O Planejamento Estratégico da O&M – Parte 2

Por: Alexandre M F Lara

Primeiramente, quero me desculpar pelo atraso na postagem deste blog, previsto originalmente para a última terça-feira, e atrasado em função de meu afastamento do escritório, por um período maior do que o previsto…

A programação de postagem dos artigos programados retornará ao seu normal, já a partir de hoje, sendo que as datas serão sempre deslocadas em uma semana, para compensar o atraso.

Pois bem, dando continuidade a matéria que publicamos no último 06/03 (O Planejamento Estratégica da O&M – Parte 1), vamos tratar hoje do procedimento passo-a-passo relativo as etapas de planejamento, após a identificação de nosso objetivo e das expectativas do nosso cliente (abordagem da parte 1).

O parque instalado e seu estado…

Ainda reforçando a questão da CUSTOMIZAÇÃO necessária à um bom planejamento, precisaremos identificar não só o universo de equipamentos e sistemas que serão mantidos e operados, como também, e principalmente, o seu estado de conservação e operação, assim como a sua criticidade para o negócio do cliente.

Nas diversas modalidades de manutenção, existem recomendações quanto as rotinas e frequencias de suas atividades, embasadas em:

  • recomendações de fabricantes
  • normas técnicas
  • legislação
  • instaladoras (data books de entrega de obra e condições para se assegurar a garantia de equipamentos e sistemas)
  • “boas práticas do mercado”

No entanto, estas recomendações baseiam-se em uma “condição default”, ou seja, para equipamentos novos e sem nenhum rigor adicional em função de sua criticidade para o processo ou para o negócio do cliente.

Neste caso, torna-se de VITAL IMPORTÂNCIA a condução de um minucioso levantamento de campo, envolvendo:

  • a relação de sistemas de manutenção existentes em seu cliente
  • a relação de equipamentos em cada sistema
  • o estado de manutenção destes equipamentos
  • o estado de operação destes equipamentos
  • horários de operação e horários possíveis para o cumprimento da manutenção (eventuais restrições)
  • condição de acesso para a execução das atividades de manutenção (envolve a sua localização e o acesso em si)
  • a documentação técnica existente sobre cada equipamento ou sistema, incluindo o seu histórico de manutenção e controles

Vejam que este levantamento, chamado por algumas empresas do mercado como “análise de elegibilidade”, nos permitirá conhecer:

  • a quantidade de itens para a manutenção
  • o seu estado de conservação e operação
  • as dificuldades envolvidas para a sua manutenção
  • eventuais riscos (manutenção e operação)
  • o tipo de mão de obra (perfil, formação e experiência) que precisaremos neste nosso novo contrato
  • a documentação disponível sobre os itens de manutenção e seus históricos

Uma vez concluido este levantamento, será possível relacionarmos estes sistemas de uma forma bastante organizada e de fácil identificação perante os gestores e profissionais de manutenção, atribuindo-lhe uma codificação customizada para o cliente, o que será objeto de uma outra postagem.

Tag simplificado BLOG.png

Modelo de TAG simplificado aplicável em um contrato de manutenção

 

A análise de criticidade para o negócio ou processo…

Adicionalmente ao levantamento acima, será necessário compreendermos o impacto causado pela eventual falha nestes equipamentos e sistemas para os nossos clientes, impactos estes que poderão se refletir sobre:

  • Operadores e ocupantes
  • patrimônio
  • perdas no processo, incluindo perdas financeiras
  • paralizações parciais ou totais do processo

Esta análise exigirá a compreensão prévia sobre os processos, assim como o envolvimento de profissionais do Cliente, para a tomada de decisões.

Matriz Criticidade.png

Exemplo de matriz ou algorítmo de criticidade

Uma análise bem conduzida durante esta primeira etapa permitirá com que você direcione adequadamente os esforços (e custos!!) em sua área de manutenção.

Ainda em relação ao tema matriz de criticidade, o abordaremos com mais detalhes mais a frente, em um outro post.

O planejamento das atividades de manutenção…

A atividade de PLANEJAR adequadamente a manutenção e dimensionar os recursos necessários será uma continuidade das análises anteriores, pois teremos neste momento, todas as informações necessárias à escolha e customização de rotinas e a identificação dos recursos (mão de obra, ferramental e materiais) necessários.

Caberá ao planejador atribuir de forma consistente os tempos de manutenção, vislumbrando a construção do MAPA DE PROGRAMAÇÃO, que explorará não só a distribuição das atividades ao longo dos dias, semanas, meses, etc…, como também a distribuição das horas técnicas envolvidas para cada tipo de profissional.

Exemplo Mapa 52 semanas.png

Exemplo de mapa de programação simplificado

Com os passos e cuidados acima, teremos neste ponto uma visão bastante completa e interessante sobre o universo à ser mantido e, principalmente, uma visão CUSTOMIZADA para atender as necessidades e demandas do nosso Cliente.

Exploraremos mais adiante neste blog, e com um maior nível de detalhamento,alguns destes pontos importantes no processo.

Leiam também as matérias:

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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