Semestre começa sem clareza para construção

Fonte: Corenet Global – Brazil Chapter (Notícias)

 O segundo semestre começou com falta de clareza para boa parte das incorporadoras de capital aberto sobre como será o ambiente para lançamentos e vendas até o fim de 2014. A indefinição passa por questões como o tamanho do ajuste a ser feito na economia em 2015, pela confiança do consumidor e, operacionalmente, pelo volume elevado de estoques que o setor ainda carrega dos anos em que as atenções estavam focadas em volumes expressivos de lançamentos.

A busca de redução de estoques vem sendo prioridade para as incorporadoras e importante balizador do ritmo com que novos projetos são lançados, com o objetivo de regular a oferta. Há quem comente que a absorção de estoques do setor no primeiro semestre foi menor do que a esperada. Além de os consumidores estarem mais cautelosos, as vendas foram impactadas pelo Carnaval tardio e pela Copa.

Mesmo um pouco antes do início da Copa, já estava mais difícil para as incorporadoras disputar espaço na mídia. De 12 de junho a 13 de julho, quando as atenções se voltaram para os jogos mundiais, o fluxo de visitas aos estandes de vendas caiu, e consumidores não demonstraram urgência na tomada de decisão de compra. A esse período se sobrepõem as férias escolares, fator que contribui, geralmente, para desacelerar a comercialização.

Incorporadores têm sinalizado que não vão “lançar por lançar” e que novos projetos só serão apresentados quando houver sinalização mais concreta de demanda e as pré-vendas estiverem bem aquecidas. No mercado, não se espera que, no acumulado do ano, o setor lance Valor Geral de Vendas (VGV) superior ao de 2013, mas que haverá queda, ou estabilidade.

Even Construtora e Incorporadora e Rodobens Negócios Imobiliários, por exemplo, deixaram claro que podem elevar o ritmo de lançamentos no segundo semestre em comparação à primeira metade do ano, mas que a tomada de decisão em relação aos novos projetos vai depender das condições do mercado.

No primeiro semestre, Cyrela Brazil Brokers, Direcional Engenharia, Even, EZTec, Gafisa, Helbor, MRV Engenharia, Rodobens e Trisul lançaram, em conjunto, R$ 8,58 bilhões, 22% acima do mesmo período do ano passado. Apesar da expansão dos lançamentos, as vendas encolheram 2,1%, para R$ 9,03 bilhões. Os números consideram somente a parte própria dos projetos.

No segundo trimestre, o conjunto dos lançamentos dessas empresas foi de R$ 3,65 bilhões, 10,5% menor do que o do intervalo de abril a junho de 2013, enquanto as vendas caíram 24%, para R$ 4,08 bilhões. A maioria das incorporadoras reportou baixa velocidade de comercialização, medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta), no trimestre. Helbor informou velocidade de vendas de 8%, Gafisa, de 12,6%, Even, de 13%, Direcional, de 13,5% e EZTec, de 14,8%.

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Hora da reforma, por onde começar?

Fonte: Folha de Londrina – Especial

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Você compra um apartamento e começa a reforma com uma pintura básica. Então resolve também trocar o granito da cozinha e o piso. Depois percebe que se abrisse uma das paredes o cômodo ganharia espaço e ficaria muito mais funcional e bonito. Seu vizinho dá uma olhada na reforma, gosta do projeto, e resolve fazer igual. Esses podem infelizmente ser ingredientes para um grande desastre. Desmoronamentos de prédios em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos últimos anos, foram determinantes para a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) editar uma regra que regulamentasse reformas em condomínios.

A norma nº 16.280 de 2014 informa que toda reforma de imóvel que altere ou comprometa a segurança da edificação ou de seu entorno, precisará ser submetida à análise da construtora e do projetista, se ainda estiver na garantia. No caso de edificações antigas ou que não estão mais na garantia, será exigido laudo técnico assinado por engenheiro ou arquiteto. Ou seja, a obra somente poderá ter início após a aprovação do projeto pelo condomínio. Segundo o advogado especialista em Direito Imobiliário, Daphnis Citti de Lauro, “se o síndico entender, baseado em parecer de arquiteto ou engenheiro, que a obra colocará em risco a edificação, poderá proibir a reforma, pois o interesse da comunidade condominial está acima do interesse particular de qualquer condômino.”

