ABRAFAC – Regional RJ mobiliza Facilities para questões locais

Fonte: ABRAFAC Notícias

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Com o intuito de ampliar sua atuação em outros estados, a ABRAFAC tem conseguido evoluir rapidamente nas atividades programadas para o Rio de Janeiro, através da Regional sob a diretoria de Alexandre Couto.

Depois dos facility managers terem celebrado pela primeira vez o FM Day no Rio, o “Almoço do Facility” tem se mantido como um encontro mensal bastante agradável e promissor, segundo o diretor regional, para o debate das necessidades locais e vem registrando maior adesão dos profissionais.

No último almoço, realizado no dia 16 de julho, além de um bate papo descontraído e de networking, os participantes discutiram sobre a necessidade e viabilidade de uma programação de eventos regional sobre temas como certificação, RH, análise de investimentos etc. e, para dar continuidade à discussão em torno de um cronograma para o Rio de Janeiro, agendaram uma reunião para o dia 21.

Para saber sobre a reunião, FM Now conversou com Alexandre Couto:

FM Now – Como foi a reunião promovida pela ABRAFAC Regional no último dia 21 de julho?

Alexandre Couto – Nosso encontro foi muito produtivo e teve como tema a realização de um workshop aqui no Rio sobre Certificação. Destaco as presenças do Wagner, da CTE; da Cristiane Durante, da JLL e do Luís Sá, administrador do Condomínio Rodolpho de Paoli, quem têm sido de grande valia em nossa gestão e grandes parceiros.

FM Now – Qual é a ideia de formatação para esse primeiro evento da Regional?

Alexandre – Pensamos que o workshop deve ter um caráter bem didático, seguindo passo a passo até chegarmos propriamente na certificação. Pretendemos iniciar com uma análise das vantagens e desvantagens desse processo, analisando seus benefícios, custos, retorno. Na sequência, imaginamos iniciar uma série de palestras para abranger as mais importantes modificações que devem ocorrer na edificação, numa linguagem técnica e objetiva em torno das instalações prediais existentes para adequação ao processo, sempre considerando custos e o retorno que trará. Depois, gostaríamos de apresentar cases existentes, através de administradores prediais que implantaram ou estão implantando em seus edifícios e, por fim, abrir para uma mesa redonda.

FM Now – Qual seria o objetivo do evento?

Alexandre – Os participantes da reunião concordam que o objetivo do workshop é não apenas orientar os administradores e/ou organizações sobre o processo de certificação, mas também oferecer alternativas para redução de custos condominiais, com otimização e melhoria os processos existentes.

FM Now – E o workshop já está agendado?

Alexandre – Já apresentamos o projeto para o presidente da Associação, Marcos Maran, e agora estamos estudando e negociando a melhor data e local, uma vez que os esforços neste momento estão todos concentrados para o mais importante evento da entidade e também do FM, que é o Congresso ABRAFAC.

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NBR 10.987 Sistemas de Proteção Contra Incêndio por Chuveiros Automáticos

Fonte: ABRAFAC Notícias

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Com a conclusão da revisão feita pelo Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio (CB-24), a ABNT publicou, no último dia 7 de julho, a NBR 10.897 – Sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos – Requisitos.

Trata-se da nova versão do texto de 2007, que agora define requisitos mínimos para o projeto e a instalação dos chamados sprinklers, incluindo as características de suprimento de água, seleção dos chuveiros, conexões, tubos, válvulas e todos os materiais e acessórios necessários para as instalações prediais.

Com exigibilidade desde 7 de agosto, o novo texto fixa condições mínimas exigíveis para projeto, cálculo e instalação de sistemas hidráulicos de proteção contra incêndio, bem como determina as dimensões e adequação dos abastecimentos de água para o suprimento exclusivo desses sistemas.

Além disso, a nova norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas apresenta referências a ambientes de diversas tipologias e determina a maneira ideal para armazenagem e manutenção dos chuveiros automáticos, visando a correta utilização dos equipamentos para o combate eficiente de incêndios.

