Licença para novo software será liberada pelo Procel – Simulação Energética Computacional

Já há vários anos, durante um seminário em SP, ouvi de profissionais do setor de refrigeração e ar condicionado uma colocação enfática quanto a necessidade de se cobrar a simulação energética em projetos de ar condicionado, como item obrigatório.

De fato, quando, quando contratamos projetos em geral, nenhuma ferramenta computacional avalia a eficiência de tal projeto, o que nos impossibilita ter a visão sobre como o novo sistema se comportará no futuro.

Embora isto pareça bastante lógico (e de fato é…) não temos esta cultura no Brasil e não temos esta atitude por parte dos projetistas em geral. Vê-se um pouco mais desta aplicação no Brasil em função de novos projetos que buscam por certificações internacionais, como o LEED como exemplo.

Da mesma forma, vê-se uma outra falta de preocupação por parte de projetistas, no que se refere ao acompanhamento da execução de seus projetos no campo e da aparente “isenção” de sua responsabilidade após o período da criação.

É fato que a execução da obra é sem sombra dúvidas um fator crítico para o futuro desempenho da nova instalação (nível de mão de obra, falta de controle em alguns materiais, falta de controle de qualidade e má gestão), o que no entanto, não impede que sistemas não desempenhem o esperado por falhas no próprio projeto.

Enfim, vejo como muito importante a mudança em relação aos dois pontos acima (uso obrigatório de ferramentas de simulação em projetos e a não isenção de responsabilidade de projetistas durante a fase de contratação e execução da obra, até a sua conclusão).

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Licença para novo software será liberada pelo Procel

Fonte: Brasil Energia

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O diretor da Mitsidi Projetos, Edward Borgstein, informou que a licença para o software Blueprint será liberado no Brasil pelo Procel. O software já está completamente adaptado à tipologia brasileira e deve ser lançado no próximo mês.

O Blueprint tem sede no Canadá e fornece soluções para grandes organizações na construção de melhores aplicações de negócios. A ideia é que a inovação auxilie na implementação de ações de eficiência energética dentro de edificações.

O executivo participou do 5º Seminário de Energias Renováveis e Eficiência Energética, do Sinduscon, nesta última quinta-feira (21/7).

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Prédios antigos de SP apostam em ‘cirurgia plástica’ para se manterem valorizados

Fonte: Exame

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A defasagem estrutural e tecnológica tem feito com que condomínios antigos da cidade de São Paulo apostem no retrofit, uma espécie de “cirurgia plástica” ou “recauchutagem”, para se manterem modernizados e valorizados.

Esses empreendimentos residenciais realizam uma atualização das instalações elétricas, hidráulicas e dos principais equipamentos instalados nas áreas comuns, como elevadores, sistemas de iluminação e mobiliários.

Além da modernização dos prédios, esse conjunto de iniciativas contribui para tornar um condomínio antigo mais competitivo e atrativo no mercado em relação aos novos empreendimentos imobiliários, que já são equipados com o que há de mais avançado no ramo da construção.

“O retrofit não deve ser visto como simples despesa, mas sim como investimento necessário e rentável, uma vez que tem potencial para valorizar os prédios antigos e, consequentemente, os apartamentos, além de proporcionar a redução das despesas gerais dos condomínios além de promover eficiência energética e hídrica”, diz Raquel Bueno Tomasini, gerente da área técnica de produtos e parcerias da Lello Condomínios.

Segundo ela, um projeto de retrofit bem executado, além de modernizar o condomínio, pode até dobrar o valor do metro quadrado dos apartamentos, resultando em ganho para os moradores na hora da venda do imóvel.

Um exemplo citado por Raquel são os elevadores dos prédios antigos. “Comparando-se o que se gasta com a manutenção, pode ser mais vantajoso substituir todo o maquinário, para que o equipamento tenha uma vida útil maior e mais eficiência”, diz a gerente da Lello.