A norma foi editada principalmente após o desmoronamento do Edifício Liberdade, no Rio de Janeiro, que desabou e levou outros dois prédios menores, resultando na morte de 17 pessoas. O laudo indicou que a estrutura ruiu após vários condôminos abrirem janelas clandestinas em uma parede estrutural. “A norma vem para beneficiar e trazer mais segurança a todos os moradores. Mas como é uma norma, e não uma lei, alguns síndicos e condôminos estão entrando em desentendimento quanto ao cumprimento”. Segundo ele, o problema é que muitas vezes o morador não quer pagar o engenheiro para dar o laudo técnico. Por outro lado, o síndico não quer colocar na conta de todos os condôminos o custo do profissional.

Para ele, no entanto, deve-se entrar em acordo porque tanto quem faz a reforma como todos os outros moradores precisam estar preocupados com a integridade do edifício. “Esse gasto com engenheiro pode inclusive ser visto como custo de manutenção. Principalmente em edificações antigas, que precisam constantemente de troca de encanamento, troca de fiação, reforma em unidades, isso precisa estar previsto”, lembra.

A presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Maria Clarice Rabello, afirma que, apesar de não ser obrigatória, a ABNT é uma entidade de dita normas técnicas aprovadas em todo o país, e é obrigação de todos segui-las. “A pessoa pode ser responsabilizada caso provoque algum problema sério de estrutura na edificação, principalmente se já existe uma norma técnica que orienta sobre o assunto. O síndico é responsável por manter a integridade do prédio, por isso é preciso o laudo de um engenheiro que se responsabilize por isso”.

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A norma nº 16.280 de 2014 informa que toda reforma de imóvel que altere ou comprometa a segurança da edificação ou de seu entorno, precisa de laudo técnico de um engenheiro ou arquiteto
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CBCS divulga seminário sobre energia solar fotovoltaica em SP

O CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável realizará no dia 15 de agosto de 2014, na cidade de SP, o seminário Energia Solar Fotovoltaica em Edificações – Projeto integrado e a viabilidade da tecnologia no Brasil, com o objetivo de disseminar informações sobre essa fonte de energia aos profissionais da construção civil.

Veja abaixo a chamada, bastando clicar na figura para acessar o link.

Foto Cel CBCS

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Qualidade interna do ar

Fonte: Infra – Mundo Facility

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Exigências para que laboratórios sejam acreditados pelo INMETRO e possam realizar medições ambientais

A deliberação normativa do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) nº 16, de 29 de junho de 2011, que rege sobre Qualidade do Ar Interior (QAI) no Estado de Minas Gerais, exige que laboratórios de análises ambientais sejam acreditados para ensaios e calibrações nos termos da NBR-ISO/IEC 17025, junto ao INMETRO ou junto a organismo que mantenha reconhecimento mútuo com o INMETRO.

Esse processo de qualidade garante mais confiança, rastreabilidade e credibilidade nos resultados de ensaios, sendo executado por equipes treinadas, processo definidos e equipamentos calibrados.

No link a seguir, confira a norma completa para análise:

http://www.feam.br/images/stories/arquivos/laboratorios/deliberacao_normativa_copam_167.pdf

 

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Adaptações das obras do Pan ainda não têm custo

Fonte: Folha de SP Online – Esporte

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Sete anos após o Pan do Rio e a dois da Olimpíada, os governos ainda não definiram o custo para adequação de arenas usadas no evento de 2007. É o que mostra a Matriz de Responsabilidades, atualizada nesta terça (29).

O documento, que lista o preço das instalações esportivas e o responsável por cada execução, indica que o custo das arenas está em R$ 6,5 bilhões. Mas não há estimativa de custo de 15 dos 52 projetos entre eles, as readequações dos parques aquáticos Maria Lenk e Julio Delamare, do Engenhão, do Maracanãzinho e do estádio de remo da Lagoa.

Para o general Fernando Azevedo e Silva, chefe da Autoridade Pública Olímpica, as reformas não preocupam, por serem de pequeno porte.

Agora, a previsão de gasto com a Olimpíada é de R$ 37,6 bilhões, incluindo obras de infraestrutura e urbanísticas. O valor subirá, já que projetos hoje sem prognóstico de custo terão orçamento definido 18 estão nessa situação.

