AWS B2.1/B2.1M: a especificação para o procedimento de soldagem e qualificação de operadores

Fonte: Equipe Target

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Procedimentos para a soldagem e qualificação de mão de obra

A AWS B2.1/B2.1M:2014 Specification for welding procedure and performance qualification é um conjunto de regras para soldadores qualificados, operadores de soldagem e os próprios procedimentos de soldagem. Introduzido pela primeira vez em 1984 (como AWS B2.1), a norma também é acompanhada por Standard Welding Procedure Specifications (SWPSs). Em sua sexta edição, esse documento passou por uma série de atualizações e substitui a quinta edição de 2009, que agora está obsoleta.

Dessa forma, as empresas e seus operadores podem usar essa norma em quase todas as situações que exige a qualificação de soldadores e procedimentos de soldagem. Aplica-se a soldagem manual, semiautomática, mecanizada e automática.

Possui 322 páginas e abrange os seguintes processos de soldagem: elétrica e a gás; por feixe de elétrons; electroslag; fluxo de soldagem a arco medular; a arco de metal a gás; a arco a gás em tungstênio; a feixe de laser; a gás tipo oxicorte; a arco plasma; blindada a arco de metal; a arco parafuso prisioneiro; e a arco submerso.

Outro recurso interessante é que a norma contém uma série de exemplos para ser usados no final do documento. São relacionados para coisas como um teste de qualificação, registro de performance, uma especificação do procedimento de soldagem e um sistema de qualificação.

Para sua conveniência, as mudanças nesta nova edição são marcadas com linhas verticais nas margens. Incluem materiais atualizados e definições, a adição das normas NAVSEA/MIL e ABS para os documentos referenciados, correções editoriais e correções de alguns números e da qualificação dos soldadores múltiplos em um único teste de soldagem.

Deve-se dizer que a soldagem é uma habilidade essencial em muitas indústrias e os gestores precisam ter a certeza de que os processos e os resultados são apropriados. O usuário do AWS B2.1/B2.1M e o correspondente SWPSs tem uma metodologia para confirmar o nível de qualidade dos soldadores e os procedimentos que estão sendo prestados.

Assim, pode-se dizer que a soldabilidade é a capacidade de um material ser unido/revestido/recuperado (fabricado), empregando um determinado processo de soldagem, obtendo uma estrutura final que irá desenvolver satisfatoriamente as condições desejadas em projeto (relação adequada entre defeitos x solicitações em serviço x alterações das propriedades).

Dentro da manutenção, a soldagem é utilizada como uma ferramenta para aumentar a disponibilidade dos equipamentos de produção, a qualidade dos produtos fabricados e a redução dos custos de manutenção, e isto é feito de várias formas. Com a utilização da soldagem pode-se revestir áreas críticas das peças, aplicando materiais de maior resistência ao desgaste, ou ainda, recuperando trincas ou fraturas, propiciando o retorno da peça para operação.

Com o aumento da vida útil das peças, pode-se fazer um trabalho em paralelo para a redução dos estoques reduzindo o capital a ser aplicado. Com a vasta gama de opções de materiais que podem ser aplicados por soldagem em pontos localizados, muitas vezes ela é utilizada na fabricação de peças, substituindo materiais de alto custo e diminuindo o custo de fabricação das peças.

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NBR 10897 (NB1135): os requisitos da proteção contra incêndio por chuveiros automáticos

Fonte: Equipe Target

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Projeto e instalação de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos

A NBR 10897 (NB1135) de 07/2014 – Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos – Requisitos estabelece os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, incluindo as características de suprimento de água, seleção de chuveiros automáticos, conexões, tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios envolvidos em instalações prediais. Essa norma não tem a intenção de restringir o desenvolvimento ou a utilização de novas tecnologias ou medidas alternativas, desde que estas não diminuam o nível de segurança proporcionado pelos sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos, nem eliminem ou reduzam os requisitos nela estabelecidos.

