No futebol e nas organizações, é preciso unir experiências

Fonte: INFRA

Por: Maurício Sampaio

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Uma reflexão de Maurício Sampaio sobre a escalação da Copa para o jogo entre Brasil e Alemanha

Antes mesmo do término da trágica derrota de 7 a 1 para a Alemanha, as pessoas já começavam a achar justificativas para o que tinha acontecido. Tal comportamento é normal, pois diante da indignação procuramos nos confortar em discursos e suposições. A maioria apontava erros como time muito aberto, falta de meio de campo, sistema defensivo batendo cabeça…

Entretanto, muitos se esqueceram de um detalhe em especial que vai além do sistema tático: a maturidade. Dos 23 convocados, 17 disputavam pela primeira vez o torneio. E logo em casa, com uma pressão absurda vinda de todos os lados, com a “obrigação” do título.

Outro ponto a destacar é que o importante setor de criação da equipe estava sob a responsabilidade de Neymar e Oscar, ambos com apenas 22 anos. Bernard, o escolhido pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a difícil missão de substituir o craque do time contra os alemães, era o caçula do elenco, com 21 anos.

Alguns até podem alegar que a maioria dos atletas joga em grandes times no exterior, começou a carreira cedo, etc., mas não se pode confundir experiência com maturidade profissional. E esta não é negociável, não está à disposição nos melhores MBAs nem mesmo em grandes clubes europeus. Maturidade só o tempo concede.

No dia da convocação, Scolari foi questionado sobre a inexperiência do grupo e não se mostrava preocupado. “Esses jogadores não vão sentir tanto a diferença de jogar uma liga europeia, ou um campeonato forte, de jogar uma Copa do Mundo. Eu não acho que vai fazer tanta diferença assim”, disse, na época. Mas não foi o que aconteceu, Felipão.

Diante da Alemanha, a falta de maturidade ficou evidente. Especialmente para lidar com as adversidades e a frustração momentânea, e até para evitar um “apagão” como o que aconteceu e para lidar com uma catástrofe.

Nada contra a Geração Y, muito pelo contrário. Sou totalmente a favor dessa juventude que tem o poder de transgredir, mudar, criar, inovar, mas desde que aliada à experiência e maturidade de grandes líderes. Assim, aumentam as chances de os resultados serem esplendorosos.

Não quero que esse texto seja mais uma das tentativas de justificar a humilhante goleada, mas sim uma reflexão para jovens e adultos.

É uma oportunidade para que os líderes, tanto os de equipes esportivas quanto os do mundo corporativo, aproveitem para refletir. Que sirva de exemplo para que eles, ao formar suas equipes, possam compor juventude e maturidade, entender que a inovação anda de mãos dadas com o tempo e o aprendizado dos mais experientes.

Maurício Sampaio é educador, especialista em orientação profissional, palestrante, escritor, coach e fundador do InstitutoMS. http://www.mauriciosampaio.com.br

 

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Prédios projetados em meados do século XX garantiam economia de energia

Fonte: AEC Web

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Brasil – No ranking mundial do Green Building Council (GBC), entidade que concede a certificação LEED, o mais conhecido selo de sustentabilidade, o Brasil está em terceiro lugar com 855 prédios registrados e outros 165 já certificados. O franco-brasileiro Aqua-HQE já certificou outras 297 construções. Mas, há ainda mais sustentabilidade nos prédios brasileiros. E não somente nos construídos agora.

Num dos períodos mais marcantes da nossa arquitetura – o modernismo – elementos como cobogós e brises-soleils, novamente em voga na arquitetura nacional, já eram adotados em nome da sustentabilidade. Ainda que, na época, esse conceito não fosse sequer conhecido. Para melhorar a ventilação do edifício e permitir um maior controle da entrada de luz e calor, esses elementos eram usados com o objetivo de economizar, justamente um dos pilares da sustentabilidade. Mas tratava-se de economia financeira. Não energética.

– Nas décadas de 1920 e 1930, EUA e Europa estavam com suas economias combalidas, e o custo da energia já era uma grande preocupação. Então, arquitetos como Alvar Aalto e Le Corbusier já tinham a preocupação de fazer uma arquitetura que levasse à economia – lembra o arquiteto Ruy Rezende, um especialista em obras sustentáveis.

A escola corbusiana de modernismo, aliás, é justamente a que mais aparece nas obras do estilo no Brasil, com seus pilotis e terraços-jardim que, além de ajudarem a diminuir a temperatura do prédio, servem, de certa forma, para arejar a cidade. Isso porque criam grandes áreas de circulação e permitem certa interação com a natureza. Além disso, o uso dos pilotis diminui a área de terreno impermeabilizada, aumentando o escoamento da água e reduzindo até o risco das enchentes, tão comuns no Rio.

– Havia também uma vertente social, uma preocupação com o bem-estar humano – lembra Rezende.

