Licença para novo software será liberada pelo Procel

Fonte: Brasil Energia

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O diretor da Mitsidi Projetos, Edward Borgstein, informou que a licença para o software Blueprint será liberado no Brasil pelo Procel. O software já está completamente adaptado à tipologia brasileira e deve ser lançado no próximo mês.

O Blueprint tem sede no Canadá e fornece soluções para grandes organizações na construção de melhores aplicações de negócios. A ideia é que a inovação auxilie na implementação de ações de eficiência energética dentro de edificações.

O executivo participou do 5º Seminário de Energias Renováveis e Eficiência Energética, do Sinduscon, nesta última quinta-feira (21/7).

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Prédios antigos de SP apostam em ‘cirurgia plástica’ para se manterem valorizados

Fonte: Exame

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A defasagem estrutural e tecnológica tem feito com que condomínios antigos da cidade de São Paulo apostem no retrofit, uma espécie de “cirurgia plástica” ou “recauchutagem”, para se manterem modernizados e valorizados.

Esses empreendimentos residenciais realizam uma atualização das instalações elétricas, hidráulicas e dos principais equipamentos instalados nas áreas comuns, como elevadores, sistemas de iluminação e mobiliários.

Além da modernização dos prédios, esse conjunto de iniciativas contribui para tornar um condomínio antigo mais competitivo e atrativo no mercado em relação aos novos empreendimentos imobiliários, que já são equipados com o que há de mais avançado no ramo da construção.

“O retrofit não deve ser visto como simples despesa, mas sim como investimento necessário e rentável, uma vez que tem potencial para valorizar os prédios antigos e, consequentemente, os apartamentos, além de proporcionar a redução das despesas gerais dos condomínios além de promover eficiência energética e hídrica”, diz Raquel Bueno Tomasini, gerente da área técnica de produtos e parcerias da Lello Condomínios.

Segundo ela, um projeto de retrofit bem executado, além de modernizar o condomínio, pode até dobrar o valor do metro quadrado dos apartamentos, resultando em ganho para os moradores na hora da venda do imóvel.

Um exemplo citado por Raquel são os elevadores dos prédios antigos. “Comparando-se o que se gasta com a manutenção, pode ser mais vantajoso substituir todo o maquinário, para que o equipamento tenha uma vida útil maior e mais eficiência”, diz a gerente da Lello.

O primeiro passo para a implantação de um projeto de retrofit é buscar auxílio de um profissional ou empresa especializada, que irão sugerir diversas tecnologias muitas vezes desconhecidas pelo condomínio, como elementos de proteção solar para a fachada, itens de acústica dos ambientes, substituição dos caixilhos, uso de energia solar para alimentar os equipamentos das áreas comuns e até como sistema auxiliar na alimentação de gás e energia nas unidades entre outros.

De olho neste mercado, as empresas de construção oferecem aos condomínios alternativas interessantes e econômicas de retrofit, como o financiamento da mão-de-obra e dos materiais de construção, por meio de empresas de crédito.

A execução de um projeto de retrofit, no entanto, deve ser aprovada pelos condôminos em assembleia, pois se trata de despesa extraordinária.

É comum, nas edificações mais antigas da capital paulista, problemas com infiltrações, vazamentos, instalações obsoletas e condições favoráveis à proliferação de pragas urbanas.

Nesses empreendimentos são comuns as infiltrações e vazamentos causados por problemas nos sistemas de impermeabilização das garagens, coberturas, lajes térreas e intermediárias, sem contar com vazamentos em canos e a falta de manutenção preventiva no sistema hidráulico, o que gera excessivo consumo de água e gasto desnecessário para o condomínio.

Outro problema rotineiro nos condomínios mais antigos são as trincas e fissuras nos revestimentos de fachada e sobrecarga no sistema de cabeamento elétrico que acabam não suportando a demanda alterada de consumo, gerando queima de fusíveis e quedas de energia elétrica, com risco, inclusive, de incêndio.

“Se nada for feito agora, muito em breve esses condomínios mais antigos da capital paulista estarão em condições bastante desfavoráveis, a exemplo de algumas das edificações situadas na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, que se verticalizou antes de São Paulo”, conclui Raquel.

