Especialistas estudam a possibilidade de reciclagem de LEDs

Fonte: Jornal da Instalação

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Os LEDs são a última palavra em eficiência energética, e avanços contínuos e quedas nos preços ao longo dos últimos anos finalmente os trouxeram para o campo da iluminação doméstica e automotiva.

Em princípio, são uma boa notícia à substituição das lâmpadas fluorescentes compactas, que desbancaram as antigas incandescentes, que gastavam muita energia, mas ao custo de “democratizarem o mercúrio” por todo o planeta.

Mas já começam as preocupações com a reciclagem dos LEDs, porque simplesmente não existe ainda tecnologia para lidar com eles ao final de sua vida útil. “Neste momento, os recicladores estão começando a receber produtos de LED, mas atualmente eles são simplesmente armazenados, já que não há nenhum processo de reciclagem adequado disponível ainda. O principal objetivo é recuperar os materiais valiosos,” relata o professor Jorg Zimmermann, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.

Componentes das lâmpadas LED

As chamadas lâmpadas LED são construídas com uma variedade de materiais. O invólucro externo é de vidro ou plástico, o dissipador de calor é de cerâmica ou de alumínio, e os resistores e cabos contêm cobre – até aí, não há problemas de reciclagem.

Contudo, os materiais mais valiosos são encontrados dentro dos LEDs propriamente ditos, as pequenas seções emissoras de luz. Os diodos emissores de luz são feitos de semicondutores, sobretudo, índio e gálio, e uma série de elementos de terras raras, como európio ou térbio, misturados ao fósforo. Todos materiais muito caros, mas é justamente aí onde faltam tecnologias de reciclagem.

Dada essa mistura de materiais, os pesquisadores estão se dedicando inicialmente a desenvolver técnicas para separar os diversos componentes.

Reduzir as lâmpadas LED ao nível de componentes individuais também torna mais fácil recuperar grandes quantidades de materiais, o que é essencial para viabilizar economicamente a reciclagem, que só será rentável se envolver grandes quantidades de material. “Para separar e reciclar de forma eficiente todos os componentes de uma lâmpada LED é necessária uma abordagem completamente diferente – uma abordagem que produza grandes quantidades de semicondutores e materiais de fósforo”, diz Zimmermann.

Eletrocominuição

A equipe de Zimmermann anunciou os primeiros passos nessa nova abordagem, testando a separação dos componentes com a ajuda de ondas de choque, um processo que eles chamam de “eletrocominuição”, que permite desmontar as lâmpadas LED nas suas partes constituintes sem destruir os próprios LEDs.

As ondas de choque são criadas por pulsos elétricos em um meio líquido onde as lâmpadas são mergulhadas. A eletrocominuição separa os componentes individuais conforme eles vão se quebrando, cada um em seu ponto de ruptura específico – uma espécie de “destilação mecânica”. Os componentes podem então ser reciclados individualmente. “Ainda estamos testando se o processo de trituração pode ser repetido até que os materiais desejados sejam separados”, diz Zimmerman. “Em particular, é o número de pulsos que determina como os componentes irão se separar.”

Depois disso, começará a luta em busca de um processo que permita separar as quantidades-traço dos materiais ativos do LED, os mais valiosos.

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Gratuito: ONU oferece curso técnico on-line sobre meio ambiente

Fonte: Catraca Livre

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A ONUDI (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), agência da ONU (Organização das Nações Unidas) está com inscrições abertas para curso on-line gratuito sobre Energias Renováveis. Há certificação ao final, depois de uma prova de avaliação.

Viabilizado por meio do Observatório de Energias Renováveis para América Latina e Caribe, as videoaulas são voltadas para alunos interessados em temas ambientais. As aulas foram desenvolvidas junto a instituições espanholas renomadas, como a Universidade de Salamanca e a Universidade Politécnica de Madri.

Após realizar a formação completa, os alunos serão capazes de desenvolver projetos de energia renovável. Os módulos podem ser feitos em português, inglês e espanhol e abordam os seguintes temas: Energia e Mudanças Climáticas; Energia Mini-Eólica; Biogás; Energia Mini-Hidrelétrica; Energia Solar Térmica; Energia Solar Fotovoltaica; Eficiência Energética em Edifícios.

