O futuro das agências reguladoras

Fonte: Valor Econômico

Por: Gustavo Flausino Coelho

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Após os debates eleitorais, polarizados nos dois candidatos finalistas, é possível afirmar que um tema será pauta no mandato a ser iniciado em 1º de janeiro de 2015: as agências reguladoras. Não resta dúvida – tanto para as empresas como para os consumidores – que o governo precisa fortalecê-las a fim de promover o país a um novo patamar de desenvolvimento econômico e social.

O Brasil possui diversas agências reguladoras nacionais relacionadas a setores essenciais. Essas autarquias federais foram introduzidas a partir da segunda metade dos anos 1990 no ordenamento nacional com o intuito de corrigir falhas de mercado, monitorar os agentes econômicos relevantes, garantir a efetividade de políticas públicas de Estado e editar normas de caráter técnico e de modo célere.

As primeiras leis criadoras das agências cultivaram um padrão normativo consistente, em linha com as melhores práticas internacionais da época, permitindo aos estudiosos e profissionais acumular o conhecimento sobre direito regulatório no Brasil. Os investidores nacionais e estrangeiros encontraram nessa nova sistemática a segurança jurídico-institucional desejada para viabilização de investimentos significativos em infraestrutura, demanda histórica do Brasil.

Criação foi feita para viabilizar a regulação eficiente e técnica e manter um ambiente negocial transparente

Do ponto de vista do consumidor, a curva de aprendizado também foi sentida, com a inicial desconfiança sendo superada pela melhoria sensível em diversos setores. No setor de telecomunicações, por exemplo, a Anatel atuou decisivamente na universalização das telefonias fixa e móvel, terminando com as filas e aluguéis de linhas, aproximando o consumidor da agência reguladora no momento inicial. No setor petrolífero, a ANP trouxe transparência aos preços dos combustíveis nos postos e promoveu rodadas de licitações com geração de diversos empregos pela iniciativa privada e receitas aos cofres públicos.

Contudo, esse histórico nos setores regulados tem sido impactado pelos percalços enfrentados nos últimos anos, gerando descontentamento dos consumidores e empresariado. Os sintomas são diversos: atraso na nomeação de diretores (com a consequente falta de quórum para decisão das diretorias), aumento da ingerência de secretarias e ministérios nos setores regulados, indícios de captura política de membros das agências, restrições orçamentárias.

A causa parece ser a percepção de que as agências reguladoras independentes representam um modelo que não deveria ser perpetuado ou aprimorado, mas mitigado e adaptado para atender aos interesses dos ministérios (de Governo) em vez das políticas públicas (de Estado).

Alguns casos recentes exemplificam incertezas na regulação no país. No setor petrolífero, o novo marco regulatório do pré-sal deslocou as atribuições da ANP, dando papel secundário à agência. No âmbito da mineração, as atividades foram impactadas por um futuro projeto de marco regulatório, que deverá criar a ANM com desenho similar à ANP (antes das mudanças do pré-sal).

Ou seja, a regulação da mineração deverá reproduzir o desenho institucional do setor petrolífero de 1997, que foi criticado e alterado a partir de 2010. A nova Lei dos Portos também evidencia a miscelânea de desenhos existentes em matéria regulatória, com a submissão de decisões colegiadas da Antaq ao crivo do ministro-chefe da SEP.

Dado Galdieri/Bloomberg

A ampla discussão sobre o papel essencial das agências reguladoras para o desenvolvimento digno do Brasil precisa ser conduzida pelo Congresso Nacional na próxima legislatura, e a Presidência da República deverá assumir papel de destaque neste debate legislativo, a fim de resgatar a estrutura inicial de autonomia administrativa, financeira e técnica dessas autarquias federais. Medidas como a promulgação de uma lei geral das agências federais permitiriam a correção de algumas inconsistências no desenho institucional das agências e reforçariam a importância da regulação independente em âmbito federal.

Ademais, competirá ao chefe máximo do Executivo adotar medidas administrativas para fortalecimento e revigoramento das agências, tais como a pronta nomeação dos diretores para as vagas vacantes, a adoção de critérios técnicos para escolha desses mandatários (sem preterir profissionais da iniciativa privada) e o incremento razoável do orçamento.

