Consumo de energia no Estado de SP cai 1,88%

Fonte: Diário de São Paulo

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O Balanço Energético do Estado de São Paulo 2015, publicado nesta quarta-feira (16) pela Secretaria de Energia mostra que a soma de todas as energias consumidas no Estado em 2014, registrou uma redução de 1,88% em relação ao ano anterior. Foram consumidos 67,37 milhões de toe (tonelada de óleo equivalente), contra 68,66 milhões de toe, em 2013.

O setor industrial registrou uma queda de 6,9%, já o residencial caiu 1%. O comércio teve uma elevação de 8,2% em relação ao ano anterior.

Confirmando a política estadual de substituição de fontes não renováveis da matriz por energia mais limpa, São Paulo registrou um aumento de 11% no consumo de etanol etílico (anidro + hidratado) contra 3,6% de variação positiva na gasolina. Houve redução do óleo diesel em 1,5% e do óleo combustível em 6,7%.

A oferta total de energia atingiu 98,6 milhões de toe em 2014, composta na maior parte por derivados de petróleo (47%) e cana-de-açúcar (25%). A energia hidráulica participou com 4,9%, o gás natural com 5,2%, o carvão mineral com 1,2% e os demais segmentos com 16,7%.

O consumo de energia elétrica foi de 150.723 GWh, apresentando um decréscimo de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de 153.147 GWh. Contribuiu para essa diminuição, principalmente o setor industrial com retração de 8,2%. Nos demais setores houve crescimento do consumo, com 8,6% no setor comercial, 7% no agropecuário e 1,5% no setor de transportes.

São Paulo x Brasil

Com o maior parque fabril da América Latina e mais de 44 milhões de habitantes, o Estado de São Paulo consumiu 25,3% de toda a energia utilizada no Brasil em 2014.

A participação do Estado no consumo nacional ficou em 24,13% nos derivados de petróleo, coque de carvão mineral 9,84%, lenha e carvão vegetal 4,10% e outros energéticos 11,05%. Já o uso de insumos energéticos renováveis em substituição aos derivados de petróleo, São Paulo teve participação de 48,1% do bagaço de cana, 37,5% do etanol e 28,4% da eletricidade.

Série histórica – Nos últimos 10 anos, São Paulo registrou uma queda significativa no uso de energias mais poluentes. O carvão teve a maior redução atingindo 85%, já o óleo combustível apresentou uma queda de 72%.

Por outro lado, os insumos menos poluentes aumentaram sua participação na matriz energética nos últimos 10 anos. O etanol etílico apresentou crescimento de 157%, 42% no bagaço de cana, 29% na eletricidade e 13% no gás natural. “A Secretaria de Energia está incentivando a produção de energias mais limpas. O gás natural é uma fonte de energia barata, abundante e menos poluidora, por isso estamos construindo projetos de ampliação do uso de gás em São Paulo”, destaca Meirelles.

O consumo de energia no Estado apresenta um aumento de 32,7% na série história. O setor industrial aumentou a utilização do insumo em 20,2%, o residencial em 29,3% e o comercial em 58,2%.

Sobre o Balanço Energético

O Balanço Energético do Estado de São Paulo 2015 é uma publicação anual da Secretaria Estadual de Energia. O relatório é uma ferramenta essencial para os setores público e privado realizarem estudos de planejamento energético, viabilização de tecnologias inovadoras, busca de eficiência energética e preservação do meio ambiente.

A edição é baseada em informações energéticas e socioeconômicas de 2014, apresenta as séries históricas do período de 2005 a 2014 discriminadas por insumos energéticos e por setores da economia, incluindo balanços energéticos anuais consolidados, tabelas e gráficos que detalham a evolução da oferta e da demanda dos energéticos utilizados pela economia paulista, com a correspondente participação dos setores envolvidos.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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