Um ano depois, legado da Copa no Brasil foi negativo para a economia

Fonte: Jornal da Globo

Por: Thiago Guedes / Eunice Ramos / Alessandro Torres / Bernardo Bortolotto / Fernanda Graell

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Para que serviu a Copa do Mundo, que começou há exatamente um ano? Do ponto de vista econômico, serviu para pouco. Do ponto de vista político, também.

As conclusões negativas estão em um estudo de duas respeitadas instituições, a Fundação Dom Cabral e a Universidade Griffth, na Austrália, que se juntaram para avaliar o legado da Copa no Brasil.

Para a economia, o legado foi negativo, segundo esse estudo. O dinheiro gasto poderia ter sido melhor empregado em outros setores. Muitos recursos poderiam ter sido aplicados em outros tipos de benefícios à população.

A maior crítica foi dirigida aos estádios, nos quais foi constatado estouro dos orçamentos e arenas deficitárias. Um grande número de obras sequer foram completadas um ano depois. São os casos de Cuiabá e Porto Alegre, por exemplo.

Confira alguns desses problemas em cinco capitais.

MANAUS

A luta na cidade é para tirar a Arena da Amazônia do marasmo. O estádio custou cerca de R$ 670  milhões e, de todos os 12 da Copa, foi o que menos recebeu jogos depois do evento. Foram apenas nove em um ano.

O campeonato estadual passou longe dali. Só a decisão, que acontecerá nos próximos dois sábados (13 e 20), será no estádio construído para a Copa. Os clubes não têm interesse e reclamam do alto custo.

manutenção mensal passa dos R$ 500 mil, que ficam por conta do Governo do Estado. Mesmo somando tudo o que foi arrecadado com futebol e shows, a Arena da Amazônia deu um prejuízo de quase R$ 4 milhões desde que foi inaugurada em março do ano passado.

CUIABÁ

A Arena Pantanal tem recebido alguns jogos, mas eles não cobrem o custo mensal de manutenção, que chega a R$ 1 milhão. É mais um estádio da Copa que acumula prejuízos. No caso das obras atrasadas, a mais problemática é a do veículo leve sobre trilhos, que cortaria a cidade de norte a sul e do leste ao centro. Os vagões chegaram, mas os trilhos não avançaram. Das 32 estações, apenas uma ficou pronta. A entrega do VLT já foi adiada sete vezes e a promessa agora é que ele comece a circular só daqui a três anos.

FORTALEZA

obra do VLT que deveria percorrer 12 quilômetros por Fortaleza na Copa do Mundo ficou pela metade. Agora, parte dos trilhos é ocupada por famílias de pessoas que não têm onde morar. No ano passado, por causa do atraso, o Governo do Estado rompeu o contrato com o consórcio que iniciou a obra.

Uma nova licitação foi aberta há dois meses, mas ainda não tem prazo para ser concluída. A situação é semelhante no Aeroporto Internacional de Fortaleza. A obra de ampliação do terminal de passageiros que começou em 2012 não ficou pronta a tempo da Copa do Mundo e o contrato com o consórcio foi rompido com apenas 15% da obra concluída.

PORTO ALEGRE

Só as melhorias ao redor do estádio Beira Rio foram entregues na época do mundial. Várias obras estão atrasadas. Das 14 previstas para a Copa, 10 ainda não estão prontas.

É o caso da duplicação de uma importante avenida da cidade, que não tem prazo para acabar. Falta transferir mais de 500 famílias que vivem ali para um conjunto habitacional que nem sequer saiu do papel.

RIO DE JANEIRO

Há muito tempo quem passa pelo aeroporto internacional do Rio encontra tapumes por toda parte. A RIOgaleão, concessionária responsável pelo aeroporto desde agosto do ano passado, diz que está negociando com a Infraero, antiga administradora, para que todas as obras pendentes terminem o quanto antes.

A reforma no aeroporto começou em 2008 e a data inicial de entrega seria abril de 2014, antes da Copa. Depois, passou para maio, para dezembro e atualmente não há mais previsão. É bom lembrar que em agosto do ano que vem o Rio vai ser sede dos Jogos Olímpicos.

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Não utilize os elevadores em caso de incêndio

Fonte: Revista Infra

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Confira algumas recomendações aos usuários

De acordo com normas de segurança, a famosa frase “Em caso de incêndio não utilize o elevador, use as escadas”, que fica localizada ao lado de botões de elevador, requer atenção e serve como alerta aos usuários que utilizam o equipamento para se locomover verticalmente de maneira ágil.

Em caso de incêndio em um edifício, a calma e a tranquilidade são fatores essenciais. Mas também é de extrema importância seguir alguns procedimentos para que todos saiam em segurança. Veja algumas dicas recomendadas pela Atlas Schindler.

✓ Sempre mantenha a calma e dirija-se para as escadas. Siga todas as orientações dos brigadistas de incêndio do local.

✓ Não utilize o elevador. O incêndio poderá cortar a energia do edifício e você poderá ficar retido na cabina do elevador, colocando em risco sua segurança.