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Hotéis podem economizar até 30% de eficiência energética – Comentários do Blogueiro

O artigo frisa de forma adequada a importante participação da arquitetura (durante a fase de projetos com o posicionamento do edifício frente ao azimute e até mesmo a sua localização geográfica), assim como a importância de novas tecnologias, como a de ar condicionado (sistemas mais eficientes e inteligentes).

Além disto, cabe também ressaltar como importante:

  • A manutenção de fachadas e seus elementos eventualmente mais eficiêntes e especificados na arquitetura, tais como vidros e acabamentos;
  • A preocupação com o aspecto “vedação” da edificação quanto a evitar a infiltração de ar externo além do previsto (também nos remete à manutenção);
  • Os cuidados básicos e até mesmo especiais da manutenção, assegurando não somente a operação de equipamentos (sua condição para operar), como também e principalmente o seu desempenho. Vejam que, em grande parte do que é hoje realizado pelas equipes de O&M, preocupa-se em MANTER as instalações, no que diz respeito a sua conservação e longevidade, e não necessariamente ASSEGURAR O SEU MELHOR DESEMPENHO, ainda que os equipamentos e sistemas sofram desgastes em função do tempo transcorrido em sua vida útil;
  • Os cuidados com a OPERAÇÃO ADEQUADA de seus equipamentos e sistemas, o que demanda o conhecimento do operador não só em relação a sua funcionalidade mas, principalmente, em relação a sua LÓGICA FUNCIONAL, LIMITAÇÕES E DESEMPENHO ESPERADO.

Observem que os dois últimos itens acima demandam a adequada capacitação de suas equipes (treinamento dirigido), o cuidado e a produção de documentação adequada para a O&M e uma GESTÃO MODERNA e amparada por indicadores de performance.

Mais uma vez (como já dissemos aqui neste blog), o gestor não deverá prescindir de ferramentas importantes como indicadores, softwares de gestão e retrocomissionamentos.

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Hotéis podem economizar até 30% de eficiência energética

Fonte: El Economista

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Uma série de ações poderia melhorar a eficiência energética do mercado hoteleiro em até 30%, divulgou um relatório de uma subsidiária do Grupo Bosch, a Burderus, responsável pela área de termotecnologia.

Em primeira instância, para conseguir um hotel mais sustentável, o empreendimento passaria por uma avaliação e a concepção de um sistema de ar condicionado mais eficiente. A empresa recomenda ainda a avaliação mais completa, como a localização, a arquitetura e a demanda e capacidade corretas de energia.

A empresa lembra que apenas com essas medidas o retorno esperado na economia de energia pode chegar de 20 a 30%. O relatório recomenda ainda adaptar-se às novas diretrizes sobre eficiência energética, contribuindo assim com as metas estabelecidas pela União Europeia (EU, em inglês) para 2020.

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Mercado de escritórios de SP tem um ligeiro aumento

Fonte: Revista Infra – Mundo Facility

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Segundo Colliers, absorção líquida do segundo trimestre foi 15% superior a do período anterior

Ainda com ritmo lento de crescimento, a absorção líquida no mercado de escritórios das classes A+ / A de São Paulo foi de 25 mil m² no segundo trimestre do ano, número 15% maior do que no período anterior. De acordo com monitoramento da Colliers International Brasil, a região da Barra Funda foi responsável pela maioria da absorção, 19 mil m².

Em relação à taxa de vacância, o mercado fechou o segundo trimestre com elevação de 1% em relação ao período anterior, 24%, para os imóveis das classes A+ / A. O mesmo aconteceu nos imóveis da classe B, que fecharam o trimestre em 18% ante 17% do trimestre anterior.

Quanto aos preços médios pedidos de locação para os imóveis das classes A+ / A, após um ano de queda houve uma ligeira elevação, R$ 99,00 m² / mês, e os valores caminham para uma acomodação. “Além dos preços, as negociações que pressionam os proprietários como carência e allowances também estão se ajustando”, explica Paula Casarini, vice-presidente da Colliers Brasil.