Um dos exemplos residenciais mais expressivos é o Parque Guinle, em Laranjeiras, com os prédios projetados por Lúcio Costa. Ali, os cobogós da fachada criam uma moldura para a janela, servindo ainda como um elemento estético. Seus panos de vidro, outra característica marcante do modernismo, entretanto, não podem ser inseridos no rol de elementos sustentáveis para a época: é que naquele meados do século XX ainda não havia a tecnologia que hoje permite que o material filtre o calor, deixando passar apenas a luz.

Mas, enfatiza o arquiteto e doutor em urbanismo Carlos Fernando Andrade, os vidros nos prédios Guinle estão a favor da economia já que permitem a entrada de iluminação natural numa área de circulação, as escadas.

– Se os vidros fossem usados num espaço de permanência, o interior viraria uma estufa – diz Andrade, apontando uma das características do modernismo que vai contra a sustentabilidade.

Mas, se isoladamente os edifícios modernistas já tinham um quê de sustentáveis, as cidades pensadas pelo movimento iam no sentido oposto. Brasília, projetada no momento de maior celebração do automóvel, é um exemplo claro do urbanismo feito para espraiar a cidade, o oposto dos centros urbanos adensados desejáveis em tempos de sustentabilidade.

– O carro promove a dispersão. E havia um rodoviarismo que impediu o investimento no transporte coletivo – lembra Pedro da Luz, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, do Rio. – A questão mais importante está centrada na cidade e não no edifício. A gente devia celebrar a densidade de Copacabana, em vez de continuar investindo em áreas sem infraestrutura.

Para Pedro da Luz, embora a sustentabilidade seja um caminho sem volta, falta um posicionamento dos órgãos governamentais em relação ao crescimento das cidades:

– Áreas centrais que muitas vezes guardam pedaços importantes de nossa história, como os centros do Rio e de São Luiz, no Maranhão, passaram por um processo de abandono que afastou a população desses locais. A melhor cidade é a que tem misto de usos em todos os bairros.

Varandas no modernismo à brasileira

O arquiteto Carlos Fernando Andrade lembra que o urbanismo modernista, de certa forma, previa esse mix ao introduzir elementos como as unidades de vizinhança, áreas que cresceriam a partir de um ponto central, com escola e serviços e seriam ligadas por estradas, substituindo a rua-corredor, ladeada por edifícios:

– Um modelo americano, que permitiria localizar os prédios nos locais mais adequados do terreno, levando em consideração a incidência solar, os ventos. O problema é que aqui esse urbanismo não foi bem reproduzido. Na Barra, por exemplo, essas unidades viraram condomínios privados deixando de lado a densidade pensada para a região.

Já a preocupação com implantação dos prédios nos terrenos, respeitando a incidência do Sol, ventos e iluminação é outra característica marcante do modernismo que hoje é tida como essencial para se considerar qualquer empreendimento sustentável. Esse estudo deve ser o primeiro a ser feito para que o prédio possa tirar o melhor proveito de todas as tecnologias utilizadas hoje para economizar energia e água. E essas, sim, foram bem aproveitadas no Brasil naquele momento.

– São tendências que tornam eficiente o uso da energia e que aqui foram bem aproveitadas, sem deixar, contudo, de incorporar nossos padrões. As varandas, previstas na arquitetura colonial para evitar o aquecimento das paredes, por exemplo, foram bem incorporados. O Niemeyer fez um ótimo uso delas nos palácios da Alvorada e do Planalto, em Brasília – avalia Eduardo Nardelli, presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBea).

O arquiteto, um dos ícones maiores do modernismo brasileiro, e carioca, é muitas vezes criticado por privilegiar a beleza em detrimento da função e pelo uso excessivo do concreto. Mas, para Nardelli, quando a cidade é bem pensada, o material escolhido faz pouca diferença.

– O concreto não é um problema maior que a estrutura metálica. Quando a cidade é construída sem cuidados, se torna insuportável. 

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Economize Energia durante as suas viagem

Fonte: O Diário

Divulgação: Procel Info

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Brasil – Os períodos em que se passa fora de casa viajando também podem contribuir com o consumo de energia, e eles também merecem atenção.

Grande parte dos eletrodomésticos possui o modo stand-by (aquela luzinha que fica acesa mesmo quando você não está usando o aparelho). O modo stand-by ajuda a manter os eletros parcialmente ligados, prontos para o funcionamento. Para evitar o desperdício, o consumidor tem duas opções: desligar o interruptor que existe na parte posterior de alguns modelos ou desligar o aparelho da tomada. Com relação ao aparelho de TV, o melhor é desligar no botão liga/desliga (on/off) ou mesmo tirar da tomada para não correr o risco de continuar gastando energia desnecessariamente.

No entanto, ligar e desligar os aparelhos com frequência pode diminuir sua vida útil. Por isso, o mais aconselhável é deixar os eletrônicos fora da tomada apenas quando não forem ser utilizados por um período de tempo mais longo, como durante uma viagem – mesmo que seja apenas um final de semana.

