Proteção e combate a incêndio

Fonte: Revista Infra

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Proteção e combate a incêndio – Legislação é ineficaz

O incêndio que atingiu o Museu da Língua Portuguesa, no prédio histórico da Estação da Luz, nesta segunda-feira (21), no centro da cidade de São Paulo, poderia ter sido evitado se a legislação brasileira fosse mais efetiva no que diz respeito à proteção contra incêndio de edifícios tombados pelo patrimônio histórico e considerados patrimônio cultural. A constatação é feita por especialistas a partir da análise das melhores práticas adotadas em outros países, como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Tradicionalmente, a regulamentação de incêndios no Brasil tem como objetivo fundamental permitir a saída segura dos ocupantes da edificação durante o incêndio, sendo que a proteção da estrutura e do conteúdo da edificação são tratados como objetivos secundários. No caso de museus e outras edificações do patrimônio histórico, a proteção da edificação e do conteúdo deveriam ser também consideradas fundamentais por tratar-se de acervo, muitas vezes, insubstituível ou edificações únicas que não podem ser reconstruídas.

Em todo o mundo, um número cada vez maior de museus está instalando sistemas de sprinklers ou chuveiros automáticos. Eles são considerados o meio mais eficiente de proteger coleções de obras de arte do fogo por algumas das principais organizações culturais do mundo, como o Instituto Smithsonian em Washington, nos EUA; o Conselho para Museus, Arquivos Históricos e Bibliotecas do Reino Unido; e o Instituto Canadense de Conservação do Patrimônio.

“O incêndio não é uma fatalidade. Quase todos os incêndios podem ser evitados, desde que sejam instalados sistemas de proteção adequados, e que estes sejam mantidos e inspecionados periodicamente”, explica Marcelo Lima, diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil (ISB), organização sem fins lucrativos que trabalha no Brasil pela melhoria do ambiente regulatório, com o objetivo de promover a prevenção eficaz contra incêndio em prédios comerciais, industriais e históricos, por meio de sistemas de sprinklers.

No caso dos museus, os sistemas de sprinklers são os equipamentos de segurança mais eficientes para proteger estes locais, na medida em que são acionados individualmente pelo calor do fogo para combater o foco do incêndio e porque utilizam baixa pressão de água, o que reduz o dano às obras de arte.

De acordo com documento publicado pelo Instituto Canadense de Conservação do Patrimônio em 1998, os mitos que fazem com que os responsáveis por museus temam os potenciais danos provocados pela água dos sistemas de sprinklers estão gradualmente caindo por terra. Contrariamente à noção de que os chuveiros automáticos são ativados todos de única vez, eles são abertos um a um e, geralmente, entre um a três chuveiros são suficientes para acabar com o fogo. Eles são ativados pelo calor e não pela fumaça, exigindo uma temperatura entre 57º e 77ºC para começar a funcionar.

Além disso, o documento explica que a água dos sprinklers causa menos dano do que a água das mangueiras do Corpo de Bombeiros. Isso porque os chuveiros automáticos liberam água a uma vazão de 110 litros por minuto no local do início do incêndio, enquanto as mangueiras do Corpo de Bombeiros despejam uma quantidade dez vezes maior, com alta pressão em toda a região do incêndio, muitas vezes danificando mais obras de arte.

“Temos acompanhado uma sequência de incêndios em prédios históricos no Brasil, como o Teatro Cultura Artística, o Memorial da América Latina e agora o Museu da Língua Portuguesa. Na ocasião do incêndio, os responsáveis por estes lugares afirmam estar cumprindo com o que está previsto na legislação, mas, se o prédio pega fogo é porque o nível de proteção adotado não é suficiente para impedir que eles queimem”, constata Lima.

Há casos como o do Memorial da América Latina, que tinha sprinklers, mas que não funcionaram no momento do incêndio porque não havia água disponível no sistema. “Além de ter sprinklers instalados, é preciso adotar uma fiscalização regular dos sistemas de proteção contra incêndio para que eles estejam funcionando corretamente em caso de necessidade”, complementa o diretor do ISB.