Os sistemas de chuveiros automáticos podem ser definidos como um sistema integrado de tubulações aéreas e subterrâneas, alimentado por uma ou mais fontes de abastecimento automático de água, para fins de proteção contra incêndio. A parte do sistema de chuveiros automáticos acima do piso consiste em uma rede de tubulações dimensionada por tabelas ou por cálculo hidráulico, instalada em edifícios, estruturas ou áreas, normalmente junto ao teto, à qual são conectados chuveiros automáticos segundo um padrão regular, alimentado por uma tubulação que abastece o sistema, provida de uma válvula de controle e dispositivo de alarme. O sistema é ativado pelo calor do fogo e descarrega água sobre a área de incêndio.

O Anexo A apresenta exemplos de ocupações aplicáveis a esta norma. As ocupações de risco leve São compreendidas as ocupações ou parte das ocupações onde a quantidade e/ou a combustibilidade do conteúdo (carga incêndio) é baixa, tendendo à moderada, e onde é esperada uma taxa de liberação de calor de baixa a média.

As ocupações de risco ordinário do Grupo I são compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a combustibilidade do conteúdo é baixa e a quantidade de materiais combustíveis é moderada. A altura de armazenamento não pode exceder 2,4 m. São esperados incêndios com moderada taxa de liberação de calor.

As do Grupo II são compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade do conteúdo é de moderada a alta. A altura de armazenamento não pode exceder 3,7 m. São esperados incêndios com alta taxa de liberação de calor.

As ocupações de risco extra ou extraordinário do Grupo I são compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade do conteúdo são muito altas, podendo haver a presença de pós e outros materiais que provocam incêndios de rápido desenvolvimento, produzindo alta taxa de liberação de calor. Neste grupo as ocupações não podem possuir líquidos combustíveis e inflamáveis.

As do Grupo II compreendem as ocupações com moderada ou substancial quantidade de líquidos combustíveis ou inflamáveis. As áreas de armazenamento devem ser protegidas de acordo com a NBR 13792.

Os componentes do sistema devem estar em conformidade com as normas brasileiras aplicáveis ou, na falta destas, com as normas internacionalmente reconhecidas. Recomenda-se que os componentes dos sistemas de chuveiros automáticos sejam avaliados com relação à conformidade aos requisitos estabelecidos nas normas brasileiras aplicáveis.

Os componentes do sistema devem estar classificados para a máxima pressão de trabalho à qual serão empregados, porém nunca inferior a 1.200 kPa. Os trechos aparentes da instalação do sistema de chuveiros automáticos devem ser identificados com a cor vermelha segurança, correspondente à classificação 5 R 4/14 do sistema Munsell, de acordo com a NBR 6493. Opcionalmente, a tubulação pode ser identificada com anéis pintados em vermelho, com 0,20 m de largura, a cada 5 m de distância.

Somente chuveiros automáticos não previamente utilizados devem ser instalados. Os chuveiros automáticos devem ser conforme as NBR 6125 e NBR 6135. Devem possuir revestimentos especiais, resistentes à corrosão, quando instalados em locais onde haja a presença de vapores corrosivos, umidade ou outras condições ambientais capazes de provocar danos.

Os revestimentos anticorrosivos devem ser aplicados exclusivamente pelos fabricantes dos chuveiros automáticos. A menos que indicado pelo fabricante, o chuveiro automático não pode ser pintado e qualquer chuveiro revestido só pode ser substituído por outro de mesmas características.

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A possibilidade de redução de água preocupa o setor industrial

Fonte: INFRA – Mundo Facility

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Pesquisa revela o impacto negativo que redução pode causar no faturamento das industrias

A possibilidade de um racionamento de água ainda este ano é um fator de preocupação para 67,6% das 413 indústrias ouvidas em pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

O levantamento foi feito entre os dias 12 e 26 de maio com 229 empresas de micro e pequeno porte (até 99 empregados), 140 de médio porte (de 100 a 499 empregados) e 44 de grande porte (500 ou mais empregados).