Outros aparelhos que consomem energia constantemente são aqueles que possuem relógios externos ou internos: forno de micro-ondas, computadores, aparelhos de DVD e receptores de TV a cabo e satélite. Uma boa opção que auxilia na economia de energia na função stand-by é ligar alguns deles em um filtro de linha que tenha um botão liga-desliga. Eles são baratos e disponíveis em supermercados ou lojas de materiais para construção. Assim, todos os aparelhos conectados podem ser desligados ao mesmo tempo, facilitando o controle da energia consumida.

Se a viagem for durar mais de uma semana, esteja atento ao prazo de validade dos alimentos: guarde-os somente se tiverem um prazo razoável, caso contrário, procure consumir antes da viagem – ou então doe-os. Já caso de viagens longas, é válido desligar a chave geral do imóvel e esvaziar a geladeira.

Na área externa da casa, ao invés de deixar a luz acesa como indicativo de presença, o consumidor pode instalar sensores de presença automatizados – o que também auxilia no consumo de energia. 

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Lançada uma nova pesquisa sobre serviços em Facilities

Lançada ontem pelo colega Paulo Walter da Manutencao.net uma pesquisa sobre a satisfação a respeito de serviços em facilities; vejam abaixo a chamada e os links:

Convido você a participar da pesquisa nacional sobre a satisfação das empresas contratantes com o serviços que lhes são prestados em Gestão de Facilities.
O link é https://satisfacaofacilities.questionpro.com
Depois de responder ao questionário é possível ver o comparativo com as avaliações do mercado.
Um relatório completo é fornecido, gratuitamente, a todos os participantes, após o encerramento da pesquisa.
Abraços
Paulo Walter
paulo.walter@manutencao.net

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BS 11200 – Orientação e boas práticas na gestão de crises

Fonte: Equipe Target

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A gestão de crises nas empresas

A BS 11200:2014 – Crisis management. Guidance and good practice oferece orientação para ajudar em um plano de manejo, criação, operação, manutenção e melhoramento da capacidade das empresas em realizar a gestão de crises organizacionais. A orientação é aplicável a qualquer organização, independentemente da localização, tamanho, tipo, a indústria ou setor.

A capacidade de gerenciar crises é um aspecto de uma organização mais flexível. Resiliência requer gestão de crises eficaz, o que precisa ser entendido, desenvolvido, aplicado e validado no contexto de uma série de disciplinas relacionadas com o risco.

Isso inclui o risco, a continuidade dos negócios e o gerenciamento de segurança. A gestão de crises não pode simplesmente ser adiada até que uma organização seja atingida por uma crise, na esperança de que isso nunca vai acontecer.

Ela exige uma visão voltada para o futuro, a abordagem sistemática que cria estruturas, treina pessoas para trabalhar dentro delas, sendo feita uma avaliação e desenvolvida, de forma contínua, intencional e rigorosa. O desenvolvimento de uma capacidade de gestão de crises tem de ser uma atividade regular que deve ser proporcional ao tamanho e a capacidade de uma organização.

Assim, quando uma empresa enfrenta uma crise, a sua reputação está em risco. Mais do que isso, os seus resultados financeiros podem ser afetados, pois pode haver a redução das vendas, perda do valor de mercado, investimentos jogados fora, altas indenizações, multas, etc. São algumas das consequências financeiras para uma empresa que passa por um processo de crise.

Nesse momento, um processo de gerenciamento dessa crise é uma das ferramentas mais importantes para proteger os interesses das empresas e conduzi-las de volta à normalidade. Enfim, na situação crítica de determinado fato e/ou boato se converter ou indicar crise iminente (como, por exemplo, eventual recall, greve, acidente, problema ambiental, etc.), é indispensável contar com uma política de transparência e com um trabalho previamente estruturado (como, por exemplo, um plano de gestão e comunicação em situações de crise), para contornar esses momentos e minimizar a perda de valor para a empresa, além de modo objetivo esclarecer a questão ao mercado.

Conteúdo da norma

1 – Introdução

2 – Escopo

3 – Termos e definições

4 – Gestão de crises: conceitos fundamentais, princípios e desenvolver uma capacidade

5 – A construção de uma capacidade de gestão de crises

6 – Crise de liderança

7 – Tomada de decisão estratégica em uma crise

8 – Comunicação de crise

9 – Formação, exercitar e aprender com crises

10 – Bibliografia

11 – Lista de figuras

12 – Lista de tabelas

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O gerenciamento de projetos nas pequenas e médias empresas

Fonte: Equipe Target

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A liderança de projetos e equipes

O e-book Simplified Project Management for the Quality Professional – Managing Small & Medium-Size Projects, de autoria de Russell T. Westcott, explica que o gerenciamento de projetos é uma parte essencial das organizações de sucesso e uma habilidade que a maioria dos profissionais terá que obter em algum momento de sua carreira. Gerenciar com sucesso um projeto pode ser uma marca ou ponto de ruptura em uma carreira e muitas vezes é o impulso para futuras promoções de emprego.