 

Publicado em Brasil | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

Grupo de Administradores de Serviços (GAS)

Fonte: Revista Infra

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

No mês de dezembro, foi eleito o novo comitê diretivo do Grupo de Administradores de Serviços (GAS), que será responsável pela gestão do Grupo em 2016. O GAS é composto por grandes empresas tomadoras de serviços (+ de 30) e funciona de forma Informal e sem fins lucrativos. Há mais de 30 anos o grupo faz benchmark sobre a atividade de facility em suas reuniões mensais.

Gestão 2016:

 

Presidente – COND. PANAMERICA PARK – José Pedro

Vice Presidente – DIAGEO – Wilson Martini

 

Comitê Diretivo 2016:

DUPONT – Daniel Barbosa

Facilities-Insight – Celso T. Saito (R.I.)

FMU – Andreia Vaine

KANTAR IBOPE MIDIA – Carlos Gomes

SOLVEY – Luiz Conegiro

UP – Clara Barreiros

 

Secretariado 2016:

Hospital do CORAÇÃO – Katia de Assis

Publicado em Facility Management | Com a tag | Deixe um comentário

E 2016 chegou….com muitos desafios para o setor de engenharia de manutenção

Historicamente, crises e catástrofes sempre tiveram papéis importantes e decisivos na economia em seus respectivos países, assim como eventualmente na economia mundial.

É evidente que a globalização encurtou distâncias e amplificou o impacto destas “oscilações” em localidades as vezes muito distantes dos pontos efetivamente abalados.

Voltando-nos para o Brasil e “navegando” diariamente em nossos jornais, ouvimos previsões quase que catastróficas para 2016 e parte de 2017, previsões estas “imersas” em um tamanho “lamaçal” de corrupção, má gestão administrativa e tropeços…

Todos os aspectos corroboram a instalação de mais uma crise econômica, após um período relativamente extenso de prosperidade e crescimento, sem nos adentrarmos em questões políticas e méritos de nossos governantes anteriores ou atuais.

O desemprego cresce à cada mês e épocas específicas do ano, como o recente período natalino, acabam por expor esta fragilidade econômica e as previsões catastróficas.

No entanto, caros amigos e colegas, retomando novamente o início deste texto, precisaremos também olhar a história….., e me refiro não somente a história mundial, mas o passado nem tão distante em nosso país, no qual vivenciamos tantas outras crises e momentos marcantes, dos quais nos recuperamos e sobrevivemos.

Tenho a certeza de que não será diferente desta vez e que, seja em 2016 ou 2017, veremos que os ventos soprarão novamente em direção ao novo rumo e ao crescimento.

Entretanto, para que isto ocorra e para que possamos superar as adversidades, será necessário não deixar que o pânico e o pessimismo se instalem e, principalmente, deixar com que toda a criatividade, perseverança e generalidade do provo brasileiro aflorem e ganhe “corpo”. Será necessário que olhemos para as nossas operações com vistas para o futuro, buscando por oportunidades de negócio, seja para sobrevivermos neste momento (com a melhoria de processos e redução dos custos operacionais), seja para crescermos em meio a crise (com novos negócios).

Isto me remete ao congresso do GBC Brasil realizado em 2014, quando algumas das palestras com maior público tiveram como pauta justamente a operação e manutenção em edificações e instalações prediais; na época, as palestras abordaram justamente a ineficiência em várias operações, normalmente gerada pelo desconhecimento de processos, pelo despreparo das equipes e pela má operação (operar erradamente) em si.

So olharmos atentamente para as nossas operações, certamente veremos e identificaremos falhas, evidentemente que dispondo de dados e históricos; mas isto, por sua vez, demandará tempo e dedicação para análises críticas destas operações, requerendo a experiência, o foco e a objetividade de nossos profissionais.