Os preços mais altos encontrados nesta classe são: Faria Lima (R$ 140,00 m² / mês), Itaim Bibi (R$ 126,00 m² /mês), JK (R$ 118,00 m² / mês) e Pinheiros (R$ 106,00 m² / mês). Já os preços médios dos escritórios da classe B sofreram mais uma pequena queda, fechando o período em R$ 78,00 m² / mês, ante R$ 81,00. “A diferença entre os preços das duas classes (A+ / A e B) chega a 27% em algumas regiões e indica um bom momento para inquilinos que buscam edifícios de alto padrão com maior eficiência e com custo atrativo”, finaliza Paula Casarini.

Vale lembrar que a Colliers International Brasil fez uma reclassificação do mercado no início do ano, com um novo mapeamento, visando mais qualidade em seu monitoramento.

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Jogar Pokémon Go em ambiente de trabalho – Pode causar demissão por justa causa?

Fonte: Revista Infra – Mundo Facility

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Um funcionário pode ser demitido caso a empresa o encontre jogando Pokémon Go? A empresa pode proibir a utilização do aparelho celular durante o expediente?

Aproveitando a febre do jogo Pokémon Go, o Jurídico Certo, site que oferece apoio jurídico em qualquer localidade do país, listou algumas informações contidas na CLT sobre o assunto que respondem as questões acima.

O que diz a CLT?

O empregado deve estar atento aos regulamentos da empresa, bem como ao determinado em acordos coletivos nos quais a empresa em trabalha faz parte.

No artigo 482 da CLT estão discriminados os motivos que podem culminar em demissão por justa causa. Entre os itens discriminados no artigo, a utilização do Pokémon Go em horário de expediente pode se enquadrar em desídia no desempenho das respectivas funções (baixa produção), violação de segredo da empresa e ato de indisciplina e insubordinação.

Assim, pode ocorrer a utilização normal do aparelho celular e, consequentemente, a busca por alguns monstros nos horários de intervalo. Porém, é essencial considerar a área de permissão para o fluxo de funcionários nos horários de intervalo, sem que possa ocorrer qualquer advertência. Já em horários de efetivo serviço, a insubordinação pode culminar em uma demissão por justa causa.

De outro lado, deve-se prestar muita atenção ao vazamento dos segredos profissionais, que podem ocorrer, por exemplo, de acordo com as informações repassadas através dos mapas do jogo. Assim, informações acerca da área interna da empresa e outras informações podem ser repassadas aos invasores, podendo caracterizar o vazamento de segredos da empresa.

O empregador também pode limitar a utilização do celular durante o trabalho e,  consequentemente, o jogo Pokémon Go. Entretanto, para ocorrer a indisciplina ou insubordinação é importante que a empresa deixe expressamente claro os seus regulamentos internos acerca da utilização ou não de aparelhos celulares durante o expediente para que possa configurar uma justa causa para demissão.

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O elevado custo dos projetos brasileiros de infraestrutura

Fonte: Revista Infra

Por: Cláudio Graeff

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O Brasil é um dos 10 países mais ricos do mundo e de acordo com Relatório de Competitividade Global 2015/2016 do Fórum Econômico Mundial, ocupa a 7º posição no ranking para o GDP (PIB em português), e o 6º lugar quando avaliado o tamanho do mercado doméstico. Por outro lado, apresenta índices extremamente ruins de infraestrutura (126º), tecnologia (95º), comportamento ético das empresas (133º), entre outros disponíveis para pesquisa e avaliação de qualquer cidadão.

Não é possível questionar esses índices, uma vez que temos demanda reprimida em tantos setores de infraestrutura como rodovias, saneamento básico, geração e transmissão de energia, hospitais, escolas, presídios e outros. Isso ficou mais claro com o advento da Copa do Mundo, que apresentou para a maioria dos brasileiros uma realidade muito conhecida para quem trabalha com projetos de infraestrutura gerenciados e contratados pelo governo. Muitos projetos prometidos acabaram ficando pelo caminho, inacabados por abandono do contrato por parte das contratadas ou embargadas pelos órgãos fiscalizadores. Os que seguiram acabaram atrasando e estourando seus orçamentos, resultado de um planejamento mal feito e estudos deficitários.

Mas não é de hoje que implantar projetos de infraestrutura no Brasil não é uma tarefa fácil, e não é raro os projetos terminarem com custo muito maior do que os valores originalmente aprovados.