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Estamos afundando

Fonte: Valor Online

Por: Antônio Delfim Netto

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Os agentes econômicos internos e externos, mesmo os mais simpáticos ao governo, sempre tolerantes e dispostos a dar mais um voto de confiança ao Brasil, estão perplexos com o seu futuro político e suas consequências econômicas.

O Executivo e o Legislativo parecem subestimar a resultante de suas paralisias para o desenvolvimento e o bem-estar do país. Se não nos organizarmos, e mobilizarmos urgentemente a nossa vontade, imaginação e inteligência, não há a menor hipótese de, nos próximos dez anos, voltarmos a reduzir nossa distância ao crescimento mundial. Nos últimos cinco anos crescemos, praticamente, 5%, enquanto o mundo cresceu 18% e os emergentes (sem o Brasil), nada menos do que 28%. Estamos afundando.

É preciso afastar a ideia de que programas pró-inclusão e redução das desigualdades devem ser, necessariamente, programas anticrescimento. Pelo contrário, a experiência histórica mostra que as duas alternativas: 1) crescimento sem inclusão; ou 2) inclusão sem crescimento, terminam em desastres.

O Brasil precisa reconquistar a sua governança

É fundamental reconhecer, entretanto, um fato frequentemente ignorado pelos nossos diretórios acadêmicos: só pode ser distribuído fisicamente o que já foi produzido internamente, somado ao que eventualmente se ganhou de presente por conta da melhoria das relações de troca e ao que se tomou emprestado na forma de déficits em conta corrente que um dia o credor pedirá de volta.

Um bom programa objetiva, através de incentivos adequados, calibrar o aumento do consumo (uma condição necessária para diminuir a desigualdade) com o nível de investimento (uma condição necessária para o crescimento), mantendo o equilíbrio interno (inflação baixa e estável) e o equilíbrio externo (déficit em conta corrente financiável).

Esse programa não deve ser confundido com os de assistência social, que, devem fazer parte da política de qualquer país civilizado. Eles objetivam dar suporte aos menos favorecidos pela sorte e dar-lhes a oportunidade de com seu esforço recuperarem a dignidade da cidadania. Devem perseguir a redução da pobreza, ter sustentabilidade financeira e ser sujeitos à análise permanente da relação custo/benefício, pela simples e boa razão de que programas assistenciais permanentes criam seus próprios parasitas.

Esses programas não são responsáveis pelo desequilíbrio fiscal estrutural inscrito na Constituição de 1988 e que estávamos esperando para acontecer quando o efeito da redução do crescimento do PIB na receita corrente, e o seu efeito assimétrico nas despesas correntes dos três entes federativos (União, Estados e municípios), fosse visível.

A nossa generosa (com alguns) e injusta (com o “resto”) previdência social é atuarialmente insustentável; as vinculações colocam a administração do governo no piloto automático à espera de acabar o querosene; as indexações têm efeitos destrutivos para o equilíbrio das finanças públicas; a Justiça trabalhista trata todo trabalhador como hipossuficiente e todo empresário como meliante; o sistema tributário confuso gera graves distorções alocativas; a carga tributária, alta e mal distribuída, é dissipada por um setor público muito menos eficiente do que o privado e, logo, redutora do crescimento.

Esses são alguns dos problemas que estão a exigir uma ação enérgica do Executivo e do Legislativo para corrigir os dispositivos constitucionais e devolver ao Brasil as condições para um desenvolvimento social e econômico mais vigoroso e, ao mesmo tempo, mais equânime.

Todos os países que tiveram sucesso usaram, praticamente, a mesma política, à qual chegaram por tentativa e erro num processo seletivo quase biológico. Eles mostram que a coordenação entre as políticas fiscal, monetária e a administração da dívida pública foram essenciais. A dívida pública é um instrumento fundamental na captação de poupança interna e externa (com a qual é preciso muito cuidado quando expressa em moeda estrangeira) para acelerar o investimento em infraestrutura.

Não há um nível ótimo para a relação dívida pública/PIB: há níveis convenientes, que devem deixar espaço para políticas anticíclicas quando a demanda interna esmorece. Flutuações são perfeitamente aceitáveis quando o projeto financiado aumenta o PIB e, após maturado, tem taxa de retorno superior à do seu financiamento.

