RBM 5 KPI – Indicadores de Gestão da Manutenção Brasileira e de Facilities – Pesquisas em Andamento

Segue abaixo a chamada da REDE MANUTENÇÃO para as pesquisas em andamento:

Bom dia,

2016 é um ano de muitos e enormes desafios para as empresas brasileiras. Tempos duros mas também de aprendizado.

Ter a gestão na ponta dos dedos é hoje, mais que nunca na história deste país, uma questão de sobrevivência.

A RBM – Rede Brasileira de Manutenção segue em sua missão de buscar e disponibilizar informações fidedignas e úteis para a tomada de decisão de quem lida com a gestão de Indicadores no seu dia a dia.
Neste mês de Março estamos dando continuidade às pesquisas que são fundamentais para dar a nossos gestores as informações preciosas de posicionamento, de comparação, de tendências e de ajustamento em que as áreas de Manutenção e Facilities mais estão sendo pressionadas.

Responda a cada pesquisa abaixo e obtenha seu Relatório Flash na hora. O Relatório Completo lhe é entregue gratuitamente assim que a pesquisa é encerrada (o período de coleta de participações varia de 15 dias a 3 meses). É a forma que temos de agradecer e retribuir a quem nos ajuda a manter o maior banco de dados de Inteligência em Gestão da Manutenção e Facilities da América latina.

Os dados particulares informados são mantidos em absoluto sigilo, como sempre acontece desde 2009 quando começamos este trabalho.

As pesquisas que estão rodando são:

CUSTOS NA MANUTENÇÃO BRASILEIRA: https://custosnamanutencao2016.questionpro.com

TERCEIRIZAÇÃO NA MANUTENÇÃO: https://terceirizacao2016.questionpro.com

QUADRANTE MÁGICO DA MANUTENÇÃO: https://posicionamentodamanutencao.questionpro.com

PRÁTICAS DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA: https://praticasdepreventiva2016.questionpro.com

GRADE PARA PROFISSIONAIS DE FACILITIES: https://gradeprofissionaldefacilities.questionpro.com

Responda agora a cada uma das pesquisas e garanta seus relatórios gratuitos.

A pesquisa SALÁRIOS NA MANUTENÇÃO foi encerrada e tivemos mais de 3200 participações. Estamos fechando a compilação dos dados e o Relatório Completo será entregue aos participantes, de forma 100% gratuita, na segunda quinzena de abril.

Se tiver alguma sugestão de pesquisa que creia ser de interesse da comunidade, me envie e.mail com sua observação. Estamos sempre em busca de melhorias em nosso trabalho.

Aproveito este e.mail para lhe convidar a estreitarmos nossos contatos, informações e opiniões através dos artigos que publico periodicamente no meu Blog no www.manutencao.net e no Pulse do LinkedIn.

Desejo-lhe uma semana de muito trabalho, com grandes realizações.

Abraços

Paulo Walter

www.manutencao.net

www.indicadoresdegestao.com

https://br.linkedin.com/in/paulorobertowalter

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Primeira resolução de reúso de água não potável

Fonte: Revista Infra – Mundo Facility

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Resolução deve ser aprovada nos próximos dias, segundo informações divulgadas no Fórum Água

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) realizou a primeira edição do Fórum Água 2016, para debater os principais desafios enfrentados pelo setor empresarial na gestão dos recursos hídricos e oportunidades. Durante o evento, Monica Porto, secretária adjunta de saneamento e recursos hídricos do estado de São Paulo, informou que nos próximos dias pode ser aprovada a primeira norma de reúso de água não potável em São Paulo. A resolução está sendo finalizada em nível técnico e tramitando entre as procuradorias jurídicas e as Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente.

Marina Grossi, presidente do CEBDS, realizou a abertura do Fórum Água 2016. Dividido em três painéis, o evento realizado no Hotel Estamplaza, em São Paulo, discutiu infraestrutura verde, reúso e redução de perdas na distribuição, além do papel do setor financeiro na gestão hídrica das empresas.