Diante desse cenário pouco motivador e associado à atual crise econômica e escândalos envolvendo grandes empresas brasileiras, existe a necessidade de mudanças por parte do governo e das empresas para enfrentar esse cenário adverso e voltarmos ao ciclo de crescimento.

Retirando dessa análise as variáveis de conduta ética na gestão, se formos avaliar as causas dos elevados custos dos projetos brasileiros de infraestrutura, vamos constatar que na grande maioria dos casos, há aditivos contratuais de prazo e custo, resultado de um grande número de interrupções por problemas diversos, resultantes da falta de uma adequada metodologia de desenvolvimento de projetos que deveriam levar em conta todos os impactos, bem como, estratégias e planejamentos adequados.

A melhor forma de se prevenir e evitar problemas futuros em um projeto é a gestão de riscos, metodologia amplamente falada, mas pouco entendida e aplicada de forma incorreta na maioria dos casos. Importante chamar a atenção para os conceitos desse modelo, que é agir preventivamente, mitigando ou eliminando eventos que podem impactar em custo, prazo e qualidade do projeto.

Pode se dizer que um dos fatores pelo qual os projetos terminam mais caros é devido aos riscos envolvidos e que efetivamente acabam acontecendo e, infelizmente, o Brasil apresenta um histórico muito ruim para estes riscos, com alta probabilidade de acontecimentos. Podemos citar os licenciamentos ambientais, liberação de áreas de servidões, improdutividades com greves e paralizações de projetos dentre outros. É importante salientar que esses são riscos trazidos da fase de desenvolvimento dos projetos, que devido ao modelo atual, transfere a resolução ou tratativa desses riscos para a fase de construção, que impacta diretamente no custo final dos contratos.

Nessa ótica, precisamos que os órgãos governamentais responsáveis façam seu “dever de casa” e utilizem as melhores práticas de gestão para tratar projetos que tanto precisamos, assumindo sua responsabilidade para os riscos imputados e gerenciados por entidades governamentais, identificando, mitigando e/ou eliminando os riscos envolvidos, através de ações preventivas, levando em consideração as variáveis internas e externas e de um correto estudo de engenharia e planejamento das necessidades e prazos para cada fase do projeto.

Isso não é novidade para empresas especializadas em gestão, além disso, em março deste ano, o International Finance Corporation (IFC), uma entidade do Banco Mundial, publicou o estudo “Estruturação de Projetos de PPP e Concessão no Brasil, Diagnóstico do modelo brasileiro e propostas de aperfeiçoamento”, recomendando a adoção de modernas formas de gestão de projetos como caminho a ser seguido.

É entendido por todos que precisamos de investimentos e de investidores para atender a grande demanda de infraestrutura do País, e para isso precisamos agir rápido e abandonar antigos vícios e adotar metodologias eficientes de gestão pública, lançando projetos bem desenvolvidos, estudados e planejados, parando de transferir para o setor privado e para a população as responsabilidades e custos da ineficiência estatal. Podemos começar, por exemplo, com os futuros contratos de concessões, que deveriam ter cláusulas específicas e que acionassem gatilhos para determinados eventos que impactam diretamente o resultado das concessões.

Importante salientar que as constantes mudanças das regras dificultam muito as tomadas de decisões de um potencial investidor. Esse risco se elimina por meio de instituições fortes e tomadas de decisões técnicas, não ideológicas; pois confiança é algo que se conquista com o tempo e não se define em decretos.

*Claudio Graeff é diretor executivo da FTI Consulting

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Flotovoltaica: Energia solar flutuante para o Brasil

Fonte: Engenharia Compartilhada – Site Inovaçãoo Tecnológica

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Energia flotovoltaica

Pesquisadores da Unicamp fizeram uma avaliação promissora para a adoção no Brasil de grandes fazendas de energia solar sem precisar entrar em conflito com outros usos do solo.

A ideia é usar a energia solar flotovoltaica, um termo oriundo de “sistemas fotovoltaicos flutuantes”, que envolvem a instalação de painéis solares sobre as águas de represas, lagos ou do mar.