A Constituição Federal consagrou o princípio da subsidiariedade, atribuindo ao Estado o papel regulador e à iniciativa privada a primazia sobre a iniciativa estatal para condução das atividades econômicas. Neste sentido, as agências reguladoras foram concebidas para viabilizar a regulação eficiente e técnica, a fim de manter um ambiente negocial seguro e transparente.

 

Resta aos brasileiros verificar qual será a atuação do governo federal a partir de 2015: retomar o caminho original de incentivo à efetiva regulação por meio de agências reguladoras independentes ou intensificar a captura política dessas autarquias federais a ponto de transformá-las em entes subordinados aos ministérios.

Gustavo Flausino Coelho é advogado e mestrando em direito empresarial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

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Cidades sustentáveis e os desafios da transição

Como bem diz o texto abaixo, o segredo não está apenas na criação mas, principalmente, na gestão…

Vejam como exemplo o ciclo de vida de uma edificação comercial, onde o montante à ser despendido (despesas) mais significativo se encontra na fase de operação e manutenção (algo entre 70 e 80% do custo referente a todo o ciclo de vida).

Pois bem, fazendo esta analogia, onde devemos também atribuir um foco específico? Não seria na operação e no seu controle?

O mesmo ocorre no caso das cidades, onde inevitavelmente precisaremos da estrutura de seus gestores e de uma efetiva fiscalização e controle.

Assim como ocorreu em relação ao processo de educação no trânsito, observa-se um certo êxito nas cidades onde a fiscalização foi ou é mais efetiva, independentemente das questões que envolvam a “indústria de multas”.

A história nos mostra que a evolução humana se dá pelo aprendizado natural (eventos e crises) e pela educação, sendo esta fruto não só de escolas, mas de leis, regras e de uma efetiva fiscalização, que propiciam juntas o aculturamento de seu povo.

 

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Fonte: Jornal do Brasil

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No dia 3 de dezembro de 2011, os participantes do 3 Congresso Ibero-Americano de Engenharia Civil, realizado em Curitiba, aprovaram um Manifesto por Inovações no Pensar, Conceber e Gerir as Cidades. Neste, os engenheiros, após debaterem amplamente o tema Experiências e conceitos inovadores de engenharia civil nas cidades, manifestam a necessidade de ações revolucionárias no trato das questões urbanísticas, desde o modo de pensar e conceber as cidades até sua gestão técnica, tendo como meta viabilizar a almejada sustentabilidade urbana.

Este tipo de manifesto enfatiza a necessidade real de mudar a maneira como a população vive e usufrui dos recursos disponíveis no planeta. Na verdade, o tema tem sido amplamente discutido desde a década de 90.

Atualmente, as cidades são as principais responsáveis pela degradação do meio ambiente e do comportamento consumista daqueles que nelas habitam, colaborando também para o distanciamento das diferentes classes sociais. O interessante é que, de acordo com profissionais de sustentabilidade urbana, serão as próprias cidades que poderão reverter este processo.

A construção civil, por exemplo, produz resíduos e utiliza-se de recursos minerais não renováveis, além de utilizar material tóxico. Só o cimento é responsável de 7% a 10% pela emissão de dióxido de carbono na atmosfera, sendo a terceira maior fonte de emissão deste gás. A primeira é energia elétrica, seguida do transporte. Na área de saneamento, muitas favelas, periferias, pequenos municípios e regiões consideradas rurais, em todo o país, ainda não estão totalmente atendidas nos quesitos água tratada e rede de esgoto.

Para reverter esta realidade, já está em discussão no mundo todo o conceito de construção sustentável, que utiliza tecnologia disponível para o uso de fontes de energia mais eficientes e que reduzem o impacto no meio ambiente, além da adoção de selos que certifiquem obras que atuam dentro de critérios como localização correta, gerenciamento de água e resíduos, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, energia, manutenção, dentre outros. O desafio dos profissionais será o de pensar como obter metrópoles autossuficientes onde as construções funcionarão como verdadeiras fábricas de energia.

E se as cidades não são feitas de pedras e sim de homens, como afirmou no século 15 o filósofo italiano Marsílio Ficino, são estes mesmos homens que precisam despertar para uma nova realidade. O design das cidades precisa mudar. O ensino precisa mudar. O comportamento precisa mudar. O petróleo e a água vão acabar um dia, inevitavelmente, e tudo que se consome está diretamente ligado a estes dois recursos.