Para mais informações, consulte o site da ABNT – www.abnt.com.br e, para aquisição dessas e de outras normas, veja o catálogo em http://www.abntcatalogo.com.br/

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IGP-M registra deflação de 0,35% na segunda prévia de agosto

Fonte: CORENET Global – Chapter Brazil

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,35% na segunda medição de agosto, contra baixa de 0,51% em mesmo período do mês anterior. No ano, a alta acumulada está em 1,47%; em 12 meses, houve avanço de 4,80%, conforme levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na segunda prévia do mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) diminuiu 0,57%, após ter queda de 0,94% no mesmo período de julho. Os produtos agropecuários diminuíram 1,02% e os produtos industriais cederam 0,41%, contra baixa de 2,04% e 0,52%, respectivamente, na parcial de julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, recuou 0,02% no segundo decêndio de agosto, invertendo a direção tomada um mês atnes, de alta de 0,14%. Cinco classes de despesas apresentaram deflação – Alimentação caiu 0,15%, Vestuário encolhey 0,79%, Educação, leitura e recreação tiveram baixa de 0,33%, Transportes declinaram 0,12% e Comunicação registrou decréscimo de 0,18%.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,23% na segunda leitura de agosto, na sequência de alta de 0,67% em mesmo intervalo do mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços avançou  0,07% enquanto aquele que representa o custo da mão de obra registrou elevação de 0,38%.

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Vendas de imóveis em São Paulo caem 72,3%

Fonte: CORENET Global – Brazil Chapter

As vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo caíram 72,3%, em junho, com 1.072 unidades comercializadas. No mesmo mês de 2013, foram vendidos 3.872 imóveis. Comparadas a maio deste ano, quando foram negociadas 2.080 unidades, houve queda de 48,5%, de acordo levantamento divulgado hoje (20) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Segundo a entidade, a Copa do Mundo interferiu nos resultados do mercado imobiliário, e os principais efeitos recaíram sobre a cidade de São Paulo, que registrou o pior mês de junho dos últimos cinco anos em termos de vendas. Por outro lado, as cidades situadas em torno da Capital obtiveram o melhor mês de junho em vendas.

“É possível que este movimento seja reflexo da adequação dos imóveis lançados ao perfil de público dessas cidades, com ênfase na oferta de dois dormitórios, algo bem tradicional e que atende à demanda da classe média”, disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

De acordo com os dados, nos outros municípios da região metropolitana de São Paulo, houve crescimento de 33,7%, considerando as 2.303 unidades comercializadas em junho de 2014 com as 1.723 unidades de igual mês do ano anterior. Em relação a maio, com 1.252 unidades vendidas, a variação foi 83,9%.

Em valores, o montante comercializado na cidade de São Paulo em junho chegou a R$ 547,1 milhões – queda de 59,8% do que o registrado em maio (R$ 1,36 bilhão). O imóveis com um dormitório lideraram as vendas, com 447 unidades e participação de 41,7%, seguidos pelos de três dormitórios, que representaram 28,1% de fatia de mercado (301 vendidos).

No total, foram lançadas na capital paulista 2.413 unidades residenciais, 32,5% a menos do que o resultado de junho de 2013 (3.574 unidades). Houve ainda redução de 10% em relação a maio, quando registrou-se o lançamento de 2.681 unidades.

No semestre, as vendas na capital paulista totalizaram 9.054 unidades, o que corresponde uma queda de 48,3% sobre as 17.500 unidades acumuladas de janeiro a junho de 2013. Com relação aos lançamentos, foram registradas 11.360 unidades, queda 18,8% em relação primeiro semestre do ano passado.

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Já estamos próximos do Congresso ABRAFAC 2014…

A ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities lançou por tempo limitado uma promoção para inscrições, na reta final de seu Congresso anual.

Abrafac 2014 Promo

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Começa hoje o 2º principal evento de sustentabilidade no Brasil

São Paulo – Começa hoje a EXPO ARQUITETURA SUSTENTÁVEL em São Paulo, segundo importante evento realizado neste ano e que discutirá e apresentará o tema Construção Sustentável.

O evento contará com a feira de exposição (EXPO) e com um espaço para Conferências, sendo realizado em SP, entre os dias 26 e 28/08.