✓ É importante manter a calma, descer com passos rápidos, mas sem correr. Utilize o corrimão para sua segurança.

✓ Não tente combater o incêndio, a menos que saiba utilizar com eficiência os equipamentos de combate.

✓ Durante a saída ou após sair do edifício, jamais volte para pegar objetos.

Os profissionais de condomínios têm papel fundamental em casos de incêndio, principalmente adotando medidas que ajudam a manter a segurança de todos. “É dever do condomínio manter os extintores de incêndio em dia com a validade, inclusive na casa de máquinas do elevador. Quando o técnico de manutenção dos elevadores indicar que a data está expirando, o condomínio deverá trocá-lo imediatamente”, explica Osmar Cavalcanti dos Santos, um dos técnicos do Atendimento Avançado da Atlas Schindler.

Se você é um profissional de condomínio confira algumas dicas para auxílio aos moradores:

✓ Chame o Corpo de Bombeiros o mais rápido possível.

✓ Não obstrua as saídas de emergência.

✓ Certifique-se de que o condomínio possui os extintores apropriados e sempre cheque seus respectivos vencimentos e manutenções necessárias.

✓ Desligue a chave geral do condomínio, localizada normalmente no térreo. Antes desta ação, verifique a existência de passageiros no elevador.

✓ Caso o elevador possua a OEI (Operação de Emergência em caso de Incêndio), acione o dispositivo que entrará em ação, trazendo o equipamento para o andar térreo e desligando-o automaticamente.

✓ Oriente os condôminos e usuários para não utilizarem o elevador em caso de incêndio. A escada de emergência é o caminho mais seguro para a evacuação do edifício.

✓ Mantenha os extintores de incêndio em dia com a validade, inclusive na casa de máquinas do elevador. Quando o técnico de manutenção dos elevadores indicar que a data está expirando, o condomínio deverá trocá-lo imediatamente.

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Segurança no Trabalho estendida a quem faz home office

Fonte: Revista Infra

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Um caso divulgado recentemente, em que a empresa de cosméticos foi obrigada a pagar R$ 20 mil para uma ex-funcionária que quebrou o pé em casa, trouxe à tona a discussão de um direito previsto por lei ao trabalhador: a segurança no trabalho. Com o aumento da modalidade home office, empresas passam a se preocupar mais, já que um acidente com o  trabalhador, mesmo em sua residência, pode acarretar em um longo processo trabalhista.

No caso da empresa de cosméticos, a funcionária conseguiu provar na Justiça que a residência era o seu local de trabalho. “Considerado um caso inédito em nosso país, esse acontecimento nos leva novamente a reflexão do quanto a nossa legislação é antiga e precisa ser atualizada para a nova realidade”, criticou a engenheira de Segurança no Trabalho da Ramazzini Engenharia, Márcia Ramazzini.

Para trabalhar em home office é necessário mais que disciplina, é muito importante criar regras e condições físicas para que o expediente seja realizado de forma saudável. “Mesmo em casa, o funcionário precisa pensar que está dentro de uma empresa”, ressalta a engenheira.

Geralmente, os funcionários recebem notebook, celular, montagem de escritório, pagamento da mensalidade de internet e veículo da empresa, entre outros. “Quando a empresa cede o notebook para o funcionário trabalhar em casa, ela deve tomar alguns cuidados como, por exemplo, a instalação de programas específicos que registram o horário em que esteve ligado, quantas palavras foram digitadas por minuto e, assim detectar o excesso de trabalho. Muitos programas travam o note e avisam o funcionário que é hora do cafezinho. Esta prática é muito usada para atividades que demandam muita digitação ”, informa a especialista.

Os perigos para a saúde

O caso vivenciado por Cláudia Dias, 30 anos, moradora de cidade de Jundiaí, que atuou três anos e quatro meses na gerência do setor de vendas de uma grande empresa de cosméticos, revela que para ser home office o profissional tem que ser disciplinado, criar seus horários de trabalho, refeição, entre outros. “Se desligar do trabalho dentro de casa é quase impossível. Passava horas trabalhando sem intervalo, inclusive para refeições, já que para isso teria que parar de trabalhar para fazer a comida. Também perdi eventos familiares e envolvi minha família no trabalho, o que é muito ruim para o bem estar familiar”, contou a ex-funcionária.

O trabalho consistia em gerenciar as vendas que contemplavam as cidades de Jaraguá e Taipas no estado de São Paulo. Em home office a ex-funcionária realizava o fechamento das campanhas e das atividades administrativas, demonstrações, organização de caixas com os produtos e revistas que seriam destinadas para as revendedoras. “Recebia em média de 30 a 40 caixas de aproximadamente 20 kg cada uma, na periodicidade de 19 em 19 dias. Carregar esse peso para o carro e para o setor me trouxe três hérnias na minha coluna, que precisou de intervenção cirúrgica. Além disso, nos fechamentos de campanha passava muitas horas digitando pedidos. Algumas vezes essa atividade levava 16 horas ou mais”, argumentou Cláudia.