Não é difícil produzir exercícios aritméticos (e até alguma evidência empírica) dessa possibilidade. É claro, entretanto, que o efeito final depende do nível da relação dívida pública/PIB (que vai pressionar a taxa de juros), do próprio nível da taxa de juros e da taxa de retorno do investimento, ou seja, da resposta do PIB ao investimento. Uma coisa é certa: projetos em estádios de futebol ou Olimpíada não satisfazem aqueles critérios, mas mortal, mesmo, é financiar despesas de custeio, de pessoal, ou aumentar a relação dívida/PIB com mais aumento da dívida. O que faremos com os mais de 100 mil trabalhadores que serão dispensados simultaneamente com o fim das obras da Olimpíada no Rio de Janeiro, em maio de 2016?

O Brasil precisa reconquistar a sua governança o mais cedo possível.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

E-mail: ideias.consult@uol.com.br

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A criatividade e o arrojo na manutenção

Quem disse que, por sermos predominantemente técnicos, não devemos criar e /ou arriscar “fora dos padrões existentes”?

Pois é…, mas nos deparamos hoje com as seguintes situações:

  • Comodismo: A somatória entre a falta de estrutura e tempo, e a vontade de pesquisar e desbravar novos caminhos (as vezes, a vulgo “preguiça)
  • O medo de inovar, de errar e ser penalizado

O fato é que vemos cada vez mais as nossas operações se apoiando no “antigo”, sem espaços para inovações….; cada vez mais se utilizam “modelos de mercado”, que não se aplicam integralmente às nossas situações (podem não se aplicar)…

A “falta de tempo e de estrutura” também não nos permite enxergar que tais modelos de mercado podem ser mais onerosos em alguns casos, despendendo mais tempo, mão de obra e custos do que o necessário…

Isto é sem sombra de dúvidas um “mal” do momento em que vivemos e, lamentavelmente, da geração atual de gestores e supervisores, certamente com as suas exceções.

Existem algumas frases de personagens ilustres que nos incentivam à caminhar por novas trilhas, tentando “o novo”, sendo que isto se aplica, e muito, em nossa área de atuação (Operação & Manutenção).

Permanecer estático, imóvel e seguro em seu “bunker”, certamente lhe trará a falsa sensação de segurança e domínio da situação…. No entanto, nunca se deve esquecer o mundo além das paredes de seu “bunker”…

O que acontece fora destas paredes, também poderá, em dado momento, lhe afetar, retirando-o de seu conforto.

Estamos em um momento de crise econômica e precisaremos trazer à tona toda a criatividade e arrojo que são natos no povo brasileiro, para que possamos vence-la…

Devemos apenas lembrar e reforçar que o real controle de uma situação (gestão eficaz) nos dará também ais condições de dar novos passos e de saber até “onde poderemos esticar os nossos pés sob as cobertas”.

 

 

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MP 688: legislação muda regras de investimentos para eficiência energética

Fonte: Canal Energia

Divulgação: Procel Info

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Brasil – A lei 13.203, derivada da Medida Provisória 688, que foi publicada no dia 9 de dezembro, mudou também na questão da eficiência energética. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social poderá financiar a taxas diferenciadas instalação de projetos de geração a partir de fontes renováveis e de eficiência energética em hospitais e escolas públicos.

Além disso, os investimentos em projetos de pesquisa e desenvolvimento e de eficiência energética continuarão a ter garantidos 0,5% da receita operacional líquida das distribuidoras até 31 de dezembro de 2022. O prazo, que terminava este ano, reduziria para 0,25% a alíquota. A partir de 2023, as concessionárias com mercado inferior a 1 mil GWh por ano poderão ter o percentual mínimo aplicado de 0,25% para até 0,5%.

Os investimentos das distribuidoras em eficiência energética terão de 60% a 80% dos recursos destinados a unidades consumidoras rurais e consumidores de baixa renda ou cadastrados na tarifa social. A lei também determina que os investimentos de eficiência deverão priorizar iniciativas e produtos da indústria nacional, conforme regulamento a ser definido pela Aneel.