Na sequência, Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial da Água, falou sobre a importância da segurança hídrica. “Ela é fundamental para a segurança em todos as outras áreas: alimentar, energética, de saúde da população e assim sucessivamente. É uma questão que diz respeito à todas as pessoas. Precisamos estar bem articulados entre governo, empresas e sociedade civil”, afirmou Braga.

O primeiro painel “Infraestrutura verde: uma solução de múltiplos atores”, mediado pela jornalista Flávia Oliveira, comentarista da Globonews e colunista do jornal O Globo, contou com a participação de Simone Veltri, gerente de relações socioambientais da Ambev e presidente da Câmara Temática de Água do CEBDS, Antônio Félix Domingues, gerente geral de articulação e comunicação da Agência Nacional de Águas (ANA), e Samuel Barreto, gerente nacional de Água da The Nature Conservancy (TNC).

“Não tenho dúvidas que a abordagem de investir em infraestrutura verde é inovadora. A iniciativa demonstra que a água está sendo usada cada vez mais como recurso financeiro e não só natural, pelas empresas. A água faz parte do nosso negócio, é fundamental, há mais de 20 anos. Exatamente por ter esse peso, essa importância é que conseguimos reduzir mais de 40% do nosso consumo de água nas operações nos últimos 13 anos ”, disse Simone Veltri, em relação ao cenário do Brasil para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura verde. Ela ainda completou que, por meio da CEBDS, as concorrentes tornam-se aliadas nesse processo: “Quando o trabalho é água, as empresas querem a mesma coisa. O mundo tem muito a ganhar e a sociedade principalmente”, disse.

Felix, concorda que prover uma oferta de ambiente melhor entre as empresas é uma iniciativa muito importante. Além disso, apontou também que é um grande desafio inserir projetos de infraestrutura verde, de uma forma contundente, na agenda do governo. Segundo ele é preciso chamar a atenção dos políticos para os prejuízos existentes, assim como convidar a sociedade para participar do debate. “É preciso agendar esse trabalho de água, de recuperação, de prevenção, na agenda dos políticos, nós temos que estar em todo lugar”.

Com o tema “Reúso e redução de perdas na distribuição: mais eficiência no setor de    saneamento”, o segundo debate contou com a presença de Monica Porto, secretária adjunta de saneamento e recursos hídricos do estado de São Paulo, Lina Adani, gerente de controle de perdas e sistemas da SANASA, e Ruddi de Souza, diretor geral da Veolia Water Technologies.

Lina falou sobre o uso racional da água e o problema de legislação no Brasil. “Capacitação não custa caro, falta uma política traficaria adequada”. Já Monica Porto discutiu a questão do problema de localidade dos esgotos para reúso, além dos desafios vividos atualmente.

“O século XXI nos propõe um desafio enorme e muito diferente do que a gente já viveu até hoje. A questão da água passa a ser um pouco vulnerável e temos uma necessidade gigantesca de segurança hídrica”, afirmou Monica Porto. Ela também informou que, em breve, São Paulo deve aprovar a primeira norma de reúso de água não potável para uso em lavagem de carros, trens, ônibus, produção de concreto e etc. A resolução está finalizada em nível técnico e tramitando entre as procuradorias jurídicas e algumas secretarias.

De acordo com Souza, até pouco tempo a água era um recurso considerado infindável, que estava disponível e que podia ser usado com um custo relativamente barato de processamento, com tarifas vulneráveis. “Agora a população cresceu, o clima está mudando e as condições de água decaindo. Quando isso começa a afetar a disponibilidade de água para o usuário final a preocupação vem. A primeira iniciativa foi a interligação dos reservatórios, a gestão de todo esse complexo sistema de atendimento, pois não podemos continuar vivendo numa restrição eterna de consumo”, declarou.