O local do evento será o Expo Center Norte .

Aos interessados, segue o link para consulta e inscrições.

 

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Esquadrias normalizadas evitam problemas após o término da obra

Fonte: Equipe Target

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As exigências de qualidade na escolha de uma esquadria

Mauricio Ferraz de Paiva

Esquadria é o nome genérico usado para denominar portas, janelas, portões, marcos, caixilhos, venezianas, persianas, gradis, etc. Na construção de uma casa, os batentes das portas e das janelas de madeira são fixados diretamente nos tarugos chumbados nas paredes. Esses batentes devem ser nivelados e esquadrejados, ou seja, devem esta, alinhados com as às portas ou janelas que eles vão prender e nivelados em relação ao piso ou parede. Deixe espaço para o acabamento do piso, quando marcar as soleiras das portas e a altura dos peitoris das janelas.

De todo o custo de uma obra, esse item pode ser um dos mais caros, representando de 9% a 18%. Assim, pode-se definir a esquadria como um componente da edificação utilizado para vedação no fechamento de vãos, constituída por componentes de fixação, contramarco, caixilhos e acessórios (arremates, guarnições, ferragens). Os tipos de aberturas proporcionados pelas esquadrias podem ser janelas, portas, telas, brises, grades, cobogós, portões, entre outros.

Do ponto de visto do comportamento mecânico, uma esquadria deve resistir aos agentes atmosféricos, às vibrações, aos esforços introduzidos pelos demais componentes do edifício, provenientes da movimentação ao longo do tempo e aos esforços devidos ao uso. Sua durabilidade pode ser expressa pela habilidade de desempenhar suas funções durante um período de tempo sob a influência de vários agentes. A vida útil também é determinada pelo material escolhido na fabricação da esquadria.

Entre as exigências de qualidade na escolha da esquadria estão: segurança: no uso, na limpeza e no comportamento mecânico; habitabilidade: na estanqueidade e na acústica; durabilidade: na conservação das propriedades, manutenção e reparos; qualidade: dos dispositivos complementares de estanqueidade e dos acessórios; estética: na importância do visual da obra; facilidade: no uso diário; e manutenibilidade: da segurança e economia na execução de ações de manutenção de um sistema ou do produto em si. Também é preciso analisar a resistência estrutural à deformação, à carga do vento, ao esforço de uso, ao impacto ou vandalismo e ao fogo.

O isolamento térmico já é uma variável pelo sistema de vedação, no entanto, essa exigência deve ser maior quando há perdas de calor no inverno. Por desinformação, muitos consumidores brasileiros não exigem produtos normalizados na hora de comprar portas e janelas e desconhecem o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H), criado pelo governo para indicar os fabricantes com itens adequados às determinações da norma.

Assim, empresas que atuam com seriedade e respeito aos seus clientes, participam deste programa, elaboram projetos e fabricam seus produtos de acordo com os requisitos das normas técnicas. A NBR 10821-1 de 01/2011 – Esquadrias externas para edificações – Parte 1: Terminologia define os termos empregados na classificação de esquadrias externas utilizadas em edificações e na nomenclatura de suas partes; a NBR 10821-2 de 01/2011 – Esquadrias externas para edificações – Parte 2: Requisitos e classificação especifica os requisitos exigíveis de desempenho de esquadrias externas para edificações, independentemente do tipo de material; e a NBR 10821-3 de 01/2011 – Esquadrias externas para edificações – Parte 3: Métodos de ensaio especifica os métodos de ensaio para a avaliação de desempenho e classificação de esquadrias externas para edificações, independentemente do tipo de material.

Na verdade, a NBR 10821, sob o titulo geral Esquadrias externas para edificações, tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Terminologia; Parte 2: Requisitos e classificação; Parte 3: Métodos de ensaio; Parte 4: Requisitos de desempenho acústico; e Parte 5: Instalação e manutenção. A parte 2 diz que a esquadria deve ser fornecida com todos os componentes necessários ao seu funcionamento e características do produto ensaiado, conforme projeto.

