Redes inteligentes: uma evolução necessária

Fonte: Canal Tech

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O crescimento expressivo dos grandes centros urbanos no Brasil e no mundo tem aumentado a procura por soluções que simplifiquem o dia a dia das pessoas, além de tornar ainda mais importante a busca por sustentabilidade e qualidade de vida para as próximas gerações. Preocupações sobre como produzir mais energia com a mesma matriz energética se tornam cada vez mais comuns. Conferir inteligência ao processo de produção, distribuição e consumo por meio de redes inteligentes pode ser uma das saídas.

As smart grids são redes elétricas totalmente integradas por meio de tecnologia, telecomunicações, medição e automação, que possibilitam a transmissão e distribuição de energia com base em informações em tempo real de toda a cadeia. A atribuição de inteligência aumenta consideravelmente a capacidade de atender cenários com fontes intermitentes e distribuídas de energia, evita sobrecarga, reduz o impacto no meio ambiente e melhora o serviço oferecido aos clientes.

Na Europa, a adoção de smart grids já está bem avançada. Em Portugal, por exemplo, mais de 20 mil consumidores também são microgeradores de energia. No Brasil, a geração distribuída ainda não é uma realidade, mas no que depender das concessionárias do setor e do governo, o cenário mudará em breve. Até 2030, as redes elétricas inteligentes devem atender cerca de 74,4 milhões de usuários no país segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica).

Atualmente, há mais 200 projetos pilotos em andamento no país. Porém, o caminho a ser percorrido é longo e desafiador. As concessionárias precisam fazer um inventário da infraestrutura: equipamentos de TI e Telecom existentes, nível de modernidade da rede de transmissão e distribuição e porcentagem das instalações telecontroladas. Após o diagnóstico, as empresas precisam estabelecer um centro de controle de operações, implementar sensores nas redes, sistemas de automação de processos e medidores inteligentes nas residências e prédios comerciais.

A substituição dos medidores eletromecânicos de consumo por digitais vai conferir inteligência à ponta do processo. Como eles transmitem dados por meio de cabos de fibra ótica ou sem fio, não será mais necessário verificar pessoalmente o consumo de cada residência. Além disso, as pessoas não precisarão ligar na concessionária para reclamar de falta de energia, os sensores instalados ao longo da rede enviarão informações em tempo real ao centro de operações da empresa. O religamento do sistema, bem como a manutenção e o corte poderão ser feitos à distância, agilizando a normalização do fornecimento. Até o momento, na maioria das vezes, um técnico precisa ir até o local do problema para repará-lo.

Os medidores também contribuirão para um empoderamento do consumidor, que além de se tornar um microgerador, conseguirá acompanhar o gasto de energia de sua casa ou empresa por meio de sites ou aplicativos oferecidos pelas concessionárias. Além disso, com o estabelecimento de diferenças tarifárias ao longo do dia será possível escolher o melhor horário para utilizar os equipamentos elétricos que consomem mais energia, como a máquina de lavar, por exemplo.

Os ganhos para o consumidor são claros. No entanto, as companhias do setor também terão vantagens com a implementação de smart grids. Receber informações das redes de transmissão e distribuição e dos medidores em tempo real agilizará a tomada de decisões, diminuindo as instabilidades do sistema. Será possível ainda aprimorar a análise de contingência, bem como o monitoramento de equipamentos e gestão de ativos devido ao alto nível de confiabilidade dos dados adquirido com o uso de tecnologias.

Atualmente, 15% de cada 100 quilowatts (kW) produzidos no Brasil se perdem entre a geração e o consumo, segundo o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A precisão nas medições de consumo e identificação de falhas na rede possibilitadas pelas smart grids devem diminuir essa perda e o furto de energia, conhecido como ‘gato’, capacitando as empresas para atender mais consumidores com a mesma produção.

A adoção de redes elétricas inteligentes também incentivará um comportamento mais consciente por parte dos consumidores, que passarão a interagir constantemente com a concessionária, se tornando parte importante do sistema. Os desafios a serem superados são muitos. No entanto, modernizar o processo de transmissão e distribuição de energia aumentará a eficiência da rede, resultando em um serviço mais confiável e melhor a um custo mais baixo para o consumidor.