Em relação aos projetos de desenvolvimento e pesquisa, a lei mexe na destinação dos recursos para o Cepel, as empresas vinculadas ao Ministério de Minas e Energia poderão determinar o percentual de investimento a ser aplicado no centro de pesquisa. Ademais, a lei determina prioridade no investimento de P&D de forma geral para obtenção de resultados de aplicação prática, com foco na criação e no aperfeiçoamento de produtos, processos, metodologias e técnicas.

Em relação a Bandeira Tarifária, os consumidores rurais, os agricultores irrigantes e aquicultores, que já recebem o desconto nas tarifas de energia, terão direito também a desconto no encargo.

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Eficiência Energética para um mundo sustentável

Fonte: Gazeta do Povo

Por: Carlos Magno Corrêa Dias *

Divulgação: Procel Info

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Paraná – Durante a realização da Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2015, ocorrida na sede da ONU, em Nova York, no período de 25 a 27 de setembro de 2015, foi oficialmente adotada a nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável Pós-2015 a qual passou a ser denominada de Agenda 2030.

A Agenda 2030 constitui conjunto de ações, programas e diretrizes que orientarão os necessários trabalhos em direção ao Desenvolvimento Sustentável do nosso Planeta com vistas a materializarmos o futuro que todos almejamos. Para tanto foram definidos, em consenso pelos Delegados dos Estados-Membros da ONU, um total de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e correspondentes 169 metas.

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos constitui, em particular, o ODS 7 o qual estabelece que até 2030 deveremos conseguir: (a) o aumento substancial da participação de energias renováveis na matriz energética global; (b) dobrar a taxa mundial de melhoria da eficiência energética; (c) reforçar a cooperação internacional no campo das pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias de energia limpa, energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas; (d) garantir o acesso pleno e a preços acessíveis a serviços de energia para todos; (e) promover investimentos em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa; bem como, (f) expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de inovadores e sustentáveis serviços de energia nos países em desenvolvimento.

No mundo atual, porém, a despeito do desenvolvimento que presenciamos, cerca de 1,3 bilhão de pessoas (uma em cada cinco) não têm acesso à eletricidade moderna; mais de três bilhões de pessoas dependem de madeira, carvão vegetal ou dejetos animais para cozinhar e se aquecer; aproximadamente 15% do conjunto global de energia utilizada no planeta corresponde à energia de fontes renováveis a qual é uma energia inexaurível e limpa; sem levar em conta que 60% das emissões globais totais de gases do efeito estufa é proporcionado pelo uso da energia. Com base nestes poucos exemplos, já é possível dizer que vivemos em um mundo no qual a sustentabilidade não conversa de perto com a produção de energia no mundo. É urgente, portanto, trabalharmos globalmente para atingirmos o ODS 7.

De outro lado, mas, também, intrinsecamente relacionada, é premente colocarmos em imediata discussão a necessidade de se investir em fontes alternativas de energia em conjunto com a avaliação de possíveis soluções para as dificuldades enfrentadas no campo da energia de forma a promover a redução de custos e a obtenção de novas tecnologias que permitam, em particular, a Eficiência Energética em nossa Nação e no Mundo.

No sentido precedentemente aventado precisamos chamar a atenção, em particular, para o fato de existir um atraso no Brasil, em relação a outros países e inclusive do Paraná em relação a outros estados de nossa Federação, quanto aos temas relacionados à eficiência energética das nossas plantas industriais e demais edificações.

Na atual sociedade nossas atividades exigem cada vez mais a utilização de distintas formas de energia. Todavia, a utilização das formas de energia existentes envolve, necessariamente, transformações que levam à perda de parte destas energias gerando, inevitavelmente, desperdícios e elevados custos. Assim, estudos sobre a Eficiência Energética são solicitados constantemente. Uma lâmpada, por exemplo, transforma a eletricidade em luz e calor. Se o objetivo da lâmpada é iluminar, uma medida da sua Eficiência Energética é obtida dividindo a energia da luz pela energia elétrica usada pela lâmpada. Com base no parâmetro inicial estabelecido é possível, então, realizar estudos e pesquisas que objetivem a otimizar a correspondente energia para “fazer mais com menos”.

