Especialistas analisam tendências de tarifas de energia elétrica nos próximos anos

Fonte: SEGS

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O mercado livre e o cativo e as projeções das oscilações tarifárias para os próximo cinco anos foram tema da palestra de abertura da 16º edição do Energy Summit, que segue até o dia 17 de setembro, no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo. Considerado um dos principais pontos de encontro do setor de energia elétrica no país, o evento coloca em pauta os principais assuntos do setor, abordados por especialistas, autoridades e empresários.

Na palestra de abertura, Andrew Frank Stofer, presidente da America Energia, alertou para o desequilíbrio das contas das empresas que operam no setor brasileiro. “O rombo do setor de distribuição de energia hoje é de R$ 160 bilhões sendo que o EBITDA total em 2013 era R$ 9,3 bilhões”, disse.

Carlos Alberto Schoeps, sócio-gerente da Replace Projetos e Consultoria, avaliou os principais custos que afetarão as tarifas. Segundo ele, empréstimos para pagamento de geração térmica em 2014, as bandeiras tarifárias, os encargos setoriais, entre eles a CDE (conta de desenvolvimento energético), o repasse dos riscos hidrológicos e a energia das usinas que tiveram sua concessão renovada, devem influenciar a composição dos custos.

“Os riscos para as tarifas do mercado regulado estão relacionados ao repasse de custos dos gargalos hidráulicos; aos repasses de despesas com o pagamento de CDE e outros encargos decorrentes de decisões judiciais, ao repasse do risco hidrológico de Itaipu e das usinas que renovaram concessão; aos custos associados às novas regras para renovação das concessões das usinas hidroelétricas e aos atrasos na implementação de novos projetos de geração em decorrência da variação cambial”, disse Schoeps. Na avaliação do especialista, as tarifas da energia no mercado livre tendem a cair. “O que vai determinar é a fluência. A oferta de energia está crescendo em ritmo superior a do consumo. As novas regras para renovação das concessões aumentarão a oferta no mercado livre”.

Do lado dos grandes consumidores, José Carlos Velasco Mendieta, da gerência de orçamento operação centralizada da OI, revelou que a empresa tende a migrar para o mercado livre de contratação de energia elétrica. “Os reajustes de tarifas em 2015 em relação a 2014 tiveram um impacto médio de 45%. Percebemos que há uma tendência de redução do custo de contratação de energia no mercado livre em relação ao cativo e estudamos uma migração. Podemos economizar por volta de 20% a 30%. Outro ponto positivo do mercado livre é a disponibilização das medições o que é muito importante para ter um gerenciamento completo e para ter previsibilidade orçamentária. Hoje o mercado livre é mais previsível do que o cativo”, disse.

Cases

Empresas do porte da GM e da Nestlé participaram do Energy Summit mostrando como as estratégias de eficiência energética se confirmam exitosas no combate ao desperdício da energia elétrica. Glaucia Roveri dos Santos, Gerente de Energia & Utilidades para América do Sul da General Motors, contou que a estratégia empregada na planta de Joiville (SC) considerou o desligamento dos equipamentos, eliminação de perdas e paradas, conversão de eficiência de equipamentos, especialmente na utilização de ar comprimido, grandes vilões da produção automotiva de projetos de eficiência energética e dos processos.

Entre as soluções adotadas pela montadora estão o uso de telhas translúcidas, de luminárias de alta eficiência, de tecnologia fluorescente, com sensores de presença e de luminosidade, de coletores e acumuladores de aquecimento solar, de equipamentos de geração fotovoltaica entre outras intervenções em busca da eficiência energética. “O resultado foi 13,8% de redução de consumo total da planta. Hoje fazemos cada veículo com menos da 40% da energia consumida antes das modificações feitas para aumentar a eficiência energética desde 2013 e utilizamos apenas 1/3 do que era consumido de água em 2013 na produção de um carro”.

Já a Nestlé faz uso da reutilização de lenha e de borra de café para fazer vapor, entre várias outras iniciativas para transformar a matriz energética da empresa em uma matriz limpa. Um dos focos de atenção da empresa é o contingente laboral. Gilberto Tonim, Gerente Corporativo de Energias e Serviços Industriais da empresa no Brasil, explica: “Temos 32 plantas e investimos mais em treinamento e capacitação de operadores do que em equipamentos. Se for feita uma gestão do gasto energético a economia nos custos pode chegar a 15%”.

Sobre a microgeração distribuída, Daniel dal Poggetto Barbosa, líder de manutenção da Dupont do Brasil, disse que “o importante é não se limitar a uma única solução de eficiência energética. Equipamentos e tecnologias mais modernas, como a geração fotovoltaica, negociações em diferentes mercados, metas de sustentabilidade, são várias soluções que juntas geram resultados mais expressivos”.

A solução de cogeração adotada pela confecção da De Millus foi detalhada por Ricardo Paschoal, Gerente de Manutenção da empresa. Com duas plantas no Rio de Janeiro e uma no Nordeste, a empresa produz 44 milhões de peças por ano, sendo uma empresa bastante verticalizada, fabricando quase 95% do que precisa para produzir as coleções que oferece.

“Temos várias soluções voltadas para a eficiência energética, como a estação de tratamento de efluentes, que recupera 60% da água utilizada e que é reinjetada no processo de manufatura, e o sistema de cogeração de energia, investimento aproximado de R$ 2 milhões, com duas caldeiras de recuperação, duas máquinas de absorção de água quente, montada em uma das plantas da empresa”. Segundo Paschoal, o investimento foi recuperado pela empresa em 2,2 anos. “Estamos em vias de exportar o nosso excedente de energia preferencialmente tomando como crédito para as outras fábricas do grupo”.

Novas tecnologias impõe mudança no modelo de negócios

Nas palestras sobre Excelência Técnica e Operacional em Empresas de Energia, que aconteceram nesta terça durante o evento, a tecnologia foi o principal pano de fundo nos debates sobre inovação, P&D e GTD do futuro, e como serão os novos modelos de negócios digitais em energia.

Para o diretor de Inovação EDP Energias do Brasil, João Martins, o momento é propício para investimentos em automação, gestão de equipes e melhora nos serviços e uso das telecomunicações, fatores que somados trarão eficiência e maior distribuição energética. “Estados Unidos e Europa ditarão a velocidade e a tendência das mudanças no modelo de negócios de energia. Distribuição inteligente e barata é o nosso grande desafio”.

Já Roberto Falco, gerente Sênior da ACCENTURE, destacou a importância da tecnologia como fator de mudança que permite criar tal modelo de negócios totalmente novo. “Principalmente, trazendo resultados em curto prazo”, disse. Ainda segundo Falco, para estes novos formatos de negócios digitais, desafios precisam ser superados: “Melhoria da eficiência operacional e novas receitas serão necessárias. Como será a cadeia de valor do futuro para o mercado de energia? O preço da energia também influenciará as mudanças no modelo”.

