Perfil feminino invade engenharias

Fonte: Diário do Comércio – MG

Divulgação: SINAENCO

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Todos sabem que as mulheres vêm conquistando seu espaço no mercado de trabalho ao longo dos anos. Prova disso é que o número de alunas que buscam o curso de engenharia vem chamando a atenção. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam 71,6% de aumento do emprego entre os mais escolarizados, correspondente ao sexo feminino. Outro fato relevante é o aumento do número de inscritos no curso de engenharia. De acordo com o MEC, de 2007 a 2012 os cursos de engenharias, produção e construção dobraram a oferta de vagas, com 3,6 vezes mais inscritos, e o número de ingressantes cresceu duas vezes e meia.

O professor de engenharia de produção da Faculdade IBS/FGV José Cecílio Moreira analisa que o primeiro motivo desse acréscimo é o grande volume de obras públicas e privadas destinadas a suportarem dois grandes eventos esportivos, Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016, e programas do governo nas áreas de habitação e infraestrutura. Outro motivo é que, durante os últimos anos do período inflacionário até 1994 e os primeiros pós-Plano Real, o país investiu muito pouco na área técnica. A expectativa é de que as engenharias devam continuar crescendo nos próximos anos, porém, em ritmo menor.

Os cursos de engenharia de produção tiveram um desempenho ainda melhor do que o global das engenharias. A oferta de vagas cresceu 3,3 vezes, o número de inscritos aumentou em cinco vezes e a quantidade de ingressos nos cursos cresceu 400%. “Isso se deve à descoberta do curso pelo mercado de trabalho e à boa resposta dos profissionais que estão ingressando nessa área. Assim como as engenharias em geral, acredito que essa tendência permanecerá”, afirma Moreira.

De acordo com dados do MEC/Inep, houve um aumento progressivo de 83,6% no número de mulheres nos cursos de engenharia. De cada cinco brasileiros que se graduaram em 2012, três eram mulheres. Um estudo do IBGE de 2011 sobre a média de estudos aponta que as mulheres se dedicam mais que os homens na faixa etária entre 10 e 59 anos. Para o especialista, há uma predominância de determinadas habilidades em função do sexo. A capacidade feminina de trabalhar com assuntos diversos simultaneamente e de ter uma visão global da situação-problema é essencial para uma boa atuação na engenharia de produção. “Posso afirmar sem medo de errar que as mulheres irão se destacar com muita facilidade nessa área. Muitas já estão fazendo isso. Infelizmente, em muitos ambientes fabris ainda há preconceito que restringe a presença feminina, mas elas já quebraram preconceitos mais fortes do que esse”, afirma.  (DA REDAÇÃO)

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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