Esse livro foi escrito para ajudar a orientar os novos gerentes de projetos em seus esforços. Centra-se em explicar as habilidades e as ferramentas necessárias para aqueles que estão começando a liderar projetos e equipes. Começando pelo desenvolvimento de diretrizes básicas para cada projeto, o livro, em seguida, leva-o através dos princípios de planejamento, implementação, gerenciamento e fechamento de um projeto.

Discute, ainda, como prever o resultado do projeto e o aspecto importante de obtenção de gerenciamento superior de retorno financeiro e, em seguida, fornece orientações sobre a implementação do projeto e o acompanhamento e medição do progresso. Finalmente, o livro fornece diretrizes para avaliar, documentar e encerrar o projeto.

Hoje, as organizações buscam melhorar seus planos estratégicos como recurso na obtenção de melhores resultados e maiores lucros. Com isso, estão percebendo a importância do gerenciamento de projetos como solução em suas aplicações devido a sua relevância na vantagem competitiva.

Adotar e praticar o gerenciamento de projetos não é uma tarefa fácil, principalmente em pequenas e médias empresas, que normalmente tem cultura familiar e rotinas enraizadas. Assim, o planejamento é a ferramenta fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento.

Planejar não é uma atividade fácil de ser realizada, sendo muitas vezes deixada de lado por falta de conhecimento em como fazê-lo. Quando bem desenvolvido, pode guiar as organizações e os gestores de projetos na operação dos negócios, direcionar e motivar os funcionários, proporcionar um ambiente atrativo para clientes, futuros empregados e até mesmo para possíveis investidores.

Uma das ferramentas para isso seria a montagem do histograma, sendo de suma importância para o cumprimento dos prazos. Para isso as tarefas precisam estar bem descritas e os recursos bem alocados, sendo necessário muitas vezes fazer o nivelamento dos recursos e redistribuição das tarefas. Se mesmo assim os recursos não atenderem às necessidades do projeto, o gesto precisa ter autonomia para recrutar para o projeto os recursos que precisar, o que, às vezes, é muito difícil nas pequenas e médias empresas, onde a diretoria espera muito resultado com baixo custo.

Outra excelente ferramenta que pode melhorar o desempenho da equipe do projeto é o treinamento. Investir em treinamento eficaz ajuda a desenvolver a equipe do projeto, fazendo com que ela esteja apta para executar o projeto da melhor forma.

O treinamento é a ferramenta que inclui todas as atividades projetadas para aumentar as competências da equipe do projeto. Se faltam aos membros da equipe do projeto conhecimento teórico e/ou habilidades técnicas, tais habilidades e conhecimento devem ser desenvolvidos por meio do treinamento.

Gerenciar projetos não é uma tarefa fácil. Implantar um novo conceito, incluindo o gerenciamento de projetos como nova metodologia é um desafio maior ainda. E a simples mudança na maneira de se trabalhar não é suficiente para se obter um bom resultado.

A nova metodologia deve ser implantada de forma consistente e ser amplamente divulgada e conhecida em toda organização. Só assim os novos projetos apresentarão resultados satisfatórios, que justifiquem todo esforço, envolvimento e investimento.

E o que é um projeto? É um conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a produzir um produto, serviço ou resultado único. Um projeto é temporário no sentido de que tem um início e fim definidos no tempo, e, por isso, um escopo e recursos definidos.

E um projeto é único no sentido de que não se trata de uma operação de rotina, mas um conjunto específico de operações destinadas a atingir um objetivo em particular. Assim, uma equipe de projeto inclui pessoas que geralmente não trabalham juntas – algumas vezes vindas de diferentes organizações e de múltiplas geografias.

O desenvolvimento de um software para um processo empresarial aperfeiçoado, a construção de um prédio ou de uma ponte, o esforço de socorro depois de um desastre natural, a expansão das vendas em um novo mercado geográfico – todos são projetos. E todos devem ser gerenciados de forma especializada para apresentarem os resultados, aprendizado e integração necessários para as organizações dentro do prazo e do orçamento previstos.

Um projeto é um empreendimento temporário, com data de início e fim, cujo objetivo é criar ou aperfeiçoar um produto ou serviço. Gerenciar um projeto é atuar de forma a atingir os objetivos propostos dentro de parâmetros de qualidade determinados, obedecendo a um planejamento prévio de prazos (cronograma) e custos (orçamento). Ou seja, dadas as metas e as restrições de recursos e tempo, cabe ao gestor de projetos garantir que ele atinja os objetivos propostos.

Muitas empresas estão adotando a estrutura de projetos no seu dia a dia. Desde a concepção de um novo software até a implantação dos procedimentos de atendimento a clientes, desde a construção de uma ponte até a revisão dos processos de venda com vistas a aumentar a taxa de fechamento de negócios, muitos empreendimentos no seio das organizações se enquadram na classe de projetos. Nos mais diversos setores, a abordagem de gerenciamento de projetos está ganhando terreno por permitir um melhor uso dos recursos para se atingir objetivos bem definidos pela organização.