Gislaine Washizu, gerente do Centro Inteligente de Medição da CPFL Energia, detentora de 13% mercado de distribuição da região sudeste, reforçou que a tecnologia e o uso de redes inteligentes com integração de sistemas é uma realidade na companhia. “Há três meses quem diria que usaríamos drones em nossas inspeções?”.

A relação da empresa com o público final também mudou com a inserção da comunicação via site e aplicativos, contou Gislaine. Ela apresentou também a recente experiência da companhia com a implantação da Rede Mesh CPFL, baseada em comunicação por radiofrequência e destacou que, para implementar novos projetos e tecnologias é preciso criar centros de capacitação com simuladores de redes inteligentes para formar equipes. Gislaine defendeu ainda a necessidade do governo ajustar a regulação do setor de forma clara e que justifique altos investimentos.

Entre outros temas debatidos no primeiro dia de evento, a palestra da gerente de Auditoria da CPFL Renováveis, Daniela Moreno, mostrou aos seminaristas como implantar um programa integrado em conformidade com a Lei Brasileira Anticorrupção. Outro representante da distribuidora, Thiago Freire Guth, diretor de Distribuições da CPFL Energia, encerrou o programa do seminário de Excelência apresentando estratégias e táticas aplicadas pela empresa e que poderiam inspirar outras companhias sobre como reduzir custos otimizando a qualidade dos serviços. Segundo Guth, os quatro pilares de eficiência da CPFL são gestão de tempo real, produtividade, gestão dos processos e redução da demanda. Este último, para ele, o item mais importante para ter ganhos de eficiência. “Maior custo na distribuição é gente. Então, redução de demandas técnicas é uma das prioridades da empresa”, ressaltou.

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Ensuring power quality in mission critical facilities

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Debra Vieira, PE, LEED AP, ATD, CH2M

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Many industrial, commercial, and service businesses are sensitive to power quality problems because they affect a company’s ability to compete in a global economy.

Learning objectives

  • Explain the definition of, and need for, high-quality power.
  • Identify the costs related to a power quality disturbances.
  • Recognize the value of gathering and interpreting data from power monitoring systems.

The generally accepted definition of clean power is “current and voltage waveforms that are purely sinusoidal.” However, this clean, or high-quality power does not have to be absolutely sinusoidal. So, what is the definition of high-quality power? Does the mere presence of harmonics on a power system indicate poor power quality? What about intermittent transients? Is that poor power quality?

Technically, there is no single accepted definition of “quality power.” Standards exist that help define criteria that can be measured, such as voltage. However, the real measure of power quality is determined by the performance and productivity of end-user equipment. If the equipment is not performing correctly, verification of proper mechanical and electrical installation and maintenance is necessary. A faulty piece of equipment, bad bearings, or poor internal connections can affect performance. If this doesn’t resolve the problem then power quality is most likely inadequate.

When we discuss power quality, what we really mean is voltage quality—because it’s the quality of the voltage that we can address. Power is the rate of delivery of energy and is proportional to the product of the voltage and current. The equipment itself—not the distribution system—defines how much power is drawn from the system. The power system defines the quality of the voltage delivered. Because there is a close relationship between voltage and current, we must address the current to understand many of the power problems that exist. For example:

  • A short circuit can cause a voltage sag—or cause voltage to even disappear completely—due to extremely high current passing through the system impedance.
  • Lightning generates high impulse voltages that can travel on the power distribution system.
  • Distorted currents from harmonic loads also cause the voltage to distort as the current passes through the system impedance.

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Sensitive electronic devices

We are heavy users of electronic devices, which are inherently sensitive to power quality. This sensitive equipment accentuates the limitations of the power system, limitations that have always existed but were rarely observed with less sophisticated equipment. Power quality issues are not easily identified. Determining how much of equipment malfunction and downtime is due to poor power quality is difficult to analyze. A power monitoring system that provides wave capture with a time stamp of the power anomaly, along with equipment status, can help facility operators correlate the cause and effect between power events and equipment malfunctions.

Since the advent of electricity, reliable, high-quality power has been desirable. In the late 1980s, computers became commonplace in our offices and homes. In the 1990s, we were able to network this equipment together to increase equipment performance. Today, we face new problems, such as faster processing speeds, increased computer chip densities, and equipment that is more sensitive to the quality of power it receives. Factories, offices, hotels, shopping centers, hospitals, and homes depend heavily on microprocessor-based loads, such as lighting controls, computers, copiers, appliances, scanners, control systems, monitoring devices, etc. It’s difficult to find equipment that lacks a microprocessor. While this electronic equipment is relatively small in size and power consumption, it is large in quantity and is in close proximity to one another.

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We are interested in power quality because of its economic impact. An increasing majority of industrial, commercial, and service businesses are sensitive to power quality problems because they affect a company’s ability to compete in a global economy. Businesses that depend on high quality power, such as information technology or the continuous process industry with its programmable logic controllers, distributed control systems, industrial computers, human-machine interfaces, variable frequency drives (VFDs), motion controllers, and sensors, can suffer huge financial losses along with loss of productivity and competitiveness when power disturbances occur.

The costs related to a power quality disturbance can be categorized as direct costs, indirect costs, and inconveniences.

Direct costs: include reduced equipment efficiency, loss of raw material and production, equipment/product damage, corrupt data communications/storage, and nonproductive employee wages.

Indirect costs: more difficult to quantify and may include missed delivery deadlines, which may cause future orders to be lost.

Inconvenience: Items in this category are not expressed in lost revenue dollars but rather in how much someone is willing to pay to avoid having to deal with the inconvenience.

Ultimately, the end user is responsible for preparing appropriate performance criteria for the equipment as well as for the proper installation and correction of inadequacies in the power and grounding system. Unfortunately, many end users are unaware of the installation pitfalls and need assistance.

CSE 3 22 set

Many times, the local utility company can provide guidance on how to properly install sensitive electronic equipment as well as modifications to the power and grounding system. The utility is motivated to provide customer service in regard to power quality to help build and maintain confidence in its distribution system. Utility engineers can provide troubleshooting analysis of harmonic issues because of the connection requirements stipulated in IEEE 519-2014: Recommended Practice and Requirements for Harmonic Control in Electric Power Systems, which defines the maximum allowed reflective harmonics allowed from a customer. However, some specialized equipment may be beyond the abilities of the utility and may require the assistance of an engineer who is knowledgeable in power quality issues.

