso eficiente de energia elétrica, nas empresas Eletrobras Chesf, Eletronuclear, Eletronorte e Itaipu.

“Apenas na holding, as ações da Comissão Interna de Conservação de Energia reduziram o consumo em mais de 5% desde 2013, a partir de ações de conscientização de empregados e de redução de desperdícios em iluminação e condicionamento de ar.”

Edificações

Na quarta-feira (4), a Eletrobras, o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) e a Embaixada Britânica apresentaram os resultados do projeto “Desempenho Energético Operacional em Edificações e Medidores Inteligentes”. O projeto teve por objetivo desenvolver conhecimento nas áreas de medição e verificação em edifícios em uso, investigando os potenciais impactos de medidores inteligentes e da etiquetagem energética e propondo a aplicação dessas ferramentas em edifícios corporativos.

Segundo a Superintendente de Eficiência Energética da Eletrobras, Renata Falcão, os resultados obtidos pelos estudos permitem que sejam dados passos importantes para aferir a economia real obtida pelo consumidor ao seguir os preceitos de uma edificação energeticamente eficiente. “A ideia é que, através da utilização de medidores inteligentes, o proprietário do imóvel preserve o seu conforto, ao mesmo tempo em que consome energia de forma eficiente”, disse a Superintendente.

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A revolução do quilowatt

Fonte: Revista Brasil Energia – Fevereiro 2015

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Brasil – As redes elétricas inteligentes (REIs) estão mudando irreversivelmente a relação do cliente com a distribuidora, os hábitos de consumo e até mesmo os papéis de cada um, permitindo que o consumidor não apenas compre, mas também produza a própria energia no Brasil. Do inglês “smart grid”, o conceito envolve uma série de tecnologias que levam a rede elétrica da era analógica para a digital, combinando a infraestrutura existente com sistemas de informação e computação, telecomunicações e sensoriamento.

A automação e o uso de tecnologias digitais no setor elétrico é tema da reportagem de capa da revista Brasil Energia do mês de fevereiro. Com o título de “A revolução do quilowatt”, o texto afirma que já é possível operar remotamente linhas de transmissão, hidrelétricas e PCHs.

A reportagem ressalta que essa revolução já começa a se aproximar do consumidor residencial. Por meio de medidores eletrônicos, muito em breve será possível a adoção de modelos tarifários diferenciados, além do monitoramento em tempo real dos gastos pelo consumidor e a geração e envio de energia excedente para a rede.

Além das facilidades que esse sistema pode trazer para o consumidor, as redes inteligentes reduzem as perdas na rede elétrica das distribuidores e podem diminuir em até 24% a demanda de energia nos horários de pico.

A reportagem ainda aborda os grandes investimentos que o governo federal planeja fazer no setor elétrico, implantando as redes inteligentes em todo a rede de baixa tensão e o potencial de crescimento deste mercado, já que o Brasil possui atualmente mais de 74 milhões de unidades consumidoras.

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Madrid implanta maior projeto de renovação de iluminação pública do mundo

Fonte: El Economista

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Espanha – A cidade de Madrid está desenvolvendo atualmente o maior projeto de renovação de iluminação pública do mundo. Estão sendo substituídos 225 mil pontos de luz antigos por outros de última geração que vão permitir a cidade economizar 115 milhões de euros em oito anos.

Esse é o prazo de duração do contrato que a Prefeitura de Madrid assinou para a gestão de todas as instalações urbanas que consomem eletricidade, desde a iluminação das ruas e dos semáforos, passando pelas fontes ornamentais, túneis e galerias de serviço.

As empresas escolhidas para administrar o contrato, que foi dividido em três lotes, estão entre as principais do setor de iluminação. Elas estão encarregadas de mudar os 225 mil pontos de luz por fases, sem que em nenhum momento falte luz, nem mesmo em um pequeno trecho de uma rua.

Todo o processo será supervisionado pela prefeitura de Madrid e não haverá nenhum custo para os cidadãos madrilenhos.

Segundo informou a EFE o chefe de Serviço de Instalações Urbanas da Prefeitura de Madrid, Alejandro Oliver, a renovação, que começou no último trimestre de 2014, já substituiu cerca de 150 mil luminárias, o equivalente a 65% do total. Todo o processo deve ser concluído ainda no primeiro semestre deste ano.

Quando o verão chegar, a capital espanhola verá 84 mil luminárias com a tecnologia LED, instaladas em pontos de luz situados a menos de quatro metros do solo e outros 124 mil equipamentos eletrônicos, segundo informou a prefeitura.

Com esta renovação, vão desaparecer, por exemplo, 51 mil faróis tipo globo, que foram instaladas por toda a cidade no início dos anos 1990, e que desperdiçam metade do seu potencial de iluminação. Também as 33 mil lâmpadas incandescentes serão substituídas por luminárias de LED.

Além disso, serão instalados novos sistemas de redução de consumo em 194 das 430 instalações hidráulicas ornamentais. Madrid também já substituiu as luzes tradicionais por luminárias de LED em mais de 45 mil semáforos da cidade.

Ao todo, serão investidos pelas empresas contratadas cerca de 144 milhões de euros, dos quais 36 milhões serão destinados a iluminação pública e fontes ornamentais, 51 milhões vão ser aplicados na renovação das instalações que chegaram ao final de sua vida útil ou ficaram obsoletas que estão em túneis, galerias, semáforos, sistemas de câmeras e outros 57 milhões vão ser utilizados para as medidas de conservação e manutenção do sistema de iluminação durante a vigência do contrato.

O custo desta renovação será recuperado pelas empresas durante os oito anos de contrato mediante a economia de consumo de energia. A estimativa da prefeitura é de que esta redução será de 36% em comparação com o consumo atual. Esta economia equivale ao consumo energético de uma cidade de 226 mil moradores.

O chefe do Serviço de Instalações Urbanas da prefeitura de Madrid assegurou que este modelo de gestão começa a ser copiado por outras partes do mundo e já foi explicado aos funcionários municipais da União das Cidades e Capitais Iberoamericanos (UCCI) e várias cidades europeias.

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Portugal 2020: Um bilhão para reabilitação urbana e eficiência energética

Fonte: Notícias do Minuto

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Portugal – O programa Portugal 2020 vai destinar um bilhão de euros para a reabilitação urbana e eficiência energética, duas áreas que o Governo pretende estimular nos próximos anos.

De acordo com informações do Jornal de Negócios, o ministro do Ambiente, Moreira da Silva, afirmou que para a reabilitação e regeneração de edifícios e espaços públicos serão destinados 400 milhões de euros, provenientes dos programas de Inclusão Social e que serão distribuídos por particulares com prédios para arrendar, organismos públicos com habitação social, autarquias e Estado central.

Quanto ao financiamento, sabe-se que o dinheiro chegará por canais diferentes aos destinatários e que, no setor privado, a via é única. Serão disponibilizdas linhas de crédito em condições mais favoráveis do que as do mercado.

Outro ponto que será apoiado pelo programa Portugal 2020, de acordo com as regras publicadas na sexta-feira no Diário da República, é o setor de eficiência energética. Serão destinados 600 milhões de euros para a adoção de medidas eficientes que vão desde a substituição de equipamentos e obras nos edifícios que permitam reduzir o consumo de energia.

Para esta área, o dinheiro virá do Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e pode ser utilizado por particulares e empresas através de empréstimos. Já a administração pública candidata-se a verbas a fundo perdido.

O objetivo do Executivo é que o crédito de um bilhão de euros seja ampliado em duas ou três vezes nos próximos anos.

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