O primeiro passo para a implantação de um projeto de retrofit é buscar auxílio de um profissional ou empresa especializada, que irão sugerir diversas tecnologias muitas vezes desconhecidas pelo condomínio, como elementos de proteção solar para a fachada, itens de acústica dos ambientes, substituição dos caixilhos, uso de energia solar para alimentar os equipamentos das áreas comuns e até como sistema auxiliar na alimentação de gás e energia nas unidades entre outros.

De olho neste mercado, as empresas de construção oferecem aos condomínios alternativas interessantes e econômicas de retrofit, como o financiamento da mão-de-obra e dos materiais de construção, por meio de empresas de crédito.

A execução de um projeto de retrofit, no entanto, deve ser aprovada pelos condôminos em assembleia, pois se trata de despesa extraordinária.

É comum, nas edificações mais antigas da capital paulista, problemas com infiltrações, vazamentos, instalações obsoletas e condições favoráveis à proliferação de pragas urbanas.

Nesses empreendimentos são comuns as infiltrações e vazamentos causados por problemas nos sistemas de impermeabilização das garagens, coberturas, lajes térreas e intermediárias, sem contar com vazamentos em canos e a falta de manutenção preventiva no sistema hidráulico, o que gera excessivo consumo de água e gasto desnecessário para o condomínio.

Outro problema rotineiro nos condomínios mais antigos são as trincas e fissuras nos revestimentos de fachada e sobrecarga no sistema de cabeamento elétrico que acabam não suportando a demanda alterada de consumo, gerando queima de fusíveis e quedas de energia elétrica, com risco, inclusive, de incêndio.

“Se nada for feito agora, muito em breve esses condomínios mais antigos da capital paulista estarão em condições bastante desfavoráveis, a exemplo de algumas das edificações situadas na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, que se verticalizou antes de São Paulo”, conclui Raquel.

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Hotéis podem economizar até 30% de eficiência energética – Comentários do Blogueiro

O artigo frisa de forma adequada a importante participação da arquitetura (durante a fase de projetos com o posicionamento do edifício frente ao azimute e até mesmo a sua localização geográfica), assim como a importância de novas tecnologias, como a de ar condicionado (sistemas mais eficientes e inteligentes).

Além disto, cabe também ressaltar como importante:

  • A manutenção de fachadas e seus elementos eventualmente mais eficiêntes e especificados na arquitetura, tais como vidros e acabamentos;
  • A preocupação com o aspecto “vedação” da edificação quanto a evitar a infiltração de ar externo além do previsto (também nos remete à manutenção);
  • Os cuidados básicos e até mesmo especiais da manutenção, assegurando não somente a operação de equipamentos (sua condição para operar), como também e principalmente o seu desempenho. Vejam que, em grande parte do que é hoje realizado pelas equipes de O&M, preocupa-se em MANTER as instalações, no que diz respeito a sua conservação e longevidade, e não necessariamente ASSEGURAR O SEU MELHOR DESEMPENHO, ainda que os equipamentos e sistemas sofram desgastes em função do tempo transcorrido em sua vida útil;
  • Os cuidados com a OPERAÇÃO ADEQUADA de seus equipamentos e sistemas, o que demanda o conhecimento do operador não só em relação a sua funcionalidade mas, principalmente, em relação a sua LÓGICA FUNCIONAL, LIMITAÇÕES E DESEMPENHO ESPERADO.

Observem que os dois últimos itens acima demandam a adequada capacitação de suas equipes (treinamento dirigido), o cuidado e a produção de documentação adequada para a O&M e uma GESTÃO MODERNA e amparada por indicadores de performance.

Mais uma vez (como já dissemos aqui neste blog), o gestor não deverá prescindir de ferramentas importantes como indicadores, softwares de gestão e retrocomissionamentos.

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Hotéis podem economizar até 30% de eficiência energética

Fonte: El Economista

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Uma série de ações poderia melhorar a eficiência energética do mercado hoteleiro em até 30%, divulgou um relatório de uma subsidiária do Grupo Bosch, a Burderus, responsável pela área de termotecnologia.

Em primeira instância, para conseguir um hotel mais sustentável, o empreendimento passaria por uma avaliação e a concepção de um sistema de ar condicionado mais eficiente. A empresa recomenda ainda a avaliação mais completa, como a localização, a arquitetura e a demanda e capacidade corretas de energia.