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Blocos de cimento “transparente” favorecem entrada de luz e economia de energia

Fonte: Bonde

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Itália – Permitir a máxima entrada de luz nos ambientes e promover a economia de energia é um dos grandes desafios da arquitetura moderna. De olho nessa necessidade, a empresa italiana Italcementi criou o “cimento transparente”.

Batizadas de i.light , as estruturas são, na verdade, um conjunto de blocos de concreto com pequenos orifícios que permitem a entrada e saída de luz. Como os buracos têm dois ou três milímetros, eles parecem blocos normais quando vistos de longe, mas, quando iluminados, causam a sensação de transparência.

Segundo os criadores, um edifício feito com o i.light pode economizar uma quantidade de energia semelhante à que se pouparia durante o horário de verão. A invenção já foi usada no pavilhão italiano da Expo Xangai.

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Instituto Green Building cria parceria com Bureau Veritas

Fonte: Edifícios e Energia

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Estados Unidos – O Instituto de Certificação Green Building (GBCI) e a Bureau Veritas SA – organismo de certificação, inspeção e avaliação para o desenvolvimento sustentável – assinaram uma parceria que confere à Bureau Veritas a missão de verificar a conformidade da certificação dos projetos LEED internacionais em nome do GBCI.

O objetivo, dizem as organizações, é facilitar a certificação destes projetos e a expansão do mercado da construção sustentável, tornando o processo de certificação transparente e independente, ao mesmo tempo que alavanca a presença global da Bureau Veritas.

“Esta colaboração com a Bureau Veritas ajuda-nos a elevar o nível do LEED”, explica Rick Fedrizzi, presidente do GBCI e CEO do US Green Building Council (USGBC). “Através da nossa colaboração, vamos estender a escala e o âmbito das operações da Bureau Veritas e a rapidez na capacidade de construção e o alcance global”, acrescenta.

A Bureau Veritas passa assim a ter um papel mais ativo na certificação LEED, segundo o CEO da entidade, Didier Michaud-Daniel, ao passo que expande a oferta dos serviços de certificação à qualidade, saúde humana, proteção do ambiente e responsabilidade social. “Todos eles são prioridades dos nossos clientes e comunidades em todos os trabalhos”, adianta.

Com o acordo, pretende-se criar um maior envolvimento com os clientes e impulsionar a adoção de práticas para a construção sustentável: “Queremos que os nossos utilizadores tenham uma experiência positiva e coerente com o LEED, independentemente da parte do mundo onde se encontrem”, disse Mahesh Ramanujam, diretor de operação do USGBC.

Os primeiros edifícios deverão ser certificados pela Bureau Veritas, nesta parceria, no final de 2015.

Recorde-se que, no início deste ano, o USGBC divulgou a lista dos países que constituem o top 10 na certificação LEED, com maior número de espaço certificado fora dos Estados Unidos, na qual o Canadá lidera, seguido pela China e Índia.

Segundo os dados, mais de 60 mil projetos de edifícios comerciais estão usando o selo LEED e mais de 154 mil unidades residenciais utilizam o sistema de classificação LEED destinado a habitações.

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Shoppings vendem meio bilhão de reais em ativos neste ano

Fonte: NAI Dworking

Divulgação: CORENET Global

Com a venda anunciada ontem do Top Center Shopping, em São Paulo, da General Shopping para a israelense Gazit-Globe, por R$ 145,5 milhões, a movimentação de negócios envolvendo a venda de shopping centers no país atinge quase R$ 490 milhões no acumulado do ano.

O valor pode ser maior, se consideradas também operações de empresas de capital fechado. Desde as primeiras aberturas de capital de empresas do setor em bolsa, a partir de 2007, as vendas de ativos não atingiam este patamar no período de janeiro a agosto, segundo levantamento do Valor.

Companhias de capital aberto informam que têm se desfeito de ativos dentro da estratégia de “reorganizar o portfólio”. BRMalls e General Shopping fizeram movimentos nesse sentido. A Aliansce já informou que analisa se desfazer de ativos a curto prazo.