A estimativa de gasto total em 2009, quando o Rio foi eleito sede, era de R$ 28,9 bilhões ou R$ 38,1 bilhões em valor atualizado pelo IPCA.

O legado do Pan é alvo de questionamento de entidades e atletas. O velódromo erguido, por exemplo, foi demolido para construção de outro.

Editoria de arte / folhapress

Outras instalações que puderam ser reaproveitadas devem se ajustar às exigências olímpicas. O Maria Lenk precisa de piscinas de aquecimento. No Engenhão, haverá troca da pista de atletismo e ampliação da capacidade.

A Empresa Olímpica Municipal afirmou que a adaptação do Maria Lenk começará até o fim do ano. O Engenhão só terá intervenções em 2016.

O governo do Estado disse que o projeto básico da reforma do Julio Delamare aguarda análise dos órgãos de licenciamento para início da obra. O do estádio de remo está em elaboração, com previsão de licitação em até três meses. O local das quadras de aquecimento do Maracanãzinho ainda será definido.

Duas linhas de alimentação de energia elétrica do Complexo de Deodoro também não têm custo definido.

Outros oito projetos referem-se a itens ainda não especificados, que seriam custeados pelo comitê organizador mas acabarão transferidos no futuro para governos.

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Mesmo os habitantes das grandes cidades vivem em “aldeias” do ponto de vista social

Fonte: Público – Ciências

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Quem vive numa grande cidade já terá reparado que, por vezes, é como se vivesse numa aldeia. Dá-se sempre com as mesmas pessoas, há bairros onde nunca vai, partes da cidade que nem sequer conhece. Um estudo agora realizado com base nas comunicações telefónicas de pessoas residentes em grandes e pequenas cidades no Reino Unido e em Portugal mostra que essa impressão corresponde mais à realidade do que imaginamos. Os resultados foram publicados na revista Journal of the Royal Society Interface.

O estudo da forma como a urbanização crescente do mundo moderno afecta as interacções sociais interessa os sociólogos há muito tempo. Mas até agora, para realizar os seus estudos, os especialistas baseavam-se em inquéritos qualitativos, explica em comunicado o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Essencialmente, isso consistia em perguntar às pessoas com quem é que tinham falado ao telefone e durante quanto tempo – um método sujeito a erros de avaliação e de memória por parte dos inquiridos.

Mas agora, e pela primeira vez, a equipa do português Luis Bettencourt, do Instituto Santa Fé nos Estados Unidos, juntamente com colegas do MIT, com engenheiros informáticos e com especialistas de empresas de telecomunicações europeias, foi directamente buscar os dados quantitativos – e exactos ao pormenor – das comunicações telefónicas. Mais precisamente, os cientistas tiveram acesso aos registos da maioria das chamadas terrestres realizadas no Reino Unido durante um período de um mês, em 2005 – bem como aos de milhões de chamadas de telemóvel realizadas em Portugal durante um período de 15 meses, entre 2006 e 2007.

Uma vez retirados quaisquer elementos que pudessem permitir identificar os interlocutores, os cientistas encontraram-se perante uma autêntica mina de ouro de relações interpessoais, completas com data, duração, local da chamada, etc.

“Trata-se de uma matéria-prima sem precedentes, que vai provavelmente alterar a nossa compreensão da sociedade, abrindo potencialmente o caminho à emergência de uma área que algumas pessoas já começam a chamar de “ciências sociais computacionais”, diz o co-autor Carlo Ratti, do MIT, no mesmo comunicado.

Milhões de telefonemas
Os cientistas reconstruíram, a partir dessa massa de dados, redes de interacções telefónicas para cada aglomeração britânica e portuguesa, onde cada pessoa era representada por um nó da rede e as suas comunicações telefónicas por ligações com outros nós.

Viver numa grande cidade ou numa pequena vila não são a mesma coisa – o ritmo de vida é de facto diferente e o número de pessoas com que os habitantes contactam é maior numa grande cidade do que numa aldeia. E, de facto, os cientistas confirmaram que assim era: o número de chamadas telefónicas, bem como o número de interlocutores telefónicos, aumentava com o tamanho da localidade de residência. E até aumentava mais do que proporcionalmente. Por exemplo, se uma dada cidade tivesse o dobro dos habitantes de outra, o número de telefonemas e o número de interlocutores dos habitantes da cidade maior era mais do dobro dos respectivos números associados à cidade mais pequena.