A empresa lembra que apenas com essas medidas o retorno esperado na economia de energia pode chegar de 20 a 30%. O relatório recomenda ainda adaptar-se às novas diretrizes sobre eficiência energética, contribuindo assim com as metas estabelecidas pela União Europeia (EU, em inglês) para 2020.

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Mercado de escritórios de SP tem um ligeiro aumento

Fonte: Revista Infra – Mundo Facility

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Segundo Colliers, absorção líquida do segundo trimestre foi 15% superior a do período anterior

Ainda com ritmo lento de crescimento, a absorção líquida no mercado de escritórios das classes A+ / A de São Paulo foi de 25 mil m² no segundo trimestre do ano, número 15% maior do que no período anterior. De acordo com monitoramento da Colliers International Brasil, a região da Barra Funda foi responsável pela maioria da absorção, 19 mil m².

Em relação à taxa de vacância, o mercado fechou o segundo trimestre com elevação de 1% em relação ao período anterior, 24%, para os imóveis das classes A+ / A. O mesmo aconteceu nos imóveis da classe B, que fecharam o trimestre em 18% ante 17% do trimestre anterior.

Quanto aos preços médios pedidos de locação para os imóveis das classes A+ / A, após um ano de queda houve uma ligeira elevação, R$ 99,00 m² / mês, e os valores caminham para uma acomodação. “Além dos preços, as negociações que pressionam os proprietários como carência e allowances também estão se ajustando”, explica Paula Casarini, vice-presidente da Colliers Brasil.

Os preços mais altos encontrados nesta classe são: Faria Lima (R$ 140,00 m² / mês), Itaim Bibi (R$ 126,00 m² /mês), JK (R$ 118,00 m² / mês) e Pinheiros (R$ 106,00 m² / mês). Já os preços médios dos escritórios da classe B sofreram mais uma pequena queda, fechando o período em R$ 78,00 m² / mês, ante R$ 81,00. “A diferença entre os preços das duas classes (A+ / A e B) chega a 27% em algumas regiões e indica um bom momento para inquilinos que buscam edifícios de alto padrão com maior eficiência e com custo atrativo”, finaliza Paula Casarini.

Vale lembrar que a Colliers International Brasil fez uma reclassificação do mercado no início do ano, com um novo mapeamento, visando mais qualidade em seu monitoramento.

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Jogar Pokémon Go em ambiente de trabalho – Pode causar demissão por justa causa?

Fonte: Revista Infra – Mundo Facility

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Um funcionário pode ser demitido caso a empresa o encontre jogando Pokémon Go? A empresa pode proibir a utilização do aparelho celular durante o expediente?

Aproveitando a febre do jogo Pokémon Go, o Jurídico Certo, site que oferece apoio jurídico em qualquer localidade do país, listou algumas informações contidas na CLT sobre o assunto que respondem as questões acima.

O que diz a CLT?

O empregado deve estar atento aos regulamentos da empresa, bem como ao determinado em acordos coletivos nos quais a empresa em trabalha faz parte.

No artigo 482 da CLT estão discriminados os motivos que podem culminar em demissão por justa causa. Entre os itens discriminados no artigo, a utilização do Pokémon Go em horário de expediente pode se enquadrar em desídia no desempenho das respectivas funções (baixa produção), violação de segredo da empresa e ato de indisciplina e insubordinação.

Assim, pode ocorrer a utilização normal do aparelho celular e, consequentemente, a busca por alguns monstros nos horários de intervalo. Porém, é essencial considerar a área de permissão para o fluxo de funcionários nos horários de intervalo, sem que possa ocorrer qualquer advertência. Já em horários de efetivo serviço, a insubordinação pode culminar em uma demissão por justa causa.

De outro lado, deve-se prestar muita atenção ao vazamento dos segredos profissionais, que podem ocorrer, por exemplo, de acordo com as informações repassadas através dos mapas do jogo. Assim, informações acerca da área interna da empresa e outras informações podem ser repassadas aos invasores, podendo caracterizar o vazamento de segredos da empresa.