Se estes fatos são de conhecimento de todos, por que nos últimos 25 anos, ao invés de reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, a população mundial aumentou em 50% estas mesmas emissões?

Talvez a resposta não esteja apenas nos estudos técnicos de infraestrutura que possibilitem a preservação do meio ambiente e melhoria na qualidade de vida da população, mas sim num plano, numa espécie de estudo social, que traga informações úteis sobre como fazer a transição do pensamento consumista presente para o pensamento ecológico do futuro.

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Vantagens da microgeração ainda são desconhecidas dos brasileiros

Fonte: Ambiente Energia

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O uso de fontes renováveis já é uma realidade do sistema elétrico do Brasil, porém, muitos brasileiros ainda desconhecem as vantagens da mini e microgeração de eletricidade através da energia eólica ou solar. Convencer o consumidor residencial e comercial que vale a pena investir na produção de energia limpa, mesmo que o consumo mensal não seja elevado, já consta como um grande desafio.

Devido ao grande potencial do nosso país de produzir energia limpa, o retorno do valor investido em painéis solares e geradores eólicos chega em até oito anos. Esse retorno está associado basicamente à disponibilidade do recurso natural, ao tipo de solução (solar, eólica ou mista), e ao custo do financiamento para o investimento em um equipamento que dura de 20 a 25 anos.

Atualmente o cliente residencial ou comercial de energia de baixa tensão paga à concessionária R$ 0,52 o kWh, em média. E com uma solução eólica ou solar, o kWh pode chegar a R$ 0,19. Além das vantagens financeiras, empresas que investem em energia limpa, por exemplo, podem destacar o fato de utilizar soluções limpas, agregando valor à marca da empresa, que associa sua imagem à sustentabilidade.

Lembrando que a expectativa do setor é que com aprimoramento da Resolução Normativa nº 482/2012, que trata das regras destinadas para a instalação de geração distribuída, aconteça um aumento da geração própria no País. Uma das vantagens para o consumidor é que além de produzir energia elétrica, ele possa obter descontos em sua conta de energia ou até zerá-la, por meio da compensação da produção excedente.

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Demanda energética mundial crescerá menos até 2040

Apesar do cenário mundial e das previsões quanto a demanda futura, continuamos sem uma política para o álcool como alternativa…

É realmente incrível a falta de uma política no setor…

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Fonte: Investimentos e Notícias

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O mundo consumirá muito mais energia em 2040, embora o crescimento da demanda seja limitado pela alta de preços e pela maior eficiência energética, assegura a Agência Internacional de Energia (AIE), em seu estudo anual publicado nesta quarta-feira.

“A demanda mundial de energia aumentará em 37% até 2040, de acordo com o nosso cenário, embora o crescimento demográfico e econômico vá consumir menos energia do que antes”, alerta a AIE, com sede em Paris, no estudo prospectivo.

Assim, “o crescimento da demanda mundial [de energia] será reduzido, passando de uma taxa superior a 2% ao ano, nas duas últimas décadas, para cerca de 1% anual, a partir de 2025”, indica a AIE.

A organização, que representa os interesses dos países consumidores, atribui essa tendência à alta dos preços e a medidas de eficiência energética, assim como a “uma mudança estrutural da economia mundial favorável ao setor de serviços e a uma indústria mais eficiente”.

A geografia da demanda também será alterada, com o auge dos países emergentes.

O consumo se estancará na maioria dos países europeus, no Japão, na Coreia do Sul e na América do Norte, e aumentará no restante da Ásia (que representará 60% da demanda mundial), na América Latina, no Oriente Médio e na África subsaariana.

No que se refere ao petróleo, em especial, a tendência será similar.

“Por cada barril de petróleo que se deixe de consumir na OCDE, serão consumidos dois novos barris nos países não-membros”, estima a AIE.

“Até 2040, os países asiáticos importarão dois terços dos barris transacionados em nível internacional”, afirma o estudo. E, no início dos anos de 2030, a China passará os Estados Unidos como o maior consumidor mundial de petróleo.

Advertências sobre o clima

Segundo a AIE, o consumo mundial de oléo cru chegará a 104 milhões de barris diários (mbd) em 2040. Essa previsão supera em 14 mbd a demanda de 2013. O aumento do consumo vai ser reduzido pelos preços altos e pelas novas políticas de eficiência energética, que se traduz em veículos que consomem menos combustível.