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Eficiência Luminosa e Energética

Fonte: Administradores

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Brasil – Eficiência (ou rendimento) luminosa é um parâmetro que indica quão eficientemente uma fonte luminosa converte a energia que recebe (por exemplo, energia elétrica) em luz. Ela relaciona o fluxo luminoso (em lúmens) emitido pela fonte em relação à potência despendida para alimentá-la (normalmente medida em watts).

Fatores

Alguns dos fatores que determinarão o quanto determinado ponto será iluminado são: o formato da lâmpada (por exemplo, lâmpadas compactas espirais têm aproveitamento mais eficiente da luz que as compactas tradicionais, por terem maior superfície e maior volume de gás) e o tipo de luminária (por exemplo, a utilização de folhas de alumínio como refletores na parte interna da luminária melhora o aproveitamento da luz emitida).

Mas o fator preponderante na escolha da lâmpada passou a ser a tecnologia utilizada na confecção das lâmpadas. Para iluminação doméstica e corporativa há essencialmente três tipos delas: a tradicional incandescente (com filamento de tungstênio em um bulbo de vidro com vácuo e cuja produção vai sendo gradativamente proibida mundo afora), as fluorescentes de geração mais moderna (compactas e as tubulares T5) e as lâmpadas a LED.

Quanto às lâmpadas compactas, as de uso residencial têm reator integrado e as de uso comercial, reator não integrado ao corpo da lâmpada. A lâmpada com reator integrado facilita a substituição do conjunto e tem a mesma eficiência luminosa, porém pode significar um desperdício, considerando que a vida útil da lâmpada é menor que a do reator. Numa instalação comercial, onde há mais mão-de-obra disponível, é mais conveniente o uso da lâmpada compacta com reator não integrado.

Consumo, vida útil e custo-benefício

Quanto às lâmpadas baseadas em LED, se elas ainda têm um custo inicial elevado – que vai caindo drasticamente conforme elas se massificam a produção – sua eficiência luminosa pode chegar a três ou quatro vezes a da lâmpada fluorescente e mais de 10 vezes a da incandescente. Além disto, sua vida útil chega a ser 50 vezes maior que a da incandescente e elas permitem uma maior flexibilidade na criação de modelos de luminárias.

O ROI (retorno sobre investimento) através do uso de iluminação a LED é mais facilmente mensurável em hotéis, onde as lâmpadas costumam ficar acesas em regime 24×7 e as equipes de manutenção têm custo elevado.

Embora o ROI ainda não seja algo tão simples de se calcular em residências, devido à variedade de tipos e uso das lâmpadas, há um ganho perceptível pelo fato de que as lâmpadas a LED não provocam aquecimento do ambiente de maneira tão intensa quanto as lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, pois o calor produzido pelo LED não está na luz emitida, mas apenas no corpo da lâmpada. E menor aquecimento do ambiente reflete-se também em maior eficiência energética. 

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Sustentabilidade: O futuro em nossas mãos

Durante um momento de descanso e leitura, aproveitei para ler algumas revistas que recebi recentemente, entre elas, uma revista de minha cidade: A “Lucas Magazine No. 04”.

Eis que encontrei o artigo com o tema deste post, escrito por Livio Giosa, Presidente do CENAM – Centro Nacional de Modernização Empresarial e Presidente do IRES – Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental, além de Vice Presidente da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (contato: liviogiosa@liviogiosa.com.br).

O artigo demonstra e corrobora um pouco do que tenho observado em algumas corporações de médio e grande porte…, pois afinal, muitas delas sabe o que precisa ser feito, mas não tomam as iniciativas ou ações necessárias…

Vejam abaixo a minha reprodução na íntegra do artigo:

Fonte: Revista Lucas Magazine (4)
De: Livio Giosa (vide CV acima)

Sustentabilidade: O futuro em nossas mãos

“Como garantir o futuro sustentável da sociedade através de atitudes diferenciadas, visando ao futuro das gerações?”

Parece que a discussão sobre as transformações da sociedade, atingindo o ambiente corporativo chega ao seu ápice.

Empresários conscientes, ligados no novo olhar do cliente / consumidor, que espera da sua relação com as empresas a fidelização pelas boas práticas, percebem nitidamente que a busca do lucro só não basta. Há algo de superior nesta história. Pela estratégia, pela sensibilidade, pela própria pressão do mercado. As ondas da consciência já são reconhecidas através de ciclos baseados em três fatores-chaves incorporados, agora, a “alma das empresas”: responsabilidade social, responsabilidade socioambiental e sustentabilidade.

Cada uma, a seu tempo, foi incluída ao dia-a-dia das organizações, inspirando iniciativas que amenizam i desequilíbrio social e valorizam a própria consciência ambiental.

No entanto, a mais nova concepção sobre sustentabilidade atrai a inteligência das empresas para algo muito mais sério e superior: Como garantir o futuro sustentável da sociedade através de atitudes diferenciadas visando ao futuro das gerações?

O fato é que depois da apresentação do Terceiro Relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC), divulgado pela ONU, o mundo não é mais o mesmo. A nossa nave-mãe, a Terra, começa a dar sinais claros de desistabilizacao. Nações, governos, empresas e cidadãos estão sendo chamados a rever seus comportamentos e agir em prol de um novo entendimento coletivo, e para evitarmos o negro destino do planeta anunciado, a nossa obrigação é agirmos já.