Segundo Mario Pino, gerente de desenvolvimento sustentável da Braskem, o assunto é uma das preocupações da sociedade, em nível internacional. “Em alinhamento com o ODS 6, que visa garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos, surgiu o Movimento de redução de perdas de água na distribuição, iniciativa da rede brasileira do Pacto Global, liderado pelas empresas Sanasa e Braskem. O movimento visa mobilizar governo, empresas privadas e sociedade no processo de redução de perdas de águas na distribuição, que são em média da ordem de 40% no Brasil”, afirmou.

Para finalizar as apresentações, Gustavo Pimentel, diretor administrativo da SITAWI – Finanças do Bem, Maria Eugênia Taborda, gerente de sustentabilidade do banco Itaú, e Percy B. Soares Neto, coordenador da rede de recursos hídricos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), participaram do último painel “Alavancando soluções mais eficientes no uso da água: o papel do setor financeiro”.

O tema água tem sido tratado no CEBDS de forma mais profunda há cerca de dois anos, tanto para poder levar a questão à Conferência do Clima – apresentando a relação entre mudança do clima e água, como também pela questão dos ODSs, visto que a água hoje está na pauta global, graças à crise hídrica de São Paulo.

“Começamos a perceber que as empresas tinham muito o que mostrar, como reúso de água, novas tecnologias, aproveitamento, e tem muito a compartilhar com governo brasileiro e com a sociedade”, concluiu Marina Grossi.

O Fórum Água é promovido pelo CEBDS em parceria com as empresas Ambev, Brasken e Veolia.

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O invisível que entrega resultados – GRUPAS realizará evento integrado com o Congresso Infra – SP

Grupas 2016

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Três Ferramentas BIM Interessantes para Engenheiros Civis — #BIM

Com tantos softwares sendo lançados e atualizados, é difícil ficar a par de todos. Caso você tenha perdido a divulgação de algum, aqui estão três ferramentas muito úteis que recentemente foram lançadas para softwares de engenharia civil pela Autodesk.

via Três Ferramentas BIM Interessantes para Engenheiros Civis — #BIM

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O “preço” pela crise

É dispensável despendermos tempo neste blog “falando” sobre o obscuro e até mesmo “tenebroso” momento pelo qual passamos no país…, sendo que o termo “tenebroso” se refere ao verdadeiro “poço sem fundo” nestas escavações promovidas pelo poder judiciário na questão relativa a irradiação da corrupção em vários níveis de nossos poderes executivo e legislativo.

É realmente indispensável….

Mas não se pode dispensar um outro comentário sobre a paralisação de nosso país, de nossos segmentos, em função do medo e das incertezas sobre o futuro de setores em meio e longo prazo… Como exemplo, temos um verdadeiro “túnel de congelamento” envolvendo o setor de educação complementar e de capacitação de profissionais do mercado, englobando cursos rápidos, cursos de curta e média duração e treinamentos.

O mercado está “paralisado” como não se verifica há muito tempo!!

E toda esta paralisação tende a ser um forte “colaborador” para a ampliação do desnível técnico e de conhecimentos práticos (troca de experiências) em nossos profissionais.

Recentemente, assisti a um víde no Youtube, produzido pela ASHRAE no Brasil e que mostrava uma entrevista com o saudoso professor e mestre em refrigeração e ar condicionado Issao Yoshida, à quem muitos dos profissionais que atuam em refrigeração ou ar condicionado devem por parte de seu aprendizado.

Para aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer o Professor Issao durante aulas e cursos na FEI, certamente devem lembrar de um forte viés deste experiente mestre, viés este voltado a uma intensa vivência prática, que gostava de compartilhar com os seus alunos.

E foi justamente falando sobre esta vivência prática e sobre a importância de seu compartilhamento com os jovens, que o Professor Issao praticamente encerrou esta entrevista realizada pela ASHRAE no Brasil.