Having quality power is not accidental; it is well planned and carefully installed. The basics of power quality start by creating a solid foundation of grounding, bonding, and wiring; then layer on surge protection and power conditioning; and lastly, monitor power quality trends to provide a baseline for preventive maintenance activities to correct internal power quality problems and to define external power quality problems (see Figure 1).

Grounding, bonding, and wiring

Around 80% of all power quality problems are related to grounding, bonding, and wiring problems within a facility. Is this percentage exaggerated? Possibly, but many power problems are resolved simply by fixing a few grounding connections or replacing a couple of grounding cables.

Grounding and bonding are not the same. However, they are closely related. Why do we ground and bond electrical systems? The answer can be found in NFPA 70-2014: National Electrical Code (NEC), Article 250.4(A)(1) Electrical System Grounding, which states “Electrical systems that are grounded shall be connected to earth in a manner that will limit the voltage imposed by lightning, line surges, or unintentional contact with higher-voltage lines and that will stabilize the voltage to earth during normal operation.” Furthermore, grounding stabilizes the voltage to earth during normal operations for grounded systems. Electrical equipment is grounded in accordance with Article 250.4(A)(2) Grounding of Electrical Equipment, which requires that “Normally noncurrent-carrying conductive material enclosing electrical conductors or equipment, or forming part of such equipment, shall be connected to earth so as to limit the voltage to ground on these materials.”

Noncurrent-carrying conductive materials that may become energized are bonded together to establish a low-impedance ground-fault current path in accordance with NEC Article 250.4(A)(3) Bonding of Electrical Equipment, which indicates that “Normally noncurrent-carrying conductive materials enclosing electrical conductors or equipment, or forming part of such equipment, shall be connected together and to the electrical supply source in a manner that established an effective ground-fault current path.” Bonding of equipment facilitates the operation of overcurrent devices, such as fuses, circuit breakers, or relays, during fault conditions as required by NEC Article 250.4(A)(5). Multiple parallel paths result in low impedance to facilitate overcurrent device operation.

Electrical systems do not need to be grounded to function. In fact, not all electrical systems are grounded. But when discussing electrical systems, usually the voltages are with respect to ground. The term “ground” represents a reference point—or a zero potential point—to which all other voltages refer. A zero reference voltage is critical for proper operation of electronic equipment. Unfortunately, the least amount of attention is focused on grounding, bonding, and wiring. Typical wiring and grounding problems include:

  • Faulty, loose, or resistive connections that result in heating, and potential arcing and burning of the insulation
  • Missing equipment grounds that create situations where there is no effective return path for ground-fault current
  • Power supply conduits insulated from computer cabinets with PVC conduit fittings
  • Conduit runs that end before reaching the equipment with a conductor running exposed the remaining distance
  • Green, insulated grounding conductors that are run separately from the phase conductors.

Another common grounding problem is using an isolated ground with the idea of obtaining a clean ground. Isolated grounds are typically misunderstood and misapplied because they are not actually isolated, but rather insulated, thereby eliminating parallel return paths. Installation of an isolated ground conductor is governed by NEC Article 250.146(D) Isolated Ground Receptacles and is used to reduce electrical noise on the grounding circuit by purposely insulating the receptacle from the mounting means. The receptacle grounding terminal is instead connected to an insulated equipment grounding conductor run with the circuit conductors, and is permitted to pass through one or more panelboards without connection to the panelboard grounding terminal bar. This isolated ground conductor terminates at the source of the separately derived system or service. The conductor is not isolated from the electrical grounding system.

Sometimes isolated or dedicated grounds are recommended by equipment manufacturers. These recommendations can compromise the safety and performance of the equipment, are dangerous, violate the NEC, and are unlikely to solve power quality problems.

Safety and equipment performance depend on the proper selection and installation of the power and electronic equipment grounding and bonding system. In all circumstances, the equipment and grounding system must comply with the NEC and local installation codes. A solidly grounded ac system with insulated equipment grounding conductors should be used to feed electronic loads. All metal parts of equipment enclosures, raceways, and grounding conductors are to be effectively and permanently bonded to each other and to the power system grounding electrode system at the service entrance and at each separately derived system.

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Alstom define indicador-chave de performance para eficiência energética

Fonte: Setor Energético

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As autoridades públicas estão cada vez mais preocupadas com o impacto ambiental oferecido pelos meios de transporte – especialmente considerando que aproximadamente 23% das emissões mundiais de CO2 estão relacionadas à mobilidade urbana. E a mudança do transporte motorizado para o elétrico é vital para a engrenagem da sustentabilidade no setor.

O transporte ferroviário já é considerado um dos elementos mais importantes nos planos de eficiência energética. Globalmente, em 2011, o setor de transporte representou 27,6% de toda a energia usada e foi responsável por 22,7% das emissões globais totais de CO2 relacionadas à energia. As emissões mundiais de CO2 do setor de transporte aumentaram 53% entre os anos de 1990 e 2011. Neste contexto, o transporte ferroviário consome apenas 2,2% da energia final e é responsável por 3,3% das emissões de CO2 (incluindo emissões indiretas de energia) enquanto transporta 9% dos passageiros e cargas globais.

A Alstom é considerada a primeira fabricante a definir um indicador-chave de performance para essa questão e propôs uma meta de desempenho energético em suas soluções. A empresa está atualmente definindo um padrão de metodologias de medição de energia para garantir a consistência na coleta de dados e empregar simulações energéticas para soluções atuais e futuras. Essas metas serão propostas em suas soluções e operações. O comprometimento se baseia na redução do consumo de energia por suas soluções em 20% até 2020 (comparado aos níveis de 2014). Em suas operações, a intensidade energética deve ser reduzida em 10% nesse mesmo período.

Também foram definidas prioridades para a gestão ambiental, que inclui gestão de água, resíduos e energia. A intensidade energética de operações (por hora trabalhada) é rastreada, com um índice de redução de 18% registrado desde 2008.

Na Alemanha, a unidade de Salzgitter da Alstom implementou um extensivo plano envolvendo um sistema computadorizado de gestão, que monitora a recuperação de calor de compressores, compressores de velocidade variável e iluminação com LEDs. Na Itália, um comitê faz o controle de energia para rastrear o consumo de suas unidades e implementar um programa de melhoria.

Na França, uma nova série de pesquisas aprofundadas de energia está sendo implementada para identificar oportunidades de avanço em outras áreas.

As unidades da Alstom no Reino Unido estão sendo abastecidas com eletricidade verde, com emissões zero de carbono garantidas. E unidades na França e Bélgica consomem eletricidade certificada para garantir pelo menos um nível mínimo de conteúdo renovável na energia que utilizam. Isso será estendido a outras unidades no futuro.