Pesquisa com uma pequena amostra feita entre as 30 (trinta) principais empresas brasileiras, coordenada pela Fundação Dom Cabral, no entanto coloca-nos a outra face corporativa: as empresas têm consciência da questão da sustentabilidade, mas não praticam.

O que será que está faltando? O que falta para empresários do Brasil e, principalmente, governadores e legisladores, acordem para o desenvolvimento sustentável, mas que este possa ser bem aproveitado pelas gerações futuras?

Responda você e cobre deles com atitude e pela nossa sobrevivência.

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NBR 16295/2014 – Luvas de Material Isolante

Fonte: Equipe Target

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A NBR 16295 de 05/2014 – Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD)é aplicável a: luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, que são normalmente usadas em conjunto com luvas de proteção vestidas sobre as luvas isolantes para prover proteção mecânica; luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, utilizáveis sem as luvas de proteção. Salvo declarado em contrário, o uso do termo “luva” inclui as luvas isolantes e as luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos.

O uso do termo “luvas isolantes” designa luvas que oferecem somente proteção elétrica. O uso do termo “luvas compostas” designa luvas que oferecem proteção elétrica e mecânica.

Neste documento, as seções de requisitos e ensaios estão reorganizadas de forma a reunir os requisitos e ensaios comuns, para então estabelecer separadamente os que são específicos para luvas isolantes para proteção elétrica, normalmente usadas embaixo de luvas de proteção, diferente daqueles específicos para luvas isolantes para proteção elétrica e mecânica combinada. Este arranjo satisfaz a necessidade de modo que um mesmo nível de qualidade de isolamento elétrico seja atingido para todos os tipos de luvas isolantes.

Este documento foi preparado de acordo com os requisitos da IEC 61477, quando aplicável. As luvas especificadas por esta norma devem ser designadas conforme a seguir: por classe, como classe 00, classe 0, classe 1, classe 2, classe 3 e classe 4; por propriedades especiais, pela adição de um sufixo, conforme mostrado na Tabela 1 (disponível na norma). A orientação quanto à faixa de temperatura na qual as luvas podem ser usadas é fornecida no Anexo E.

Todas as luvas podem ser forradas ou sem forro, ter uma cobertura exterior ou não, para proteção contra ataque químico, ou ser especialmente formuladas para reduzir os efeitos do ozônio. As luvas isolantes para proteção elétrica são usualmente produzidas de elastômero.

As luvas compostas são normalmente produzidas de elastômero. No caso de desgaste excessivo ou dano no exterior de uma luva composta constituída de camadas de cores diferentes, a camada de cor diferente de baixo aparecerá.

Quanto ao formato, as luvas devem ser fornecidas com uma orla. As luvas podem ser fabricadas com ou sem orla reforçada. O formato de uma luva é mostrado na Figura 1a (disponível na norma). O formato de uma luva de proteção sem divisão para os quatro dedos é mostrado na Figura 2 (disponível na norma). O formato de uma luva composta longa é mostrado na Figura 1b (disponível na norma). O formato de uma luva com cano em forma de sino é ilustrado na Figura 1c (disponível na norma).

As luvas devem estar isentas, nas superfícies internas e externas, de irregularidades físicas prejudiciais, que podem ser constatadas por ensaio ou inspeção visual. As irregularidades físicas prejudiciais devem ser definidas como quaisquer características que rompam o contorno de superfície lisa, uniforme, como microporosidade, rachaduras, bolhas, cortes, substâncias estranhas embutidas condutivas, pregas, marcas de aperto, cavidades (ar retido), ondulações proeminentes e marcas moldadas proeminentes.

O ensaio de prova (ver 8.4.2.1 ou 8.4.3.1) é considerado bem-sucedido se a tensão de prova for alcançada e mantida durante o período de ensaio, a corrente de fuga não exceder os valores especificados durante o período de ensaio. A medição de corrente pode ser realizada continuamente ou no final do período de ensaio.

O ensaio de rigidez dielétrica (ver 8.4.2.2 ou 8.4.3.2) é considerado bem-sucedido se a tensão em que a perfuração elétrica ocorrer for igual ou exceder os valores especificados. Os corpos de prova devem ser submetidos a ensaios de alta temperatura (ver 8.5) para simular os efeitos de envelhecimento.

Para corpos de prova dumb-bell, o valor mais baixo de resistência à tração na ruptura, deve ser um valor não inferior a 80 % do valor não envelhecido. A deformação permanente máxima após o alongamento, não pode exceder 15 %. Cada luva deve também passar pelo ensaio de prova, mas sem ser submetida ao condicionamento de umidade.