O empregador também pode limitar a utilização do celular durante o trabalho e,  consequentemente, o jogo Pokémon Go. Entretanto, para ocorrer a indisciplina ou insubordinação é importante que a empresa deixe expressamente claro os seus regulamentos internos acerca da utilização ou não de aparelhos celulares durante o expediente para que possa configurar uma justa causa para demissão.

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O elevado custo dos projetos brasileiros de infraestrutura

Fonte: Revista Infra

Por: Cláudio Graeff

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O Brasil é um dos 10 países mais ricos do mundo e de acordo com Relatório de Competitividade Global 2015/2016 do Fórum Econômico Mundial, ocupa a 7º posição no ranking para o GDP (PIB em português), e o 6º lugar quando avaliado o tamanho do mercado doméstico. Por outro lado, apresenta índices extremamente ruins de infraestrutura (126º), tecnologia (95º), comportamento ético das empresas (133º), entre outros disponíveis para pesquisa e avaliação de qualquer cidadão.

Não é possível questionar esses índices, uma vez que temos demanda reprimida em tantos setores de infraestrutura como rodovias, saneamento básico, geração e transmissão de energia, hospitais, escolas, presídios e outros. Isso ficou mais claro com o advento da Copa do Mundo, que apresentou para a maioria dos brasileiros uma realidade muito conhecida para quem trabalha com projetos de infraestrutura gerenciados e contratados pelo governo. Muitos projetos prometidos acabaram ficando pelo caminho, inacabados por abandono do contrato por parte das contratadas ou embargadas pelos órgãos fiscalizadores. Os que seguiram acabaram atrasando e estourando seus orçamentos, resultado de um planejamento mal feito e estudos deficitários.

Mas não é de hoje que implantar projetos de infraestrutura no Brasil não é uma tarefa fácil, e não é raro os projetos terminarem com custo muito maior do que os valores originalmente aprovados.

Diante desse cenário pouco motivador e associado à atual crise econômica e escândalos envolvendo grandes empresas brasileiras, existe a necessidade de mudanças por parte do governo e das empresas para enfrentar esse cenário adverso e voltarmos ao ciclo de crescimento.

Retirando dessa análise as variáveis de conduta ética na gestão, se formos avaliar as causas dos elevados custos dos projetos brasileiros de infraestrutura, vamos constatar que na grande maioria dos casos, há aditivos contratuais de prazo e custo, resultado de um grande número de interrupções por problemas diversos, resultantes da falta de uma adequada metodologia de desenvolvimento de projetos que deveriam levar em conta todos os impactos, bem como, estratégias e planejamentos adequados.

A melhor forma de se prevenir e evitar problemas futuros em um projeto é a gestão de riscos, metodologia amplamente falada, mas pouco entendida e aplicada de forma incorreta na maioria dos casos. Importante chamar a atenção para os conceitos desse modelo, que é agir preventivamente, mitigando ou eliminando eventos que podem impactar em custo, prazo e qualidade do projeto.

Pode se dizer que um dos fatores pelo qual os projetos terminam mais caros é devido aos riscos envolvidos e que efetivamente acabam acontecendo e, infelizmente, o Brasil apresenta um histórico muito ruim para estes riscos, com alta probabilidade de acontecimentos. Podemos citar os licenciamentos ambientais, liberação de áreas de servidões, improdutividades com greves e paralizações de projetos dentre outros. É importante salientar que esses são riscos trazidos da fase de desenvolvimento dos projetos, que devido ao modelo atual, transfere a resolução ou tratativa desses riscos para a fase de construção, que impacta diretamente no custo final dos contratos.

Nessa ótica, precisamos que os órgãos governamentais responsáveis façam seu “dever de casa” e utilizem as melhores práticas de gestão para tratar projetos que tanto precisamos, assumindo sua responsabilidade para os riscos imputados e gerenciados por entidades governamentais, identificando, mitigando e/ou eliminando os riscos envolvidos, através de ações preventivas, levando em consideração as variáveis internas e externas e de um correto estudo de engenharia e planejamento das necessidades e prazos para cada fase do projeto.