Cursos e Treinamentos têm uma enorme importância na formação de nossos profissionais, principalmente pela troca de orientações e de experiências que promove com os seus alunos. É verdade que, se desejamos atingir novos resultados, precisaremos conhecer caminhos já trilhados e as falhas ou dificuldades encontradas neste caminho.

É verdade também que não podemos subestimar a necessidade de melhorarmos as nossas pessoas e operações, seja através de cursos externos, que obviamente são comercializados, mas seja também por treinamentos internos, conduzidos por profissionais da própria empresa e de forma organizada.

Enfim, quero aqui reforçar a necessidade de combatermos esta inércia e de olharmos para o futuro, e para quando esta “crise” terminar, quando então certamente precisaremos estar preparados para um novo e significativo (e por que não dizer assertivo e eficaz) arranque!!

Pois este poderá ser um “preço” alto ao término desta crise…

Pensem nisto!

Em tempo, para aqueles que se interessarem em rever ou ver a entrevista feita pela ASHRAE com o Professor Issao Yoshida, segue abaixo o link do Youtube:

 

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PNUD realizará o II seminário sobre Sistemas de Água Gelada, agora em Fortaleza

O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o MMA – Ministério do Meio Ambiente realizarão nesta próxima semana (30/03, 31/03 e 01/04) em Fortaleza, o II Seminários sobre Sistemas de Água Gelada.

Trata-se de um importante evento que englobará os setores de projetos, instalação, comissionamento, operação e manutenção de sistemas de ar condicionado e recomendo à todos os que puderem participar para que o façam.

MMA-PNUD-SeminarioSistemasAguaGelada-FOR-Programa

Segue abaixo o link de acesso direto ao site de divulgação, onde poderão obter mais detalhes e também as apresentações e publicações de outros eventos:

http://www.protocolodemontreal.org.br/eficiente/sites/protocolodemontreal.org.br/pt-br/home.php

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Encerrando o período de “seca”

Já se passaram aproximadamente 30 dias desde o meu último post, graças a algumas complicações de ordem pessoal que me afastaram de um de meus prazeres que é escrever…

Enfim, estou de volta e espero encerrar ” de vez” o período de “seca”.

Uma Feliz Páscoa à todos!

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Incertezas brasileiras travam investimentos chineses

Fonte: Valor Online

Por: Monica Gugliano

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Castro Neves: falta de regras é mais prejudicial do que instabilidades na bolsa de Xangai

A incapacidade dos governantes brasileiros para estabelecer regras claras que atraiam investidores chineses é muito mais prejudicial à economia do país do que as incertezas e instabilidades na bolsa de Xangai. Embora seja evidente que qualquer tropeço do gigante asiático gera turbulência e traz riscos à economia mundial, o governo brasileiro deveria enxergar oportunidades e trabalhar para aproveitá-las. Essa é a opinião do embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China.

“No Brasil não há certeza de nada. Uma regra que hoje é assim, amanhã não é mais. Onde está o marco regulatório? As finanças públicas são um caos, o país está endividado, o Estado não tem capacidade de investir. Qualquer acordo requer que seja feito o dever de casa. Os chineses fazem o deles. E o nosso, onde está?”

A segunda maior economia do mundo, depois dos Estados Unidos, vive o fim de um ciclo de crescimento movido pelas exportações e procura um novo equilíbrio, com expansão do mercado interno. Embaixador do Brasil em Pequim de 2004 a 2008, Castro Neves analisa, nesta entrevista ao Valor, as possíveis consequências da instabilidade econômica chinesa neste início de 2016.

Valor: Como o senhor avalia o cenário da economia chinesa?

Luiz Augusto de Castro Neves: Em 2003, a China já analisava a necessidade de mudar o perfil muito centrado nas exportações, voltando-se ao mercado interno. É claro que ninguém tinha uma bola de cristal capaz de adivinhar a crise de 2008, que atingiu os Estados Unidos e contaminou o mundo. Mas era evidente, para as autoridades chinesas, que o crescimento do mercado interno forçaria essa mudança. No final da década passada, a esse quadro se somou a retração da economia mundial. Sentimos, agora, esse ajuste nos mercados que eles estão promovendo.