Após nove meses de afastamento, recebeu a liberação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), para retorno ao trabalho. Com certas restrições impostas pelo médico, a ex-funcionária não foi recolocada em outro setor da empresa e foi dispensada após 15 dias. Cláudia levou o caso para a justiça e o processo ainda está em situação inicial de realizações de perícias médicas.

Segundo a engenheira Marcia, as empresas estão aumentando as exigências durante as contratações para evitar esse tipo de situação. Ela ressalta que os exames admissionais devem ser bastante criterioso, pois auxiliam nos casos de ação trabalhista. As atividades desenvolvidas e as jornadas de trabalho devem estar estabelecidas e descritas detalhadamente. O funcionário home office deverá receber uma ordem de serviço com os riscos do trabalho e diversas informações sobre a atividade.

“É óbvio que não podemos generalizar que o fato de trabalhar em casa vai caracterizar todas as ocorrências como acidente de trabalho, porém as empresas estão se atentando cada vez mais com as novas contratações para não gerarem novos processos trabalhistas de origem home office. As organizações devem desenvolver uma sistemática de controle com o objetivo de evitar jornadas excessivas ou solicitações infundadas”, ressaltou a engenheira.

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G-7 apoia descarbonizar a economia global até 2050

Fonte: Valor Online

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Os líderes de sete dos países mais ricos do mundo, reunidos no chamado G-7, decidiram apoiar a descarbonização da economia global neste século. Pela primeira vez eles adotaram em discurso político o que foi recomendado pelos cientistas climáticos: cortar as emissões de gases estufa entre 40% e 70% em 2050 em relação aos níveis de 2010. Fizeram, no entanto, a ressalva que apoiam “dividir” a meta com “todos os países” que negociam o acordo climático sob o guarda-chuva da UNFCCC, a convenção do clima das Nações Unidas.

Em Paris, em dezembro, espera-se que seja assinado um acordo climático global, que leve à redução das emissões de gases-estufa. Os líderes do G-7, reunidos num castelo na Alemanha, concordaram em fazer esforços para conter o aumento da temperatura abaixo dos 2°C até o fim do século. E voltaram a propor US$ 100 bilhões ao ano, em 2020, para ações que favoreçam a redução das emissões e adaptação – compromisso assumido em 2009, em Copenhague e, até agora, não cumprido. Os líderes disseram claramente que os recursos devem vir de fontes públicas e privadas, incluindo agências multilaterais de desenvolvimento. As medidas foram aplaudidas por ambientalistas. “Hoje, pela primeira vez, os líderes do G-7 se alinharam em torno a uma meta de longo prazo para descarbonizar a economia global”, disse Jennifer Morgan, diretora do programa global de clima do WRI, um think-tank americano. “Essa meta vai sinalizar às empresas e aos mercados que os investimentos mais lucrativos resultarão de tecnologias de baixo carbono e deve ser também um elemento-chave de um acordo climático ambicioso”. “A visão de um futuro 100% de energia renovável começa a tomar forma ao se colocar um prazo para o fim do carbono”, disse Martin Kaiser, chefe de política de clima da ONG Greenpeace. Segundo ele, a premiê alemã, Angela Merkel, e o presidente americano, Barack Obama, foram bem sucedidos em “não deixar que Canadá e o Japão continuassem a bloquear avanços no combate à mudança do clima.” Merkel, que tem priorizado o tema da mudança do clima, queria uma declaração mais forte em metas e em finanças. Estava alinhada com os líderes da França, do Reino Unido e da Itália. “Há alguns dias ela disse que os países ricos estão contribuindo com US$ 30 bilhões dos US$ 100 bilhões”, disse Mark Lutes, especialista em finanças climáticas da ONG WWF Internacional. Merkel anunciou que a Alemanha dobraria a sua contribuição, para US$ 4 bilhões, e que poderia alavancar mais US$ 6 bilhões. “Esta foi a melhor notícia que ouvimos nos últimos tempos”, diz Lutes. Tim Gore, líder da ONG Oxfam para política de mudança climática, lembrou que os líderes do G-7 são vagos em relação à promessa dos US$ 100 bilhões até 2020 em ajuda internacional. “Eles falharam em se comprometer a aumentar os fundos públicos, que são um alicerce fundamental para o sucesso do acordo de Paris.

Os países em desenvolvimento precisam de um roteiro financeiro crível, não um conjunto de truques contábeis.” E completou: “Até agora os países ricos ofereceram só 2% do que os países pobres precisam para se adaptarem”.

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Projetos sustentáveis geram juros menores para empresas

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Ganhos de eficiência. Além de diminuir os custos operacionais, o planejamento socioambiental reduz o risco da companhia junto ao banco e ‘aumenta’ seu limite de crédito, além dos prazos

DCI

São Paulo – Além de diminuírem os custos operacionais, projetos de investimentos que contemplem o uso sustentável de energia e água, ou redução e tratamento de resíduos, garantem financiamentos bancários com condições mais favoráveis para as empresas.

Como muitos bancos incluem o risco socioambiental na análise de crédito, ponderando itens como eficiência energética e hídrica, ecoeficiência na linha de produção, governança corporativa e compliance na avaliação, companhias que se preocupam com a sustentabilidade conseguem melhores taxas e prazos nos empréstimos.