A pesquisa revela que são justamente as empresas de grande porte as mais preocupadas (75% ante 68,1% das pequenas e 64,3% das médias).

Já pensando nas consequências de uma interrupção no fornecimento de água, 64,9% das empresas avaliam que a medida teria impacto sobre seu faturamento: 17,9% avaliam que o impacto seria “forte” enquanto para 47% seria “pequeno”.

As empresas de grande porte foram as que mais indicaram impacto sobre o faturamento: “pequeno impacto” para 50,0% das grandes ante 48,9% das pequenas e 42,8% das médias; “forte impacto” para 29,5% das grandes ante 17,9% das pequenas e 14,3% das médias.

Paralisação no processo produtivo

Das indústrias ouvidas, 62,2% indicaram que a produção pode ser prejudicada, mas não precisa ser interrompida em caso de racionamento. Para 11,9%, a produção é paralisada apenas no momento da interrupção e retomada em seguida. Já 12,1% responderam que a produção não seria afetada.

Das empresas de grande porte, 13,6% afirmam que teriam que paralisar a produção durante a interrupção, ante 12,2% das pequenas e 10,7% das médias. E 11,4% das empresas de grande porte explicam que, além de interromper a produção durante o corte do fornecimento, a retomada não ocorreria logo em seguida, demorando bastante tempo, o que foi apontado por apenas 3,9% das pequenas e 9,3% das médias.

Para 2,2% das empresas, um eventual racionamento acarreta em grandes perdas, pois todo material momentaneamente processado seria perdido.

Das empresas que participaram da pesquisa, 54,5% não possuem uma fonte alternativa de água, enquanto 21,8% possuem e são capazes de manter a produção durante eventuais interrupções, enquanto 20,8% não dependem do sistema de abastecimento de água.

Para acessar a pesquisa clique aqui.

 

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Estado de SP concentra maior quantidade de “prédios verdes”

Recentemente, um levantamento efetuado pelo Jornal O Estado de São Paulo junto à especialistas no setor de Certificação de Prédios Verdes apontou para uma queda no número de registros de empreendimentos que buscam pelo Selo LEED (Green Building Brasil), ao contrário dos que buscam pelo Selo Aqua – HQE (Fundação Vanzolini), número este que vem crescendo.

Vejam aqui a matéria publicada pelo Estadão.

Caso prefiram, copiem e colem em seu navegador o link abaixo.

link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,estado-concentra-maior-quantidade-de-predios-verdes-imp-,1153228?utm_source=Virtual_Target&utm_medium=Email&utm_content=&utm_campaign=Meio+Ambiente&utm_term=

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Ética nas empresas, uma questão de honra!

Fonte: Planservice – Notícias

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Agir corretamente, principalmente nos dias de hoje, não é só uma questão de consciência. É também um dos requisitos fundamentais para quem quer consolidar uma carreira respeitada. Atualmente, mais do que nunca, a atitude dos profissionais em relação às questões éticas pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso do indivíduo e consequentemente o da empresa.