Valor: De certa maneira, o Brasil já não vinha sofrendo com essa mudança na política econômica chinesa, que aqui se refletiu com o fim do ciclo das commodities, decisivo para o crescimento dos últimos anos?

Castro Neves: Sim, a economia brasileira já acusou esse golpe. Mas é preciso assinalar que mudanças no perfil de algumas das características da política econômica chinesa não serão suficientes para causar prejuízo decisivo às relações entre os países. Ainda que com taxas menores, não há economia no mundo que cresça como a da China. Portanto, a capacidade e o interesse de a China investir no Brasil não diminuirão.

Valor: O senhor se refere aos 35 acordos do Plano de ação Conjunta 2015-2021 assinados em Brasília, no ano passado, quando o primeiro-ministro Li Kequiang esteve no Brasil?

Castro Neves: Esses acordos precisam ser impulsionados. Mas a verdade é que a incapacidade dos governantes brasileiros para estabelecer regras claras que atraiam investidores chineses é muito mais prejudicial à economia do Brasil do que a instabilidade na China. No Brasil não há certeza de nada. Uma regra que hoje é assim, amanhã não é mais. Onde está o marco regulatório? As finanças públicas são um caos, o país está endividado, o Estado não tem capacidade de investir. Qualquer acordo requer que seja feito o dever de casa. Os chineses fazem o deles. E o nosso, onde está?

Valor: Percebe-se que a China tem aumentado gradualmente o consumo interno. Qual a capacidade de o Brasil atender a demanda desse gigantesco mercado?

Castro Neves: Temos um superávit comercial com os chineses. Mas devemos estimular, por exemplo, a exportação de alimentos. A China é um país com um território imenso, mas com áreas muito secas, poucas terras aráveis. Tem também uma imensa população deixando o campo, em busca de melhores condições de vida nas cidades. Infelizmente, continuamos sendo uma economia periférica e sem abertura para o mercado global. Isso, em parte, se deve à cultura de nosso empresariado, nossa indústria. Eles gostam é de ser protegidos. Diante de qualquer ameaça, não pensam em investir para melhorar a qualidade daquilo que produzem e terem competitividade. Querem continuar fazendo produtos ruins e caros.

Valor: O Brasil tem também grandes deficiências na infraestrutura. A crise que está prejudicando a capacidade de investir nesse setor não levanta obstáculos a essas exportações?

Castro Neves: Mais uma vez, voltando ao exemplo dos alimentos, é claro que prejudica. Sabemos plantar e colher muito bem. Nossas estruturas são modernas. Em compensação, continuamos, ano após ano, perdendo muito entre o que produzimos e o que conseguimos exportar. Nossas estradas estão destruídas, nossos portos têm sérios problemas.

Valor: Voltando à economia da China, a Bolsa de Xangai tem operado com quedas sucessivas. Como o senhor imagina os desdobramentos dessa situação no curto prazo?

Castro Neves: Gosto de insistir que, para prever, é preciso bola de cristal e eu não tenho. Mas é possível constatar que estamos vendo o fim de um ciclo econômico na China. De um modelo que se caracterizou pela poupança e o pouco consumo interno. Isso foi possível em outros momentos, quando a economia mundial vivia também um ciclo de crescimento. Os chineses, agora, precisam atender o imenso mercado interno em um cenário de crescimento menor daquele registrado na década passada.

Valor: É esse desafio que gera esse cenário de incerteza?

Castro Neves: Em parte, é. Nesse modelo, os chineses têm que manter o bom funcionamento dos mercados para não sofrer as consequências já conhecidas, como a fuga de capitais. Essa transição que está acontecendo em nosso maior parceiro comercial deve ser acompanhada com muita atenção por aqui.

