Publiquei aqui neste mesmo blog em 2016 um pequeno post intitulado “Um bom contrato de operação e manutenção“, que curiosamente ainda é um dos posts mais consultados ao longo destes 10 anos do blog “Operação e Manutenção Sustentável“, celebrados neste mês de junho.
É verdadeira a afirmação de que todos caminhamos sempre na busca por melhores resultados em nossas operações, mas também é verdadeira a “máxima” de que não nos basta ter exemplos e orientações se não as adaptarmos para a nossa realidade e não cumprirmos severamente as nossas funções requeridas.
Além de se definir em contratos importantes questões como objetos, escopos detalhados, entregáveis, prazos e indicadores que nos permitam acompanhar o seu resultado, também se torna extremamente necessário que exerçamos as nossas funções no processo, falando aqui de ambas as partes nesta relação comercial.
E falando em “função”, temos como uma primeira demanda a visualização clara sobre as etapas a serem percorridas em nosso rumo para uma gestão considerada como eficaz.
Fig. #1 – Visão macro de etapas
Vejam que existe a necessidade de se visualizar cada passo a ser dado em nossa estruturação, pois além de interdependentes, estes requerem não somente a participação e a cumplicidade de todos os lados envolvidos, como também poderão demandar para contratação de especialistas ao longo do processo ou projeto.
Não há como definir equipes, especialidades, experiências e a quantidade de nossa mão de obra (dimensionamento) se não tivermos previamente estabelecido as nossas premissas, políticas e estratégias de manutenção, considerando a relação de nossos ativos, a análise de seu estado e condição, a identificação de demandas e a especificação de rotinas (atividades, frequências, especificidades, entre outros), que correspondam às nossas estratégias.
Não haverá também como monitorarmos nossos contratos sem o uso de indicadores alinhados com as nossas estratégias e expectativas, indicadores estes extraídos a partir de uma ferramenta de gestão e continuamente submetido a análise de nossas áreas de planejamento e controle, além da própria supervisão.
Fig. #2 – Funções macro do PPCM
Mais do que ilustrar um fluxo ou processo, a figura acima detalha algumas das principais funções dentro de nossas áreas de operação e manutenção, sendo estas funções também responsáveis pelo sucesso em nossos contratos.
E será justamente sobre estas questões, políticas, estratégias e principais funções que abordaremos em nossos próximos posts a forma de orientá-los para a construção de um modelo mais assertivo de gestão em sua operação e manutenção.
Produto dos resultados de um convênio entre a Eletrobras/Procel e o CBCS, plataforma Desempenho Energético Operacional (DEO) contempla 17 tipologias de edifícios e já está disponível para o público
Gestores de diversos tipos de edificações em operação terão, a partir de agora, um auxílio para realizar a avaliação de consumo de energia. A plataforma Desempenho Energético Operacional (DEO) (plataformadeo.cbcs.org.br/), que contempla 17 tipologias de edifícios, foi disponibilizada gratuitamente para o público. A ferramenta permite avaliar o nível de eficiência energética das unidades, auxiliando na tomada de decisão para a implementação de medidas de adequação do gasto de energia. O instrumento foi desenvolvido a partir dos resultados de um convênio entre a Eletrobras, no âmbito do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).
A plataforma DEO abrange tipologias de edificações de usos típicos, cujas equações de benchmark foram desenvolvidas através do convênio: agências bancárias, hotel do tipo resort, hotel vertical de médio e grande porte, hotel de pequeno porte e pousada, shopping center, supermercado, comércio de varejo de grande porte, comércio de pequeno porte, restaurante e preparação de alimentos, escola de ensino infantil, escola de ensino fundamental e médio, universidade e instituição de ensino técnico, hospital, posto de saúde e assistência social, data center e CPD. Além dessas 15, outras duas tipologias, desenvolvidas anteriormente, também têm acesso pela plataforma: edifícios corporativos e edifícios públicos.
A ferramenta conta com equações de benchmark para cada tipo de edificação, que funcionam como referências de consumo de energia. Dessa forma, é possível fazer a comparação entre edifícios da mesma tipologia a nível nacional, levando em consideração ainda características específicas, como localização geográfica, sistemas instalados, envoltória e entorno da construção. A avaliação é feita a partir da inserção dos dados do edifício na plataforma. Além disso, os gestores de edificações também podem utilizar as equações disponíveis para formar seu próprio banco de dados de consumo.