Na Holanda, a Alstom teve sucesso na obtenção da certificação nível 5 (nível mais alto) na escala de performance de CO2 iniciada pela ProRail. Isso demonstra o melhor desempenho em emissões de CO2 nas operações da Alstom naquele país.

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Congresso & Expo ABRAFAC 2015 acontecerá entre os dias 25 e 27 de novembro, no Windsor Barra Hotel – RJ

Palestrantes renomados, feira de negócios e premiação melhores do ano marcam evento de gestores de facilities

Com o objetivo de promover o encontro de grandes executivos relacionados ao segmento de administração de serviços (facilities) e engenharia, do Brasil inteiro, a Associação Brasileira de Facilities – ABRAFAC em conjunto com o CREA-RJ promove sua edição 2015 do Congresso & Expo ABRAFAC. O evento ocorre entre os dias 25 e 27 de novembro de 2015, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ. Simultaneamente, haverá uma feira de negócios, que mostrará as principais tendências em produtos, serviços e tecnologias voltadas ao setor de facilities e engenharia, além da apresentação dos trabalhos pré-selecionados para concorrer ao Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano 2015. “O Congresso é o maior evento do ano do calendário dos profissionais de facilities. Nossa intenção é de promover debates, desafios, troca de experiências e melhorias no nosso segmento. A cada ano, buscamos melhorar os conteúdos para nos mantermos como referência.  Em 2014 recebemos mais de 500 pessoas e esse ano temos a intenção de dobrar esse número, ultrapassando mil convidados”, destaca o presidente da ABRAFAC, Luciano Brunherotto.

O evento será uma oportunidade para a reflexão de temas importantes do setor. A ABRAFAC convidou renomados profissionais de grandes instituições nacionais e multinacionais. “A agenda dos temas e palestrantes será liberada gradativamente, mas estamos preparando grandes surpresas aos participantes”, continua Brunherotto.

Os interessados poderão fazer em breve a inscrição pelo site da entidade www.abrafac.org.br, ou pelo telefone (11) 3266-7963.

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Consumo de energia no Estado de SP cai 1,88%

Fonte: Diário de São Paulo

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O Balanço Energético do Estado de São Paulo 2015, publicado nesta quarta-feira (16) pela Secretaria de Energia mostra que a soma de todas as energias consumidas no Estado em 2014, registrou uma redução de 1,88% em relação ao ano anterior. Foram consumidos 67,37 milhões de toe (tonelada de óleo equivalente), contra 68,66 milhões de toe, em 2013.

O setor industrial registrou uma queda de 6,9%, já o residencial caiu 1%. O comércio teve uma elevação de 8,2% em relação ao ano anterior.

Confirmando a política estadual de substituição de fontes não renováveis da matriz por energia mais limpa, São Paulo registrou um aumento de 11% no consumo de etanol etílico (anidro + hidratado) contra 3,6% de variação positiva na gasolina. Houve redução do óleo diesel em 1,5% e do óleo combustível em 6,7%.

A oferta total de energia atingiu 98,6 milhões de toe em 2014, composta na maior parte por derivados de petróleo (47%) e cana-de-açúcar (25%). A energia hidráulica participou com 4,9%, o gás natural com 5,2%, o carvão mineral com 1,2% e os demais segmentos com 16,7%.

O consumo de energia elétrica foi de 150.723 GWh, apresentando um decréscimo de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de 153.147 GWh. Contribuiu para essa diminuição, principalmente o setor industrial com retração de 8,2%. Nos demais setores houve crescimento do consumo, com 8,6% no setor comercial, 7% no agropecuário e 1,5% no setor de transportes.

São Paulo x Brasil

Com o maior parque fabril da América Latina e mais de 44 milhões de habitantes, o Estado de São Paulo consumiu 25,3% de toda a energia utilizada no Brasil em 2014.

A participação do Estado no consumo nacional ficou em 24,13% nos derivados de petróleo, coque de carvão mineral 9,84%, lenha e carvão vegetal 4,10% e outros energéticos 11,05%. Já o uso de insumos energéticos renováveis em substituição aos derivados de petróleo, São Paulo teve participação de 48,1% do bagaço de cana, 37,5% do etanol e 28,4% da eletricidade.

Série histórica – Nos últimos 10 anos, São Paulo registrou uma queda significativa no uso de energias mais poluentes. O carvão teve a maior redução atingindo 85%, já o óleo combustível apresentou uma queda de 72%.

Por outro lado, os insumos menos poluentes aumentaram sua participação na matriz energética nos últimos 10 anos. O etanol etílico apresentou crescimento de 157%, 42% no bagaço de cana, 29% na eletricidade e 13% no gás natural. “A Secretaria de Energia está incentivando a produção de energias mais limpas. O gás natural é uma fonte de energia barata, abundante e menos poluidora, por isso estamos construindo projetos de ampliação do uso de gás em São Paulo”, destaca Meirelles.

O consumo de energia no Estado apresenta um aumento de 32,7% na série história. O setor industrial aumentou a utilização do insumo em 20,2%, o residencial em 29,3% e o comercial em 58,2%.

Sobre o Balanço Energético

O Balanço Energético do Estado de São Paulo 2015 é uma publicação anual da Secretaria Estadual de Energia. O relatório é uma ferramenta essencial para os setores público e privado realizarem estudos de planejamento energético, viabilização de tecnologias inovadoras, busca de eficiência energética e preservação do meio ambiente.

A edição é baseada em informações energéticas e socioeconômicas de 2014, apresenta as séries históricas do período de 2005 a 2014 discriminadas por insumos energéticos e por setores da economia, incluindo balanços energéticos anuais consolidados, tabelas e gráficos que detalham a evolução da oferta e da demanda dos energéticos utilizados pela economia paulista, com a correspondente participação dos setores envolvidos.

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Sebrae promove seminário de eficiência energética em Petrolina

Fonte: Boa Informação

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Pernambuco – O Sebrae Pernambuco realiza nos dias 22 e 23 de setembro o 1º Seminário de Eficiência Energética. Realizado no Quality Hotel, em Petrolina (Sertão), o evento vai discutir racionalização, conservação e investimentos em energia.

A abertura do evento será realizada pela diretora técnica do Sebrae-PE Ana Dias, que vai apresentar o Programa Sebrae de Eficiência Energética. Após o lançamento do programa, o engenheiro eletricista e empresário Érico Brilhante ministra a palestra O Uso eficiente e a conservação de energia como grandes aliados da sociedade e do empreendedor.

No segundo dia do encontro, os trabalhos começam às 8h, com o painel Benefícios da racionalização de energia e uso de energias alternativas – Potencial fotovoltaico no Vale do São Francisco, que será apresentado pelo professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf Luiz Mariano Pereira. Depois, o público vai conferir uma série de experiências no setor, demonstradas por empresas, a exemplo da Ecowatts, Cooperativa de Fruticultores – Coopexvale e Engesol.