“Não anda fácil vender shopping, as ofertas aumentaram e o humor do mercado piorou. Está todo mundo tentando fazer mais caixa”, diz um executivo do setor.

Segundo um diretor financeiro do setor, um mesmo empreendimento que era avaliado para venda com taxa interna de retorno (TIR, índice que mostra a valorização do imóvel, descontando inflação e dívidas) de 23% no fim de 2011, mostra uma TIR agora entre 17% e 19%.

Apesar do discurso de que se trata de “oxigenar a carteira”, há casos em que a venda acontece para reduzir endividamento (atrelado ao dólar e à Selic); se desfazer de ativos “não estratégicos” – aqueles que não atingiram metas de desempenho; ou de ativos nos quais as empresas não têm o controle acionário.

O cenário reflete a perda de vigor da economia e o aumento da alavancagem de algumas empresas, após forte ritmo de crescimento. Apesar disso, o setor é considerado resiliente e sem grandes vulnerabilidades.

“Há investidores indo embora [do país] e quanto mais a economia se desacelerar, melhor para nós porque surgem oportunidades com melhores preços do que há dois ou três anos”, disse Chaim Katzman, presidente mundial da israelense Gazit-Globe, em entrevista em julho ao Valor.

Neste ano, a BRMalls vendeu quatro shoppings por quase R$ 200 milhões. “O objetivo é continuar vendendo [shoppings]“, disse Carlos Medeiros, presidente da empresa, em maio. “Esse é o interesse, mas por preço que faça sentido, considerando o que pagamos e o potencial do ativo”. Como justificativa, a empresa informa que tem se desfeito de empreendimentos em que não pode ampliar sua fatia minoritária. Cerca de 20% da dívida bruta da empresa (hedgeada) é atrelada ao dólar. A dívida líquida em junho somava R$ 4,3 bilhões, alta de 3,5% sobre ano anterior.

Há cerca de três meses, a diretoria da Aliansce ressaltou que estudava a venda de participação, em até dois shoppings, com a intenção de ampliar recursos em caixa. O Valor apurou que esse estratégia está mantida. Há um mês, a empresa anunciou acordo para reduzir sua participação de 50% para 33% no Santana Parque Shopping. Os outros 50% eram da General Shopping, que vendeu toda a sua fatia. Os compradores das fatias da Aliansce e General Shopping foram grupos estrangeiros – Canada Pension Plan Investment Board (sócio da Aliansce) e o fundo soberano de Cingapura, numa operação de R$ 144,5 milhões.

No caso da General Shopping, com venda de fatia em dois ativos neste ano, há entrada de recursos em caixa. A empresa pode recomprar parte da dívida em dólar em 2015. O endividamento líquido total subiu de R$ 1,1 bilhão em março de 2013 para R$ 1,4 bilhão, vem março deste ano.

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GRUPAS abordará o tema “capacitação profissional dos profissionais de facilities” em sua próxima reunião

Em tempo de “vacas magras” para o mercado de treinamentos, o Grupo de Profissionais Administradores de Serviços – GRUPAS traz à tona um importante tema voltado às diversas modalidades dentro da área de gestão de serviços.

Como disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em sua palestra de abertura do último Green Building Brasil, vivemos em um período com uma maior “quantidade” de opções nos diversos segmentos, mas também, uma época onde a “qualidade” ainda não atingiu patamares necessários.

Este desequilíbrio (quantidade x qualidade) é latente nas operações de facilities, onde vemos vários gestores e supervisores com pouca experiência ou mesmo formação, comandando enormes e importantes empreendimentos.

Também observamos gestores e supervisores “compartilhados entre diferentes projetos”, ou seja, “cobrando o escanteio, correndo para cabecear na área, se posicionando para defender a cabeçada e ainda apitando a falta no zagueiro…”

Na verdade, vejo em muitos casos que nos falta também a “quantidade” e principalmente….., o planejamento.

Por esta razão, apesar de infelizmente não estar em SP nesta data, divulgo abaixo a chamada / convocação do GRUPAS para um forum de discussão para este tema.

