ASHRAE Brasil Special Sessions – Eficiência Energética em Empreendimentos Sustentáveis

A ASHRAE Brasil divulgou nesta semana o evento à ser realizado em SP no próximo 28/11, com a participação de palestrantes brasileiros e norte americanos.

O evento será realizado na sede da ABRAVA e acontecerá entre as 09:00 e as 13:00hs.

Aos interessados, segue o link para que obtenham mais informações ou efetuem a sua inscrição.

 

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RICS divulga webclass emFacilities Management

A RICS Online Academy Brasil divulgou nesta semana a realização de um webclass sobre Facility Management, que será realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro próximo.

Segue abaixo a chamada para o webclass e suas inscrições.

Gestão Operacional de Facilities
Com abordagem única e diferenciada, a WebClass Gestão Operacional de Facilities traz para o aluno uma visão operacional dos serviços de facilities management. Durante as aulas, Walter Palacio FRICS abordará temas como a operacionalização, contratação, entrega e desempenho dos serviços de facilities, além do atendimento ao cliente, segurança e saúde ocupacional e plano de continuidade dos negócios.

O gerenciamento sustentável de edifícios e a gestão de ativos de propriedades também serão discutidos durante o programa.

Público: média gerência e profissionais da área de facilities management. O curso também é indicado para profissionais com interesse em conhecer o RICS Strategic Facilities Management.

Facilitador: Walter Palacio, FRICS

Data: 2 e 4 de dezembro de 2014

Horário:19h30 às 21h

Valor: R$ 215

Faça já sua inscrição!

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Microgeração pode resultar em descontos no CE

Fonte: Ambiente energia

Divulgação: Procel Info

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Ceará – Para incentivar a microgeração de energia renovável ou de elevada eficiência energética o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Ceará (Sindienergia /CE) e de empresários ligados ao setor propôs ao Governo do Ceará que os consumidores fortalezenses que passarem a gerar a própria eletricidade a partir de fontes renováveis conectados à rede elétrica estadual possam ganhar um incentivo extra.

Além da redução na conta, poderão se beneficiar com descontos no Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e no ICMS. O objetivo da medida é incentivar a criação de novos projetos de mini e micro geração solar, eólica e de outras fontes renováveis.

Apesar de ainda não haver uma negociação formal, a microgeração já está presente no estado através de 25 microgeradores de energia já instalados, de acordo com a Aneel. Os equipamentos mais usados são painéis solares e turbinas eólicas.

A cidade de Fortaleza foi a escolhida para dar início à implantação da microgeração, pois tem um potencial para gerar 20 mil MW de energia solar e 6 mil MW de eólica. De acordo com o Sindienergia os consumidores produzem energia e a repassam para a rede. No caso do Ceará, para a Companhia Energética do Ceará (Coelce), gerando um “crédito de energia” que será posteriormente utilizado para abater consumo.

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Seminário em Florianópolis aborda o uso eficiente de energia na indústria

Fonte: Portal FIESC

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Santa Catarina – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza no dia 28 de novembro o seminário “Uso eficiente de energia na indústria”. O encontro será realizado na sede da entidade, em Florianópolis, das 8h30 às 17h30. Pela manhã, o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, vai falar sobre o programa Indústria+Eficiente e os cases da Tupy, Tigre e BRF que participaram do programa. Também será apresentada chamada pública da Celesc para projetos de eficiência energética e ministrada palestra sobre o uso do gás natural.

À tarde, serão realizadas palestras sobre linhas de financiamento para eficiência energética, atuação da Rede SENAI de Inovação e Tecnologia, uso racional do vapor na indústria, além de apresentação de case da Weg.

As inscrições para o seminário são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail camara.energia@fiescnet.com.br . Informações adicionais pelo telefone 48 3231-4330.

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Guia Exame aborda eficiência energética em rodovias

Fonte: Procel Info (divulgação)

Criação e direitos: Revista Guia Exame

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Clique neste link e leia a reportagem na íntegra diretamente do site da Exame.