“Os resultados indicam que à medida que as cidades ficam maiores, o nosso número de contactos sociais aumenta de uma forma [supra-linear] que eu previ num artigo que publiquei na Science” e que, na altura, o PÚBLICO noticiou, disse-nos Luís Bettencourt.

Porém, a equipa obteve agora um resultado relativamente surpreendente a outro nível. Acontece que, seja qual for o tamanho da cidade onde vivemos, os cálculos mostraram que a probabilidade de que os nossos amigos se conheçam entre si não se altera. Por outras palavras, as nossas redes sociais são todas semelhantes desse ponto de vista – o que, concluem, sugere que os seres humanos se organizam instintivamente em comunidades sociais compactas. E isso se verifica tanto em Lixa, aldeia do Norte de Portugal, dizem os autores – onde 6000 pessoas vivem numa área urbana de apenas três quilómetros quadrados – como na área metropolitana de Lisboa. O que obviamente não impede, enfatizam contudo, que quem vive em Lixa tenha menos margem de manobra para escolher o seu círculo social do que quem vive em Lisboa.

“Este é um dos resultados curiosos deste novo estudo”, explica-nos Luís Bettencourt. “Nas grandes cidades, há em geral maiores oportunidades de interacção com mais indivíduos e indivíduos mais diversos. Nós verificámos isso para Portugal (e para o Reino Unido). No entanto, o que vemos também é que as pessoas que conhecemos têm uma alta probabilidade de se conhecerem entre elas – o que quer dizer que, independentemente do tamanho da cidade, criamos redes sociais coesas (como nas cidades pequenas ou nas aldeias). Numa grande cidade, no entanto, essa rede social é mais o produto da nossa escolha e nesse sentido tem um carácter diferente da de uma aldeia.”

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Projetos de eficiência energética são fundamentais para reduzir desperdício de água

Fonte: Procel Info

Por: Fernanda Viviani

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São Paulo – Economia de água também pode ser feita através de eficiência energética

São Paulo – O relatório anual das Nações Unidas faz terríveis projeções para o futuro da humanidade: a água será o recurso mais escasso do mundo no século XXI. A ONU prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para a sobrevivência. Segundo dados estatísticos existem hoje 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem acesso à água doce. Estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco mais de 40 anos, quando a população atingir a cifra de 10 bilhões de indivíduos.

Segundo o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o Brasil perde 40% da água distribuída pelos prestadores de serviço em relação a água produzida. Dentro deste contexto, o Brasil possui 13,8% de toda a água doce do planeta. Mesmo com essa situação privilegiada é necessário saber preservar e economizar. O caso do Sistema Cantareira é uma prova disso. O reservatório utiliza “volume morto” desde o mês de maio.

O governador do Estado de São Paulo assumiu a necessidade de haver racionamento no abastecimento de água após o Sistema Cantareira alcançar 12% da capacidade no mês de abril. A situação é alarmante porque ele é responsável por fornecer água tratada a cerca de 8,8 milhões de pessoas.

De acordo com a moradora de São Paulo, Ana Cristina Wald, a cidade se mobilizou para a economia de água e mesmo assim é possível ver o desperdício, como água jorrando em canos furados e pessoas lavando carro na rua.

O problema da água envolve também o fornecimento de energia elétrica. As usinas hidrelétricas são responsáveis por cerca de 75% de toda eletricidade produzida no país. Com a falta de chuvas por um período prolongado, como aconteceu no início de 2014, a produção e fornecimento foram ameaçados pela baixa do nível de água dos reservatórios.

Eficiência energética e economia de água são dois objetivos a serem perseguidos, tanto individualmente como coletivamente, para que consigamos reduzir os impactos de estiagens prolongadas. As casas, empresas e espaços públicos devem incorporar conceitos de construção sustentável. Podem ser citadas três alternativas que agem diretamente nesta questão: aproveitamento de água de chuva, aquecedores solares e energia fotovoltaica. Disseminar e promover a eficiência energética proporciona o melhor consumo de energia e água.