Isso não é novidade para empresas especializadas em gestão, além disso, em março deste ano, o International Finance Corporation (IFC), uma entidade do Banco Mundial, publicou o estudo “Estruturação de Projetos de PPP e Concessão no Brasil, Diagnóstico do modelo brasileiro e propostas de aperfeiçoamento”, recomendando a adoção de modernas formas de gestão de projetos como caminho a ser seguido.

É entendido por todos que precisamos de investimentos e de investidores para atender a grande demanda de infraestrutura do País, e para isso precisamos agir rápido e abandonar antigos vícios e adotar metodologias eficientes de gestão pública, lançando projetos bem desenvolvidos, estudados e planejados, parando de transferir para o setor privado e para a população as responsabilidades e custos da ineficiência estatal. Podemos começar, por exemplo, com os futuros contratos de concessões, que deveriam ter cláusulas específicas e que acionassem gatilhos para determinados eventos que impactam diretamente o resultado das concessões.

Importante salientar que as constantes mudanças das regras dificultam muito as tomadas de decisões de um potencial investidor. Esse risco se elimina por meio de instituições fortes e tomadas de decisões técnicas, não ideológicas; pois confiança é algo que se conquista com o tempo e não se define em decretos.

*Claudio Graeff é diretor executivo da FTI Consulting

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Flotovoltaica: Energia solar flutuante para o Brasil

Fonte: Engenharia Compartilhada – Site Inovaçãoo Tecnológica

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Energia flotovoltaica

Pesquisadores da Unicamp fizeram uma avaliação promissora para a adoção no Brasil de grandes fazendas de energia solar sem precisar entrar em conflito com outros usos do solo.

A ideia é usar a energia solar flotovoltaica, um termo oriundo de “sistemas fotovoltaicos flutuantes”, que envolvem a instalação de painéis solares sobre as águas de represas, lagos ou do mar.

Enquanto outros países estão explorando principalmente a superfície de lagos, lagoas e estações de tratamento de águas residuais, a situação brasileira é particularmente favorável à adoção da tecnologia devido às grandes áreas das represas das usinas hidroelétricas.

Além de adicionar outra fonte de energia limpa e renovável, a cobertura das represas pelos painéis solares contribui para a diminuição da taxa de evaporação dos reservatórios e para a redução da proliferação de algas, em decorrência do sombreamento.

E, do ponto de vista técnico e econômico, a grande vantagem é a possibilidade de utilização das linhas de transmissão já disponíveis para as usinas. Hoje, várias fazendas eólicas já totalmente operacionais continuam sem gerar energia no Brasil por falta de linhas de transmissão para levar a eletricidade até os consumidores – e a construção dessas linhas esbarra na dificuldade em conseguir os terrenos necessários às suas instalações e em autorizações ambientais para uso desses terrenos.

Energia limpa

O objetivo de Karina Strangueto e Ennio Peres era estimar o potencial de produção de energia elétrica através da instalação dos sistemas flotovoltaicos nos reservatórios das hidroelétricas brasileiras.

A pesquisa foi exaustiva, cobrindo 165 das principais usinas, o que envolveu verificar áreas, latitudes, longitudes, altitudes, temperaturas e climas de cada reservatório, para verificar o potencial de geração de energia solar. Usando dois cenários – um com utilização de 8% da área do reservatório, e outro com utilização de 80% – Karina calculou então o número de painéis solares, a inclinação adequada para evitar sombreamentos excessivos e a instalação de passarelas para limpeza e manutenção.

Os resultados foram surpreendentes: com apenas 8% de utilização das áreas totais dos reservatórios poderiam ser produzidos anualmente 444.333 GWh, o que corresponde a cerca de 70% de toda a energia elétrica consumida no mesmo período no país em 2014, que foi de 624.254 GWh. Com a utilização de 80% das mesmas áreas, estima-se a produção de 4.443.326 GWh, que corresponderia a sete vezes o consumo de eletricidade nacional em 2014.