Quanto à resistência à baixa temperatura, nenhum rasgamento, ruptura ou rachadura deve ser visível nas luvas, depois de elas serem submetidas a um ensaio de baixa temperatura (ver 8.6.1). Cada luva deve também passar pelo ensaio de prova, mas sem ser submetida ao condicionamento de umidade. Os corpos de prova tirados das luvas devem retardar à chama (ver 8.6.2). A chama não pode alcançar a linha de referência traçada no corpo de prova a 55 mm de sua extremidade (por exemplo, da ponta do dedo), dentro de 55 s depois da retirada da chama.

As luvas de categoria A devem ser resistentes a ácido (ver 8.7.1). Depois de imersão em uma solução de ácido sulfúrico, as luvas devem passar pelos seguintes ensaios, com sucesso: ensaio de prova de tensão sem condicionamento à umidade; resistência à tração e alongamento na ruptura: os valores obtidos não podem ser inferiores a 75 % dos valores obtidos em luvas que não foram expostas ao ácido.

As luvas de categoria H devem ser resistentes a óleo (ver 8.7.2). Depois da imersão em um óleo, as luvas devem passar pelos seguintes ensaios, com sucesso: ensaio de prova de tensão sem condicionamento à umidade; resistência à tração e alongamento na ruptura: os valores obtidos não podem ser inferiores a 50 % dos valores obtidos em luvas que não foram expostas ao óleo.

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Iluminação e eficiência energética

Fonte: AECWeb

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Brasil – A iluminação dos edifícios compõe, com a envoltória e o sistema de ar condicionado, o tripé da recém lançada etiquetagem Procel Edifica de eficiência energética dos edifícios. O mesmo ocorre com as certificações de impacto ambiental como o LEED, emitido pelo GBC – Green Building Council – e o AQUA da Fundação Vanzolini. “Os processos de certificação adotam, em sua maioria, como forma de premiar o desempenho energético mais eficiente de um edifício, uma metodologia de comparação entre um caso de referência e o projeto proposto”, lembra o consultor David Douek, diretor da OTEC – Otimização Energética para a Construção. Segundo ele, a principal diferença entre essas certificações está na referência utilizada, uma vez que as estratégias de redução de consumo de energia para a iluminação artificial podem ser utilizadas para todas.

“No caso da certificação LEED New Construction, por exemplo, o parâmetro utilizado para a nova versão são os critérios da ASHRAE 90.1 de 2007. Já o Procel Edifica desenvolveu critérios próprios para a utilização como caso base. A certificação AQUA, ainda que não defina qual a referência de comparação, apresenta metas claras de redução em relação ao parâmetro utilizado”, explica Douek. Os três sistemas devem apresentar a maior eficiência conquistada através de simulação computacional de desempenho, que deve ter como resultado final a eficiência resultante da combinação de soluções aplicadas no projeto de arquitetura, no projeto de ar condicionado e no projeto de iluminação artificial.

O consultor Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, ressalta que cada uma das certificações tem pesos diferentes para o consumo energético. “E como a iluminação tem contribuições diferentes dependendo do tipo de edificação, pode haver impacto maior ou menor em função da métrica de avaliação de cada uma das certificações”, diz e exemplifica: “Um estádio de futebol tem boa parte de seu consumo de energia relacionado à iluminação, enquanto um cinema tem a maior parte de seu consumo energético ligado ao sistema de climatização”. Desta forma, a iluminação eficiente tem papel importante em qualquer tipo de certificação, porém é importante analisar de maneira global qual a contribuição da iluminação no consumo total de energia do edifício, para que sejam tomadas soluções efetivamente sustentáveis que tenham impacto significativo na redução de consumo global do edifício.

Soluções de projeto

Os consultores de sustentabilidade são unânimes quanto ao ponto de partida para a redução da iluminação artificial: o projeto arquitetônico deve oferecer soluções de implantação e funcionalidade do edifício, além de integrar a iluminação artificial à natural. Independe de se tratar de um edifício corporativo, residencial ou industrial, os conceitos por trás de uma iluminação artificial mais eficiente são os mesmos, de acordo com David Douek. “O primeiro passo para contabilizarmos ganhos no projeto de iluminação artificial é integrá-lo às condições planejadas de iluminação natural. Isto não significa simplesmente abrir um vão na fachada ou cobertura sem considerar fatores como orientação, proporção e características dos materiais utilizados”, ensina.

Ele sugere o uso de elementos de controle solar como brises, ‘light louvers’ e prateleiras de luz, que podem trazer a luz natural na quantidade e qualidade necessárias ao desenvolvimento das tarefas do ambiente projetado, reduzindo ou eliminando a necessidade de luz artificial em grande parte do dia. “A especificação de luminárias e lâmpadas mais eficientes garantem ganhos complementares de economia. Em edifícios operados 24 horas, é importante considerar estratégias como setorização de iluminação e iluminação de tarefa. Sensores de presença são sempre muito bem vindos em áreas de curta permanência como banheiros e corredores”, complementa Douek.