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Complying with NFPA 110 in mission critical facilities

Fonte (Source): Consulting – Specifying Engineer

Por (By): Brian Martin, PE, and Jeremy Taylor, PE, CH2M

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Design engineers must consider the implications of combining emergency, legally required, and optional standby systems to ensure code compliance, maintainability, and economics.

Learning objectives

  • Interpret the requirements of NFPA 110 and NFPA 70.
  • Describe how to design mission critical facilities to meet these NFPA requirements.
  • Identify potential alternative designs to meet the intent of NFPA 110.

Design engineers have many factors to consider when designing a backup system for a facility. Safety, maintainability, code compliance, and economics play crucial roles in determining the topology of a backup system for a critical facility. In large facilities where electrical system downtime results in significant economic loss, a backup power system usually is employed. Owners frequently desire to use their backup systems to support their emergency and legally required standby loads. Due to the requirements of NFPA 110-2013: Standard for Emergency and Standby Power Systems, and NFPA 70-2014: National Electrical Code (NEC), the design engineer must carefully consider the implications of combining emergency, legally required, and optional standby systems to ensure code compliance with maintainability and economics in mind.

NFPA 110 provides requirements, but is not meant to be a design guide. The annexes provide example topologies that meet the intent of the standard, but these examples do not address the complexities of designing a system for a large facility with multiple system types.

NFPA 110 defines terms used throughout this article. NFPA 110-3.3.3 defines the electrical power source for the emergency power system as the emergency power supply (EPS). This includes the actual generator, turbine, or other source producing the power used by the system. NFPA 110-3.3.4 defines the emergency power supply system (EPSS) as the distribution system from the EPS to the load terminals of the transfer equipment. NFPA 110-4.4 defines two levels of EPSSs. Level 1 is defined as “where failure of the equipment to perform could result in loss of human life or serious injuries.” Level 2 is defined as “where failure of the EPSS to perform is less critical to human life and safety.” There are numerous articles that further discuss the code requirements and implications of NFPA 110and its relationship with other codes. As such, this article does not focus on the details of NFPA 110 definitions. Instead, it concentrates on ways to meet NFPA 110 and 70 while providing the owner with a system that meets expectations.

Major challenges to meeting NFPA 110

The first major challenge to meeting the requirements of NFPA 110 is properly defining system levels. This requires careful evaluation of the loads you are serving and coordination with your authority having jurisdiction (AHJ). According to Annex A.4.4.1, “Level 1 systems are intended to automatically supply illumination or power, or both, to critical areas and equipment … Essential electrical systems can provide power for the following essential functions: life safety illumination, fire detection and alarm systems, elevators, fire pumps, public safety communications systems, industrial processes where current interruption would produce serious life safety or health hazards, and essential ventilating and smoke removal systems.” Some jurisdictions have interpreted the text of this annex to mean that any electrical system that includes these types of loads is a Level 1 system.

The next significant challenge to meeting NFPA 110 is fuel storage requirements. According to Annex A.4.2, 96 hr of fuel may be required in certain seismic zones. In summary, “Where the seismic design category is C, D, E, or F, as determined in accordance with ASCE/SEI 7: Minimum Design Loads for Buildings and Other Structures, the EPS supplying a Level 1 EPSS should be capable of a minimum 96 hr of operation without refueling if it is determined that EPS operation is necessary for this period.” This is a change from the 2010 standard where the 96-hr fuel requirement was called out explicitly in the body of NFPA 110. Some jurisdictions have interpreted this as a requirement to provide 96 hr of fuel any time you have a Level 1 system in a high seismic zone.

In addition, Section 5.5.3 requires that the main fuel tank carry 133% of the fuel required to meet the class requirements of the EPSS. In other words, if you require 20,000 gal of fuel to run a large generator for 96 hr, you must actually store 26,600 gal of fuel. In a large facility with large generator sets, these two requirements can result in hundreds of thousands of gallons of fuel storage. In addition to the obvious cost and real estate issues with this requirement, fuel recirculation and stabilization quickly becomes an issue.

Another challenge to NFPA 110 compliance is serving the relatively small code-required loads in a mission critical facility such as a data center. A data center is certainly a major example of mission critical facilities that have spawned publications and organizations to support them, but there are other types of mission critical facilities. Other examples of mission critical systems are those that support research where the failure can result in millions of dollars of loss, or response centers where power failure could hinder the response of a company to a crisis. Based on NFPA definitions, mission critical loads are generally classified as optional standby loads. Despite the fact that these types of loads are not life safety loads, in the owner’s perception, they are no less critical to maintain. As such, the electrical distribution that supports them can be as robust, and many times are more robust than the Level 1 EPSS that supports life safety loads.

Critical Mission

Finally, it can be challenging to economically scale NFPA 110 on a large system for a large system load. The examples given in Annex B of NFPA 110 are well-suited for applications lower than 600 Vac (see Figure 1). Large power systems are typically designed at system voltages of 12 kV and higher. Large loads will lead you toward system designs that include medium-voltage transfers. This may not meet the requirements of section 6.1.6, which states that only “medium-voltage transfer of central plant or mechanical equipment not including life safety, emergency, or critical branch loads shall be permitted.”

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Grupas convida à todos para o próximo encontro em SP, cujo tema será: “A crise econômica e o Facility Manager”

Geralmente nestes “tempos” de crise, os olhos de gestores se voltam para as suas operações, na busca por oportunidades em otimizar recursos e reduzir custos, sem no entanto prejudicar a qualidade.

Digo à vcs que esta tarefa nem sempre será fácil, principalmente se o gestor não tiver uma base confiável de informações sobre a qual pautará a sua decisão, assim como se não mantiver o controle sob o clima de extrema pressão que geralmente rodeia este momento.

Estou replicando abaixo o e-mail convite do GRUPAS para a reunião no próximo 29/09 em SP, durante o qual debaterá justamente os impactos e oportunidades que crises econômicas promovem sobre as atividades de um Facility Manager.