Por parte das empresas, a prevenção de fraudes nos negócios e no relacionamento com terceiros pode ser reduzida por meio de programas de “compliance”. Compliance é uma prática de regência corporativa, um conjunto de medidas que auxilia uma empresa ou instituição a cumprir as leis, regulamentos e normas, tem como base o código de conduta ética da empresa, que baliza todo o programa, indica como a instituição quer que seus funcionários atuem e estabelece o nível de transparência e integridade na relação com os parceiros e com os clientes. Um programa de compliance ajuda a detectar e solucionar divergências que possam aparecer.
O interesse pela implantação de programas de compliance nas empresas do setor imobiliário é muito pequeno no Brasil, ainda. Nas empresas construtoras, o cenário não é muito diferente.
Apesar do atraso em relação a outros segmentos, como o bancário, e a outros países, como EUA e países europeus, as perspectivas para o compliance no Brasil são favoráveis, de acordo com especialistas da área.
A Planservice segue fielmente seus valores e princípios éticos, tendo neles o seu principal diferencial em relação a concorrência. Membros do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyors), uma organização profissional internacional independente e sem fins lucrativos, os diretores da Planservice, Carlos Miller e Fernando Fahham, prezam pela ética no âmbito profissional e veem essa prática como a melhor forma de reconhecimento no mercado.
Com mais de 100.000 mil membros, o RICS é a mais elevada qualificação, em termos mundiais, no que se refere a standards profissionais relativos à gestão de terras, negócios imobiliários e construção, um marco no reconhecimento do profissionalismo neste mercado.
A instituição regulamenta e promove a profissão da área da construção, mantém os mais altos padrões educacionais e profissionais, protege os clientes e consumidores através de um rigoroso código de ética, e presta aconselhamento imparcial, análise e orientação.
A RICS se baseia em cinco princípios éticos primordiais: ter responsabilidade, tratar os outros com respeito, sempre oferecer um alto padrão de serviço, agir com integridade e agir de modo a promover a confiança na profissão.
São esses e outros fatores que também regem a conduta da Planservice. Quanto mais uma organização se destaca no mercado, mais ela deve se preocupar com as relações éticas. Errar é humano, mas falhas éticas destroem carreiras e organizações.
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Perfil feminino invade engenharias

Fonte: Diário do Comércio – MG

Divulgação: SINAENCO

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Todos sabem que as mulheres vêm conquistando seu espaço no mercado de trabalho ao longo dos anos. Prova disso é que o número de alunas que buscam o curso de engenharia vem chamando a atenção. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam 71,6% de aumento do emprego entre os mais escolarizados, correspondente ao sexo feminino. Outro fato relevante é o aumento do número de inscritos no curso de engenharia. De acordo com o MEC, de 2007 a 2012 os cursos de engenharias, produção e construção dobraram a oferta de vagas, com 3,6 vezes mais inscritos, e o número de ingressantes cresceu duas vezes e meia.

O professor de engenharia de produção da Faculdade IBS/FGV José Cecílio Moreira analisa que o primeiro motivo desse acréscimo é o grande volume de obras públicas e privadas destinadas a suportarem dois grandes eventos esportivos, Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, e programas do governo nas áreas de habitação e infraestrutura. Outro motivo é que, durante os últimos anos do período inflacionário até 1994 e os primeiros pós-Plano Real, o país investiu muito pouco na área técnica. A expectativa é de que as engenharias devam continuar crescendo nos próximos anos, porém, em ritmo menor.

Os cursos de engenharia de produção tiveram um desempenho ainda melhor do que o global das engenharias. A oferta de vagas cresceu 3,3 vezes, o número de inscritos aumentou em cinco vezes e a quantidade de ingressos nos cursos cresceu 400%. “Isso se deve à descoberta do curso pelo mercado de trabalho e à boa resposta dos profissionais que estão ingressando nessa área. Assim como as engenharias em geral, acredito que essa tendência permanecerá”, afirma Moreira.

De acordo com dados do MEC/Inep, houve um aumento progressivo de 83,6% no número de mulheres nos cursos de engenharia. De cada cinco brasileiros que se graduaram em 2012, três eram mulheres. Um estudo do IBGE de 2011 sobre a média de estudos aponta que as mulheres se dedicam mais que os homens na faixa etária entre 10 e 59 anos. Para o especialista, há uma predominância de determinadas habilidades em função do sexo. A capacidade feminina de trabalhar com assuntos diversos simultaneamente e de ter uma visão global da situação-problema é essencial para uma boa atuação na engenharia de produção. “Posso afirmar sem medo de errar que as mulheres irão se destacar com muita facilidade nessa área. Muitas já estão fazendo isso. Infelizmente, em muitos ambientes fabris ainda há preconceito que restringe a presença feminina, mas elas já quebraram preconceitos mais fortes do que esse”, afirma.  (DA REDAÇÃO)

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O maior evento esportivo de 2014, a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, trouxe à tona um importante capítulo do planejamento das cidades: a mobilidade urbana. – Mesmo que meta…

Fonte: DCI – SP – Opinião

Por: Regina Rocha – é diretora executiva da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo (FRESP)

Divulgação: SINAENCO

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O maior evento esportivo de 2014, a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, trouxe à tona um importante capítulo do planejamento das cidades: a mobilidade urbana.