Os componentes devem ser de materiais compatíveis com aquele utilizado na fabricação da esquadria, atendendo às normas específicas de cada componente, e não podem sofrer alterações químicas, físicas ou mecânicas que prejudiquem o seu desempenho durante os ensaios previstos nesta norma. As guarnições, quando elastoméricas, devem ser em EPDM, conforme NBR 13756.

Os contatos bimetálicos devem ser evitados. Caso eles existam, deve-se prever isolamento ou utilização de materiais cuja diferença de potencial elétrico não ocasione corrosão galvânica. Como exemplo, pode-se utilizar alumínio em contato com aço inoxidável austenítico. Os perfis devem ser adequados à fabricação das esquadrias e atender às exigências de normas específicas.

O fabricante de esquadrias deve fornecer informações sobre o produto ao contratante através de uma das seguintes opções: catálogos, projetos ou certificados; etiquetas fixadas na esquadria ou marcação indelével, da marca ou logomarca do produto. Em ambos os casos, devem ser informados o nome ou logomarca do fabricante, o número desta norma, a pressão máxima de carga de vento que a esquadria resiste, bem como a sua classificação e desempenho.

Em resumo, o atendimento aos quesitos da norma garante a oferta de esquadrias resistentes e adequadas às características das construções realizadas em cada região do país. Os critérios definidos na normatização visam, justamente, evitar acidentes e problemas como infiltrações de água ou vento, manutenção constante, baixa resistência a arrombamentos, deformações causadas pelo uso ou por rajadas de vento, emperramentos, entre outros transtornos.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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Energia Solar: as perspectivas para o Brasil e as normas técnicas sobre o assunto

Fonte: Equipe Target

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Energia solar: uma solução para o Brasil ecologicamente correta

A energia solar se caracteriza como inesgotável – e é considerada uma alternativa energética muito promissora para enfrentar os desafios da expansão da oferta de energia com menor impacto ambiental. As aplicações práticas da energia solar podem ser divididas em dois grupos: energia solar fotovoltaica, processo de aproveitamento da energia solar para conversão direta em energia elétrica, utilizando os painéis fotovoltaicos e a energia térmica (coletores planos e concentradores) relacionada basicamente aos sistemas de aquecimento de água.

Existem algumas normas técnicas que determinam os requisitos para esse tipo de energia. A NBR 10899 (TB328) de 11/2013 – Energia solar fotovoltaica – Terminologia define os termos técnicos relativos à conversão fotovoltaica de energia radiante solar em energia elétrica. Não inclui os termos gerais de eletricidade, que são definidos na NBR 5456. A NBR 10185 (MB2343) de 04/2013 – Reservatórios térmicos para líquidos destinados a sistemas de energia solar – Determinação de desempenho térmico – Método de ensaio prescreve métodos de ensaios que permitam avaliar o coeficiente global de fluxo de calor para o ambiente, as capacidades de carga e descarga de reservatórios térmicos empregados em sistemas de utilização térmica de energia solar.

A NBR 11704 (CB209) de 01/2008 – Sistemas fotovoltaicos – Classificação classifica os sistemas de conversão fotovoltaica de energia solar em energia elétrica. A NBR 15747-1 de 08/2009 – Sistemas solares térmicos e seus componentes – Coletores solares – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos de durabilidade (incluindo resistência mecânica), confiabilidade, segurança e desempenho térmico dos coletores solares de aquecimento de líquidos. Também inclui as disposições para a avaliação das conformidades com esses requisitos.

A NBR 15569 de 02/2008 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Projeto e instalação estabelece os requisitos para o sistema de aquecimento solar (SAS), considerando aspectos de concepção, dimensionamento, arranjo hidráulico, instalação e manutenção, onde o fluido de transporte é a água. A NBR 16149 de 03/2013 – Sistemas fotovoltaicos (FV) – Características da interface de conexão com a rede elétrica de distribuição, prevista para entrar em vigor 12 meses após sua publicação, estabelece as recomendações específicas para a interface de conexão entre os sistemas fotovoltaicos e a rede de distribuição de energia elétrica e estabelece seus requisitos. E a NBR 16150 de 03/2013 – Sistemas fotovoltaicos (FV) – Características da interface de conexão com a rede elétrica de distribuição – Procedimento de ensaio de conformidade especifica os procedimentos de ensaio para verificar se os equipamentos utilizados na interface de conexão entre o sistema fotovoltaico e a rede de distribuição de energia estão em conformidade com os requisitos da NBR 16149.