Segue o convite:

Data: 29 / 09 / 2015
Hora: 08:30h ás 12:00h
>>> Só para os Membros com cadastro no site do GRUPAS <<<
www.grupas.com.br em [Cadastre-se]

Tema: “A crise econômica e o Facilities Manager”
Como reduzir custos de maneira inteligente

Local: Allianz Arena – R. Padre Antônio Tomás, 72 – Água Branca,
São Paulo – SP
Estacionamento: no local “Estapar”, valor por 6 horas: R$10,00
(Aceita cartões).
APRESENTAÇÃO 
Facilities no Allianz Arena
Palestrante: Eduardo Rigotto – Allianz Arena

CASES e PAINEL de DEBATES

1º Case 
“Como o Hospital Albert Einstein reestruturou toda a operação de limpeza melhorando a qualidade e reduzindo custos.”
Painelista: Andrea Vaine

2º Case: 
“Como a minha área de facilities economizou 6 milhões de reais em 2014.”
Painelista: Gabriel Lenzi

3º Case:
“Como a CESVI Mapfre reduziu 56% do seu consumo.”
Painelista: Vladimir Andrade de Almeida – MAPFRE

4º Case: “Como aumentar a satisfação do usuário sem impacto no custo, de maneira inteligente.”
Painelista: Ligia Soares – PFIZER

Venha saber como fazer a diferença na redução de custos de Facilities, participando dessa imperdível reunião do GRUPAS, que conta com o patrocínio da RL HIGIENE, onde serão apresentados cases de sucesso que adotaram formas inteligentes para a redução de seus custos.

Ah, não se esqueça: “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ”.

Bernardino Costa
Presidente do GRUPAS Gestão 2015

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Com energia mais cara, empresas apostam na educação

Fonte: Blog Saúde do Meio

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

O Brasil é o décimo maior consumidor de energia do mundo e o maior da América do Sul e o preço da energia é um dos mais altos do mundo. Devido à imensa quantidade de rios existentes no território nacional, 73,63% da energia produzida no país tem como fonte geradora as hidrelétricas.

Para algumas empresas, a energia é uma ferramenta de produção, e isso dificulta qualquer tentativa não planejada de redução de custos.

Consumir a energia elétrica de forma eficiente é vital para um bom desempenho e até mesmo para aumentar a competitividade das empresas.

Com um cenário de risco de desabastecimento de água e alta dos preços de energia elétrica, algumas empresas estão capacitando seus gestores para compreender o consumo de energia das instalações de sua empresa e explorar alternativas para reduzir ou tornar o consumo mais eficiente.

Conversei com Marcos Aires, diretor-presidente da Datte Educação & Treinamento e um dos responsáveis pelo “Programa Educacional de Eficiência Energética” – PEEE, um projeto que faz parte do Programa de Eficiência Energética da CEMIG.

Aprovado pela ANEEL, este projeto capacita profissionais das indústrias de sua área de concessão, visando disseminar conhecimentos que gerem projetos e obras de Eficiência Energética. Os principais objetivos são reduzir consumo, demanda e custos de clientes, prioritariamente industrial, através de capacitação em Gestão Eficiente de Energia e formar uma cultura de uso inteligente de energia nas empresas e instituições dos diversos setores da economia.

Adriana Santos: Como o programa pode contribuir para a redução de gastos com energia das empresas?

Marcos Aires: No treinamento, eles aprendem duas formas de reduzir seus gastos com energia: a primeira por meio da correta contratação, chamamos de adequação tarifária, o participante aprende como contratar adequadamente a demanda e o consumo, considerando as diversas opções que possui; a segunda é pela redução efetiva do consumo específico de energia da instalação onde trabalha por meio do conhecimento de atitudes e novas tecnologias que reduzem o tempo de funcionamento ou a potência dos equipamentos, o que permite o estabelecimento de ações ou práticas de redução do consumo de energia e, consequentemente, dos gastos. O curso além de indicar essas atitudes e tecnologias, estimula os participantes a praticarem e confirmarem esse benefício. Ele, por usar a técnica de ensino a distância, torna-se um treinamento no trabalho (” training in job “) com resultados imediatos. Algumas empresas participantes já percebem a redução de seus custos com energia e água durante o treinamento.

Adriana Santos: Qual a metodologia do curso e carga horária?

Marcos Aires: PEEE é um programa de capacitação e pesquisa, administrado na forma de Ensino a Distância e treinamento prático no trabalho e seu conteúdo equivale a um treinamento presencial de cerca de 290 horas aula, podendo ser realizado num período de 8 a 12 meses. São mais de 14 disciplinas que abrangem diversas áreas do conhecimento como: legislação, meio ambiente, comunicação, engenharia (usos finais de energia, medição e verificação), gestão energética e economia (viabilidade econômica).

O programa é dividido em diversas etapas, intercalando atividades práticas, teóricas e eventos presenciais para motivação e esclarecimentos. As etapas geram produtos (readequações tarifarias, levantamento de consumos, projetos de eficiência, entre outros) ao final de suas execuções e esses são avaliados e pontuados por engenheiros tutores e consultores.

O programa conta ainda com fóruns de discussão e plataforma de comunicação entre alunos e tutores que possibilitam uma maior interatividade entre estes.

O ensino a distância apresenta vantagens como: treinamento de profissionais de diferentes locais dispensa os custos de deslocamento, hospedagem e alimentação, pode ser realizado em horário mais conveniente para empresa e profissionais, não afetando significativamente a rotina do participante.

Adriana Santos: Quais as medidas preventivas para reduzir o consumo de energia nas empresas sem prejudicar a produtividade, em especial das pequenas empresas?

Marcos Aires: Não é interessante reduzir o consumo reduzindo a produtividade, é melhor explorar maneiras de não afetá-la negativamente. O treinamento desenvolvido pela DATTE que está sendo promovido pelas distribuidoras Cemig e CPFL para seus grandes consumidores, visa, principalmente, a redução do consumo específico das empresas para torná-las mais competitivas.

O primeiro passo é conhecer o consumo, depois conhecer alternativas técnicas ou gerenciais que promovam economia sem reduzir a produtividade. As reduções podem ser obtidas por troca de equipamentos por outros mais eficientes, distribuição do consumo ao longo do dia a fim de diminuir sobrecargas, políticas internas de conscientização que promovam bons hábitos de conservação de energia, e muitas outras. O programa leva o participante a promover soluções criativas e mais adequadas para a realidade de suas instalações.

Dentre as medidas que os próprios participantes têm indicado, apontamos os desligamentos de cargas (lâmpadas, motores e equipamentos) que ficam ligados sem necessidade ou que podem ser usados em outros horários quando o custo da energia é mais barata. No caso de a iluminação usar mais a luz solar durante o dia, usar sensores de presença e uso de lâmpadas mais eficientes, como as com tecnologia de LED. No caso da força motriz, utilizam equipamentos com eficiência maior e acionados com conversores de frequência que possibilitam os motores a trabalharem de acordo com a carga que é necessária naquele momento.

Adriana Santos: Como os colaboradores de uma empresa podem contribuir para a redução de gastos com energia elétrica?