Não havendo, entretanto, estudos sobre a Eficiência Energética, os desperdícios de energia vão se multiplicando à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia. A ampliação da Eficiência Energética pretendida pode tanto estar voltada para a redução nos custos quanto para a diminuição no consumo de energia. De outro lado, há de se ponderar, ainda, que a economia de energia, em um mundo em constante evolução, passa a constituir prerrogativa de gestão competente e assume um significativo diferencial tanto no mundo da competitividade quanto no campo da sustentabilidade.

Diante das complexidades e dificuldades do quadro atual relacionado à produção de energia, os correspondentes gastos, bem como os desperdícios somos solicitados a desenvolver parcerias com os distintos setores da sociedade para identificarmos soluções para a redução de custos e para a obtenção de novas tecnologias que visem a Eficiência Energética tanto no setor industrial (principalmente) quanto no desenvolvimento diário de nossas vidas. Unamos, então, nossas forças e conhecimentos para atingirmos brevemente o ODS 7 e para garantirmos a sustentabilidade no campo energético de forma global.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

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Previsão de consumo de energia cai para 1%

Fonte: Valor Online

Por: Rodrigo Polito

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) reduziram a previsão de crescimento do consumo de energia em 2016, de 2,4% para 1%. A nova estimativa faz parte do Planejamento Anual da Operação Energética (PEN) para o próximo ano. O documento também revisa para baixo a previsão de crescimento econômico em 2016 – de alta de 1,1% para queda de 2%, em relação a 2015.

Os dois órgãos esperam que o consumo de energia em 2016 alcance 64.573 megawatts (MW) médios. O montante equivale a uma redução de 1.011 MW médios em relação à previsão anterior, de 65.585 MW médios.

As premissas que nortearam o planejamento do ONS e da EPE foram a redução da expectativa de crescimento; manutenção da taxa de juros elevada; reprogramação de projetos de investimento; elevação das tarifas de energia; campanhas para racionalização do uso de energia pelas distribuidoras; e adiamento da integração do sistema de Boa Vista (AP) ao Sistema Interligado Nacional (SIN), de outubro de 2017 para março de 2018.

O ONS e a EPE também elevaram em 0,1 ponto percentual a previsão de queda do consumo em 2015, totalizando agora retração de 1,9%, em comparação com o ano anterior.

Também foi revista a taxa média de crescimento do consumo de energia para o período de 2015-2019 -de 3,6% para 3,2% de aumento anual. Para 2015-2020, a estimativa é de crescimento anual de 3,6%. A elevação na previsão para o período 2015-2020 deve-se à uma estimativa de aumento do consumo de energia de 5,4% em 2020.

Com relação a dezembro deste ano, o ONS trabalha com consumo de energia de 64.132 MW médios, o equivalente a queda de 2,3% em relação a igual período de 2014.

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Abrava alerta sobre os perigos da Legionella e Qualidade do Ar

Fonte: INFRA

Por: ABRAVA

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Cerca de 5000 pessoas morrem por ano no Brasil vítimas da legionellose, e a falta de manutenção e limpeza de torres de resfriamentos estão entre as principais causas

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) chama a atenção da sociedade para a Legionella, bactéria que afeta diretamente a saúde ocasionando um tipo de pneumonia que tem levado cerca de 5000 pessoas por ano no Brasil a óbito e o motivo tem sido ignorado pelos responsáveis. A falta de manutenção, do tratamento da água e limpeza das torres de resfriamento estão entre as principais causas da doença e a responsabilidade está nas mãos de gestores de áreas como de facilities, segurança, engenharia, RH, entre outras. O cumprimento das normas e decretos existentes permite que os riscos com a saúde e qualidade do ar que se respira sejam minimizados, reduzindo desta forma malefícios causados a população, entre eles o óbito.

Para Eng. Leonardo Cozac, associado do Qualindoor “o número de casos de doenças relacionadas à bactéria Legionella no Brasil é muito superior aos casos registrados de dengue e tuberculose. Como não é uma doença que exige notificação pelos hospitais, os médicos tratam a maioria dos casos como virose. Diante desta epidemia quero ressaltar a importância da manutenção das torres de resfriamento, que neste caso da bactéria pode salvar vidas. A sociedade tem que estar atenta as exigências necessárias para a garantia de uma qualidade do ar adequada ao conforto e a saúde”.

