Adaptações das obras do Pan ainda não têm custo

Fonte: Folha de SP Online – Esporte

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Sete anos após o Pan do Rio e a dois da Olimpíada, os governos ainda não definiram o custo para adequação de arenas usadas no evento de 2007. É o que mostra a Matriz de Responsabilidades, atualizada nesta terça (29).

O documento, que lista o preço das instalações esportivas e o responsável por cada execução, indica que o custo das arenas está em R$ 6,5 bilhões. Mas não há estimativa de custo de 15 dos 52 projetos entre eles, as readequações dos parques aquáticos Maria Lenk e Julio Delamare, do Engenhão, do Maracanãzinho e do estádio de remo da Lagoa.

Para o general Fernando Azevedo e Silva, chefe da Autoridade Pública Olímpica, as reformas não preocupam, por serem de pequeno porte.

Agora, a previsão de gasto com a Olimpíada é de R$ 37,6 bilhões, incluindo obras de infraestrutura e urbanísticas. O valor subirá, já que projetos hoje sem prognóstico de custo terão orçamento definido 18 estão nessa situação.

A estimativa de gasto total em 2009, quando o Rio foi eleito sede, era de R$ 28,9 bilhões ou R$ 38,1 bilhões em valor atualizado pelo IPCA.

O legado do Pan é alvo de questionamento de entidades e atletas. O velódromo erguido, por exemplo, foi demolido para construção de outro.

Editoria de arte / folhapress

Outras instalações que puderam ser reaproveitadas devem se ajustar às exigências olímpicas. O Maria Lenk precisa de piscinas de aquecimento. No Engenhão, haverá troca da pista de atletismo e ampliação da capacidade.

A Empresa Olímpica Municipal afirmou que a adaptação do Maria Lenk começará até o fim do ano. O Engenhão só terá intervenções em 2016.

O governo do Estado disse que o projeto básico da reforma do Julio Delamare aguarda análise dos órgãos de licenciamento para início da obra. O do estádio de remo está em elaboração, com previsão de licitação em até três meses. O local das quadras de aquecimento do Maracanãzinho ainda será definido.

Duas linhas de alimentação de energia elétrica do Complexo de Deodoro também não têm custo definido.

Outros oito projetos referem-se a itens ainda não especificados, que seriam custeados pelo comitê organizador mas acabarão transferidos no futuro para governos.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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