Enquanto outros países estão explorando principalmente a superfície de lagos, lagoas e estações de tratamento de águas residuais, a situação brasileira é particularmente favorável à adoção da tecnologia devido às grandes áreas das represas das usinas hidroelétricas.

Além de adicionar outra fonte de energia limpa e renovável, a cobertura das represas pelos painéis solares contribui para a diminuição da taxa de evaporação dos reservatórios e para a redução da proliferação de algas, em decorrência do sombreamento.

E, do ponto de vista técnico e econômico, a grande vantagem é a possibilidade de utilização das linhas de transmissão já disponíveis para as usinas. Hoje, várias fazendas eólicas já totalmente operacionais continuam sem gerar energia no Brasil por falta de linhas de transmissão para levar a eletricidade até os consumidores – e a construção dessas linhas esbarra na dificuldade em conseguir os terrenos necessários às suas instalações e em autorizações ambientais para uso desses terrenos.

Energia limpa

O objetivo de Karina Strangueto e Ennio Peres era estimar o potencial de produção de energia elétrica através da instalação dos sistemas flotovoltaicos nos reservatórios das hidroelétricas brasileiras.

A pesquisa foi exaustiva, cobrindo 165 das principais usinas, o que envolveu verificar áreas, latitudes, longitudes, altitudes, temperaturas e climas de cada reservatório, para verificar o potencial de geração de energia solar. Usando dois cenários – um com utilização de 8% da área do reservatório, e outro com utilização de 80% – Karina calculou então o número de painéis solares, a inclinação adequada para evitar sombreamentos excessivos e a instalação de passarelas para limpeza e manutenção.

Os resultados foram surpreendentes: com apenas 8% de utilização das áreas totais dos reservatórios poderiam ser produzidos anualmente 444.333 GWh, o que corresponde a cerca de 70% de toda a energia elétrica consumida no mesmo período no país em 2014, que foi de 624.254 GWh. Com a utilização de 80% das mesmas áreas, estima-se a produção de 4.443.326 GWh, que corresponderia a sete vezes o consumo de eletricidade nacional em 2014.

“Imagine quantas hidroelétricas seriam necessárias para chegar a esse mesmo resultado? Claro que devem ser superados ainda os problemas dos altos custos e estudados eventuais impactos ambientais, mas o estudo deixa clara a importância de investir em tecnologias alternativas. Os dados mostram que o potencial desse sistema no Brasil é extremamente alto. O respeito à ecologia não justificaria o emprego desse sistema, embora mais caro?” disse Karina.

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Retrofit se especializa para atender Norma de Desempenho

Fonte: Engenharia Compartilhada – Informativo Massa Cinzenta / Cimento Itambé

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Apesar de a ABNT NBR 15575 exigir eficiência termoacústica apenas de edificações novas, construções antigas se beneficiam de suas referências

A Norma de Desempenho acrescentou um novo segmento ao mercado da construção civil: a de produtos voltados para atender a ABNT NBR 15575, quando o assunto é retrofit. Eles procuram se adequar a três dos principais pontos da norma, que são desempenho térmico, desempenho acústico e luminosidade. Vão de esquadrias para janelas, passando por portas, argamassas, tintas, mantas, pisos, luminárias e até papéis de parede.

Recentemente, o Labaut (Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo) realizou estudo sobre a qualidade destes produtos. A conclusão foi que alguns não cumprem significativamente o que prometem. A recomendação ao consumidor é que, ao adquirir materiais pararetrofit, se observe os selos de qualidade e as certificações do produto.

Sobre este quesito, o engenheiro civil Carlos Borges, vice-presidente de tecnologia e qualidade do Secovi-SP, e que esteve à frente da coordenação da Norma de Desempenho em sua primeira fase, lembra ainda que, a partir da ABNT NBR 15575, os materiais e produtos passaram a ser obrigados a trazer informações sobre desempenho, a fim de que todos os profissionais vinculados à obra (projetistas, engenheiros e arquitetos) tenham como especificá-los, seja para uma construção nova ou para uma reforma. 