“A plataforma DEO é uma ferramenta que otimiza a utilização das equações de benchmark. Os dados da edificação que se deseja comparar são inseridos na plataforma e ela calcula uma estimativa de consumo para o edifício e as faixas de consumo (típico, eficiente e ineficiente). Assim, o usuário da plataforma consegue comparar seu consumo real com estas referências calculadas pela plataforma”, explica a coordenadora executiva do CBCS, Clarice Degani.
Fonte: PROCEL Info
Assim, o instrumento funciona como a primeira etapa de análise de desempenho energético de uma edificação em operação. Através do resultado da avaliação, é possível entender se o uso da energia está adequado em comparação com outras edificações de mesma tipologia e, se necessário, planejar a realização de medidas para a otimização do consumo.
“A partir do momento em que o consumo de energia real é confrontado com referências de eficiência e ineficiência, os gestores prediais poderão identificar onde estão os desvios, quais são as oportunidades de melhoria e, assim, programar auditorias energéticas ou investigações simples que os ajudem na escolha de medidas de eficiência energética mais adequadas ou nas mudanças de comportamento no uso da energia”, destaca a representante do CBCS.
Plataforma pode contribuir para a criação de política pública O estabelecimento do convênio entre a Eletrobras/Procel e o CBCS foi baseado na necessidade de promover uma ação para auxiliar na redução do consumo das edificações em operação e, assim, contribuir com a redução da demanda energética do setor de Edificações, um dos principais consumidores do sistema elétrico nacional. Contemplado no 1º Plano de Aplicação de Recursos do Procel (PAR Procel/2017), o convênio foi firmado em 2018 e encerrado em 2021. Ao longo desse período, foram elaborados os cálculos de benchmark e os indicadores de desempenho energético disponíveis na plataforma DEO. O trabalho contou com a colaboração de empresas e instituições parceiras que contribuíram com informações de consumo energético de suas instalações.
“As edificações são responsáveis por aproximadamente 50% do consumo de energia elétrica do país. A quantidade que temos hoje de edificações existentes nos grandes centros urbanos supera qualquer produção de novas edificações. Portanto, nas grandes cidades já temos um número maior de edifícios existentes do que novos que venham a ser construídos. É por isso que devemos ter total atenção, não apenas às novas edificações, mas também para as existentes, que se encontram em operação. Cerca de 80% do consumo de energia de um edifício, em sua vida útil, ocorre justamente na fase de operação e, por isso, segundo a EPE, benchmarks e Desempenho Energético Operacional são apontados entre as três medidas de maior potencial de economia de energia do setor de Edificações”, contextualiza a arquiteta da Eletrobras, Elisete Cunha.
O trabalho do convênio resultou, ainda, na produção de 45 relatórios que estão disponíveis para download gratuito. Para cada uma das tipologias de edificações, foram elaborados três documentos, contendo a metodologia utilizada, as auditorias energéticas realizadas, o desenvolvimento do arquétipo de cada categoria de edifício, modelos de simulação, as equações de benchmark e a ficha técnica. Os materiais podem ser acessados no portal Procel Info (clique aqui) ou na página da plataforma DEO (plataformadeo.cbcs.org.br/).
De acordo com a arquiteta da Eletrobras, além do uso prático dos dados, o levantamento de informações, realizado por meio do convênio, poderá ser utilizado para o desenvolvimento de políticas públicas de eficiência energética para edificações em uso.
“Adicionalmente, a partir do banco de dados que poderá ser gerado através da plataforma, políticas públicas específicas para cada tipologia poderão ser desenvolvidas, promovendo mais assertividade à eficiência energética de edificações em operação. Está no radar do Procel promover políticas públicas para edificações em operação e este trabalho foi o ponto de partida para isso”, ressalta Elisete Cunha, sobre a relevância do projeto.
Há 10 anos eu migrava o blog de uma outra plataforma, para a ferramenta WordPress, na qual permanecemos compartilhando notícias e experiências de forma periódica, com aqueles que nos acompanham.
