NBR 16295/2014 – Luvas de Material Isolante

Fonte: Equipe Target

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A NBR 16295 de 05/2014 – Luvas de material isolante (IEC 60903:2002, MOD)é aplicável a: luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, que são normalmente usadas em conjunto com luvas de proteção vestidas sobre as luvas isolantes para prover proteção mecânica; luvas isolantes e luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos, utilizáveis sem as luvas de proteção. Salvo declarado em contrário, o uso do termo “luva” inclui as luvas isolantes e as luvas isolantes de proteção sem divisão para os quatro dedos.

O uso do termo “luvas isolantes” designa luvas que oferecem somente proteção elétrica. O uso do termo “luvas compostas” designa luvas que oferecem proteção elétrica e mecânica.

Neste documento, as seções de requisitos e ensaios estão reorganizadas de forma a reunir os requisitos e ensaios comuns, para então estabelecer separadamente os que são específicos para luvas isolantes para proteção elétrica, normalmente usadas embaixo de luvas de proteção, diferente daqueles específicos para luvas isolantes para proteção elétrica e mecânica combinada. Este arranjo satisfaz a necessidade de modo que um mesmo nível de qualidade de isolamento elétrico seja atingido para todos os tipos de luvas isolantes.

Este documento foi preparado de acordo com os requisitos da IEC 61477, quando aplicável. As luvas especificadas por esta norma devem ser designadas conforme a seguir: por classe, como classe 00, classe 0, classe 1, classe 2, classe 3 e classe 4; por propriedades especiais, pela adição de um sufixo, conforme mostrado na Tabela 1 (disponível na norma). A orientação quanto à faixa de temperatura na qual as luvas podem ser usadas é fornecida no Anexo E.

Todas as luvas podem ser forradas ou sem forro, ter uma cobertura exterior ou não, para proteção contra ataque químico, ou ser especialmente formuladas para reduzir os efeitos do ozônio. As luvas isolantes para proteção elétrica são usualmente produzidas de elastômero.

As luvas compostas são normalmente produzidas de elastômero. No caso de desgaste excessivo ou dano no exterior de uma luva composta constituída de camadas de cores diferentes, a camada de cor diferente de baixo aparecerá.

Quanto ao formato, as luvas devem ser fornecidas com uma orla. As luvas podem ser fabricadas com ou sem orla reforçada. O formato de uma luva é mostrado na Figura 1a (disponível na norma). O formato de uma luva de proteção sem divisão para os quatro dedos é mostrado na Figura 2 (disponível na norma). O formato de uma luva composta longa é mostrado na Figura 1b (disponível na norma). O formato de uma luva com cano em forma de sino é ilustrado na Figura 1c (disponível na norma).

As luvas devem estar isentas, nas superfícies internas e externas, de irregularidades físicas prejudiciais, que podem ser constatadas por ensaio ou inspeção visual. As irregularidades físicas prejudiciais devem ser definidas como quaisquer características que rompam o contorno de superfície lisa, uniforme, como microporosidade, rachaduras, bolhas, cortes, substâncias estranhas embutidas condutivas, pregas, marcas de aperto, cavidades (ar retido), ondulações proeminentes e marcas moldadas proeminentes.

O ensaio de prova (ver 8.4.2.1 ou 8.4.3.1) é considerado bem-sucedido se a tensão de prova for alcançada e mantida durante o período de ensaio, a corrente de fuga não exceder os valores especificados durante o período de ensaio. A medição de corrente pode ser realizada continuamente ou no final do período de ensaio.

O ensaio de rigidez dielétrica (ver 8.4.2.2 ou 8.4.3.2) é considerado bem-sucedido se a tensão em que a perfuração elétrica ocorrer for igual ou exceder os valores especificados. Os corpos de prova devem ser submetidos a ensaios de alta temperatura (ver 8.5) para simular os efeitos de envelhecimento.

Para corpos de prova dumb-bell, o valor mais baixo de resistência à tração na ruptura, deve ser um valor não inferior a 80 % do valor não envelhecido. A deformação permanente máxima após o alongamento, não pode exceder 15 %. Cada luva deve também passar pelo ensaio de prova, mas sem ser submetida ao condicionamento de umidade.

Quanto à resistência à baixa temperatura, nenhum rasgamento, ruptura ou rachadura deve ser visível nas luvas, depois de elas serem submetidas a um ensaio de baixa temperatura (ver 8.6.1). Cada luva deve também passar pelo ensaio de prova, mas sem ser submetida ao condicionamento de umidade. Os corpos de prova tirados das luvas devem retardar à chama (ver 8.6.2). A chama não pode alcançar a linha de referência traçada no corpo de prova a 55 mm de sua extremidade (por exemplo, da ponta do dedo), dentro de 55 s depois da retirada da chama.

As luvas de categoria A devem ser resistentes a ácido (ver 8.7.1). Depois de imersão em uma solução de ácido sulfúrico, as luvas devem passar pelos seguintes ensaios, com sucesso: ensaio de prova de tensão sem condicionamento à umidade; resistência à tração e alongamento na ruptura: os valores obtidos não podem ser inferiores a 75 % dos valores obtidos em luvas que não foram expostas ao ácido.

As luvas de categoria H devem ser resistentes a óleo (ver 8.7.2). Depois da imersão em um óleo, as luvas devem passar pelos seguintes ensaios, com sucesso: ensaio de prova de tensão sem condicionamento à umidade; resistência à tração e alongamento na ruptura: os valores obtidos não podem ser inferiores a 50 % dos valores obtidos em luvas que não foram expostas ao óleo.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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