A outra grande questão é saber se a produção seguirá seu ritmo. Nos últimos meses, os preços baixaram muito, graças a uma oferta abundante que deve muito ao petróleo e ao gás de xisto dos Estados Unidos.

A AIE pede prudência, porém, apontando que o abastecimento dependerá de um reduzido número de países produtores.

“Até os anos 2030, será necessário investir cerca de US$ 900 bilhões anuais para desenvolver os setores petrolífero e de gás, a fim de responder ao incremento da demanda. Mas não está claro se esses investimentos serão feitos a tempo”, alerta o estudo.

Esses investimentos podem ser interrompidos pelo declínio antecipado da produção americana de petróleo, pela complexidade da extração no pré-sal brasileiro, pelas sanções ocidentais à Rússia, ou pela instabilidade no Oriente Médio. As informações são da AFP.

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Matriz energética chinesa deve adicionar 1 mil GW em energia limpa até 2030

Fonte: Brasil Energia

Divulgação: Procel Info

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China – As metas de expandir o consumo total de energia oriunda de fontes que não emitem gases de efeito estufa vão demandar um adicional de até 1 mil GW de novas unidades, para atender a um percentual de 20% até 2030, segundo comunicado da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos.

Os dois principais países emissores de gases de efeito estufa, EUA e China assinaram um acordo sem precedentes que define metas de redução de lançamento. O plano foi assinado pelos presidentes Barack Obama e Xi Jinping em Pequim. O plano prevê ainda um acordo de cooperação e diálogo técnico sobre emissões e energia limpa.

A China anunciou que pretende estabelecer limites as emissões de gases de efeito estufa, que devem ser atingidos até 2030, mas com a intenção de antecipar a meta, além de elevar a participação de fontes renováveis de energia na sua matriz para cerca de 20%, também até 2030.

Para isso, o país asiático terá que implantar entre 800 GW e 1 mil GW de usinas com fontes do tipo “emissão zero”, como nucleares, eólicas e usinas solares, entre outras fontes. O número corresponde a mais que todas as térmicas a carvão naquele país e próximo da atual capacidade total de geração americana.

Metas americanas

Já os Estados Unidos comprometeram-se a atingir, até 2025, metas de reduzir entre 26% e 28% as emissões que foram registradas em 2005.

Cientistas têm alertado para a necessidade de medidas drásticas a fim de combater o aquecimento global. As metas anunciadas hoje antecedem a Conferência do Clima em Paris que, em 2015, deverá aprovar, pela primeira vez, um acordo global ambicioso.

Ainda de acordo com a Casa Branca, entre as novas medidas anunciadas para a redução das emissões americanas está um plano de expansão da energia limpa – que pretende diminuir as emissões de usinas existentes em 30% (a partir dos níveis de 2005). Ao mesmo tempo que deverão entregar de US$ 55 bilhões a US$ 93 milhões em “benefícios líquidos” a partir da melhoria da saúde pública e da redução da poluição.

O programa prevê ainda a implementação de novos padrões de eficiência e emissões na atmosfera de motores de veículos automotores e pesados, até março de 2016.

Além disso, o Departamento de Energia dos EUA definiram o corte em 3 bilhões de toneladas de CO2 até 2030, por meio de novos padrões de eficiência energética, a serem definidos. “Essas medidas também diminuirão a conta de energia elétrica em bilhões de dólares”, destacou a Casa Branca.

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Fachadas Ventiladas ou Respirantes e a sua influência na eficiência energética de uma edificação

A Revista Téchne da PINI publicou ainda em 2009 uma matéria sobre as características e aspectos positivos (vantagens) na implantação de fachadas ventiladas em edificações, assim como sobre sua influência no consumo de ar condicionado e consequentemente, de energia.

Acabei resgatando este assunto por uma outra razão, e achei interessante postá-lo aqui em nosso blog.

Segue o link para acesso da matéria diretamente no site da Téchne.

Fachadas Respirantes

Fonte: Téchne – PINI

Por: Eride Moura

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Extinção da lâmpada incandescente é fenômeno mundial

Fonte: Dino.com

Divulgação: Procel

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Brasil – O fim das lâmpadas incandescentes não é uma opção isolada brasileira. “Trata-se de uma escolha mundial para reduzir o consumo de energia elétrica, a geração de calor e emissão do CO2 que ocasiona o efeito estufa, e o excesso de descarte que contamina o meio ambiente”, explica Gilberto Grosso, CEO da Avant, empresa brasileira que há 16 anos é uma das líderes na oferta de soluções em iluminação.