Aí está a oportunidade!!!! Principalmente quando objetivarmos a melhoria de processos, a melhoria da qualidade em nossos ambientes corporativos, condominiais, hospitalares, do varejo e de todos os demais segmentos de nosso mercado.

Não deixemos que o pessimismo tome conta….. Ao contrário, que aproveitemos esta “crise” para sairmos mais uma vez vencedores e fortalecidos para o crescimento que nos espera.

Um Feliz 2016 à todos!!

Publicado em Artigos do Autor, Brasil | Com a tag , | Deixe um comentário

Boas Festas & Férias do Blog

Boa noite à todos e antes de mais nada, um Feliz Natal e um fantástico 2016, repleto de muita saúde, muita paz, felicidade e sucesso à todos os que nos acompanham desde 2012, quando iniciamos o blog neste novo espaço!

Aproveito também para informá-los de que tiraremos um importante, porém breve, período de férias do blog, apesar de que apareceremos por aqui de vez em quando.

Boas Festas!!!

5931Arvore-De-Natal_889953503_0179.gif

Publicado em Artigos do Autor | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Especialistas estudam a possibilidade de reciclagem de LEDs

Fonte: Jornal da Instalação

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Os LEDs são a última palavra em eficiência energética, e avanços contínuos e quedas nos preços ao longo dos últimos anos finalmente os trouxeram para o campo da iluminação doméstica e automotiva.

Em princípio, são uma boa notícia à substituição das lâmpadas fluorescentes compactas, que desbancaram as antigas incandescentes, que gastavam muita energia, mas ao custo de “democratizarem o mercúrio” por todo o planeta.

Mas já começam as preocupações com a reciclagem dos LEDs, porque simplesmente não existe ainda tecnologia para lidar com eles ao final de sua vida útil. “Neste momento, os recicladores estão começando a receber produtos de LED, mas atualmente eles são simplesmente armazenados, já que não há nenhum processo de reciclagem adequado disponível ainda. O principal objetivo é recuperar os materiais valiosos,” relata o professor Jorg Zimmermann, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.

Componentes das lâmpadas LED

As chamadas lâmpadas LED são construídas com uma variedade de materiais. O invólucro externo é de vidro ou plástico, o dissipador de calor é de cerâmica ou de alumínio, e os resistores e cabos contêm cobre – até aí, não há problemas de reciclagem.

Contudo, os materiais mais valiosos são encontrados dentro dos LEDs propriamente ditos, as pequenas seções emissoras de luz. Os diodos emissores de luz são feitos de semicondutores, sobretudo, índio e gálio, e uma série de elementos de terras raras, como európio ou térbio, misturados ao fósforo. Todos materiais muito caros, mas é justamente aí onde faltam tecnologias de reciclagem.

Dada essa mistura de materiais, os pesquisadores estão se dedicando inicialmente a desenvolver técnicas para separar os diversos componentes.

Reduzir as lâmpadas LED ao nível de componentes individuais também torna mais fácil recuperar grandes quantidades de materiais, o que é essencial para viabilizar economicamente a reciclagem, que só será rentável se envolver grandes quantidades de material. “Para separar e reciclar de forma eficiente todos os componentes de uma lâmpada LED é necessária uma abordagem completamente diferente – uma abordagem que produza grandes quantidades de semicondutores e materiais de fósforo”, diz Zimmermann.

Eletrocominuição

A equipe de Zimmermann anunciou os primeiros passos nessa nova abordagem, testando a separação dos componentes com a ajuda de ondas de choque, um processo que eles chamam de “eletrocominuição”, que permite desmontar as lâmpadas LED nas suas partes constituintes sem destruir os próprios LEDs.

As ondas de choque são criadas por pulsos elétricos em um meio líquido onde as lâmpadas são mergulhadas. A eletrocominuição separa os componentes individuais conforme eles vão se quebrando, cada um em seu ponto de ruptura específico – uma espécie de “destilação mecânica”. Os componentes podem então ser reciclados individualmente. “Ainda estamos testando se o processo de trituração pode ser repetido até que os materiais desejados sejam separados”, diz Zimmerman. “Em particular, é o número de pulsos que determina como os componentes irão se separar.”