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Estratégia e Gestão do Conhecimento

Fonte: Revista Infra

Por: José Paulo Graciotti

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A recessão chegou, mas o que devemos fazer para enfrentá-la?

A resposta passa por algumas mudanças que teremos que adotar e por inúmeras atitudes que poderemos e deveremos tomar em nossas empresas (me arriscaria a dizer que são dezenas e serão tratadas em minhas futuras discussões), mas agora vou me limitar a explorar algumas das formas que a Gestão do Conhecimento pode e deve ser utilizada nos ajustes das estratégias existentes e também na definição de novas estratégias que um moderno escritório de advocacia deverá adotar e seguir nestes próximos “tempos bicudos”!

Para se entender melhor a correlação entre as duas áreas, tema deste artigo, temos que passar obrigatoriamente pela conceituação de Gestão de Conhecimento [GC]. Para se ter uma ideia da abrangência do assunto, existem várias definições de “GC” e todas elas são muito boas.

Apenas a título ilustrativo, cito a definição de Melisse Clemmons Rumizen, como o processo sistemático que cria, captura, partilha e alavanca o conhecimento necessário para o sucesso de uma organização. Outra é a de Carla O`Dell e Cindy Hubert que dizem ser o esforço sistemático que permite a informação e o conhecimento crescerem, fluírem e criarem valor para a organização.

Sendo mais objetivo e pragmático, eu prefiro a conceituação muito bem adotada e colocada pelo autor Patrick DiDomenico, no seu livro Knowledge Management for Lawyers, onde ele sintetiza o conceito de gestão de conhecimento: entregar a informação certa para a pessoa certa e no tempo certo!

Adotando-se a aplicando-se esse conceito na analise de todos os dados e informações explícitas ou tácitas existentes em todas as esferas departamentais de uma organização, podemos certamente considerar que toda essa “massa de informações” forma a principal

base para o tratamento pela Gestão do Conhecimento. No ciclo (virtuoso) da “GC”, as informações são tratadas, organizadas, indexadas, distribuídas para permitir seu uso e por fim mantidas e atualizadas para retroalimentar o ciclo, servindo para embasar e alavancar as decisões críticas da organização. Em outras palavras, a “GC” vai muito além dos minutários e da criação de áreas de armazenamento de modelos padronizados que alguns escritórios de advocacia têm utilizado em suas intranets. São informações que normalmente eram consideradas como de única e exclusiva de responsabilidade dos departamentos Financeiro, Faturamento /Contas a Receber, Recursos Humanos, etc.

1- Como primeiro exemplo podemos citar o tratamento do ciclo de vida de um assunto de cliente (“matter life cicle”).

Tradicionalmente os assuntos são cadastrados nos sistemas internos objetivando a correta emissão das faturas,seu controle financeiro e de timesheet e em alguns casos o dimensionamento e gestão da equipe (ainda pouco frequente).

Além das informações básicas citadas anteriormente (nome e código do assunto, tipo de cobrança, endereço de faturamento, pessoa de contato no cliente e advogado responsável), outras inúmeras informações devem ser incluídas, nas varias fases da vida do assunto, de modo que a GC possa tratá-las e utilizá-las no futuro de maneira mais abrangente e efetiva nas decisões estratégicas e de marketing, tais como:

Na fase de criação do assunto: a correta identificação da área de atuação e ramos de atividade a que o cliente está inserido, a descrição detalhada do assunto trabalhado e todos os envolvidos (interna e externamente), a conceituação interna do tipo de trabalho realizado (tipo de ação processual, auditoria, aquisição, fusão, etc.), responsável pela geração, etc.

Na fase da vida do assunto: a manutenção e atualização tempestiva de todas as mudanças incorporadas durante todo o processo tais como, desdobramentos, advogados e consultores envolvidos, novas solicitações do cliente, etc.