Foram mais de 100.000 visualizações ao longo destes anos, número este que poderia ser ainda maior, caso tivéssemos a condição de compartilhar informações com uma maior frequência e fôlego. Apesar de adorar compartilhar conhecimentos, seja através de minhas aulas, cursos e deste próprio blog, não é fácil manter a atividade com regularidade, uma vez que temos de dividir o nosso tempo com as demais atividades profissionais e pessoais.
Mas é justamente com este espírito de dividir, que gostaria de compartilhar com vocês a alegria de termo atingido a marca de 10 anos nesta plataforma!
Mas antes de divulgar o nosso planejamento para este segundo semestre que se aproxima, eu gostaria de esclarecer o porque no nome escolhido “Operação & Manutenção Sustentável”…
Operação & Manutenção em virtude de minha vida dedicada a esta apaixonante área, sendo que agora já se somam 36 anos
Sustentável para que sempre trabalhássemos sobre uma condição de perpetuidade, continuidade…., assegurando o sucesso de nossa área de manutenção por um longo período
Pois bem, divulgaremos ao longo destes próximos meses alguns artigos para auxiliá-los neste percurso, destacando e atualizando alguns posts de maior sucesso e incluindo novos posts:
Julho: Trazendo alguns posts de maior sucesso e inserido posts sobre o levantamento e a classificação de ativos, além de abordarmos a identificação de demandas
Agosto: Políticas e estratégias em operação e manutenção
Setembro: Indicadores de performance em contratos de operação e manutenção
Outubro: Funções planejamento, programação e controle / supervisão na área de operação e manutenção
Novembro: Dimensionamento de equipes e estruturação de nossas operações
Dezembro: A implementação de ferramentas informatizadas de gestão
Mesclaremos sempre os nossos posts internos com notícias do mercado, a exemplo da divulgação de cursos, treinamentos, seminários e palestras.
Enfim, espero contar com todos ao longo desta longa caminhada e agradeço antecipadamente pelo interesse e apoio.
Aos que ainda não acessaram ou se cadastraram no blog, eis o nosso endereço:
Por:Andrew Persily, Ph.D., Fellow/Life Member ASHRAE; William P. Bahnfleth, Ph.D., P.E., Presidential/Fellow Member ASHRAE; Howard Kipen, M.D.; Josephine Lau, Ph.D., Member ASHRAE; Corinne Mandin, Ph.D.; Chandra Sekhar, Ph.D., Fellow ASHRAE; Pawel Wargocki, Ph.D., Member ASHRAE; Lan Chi Nguyen Weekes, P.E., Member ASHRAE
A ASHRAE divulgou neste último mês de maio um documento com o seu posicionamento e recomendações a respeito da preocupação, do monitoramento e da utilização de métricas envolvendo a taxa de CO2 em ambientes internos no contexto dos sistemas de ventilação e controle da qualidade do ar interno (QAI).
O documento expõe algumas preocupações quanto a interpretações e mau entendimentos a respeito do uso da concentração de CO2 como métrica para controles em ventilação no AVAC-R, incluindo as mais recentes condições vivenciadas com a pandemia e a saúde dos ocupantes nestes ambientes.
Embora redigido em inglês, recomenda-se a leitura do documento cujo link se encontra abaixo, pois independentemente do momento pelo qual passamos (pandemia de COVID-19), se observou no Brasil uma sequência de implantações de sistemas de controle da taxa de renovação de ar externo através do monitoramento das concentrações internas de CO2, sendo necessário que se compreenda melhor a sua aplicação, assim como a importância quanto aos modos de medição, a calibração de sensores e o seu adequado posicionamento no ambiente.
Em termos de operação e manutenção, o que se tem observado no mercado é o desconhecimento quanto ao posicionamento e demais cuidados com os sensores (calibração, aferição, etc), o desconhecimento quanto ao uso de parâmetros de controle (para a operação da lógica de automação), além de falhas no cumprimento não só de rotinas de manutenção em sistemas (de automação), como também em rotinas de verificação e manutenção mecânica em dampers e em seus moto-atuadores.
O documento é muito interessante e esclarecedor, apesar de objetivo, razão pela qual recomendo a sua leitura.
Segue abaixo a chamada da ASHRAE e o link para o download e leitura do documento.