De acordo com dados obtidos no SUS – Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde estima-se que morrem por ano cerca de 5.000 pessoas de legionellose (pneumonia causada pela legionella) no Brasil. Quando se fala em Legionella no país o fato marcado na história foi em 1998, ano da morte do então Ministro Sérgio Motta que teria contraído a bactéria e vindo a óbito por pneumonia. Na época, a causa apontada foi relacionada à falta de manutenção no sistema de ar condicionado o que resultou na publicação da Portaria 3.523 de 28/08/1998, fato que regulamentou o assunto no país.

Desde então o tema Legionella não saiu da pauta nas comunidades técnicas especializadas, muito se evoluiu com as publicações da Resolução 09 da Anvisa, a NBR 16401 (projetos de ar condicionado), NBR 15.848 (qualidade do ar interno) entre outras, todas visando melhorias nos sistemas de ares-condicionados e consequentemente a qualidade do ar interno que as pessoas respiram no dia a dia. De acordo com o Qualindoor – Departamento de Qualidade do Ar de Interiores da Abrava, cada ser humano respira cerca de 10 mil litros de ar por dia.

Os problemas relacionados aos impactos da Legionella estão relacionados à falta de informação e pouca fiscalização dos órgãos competentes. Vale ressaltar que a Legionella não está relacionada apenas a sistemas de ares-condicionados, e sim, a qualquer sistema de água, pois a bactéria é um microrganismo que vive na água, aumentando o risco quando aspergida em forma de partícula como aerossol ou nuvem de água, fato presente no dia a dia em locais como fontes decorativas, umidificadores, chuveiros, máquinas de lava-jato, nebulizadores de ar, ventiladores com aspersão de água, torres de resfriamento e diversos outros casos que permeiam o dia a dia da sociedade moderna.

Quando respirada a bactéria vai direto para o sistema respiratório, podendo causar pneumonia ou febre Pontiac. As pessoas idosas ou com problemas respiratórios estão entre o maior grupo de risco. A principal preocupação dos especialistas é que muitos dos pacientes infectados são diagnosticados apenas com uma pneumonia grave, sem que exames mais detalhados sejam feitos e possam detectar que na realidade trata-se da bactéria Legionella, fato que poderia contribuir de forma a evitar que novas mortes por conta da localização do foco da bactéria e principalmente a forma de tratá-la.

E como evitar a Legionella?

Quando relacionada ao um sistema de ar-condicionado, a melhor forma de prevenção dessa doença é fazer avaliação de riscos de Legionella nas edificações existentes. Para tanto, o PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle é uma exigência da portaria 3.523 do Ministério da Saúde de 28/08/1998 e da Resolução nº 9 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de 16/01/2003, e também é um mecanismos que auxilia no controle da qualidade do ar de interiores.

O PMOC se aplica a todo estabelecimento que possua sistema de climatização artificial, com o objetivo de assegurar a correta manutenção dos aparelhos. O Plano segue o formato de um diário de bordo de um sistema climatizado, demonstrando todas as etapas e ocorrências de sua manutenção. Entre os artigos, destaque para o 6º que diz que os proprietários, locatários e prepostos, responsáveis por sistemas de climatização com capacidade acima de 5 TR (15.000 kcal/h = 60.000 BTU/H), deverão manter um responsável técnico habilitado.

A aplicação do PMOC é de responsabilidade dos gestores das seguintes áreas: facilities, segurança, engenharia, RH, entre outros. A Abrava alerta sobre a contratação de empresas de manutenção e análises, pois é necessário que sejam reconhecidas por órgãos competentes como o INMETRO, e que tenham o conhecimento e a responsabilidade da correta aplicação do plano para que os riscos sejam minimizados.

A Abrava recomenda um passo a passo para uma avaliação de condições das torres de resfriamentos:

1 Efetuar a avaliação de risco da Legionella com empresa especializada, sendo o objetivo de identificar, gerenciar e proliferação da bactéria.

2 Executar periodicamente as análises de Legionella por empresa reconhecida pelos órgãos competentes e certificada pelo INMETRO.

3 Implantação e acompanhamento do PMOC.

4 Manutenção periódica dos sistemas de água através de tratamento preventivo.

5 Reduzir a exposição das pessoas a sistemas que geram água em aerossol.

A ABNT tem em andamento um grupo focado no risco da Legionella, que estará avaliando o tema tendo como base a nova norma da ASHRAE 188 que diz que Legionellosis: Risk Management for Building Water Systems.