Vamos participar!!!

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Confirme sua presença, Clique Aqui

Reunião GRUPAS – FAAP
Data: 19 / 08 / 2014
Hora: 08:30 ás 12:00hs

Tema: Facility, como enfrentar o desafio de sua qualificação e
formação profissional.
Venha conhecer mais e debater sobre esse assunto com
renomados profissionais.

Local de Acesso FAAP: Rua Alagoas, 903 – Portaria G2
Local da Reunião: Prédio 5 – na Sala Anexa no Centro de Convenções
Estacionamento(s): (Pago) Rua Alagoas, 974 – Tel. 3660-1840 ou
(Pago) Rua Armando Penteado STAPAR na
FAAP antes do portão G6.

Painel de Debates:

Contextualização: A Formação do Facility Manager no Brasil e no
Mundo.
por Léa Lobo – Editora Talen

Debatedores:
Léa Lobo – Editora Talen
Marcos Maran – ABRAFAC
Profa. Dra. Sasquia Hizuru – FAAP
Prof. Gustavo Gomes – FAAP
Luciano Brunherotto – Membro do GAS
Mediador:
Bernadino Costa – Vice Presidente do GRUPAS

Venha participar dessa reunião IMPERDÍVEL do GRUPAS, com informações preciosas para você que atua na área de FACILITIES.

Conheça o nosso  anfitrião  visitando: www.faap.br

Ah, não se esqueça “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ

Wantuir Ribeiro
Presidente

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CAU x CREA…e a polêmica continua…

Em recente comunicação do CREA, os seus formulários voltaram à contemplar a responsabilidade técnica por projetos arquitetônicos para engenheiros civis, fato este embasado em uma nova decisão da justiça, ou seja, inicia-se uma nova etapa desta verdadeira “queda de braço”…

Apesar de minha formação em engenharia, sempre fui adepto ao ditado “dos antigos” que diz “cada macaco no seu galho”…, pois existem diferentes níveis ou patamares de experiências e competências.

Recentemente, pude ouvir de alguns congressistas no Green Building Brasil 2014 a importância do arquiteto no processo de sustentabilidade, ou melhor, no que se refere ao desenho e projeto de uma edificação sustentável. Na realidade, tudo começa pelo projeto arquitetônico, bastando para tal olhar a sua importância dentro das simulações energéticas que são elaboradas.

É evidente que isto requer expertise, vivência e o uso de lissões aprendidas por parte do arquiteto, o que não poderá jamais ser avaliado ou descartado ao considerarmos apenas a formação, de forma bastante genérica e simplória. É justamente neste sentido que considero a existência de falhas ao discutirmos este tema ou esta atribuição apenas no que se refere a formação, sem que levemos em conta os outros 3 fatores acima.

Na minha humilde visão, trata-se apenas de mais uma etapa na “queda de braço” entre CAU e CREA, ainda que sem uma aparente lógica.

Ao invés disto, ou melhor, deste tempo despendido com este assunto, lamento que outras barbáries continuem acontecendo sob os olhares “míopes” destas entidades, haja vista que vemos no mercado arquitetos e engenheiros formados em diversas modalidades, especificando, gerenciando e “validando” processos de comissionamento em instalações.

Ao contrário de atuarem com agentes de comissionamento necessariamente formados nas diversas competências e atribuições técnicas, o que não é somente especificado/estabelecido em normas técnicas, mas também em leis que pautam o desempenho de suas atividades, o mercado de comissionamento “transborda” com profissionais e empresas que atuam em um modelo “multifuncional“, designando arquitetos e engenheiros para que acompanhem e validem processos de comissionamento nas modalidades de envoltória, elétrica, AVAC, hidráulica, e assim por diante…

Será que não estamos desfocados neste sentido? Será que os órgãos responsáveis pela fiscalização destas atribuições profissionais não precisariam rever as suas pautas de discussão?

Até lá, não tenho dúvidas de que continuaremos a ver entregas de instalações em estádios de futebol, em edifícios comerciais e em outros tipos de empreendimentos, com o aval ténico de arquitetos e engenheiros, todos com atribuições incompatíveis ao trabalho que desempenham.