By Andrew Persily, Ph.D., Fellow/Life Member ASHRAE; William P. Bahnfleth, Ph.D., P.E., Presidential/Fellow Member ASHRAE; Howard Kipen, M.D.; Josephine Lau, Ph.D., Member ASHRAE; Corinne Mandin, Ph.D.; Chandra Sekhar, Ph.D., Fellow ASHRAE; Pawel Wargocki, Ph.D., Member ASHRAE; Lan Chi Nguyen Weekes, P.E., Member ASHRAE
This column discusses ASHRAE’s recently issued Position Document on Indoor CO2 on the role of indoor CO2 in the context of building ventilation and IAQ. The column presents the positions and recommendations in the document, which also contains a thorough discussion of the supporting background and extensive references for the interested reader.
O INBEC reeditará nesta semana a II SEMANA NACIONAL DA ENGIENHARIA CONTRA INCÊNDIOS E EMERGÊNCIA após o sucesso em participação registrado em 2021.
Trata-se de um ciclo de palestras ministradas por especialistas na área abordando temas que envolverão desde a etapa de projetos até os processos de investigação.
Vejam abaixo a chamada para o evento e o link para aqueles que desejarem efetivar a sua inscrição.
A Semana Nacional da Engenharia de Segurança contra Incêndio e Emergências discutirá temas relevantes e de grande importância para o desenvolvimento de Projetos e instalações de Proteção Contra Incêndio, abordando assuntos sobre principais falhas em projetose instalações de sistemas de proteção contra incêndio, prevenção de incêndio e explosões em unidades armazenadoras de cerais, medidas de proteção passiva para a compartimentação vertical e horizontal de edificações, método cientifico na atividade de investigação de incêndio e sua importância para o ciclo operacional de segurança contra incêndio, aspectos arquitetônicos relacionados à proteção contra incêndio, incêndio em Parques de tanques de líquidos combustíveis e inflamáveis, Medidas de Segurança Contra incêndio para gases combustíveis. Este evento coincide com a semana da Prevenção e comemoração ao dia nacional dos Corpos de Bombeiros, instituição que além de salvar vidas atua no desenvolvimento da Engenharia de Incêndio no Brasil.
O evento organizado pelo INBEC promete ser um sucesso a exemplo do que foi o ano passado,todos que estão de uma maneira ou outra ligados a este tema devem se inscrever clicando aqui.
Para conhecer os temas que serão trataos e o curriculo dos palestrantes, clique aqui.
O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com o Ministério Federal da Economia e Ação Climática da Alemanha (BMWK) e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), realiza no dia 19 de maio, às 9h, no canal do MME no YouTube, o lançamento do estudo Digitalização e eficiência energética no setor de edificações no Brasil.
O evento tem como objetivo estimular a discussão sobre o uso de novas tecnologias digitais nas etapas do ciclo de vida inerentes às diferentes tipologias de edificações.
O estudo é resultado da Parceria Energética Brasil-Alemanha, um projeto de cooperação entre o MME e o BMWK, pelo projeto Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável: Foco Habitação Social (EEDUS), fruto da parceria entre a Secretaria Nacional de Habitação (SNH) do MDR e o Ministério Federal para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico da Alemanha (BMZ) – ambos implementados por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.
O estudo sobre digitalização e eficiência energética no setor de edificações pode ser acessado neste link.
Grupas divulga e faz a útima chamada para aqueles que desejam participar em sua reunião mensal, cujo tema será “Workplace Conceitos e Tendências”.
Vejam abaixo a chamada:
Prezados Membros do Grupas,
Conforme informado anteriormente a reunião do mês de maio acontecerá no dia 18 a partir das 09h30 e será presencial.
Nosso anfitrião será a Nöra, uma casa de design internacional, e estamos preparando uma programação muito especial para recebê-los no evento desse mês.
A Nöra abordará o tema:
Workplace Conceitos e Tendências
Contaremos também com a participação do nosso patrocinador WIIMOVE que abordará outro tema muito importante relacionado com a ocupação eficiente dos escritórios:
Tecnologia auxiliando na otimização da ocupação dos espaços físicos alinhada com os conceitos e tendências de Mobilidade e Sustentabilidade.
Faça sua inscrição no link abaixo e será um prazer tê-los conosco.