“Água e energia são insumos diretos que qualquer cliente pessoa jurídica. O uso eficiente desses recursos se traduz em uma melhor gestão de risco operacional”, observou Linda Murasawa, superintendente de Sustentabilidade do Santander.

“No caso de uma boa governança, ela garante uma gestão financeira eficiente, contas auditadas e em dia com a legislação – inclusive as socioambientais -, o que mitiga o risco da operação”, completou, apontando multas e problemas com a fiscalização como custos que são evitados com a prática.

No ano passado, o Santander realizou 8.055 novos contratos de financiamento a projetos sustentáveis, gerando R$ 2,51 bilhões em crédito para o objetivo – um avanço de 26,4% em relação a 2013.

Dentro da carteira de grandes empresas, que detém a maior parte do volume de financiamentos, os recursos foram direcionados para redução e tratamento de resíduos (32% do total), construção e reforma sustentável (26%), governança corporativa (24%) eficiência energética (11%) e produção mais limpa (7%).

Para Eugenia Melo, superintendente nacional de Micro e Pequeno Empreendedorismo da Caixa Econômica Federal (CEF), em cenário de desaceleração econômica, como o vivido pelo País, esses financiamentos podem ser uma saída para companhias (principalmente as de menor porte) que passam por dificuldades.

“A empresa tem que pensar no que ela deve investir para melhorar os custos. Tem que buscar trocar equipamentos antigos por outros mais modernos, que gastem menos energia ou consumam menos água, por exemplo”, analisou.

Segundo Melo, o empresário que possui um projeto voltado para boas práticas socioambientais consegue uma redução média de 0,15% ao mês nas taxas – ou 1,81% ao ano – no banco. Os prazos costumam aumentam em 15 meses. “Essa é uma média. Dependendo da empresa, as condições podem ser ainda melhores”, disse.

Pequenas empresas

Parte dos recursos destinados ao financiamento de negócios sustentáveis pelos bancos é livre – ou seja, com taxas e prazos definidos pelas instituições – e outra parte é feita com recursos direcionados, com subsídio, principalmente, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No campo de micro e pequenas empresas, a Caixa apontou o Proger Investgiro, linha exclusiva para micro e pequenas empresas com faturamento anual de R$ 7,5 milhões, que usa recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento dos projetos e tem taxa de 5% ao ano mais a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

Melo ressaltou que os ganhos de eficiência – ou redução de custos – gerados por um projeto ecoeficiente são contabilizados como capacidade extra de pagamento pela empresa e aumenta limite de crédito que ela possui junto ao banco público.

“Ou seja, mesmo se a empresa já tiver outro crédito na Caixa, ela pode conseguir o financiamento [sustentável]. A economia ou ganho proporcionado pelo projeto gera capacidade extra de pagamento”, disse.

O Santander possui duas principais linhas para as empresas de menor porte, atendidas nos bancos de varejo, o Capital de Giro Sustentabilidade, voltado obras, projetos, consultorias e certificações, e o CDC Sustentável, que financia equipamentos dentro do tema – no caso do CDC, a taxa média é de 2,35% ao mês e o prazo pode chegar a cinco anos.

“O tempo de análise [de risco de crédito] depende do projeto. Alguns financiamentos são liberados na hora e outros demoram meses”, observou Murasawa, do Santander.

De acordo com ela, no varejo – onde estão, principalmente, as micro e pequenas empresas – os processos são mais padronizados e feitos mais rapidamente. “No varejo, buscamos escala, então é mais rápido”, explicou. “No corporate [grandes empresas], os projetos são mais específicos e demandam maior análise”, completou.

Agronegócio e corporações

Entre os setores, o agronegócio, cuja legislação vem endurecendo nos últimos anos, é um dos que mais demanda o crédito sustentável, principalmente nas linhas de agricultura com baixa emissão de carbono.

O Banco do Brasil, o maior financiador do segmento, possuia R$ 8,6 bilhões emprestados dentro do Programa ABC, voltado justamente para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, no primeiro trimestre – o crescimento da carteira foi de 46,4% em 12 meses e o BB é responsável 92% dos financiamentos do programa.

“A empresa pode instalar um biodigestor, melhorando a eficiência energética, ou ampliar a área de florestas cultivadas, para atender legislação ambiental”, apontou Asclepius Ramatiz Soares, gerente-geral da Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do BB.

De acordo com ele, além das agroindústrias, o banco também trabalha com agricultores familiares, por meio do Pronaf, que possui uma carteira de R$ 36,8 bilhões, alta de 23,5% em relação a 2013.

Entre as grandes corporações, Murasawa, do Santander, destacou os financiamentos a incorporadoras que tenham projetos com instalações sustentáveis, como painéis solares e sistemas de reúso de água, além de obras que reduzam os desperdícios na construção.

 
 
 

Projeções

Os executivos ouvidos pelo DCI apontaram que o mercado está conservador em termos de investimentos nesse ano, o que impacta negativamente a demanda pelas linhas sustentáveis, porém ressaltaram que esse tipo de financiamento tem sido buscado como forma de redução de gastos. Santander e BB disseram esperar avanço, principalmente, em agronegócio.