Mesmo que metade dos projetos de mobilidade para a Copa tenha ficado apenas no papel, ou atendido somente aos entornos de estádios, não nos falta a oportunidade de cobrar por eles, ainda que não dentro do prazo ideal da competição. Certamente esses projetos de mobilidade – se corrigidos (já que para o governo federal foram falhas neles que não permitiram suas execuções) ainda são bastante úteis à população e para o setor de transportes em especial. Novos VLT – trens urbanos, estações de metrô e corredores específicos de ônibus têm sua importância reconhecida. Quanto mais alternativas que barrem a crescente de automóveis nas ruas, melhor.

Com o fim deste mundial tivemos a chance de avaliar se o transporte público foi eficaz conforme o esperado. Acreditamos que sim, porém sabemos o quanto o segmento de transportes pode ser potencializado com a parceria da iniciativa privada. Nesse ponto, o setor de fretamento regularizado e cumpridor da lei tem nada menos que uma frota de 15 mil ônibus, micros ônibus e similares no Estado de São Paulo pronta a atender as demandas de passageiros que cada vez crescem mais, seja para ir ao trabalho, à escola ou mesmo para o passeio de fim de semana, e para acontecimentos grandiosos como a Copa.

De acordo com o Ministério do Turismo, mais de um milhão de turistas estrangeiros passaram por aqui neste período. Para conhecer melhor o Brasil, eles engrossaram dados como estes de 2012, que apontam a preferência de 71% das pessoas que viajaram pelo país pelo transporte rodoviário, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O transporte regular de pessoas por fretamento também é saída eficaz na mobilidade urbana, tanto que ganhou destaque aos olhos do Banco Mundial – órgão ligado à ONU – Organização das Nações Unidas. Há cerca de 11 meses um programa piloto do banco vem sendo aplicado em conjunto com dez grandes empresas ‘da Berrini’, a famosa área de executivos na zona Sul de São Paulo. Sediadas na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, essas empresas foram convidadas a incentivar seus funcionários a deixarem em casa carros particulares – uma experiência similar à adotada nos Estados Unidos, que buscou na iniciativa privada parte da solução para o problema da mobilidade.

Resultado paulista: entre outros meios de chegar ao trabalho, destacou-se o fretamento, com um aumento de adesão em 4% até agora. Há menos de um ano, 6% dos trabalhadores dessas empresas utilizavam os ônibus de fretamento. Hoje, são 10%. Mesmo que nem todos os trabalhadores relatem diminuição de tempo no trajeto, todos os que passaram a usar o fretamento celebraram a melhora na qualidade de vida: o stress do trânsito hoje se converteu em tempo para descansar ou ler durante o caminho.

O fretamento é uma das bem sucedidas alternativas do programa, que junto com as demais, como incentivo ao transporte público, resultou até o momento em uma redução de 3% entre os usuários de carro (eram 53%, passaram a 50% e a tendência é diminuir ainda mais esses números) e numa melhor fluidez no trânsito nos horários de pico da região. Iniciativas como esta mostram que um novo olhar do poder público e iniciativa privada sobre fretamento é possível, e benéfico, sobretudo em grandes cidades. As que ainda não têm trânsito intenso ganham mais uma competente forma de evitá-lo, e as que têm, de diminuí-lo.

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O pós-Copa do mercado imobiliário

Fonte: Corenet Global – Brazil Chapter

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RIO – Não faltaram especulações sobre o que aconteceria ao mercado imobiliário após a Copa do Mundo. E a maioria era bastante catastrófica com a previsão de imóveis encalhados e preços caindo drasticamente. Agora, que o evento acabou, contudo, o mercado parece estar se recuperando. Primeiro, porque, acreditam os analistas, o sucesso do evento e a visibilidade do país podem atrair bons negócios. E, segundo, no caso do Rio, ainda temos as Olimpíadas à vista.