O Brasil optou por eliminar a fabricação e comercialização das lâmpadas incandescentes de forma gradual, assim como aconteceu com os países europeus. “Na Europa a ação de eliminação quase que total da incandescente levou três anos e encerrou-se em 2012, e em outros países a escolha foi banir essa lâmpada de uma única vez, começando por Cuba em 2005. Os Estados Unidos proibiram a fabricação no começo de 2014, precedido pela Argentina em 2011 e Austrália em 2010, entre outros”, afirma Grosso.

Em um lar brasileiro a iluminação representa ao redor de 15% de todo o gasto com energia, segundo estudo de 2007 da Eletrobras. Todavia, esse percentual deve estar mais baixo nos dias de hoje com a diminuição do uso das incandescentes e o crescimento das vendas das econômicas compactas fluorescentes e LED que duram, respectivamente, 6 e 25 vezes mais e consomem muito menos energia elétrica.

Estima-se que o mercado de incandescentes em 2013 tenha sido próximo a 250 milhões de unidades. Com o fim da fabricação dessa tecnologia de lâmpada em 2016 e fim da comercialização geral em 2017, a migração irá para as compactas fluorescentes, conhecidas como econômicas, e para os modelos de LED.

“Não há fontes concretas sobre o tamanho do mercado brasileiro de lâmpadas, apenas estudos de associações ou fabricantes que estimam as vendas anuais. Assim, acredita-se que as lâmpadas compactas representam hoje 200 milhões, seguidas pelas fluorescentes tubulares com 85 milhões, 20 milhões de halógenas e quatro milhões de LEDs”, finaliza Grosso.

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Uma nova Norma voltada ao “bem estar e saúde dos ocupantes em uma edificação” encontra-se em fase final de elaboração nos EUA

Recentemente, durante uma conferência realizada em New Orleans (EUA) para aproximadamente 450 participantes, foi divulgado o atual status da norma “Well being Standard”, cujo foco e objetivo se atem à assegurar a saúde e o bem estar para os ocupantes em uma edificação.

Elaborada de forma muito similar ao LEED, a nova norma foi dividida em 7 categorias e também premiará projetos existentes e novos através de uma pontuação mínima, possibilitando a sua classificação nos níveis Prata, Ouro e Platinum.

Veja a seguir o artigo extraído diretamente do ARCHITECT MAGAZINE / Click here to read the article directly from Architect Magazine’s website.

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Source: Architect Magazine

By: Hallie Busta

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The Well Building Standard Wants to Green Your Occupants

This third-party credential focuses on human health and wellness.

U.S. Green Building Council CEO Rick Fedrizzi (center) speaks to attendees during a keynote panel at the International Well Building Institute's conference in New Orleans last week. From left to right: Paul Scialla, founder and CEO of Delos and the International Well Building Institute; Drew Brees, New Orleans Saints' quarterback; Fedrizzi; Dr. Michael Roizen, chief wellness officer at the Cleveland Clinic; and Laura Turner Seydel, chairperson at the Captain Planet Foundation.

U.S. Green Building Council CEO Rick Fedrizzi (center) speaks to attendees during a keynote panel at the International Well Building Institute’s conference in New Orleans last week. From left to right: Paul Scialla, founder and CEO of Delos and the International Well Building Institute; Drew Brees, New Orleans Saints’ quarterback; Fedrizzi; Dr. Michael Roizen, chief wellness officer at the Cleveland Clinic; and Laura Turner Seydel, chairperson at the Captain Planet Foundation.

Talk about green building—and the third-party standards and certifications associated with it—typically centers on the project site, envelope, systems, and interior finishes. Less a part of those conversations, on paper at least, is occupant wellness. A new standard aims to change that.

The Well Building Standard is a project of the International Well Building Institute (IWBI), which itself is the brainchild of eco-branded real estate developer Delos and is organized as a for-profit social enterprise. The performance-based standard was released to the public on Oct. 20 during the institute’s inaugural conference in New Orleans. Its goal is to facilitate human health through seven thematic categories—air, comfort, fitness, light, mind, nourishment, and water—with requirements meant to align with those of LEED. Like LEED, the Well Building Standard will be administered by the Green Building Certification Institute (GBCI).