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Para garantir aumento de impostos, governo pode aceitar jabutis em MP do ajuste

Pagando a conta novamente….

É por motivos como este que colegas e amigos têm me falado em deixar o Brasil….

Não se busca pela redução em gastos e orçamentos, pois o mais fácil sempre será promover o aumento em impostos….

Não se visa a compensação ao povo, a exemplo do que existe em outros países nos quais, apesar de cargas significativas de impostos, verifica-se a contrapartida em serviços públicos de qualidade como escolas, saúde, etc…

Difícil não resistir à possibilidade de abandonar este barco; não é?

Vejam a matéria abaixo.

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Fonte: O Globo

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Negociação intensa. O líder do PT, deputado José Guimarães, defende “calma e diálogo” para preservar o projeto – Ailton de Freitas / AILTON DE FREITAS/8-6-2015

BRASÍLIA – Na tentativa de evitar ao máximo alterações no projeto que aumenta os tributos sobre a folha de pagamento de 56 setores da economia, um dos principais pontos do ajuste fiscal, o governo decidiu fazer uma negociação casada envolvendo sanção do texto final da medida provisória (MP) 668, que aumentou as alíquotas de duas contribuições incidentes sobre as importações: o PIS/Pasep e a Cofins. O texto original dessa MP foi totalmente alterado no Congresso, com a inclusão dos chamados “jabutis” – medidas que não estavam previstas na proposta original. A ideia do governo é vincular a sanção da MP sem vetos ao apoio da base ao projeto que reonera a folha.

Nesta terça-feira, antes de viajar para o exterior, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com ministros e aliados para tratar do assunto. Na reunião, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse que não dava para empurrar as coisas com a barriga e esperar que tudo se resolvesse no Senado.

No caso da MP 668, seria mantido, por exemplo, o trecho que ressuscitou o Refis (programa de refinanciamento de dívidas) para empresas que tenham entrado com pedido de recuperação judicial. As dívidas poderão ser parceladas em até 120 meses, e o prazo valerá mesmo para quem os débitos acumulados após o pedido de recuperação judicial. Outro “jabuti” da MP beneficia entidades religiosas ao determinar que os critérios para informar os valores despendidos por elas não serão taxados. Outros jabutis são a permissão de construção de shopping na Câmara, a um custo de R$ 1 bilhão. Os jabutis foram revelados pelo GLOBO em 29 de maio.

Embora interessado em aprovar o quanto antes a elevação dos tributos sobre a folha de pagamento, o governo cogita adiar a votação para a próxima semana de um dos pontos principais do ajuste fiscal. Dilma não quer correr o risco de desfigurar muito a proposta original enviada ao Congresso Nacional. Ela pode dar mais tempo para o vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, costurar um acordo que evite e exclusão de setores da medida, como quer o relator do projeto na Câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ). Por isso, o governo mantinha até hoje a urgência constitucional de dois projetos que tratam do combate à corrupção e trancam a pauta da Câmara. O projeto de reoneração da folha só poderá ser votado se a urgência for retirada.

Na quinta-feira, Picciani deve se reunir com Temer, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tentar chegar a um entendimento que viabilize a votação ainda esta semana, mas o resultado é incerto.

– Nós vamos buscar entendimento, nada de desarranjo na base. É calma e diálogo – disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

Segundo deputados aliados, a expectativa do governo era obter uma receita de R$ 12 bilhões com a reoneração dos setores. O Planalto sabe que o Congresso deverá modificar a proposta, mas trabalha para evitar que a retirada de alguns setores da lista não implique em perdas de mais de R$ 1 bilhão. Por isso, todo o esforço agora está concentrado na negociação com Picciani. O relator defende tirar da lista os setores de transportes, comunicações e calls centers. No caso dos transportes, o governo já admite acordo, já que o aumento dos tributos seria usado como justificativa para o aumento das tarifas de transporte público no próximo ano. Levy disse na reunião de coordenação política que o impacto no setor poderia resultar num aumento de R$ 0,05 nas tarifas.

O Planalto entrou em alerta com a sinalização de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), depois de quase uma semana no exterior, quer colocar na pauta o projeto que trata do aumento dos servidores do Judiciário. Renan quer manter pressão sobre o governo. A proposta está na pauta de amanhã, mas não deverá ser votada imediatamente. O impacto do reajuste é de R$ 25,7 bilhões em quatro anos. O Planalto já avisou que, se o projeto for votado sem alterações, Dilma o vetará.

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Refrigeration system using direct sunlight

Fonte (Source): The Hindu

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A prototype of a refrigeration system that uses direct sunlight, developed by students of SCTCE, Pappanamcode, Thiruvananthapuram.
The Hindu

A prototype of a refrigeration system that uses direct sunlight, developed by students of SCTCE, Pappanamcode, Thiruvananthapuram.

A group of fInal-year Mechanical Engineering students of the Sree Chithra Tirunal College of Engineering developed a prototype of a refrigeration system much cheaper than solar panels.