– No longo prazo, acredito que os imóveis acompanhem a inflação. Mas é preciso estar atento também ao mercado de trabalho. No último ano e meio, o preço dos imóveis acompanhou a renda das famílias, que subia acima da inflação. Agora, quando começa a haver uma deterioração do mercado de trabalho e um ambiente econômico delicado, o que se viu no primeiro semestre foi uma desaceleração nos preços, que tende a continuar nos próximos meses – avalia Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap.

De fato, desde dezembro do ano passado, o índice FipeZap vem registrando desaceleração mês a mês no Rio (confira as taxas ao lado). E dados de um levantamento que será lançado no fim do mês pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) mostram que imóveis das zonas Norte e Oeste tiveram valorização abaixo do índice oficial de inflação, que foi de 3,74% no período.

NO RIO, OTIMISMO QUANTO À RECUPERAÇÃO

Na Zona Norte, a variação foi de 2,4% e na Oeste, de 2,8%. E mesmo nas regiões com variação acima da inflação, como Zona Sul (4,7%) e Centro (3,9%), percebe-se que já não há a pujança de outros tempos. Mas, isso não quer dizer que vai haver quedas drásticas nos preços, alertam analistas.

– Vamos voltar à normalidade. Tanto na demanda por imóveis como na questão do preço que, acredito, vão acompanhar a inflação. Quedas, assim como aumentos, podem acontecer em alguns casos específicos, mas na média, acho que os preços se mantêm – acredita Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.

O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, acredita numa retomada dos negócios com mais vendas e lançamentos a partir de agosto. Segundo ele, muitos construtores seguraram seus lançamentos no primeiro semestre em função do calendário apertado com muitos feriados:

– Mantenho minha projeção de crescer em torno dos 10% este ano. Os preços não subiram porque ia ter Copa e também não vão cair porque ela acabou. Acho até que podem subir, em especial nas regiões que passam por mudanças na infraestrutura em função das Olimpíadas, aqui no Rio.

EM SP, PESSIMISMO QUANTO ÀS VENDAS DO ANO

O primeiro semestre, contudo, não foi nada bom. Enquanto no mercado de novos, os lançamentos se concentraram nos dois primeiros meses do ano – especialmente por conta do calendário repleto de feriados -, o mercado de usados viu as vendas caírem. Durante o evento, então, o movimento foi ainda pior. Construtoras e imobiliárias consultadas pelo Morar Bem não venderam nada nos 32 dias da Copa.

– A Copa funcionou quase como férias. O mercado parou. Ninguém lançou nada, ninguém vendeu nada. Então, a expectativa para este segundo semestre é que as coisas voltem ao normal – analisa Roberto Sampaio, diretor de Real Estate da Empírica Investimentos, empresa gestora de fundos de investimentos e imobiliários.

Já o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, Cláudio Bernardes, é mais comedido e já começa a rever as projeções para o ano. Segundo ele, havia a expectativa que 2014 repetisse 2013, mas o fraco desempenho da economia no primeiro semestre vai se refletir nos resultados do mercado. Tanto nas vendas quanto nos preços.

– Vamos terminar o ano aquém do ano passado. Ainda não temos uma projeção fechada, mas embora acredite que vá haver uma recuperação em agosto e setembro, com o período das eleições deve haver uma nova parada nas vendas – disse, lembrando que o levantamento divulgado pela entidade na semana passada mostra que houve queda de 36,5% na venda de imóveis novos em maio, em São Paulo.

‘ENCANTADOS, GRINGOS PROMETERAM VOLTAR’

Alguns corretores e construtores, contudo, acreditam que o sucesso da Copa e a visibilidade que o evento deu ao país podem atrair negócios futuros.