Marcos Aires: A conscientização é o melhor caminho, através dela é possível que os indivíduos promovam ações em prol da conservação de energia. No PEEE os alunos são orientados a organizar uma comissão multiprofissional, composta por membros de vários setores, para que juntos mantenham a cultura do uso racional de energia. No treinamento ela é chamada de CICE, Comissão Interna de Conservação de Energia.

O programa dissemina a filosofia de que a tarefa de reduzir os gastos com energia é de todo o grupo, por isso todos devem ser envolvidos, conhecerem as oportunidades e participarem de sua implantação. Dessa forma, além de se sentir prestigiado, o empregado ou colaborador da empresa passa a ser um protagonista da eficiência energética na empresa. Mesmo aqueles que não tomam uma atitude proativa, sendo comunicados e envolvidos nos programas das empresas, passam a serem colaboradores (desligam lâmpadas ou outras cargas), indicam oportunidades para os colegas, etc.

Somente com o envolvimento de todos, a começar pela alta direção da empresa, o programa pode alcançar sucesso e ser um programa contínuo e sustentável ao longo do tempo. Ele deve ser independente de crises e conjunturas adversas e não pode ter apenas um ou uns atores principais, todos têm que ser envolvidos.

Adriana Santos: Qual a principal medida para reduzir o consumo de energia?

Marcos Aires: Ter uma compreensão do consumo, do custo e de alternativas para redução de ambos. Existe muito senso comum em se tratando de promover economias, mas na realidade cada instalação tem suas peculiaridades e as soluções são personalizadas, podendo ou não se assemelhar a outras. Trocas de lâmpadas podem promover grande economia em uma empresa, mas pode ser uma economia irrisória em outra, na qual a troca de equipamentos com resistências teria mais impacto na redução, por exemplo. O PEEE promove essa consciência crítica nos participantes, proporcionando medidas customizadas e realistas para a empresa.

A primeira medida é conhecer como se dá o consumo, medindo. Somente podemos gerenciar o que se mede. Depois conhecendo-se técnicas e tecnologias adequadas, aplicá-las para reduzir o consumo.

Não se deve falar em redução do consumo e muito menos em metas de redução deste. Falar em eficiência energética é falar em diminuir o consumo específico, a quantidade de energia para se produzir uma unidade de produto. Ao se produzir mais com menos energia, as empresas ficam mais competitivas e podem, inclusive, aumentar o consumo, desde que acompanhado pelo aumento da produção. Outra alternativa é identificar produtos com maior valor de venda usando processos que podem ser mais até mais intensivos em energia, mas promovem receitas e lucros maiores. Enfim, eficiência energética não deve ser pensada como uma forma de reduzir custos e sim de aumentar a competitividade.

Adriana Santos: Qual seria o principal setor de uma empresa para gerenciar os programas de redução de gastos com energia elétrica?

Marcos Aires: A melhor forma é organizar uma comissão multidisciplinar, pois a questão energética é uma realidade de todos nas empresas. No PEEE, os participantes recebem instruções de como formar estas comissões e promover ações de conscientização, como comunicações internas e promoções de metas e eventos.

O PEEE é indicado para administradores, engenheiros, gerentes de energia, gerentes de manutenção, técnicos, coordenadores, supervisores, trainees, profissionais de manutenção entre outros profissionais.

Como abordado, anteriormente, a alta direção da empresa deve ter a preocupação de produzir usando o mais racionalmente a energia, não necessariamente através da redução dos gastos, mas com o uso eficiente e produtivo da energia. Utilizando o momento atual como exemplo, veja que se uma empresa tivesse a meta de reduzir seu consumo em 10%, ela pode alcançá-lo facilmente com a queda da produção. Não é isso que queremos.

Assim o principal setor a promover a eficiência energética deve ser a alta direção, que deve estipular metas de consumo ou custos específicos com energia. Cabem às demais áreas da empresa, cada qual em sua especialidade, identificar oportunidades para colaborar no alcance dessas metas. Isto será possível com os conhecimentos adquiridos no PEEE.

Adriana Santos: Qual a porcentagem de redução de custos de energia com a aplicação da metodologia do curso?

Marcos Aires: Depende dos usos finais da empresa, do tempo de vida dos equipamentos, das práticas de manutenção, do controle que é realizado, do valor da fatura de energia e da importância ou participação dos custos da energia no custo total do produto. Ė muito arriscado citar um número, mas é certo que economias ocorrerão muito superiores ao investimento com o treinamento.

Somente com adequação tarifária pode-se alcançar de 1 a 10%, mas temos casos de reduções maiores, depende de quão mal as empresas estejam em termos de gerenciamento energético.

Em termos de eficiência energética, ressaltando, novamente, que o objetivo não é a redução de gastos e sim do consumo específico, pode-se alcançar até 100% de redução, como é o caso de soluções que envolvam a cogeração de energia, quando as empresas produzem sua própria energia a partir de resíduos ou combustíveis que já consomem usualmente.

A tecnologia LED permite reduções superiores a 30% do consumo da energia gasta em iluminação, em alguns casos. No entanto, em grandes indústrias, a iluminação representa menos do que 5% de seu consumo, logo se as medidas se concentrarem apenas na iluminação a LED, os resultados serão inferiores a 2%.

Enfim, a porcentagem dependerá do esforço e conhecimento de toda a equipe envolvida e da situação energética em que se encontra a empresa.

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“Existem muitas diferenças nas ações de eficiência energética dos países latino americanos”, diz representante da CEPAL

Fonte: Procel Info

Por: Tiago Reis

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Em entrevista ao Procel Info, Andrés Schuschny, coordenador geral da Divisão de Recursos Naturais, Infraestrutura e Energia da CEPAL, fala sobre as ações desenvolvidas na América Latina para monitorar os níveis de eficiência energética em cada país

As diversas formas de monitorar os índices de eficiência energética foram debatidos no Rio de Janeiro durante o segundo encontro regional do Programa BIEE (Base de Indicadores de Eficiência Energética). Realizado entre os dias 26 a 28 de agosto, na sede da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o encontro contou com a participação de 27 nacionalidades latino-americanas e de representantes de organismos internacionais como a ADEME (Agência de Meio Ambiente e energia da França), Agência de Cooperação alemã (GIZ), OLADE (Organização Latino Americana de Energia), Banco Mundial, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o Ministério de Minas e Energia do Brasil.

Organizado pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas destinado a incentivar a cooperação econômica entre os seus membros, o encontro também discutiu as propostas de promoção da eficiência energética em toda a região além de compartilhar o conhecimento técnico entre os países para aumentar as formas de tornar mais eficiente o uso da energia elétrica e mensurar esses dados. Durante o encontro, Argentina, Brasil, Chile, Nicarágua e Uruguai, apresentaram os seus relatórios de monitoramento da Eficiência Energética e compartilharam esses dados com os demais países com o objetivo de sinalizar as melhores formas de se ampliar os índices de eficiência energética.