A group of final-year Mechanical Engineering students of the Sree Chithra Tirunal College of Engineering (SCTCE), Pappanamcode, have developed a prototype of a refrigeration system using direct sunlight, without converting it into electricity using solar panels.

According to the students, the system, which was developed as part of their final-year project, does not use a solar panel, instead uses a parabolic-shaped solar concentrator made of stainless steel to concentrate the heat.

“This method is much cheaper compared to solar panel. In conventional system, a compressor driven by electricity is used to pump the refrigerant and then a solar panel converts solar energy into electrical energy. This drives a compressor that has lesser efficiency owing to loss of power during conversion. To overcome the maximum possible heat loss, we integrated a component called heat pipe that provides effective heat transfer from the parabolic concentrator. Another component, known as adsorbent bed, receives the heat from heat pipe. The carbon inside the bed absorbs the refrigerant (methanol) when it is at low temperature and releases it at high temperature. This pressure is used to run the system,” K. Krishna Raj, one of the members of the team, says.

The students said that the results of the experiment showed that its cooling efficiency was same as any normal refrigerator.

The other members in the team were M. Sankarlal, K. Naseer, and S.L. Shisin was involved. Baiju V., Assistant Professor in Mechanical Engineering at the college, was the project guide.

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Curso de Eficiência Energética em SP – Termina HOJE o prazo para as inscrições

Termina HOJE o prazo  para as inscrições!!

Conforme já divulgado, a A&F Partners Consulting realizará neste mês de junho (26 e 27/06) o curso sobre Gestão Energética em Edificações Comerciais, curso este dirigido aos gestores e supervisores de operação e manutenção.

No entanto, as inscrições serão encerradas até o próximo dia 12/06, razão pela qual recomendamos atenção aos interessados.

Segue abaixo o conteúdo programático e links para acesso ao site de inscrições.

Qualquer outra informação poderá ser obtida através do e-mail treinamentos@afconsulting.com.br

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Curso: Eficiência Energética em Edificações Comerciais (16 horas)

Este curso tem por objetivo introduzir os gestores em empreendimentos e edificações comerciais no universo da eficiência energética, apresentando-lhes os principais conceitos e capacitando-os para aplicá-los em seus respectivos ambientes de trabalho.

O Curso destina-se à engenheiros, técnicos de nível  médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e administradores / gerentes de empreendimentos comerciais.

Público Alvo:

Engenheiros, técnicos de nível médio, supervisores de operação e manutenção, gestores de facilities e gerentes de empreendimentos comerciais

Estruturação dos Módulos:

O Curso Eficiência Energética em Edificações Comerciais foi estruturado basicamente em um único Módulo de 16 horas/aula.

Conteúdo Programático

  1. Introdução
    • Eficiência Energética – Conceito
    • Tipos de Energéticos – Matriz Energética Nacional e Mundial
    • Fontes Alternativas de Energia
    • Consumo Energético em Edificações – Brasil e Mundo
    • Consumo Energético por uso final
  2. Desempenho Energético em Edificações e Variáveis que afetam desempenho Energético
    • Importância da O&M no desempenho Energético
    • Hábitos de Consumo
    • Variáveis ligadas ao uso e ocupação
    • Luminotécnica
    • Ar Condicionado
    • Arquitetura
    • Potência e Consumo
  3. Sistemas e Estratégias de Eficiência Energética em Edificações

AVAC

  • Controle Entálpico
  • Controle de CO2
  • Controle de CO
  • Sistemas de vazão variável
  • COP e IPLV

Sistemas Elétricos

  • Iluminação Natural e Zenital, fluorescente, Led, DALI, e sistemas dimerizáveis
  • Motores Alto Rendimento
  • Correção de Fator de Potência
  • Queda de Tensão Alimentadores
  • Variadores de Frequência

Automação Predial

  • Iluminação
  • AVAC
  • Programação Horária
  1. Tarifas de energia
    • Demanda e consumo
    •  Grupos Tarifários
    •  UFER
    •  Controle de Demanda
    •  Fator de Carga
    •  Mercado Livre e Mercado Cativo
    •  Entendendo a Conta de Energia
  2. Gestão de Recursos Hídricos em uma Edificação Comercial
    •  Conceitos e tipos de recursos hoje disponíveis
    • Matriz de Consumo
  3. Medição & Verificação
    • Conceitos
    •  Protocolo Internacional de Medição & Verificação de Performance (PIMVP)
    •  Abordagens da M&V – Opções A, B, C e D
  4. Monitoramento e Acompanhamento de Resultados
    • Indicadores Energéticos em Edificação
    •  Benchmarking Energético
    •  Relatórios Gerenciais
    • Gestão Energética – ISO 50001
  5. Análise de Viabilidade e Projeção de Economias
    • Pay-back
    • Valor Presente Líquido – VPL
    • Taxa Interna de Retorno – TIR
    • Estudo de caso 1 – retrofit de iluminação
    • Estudo de caso 2 – substituição de chiller
  6. Certificação e Etiquetagem
    • LEED
    • Aqua
    • Procel

Docente: Haroldo Luiz Nogueira da Silva

Profissional respeitado na área de manutenção, mais de 20 anos de experiência no segmento, Haroldo Silva atua nas áreas de consultoria em manutenção predial, eficiência energética, comissionamento de sistemas prediais para certificação LEED e também  treinamento e desenvolvimento de profissionais.