Depois disso, começará a luta em busca de um processo que permita separar as quantidades-traço dos materiais ativos do LED, os mais valiosos.

Publicado em Brasil, Sustentabilidade | Com a tag , , | Deixe um comentário

Gratuito: ONU oferece curso técnico on-line sobre meio ambiente

Fonte: Catraca Livre

Acesse aqui a notícia em sua fonte.

A ONUDI (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), agência da ONU (Organização das Nações Unidas) está com inscrições abertas para curso on-line gratuito sobre Energias Renováveis. Há certificação ao final, depois de uma prova de avaliação.

Viabilizado por meio do Observatório de Energias Renováveis para América Latina e Caribe, as videoaulas são voltadas para alunos interessados em temas ambientais. As aulas foram desenvolvidas junto a instituições espanholas renomadas, como a Universidade de Salamanca e a Universidade Politécnica de Madri.

Após realizar a formação completa, os alunos serão capazes de desenvolver projetos de energia renovável. Os módulos podem ser feitos em português, inglês e espanhol e abordam os seguintes temas: Energia e Mudanças Climáticas; Energia Mini-Eólica; Biogás; Energia Mini-Hidrelétrica; Energia Solar Térmica; Energia Solar Fotovoltaica; Eficiência Energética em Edifícios.

Publicado em Cursos & Seminarios / Congressos, Eficiência Energética, Mundo, Sustentabilidade | Com a tag , | Deixe um comentário

Estamos afundando

Fonte: Valor Online

Por: Antônio Delfim Netto

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Os agentes econômicos internos e externos, mesmo os mais simpáticos ao governo, sempre tolerantes e dispostos a dar mais um voto de confiança ao Brasil, estão perplexos com o seu futuro político e suas consequências econômicas.

O Executivo e o Legislativo parecem subestimar a resultante de suas paralisias para o desenvolvimento e o bem-estar do país. Se não nos organizarmos, e mobilizarmos urgentemente a nossa vontade, imaginação e inteligência, não há a menor hipótese de, nos próximos dez anos, voltarmos a reduzir nossa distância ao crescimento mundial. Nos últimos cinco anos crescemos, praticamente, 5%, enquanto o mundo cresceu 18% e os emergentes (sem o Brasil), nada menos do que 28%. Estamos afundando.

É preciso afastar a ideia de que programas pró-inclusão e redução das desigualdades devem ser, necessariamente, programas anticrescimento. Pelo contrário, a experiência histórica mostra que as duas alternativas: 1) crescimento sem inclusão; ou 2) inclusão sem crescimento, terminam em desastres.

O Brasil precisa reconquistar a sua governança

É fundamental reconhecer, entretanto, um fato frequentemente ignorado pelos nossos diretórios acadêmicos: só pode ser distribuído fisicamente o que já foi produzido internamente, somado ao que eventualmente se ganhou de presente por conta da melhoria das relações de troca e ao que se tomou emprestado na forma de déficits em conta corrente que um dia o credor pedirá de volta.

Um bom programa objetiva, através de incentivos adequados, calibrar o aumento do consumo (uma condição necessária para diminuir a desigualdade) com o nível de investimento (uma condição necessária para o crescimento), mantendo o equilíbrio interno (inflação baixa e estável) e o equilíbrio externo (déficit em conta corrente financiável).

Esse programa não deve ser confundido com os de assistência social, que, devem fazer parte da política de qualquer país civilizado. Eles objetivam dar suporte aos menos favorecidos pela sorte e dar-lhes a oportunidade de com seu esforço recuperarem a dignidade da cidadania. Devem perseguir a redução da pobreza, ter sustentabilidade financeira e ser sujeitos à análise permanente da relação custo/benefício, pela simples e boa razão de que programas assistenciais permanentes criam seus próprios parasitas.