Vantagens e riscos

No entanto, vale lembrar que a Norma de Desempenho não exige que edificações construídas antes de 19 de julho de 2013 – data em que entrou em vigor – atendam seus requisitos. Portanto, a decisão por reformas que busquem eficiência termoacústica ou ganhos de consumo de energia e de água deve ser, exclusivamente, dos usuários e dos arquitetos que irão viabilizar o retrofit. “O que pesa, neste caso, é o grau de exigência de quem habita a edificação e o desejo de requalificar o edifício dentro de conceitos de conforto e sustentabilidade”, diz o arquiteto Nelson Solano Vianna, especialista em retrofit predial e coordenador de um curso específico sobre o tema.

Por outro lado, reforça Carlos Borges, é salutar pensar em reformas dentro dos padrões exigidos pelaNorma de Desempenho. “Edificações são organismos vivos que precisam de manutenção, e eventualmente reformas. Penso que adequar retrofit à norma é positivo, pois temos um acervo de um milhão e meio de edifícios no Brasil que já completou ou está completando cinquenta anos. Já imaginou ter de derrubá-los para construir novos prédios? Então, é de interesse da sociedade que as construções durem bastante e sejam readequadas aos padrões atuais de desempenho”, afirmou.

Estima-se que produtos com especificações para atender a Norma de Desempenho tenham custo entre 20% e 40% a mais do que os convencionais. Isto ocorre por que eles precisam passar por ensaios, que ainda custam caro no Brasil. Por outro lado, corre-se o risco de que fabricantes declarem que seus produtos cumprem a ABNT NBR 15575, mesmo que não tenham sido submetidos a ensaios. “Isso faz com que a prática de autodeclaração de desempenho ganhe espaço, o que é uma questão que considero extremamente perigosa”, alerta Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia.

Portas estão entre os produtos que evoluíram significativamente após a publicação da norma

Entrevistados

– Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo

– Engenheiro civil Carlos Borges, presidente-executivo da construtora Tarjab e vice-presidente de tecnologia e qualidade do Secovi-SP

– Arquiteto Nelson Solano Vianna, diretor Geros Arquitetura e consultor em retrofit predial

– Engenheiro civil Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia

 

Contatos

labaut@usp.br

secovi@secovi.com.br

geros@geros.com.br

http://www.inovatechengenharia.com.br

Crédito Fotos: Divulgação

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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O setor elétrico brasileiro caiu no colo dos chineses

Fonte: EXAME.com

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Fica difícil entender a diferença entre megalomania e realismo quando se trata das ambições globais da China. Quem não duvidava, há cerca de duas décadas, do potencial econômico do país? Hoje, como se sabe, a China é a segunda maior economia do mundo, exporta mais do que qualquer um e empurra, praticamente sozinha, o PIB global.

Mas, mesmo para os padrões chineses, chamou a atenção o plano da estatal de energia State Grid para a construção de uma rede elétrica global, divulgado em março. A empresa anunciou o objetivo de investir, até 2050, 50 trilhões de dólares (isso mesmo, trilhões) para interligar o parque energético mundial, em parceria com outros sócios.

É bem verdade que, se há uma empresa com musculatura para ter essa ambição toda, essa empresa é a State Grid. Trata-se da maior companhia de energia do mundo, e disparado — com 1,5 milhão de funcionários, fatura 340 bilhões de dólares por ano. E, a julgar pelos movimentos recentes, o colosso energético chinês quer começar seu plano de conquista do mundo pelo Brasil.

A State Grid desembarcou no país há seis anos e, para usar o léxico popular, “chegou chegando”. Após uma série de aquisições, tem hoje 7000 quilômetros de linhas de transmissão em funcionamento e outros 6600 em construção. Em junho, a empresa anunciou a compra da participação do grupo Camargo Corrêa na CPFL, distribuidora paulista de energia e uma espécie de joia da coroa do setor.

É quase certo que comprará também a participação dos demais controladores e assumirá 100% da companhia, a um custo estimado em 25 bilhões de reais. Quando concluida, a aquisição será a maior da história do setor elétrico brasileiro.

Mas o que chama mais a atenção de quem observa o setor elétrico brasileiro é o fato de o apetite da State Grid ser apenas a demonstração de um fenômeno que parece estar em estágio inicial — a dominação do mercado por empresas chinesas. Pelo tamanho que a State Grid tem, é natural que esteja à frente desse processo. Mas ela não é a única.