Brasil – Reportagem especial mostra projeto da Ecorodovias que utiliza fontes alternativas de energia para abastecimento dos postos de operação.

Brasil – O Guia Exame Sustentável de 2014 traz uma reportagem sobre o projeto de sustentabilidade e eficiência energética da Ecorodovias. A empresa, que administra 1768 quilômetros de estradas nas regiões Sul e Sudeste, mantém desde 2013 investimentos que geram benefícios ambientais e segurança para os motoristas.

Na BR-392, no Rio Grande do Sul, a Ecorodovias passou a gerar a própria energia elétrica do posto de operação localizado no município de Rio Grande. No local, foram instalados um aerogerador e placas fotovoltaicas. Em São Paulo, na rodovia dos Imigrantes, os call boxes e câmeras de monitoramento são abastecidas por energia solar.

Ao todo, a concessionária investiu R$ 2,7 milhões em substituição de lâmpadas e adoção de sistemas eólicos e solares. Além da redução do consumo de energia, as medidas também resultaram em mais segurança para os motoristas. Na BR-101, houve uma redução de 13% no número de acidentes após a substituição das lâmpadas convencionais por lâmpadas de LED.

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Porto Alegre receberá evento sobre Construções Sustentáveis neste próximo 25/11/2014

Organizado e promovido pela New Fields Brasil e ECCOS Recycle, o evento de nome “CONSTRUIR + VERDE” abordará os sistemas de certificação em construções sustentáveis, a importância do comissionamento como ferramenta de qualidade e a apresentação de cases de sucesso.

O evento tomará conta de todo o período da manhã do dia 25/11, abrindo a oportunidade de negócios sustentáveis no período da tarde.

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Aos interessados, segue o endereço para que possam explorar a pauta do evento e efetuar suas inscrições:

www.construirmaisverde.com.br

Aos inscritos, até terça em Porto Alegre.

 

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O futuro das agências reguladoras

Fonte: Valor Econômico

Por: Gustavo Flausino Coelho

Acesse aqui a matéria diretamente do site Engenharia Compartilhada.

Após os debates eleitorais, polarizados nos dois candidatos finalistas, é possível afirmar que um tema será pauta no mandato a ser iniciado em 1º de janeiro de 2015: as agências reguladoras. Não resta dúvida – tanto para as empresas como para os consumidores – que o governo precisa fortalecê-las a fim de promover o país a um novo patamar de desenvolvimento econômico e social.

O Brasil possui diversas agências reguladoras nacionais relacionadas a setores essenciais. Essas autarquias federais foram introduzidas a partir da segunda metade dos anos 1990 no ordenamento nacional com o intuito de corrigir falhas de mercado, monitorar os agentes econômicos relevantes, garantir a efetividade de políticas públicas de Estado e editar normas de caráter técnico e de modo célere.

As primeiras leis criadoras das agências cultivaram um padrão normativo consistente, em linha com as melhores práticas internacionais da época, permitindo aos estudiosos e profissionais acumular o conhecimento sobre direito regulatório no Brasil. Os investidores nacionais e estrangeiros encontraram nessa nova sistemática a segurança jurídico-institucional desejada para viabilização de investimentos significativos em infraestrutura, demanda histórica do Brasil.

Criação foi feita para viabilizar a regulação eficiente e técnica e manter um ambiente negocial transparente

Do ponto de vista do consumidor, a curva de aprendizado também foi sentida, com a inicial desconfiança sendo superada pela melhoria sensível em diversos setores. No setor de telecomunicações, por exemplo, a Anatel atuou decisivamente na universalização das telefonias fixa e móvel, terminando com as filas e aluguéis de linhas, aproximando o consumidor da agência reguladora no momento inicial. No setor petrolífero, a ANP trouxe transparência aos preços dos combustíveis nos postos e promoveu rodadas de licitações com geração de diversos empregos pela iniciativa privada e receitas aos cofres públicos.