Investimentos em eficiência energética se tornam fundamentais. Projetos bem estruturados em indústrias, comércios, usuários domésticos e até mesmo nas próprias estações de tratamento de água conseguem reduzir o desperdício em até 30%”, explica Alexandre Moana, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços e Conservação de Energia (Abesco).

Outra forma também de reduzir o desperdício de água, é conter a demanda por meio de técnicas de conservação, substituindo tecnologias que utilizam a água, como: máquinas, motores, sistemas de refrigeração, por aparelhos mais modernos, com maior eficiência energética e menos custo financeiro. Vale ressaltar, que as empresas de saneamento hoje, possuem um de seus maiores gastos operacionais com energia elétrica, atrás somente das despesas com pessoal.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia.Gastar mais de 110 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

A Abesco ressalta que a utilização racional dos recursos hídricos é fundamental, uma vez que enquanto a energia elétrica pode ser gerada por diferentes fontes, para a água não há substitutos ou alternativas. Por isso, solicitou ao consultor Raymundo Aragão que fizesse uma análise desse mercado. “Com frequência, encontramos instalações com potenciais de redução dos custos superiores a 50% com atratividade financeira, a despeito do valor do investimento“.

Ainda de acordo com Aragão, de uma forma geral, o valor investido na redução de consumo, com ferramentas como limitadores de vazão, medidores setoriais e torneiras e registros com fechamento automático, retorna em economia para o consumidor em menos de dois anos. “Vale ressaltar que qualquer iniciativa deve ser acompanhada de mudança de hábitos e educação dos usuários para que o uso consciente dos recursos faça parte do dia a dia”.

Cabe lembrar ainda que muitas companhias de água efetuam a cobrança em faixas de consumo. Geralmente a companhia adota várias categorias de consumo, com a finalidade principal de subsidiar a tarifa paga pelos clientes com menor poder aquisitivo e de incentivar o consumo consciente, evitando assim o desperdício da água tratada, numa demonstração de preocupação com o meio ambiente. Mudar de faixa de consumo pode significar uma boa economia financeira também. Atualmente as companhias trabalham com as seguintes faixas de consumo: Residencial Social, Residencial Popular, Residencial Normal, Comercial Popular, Comercial, Industrial, Pública e Entidades Filantrópicas.

O primeiro e maior problema do consumo de água no setor residencial é a inadimplência. Alguns moradores ainda insistem em não pagar a sua quota-parte do consumo. Também existe o costume de desperdiçar água, sem nenhuma responsabilidade. E principalmente, a injustiça de um apartamento com apenas um casal pagar o mesmo valor de um que tem mais pessoas. O que ocorre com a medição individual de água é a distribuição do consumo. Cada um vai pagar pelo que consumiu e a conta geral do condomínio tende a baixar. São medidas como esta que mostram a importância do uso consciente e economia da água.

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Eficiência energética é desafio para indústria

Fonte: Jornal do Comércio

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São Paulo – Em um momento em que a eletricidade torna-se um insumo cada vez mais caro e importante, cresce a necessidade das práticas de eficiência no setor. No Brasil, a área industrial é a maior consumidora de energia. Dentro desse segmento, as pequenas e médias empresas, percentualmente, são as maiores desperdiçadoras e, portanto, as que têm mais chances de reduzir os gastos, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Rodrigo Aguiar.

O dirigente acredita que as medidas de eficiência não ocorrem com tanta frequência nesse nicho por uma questão de falta de informação ou de uma linha de crédito adequado. Para tentar amenizar o problema do desconhecimento, a Abesco e o Sebrae lançaram ontem uma cartilha de eficiência energética destinada à área industrial. Apesar das dificuldades, Aguiar argumenta que a preocupação com o tema vem crescendo no País. Segundo o integrante da Abesco, somente em energia elétrica, o Brasil desperdiça metade de toda geração de Itaipu (em 2013, a usina alcançou a produção de 98.630.035 MWh).

Outro fator que aumenta a necessidade de se ter um uso de energia mais eficiente é a limitação que se enfrenta quanto à expansão de novas fontes de energia. O dirigente lembra que, antigamente, era muito mais fácil realizar a implantação de uma hidrelétrica ou de uma térmica.