Luiz Henrique Ferreira defende que para uma correta iluminação natural, devem ser levados em conta aspectos como evitar o aumento de carga térmica de ar-condicionado, evitar o ofuscamento dos usuários, a correta implantação do edifício em relação ao caminhamento do sol e estudos de sombreamento de fachadas por edifícios vizinhos. Alguns exemplos que podem ser considerados são a iluminação natural por bandejas de luz, utilização de vidros de alto desempenho nas áreas envidraçadas e a utilização de aberturas zenitais com iluminação indireta, que não aumentam a carga térmica da edificação.

“Edifícios corporativos possuem uma ocupação bastante densa, o que leva o arquiteto a propor soluções para uniformizar a iluminação natural por todas as estações de trabalho. Os recursos podem ir desde o layout do andar corporativo até a implantação de um átrio interno para garantir iluminação natural”, afirma Ferreira. Segundo ele, no caso de edifícios comerciais, existe o conflito entre aumentar a área de exposição de produtos e permitir a abertura de janelas. “Recurso que, até certo ponto, restringe a instalação de estantes próximas às paredes, mas, por outro lado, facilita a entrada de luz. Nestes casos, a iluminação zenital pode ser uma boa alternativa, desde que levado em conta o aumento da carga térmica de ar-condicionado”, observa o consultor.

Tecnologias

O consultor David Douek destaca algumas tecnologias que colaboraram para reduzir o consumo energético da iluminação, entre elas, lâmpadas e luminárias eficientes, sensores de presença, light tube, dimerização fotosensível e setorização do projeto. Luiz Henrique Ferreira cita a tecnologia LED, lâmpada com baixíssimo consumo e grande iluminância. “É ainda cara, porém, se pensarmos no período de retorno devido à alta durabilidade e o consumo até dez vezes menor que uma lâmpada convencional, as lâmpadas LED são bem competitivas”, observa. Outra inovação são os tubos de fibra ótica, que captam iluminação no exterior da edificação e a conduzem até um ambiente fechado, muito utilizada em banheiros e áreas internas de edificações. “Há, também, a tecnologia de tubo de fibra ótica acoplado a um painel fotovoltaico: durante o dia, a luz do sol ilumina o ambiente conduzida pela fibra ótica e, ao mesmo tempo, carrega uma pequena bateria pelo painel fotovoltaico, que durante a noite aciona uma lâmpada LED.

Uma das grandes metas dos edifícios sustentáveis é a autogeração de energia. Diz David Douek que, embora no Brasil os painéis fotovoltaicos são tidos como viáveis apenas para áreas rurais, em função do custo estimado dos sistemas, outras opções como as PCHs – Pequenas Centrais Hidrelétricas – podem ser consideradas quando a geografia o permitir. “Nas áreas urbanas e, principalmente, em edifícios existentes é sempre interessante tratarmos o imóvel de forma a ampliar os ganhos por iluminação natural. Quando não for possível, reduzir a demanda por energia através da integração das soluções”, orienta. O diretor da OTEC lembra, ainda, que há tecnologias desenvolvidas e outras em desenvolvimento como a transmissão de iluminação natural por fibra ótica, que “poderá vir a ser uma estratégia a ser amplamente utilizada, desde que devidamente amadurecida para a utilização em escala”.

De acordo com Ferreira, existem diversas tecnologias de apoio para iluminação. “E a solução sustentável está ligada ao contexto do local onde o empreendimento será implantado. É importante, sempre, considerar aspectos sociais, econômicos e ambientais na determinação de uma solução, além da matriz energética disponível e emissões de carbono para geração de energia elétrica por fontes alternativas. Dependendo da localização do empreendimento, um sistema de co-geração a gás natural é menos sustentável do que comprar energia da rede proveniente de geração hidrelétrica”, alerta.

Moradias Populares

“Para habitações populares utilizar-se de soluções passivas é, certamente, uma das melhores alternativa para a redução de consumo de energia”, sentencia Douek, que explica: “Isto vale tanto para a iluminação, quanto para o conforto térmico. Iluminação e ventilação naturais, aliadas a uma adequada combinação de materiais e proporção entre tamanho de aberturas e área edificada é sempre o primeiro passo para reduzir a demanda por consumo de energia”.

Quanto à especificação de lâmpadas e luminárias para a habitação popular, o diretor da OTEC ressalta que alguns fatores devem ser levados em conta. “Se considerarmos que as lâmpadas incandescentes são ainda largamente utilizadas em função do preço, apesar de sua menor eficiência, é notável o fato de que ao compararmos com o ciclo de vida de uma fluorescente compacta, a primeira sai perdendo. Se o custo da segunda é mais alto, poderíamos considerar políticas de incentivo para sua aplicação, uma vez que o benefício é de todos”.

Ferreira argumenta que “o melhor modelo de iluminação para moradias populares é aquele que apresente uma boa relação custo-benefício, analisando aspectos de vida útil do sistema, potência instalada (bitola dos cabos, tamanho dos disjuntores), custo de consumo ao longo da vida útil do produto e o custo ambiental do descarte das lâmpadas que, muitas vezes, não é levado em conta. Dependendo da localização da moradia e da disponibilidade de fornecedores e custos de aquisição, uma lâmpada fluorescente pode ser melhor que uma lâmpada de LED e vice-versa”. 

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