Esses programas não são responsáveis pelo desequilíbrio fiscal estrutural inscrito na Constituição de 1988 e que estávamos esperando para acontecer quando o efeito da redução do crescimento do PIB na receita corrente, e o seu efeito assimétrico nas despesas correntes dos três entes federativos (União, Estados e municípios), fosse visível.

A nossa generosa (com alguns) e injusta (com o “resto”) previdência social é atuarialmente insustentável; as vinculações colocam a administração do governo no piloto automático à espera de acabar o querosene; as indexações têm efeitos destrutivos para o equilíbrio das finanças públicas; a Justiça trabalhista trata todo trabalhador como hipossuficiente e todo empresário como meliante; o sistema tributário confuso gera graves distorções alocativas; a carga tributária, alta e mal distribuída, é dissipada por um setor público muito menos eficiente do que o privado e, logo, redutora do crescimento.

Esses são alguns dos problemas que estão a exigir uma ação enérgica do Executivo e do Legislativo para corrigir os dispositivos constitucionais e devolver ao Brasil as condições para um desenvolvimento social e econômico mais vigoroso e, ao mesmo tempo, mais equânime.

Todos os países que tiveram sucesso usaram, praticamente, a mesma política, à qual chegaram por tentativa e erro num processo seletivo quase biológico. Eles mostram que a coordenação entre as políticas fiscal, monetária e a administração da dívida pública foram essenciais. A dívida pública é um instrumento fundamental na captação de poupança interna e externa (com a qual é preciso muito cuidado quando expressa em moeda estrangeira) para acelerar o investimento em infraestrutura.

Não há um nível ótimo para a relação dívida pública/PIB: há níveis convenientes, que devem deixar espaço para políticas anticíclicas quando a demanda interna esmorece. Flutuações são perfeitamente aceitáveis quando o projeto financiado aumenta o PIB e, após maturado, tem taxa de retorno superior à do seu financiamento.

Não é difícil produzir exercícios aritméticos (e até alguma evidência empírica) dessa possibilidade. É claro, entretanto, que o efeito final depende do nível da relação dívida pública/PIB (que vai pressionar a taxa de juros), do próprio nível da taxa de juros e da taxa de retorno do investimento, ou seja, da resposta do PIB ao investimento. Uma coisa é certa: projetos em estádios de futebol ou Olimpíada não satisfazem aqueles critérios, mas mortal, mesmo, é financiar despesas de custeio, de pessoal, ou aumentar a relação dívida/PIB com mais aumento da dívida. O que faremos com os mais de 100 mil trabalhadores que serão dispensados simultaneamente com o fim das obras da Olimpíada no Rio de Janeiro, em maio de 2016?

O Brasil precisa reconquistar a sua governança o mais cedo possível.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

E-mail: ideias.consult@uol.com.br

Publicado em Artigos Diversos, Brasil | Com a tag , | Deixe um comentário

A criatividade e o arrojo na manutenção

Quem disse que, por sermos predominantemente técnicos, não devemos criar e /ou arriscar “fora dos padrões existentes”?

Pois é…, mas nos deparamos hoje com as seguintes situações:

  • Comodismo: A somatória entre a falta de estrutura e tempo, e a vontade de pesquisar e desbravar novos caminhos (as vezes, a vulgo “preguiça)
  • O medo de inovar, de errar e ser penalizado

O fato é que vemos cada vez mais as nossas operações se apoiando no “antigo”, sem espaços para inovações….; cada vez mais se utilizam “modelos de mercado”, que não se aplicam integralmente às nossas situações (podem não se aplicar)…

A “falta de tempo e de estrutura” também não nos permite enxergar que tais modelos de mercado podem ser mais onerosos em alguns casos, despendendo mais tempo, mão de obra e custos do que o necessário…

Isto é sem sombra de dúvidas um “mal” do momento em que vivemos e, lamentavelmente, da geração atual de gestores e supervisores, certamente com as suas exceções.