“Sustainability and health and wellness go hand-in-hand,” says Michelle Moore, senior vice president at the IWBI. “It was very important to us to be collaborative and complementary and build on that [LEED] platform as opposed to creating redundancy or … additional paperwork, additional time—things that wouldn’t be value-added.”

The standard, which is intended for new and existing commercial, institutional, and multifamily projects and tenant spaces, was formally reviewed by a group of physicians, researchers, and practitioners in an effort to qualify its wellness claims and proposed architectural solutions. It is also overseen by an advisory council that includes Jason McLennan, CEO of the International Living Future Institute (ILFI), Mahesh Ramanujam, chief operating officer of the U.S. Green Building Council (USGBC) and president of GBCI, and Whitney Austin Gray, health research and innovation director at Cannon Design. It even got the nod from former president Bill Clinton as part of the 2012 Clinton Global Initiative.

“This is the start of a powerful new movement,” McLennan said in his opening remarks to the more than 450 Well conference attendees last week. “The question for today is: How can buildings support our living systems at the deepest level possible?” USGBC CEO Rick Fedrizzi also addressed the audience, calling the new certification “a standard that seemed to make a lot of sense.”

Well is now finishing a two-year pilot on several projects, which total more than 7.7 million square feet of space and include the William Jefferson Clinton Children’s Center in Port-au-Prince, Haiti, CBRE’s global headquarters in Los Angeles, and the Phipps Center for Sustainable Landscapes in Pittsburgh. Well-certified projects are scored based on their ability to meet the full set of conditions prescribed for each of the seven impact categories with the opportunity to improve their scores by fulfilling additional optimizations. The Silver, Gold, and Platinum designations are renewable on a three-year basis and, as with LEED, are marked with a plaque.

This grid of preconditions and optimizations is included as a sample in version 1.0 of the Well Building Standard and represents an office building that meets the certification standards for the new construction typology.

This grid of preconditions and optimizations is included as a sample in version 1.0 of the Well Building Standard and represents an office building that meets the certification standards for the new construction typology.

Credit: The Well Building Standard Version 1.0

 

The list of more than 100 conditions and optimizations across the seven categories include: air filtration and filtration maintenance; asbestos abatement; limits on the amount of certain inorganic contaminants present in drinking water; a ban on the on-site sale or distribution of foods containing partially hydrogenated oil; a balance of ambient illumination and tasklighting, when necessary, at workstations; workplace incentives that promote physical activity; adjustable workstation desk and seat heights; and the availability of health and wellness literature throughout the building.

The IWBI also plans to launch a Well Accredited Professional (AP) credential next spring. “[W]e want to make sure the Well AP program is working in alignment with other professional credentialing programs in the industry,” Moore says. “We don’t want to duplicate. We want to add value, add knowledge.” The institute also plans to publish supplemental, research-based texts, called Wellographies, for each of the standard’s impact categories beginning early next year. Additionally, as a for-profit social enterprise, or B-corp, the IWBI will reinvest 51 percent of the net-profits from Well into the built environment.

Health and wellness, Moore says, are “a very powerful expansion of the ideas that the building industry can carry.” But at a cost of $100 per occupant for implementation in a commercial office building, as Moore estimates, it’s difficult to determine at this early stage whether Well will catch on given that current standards like LEED and Green Globes come with their own costs. Additionally, while the standard applies to multifamily and tenant spaces, designers and building managers can’t guarantee that occupants won’t eventually bring in toxic materials or that occupants will maintain healthy living practices.

Moore likens Well to a new technology. “You have early adopters … who oftentimes pay a premium related to the learning curve,” she says. “They help to forge the marketplace for everybody else. You have a cost curve that tends to be a little bit higher in the beginning and then drops rapidly over time as you get greater adoption and greater proliferation of knowledge.”

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CTBUH nomeia One Central Park ” O melhor arranha céu no mundo” em 2014

O Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (CTBUH) apresentou neste último 06 de novembro, em cerimônia e jantar realizados em Chicago, os projetos de edifícios altos vencedores, considerando as quatro regiões definidas como Américas, Meio Leste e África, Europa e Ásia & Austrália.