A promoção do consumo eficiente consta nos planos nacional de energia e no de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia. A meta é atingir uma diminuição de cerca de 10% do consumo de energia elétrica até 2030. Inicialmente, o consumo base projetado para esse ano no País seria de 1.027.896 GWh. Com as medidas de eficiência, o objetivo é baixar esse número para 921.273 GWh.

Conforme o presidente da Abesco, o percentual de economia de energia com o investimento em projetos de eficiência energética irá variar dependendo do setor. No entanto, em média, é possível conseguir algo na ordem de 20% a 40%. Aguiar também salienta que a eficiência energética também contribui para a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa.

O dirigente comenta que uma opção muito utilizada no setor industrial para adotar essa atitude é a troca de motores. O presidente da Abesco adverte que cerca de 20% de todo parque nacional desses equipamentos já verifica mais de 25 anos de uso. “A curva de trabalho deles é totalmente comprometida, o consumo é muito superior ao original de fábrica”, aponta.

Aguiar diz que uma empresa que quiser diminuir o uso de energia pode contratar uma consultoria que fará a avaliação das possibilidades. Essa companhia fará uma análise para levantar quanto o cliente gasta de energia, onde e como pode haver a redução.

O diretor comercial da Intral (provedora de soluções em iluminação), Gerson Teixeira, enfatiza que iniciativas de eficiência energética possibilitam que se retarde a exigência de novos investimentos para aumentar a oferta de energia elétrica. “Trata-se de usar de forma eficiente os recursos que já temos.” O empresário acrescenta que o tema também envolve a questão da competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

Para Teixeira, a eficiência energética é uma política que precisa ser desenvolvida pela sociedade como um todo, envolvendo governos e iniciativa privada. O dirigente cita como opções para a redução de custos com a energia a substituição de lâmpadas, uso de painéis solares para aquecimento, aproveitamento de uma arquitetura que melhore as condições térmicas e de iluminação natural, uso de motores de baixas perdas, entre outras.

O empresário comenta que, por exemplo, o uso de uma iluminação com LED em uma edificação, ao invés das lâmpadas de vapor metálico, permite em menos de dois anos o retorno do investimento com a economia em energia e menores custos de manutenção. “A eficiência energética no mundo e no Brasil é um caminho sem volta”, conclui. O assunto foi debatido no 11º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE) e ExpoEficiência. O evento ocorreu nos dias 21 e 22, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

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Etiqueta de eficiência energética passa a ser obrigatória em reformas e novas obras de edifícios públicos federais

Fonte: Infra Estrutura Urbana

Divulgação: Procel Info

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Brasil – No dia 5 de junho, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma normativa que estende a obrigatoriedade da obtenção da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) para edifícios públicos federais. De acordo com o texto IN02/2014, publicado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, todas as edificações novas ou em processo de reformas deverão ser contratadas e desenvolvidas visando à obtenção da Ence classe “A”.

A classificação das edificações pela etiqueta atribui valores de A a E, sendo “A” mais eficiente energeticamente e “E” menos eficiente. São avaliados os sistema de iluminação, de ar-condicionado e envoltória (paredes, cobertura e janelas). O edifício ainda pode ganhar pontos extras com a utilização de energia de fontes renováveis ou a reutilização de água da chuva.

Para os edifícios em construção, é exigido que se obtenha a Ence Geral de Projeto e, posteriormente, da Ence Geral de Edificação Construída classe “A”. Já para edifícios em reforma, será obrigatória a apenas da Ence Geral de Edificação Construída classe “A”.

No Brasil, 25 prédios públicos já possuem a Ence. De acordo com a normativa, estão dispensadas da obtenção da etiqueta as edificações com até 500 m² de área construída ou cujo valor da obra seja inferior ao Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB) atualizado.

A normativa entrará em vigor no prazo de 60 dias após a publicação no DOU.

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Lâmpadas de LED economizam mais energia

Fonte: JVA

Divulgação: Procel Info

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Brasil – Até junho de 2016, algumas lâmpadas incandescentes estarão fora de circulação no Brasil de acordo com a portaria interministerial n° 1007/2010, que estabelece níveis mínimos de eficiência energética para lâmpadas incandescentes. Esses níveis mínimos não serão atendidos porque a tecnologia não dispõe dessa eficiência e assim lâmpadas incandescentes deixarão de circular no Brasil até 2016. A substituição dessas lâmpadas no país está sendo feita de forma gradativa e novas tecnologias estão chegando ao mercado.