Temos visto ultimamente algumas discussões sobre a produtividade de profissionais da manutenção, principalmente (e infelizmente….) quando o tema principal envolve o atraso no atendimento de ordens de serviço, sejam estas de cunho preventivo ou corretivo.
Digo infelizmente porque o foco de nossa preocupação ainda se mantem no cumprimento de atendimentos ou ordens de serviço, sem que nos atentemos, de fato, sobre o desempenho de nossas equipes de manutenção e sobre os fatores muitas vezes “externos” ao profissional, que provoquem tal ineficiência.
A AGROFOLHA publicou no dia de hoje uma matéria intitulada “Produtividade do trabalhador brasileiro só cresce na agropecuária, tratando principalmente sobre a queda deste indicador e sua estagnação no setor de serviços (veja a matéria na íntegra clicando aqui).
Será que já nos perguntamos alguma vez em nossas operações sobre como anda a produtividade de nossas equipes e colaboradores? Será que sabemos como mensurar ou até mesmo tratar este tema e importantíssimo fator para o sucesso de nosso planejamento e manutenção?
Primeiramente precisamos entender que a baixa produtividade possui não somente fatores culturais e regionais que contribuem para a performance do trabalhador da manutenção, como também outros vetores que se originam em processos de gestão e capacitação destes mesmos trabalhadores.
Habilitação do profissional
Conhecimento mínimo em relação a equipamentos, sistemas e técnicas de trabalho (capacitação)
Turn-over ( e a necessidade de um trabalho contínuo de capacitação)
Infraestrutura requerida para o desempenho das funções
Acessibilidade e condição segura durante a execução das atividades de manutenção
Organização da manutenção
Agilidade e atuação de suprimentos em manutenção
Entre outros…
A diversidade destes fatores e a sua importante influência potencialmente negativa sobre o desempenho de nossas equipes requer a sua ágil identificação e tratamento por parte do gestor da área de manutenção, razão pela qual deve-se tomar cuidado na adequada customização de sua ferramenta informatizada de gestão, além do processo de treinamento e capacitação de seus colaboradores.
Importante também lembrarmos de que a produtividade de um profissional de manutenção deve ser apurada / mensurada apenas durante a execução efetiva das tarefas, ou seja, “com a ferramenta na mão” (ou “wrench time”), reforçando ainda mais os cuidados para uma adequada visualização deste indicador através de nosso sistema computadorizado de gestão da manutenção (CMMS).
Lamentavelmente, nós brasileiros estamos ainda defasados em relação a nossos vizinhos próximos (Argentina e Chile), além de muito mais defasados em relação aos principais exemplos de produtividade (EUA, Alemanha, Japão, …).
Gráfico demonstrando a comparação da produtividade do profissional brasileiro até 2011
Assim como em outros processos de análise e implementação de melhorias na qualidade da manutenção, o respeito e o bom desempenho das funções estratégicas dentro da área ou departamento de manutenção será vital para que obtenhamos resultados adequados.
Vivemos hoje um momento de retomada do mercado (pós-pandemia), com a aceleração em taxas de rotatividade de pessoal e uma contínua falha em nossa atividade de supervisão, haja vista o acúmulo de responsabilidades e atividades também observado dentro das empresas.
Enfim, como dizia um antigo gerente, a manutenção é uma área dentro da cadeira de engenharia e não existem vitórias sem um adequado estudo e planejamento, seguidos de uma atuação estratégica de gestão. Pensem nisto…..
A CNN divulgou no dia 22/04 a matéria com o título acima, escrita por Liz Szabo (Kaiser Health News), através da qual informam sobre o movimento de empresas em busca de sistemas de ventilação e renovação de ar, ao mesmo tempo em que as pessoas abandonam gradativamente o uso de máscaras.
A pandemia pela qual passamos (e esperamos não retornar…) foi sem sombra de dúvida um aprendizado para todos nós, no sentido de que existem meios ou formas extremamente “eficazes” e rápidas para a contaminação de grandes massas, assim como também nos mostrou a fragilidade no uso de medidas básicas de higiene individual.
Digo aqui “aprendizado”, pois não podemos deixar de lado tais lições aprendidas e não imaginar que isto poderá novamente ocorrer se não nos cuidarmos melhor. Com isto, é verdade que algumas empresas (também brasileiras) têm buscado por soluções de AVAC-R para o controle da qualidade do ar interior, ao mesmo tempo em que os seus colaboradores retomam a atividade no modo presencial.