Contudo, esse histórico nos setores regulados tem sido impactado pelos percalços enfrentados nos últimos anos, gerando descontentamento dos consumidores e empresariado. Os sintomas são diversos: atraso na nomeação de diretores (com a consequente falta de quórum para decisão das diretorias), aumento da ingerência de secretarias e ministérios nos setores regulados, indícios de captura política de membros das agências, restrições orçamentárias.

A causa parece ser a percepção de que as agências reguladoras independentes representam um modelo que não deveria ser perpetuado ou aprimorado, mas mitigado e adaptado para atender aos interesses dos ministérios (de Governo) em vez das políticas públicas (de Estado).

Alguns casos recentes exemplificam incertezas na regulação no país. No setor petrolífero, o novo marco regulatório do pré-sal deslocou as atribuições da ANP, dando papel secundário à agência. No âmbito da mineração, as atividades foram impactadas por um futuro projeto de marco regulatório, que deverá criar a ANM com desenho similar à ANP (antes das mudanças do pré-sal).

Ou seja, a regulação da mineração deverá reproduzir o desenho institucional do setor petrolífero de 1997, que foi criticado e alterado a partir de 2010. A nova Lei dos Portos também evidencia a miscelânea de desenhos existentes em matéria regulatória, com a submissão de decisões colegiadas da Antaq ao crivo do ministro-chefe da SEP.

Dado Galdieri/Bloomberg

A ampla discussão sobre o papel essencial das agências reguladoras para o desenvolvimento digno do Brasil precisa ser conduzida pelo Congresso Nacional na próxima legislatura, e a Presidência da República deverá assumir papel de destaque neste debate legislativo, a fim de resgatar a estrutura inicial de autonomia administrativa, financeira e técnica dessas autarquias federais. Medidas como a promulgação de uma lei geral das agências federais permitiriam a correção de algumas inconsistências no desenho institucional das agências e reforçariam a importância da regulação independente em âmbito federal.

Ademais, competirá ao chefe máximo do Executivo adotar medidas administrativas para fortalecimento e revigoramento das agências, tais como a pronta nomeação dos diretores para as vagas vacantes, a adoção de critérios técnicos para escolha desses mandatários (sem preterir profissionais da iniciativa privada) e o incremento razoável do orçamento.

A Constituição Federal consagrou o princípio da subsidiariedade, atribuindo ao Estado o papel regulador e à iniciativa privada a primazia sobre a iniciativa estatal para condução das atividades econômicas. Neste sentido, as agências reguladoras foram concebidas para viabilizar a regulação eficiente e técnica, a fim de manter um ambiente negocial seguro e transparente.

 

Resta aos brasileiros verificar qual será a atuação do governo federal a partir de 2015: retomar o caminho original de incentivo à efetiva regulação por meio de agências reguladoras independentes ou intensificar a captura política dessas autarquias federais a ponto de transformá-las em entes subordinados aos ministérios.

Gustavo Flausino Coelho é advogado e mestrando em direito empresarial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

 

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Cidades sustentáveis e os desafios da transição

Como bem diz o texto abaixo, o segredo não está apenas na criação mas, principalmente, na gestão…

Vejam como exemplo o ciclo de vida de uma edificação comercial, onde o montante à ser despendido (despesas) mais significativo se encontra na fase de operação e manutenção (algo entre 70 e 80% do custo referente a todo o ciclo de vida).

Pois bem, fazendo esta analogia, onde devemos também atribuir um foco específico? Não seria na operação e no seu controle?

O mesmo ocorre no caso das cidades, onde inevitavelmente precisaremos da estrutura de seus gestores e de uma efetiva fiscalização e controle.

Assim como ocorreu em relação ao processo de educação no trânsito, observa-se um certo êxito nas cidades onde a fiscalização foi ou é mais efetiva, independentemente das questões que envolvam a “indústria de multas”.

A história nos mostra que a evolução humana se dá pelo aprendizado natural (eventos e crises) e pela educação, sendo esta fruto não só de escolas, mas de leis, regras e de uma efetiva fiscalização, que propiciam juntas o aculturamento de seu povo.