Engenheiro Eletricista pela Universidade Mackenzie, Mestre e Doutorando em Energia pela Universidade Federal do ABC tendo como linha de pesquisa eficiência energética em edificações, tem em seu extenso currículo cargos e funções como Engenheiro de Manutenção na Caixa Econômica Federal, Coordenador de Manutenção dos terminais rodoviários em São Paulo pela Socicam, Gerente de Manutenção no  Santander pela Cushman & Wakefield e Gerente de Propriedade pela Cushman & Wakefield, Sócio Diretor na Preditiva Engenharia, além de atuação como docente na Fatec no curso de Tecnologia em Edificações e em cursos de extensão ministrando treinamentos nas áreas de instalações prediais e gestão de manutenção.

É especialista em Medição e Verificação (M&V), possui certificação CMVP (Certified Measurement and Verification Professional), é membro da Association of Energy Engineers e integrante do comitê Temático de Energia do Conselho Brasileiro de Construções Sustentáveis (CBCS).

Local: Espaço Jacyra Sanches – Próximo da Estação Conceição do Metrô

Horário: das 08:30 às 17:30hs

Pré-requisitos: Sem pré-requisitos

Metodologia: Aula expositiva, acompanhada de dinâmicas em grupo para uma melhor assimilação dos conceitos apresentados, assim como de exemplos práticos.

Inscrições, valores e condições:

Inscrições realizadas até 30/05/2015: R$ 1.190,00 por inscrito

Inscrições realizadas até 12/06/2015: R$ 1.280,00 por inscrito

Para inscrições de Grupo ( 3 ou mais participantes), favor entrar em contato através do e-mail treinamentos@afconsulting.com.br

Link para acesso ao site de inscrições: Curso de Eficiência Energética

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HVAC unit falls 30 stories into Manhattan street, hurts 10

Vejam que acidentes como este não ocorrem somente no Brasil.

No entanto, imaginem o “tamanho” de nosso risco em centros onde não se observam cuidados com a manutenção de suportes e estruturas externas à fachada…

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Fonte (Source): Reuters

(Reporting by Brendan O’Brien in Milwaukee; Editing by Sandra Maler)

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Ten people suffered non-life threatening injuries in New York on Sunday when a crane dropped a heating and air conditioning unit being loaded onto a Manhattan building, sending it crashing into the street 30 stories below, the fire department said. 

The incident occurred at 10:45 a.m. while workers were using a crane to raise an HVAC unit to the roof of a building in the 200 block of Madison Avenue near East 38th Street in Midtown, New York City Fire Department spokeswoman Elisheva Zakheim said.

The unit broke free from the cable and bounced several times along the building’s facade before landing in the middle of the street, Zakheim said.

“Thank God, this incident occurred at an hour of the day on a weekend when there were not too many people around,” said Mayor Bill de Blasio in televised remarks.

Ten people were taken to the hospital and were in stable condition with non-life threatening injuries, the department’s Twitter feed said.

It was not immediately clear how they were injured, and Zakheim said the incident is under investigation.

Sunday’s incident comes a month after a man was killed by a mechanical crane attached to a flatbed truck at a Midtown Manhattan construction site. On April 24, a worker was pinned to the ground between the crane and the truck when the vehicle’s hydraulics malfunctioned, according to city officials.

(Reporting by Brendan O’Brien in Milwaukee; Editing by Sandra Maler)

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Governo aposta na iniciativa privada para reverter fracassos em obras de infraestrutura

Embora os especialistas em economia afirmem que as medidas divulgadas nesta semana pelo governo em nada possam auxiliar na melhora de nosso PIB, vemos novamente a divulgação de programas e projetos que “trarão uma luz no fim do túnel”, a exemplo dos PACs, etc…

Assim como o projeto de se trazer a Copa do Mundo (e Olimpíadas também…) para o Brasil, projeto este que acabou se transformando em uma enorme possibilidade de favorecimentos para alguns (corrupção, desvios, obras de má qualidade, inexistência de legados efetivos, etc…), temo que o novo (embora velho por estarem usando a base do programa lançado ainda no governo FHC) programa seja mais uma destas oportunidades para alguns, apesar de certamente proporcionar melhoras aos usuários em ferrovias, estradas e outros, devido a atual e total incompetência do poder público em fazê-lo.

Vamos ver em qual sabor de pizza isto acabará se transformando…

Vejam a reportagem abaixo.

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Fonte: Estado de Minas

Acesse aqui a reportagem em sua fonte.

Dilma e ministros participaram do lançamento do novo pacote de privatizações. Joaquim Levy espera que os efeitos sejam sentidos a partir do ano que vem.