Em conversa com a reportagem do Procel Info, o coordenador geral da Divisão de Recursos Naturais, Infraestrutura e Energia da CEPAL, Andrés Schuschny (foto), avaliou os resultados do encontro e fez uma análise do que deve ser feito para ampliar a eficiência energética em todo o continente latino-americano. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Procel Info: Qual foi o objetivo da realização deste encontro do Programa BIEE no Brasil?

Andrés Schuschny: A reunião é um encontro regional de toda a América Latina e Caribe do Programa BIEE (Base de Indicadores de Eficiência Energética) realizado anualmente em um país membro da CEPAL. Nós do CEPAL, com a colaboração da ADEME, que é uma agência francesa da matriz energética e meio ambiente, estamos fazendo este projeto que procura capacitar as pessoas encarregadas do monitoramento e medição da eficiência energética em diversos níveis de direção de governos. Essa medição se dá por meio da construção de uma base de dados e indicadores de eficiência energética e sua capacidade de análise para monitorar a evolução. Também analisamos a correlação e as tendências da eficiência energética, do consumo energético e da atividade econômica com as políticas de promoção da eficiência energética.

Procel Info: Então, alcance do programa é toda a América Latina?

Andrés Schuschny: Neste momento são 27 países de toda a América Latina, inclusive Cuba, República Dominicana, no Caribe. Nós esperamos, nos próximos anos, incorporar os países do Caribe inglês. Países como a Jamaica, Trinidad e Tobago, como Barbados, como Aruba, mas agora estamos mais focados na América Latina com todos os países de língua espanhola e portuguesa participando do programa.

Procel Info: Existe muita diferença entre os programas de eficiência energética dos países latino americanos? O Brasil, por exemplo, possui um grande programa nessa área que é o Procel, uma referência internacional em programas de eficiência energética. Nos demais países existem programas semelhantes ou a disparidade entre eles é muito grande?

Andrés Schuschny: Existe sim muita diferença entre os países. Brasil é um país muito grande, como também é o México. Nesses países existem programas em múltiplas áreas, como transportes, setor elétrico, petróleo, setor residencial. Existem diversos programas que incentivam a substituição de equipamentos pouco eficientes e a inclusão de etiquetas para mostrar quais são os eletrodomésticos mais eficientes. E existem países também como o Paraguai, que tem uma matriz energética muito eletrificada. Eles são exportadores de energia elétrica, com Itaipu, por exemplo. Então, nesse tipo de país a eficiência energética não é uma prioridade. Mas agora, com o fenômeno da mudança climática, eles têm que procurar a redução de emissões e a melhor forma de mitigar os efeitos da mudança climática é através da eficiência energética, mais até do a introdução de energias renováveis não convencionais. Promover a eficiência energética é muito importante e para fazer essa promoção nós necessitamos formular políticas sobre bases informadas. Nós necessitamos de indicadores, nós necessitados de que as pessoas que trabalham diretamente com a eficiência energética possam monitorar e entender todo o processo. Isso, certamente vai fazer com que seja gerado um aumento da intensidade da eficiência energética em diversos níveis setoriais.

Procel Info: Ainda existem muitas dificuldades em implementar os programas de eficiência energética nos países latino americanos?

Andrés Schuschny: Depende do tipo de política. Muitas vezes tem que passar pelos programas educativos e de conscientização para promover a mudança de hábitos. Também os programas de etiquetagem e substituição de equipamentos contribuem bastante para fomentar a eficiência energética. Muitas vezes, as pessoas compram equipamentos muito mais em razão do preço do que da eficiência. Muitos países ainda precisam buscar financiamentos externos para implementar esses programas. Mas atualmente, nós estamos promovendo a introdução de Escos, que são empresas de serviços energéticos, que se associam, por exemplo, a empresas do ramo industrial para substituir grandes geradores ou sistemas de refrigeração e facilitar créditos e financiamentos que podem ser pagos com a economia de energia gerada por esses programas de eficiência. Em alguns países ainda existem problemas com o financiamento, mas existem organismos internacionais que facilitam a obtenção desses recursos, mas também é necessário procurar capacitação e aumentar a consciência da população para os resultados aparecerem.

Procel Info: O senhor falou sobre as linhas de financiamento. Hoje, essas linhas de financiamento são majoritariamente ligadas a grandes organizações internacionais. É possível ampliar essas linhas de financiamento para que esses programas de eficiência energética possam ser implementados com mais facilidade?

Andrés Schuschny: Sim é possível. Por exemplo, no setor industrial, que é muito importante e consumidor de energia de forma intensa, se nós facilitarmos uma maior conscientização dos empresários para fazer uma associação com Escos e com empresas de serviço energético para substituir grandes equipamentos consumidores de energia, certamente os níveis de eficiência energética aumentarão. Também os governos, por exemplo, podem promover a eficiência nos edifícios públicos, na iluminação pública e investindo mais na instalação de lâmpadas eficientes, como as de LED. Isso é uma coisa que você pouco a pouco vai melhorando e promovendo. Por isso, temos que formular políticas nessa área, mas as políticas somente não servem. As políticas públicas também devem ser acompanhadas de uma mudança de consciência e conhecimento dos benefícios. Se uma empresa substitui os seus equipamentos por outros mais eficientes e isso vai gerar uma economia de energia, o investimento nessa substituição pode ser conveniente do ponto de vista econômico. Existem ações, mas também existe a consciência e a mudança de hábitos. A tomada de decisões em investir em eficiência energética é algo que se vai fazendo pouco a pouco e a medida em que há mais consciência de que isso pode significar uma economia de energia e proporcionar ganhos econômicos, as empresas e as pessoas passam a comprar mais equipamentos eficientes e investir os seus recursos na substituição.

Procel Info: Esta reunião do Programa BIEE contou com a participação da ADEME. Como se dá essa parceria e como essa agência francesa contribui com a CEPAL para aumentar a eficiência energética na América Latina?

Andrés Schuschny: A ADEME é a agência europeia encarregada de monitorar a eficiência energética, por meio de indicadores, em toda a Europa. Vinte e sete países são monitorados, incluindo os países do leste europeu. Esta experiência é a mais importante do mundo no monitoramento da eficiência energética. O que nós buscamos nessa parceria com a ADEME é trazer essa experiência e adaptá-la ao contexto da América Latina e Caribe aproveitando todo esse conhecimento de mais de vinte anos de monitoramento da eficiência energética. Nós agora estamos praticando isto na América Latina com o conhecimento que eles possuem.

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