Na fase final ou de fechamento do assunto: a inclusão das informações que efetivamente ocorreram no assunto, ou seja, valores finais recebidos e gastos, prazos efetivamente cumpridos e documentos relevantes que fizeram parte do trabalho (contratos finais, opiniões relevantes, teses jurídicas, etc. que são muito mais importantes que minutas históricas).

2 – Um segundo exemplo é a correta geração de uma proposta e seu acompanhamento orçamentário.

Me arrisco a afirmar que uma quantidade pequena de escritórios tem sistema acurados de geração de orçamentos e propostas que na sua grande maioria são executadas baseadas na lembrança de casos similares e na vivência pessoal de sócios mais experientes. A complexidade dos assuntos recentes, o volume das informações atuais e passadas e a pressão por prazos e preços tornam esse método pouco confiável e pior, com pouca informação utilizável para o futuro.

As propostas geradas por escritórios deveriam ser baseadas em orçamentos detalhados (nos mesmos moldes que as indústrias fazem), levando-se em conta a complexidade, a equipe (todos os envolvidos e suas quantidades previstas de horas a serem dedicadas), os custos indiretos e outras despesas previstas.

Apenas nesses dois exemplos (existem outros), existem informações que são negligenciadas dos cadastros tradicionais e que, quando compiladas e organizadas podem gerar estatísticas importantíssimas em relação ao passado, sua evolução e a atual situação de:

i. Qual(is) o(s) principal(is) mercados que a empresa ou escritório de advocacia tem maior atuação ou especialização. Atualmente há uma grande variedade de serviços advocatícios especializados vinculados atividades econômicas, tais como “lifesciences”, telecomunicações (satélites, etc), segurança na internet, compliance, além dos tradicionais (tributário, contencioso, trabalhista, etc).

ii. Onde e como o escritório está utilizando seus recursos e, mais importante, onde ele esta sendo mais ou menos eficiente nos seus resultados. Quais são ou foram os assuntos mais rentáveis, quais foram as especialidades ou equipes mais eficientes.

iii. Quais os tipos de trabalhos realizados e seus resultados alcançados.

Além disso, e o mais importante, essas estatísticas podem e devem orientar os esforços de marketing e estratégia, ou seja, quais mercados e tipos de empresa o escritório deve concentrar seu esforços; quais são as áreas internas mais fortes e eficientes, quais são as fraquezas internas que necessitam de atenção e investimento, quais os ramos de atividade o escritório mais domina o assunto e que pode ser expandido por esforços de cross-selling, além de ajudar a tomar decisões de dimensionamento e formação de equipes, contratações e investimentos em RH (cursos e treinamentos).

Os dois exemplos citados foram e estão sendo utilizados como ferramentas importantes de auxilio aos comitês gestores de KLA – Koury Lopes Advogados, nas definições estratégicas de crescimento e como direcionadores de suas ações de marketing.

A Gestão do Conhecimento é uma ferramenta importantíssima para ser utilizada nas definições estratégicas e assim deve ser encarada pelos atuais gestores de escritórios na condução atual e futura de seus negócios.

José Paulo Graciotti, engenheiro formado pela Escola Politécnica com especialização Financeira pela FGV e especialização em Gestão do Conhecimento pela FGV. Membro da ILTA – International Legal Technology Association. Fundador da GRACIOTTI Assessoria Empresarial, há mais de 27 anos prestando consultoria em implantação e gestão de empresas prestadoras de serviços.

 

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Fortaleza receberá entre 30/03 e 01/04/2016 o Seminário sobre Sistemas de Água Gelada

Será realizado entre os dias 30/03 e 01/04 na “Fábrica de Negócios” em FORTALEZA/CE  o Seminário sobre “Sistemas de Água Gelada”, promovido pelo PBH – Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs e contando com a participação de diversos palestrantes e ícones de nosso mercado.

O evento acontecerá de forma simultânea com o SANNAR – Salão Norte Nordeste de Ar Condicionado e Refrigeração.

Veja abaixo a divulgação e o conjunto de informações:

UntitledFortaleza

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