Sem dinheiro no caixa para tocar projetos de infraestrutura, o Palacio do Planalto apostara na iniciativa privada para retomar investimentos em grandes obras. A presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou ontem um pacote de privatizacoes estimado em R$ 198,4 bilhoes, sendo R$ 69 bilhoes a serem gastos ate 2018. O novo plano e a segunda etapa do Programa de Investimento em Logistica (PIL), lancado em agosto de 2012, mas que ate agora representou uma colecao de fracassos para o governo. Na primeira etapa, estavam previstos investimentos de R$ 130 bilhoes, dos quais R$ 79 bilhoes deveriam ser gastos em rodovias e ferrovias ate 2017. Ate agora, no entanto, cerca de R$ 2,2 bilhoes foram gastos em rodovias e nem um centavo em ferrovias.

Durante o lancamento, Dilma afirmou que o pacote servira como uma virada de pagina gradual e realista diante das duras dificuldades no cenario economico do pais. Estamos iniciando uma progressiva virada de pagina, gradual e realista, para mostrar que, se sao grandes as dificuldades, maiores sao a energia e a disposicao do povo brasileiro e do seu governo para fazer nosso pais seguir em frente, disse a presidente. Segundo ela, assim como o ajuste fiscal em que o governo cortou R$ 70 bilhoes no Orcamento de 2015 e alterou regras nos direitos trabalhistas , o novo plano servira para dar oxigenio do otimismo e da esperanca aos investidores. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, garantiu que nao faltarao recursos para infraestrutura nesta rodada de concessoes. Ele ressaltou que o pais tem um mercado financeiro maduro para absorver a demanda por novos investimentos e que o pacote representara um choque positivo na produtividade nacional. Esse plano vai se desdobrando ao longo do tempo. Sem duvida nenhuma ajuda a ter expectativas de crescimento. Sera um choque positivo na nossa produtividade e capacidade de competitividade na economia brasileira, disse Levy.
Segundo o ministro, o novo pacote tera pouco reflexo na economia ainda este ano, mas aumentara a partir do ano que vem, quando as obras estiverem em curso. Os impactos diretos correspondem a um acrescimo de 0,25 ponto percentual no PIB. Mas existe ainda um impacto indireto, que pode mais do que dobrar isso. Tem algum reflexo ja este ano, mas os efeitos serao mais significativos em 2016, avaliou Levy. No plano apresentado ontem, entre 2015 e 2018, deverao ser gastos R$ 69,2 bilhoes, e o restante, R$ 129 bilhoes, a partir de 2019.

Escoamento

Os gastos em ferrovias, que nao decolaram na primeira etapa do PIL, serao priorizados na nova fase do programa. Para as estradas de ferro a previsao de investimentos chega a R$ 86,4 bilhoes, sendo que quase metade desse montante R$ 40 bilhoes sera destinado para a ferroviaBioceanica, que atravessara o Brasil do Porto de Acu, no Rio de Janeiro, ate uma saida no Oceano Pacifico, no Peru. A ferrovia, negociada com o governo da China, e considerada estrategica para o escoamento da producao brasileira. Autoridades brasileiras e chinesas marcaram para maio do ano que vem a entrega de um estudo sobre a viabilidade dessa obra. A Bioceanica sofre fortes ressalvas pelos altos custos de uma construcao para cruzar a Cordilheira dos Andes.
As rodovias federais incluidas no programa passarao por obras de duplicacao e revitalizacao, com investimentos previstos de R$ 66,1 bilhoes. O governo preve o leilao de 15 lotes de estradas, totalizando 6,9 mil quilometros. Cinco leiloes serao marcados para este ano, para obras estimadas em R$ 19,6 bilhoes, e 11 leiloes em 2016, totalizando R$ 31,2 bilhoes. O Planalto negocia tambem novos investimentos em trechos ja concedidos a iniciativa privada, com estimativa de R$ 16 bilhoes. Serao negociados projetos de ampliacao de capacidade de trafego com as concessionarias. Entre os trechos, esta a Rodovia Fernao Dias, que liga Belo Horizonte a Sao Paulo.
O governo federal estuda revisar algumas obrigacoes determinadas as empresas. Na primeira versao do PIL, a empreiteira que recebesse a concessao teria obrigacao de duplicar os trechos cedidos em cinco anos. Esse prazo devera ser negociado nas proximas privatizacoes. Sera mantida a regra que estabelece que vencera o leilao a empresa que oferecer o menor valor de pedagio, cuja cobranca so podera ser feita apos a conclusao de 10% das obras.
Para os aeroportos, algumas regras sobre a privatizacao ainda nao foram definidas. O governo confirmou a entrega a iniciativa privada dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianopolis, com uma estimativa de gastos de R$ 8,5 bilhoes para aumentar a capacidade dos terminais. Segue indefinida a possibilidade de haver reducao na participacao da estatal Infraero nas novas concessoes. Nos leiloes anteriores Guarulhos, Campinas, Brasilia, Confins e Santos Dumont , a Infraero ficou com 49%. A expectativa era de que esse percentual caisse para 15%, mas a questao ainda sera avaliada pelo Planalto, segundo informou o ministro da Secretaria de Aviacao Civil, Eliseu Padilha. (Colaborou Flavia Ayer)

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