Existem algumas frases de personagens ilustres que nos incentivam à caminhar por novas trilhas, tentando “o novo”, sendo que isto se aplica, e muito, em nossa área de atuação (Operação & Manutenção).

Permanecer estático, imóvel e seguro em seu “bunker”, certamente lhe trará a falsa sensação de segurança e domínio da situação…. No entanto, nunca se deve esquecer o mundo além das paredes de seu “bunker”…

O que acontece fora destas paredes, também poderá, em dado momento, lhe afetar, retirando-o de seu conforto.

Estamos em um momento de crise econômica e precisaremos trazer à tona toda a criatividade e arrojo que são natos no povo brasileiro, para que possamos vence-la…

Devemos apenas lembrar e reforçar que o real controle de uma situação (gestão eficaz) nos dará também ais condições de dar novos passos e de saber até “onde poderemos esticar os nossos pés sob as cobertas”.

 

 

Publicado em Artigos do Autor | Com a tag , | Deixe um comentário

MP 688: legislação muda regras de investimentos para eficiência energética

Fonte: Canal Energia

Divulgação: Procel Info

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Brasil – A lei 13.203, derivada da Medida Provisória 688, que foi publicada no dia 9 de dezembro, mudou também na questão da eficiência energética. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social poderá financiar a taxas diferenciadas instalação de projetos de geração a partir de fontes renováveis e de eficiência energética em hospitais e escolas públicos.

Além disso, os investimentos em projetos de pesquisa e desenvolvimento e de eficiência energética continuarão a ter garantidos 0,5% da receita operacional líquida das distribuidoras até 31 de dezembro de 2022. O prazo, que terminava este ano, reduziria para 0,25% a alíquota. A partir de 2023, as concessionárias com mercado inferior a 1 mil GWh por ano poderão ter o percentual mínimo aplicado de 0,25% para até 0,5%.

Os investimentos das distribuidoras em eficiência energética terão de 60% a 80% dos recursos destinados a unidades consumidoras rurais e consumidores de baixa renda ou cadastrados na tarifa social. A lei também determina que os investimentos de eficiência deverão priorizar iniciativas e produtos da indústria nacional, conforme regulamento a ser definido pela Aneel.

Em relação aos projetos de desenvolvimento e pesquisa, a lei mexe na destinação dos recursos para o Cepel, as empresas vinculadas ao Ministério de Minas e Energia poderão determinar o percentual de investimento a ser aplicado no centro de pesquisa. Ademais, a lei determina prioridade no investimento de P&D de forma geral para obtenção de resultados de aplicação prática, com foco na criação e no aperfeiçoamento de produtos, processos, metodologias e técnicas.

Em relação a Bandeira Tarifária, os consumidores rurais, os agricultores irrigantes e aquicultores, que já recebem o desconto nas tarifas de energia, terão direito também a desconto no encargo.

Publicado em Brasil, Eficiência Energética, Leis, Uncategorized | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Eficiência Energética para um mundo sustentável

Fonte: Gazeta do Povo

Por: Carlos Magno Corrêa Dias *

Divulgação: Procel Info

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Paraná – Durante a realização da Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2015, ocorrida na sede da ONU, em Nova York, no período de 25 a 27 de setembro de 2015, foi oficialmente adotada a nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável Pós-2015 a qual passou a ser denominada de Agenda 2030.

A Agenda 2030 constitui conjunto de ações, programas e diretrizes que orientarão os necessários trabalhos em direção ao Desenvolvimento Sustentável do nosso Planeta com vistas a materializarmos o futuro que todos almejamos. Para tanto foram definidos, em consenso pelos Delegados dos Estados-Membros da ONU, um total de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e correspondentes 169 metas.

Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos constitui, em particular, o ODS 7 o qual estabelece que até 2030 deveremos conseguir: (a) o aumento substancial da participação de energias renováveis na matriz energética global; (b) dobrar a taxa mundial de melhoria da eficiência energética; (c) reforçar a cooperação internacional no campo das pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias de energia limpa, energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas; (d) garantir o acesso pleno e a preços acessíveis a serviços de energia para todos; (e) promover investimentos em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa; bem como, (f) expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de inovadores e sustentáveis serviços de energia nos países em desenvolvimento.

No mundo atual, porém, a despeito do desenvolvimento que presenciamos, cerca de 1,3 bilhão de pessoas (uma em cada cinco) não têm acesso à eletricidade moderna; mais de três bilhões de pessoas dependem de madeira, carvão vegetal ou dejetos animais para cozinhar e se aquecer; aproximadamente 15% do conjunto global de energia utilizada no planeta corresponde à energia de fontes renováveis a qual é uma energia inexaurível e limpa; sem levar em conta que 60% das emissões globais totais de gases do efeito estufa é proporcionado pelo uso da energia. Com base nestes poucos exemplos, já é possível dizer que vivemos em um mundo no qual a sustentabilidade não conversa de perto com a produção de energia no mundo. É urgente, portanto, trabalharmos globalmente para atingirmos o ODS 7.

De outro lado, mas, também, intrinsecamente relacionada, é premente colocarmos em imediata discussão a necessidade de se investir em fontes alternativas de energia em conjunto com a avaliação de possíveis soluções para as dificuldades enfrentadas no campo da energia de forma a promover a redução de custos e a obtenção de novas tecnologias que permitam, em particular, a Eficiência Energética em nossa Nação e no Mundo.

No sentido precedentemente aventado precisamos chamar a atenção, em particular, para o fato de existir um atraso no Brasil, em relação a outros países e inclusive do Paraná em relação a outros estados de nossa Federação, quanto aos temas relacionados à eficiência energética das nossas plantas industriais e demais edificações.

Na atual sociedade nossas atividades exigem cada vez mais a utilização de distintas formas de energia. Todavia, a utilização das formas de energia existentes envolve, necessariamente, transformações que levam à perda de parte destas energias gerando, inevitavelmente, desperdícios e elevados custos. Assim, estudos sobre a Eficiência Energética são solicitados constantemente. Uma lâmpada, por exemplo, transforma a eletricidade em luz e calor. Se o objetivo da lâmpada é iluminar, uma medida da sua Eficiência Energética é obtida dividindo a energia da luz pela energia elétrica usada pela lâmpada. Com base no parâmetro inicial estabelecido é possível, então, realizar estudos e pesquisas que objetivem a otimizar a correspondente energia para “fazer mais com menos”.

Não havendo, entretanto, estudos sobre a Eficiência Energética, os desperdícios de energia vão se multiplicando à medida que a energia vai migrando por todos os setores da economia. A ampliação da Eficiência Energética pretendida pode tanto estar voltada para a redução nos custos quanto para a diminuição no consumo de energia. De outro lado, há de se ponderar, ainda, que a economia de energia, em um mundo em constante evolução, passa a constituir prerrogativa de gestão competente e assume um significativo diferencial tanto no mundo da competitividade quanto no campo da sustentabilidade.

Diante das complexidades e dificuldades do quadro atual relacionado à produção de energia, os correspondentes gastos, bem como os desperdícios somos solicitados a desenvolver parcerias com os distintos setores da sociedade para identificarmos soluções para a redução de custos e para a obtenção de novas tecnologias que visem a Eficiência Energética tanto no setor industrial (principalmente) quanto no desenvolvimento diário de nossas vidas. Unamos, então, nossas forças e conhecimentos para atingirmos brevemente o ODS 7 e para garantirmos a sustentabilidade no campo energético de forma global.

*Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE). O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial – CPCE é colaborador voluntário do blog Giro Sustentável.

Publicado em Brasil, Eficiência Energética, Mundo | Com a tag , , , , | Deixe um comentário