Vejam aqui neste link a matéria / informação divulgada pelo CREA SP.

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Um balanço pessoal sobre o. Green Building Brasil 2014

Terminou na ultima semana (ultima quinta-feira para ser mais exato) o Congresso Internacional & Expo Green Building. Brasil, realizado no Centro de Convenções Transamerica em SP.

Pois bem, gostei muito da organização do evento e gostaria de parabenizar ao GBC Brasil e todos os apoiadores e demais envolvidos em sua composição, organização e realização.

Seguem aqui as minhas impressões de um modo geral:

. Organização excelente
. A palestra de abertura não poderia ser melhor, com o ex-presidente FHC, o que será muito difícil de ser superado na próxima versão, segundo conversa que tive com o atual presidente do GBC
. O nível das palestras também superou as minhas expectativas, apesar de ainda contarmos com algumas palestras “muito comerciais”
. Já a feira / expo não me encantou….pois a achei pequena e sem novidades para o setor

Ainda assim, um balanço bastante positivo no final.

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GreenBuilding Brasil começa em grande estilo

Iniciou hoje o principal evento de sustentabilidade no pais, o Green Building Brasil – Conferência Internacional & Expo, no centro de convenções Transamerica.

A palestra de abertura, proferida pelo Ex-Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso foi de “encher os olhos” daqueles que o admiram e daqueles que gostam de palestrantes inteligentes e que sabem envolver o público como ninguém…

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Além da imponente e agradabilíssima “entrada”, tivemos boas palestras (algumas em um tom um pouco comercial) e com temas mais diversificados.

Enfim, teremos amanha o segundo dia, mas sem Fernando Henrique…

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Confiança no setor de Construção piora em julho

Fonte: Corenet Global – Brazil Chapter (Notícias)

SÃO PAULO  –  A confiança do setor da construção, medida pelo Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas, caiu pelo quinto mês consecutivo ao recuar 10,3% no trimestre encerrado em julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo, na base de comparação anual, foi o pior desde outubro de 2011 (-10,4%).

De acordo com a FGV, o resultado aponta uma evolução desfavorável do ambiente de negócios do setor. Em julho, o ICST caiu 12,4%, quando comparado ao mesmo mês de 2013. Em junho, o indicador tinha caído 8,9%. É o pior resultado da série histórica.

A Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, Ana Castelo, destaca em nota que “com a finalização de grande parte das obras ligadas à Copa do Mundo e o enfraquecimento do mercado imobiliário – decorrente da redução dos lançamentos e vendas dos últimos dois anos, a atividade da construção está se desacelerando fortemente. A piora das expectativas sinaliza que não deve haver alteração desse quadro no segundo semestre.”

A queda da confiança foi, novamente, mais influenciada pelo recuo nas expectativas. A queda do Índice de Expectativas (IE-CST) passou de 13,1%, no trimestre findo em junho, para 14,0%, em julho. Em termos mensais, a baixa se acentuou de 13,6% em junho para 15,1%, em julho.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) ficou relativamente estável em relação ao mês anterior, ao passar de queda de 5,7% no trimestre encerrado em junho, para baixa de 5,8%, em julho. Em termos mensais, a queda do ISA-CST se agravou de 3% em junho para 9,2%, em julho.

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Perspectiva é que uma a cada 10 pequenas construtoras encerre operação

Fonte: Corenet Global – Brazil Chapter (Notícias)

Atenção ao caixa, operações virtuais e até fusão de grupos menores estão entre as medidas que o pequeno e médio construtor pode adotar para sair ileso à economia em desaceleração. Especialistas e empresários ouvidos pelo DCI apontam que, ano que vem, o mercado estará mais difícil e as chances das empresas menores serem ´engolidas´ pelas gigantes do setor aparecem como uma realidade palpável.

“Sobreviver a um mercado desafiador é mais complexo para as empresas menores. Menos capitalizadas, as empresas menores devem ter o dobro de planejamento para não ser pega de surpresa”, disse o professor de economia e doutor em planejamento e finanças para Pequenas e Médias Empresas (PME) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rubens Carvalho.