Vale lembrar, que a Legionella não está ligada apenas aos sistemas de ares condicionados, e sim em qualquer sistema de água, para tanto a Organização Mundial da Saúde desenvolveu o conceito do Plano de Segurança da Água para Edificações.(PSA).

No Brasil existem dois livros importantes sobre o tema: “O mal dos legionários diálogo entre o Direito Ambiental e o Direito Sanitário” , autora Dra Mirian Gonçalves Dilguerian, e *Legionella na visão de especialistas” diversos autores – www.legionellaespecialistas.com.br

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O papel da manutenção em tempos de crise

Vejam este post do Blog Manutenção Eficaz

Avatar de manutencaoeficazManutenção eficaz

Depois de muito tempo sem publicar novidades no Blog, hoje escrevo sobre um tema que se arrasta há alguns meses e ainda poderá continuar por um bom tempo em pauta, que é o momento de incertezas que vivemos, principalmente na economia.

O objetivo do meu post não é entrar nas questões políticas atuais desse momento de crise e sim apresentar algumas possibilidades que se apresentam, pois podemos evoluir, mesmo diante de tempos de crises.

O cenário atual pode afetar consideravelmente os planos de investimentos das empresas e com isso afetar o crescimento econômico de uma maneira geral, o que freia o momento que o nosso pais vivia, que até então era considerado positivo, com atuação forte com outros países emergentes.

A Manutenção é uma grande aliada na redução dos custos operacionais e também para garantir a qualidade dos produtos e serviços. Nós profissionais de Manutenção podemos e devemos criar oportunidades…

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Comissionamento “para inglês ver”

Um acerta vez, procurei conhecer a origem desta expressão tão antiga…”para inglês ver”

De fato, ela é muito antiga, pois foi originada durante a fase em que finalmente se abolia uma das maiores marcas negativas na história da humanidade, que foi a escravidão.

Naquela época, sendo o Brasil um dos últimos países à aboli-la, os  ingleses aqui estiveram, mais especificamente no RJ, para constatar que tratava-mos de extingui-la.

No entanto, como isto ainda não era uma verdade consumada, os governantes locais trataram de mover os pobres escravos de seus locais tradicionais  (áreas que existiam perto da antiga zona portuária) para outras localidades, longe da vista dos nobres visitantes.

Assim, quando lá chegaram, viram as horrendas prisões vazias, sem escravos, aparentando que seguíamos o rumo de outros países.

Foi de fato, “para inglês ver”.

Agora, em pleno 2015 e quase 2016, ainda continuamos à fazer jus pelo uso de tal expressão…

Vejam que recentemente, me deparei com mais um empreendimento já encaminhado para a certificação LEED, “descobrindo” que o Agente de Comissionamento quase não esteve em campo, ou melhor, na obra ou construção, limitando-se então à solicitar documentos para a análise e arquivo.

Vejam à que ponto chegamos e como honramos a expressão “para inglês ver”!

Como é possível se tratar um comissionamento sem que este se inicie ainda na fase de concepção e projetos?

Como é possível tratar um comissionamento sem a análise de toda a documentação técnica e sem a compreensão a respeito das expectativas de seu proprietário (do empreendimento)?

Como é possível não especificar um plano de acompanhamento em campo durante as etapas de instalação, assim como não especificar um plano de testes funcionais, de desempenho e integrados para os diversos sistemas comissionados, SEM QUE ESTES SEJAM ACOMPANHADOS E VALIDADOS NO CAMPO…???

 

Por fim, como é possível se concluir o comissionamento sem que todos os requisitos e parâmetros tenham sido respeitados e que toda a documentação final respeite minimamente os requisitos ou pré-requisitos para a adequada e segura Operação & Manutenção, considerando ainda a necessidade de um processo de “passagem de bastão” entre a obra e a operação??

Não é a toa…que andamos (o Brasil) “sob Júdice” pelo USGBC e que talvez em breve, tenhamos auditorias sérias sendo executadas sobre os nossos projetos “certificáveis”!

É ou não é….”para inglês ver“?

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