As vantagens da energia solar ficam evidentes, quando os custos ambientais de extração, geração, transmissão, distribuição e uso final de fontes fósseis de energia são comparadas à geração por fontes renováveis, como elas são classificadas. Muitos especialistas afirmam que o Brasil, por sua localização e extensão territorial, recebe energia solar da ordem de 1013 MWh anuais, o que corresponde a cerca de 50 mil vezes o seu consumo anual de eletricidade. Apesar disso, possui poucos equipamentos de conversão de energia solar em outros tipos de energia, que poderiam estar operando e contribuindo para diminuir a pressão para construção de barragens para hidrelétricas, queima de combustíveis fósseis, desmatamentos para produção de lenha e construção de usinas atômicas.

Fica evidente da importância que a energia solar térmica poderia ter no sistema elétrico brasileiro, principalmente quando sabemos que somente com aquecimento doméstico de água para banho, via chuveiro elétrico, são gastos anualmente bilhões de kWh de energia elétrica que poderiam ser supridos com aquecedores solares, com vantagens socioeconômicas e ambientais. Mais grave ainda é o fato de que quase toda essa energia costuma ser consumida em horas específicas do dia, o que gera uma sobrecarga no sistema elétrico.

O grande argumento para a difusão e o desenvolvimento da tecnologia solar térmica é o fato de o aquecimento solar, para aquecimento de água, proporcionar medidas eficazes de conservação de energia, com atenuação e deslocamento do horário de ponta (entre 17h e 21h) das concessionárias de energia. A energia solar térmica, além de ser uma “geração distribuída” – e por isso não provocar demanda por “upgrade” de linhas de transmissão -, não requer investimentos governamentais, aumenta a “renda média” da população assalariada das classes mais baixas (na medida em que reduz a conta de energia elétrica) e reduz a demanda por investimentos em novas usinas geradoras de eletricidade. Se a comparação a ser considerada é a termoelétrica, o aquecedor solar ainda pode ser considerado uma alternativa para a redução de emissões de gases ácidos ou poluentes e, consequentemente, contribuir para redução do efeito estufa.

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O desafio iminente da sustentabilidade

Fonte: Jornal do Brasil – RJ

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O fato de numerosos municípios brasileiros não terem erradicado os lixões até 2 de agosto ltimo, descumprindo o prazo estabelecido pela Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, deixa em aberto um grande desafio ambiental. É muito importante acelerar o processo para recuperar esse atraso, considerando o significado da medida para a qualidade da vida.

Além disso, verificam-se avanços significativos nos serviços de limpeza pública e coleta, que precisam ser devidamente acompanhados na ponta da deposição final. Um exemplo dessa melhoria observou-se por ocasião da Copa do Mundo. Em todo o país, estima-se que foram geradas 15 mil toneladas adicionais de resíduos sólidos urbanos, incluindo o total inerente ao turismo, estádios e Fan Fests nas cidades-sede.

Felizmente, essa grande demanda extraordinária foi atendida com eficácia, como se observa em alguns casos pontuais. As partidas realizadas na arena Mané Garrincha, no Distrito Federal, resultaram em mais de 43 toneladas. As cidades em que se estima maior geração total são Brasília (1.827,66 toneladas), São Paulo (1.681,20), Rio de Janeiro (1.616,63) e Fortaleza (1.467,16).