– A gente apresentou bem o país. Não houve grandes problemas de segurança e nem mesmo de transporte. Os gringos, que já vinham nos procurando, ficaram encantados e muitos prometeram voltar. Acho que vai ser fácil para o mercado imobiliário, especialmente o de alto luxo, capitalizar isso – avalia Rodrigo Caldas, vice-presidente da construtora Concal.

Presidente da imobiliária Patrimóvel, Rubem Vasconcelos concorda:

– A hospitalidade e a segurança da Copa foram muito positivas, agora precisamos vender bem a cidade também durante as Olimpíadas.

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Uma análise sobre a relação entre cálculo de tráfego X produtividade dos elevadores

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Luciano Grando

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A construção civil busca agregar novas tecnologias às edificações, melhorando o conforto, a utilidade e a habitabilidade. A viabilidade para o emprego destas inovações está vinculada a uma relação custo x benefício, ou seja, novas tecnologias somente serão viáveis se justificarem o investimento, quer seja pela valorização do empreendimento, redução de custos ou otimização das áreas comercializáveis.

Na indústria de elevadores não é diferente e avaliando as necessidades de mercado com relação a custo de terreno, verticalização crescente com prédios acima de 30 andares, entre outros fatores, sabemos que a viabilidade do emprego de novas tecnologias dependerá, em última análise, da otimização das áreas de uma edificação.

Em outras palavras, especificar um novo produto passa também pela redução das áreas requeridas para a instalação de elevadores na edificação, permitindo, desta forma, “compensar” o acréscimo de custos com a aquisição do equipamento com a redução das áreas necessárias para os elevadores.

As inovações, portanto, caminham no sentido de melhorar o tráfego vertical, utilizando uma menor área útil da edificação destinada à caixa de corrida dos elevadores e transportando uma maior quantidade de pessoas em um determinado intervalo de tempo, proporcionado conforto e melhoria do tráfego.

Investimentos em novos produtos por parte das principais fabricantes mundiais de elevadores já resultaram em soluções que permitem aumentar a quantidade de pessoas transportadas pelos elevadores, utilizando uma menor área útil da edificação. Estamos nos referindo às tecnologias que utilizam dois elevadores, operando numa mesma caixa de corrida, ampliando a produtividade do equipamento. São dois modelos: um permite que dois elevadores operem independentemente um do outro, utilizando a mesma caixa de corrida. O outro possui duas cabinas que operam de forma integrada, ou seja, quando uma se movimenta a outra também faz o mesmo movimento.

Já em operação em países da Europa e da Ásia há mais de 10 anos, essas tecnologias não podem ser aplicadas no Brasil. Isso porque, a norma técnica NBR 5665, modelo adotado no Brasil para o cálculo de tráfego do elevador, não considera a possibilidade de utilização de duas cabinas em uma mesma caixa de corrida, até porque a referida norma foi editada em 1985 e não contemplava estes avanços tecnológicos.

Na realidade, para calcular e especificar elevadores, de acordo com a NBR 5665 temos a possibilidade de definir somente as seguintes variáveis: quantidade de elevadores; capacidade de carga da cabina (pessoas); velocidade dos elevadores; largura das portas e tipo de abertura das portas (AC ou AL) e zoneamento ou agrupamento dos elevadores, sendo as demais variáveis “fixas” ou inerentes às características construtivas, como o percurso e número de andares atendidos.

Por exemplo, no cálculo de tráfego da norma NBR 5665 temos a determinação das “paradas prováveis do elevador” somente com base em sua capacidade e seu percurso, não considerando qualquer diferença entre os softwares de atendimento, ou mesmo um software de atendimento com chamadas antecipadas, de cada marca/modelo de elevador.