Na opinião do professor, uma a cada dez micro e pequena empreiteira deve fechar as portas no próximo ano. “Independentemente do cenário político, 2015 será marcado por redução no crédito. Sem o apoio dos bancos é mais complicado manter a operação funcionando”, explicou ele.

Para tentar fugir dessa margem de empresas que podem encerrar suas operações, o diretor geral da construtora pernambucana MNS, Rodrigo Souza, afirmou que as pequenas incorporações podem ser uma alternativa saudável. “Com a redução do crédito, apostamos nas pequenas obras, de reforma, assentamento, pintura e coisas menores”, disse ele.

Para conseguir clientes, a empresa contou com o apoio do Sebrae Pernambuco e criou um site onde o cliente consegue fazer on-line o orçamento da reforma. “Estamos finalizando o site para lançar em agosto. A ideia é que o cliente entre, escolha o que precisa reformar e já visualize o preço da obra”, diz Souza, que espera um incremento na casa de 30% nas obras de menor porte no próximo ano.

O investimento no site, segundo o executivo, ficou abaixo de R$ 15 mil. “O investimento foi pequeno e pode ser feito por uma empresa menor”, disse ele, lembrando que venda de serviços on-line vem crescendo bastante.

A empresa hoje conta com 25 funcionários fixos, além de outros 30 pedreiros que são chamados mediante a contratos. “Pegamos reformas também em escolas, hospitais, empresas. É um bom mercado uma vez que, sem condições de financiar novos imóveis, o cliente prefere investir em uma reforma no imóvel a trocar de propriedade”, disse.

Na opinião de Souza, muitas pessoas que buscam reformas em suas casas optam por comprar o serviço de uma empreiteira. “Fechar direto com o pedreiro, muitas vezes, acaba sendo mais oneroso ao consumidor, já que há várias quebras de contratos por não haver formalidade nesse tipo de obra. Com o site, nós conseguimos dar garantias de qualidade de serviço e prazo ao cliente”, detalha.

Em Santa Catarina, a solução encontrada por quatro pequenas empreiteiras foi a associação. Com o nome de 4 Construction, a empresa nasceu este ano. “Éramos quatro empresários do ramo da construção, e nenhum de nós estava conseguindo bons resultados”, disse um dos sócios da empresa, Evanildo Costa.

Segundo o executivo, a dificuldade de crédito e os meses ociosos entre em um trabalho e outro foram resolvidos com a criação de uma único grupo. “Juntos, temos mais força para pedir crédito, além disso, com as carteiras de clientes unidas, podemos colocar nosso pessoal para trabalhar o ano inteiro, sem fases ociosas”.

De acordo com o executivo, não houve corte de pessoal na junção das quatro empresas, apenas ajustes pontuais. “Reorganizamos nosso quadro de funcionários para que todos pudessem ser recolocados na nova empresa”, com isso a empresa projeta fechar o primeiro ano de funcionamento com faturamento de R$ 8 milhões. “Sozinhas, as empresas faturavam R$ 1 milhão ao ano. Será um grande avanço”.

Outra alternativa viável, de acordo com o professor da UFMG, são parcerias com órgãos públicos. “Contrato com prefeitura, por exemplo, é uma saída rentável. Com contratos fixos, a alternativa é boa para driblar a crise”, disse.

Para se candidatar a esse tipo de obra, no entanto, o empresário deve ficar atento às responsabilidades fiscais. “A empresa precisa estar com o nome limpo, além de estar com suas obrigações fiscais em dia para concorrer por esse tipo de empreendimento”, detalhou o professor.

RETOMADA

Na visão de Souza, passado um período mais difícil no primeiro semestre de 2015, as empresas que conseguirem se manter saudáveis devem encontrar um mercado melhor no segundo semestre, com a perspectiva de equilíbrio no setor em 2016. “O mercado vem passando por um processo de reestruturação em busca do equilíbrio entre oferta e demanda. Isso é natural neste mercado. A perspectiva é que, com um mercado realista e condizente com a realidade brasileira, as empresas consigam se organizar para planejar crescimento”, disse.

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