Com o objetivo de contribuir para essa substituição e estimular o uso de tecnologia econômica e sustentável, o Grupo Neoenergia, por meio das distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern, lançaram o projeto de troca de lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas por lâmpadas LED, em parceria com a Philips, o Home Center Ferreira Costa e o Armazém Pará. O projeto integra o Programa de Eficiência Energética da Coelba, Celpe e Cosern regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

No Vale do Aço, o volume de vendas de lâmpadas LED (sigla em inglês que significa diodo emissor de luz) cresceu 50% no primeiro semestre de 2014, em comparação com o mesmo período do ano passado. Quem garante é Warlington Rodrigues, gerente de uma loja especializada em material elétrico e iluminação, com filiais em Ipatinga e Timóteo.

“As pessoas mais esclarecidas e que se preocupam com o meio ambiente estão procurando adquirir as lâmpadas de LED. Ainda há resistência de algumas pessoas, que acreditam que o investimento nessas lâmpadas é maior. O mesmo fenômeno ocorreu quando surgiram as fluorescentes compactas, que vieram para substituir as incandescentes comuns”, observa Warlington.

As lâmpadas de LED são bem mais econômicas. Daí a necessidade de se desmistificar a ideia de que o investimento nesses modelos é alto. “As lâmpadas LED duram em média de 20 mil a 50 mil horas, dependendo do modelo e de como elas são usadas”, informa o especialista.

Modelos e preços

Atualmente, o preço de uma lâmpada LED varia bastante conforme o modelo. A dicroica, uma das mais simples, custa em média R$ 15. O preço da fluorescente tubular gira em torno de R$ 50. A bulbo custa cerca de R$ 60.

Conforme Warlington Rodrigues, a tendência é que os preços despenquem. “Há três meses, a lâmpada modelo bulbo era vendida por R$ 118. Hoje esse valor é bem menor. Portanto, a tendência é que os preços das lâmpadas LED caiam gradativamente”, projeta.

Como usar corretamente?

Para que as lâmpadas de LED sejam ainda mais econômicas, é preciso tomar alguns cuidados básicos, conforme alerta Warlington Rodrigues. “A lâmpada LED precisa de ventilação para dissipar calor. Então, não é interessante, do ponto de vista econômico, colocar as lâmpadas dentro de determinadas luminárias, como a de embutir ao solo, por exemplo”, diz.

Também não é viável colocar as lâmpadas de LED dentro de luminárias próprias para o chão. Neste caso, a umidade reduz a vida útil dessas lâmpadas.

Principais vantagens das lâmpadas LED:

– São ecologicamente corretas, pois não possuem gases tóxicos e metais pesados na sua composição, diferentemente das lâmpadas fluorescentes, que possuem mercúrio;

– Não emitem raios ultravioleta;

– São lâmpadas bivolts, que aceitam uma variação de corrente elétrica, preservando assim a sua vida útil;

– Funcionam com 90 volts a 240 volts, tendo maior resistência às oscilações que ocorrem na corrente elétrica;

– Têm menor consumo em watts e maior fluxo luminoso, com isso gasta-se menos energia e, automaticamente, paga-se mais barato na conta de energia.

Lâmpada de 60 watts é coisa do passado

Nesse processo de substituição de lâmpadas ecologicamente incorretas pelas de LED, as de 60 watts já fazem parte do passado. Desde 1º de julho, passou a vigorar no país a legislação que restringe a produção, importação e comercialização de lâmpadas incandescentes. Desde 2013, não se pode mais fabricar ou importar as lâmpadas incandescentes de 150 e 100 watts e, agora, essa proibição passa a valer também para a lâmpada mais tradicional no uso doméstico, a de 60 W. A regulamentação consta na Portaria Interministerial n° 1007/2010, do Ministério de Minas e Energia.

Com base nessa portaria, as lâmpadas incandescentes com potência de 60 watts ainda terão uma sobrevida de um ano, prazo máximo que os varejistas poderão comercializar seus estoques. A expectativa do comércio é que os estoques terminem antes desse prazo.

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