 

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Fonte: Jornal do Brasil

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No dia 3 de dezembro de 2011, os participantes do 3 Congresso Ibero-Americano de Engenharia Civil, realizado em Curitiba, aprovaram um Manifesto por Inovações no Pensar, Conceber e Gerir as Cidades. Neste, os engenheiros, após debaterem amplamente o tema Experiências e conceitos inovadores de engenharia civil nas cidades, manifestam a necessidade de ações revolucionárias no trato das questões urbanísticas, desde o modo de pensar e conceber as cidades até sua gestão técnica, tendo como meta viabilizar a almejada sustentabilidade urbana.

Este tipo de manifesto enfatiza a necessidade real de mudar a maneira como a população vive e usufrui dos recursos disponíveis no planeta. Na verdade, o tema tem sido amplamente discutido desde a década de 90.

Atualmente, as cidades são as principais responsáveis pela degradação do meio ambiente e do comportamento consumista daqueles que nelas habitam, colaborando também para o distanciamento das diferentes classes sociais. O interessante é que, de acordo com profissionais de sustentabilidade urbana, serão as próprias cidades que poderão reverter este processo.

A construção civil, por exemplo, produz resíduos e utiliza-se de recursos minerais não renováveis, além de utilizar material tóxico. Só o cimento é responsável de 7% a 10% pela emissão de dióxido de carbono na atmosfera, sendo a terceira maior fonte de emissão deste gás. A primeira é energia elétrica, seguida do transporte. Na área de saneamento, muitas favelas, periferias, pequenos municípios e regiões consideradas rurais, em todo o país, ainda não estão totalmente atendidas nos quesitos água tratada e rede de esgoto.

Para reverter esta realidade, já está em discussão no mundo todo o conceito de construção sustentável, que utiliza tecnologia disponível para o uso de fontes de energia mais eficientes e que reduzem o impacto no meio ambiente, além da adoção de selos que certifiquem obras que atuam dentro de critérios como localização correta, gerenciamento de água e resíduos, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, energia, manutenção, dentre outros. O desafio dos profissionais será o de pensar como obter metrópoles autossuficientes onde as construções funcionarão como verdadeiras fábricas de energia.

E se as cidades não são feitas de pedras e sim de homens, como afirmou no século 15 o filósofo italiano Marsílio Ficino, são estes mesmos homens que precisam despertar para uma nova realidade. O design das cidades precisa mudar. O ensino precisa mudar. O comportamento precisa mudar. O petróleo e a água vão acabar um dia, inevitavelmente, e tudo que se consome está diretamente ligado a estes dois recursos.

Se estes fatos são de conhecimento de todos, por que nos últimos 25 anos, ao invés de reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, a população mundial aumentou em 50% estas mesmas emissões?

Talvez a resposta não esteja apenas nos estudos técnicos de infraestrutura que possibilitem a preservação do meio ambiente e melhoria na qualidade de vida da população, mas sim num plano, numa espécie de estudo social, que traga informações úteis sobre como fazer a transição do pensamento consumista presente para o pensamento ecológico do futuro.

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Vantagens da microgeração ainda são desconhecidas dos brasileiros

Fonte: Ambiente Energia

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O uso de fontes renováveis já é uma realidade do sistema elétrico do Brasil, porém, muitos brasileiros ainda desconhecem as vantagens da mini e microgeração de eletricidade através da energia eólica ou solar. Convencer o consumidor residencial e comercial que vale a pena investir na produção de energia limpa, mesmo que o consumo mensal não seja elevado, já consta como um grande desafio.

Devido ao grande potencial do nosso país de produzir energia limpa, o retorno do valor investido em painéis solares e geradores eólicos chega em até oito anos. Esse retorno está associado basicamente à disponibilidade do recurso natural, ao tipo de solução (solar, eólica ou mista), e ao custo do financiamento para o investimento em um equipamento que dura de 20 a 25 anos.