A Vila Madalena, bairro da capital paulista que apresenta concentração de milhares de pessoas, incluindo torcedores estrangeiros, nos dias de jogo foi recoberta de resíduos após as partidas. Porém, os serviços de limpeza e coleta restabeleceram com agilidade a sua limpeza. Este caso específico de São Paulo é emblemático, pois na cidade já não existem lixões. Todo o rejeito tem sua disposição final em aterros sanitários, como define a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O município aprovou no início de 2014 seu Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que se encontra em execução e tem total aderência à Lei Federal de Saneamento Básico e às políticas nacionais da área; Mudanças do Clima; e Educação Ambiental. Dentre as medidas previstas, destacam-se: construção de aterros sanitários, estações de transbordo e ecopontos; expansão da coleta seletiva e de estações de triagem; e projetos-pilotos de compostagem doméstica.

Avanços tecnológicos disponibilizados pelas empresas concessionárias dos serviços de limpeza e coleta alinham a cidade ao que há de mais moderno. Incluem-se nisso equipamentos como uma estação de transbordo que opera à pressão negativa, garantindo o total tratamento do ar que vai para o entorno, e projetos-pilotos de coleta mecanizada subterrânea e de superfície, com os mesmos equipamentos utilizados em Barcelona, na Espanha. Recentemente, inaugurou-se a primeira Central Mecanizada de Triagem, que traz ao país a mais avançada tecnologia hoje disponível (alemã, francesa e espanhola) para otimizar a reciclagem.

É preciso disseminar esses avanços por todo o Brasil e agilizar a erradicação dos lixões recuperando-se o tempo perdido. Tais providências garantirão um grande avanço na área ambiental e melhoria das condições da vida nos centros urbanos. No tocante aos resíduos sólidos, já vencemos alguns desafios, mas precisamos recuperar o tempo perdido com o descumprimento do que estabelece a Política Nacional de Resíduos sólidos.

*Ariovaldo Caodaglio, cientista social, biólogo, estatístico e pós-graduado em meio ambiente, é presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo.

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Projeto que altera ISS pode gerar R$ 6 bilhões anuais para os municípios

Fonte: Conjuntura Online – Campo Grande / MS

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A Proposta da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) de atualização do ISS ( Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) foi apresentada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).

A matéria, que tramita na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) por meio do Projeto de Lei do Senado 168/2014, pode gerar receita extra de pelo menos R$ 6 bilhões por ano as prefeituras. Isso, segundo dados da própria Confederação.

A proposta é uma das reivindicações do movimento municipalista. Ela tem base no artigo 156, inciso III da Constituição Federal, e deve atualizar a lista de atividades em que incide o ISS cobrado pelos Municípios.

O artigo constitucional atribui competência aos municípios e ao Distrito Federal para instituir e cobrar o imposto, desde que os serviços relacionados a ele estejam previstos em lei complementar.

Entre as sugestões, todas as atividades prestadas no domicílio do prestador ficam sujeitas à retenção.

O PL também define a base de cálculo de planos de saúde e arrendamento mercantil, a inclusão de novos serviços na Lei Complementar 116/2003, o fim da tributação diferenciada da sociedade de profissionais e a ampliação das atividades sujeitas à retenção pelo tomador de serviços.

Mudança

Se aprovado o texto, o recolhimento do imposto das atividades das administradoras de cartão de crédito será no local em que está o domiciliado e o tomador de serviços como por exemplo: lojista, restaurante, posto de gasolina.

Segundo estudo da CNM, só essa mudança representa arrecadação média de R$ 2 bilhões anuais aos municípios.
Já no caso de leasing, arrendamento mercantil, a proposta é alterar o local de recolhimento para o tomador de serviço, o que resultaria em ganho médio de R$ 4 bilhões aos cofres municipais.

A medida também se justificaria em razão dos diversos processos judiciais em que se discute qual o local devido de recolhimento da operação O relator da matéria é o senador Humberto Costa (PT-PE).

Relatória

O relator da matéria é o senador Humberto Costa (PT-PE). Para o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, o PL pode trazer uma ajuda aos administradores municipais que enfrentam grave crise financeira, que tem se agravado com o decorrer dos anos.

Uma das alternativas, avalia a CNM, é o aprimoramento da cobrança do imposto, uma vez que o aumento de serviços prestados à população encontra-se em evidência.

Os municipalistas destacam ainda o advento de novas atividades no rol de serviços nos dez anos de vigência da legislação atual, o que justifica as mudanças propostas pela confederação.

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