Vejam a reportagem extraída do próprio site da CTBUH.

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Fonte: CTBUH – Council on Tall Buildings and Urban Habitat

Acesse aqui a reportagem em sua fonte / Click here to read the article directly from CTBUH’s website.

CTBUH Names One Central Park
“Best Tall Building Worldwide” for 2014

Awards Ceremony Also Honors Douglas Durst and Peter Irwin for Lifetime’s Work
One Central Park, Winner of the Best Tall 

The Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) awarded One Central Park, Sydney, Australia, the title of “Best Tall Building Worldwide” at the 13th Annual CTBUH Awards Ceremony and Dinner. As part of a nearly year-long juried selection process across 88 entries, the Awards Jury first selected a Best Tall Building in four regions: the Americas, Middle East and Africa, Europe and Asia & Australasia. Senior representatives of each of these four winners then gave a presentation at the CTBUH Awards Symposium Nov. 6 at the Illinois Institute of Technology, Chicago, with the Jury convening immediately afterwards. The winner was announced at the Awards Dinner following the Symposium.

“Every member of the team challenged us to deliver something that was out of the box,” said Michael Goldrick, Project Management Director, Frasers Property, who had presented on the project earlier.  “The Ateliers Jean Nouvel team put together challenges we never really envisioned. It really drove us to deliver what I think for Sydney and Australia is a really iconic building.”

“Seeing this project for the first time stopped me dead,” said juror Antony Wood, Executive Director, CTBUH. “There have been major advances in the incorporation of greenery in high-rise buildings over the past few years – but nothing on the scale of this building has been attempted or achieved. One Central Park strongly points the way forward, not only for an essential naturalization of our built environment, but for a new aesthetic for our cities – an aesthetic entirely appropriate to the environmental challenges of our age.”

IIT Dean of Architecture Wiel Arets (left) presents the team from One Central Park with the Best Tall Building Worldwide trophy. From left to right: Wiel Arets, Illinois Institute of Technology; Bertram Beissel, Ateliers Jean Nouvel; Michael Goldrick, Frasers Property; Toru Abe, Sekisui House Australia Pty Ltd; and Robert Bird, Robert Bird Group
 

“This project was about the visibility of sustainable design,” said Bertram Beissel, Partner, Ateliers Jean Nouvel, during the winning project presentation. “If we do all these sustainable things and no one can see them, do they really exist? The choices we make for a sustainable future cannot be made in the future. They must be made today.”

The audience vote, taken separately, submitted via text message, and kept from the jury’s view until after their verdict had been announced, was also for One Central Park.

Veja a matéria completa no site da CTBUH / Read de complete article directly from CTBUH’s website.

 
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Alemanha vai apoiar reabilitação energética

Além de já liderar o ranking entre os países que mais atuam em prol da eficiência energética, a Alemanha continua à demonstrar a sua força e comprometimento com as suas metas.

Já no Brasil, falta-nos metas, apoios, incentivos e até mesmo fiscalização… ainda que estejamos situados no grupo “G4” entre os países com o maior número de projetos de certificação LEED no mundo.

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Fonte: Edifícios e Energia

Divulgação: Procel

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Alemanha – Um novo plano de ação para a eficiência energética para os edifícios deverá ser aprovado pelo governo alemão, em dezembro. A informação veiculada pelo portal Euractiv adianta que Berlim quer dar mais apoios ao investimento na reabilitação de edificações.

Entre as medidas do documento, espera-se uma maior participação de investimento público para o setor, feito através do banco de desenvolvimento KfW. Desta forma, o governo alemão quer incentivar também os investimentos do setor privado na reabilitação energética dos edifícios.

Além do financiamento, o plano inicial incluía a possibilidade de uma dedução das despesas de investimento em 10%, ao longo de dez anos, mas essa medida foi eliminada após negociações com o parlamento. Entretanto, a indústria alemã pede incentivos fiscais para investidores eficientes.

O plano surge como forma de alavancar o setor e cumprir as orientações comunitárias em termos de eficiência energética. Para cumprir as metas de 2030, acordadas pelos 28 Estados-Membros, a Alemanha deveria reabilitar energeticamente 2% das infraestruturas nacionais das edificações. No entanto, a quota atual está entre os 0,9% e 1,3%, segundo a agência de energia alemã, citada pelo Euractiv.

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