Aqui no Brasil, algumas destas medidas têm visado corrigir falhas na captação, tratamento e reposição de ar externo em instalações e em ambientes anteriormente não atendidos (com o ar externo), assim como também a revisão em processos e procedimentos que também incluem as atividades de operação e manutenção. O “engraçado” nesta história, se é que podemos dizer assim, é que o Brasil já possui há vários anos um conjunto de boas normas e leis que versam sobre o tema, tornando obrigatório tais cuidados com as instalações, com a operação e manutenção destes sistemas.
A ABRAVA realizou nesta última quarta-feira (27/04) um seminário sobre a qualidade do ar interno, reforçando medidas neste sentido e trazendo a opinião de palestrantes brasileiros e de outros países.
Apesar dos baixos números de internação ( e não necessariamente de contaminação), não podemos baixar a guarda e deixar de aproveitar as nossas lições aprendidas com tudo o que passamos. Será de extrema importância que as empresas e profissionais do mercado questionem a eficácia de suas instalações e medidas de controle para se evitar uma nova contaminação, ao mesmo tempo em que deve-se incentivar (e relembrar) a manutenção dos cuidados básicos de higiene pessoal, entre os seus visitantes e colaboradores.
Embora em inglês, a matéria abaixo retrata esta preocupação entre as empresas.
More companies look to ventilation systems to control the spread of Covid-19 and other viruses
Por (by):By Liz Szabo, Kaiser Health News
Fonte (source): CNN Health
Acesse aqui a reportagem diretamente em sua fonte.
Ventilation is a powerful tool against Covid-19
Americans are abandoning their masks. They’re done with physical distancing. And, let’s face it, some people are just never going to get vaccinated.
Yet a lot can still be done to prevent covid infections and curb the pandemic.
A growing coalition of epidemiologists and aerosol scientists say that improved ventilation could be a powerful tool against the coronavirus — if businesses are willing to invest the money.
“The science is airtight,” said Joseph Allen, director of the Healthy Buildings program at Harvard University’s T.H. Chan School of Public Health. “The evidence is overwhelming.”
Although scientists have known for years that good ventilation can reduce the spread of respiratory diseases such as influenza and measles, the notion of improved ventilation as a front-line weapon in stemming the spread of covid-19 received little attention until March. That’s when the White House launched a voluntary initiative encouraging schools and work sites to assess and improve their ventilation.
The federal American Rescue Plan Act provides $122 billion for ventilation inspections and upgrades in schools, as well as $350 billion to state and local governments for a range of community-level pandemic recovery efforts, including ventilation and filtration. The White House is also encouraging private employers to voluntarily improve their indoor air quality and has provided guidelines on best practices.
The White House initiative comes as many employees are returning to the office after two years of remote work and while the highly contagious BA.2 omicron subvariant gains ground. If broadly embraced, experts say, the attention to indoor air quality will provide gains against covid and beyond, quelling the spread of other diseases and cutting incidents of asthma and allergy attacks.
The pandemic has revealed the dangerous consequences of poor ventilation, as well as the potential for improvement. Dutch researchers, for example, linked a 2020 covid outbreak at a nursing home to inadequate ventilation. A choir rehearsal in Skagit Valley, Washington, early in the pandemic became a superspreader event after a sick person infected 52 of the 60 other singers.
Ventilation upgrades have been associated with lower infection rates in Georgia elementary schools, among other sites. A simulation by the Centers for Disease Control and Prevention found that combining mask-wearing and the use of portable air cleaners with high-efficiency particulate air filters, or HEPA filters, could reduce coronavirus transmission by 90%.
Scientists stress that ventilation should be viewed as one strategy in a three-pronged assault on covid, along with vaccination, which provides the best protection against infection, and high-quality, well-fitted masks, which can reduce a person’s exposure to viral particles by 95%. Improved airflow provides an additional layer of protection — and can be a vital tool for people who have not been fully vaccinated, people with weakened immune systems, and children too young to be immunized.