Ou seja, o modelo de cálculo de tráfego utilizado pela norma técnica NBR 5665, considera variáveis de desempenho “pré-determinadas” e “definidas em tabelas”. Desta forma, não leva em conta outras variáveis inerentes à tecnologia de cada marca/modelo de equipamento, tais como: diferença de velocidade das portas de cada marca/modelo de equipamento; aceleração e desaceleração da máquina de tração; diferença dos tempos de atendimento com base no software de atendimento das chamadas de cada marca/modelo de equipamento; existência de tecnologias, como antecipação de chamadas; existência de mais de uma cabina em cada caixa de corrida, e outras características técnicas inerentes a cada modelo/marca de elevador.

Portanto, se realizarmos uma simulação de cálculo de tráfego, considerando diversas relações de velocidade e capacidade de elevadores, os resultados obtidos serão os mesmos para qualquer marca ou modelo de elevador a ser instalado no Brasil. Isso acaba por nivelar em um mesmo patamar de desempenho todo e qualquer elevador, independente da tecnologia embarcada. No caso de empregarmos novas tecnologias, como o sistema de duas cabinas por caixa de corrida teremos, portanto, um superdimensionamento da quantidade e das características dos elevadores, acima da real necessidade da edificação, agregando custos ao empreendimento.

Para contribuir positivamente com este debate, apresentamos uma proposta de adaptação da metodologia do cálculo de tráfego com base na norma técnica NBR 5665, contemplando as novas tecnologias. Na metodologia também propomos o emprego de simuladores de tráfego vertical (software), que permitem aferir e comprovar o real desempenho dos elevadores na edificação, considerando as novas tecnologias disponíveis no mercado. Desta forma, consideramos o impacto das características do equipamento que possam influenciar na “produtividade” do elevador.

(Luciano Grando é Engenheiro Mecânico formado pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, consultor especializado em transporte vertical. Diretor Técnico da Grando Engenharia e Presidente da ABEMEC-RS – Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos. Foi Conselheiro do CREA-RS – Conselho Regional de Engenharia do RS entre os anos de 2007 a 2012 e, atualmente representa o CREA-RS na Comissão de Estudos de Elevadores Elétricos da ABNT.)

 

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Alemanha também goleia em ranking de eficiência energética

Fonte: Envolverde

Divulgação: Procel Info

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Alemanha – Os alemães não são campeões mundiais apenas no futebol, como vimos recentemente no Brasil. Em eficiência energética eles também ocupam o topo, segundo revela um estudo do Conselho Americano para uma Economia de Energia Eficiente (Aceee) que avalia a eficiência energética entre 16 importantes economias do mundo.

De acordo com o levantamento divulgado na quinta-feira, 17 de julho, um país que utiliza menos energia para atingir um mesmo resultado, ou mesmo superá-lo, reduz custos e polui menos, criando uma economia mais competitiva.

O estudo avaliou o uso de energia a partir de 31 indicadores, distribuídos em quatro áreas-chave: indústria, transporte, edificações e esforços nacionais em prol da eficiência energética.

Eficiência energética nas indústrias preocupa ainda mais – o país fez dois de 25 pontos totais.

Em um mundo assolado pelas mudanças climáticas e de pressão crescente sobre os recursos naturais, a busca pela eficiência energética deve ser regra. Apesar de possuir uma das tarifas mais caras de energia e uma fonte abundante e renovável, como as hidrelétricas, o Brasil não aproveita bem a energia que tem.

O país ocupa a 15ª posição do ranking – ganhamos apenas do México. Ao todo, o Brasil atingiu 30 pontos de um total de 100 possíveis.

No quesito “esforços nacionais”, o Brasil fez quatro pontos de 25 possíveis. Foram avaliados, por exemplo, esforços para criação de legislações ou políticas nacionais que estimulem o uso mais racional de energia.

Baixo desempenho

Em “edificações”, outro setor que pressiona os recursos energéticos nos países, o Brasil somou 10 de 25 pontos possíveis. Foram levados em conta os códigos de construção e padrões de eficiência energética adotados, por exemplo, nos equipamentos usados.

Apenas no transporte, o país atingiu mais da metade da pontuação possível (14 de 25). O uso de etanol pela frota automotiva ajuda a melhorar o desempenho nesse quesito.

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