Licença para novo software será liberada pelo Procel – Simulação Energética Computacional

Já há vários anos, durante um seminário em SP, ouvi de profissionais do setor de refrigeração e ar condicionado uma colocação enfática quanto a necessidade de se cobrar a simulação energética em projetos de ar condicionado, como item obrigatório.

De fato, quando, quando contratamos projetos em geral, nenhuma ferramenta computacional avalia a eficiência de tal projeto, o que nos impossibilita ter a visão sobre como o novo sistema se comportará no futuro.

Embora isto pareça bastante lógico (e de fato é…) não temos esta cultura no Brasil e não temos esta atitude por parte dos projetistas em geral. Vê-se um pouco mais desta aplicação no Brasil em função de novos projetos que buscam por certificações internacionais, como o LEED como exemplo.

Da mesma forma, vê-se uma outra falta de preocupação por parte de projetistas, no que se refere ao acompanhamento da execução de seus projetos no campo e da aparente “isenção” de sua responsabilidade após o período da criação.

É fato que a execução da obra é sem sombra dúvidas um fator crítico para o futuro desempenho da nova instalação (nível de mão de obra, falta de controle em alguns materiais, falta de controle de qualidade e má gestão), o que no entanto, não impede que sistemas não desempenhem o esperado por falhas no próprio projeto.

Enfim, vejo como muito importante a mudança em relação aos dois pontos acima (uso obrigatório de ferramentas de simulação em projetos e a não isenção de responsabilidade de projetistas durante a fase de contratação e execução da obra, até a sua conclusão).

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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