Atualmente o cliente residencial ou comercial de energia de baixa tensão paga à concessionária R$ 0,52 o kWh, em média. E com uma solução eólica ou solar, o kWh pode chegar a R$ 0,19. Além das vantagens financeiras, empresas que investem em energia limpa, por exemplo, podem destacar o fato de utilizar soluções limpas, agregando valor à marca da empresa, que associa sua imagem à sustentabilidade.

Lembrando que a expectativa do setor é que com aprimoramento da Resolução Normativa nº 482/2012, que trata das regras destinadas para a instalação de geração distribuída, aconteça um aumento da geração própria no País. Uma das vantagens para o consumidor é que além de produzir energia elétrica, ele possa obter descontos em sua conta de energia ou até zerá-la, por meio da compensação da produção excedente.

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Demanda energética mundial crescerá menos até 2040

Apesar do cenário mundial e das previsões quanto a demanda futura, continuamos sem uma política para o álcool como alternativa…

É realmente incrível a falta de uma política no setor…

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Fonte: Investimentos e Notícias

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O mundo consumirá muito mais energia em 2040, embora o crescimento da demanda seja limitado pela alta de preços e pela maior eficiência energética, assegura a Agência Internacional de Energia (AIE), em seu estudo anual publicado nesta quarta-feira.

“A demanda mundial de energia aumentará em 37% até 2040, de acordo com o nosso cenário, embora o crescimento demográfico e econômico vá consumir menos energia do que antes”, alerta a AIE, com sede em Paris, no estudo prospectivo.

Assim, “o crescimento da demanda mundial [de energia] será reduzido, passando de uma taxa superior a 2% ao ano, nas duas últimas décadas, para cerca de 1% anual, a partir de 2025”, indica a AIE.

A organização, que representa os interesses dos países consumidores, atribui essa tendência à alta dos preços e a medidas de eficiência energética, assim como a “uma mudança estrutural da economia mundial favorável ao setor de serviços e a uma indústria mais eficiente”.

A geografia da demanda também será alterada, com o auge dos países emergentes.

O consumo se estancará na maioria dos países europeus, no Japão, na Coreia do Sul e na América do Norte, e aumentará no restante da Ásia (que representará 60% da demanda mundial), na América Latina, no Oriente Médio e na África subsaariana.

No que se refere ao petróleo, em especial, a tendência será similar.

“Por cada barril de petróleo que se deixe de consumir na OCDE, serão consumidos dois novos barris nos países não-membros”, estima a AIE.

“Até 2040, os países asiáticos importarão dois terços dos barris transacionados em nível internacional”, afirma o estudo. E, no início dos anos de 2030, a China passará os Estados Unidos como o maior consumidor mundial de petróleo.

Advertências sobre o clima

Segundo a AIE, o consumo mundial de oléo cru chegará a 104 milhões de barris diários (mbd) em 2040. Essa previsão supera em 14 mbd a demanda de 2013. O aumento do consumo vai ser reduzido pelos preços altos e pelas novas políticas de eficiência energética, que se traduz em veículos que consomem menos combustível.

A outra grande questão é saber se a produção seguirá seu ritmo. Nos últimos meses, os preços baixaram muito, graças a uma oferta abundante que deve muito ao petróleo e ao gás de xisto dos Estados Unidos.

A AIE pede prudência, porém, apontando que o abastecimento dependerá de um reduzido número de países produtores.

“Até os anos 2030, será necessário investir cerca de US$ 900 bilhões anuais para desenvolver os setores petrolífero e de gás, a fim de responder ao incremento da demanda. Mas não está claro se esses investimentos serão feitos a tempo”, alerta o estudo.

Esses investimentos podem ser interrompidos pelo declínio antecipado da produção americana de petróleo, pela complexidade da extração no pré-sal brasileiro, pelas sanções ocidentais à Rússia, ou pela instabilidade no Oriente Médio. As informações são da AFP.

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