Nos últimos cinco anos, os chineses investiram cerca de 40 bilhões de dólares no setor elétrico brasileiro. A China Three Gorges (CTG), que opera a hidrelétrica de Três Gargantas (a maior do mundo), entrou no Brasil em 2013 com a aquisição de ativos da portuguesa EDP — 17 bilhões de reais e três aquisições depois, a CTG é hoje a segunda maior geradora do país fora do sistema estatal.

Até mesmo grupos totalmente desconhecidos, como Huadian, SPIC e CGN, estão avaliando a aquisição de ativos de energia no Brasil. Fôlego não faltará: em suas operações chinesas, a Huadian gera o equivalente a toda energia elétrica produzida no Brasil. Hoje, essas empresas são favoritas à compra de uma série de operações à venda no país.

“Eles vão comprar tudo”, diz um banqueiro de investimento que participa das negociações. A visão um tanto fatalista do banqueiro reflete uma realidade — quando os chineses querem comprar alguma coisa, não há concorrentes para eles. “A conta fecha porque seus planos de negócios são de 30 anos”, diz Guilherme Malouf, especialista em mercado de capitais do Machado Meyer Advogados.

Como são estatais, as companhias acessam o crédito de baixo custo dos bancos chineses. A State Grid chegou ao cúmulo de quitar antecipadamente um empréstimo de 1,5 bilhão de reais com o BNDES (com juros de pai para filho) porque preferia captar o dinheiro em casa.

Para vencer o leilão do linhão que transmite energia da usina de Belo Monte para a Região Sudeste, em 2014, a State Grid ofereceu um inacreditável deságio de 38% — a segunda colocada ofereceu 12%. “Essa operação era estratégica para os chineses, e eles não queriam correr o risco de perder”, afirma um assessor que participou da operação.

Na negociação pelas hidrelétricas de Jupiá e Ilha das Flores, em novembro, a CTG pagou 14 bilhões de reais — não houve competição, já que era a única empresa capaz de levantar aquela dinheirama em tão pouco tempo. Pe­lo contrato de concessão, a compradora teria de pagar 10 bilhões de reais já em dezembro e o restante até junho deste ano.

Em maio, a companhia emitiu um bônus de dez anos para pagar a última parcela, com juros de 2,8% ao ano. Para uma empresa brasileira de alta qualidade de crédito, uma emissão teria taxa mínima de 5% em dólar. No mercado bancário, a diferença também é grande. Em operações de infraestrutura do Brasil, o banco de fomento chinês CDB concedeu financiamento a taxas anuais de 6%.

No BNDES, a taxa média é de 11%. “Não nos consideramos mais agressivos em preços. Fazemos uma avaliação racional de valores”, diz Li Yinsheng, presidente da CTG no Brasil. Em cada transação relevante em curso no setor hoje no Brasil há um chinês em discussões avançadas.

A Huadian negocia a compra da Santo Antônio Energia, que tem entre os acionistas Odebrecht e Cemig, que tentam reduzir o endividamento — a Cemig também quer vender o controle da Light, a distribuidora de energia do Rio de Janeiro. A CTG e a State Grid estão discutindo a compra de parques eólicos do grupo Queiroz Galvão.

A State Grid já está de olho na Eletropaulo — a americana AES decidiu vender a empresa. A Eletrobras também busca sócios e estuda a venda parcial ou total de suas distribuidoras. A chinesa Shangai Electric tem interesse em ser sócia da Eletrosul, mas impõe a condição de ser majoritária.

A SPIC, que entrou no Brasil com a compra de operações da australiana Pacific Hydro, e a Gezhouba, que já tem operações em vizinhos da América Latina, também buscam aquisições no país. Os chineses estão ainda investindo diretamente em projetos — a Astroenergy está investindo 1 bilhão de reais em dois parques de geração solar no Ceará.

O estilo de negócios das companhias chinesas vem mudando ao longo dos anos para padrões cada vez mais internacionais. O receio inicial de um navio ancorado no porto de Santos e centenas de trabalhadores dormindo em contêi­neres — como aconteceu na costa africana — aparentemente ficou para trás. A CTG é considerada a mais “ocidentalizada” das companhias em operação no Brasil.