“Imagine quantas hidroelétricas seriam necessárias para chegar a esse mesmo resultado? Claro que devem ser superados ainda os problemas dos altos custos e estudados eventuais impactos ambientais, mas o estudo deixa clara a importância de investir em tecnologias alternativas. Os dados mostram que o potencial desse sistema no Brasil é extremamente alto. O respeito à ecologia não justificaria o emprego desse sistema, embora mais caro?” disse Karina.

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Retrofit se especializa para atender Norma de Desempenho

Fonte: Engenharia Compartilhada – Informativo Massa Cinzenta / Cimento Itambé

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Apesar de a ABNT NBR 15575 exigir eficiência termoacústica apenas de edificações novas, construções antigas se beneficiam de suas referências

A Norma de Desempenho acrescentou um novo segmento ao mercado da construção civil: a de produtos voltados para atender a ABNT NBR 15575, quando o assunto é retrofit. Eles procuram se adequar a três dos principais pontos da norma, que são desempenho térmico, desempenho acústico e luminosidade. Vão de esquadrias para janelas, passando por portas, argamassas, tintas, mantas, pisos, luminárias e até papéis de parede.

Recentemente, o Labaut (Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo) realizou estudo sobre a qualidade destes produtos. A conclusão foi que alguns não cumprem significativamente o que prometem. A recomendação ao consumidor é que, ao adquirir materiais pararetrofit, se observe os selos de qualidade e as certificações do produto.

Sobre este quesito, o engenheiro civil Carlos Borges, vice-presidente de tecnologia e qualidade do Secovi-SP, e que esteve à frente da coordenação da Norma de Desempenho em sua primeira fase, lembra ainda que, a partir da ABNT NBR 15575, os materiais e produtos passaram a ser obrigados a trazer informações sobre desempenho, a fim de que todos os profissionais vinculados à obra (projetistas, engenheiros e arquitetos) tenham como especificá-los, seja para uma construção nova ou para uma reforma. 

Vantagens e riscos

No entanto, vale lembrar que a Norma de Desempenho não exige que edificações construídas antes de 19 de julho de 2013 – data em que entrou em vigor – atendam seus requisitos. Portanto, a decisão por reformas que busquem eficiência termoacústica ou ganhos de consumo de energia e de água deve ser, exclusivamente, dos usuários e dos arquitetos que irão viabilizar o retrofit. “O que pesa, neste caso, é o grau de exigência de quem habita a edificação e o desejo de requalificar o edifício dentro de conceitos de conforto e sustentabilidade”, diz o arquiteto Nelson Solano Vianna, especialista em retrofit predial e coordenador de um curso específico sobre o tema.

Por outro lado, reforça Carlos Borges, é salutar pensar em reformas dentro dos padrões exigidos pelaNorma de Desempenho. “Edificações são organismos vivos que precisam de manutenção, e eventualmente reformas. Penso que adequar retrofit à norma é positivo, pois temos um acervo de um milhão e meio de edifícios no Brasil que já completou ou está completando cinquenta anos. Já imaginou ter de derrubá-los para construir novos prédios? Então, é de interesse da sociedade que as construções durem bastante e sejam readequadas aos padrões atuais de desempenho”, afirmou.

Estima-se que produtos com especificações para atender a Norma de Desempenho tenham custo entre 20% e 40% a mais do que os convencionais. Isto ocorre por que eles precisam passar por ensaios, que ainda custam caro no Brasil. Por outro lado, corre-se o risco de que fabricantes declarem que seus produtos cumprem a ABNT NBR 15575, mesmo que não tenham sido submetidos a ensaios. “Isso faz com que a prática de autodeclaração de desempenho ganhe espaço, o que é uma questão que considero extremamente perigosa”, alerta Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia.

Portas estão entre os produtos que evoluíram significativamente após a publicação da norma

Entrevistados

– Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo

– Engenheiro civil Carlos Borges, presidente-executivo da construtora Tarjab e vice-presidente de tecnologia e qualidade do Secovi-SP

– Arquiteto Nelson Solano Vianna, diretor Geros Arquitetura e consultor em retrofit predial

– Engenheiro civil Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia

 

Contatos

labaut@usp.br

secovi@secovi.com.br

geros@geros.com.br

http://www.inovatechengenharia.com.br

Crédito Fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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