One of the most effective ways to curb disease transmission indoors is to swap out most of the air in a room — replacing the stale, potentially germy air with fresh air from outside or running it through high-efficiency filters — as often as possible. Without that exchange, “if you have someone in the room who’s sick, the viral particles are going to build up,” said Linsey Marr, a professor of civil and environmental engineering at Virginia Tech.
Exchanging the air five times an hour cuts the risk of coronavirus transmission in half, according to research cited by the White House Office of Science and Technology Policy. Yet most buildings today exchange the air only once or twice an hour.
That’s partly because industry ventilation standards, written by a professional group called the American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers, or ASHRAE, are voluntary. Ventilation standards have generally been written to limit odors and dust, not control viruses, though the society in 2020 released new ventilation guidelines for reducing exposure to the coronavirus.
But that doesn’t mean building managers will adopt them. ASHRAE has no power to enforce its standards. And although many cities and states incorporate them into local building codes for new construction, older structures are usually not held to the same standards.
Federal agencies have little authority over indoor ventilation. The Environmental Protection Agency regulates standards for outdoor air quality, while the Occupational Safety and Health Administration enforces indoor-air-quality requirements only in health care facilities.
David Michaels, an epidemiologist and a professor at the George Washington University Milken Institute School of Public Health, said that he’d like to see a strong federal standard for indoor air quality but that such calls inevitably raise objections from the business community.
Two years into the pandemic, it’s unclear how many office buildings, warehouses, and other places of work have been retooled to meet ASHRAE’s recommended upgrades. No official body has conducted a national survey. But as facilities managers grapple with ways to bring employees back safely, advocates say ventilation is increasingly part of the conversation.
“In the first year of the pandemic, it felt like we were the only ones talking about ventilation, and it was falling on deaf ears,” said Allen, with Harvard’s Healthy Buildings program. “But there are definitely, without a doubt, many companies that have taken airborne spread seriously. It’s no longer just a handful of people.”
A group of Head Start centers in Vancouver, Washington, offers an example of the kinds of upgrades that can have impact. Ventilation systems now pump only outdoor air into buildings, rather than mixing fresh and recirculated air together, said R. Brent Ward, the facilities and maintenance operations manager for 33 of the federally funded early childhood education programs. Ward said the upgrades cost $30,000, which he funded using the centers’ regular federal Head Start operating grant.
Circulating fresh air helps flush viruses out of vents so they don’t build up indoors. But there’s a downside: higher cost and energy use, which increases the greenhouse gases fueling climate change. “You spend more because your heat is coming on more often in order to warm up the outdoor air,” Ward said.
Ward said his program can afford the higher heating bills, at least for now, because of past savings from reduced energy use. Still, cost is an impediment to a more extensive revamp: Ward would like to install more efficient air filters, but the buildings — some of which are 30 years old — would have to be retrofitted to accommodate them.
Simply hiring a consultant to assess a building’s ventilation needs can cost from hundreds to thousands of dollars. And high-efficiency air filters can cost twice as much as standard ones.
Businesses also must be wary of companies that market pricey but unproven cleaning systems. A 2021 KHN investigation found that more than 2,000 schools across the country had used pandemic relief funds to purchase air-purifying devices that use technology that’s been shown to be ineffective or a potential source of dangerous byproducts.
Meghan McNulty, an Atlanta mechanical engineer focused on indoor air quality, said building managers often can provide cleaner air without expensive renovations. For example, they should ensure they are piping in as much outdoor air as required by local codes and should program their daytime ventilation systems to run continuously, rather than only when heating or cooling the air. She also recommends that building managers leave ventilation systems running into the evening if people are using the building, rather than routinely turning them down.
Some local governments have given businesses and residents a boost. Agencies in Montana and the San Francisco Bay area last year gave away free portable air cleaners to vulnerable residents, including people living in homeless shelters. All the devices use HEPA filters, which have been shown to remove coronavirus particles from the air.
In Washington state, the public health department for Seattle and King County has drawn on $3.9 million in federal pandemic funding to create an indoor air program. The agency hired staff members to provide free ventilation assessments to businesses and community organizations and has distributed nearly 7,800 portable air cleaners. Recipients included homeless shelters, child care centers, churches, restaurants, and other businesses.
Although the department has run out of filters, staff members still provide free technical assistance, and the agency’s website offers extensive guidance on improving indoor air quality, including instructions for turning box fans into low-cost air cleaners.