Seu presidente fala inglês nas reuniões com bancos e tem diretores brasileiros sob seu comando. Na State Grid, para cada brasileiro, há um “equivalente” chinês.

Nas negociações, os escritórios de advocacia se apressaram porque precisaram traduzir todos os documentos e contratos para mandarim — a demanda aumentou tanto que, numa transação recente, os tradutores no Brasil estavam saturados de serviço, e os assessores jurídicos tiveram de contratar tradução na China mesmo.

Tudo, aliás, tem de ser feito com antecipação para dar tempo de ir e voltar da China com as definições: as empresas têm hierarquia rígida. Quanto menos internacionalizada for a companhia, mais longas são as reuniões — chegam a durar 14 horas quando os compradores preferem que sejam feitas em português e mandarim.

Estratégia global

A empreitada chinesa no Brasil faz parte de uma lógica maior de investimentos mundo afora. Em 2014, os chineses atingiram, pela primeira vez, a marca dos 100 bilhões de dólares de investimento anual no exterior. Somente no primeiro semestre deste ano, foram mais 87 bilhões de dólares. O investimento internacional é uma orientação do governo.

Em maio do ano passado, o primeiro-ministro Li Keqiang esteve no Brasil para firmar acordos de 53 bilhões de dólares — e para dar uma sinalização explícita às empresas chinesas de que o país deveria ser destino de investimentos.

“Com a desaceleração da economia chinesa e mais de 3 trilhões de dólares em reservas, os chineses precisam achar formas de gastar esse dinheiro fora“, diz Luiz Augusto Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China. O avanço em solo brasileiro também se deve a uma mudança radical no comportamento do governo federal.

Há pouco mais de cinco anos o governo fa­zia os esforços possíveis para mostrar aos chineses que não eram bem-vindos aqui. Quando a State Grid tentou comprar a fatia da espanhola Iberdrola na ­Neoenergia em 2010, os espanhóis foram co­mu­nicados que a transação “não agradava” — ou seja, o governo vetaria se fosse preciso.

Em 2013, quando a mesma empresa tentou adquirir a fatia da Camargo Corrêa na CPFL (a mesma que acabou de comprar), o governo chamou os fundos de pensão que são sócios da empresa para exercerem o direito de preferência de compra e, com isso, fechar o caminho para os chineses. A operação acabou não ocorrendo.

Mas a realidade do setor se impôs e o governo teve de mudar de postura. O apetite chinês encontrou um Brasil em que nunca houve tanta oferta de ativos e participações em empresas de energia. Segundo banqueiros e advogados ouvidos por EXAME, pelo menos 60 bi­lhões de reais em ativos estão em busca de um comprador.

Parte desse feirão se deve à presidente afastada Dilma Rousseff e à famigerada Medida Provisória no 579. A medida obrigou as companhias de energia a renovar antecipadamente suas concessões por taxas 20% mais baixas — quem não aceitasse a im­posição não poderia renovar. Para quem aceitou e para quem recusou, a medida mudou a lógica do negócio, já que afetou o fluxo de receitas e de caixa progra­mado.

Nas contas da consultoria Thymos, o efeito foi um rombo de 67 bilhões de reais para geradoras, transmissoras e distribuidoras. Em seguida ao ajuste, grandes investidores do setor, como Petrobras, Eletrobras, Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, foram surpreendidos pela Operação Lava-Jato.

Com necessidade de capital para reduzir dívidas, bancar investimento nos projetos e pagar multas e indenizações em negociações de leniên­cia com o governo, essas empresas colocaram seus ativos à venda. Para investidores brasileiros interessados, pesa o alto custo de financiamento.

Para estrangeiras, como a franco-belga Engie e a alemã E.ON, atrapalham a desaceleração da economia europeia e os ajustes de resultados das operações na América Latina.

“Os chineses são praticamente os únicos com disponibilidade financeira hoje para viabilizar os grandes leilões do governo brasileiro”, diz Fernando Camargo, diretor da LCA Consultoria. Eis a ironia maior: as trapalhadas nacionalistas de Dilma Rousseff vão fazer o setor elétrico nacional cair no colo dos chineses.

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