“We did not have an indoor air program before covid began,” said Shirlee Tan, a toxicologist for Public Health-Seattle & King County. “It’s been a huge gap, but we didn’t have any funding or capacity.”
Allen, who has long championed “healthy buildings,” said he welcomes the new emphasis on indoor air, even as he and others are frustrated it took a pandemic to jolt the conversation. Well before covid brought the issue to the fore, he said, research was clear that improved ventilation correlated with myriad benefits, including higher test scores for kids, fewer missed school days, and better productivity among office workers.
“This is a massive shift that is, quite honestly, 30 years overdue,” Allen said. “It is an incredible moment to hear the White House say that the indoor environment matters for your health.”
KHN (Kaiser Health News) is a national newsroom that produces in-depth journalism about health issues. Together with Policy Analysis and Polling, KHN is one of the three major operating programs at KFF (Kaiser Family Foundation). KFF is an endowed nonprofit organization providing information on health issues to the nation.
Conforme artigo abaixo extraído de uma das divulgações do PROCEL, já foi disponibilizado um documento intitulado ” Guia Múltiplos Benefícios de Eficiência Energética na Indústria “, com o objetivo de auxiliar as pequenas e médias indústrias na eleboração e implementação de medidas de eficiência energética, pois temos um parque instalado e em operação com uma idade média estimada de 20 anos.
Importante ressaltar que, dependendo das condições operacionais e de manutenção, tais ativos podem apresentar um desempenho energético ainda abaixo do esperado, levando-se também em conta a defasagem tecnológica embarcada.
Importante também lembrar que a definição de medidas de EE demandará por um estudo detalhado de suas instalações e processos, assim como do acompanhamento de consumos durante a sua utilização. O material elaborado é muito bom e poderá ajudá-los na compreensão sobre as medidas de EE e também sobre a estruturação necessária para a sua definição.
Uma boa leitura!
O Programa PotencializEE acaba de lançar o ‘Guia Múltiplos Benefícios de Eficiência Energética na Indústria’, que tem como objetivo apresentar as vantagens da implementação de medidas de eficiência energética (EE) para as pequenas e médias indústrias. A publicação é gratuita e está disponível para download no site www.programa-potencializee.com.br.
Dados da Associação Brasileira de Manutenção (Abraman) indicam que a idade média das instalações das PMEs nacionais é de 20 anos e elas respondem por 68% da energia utilizada na indústria. E um terço dessa energia poderia ser economizada nas PMEs industriais através de implementações de projetos de EE. De acordo com levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os números indicam ainda que a indústria gasta anualmente R$ 5 bilhões e R$ 16 bilhões, respectivamente, com eletricidade e combustíveis.
“Devido ao grande potencial de redução no consumo de energia pela indústria brasileira, quando se fala em Eficiência Energética, muitas vezes, as empresas adaptam uma perspectiva estritamente orçamentária focando na diminuição de custos e deixam de levar em conta outros impactos positivos oriundos de projetos de EE; muito além dos ganhos financeiros”, afirma Marco Schiewe, diretor do Programa PotencializEE, uma iniciativa de Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, liderado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e coordenado por meio da GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), Agência Alemã de Cooperação Internacional.
As vantagens obtidas com a adoção de práticas de EE estão no âmbito das melhorias de desempenho corporativo, produtividade e competitividade no mercado, do gerenciamento socioambiental, da saúde e segurança dos colaboradores de uma empresa, além da qualidade dos produtos e até da motivação e satisfação dos colaboradores. “O guia visa justamente apoiar a identificação e a quantificação destes múltiplos benefícios. Afinal, como os projetos de eficiência energética têm uma importância que vai muito além de economia de energia, o ponto de vista estratégico acaba sendo o principal motivador na tomada de decisão”, explica Schiewe.
O Guia oferecido pelo PotencializEE é um manual de como uma pequena ou média indústria pode manter vantagem competitiva sustentável a partir da adoção de uma operação voltada para a prática da eficiência energética. Trata-se da primeira de uma série de publicações que estão sendo desenvolvidas pela equipe do programa para disseminar e sensibilizar os diversos segmentos industriais em relação aos benefícios da EE, as especificidades das tecnologias e contribuir para a redução da emissão de gases de efeito estufa no Brasil.