Lei 13.589 – Implementação do PMOC em sua empresa – Faltam apenas 20 dias para o curso

Faltam apenas 20 dias para o curso PMOC-1, que será realizado pela A&F. As inscrições se encerrarão no próximo 22/03!
Cursos A&F - 1 Sem 2018
São poucas as vagas disponíveis!
 
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DOE determina que a norma 90.1-2016 proporcionará mais economias em custos e energia, quando comparada a sua versão anterior (2013)

Fonte: ASHRAE

O U.S. Department Of Energy (DOE) determinou que a norma ANSI/ASHRAE/IES 90.1-2016 (Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings) proporcionará uma maior eficiência energética em edifícios comerciais, se comparada a sua versão anterior (2013). Esta análise realizada pelo Departamento Norte-Americano concluiu que as edificações que aderirem integralmente à nova norma 90.1-2016 poderão atingir uma economia de energia de aproximadamente 8,3%, se comparado aos requisitos e condições apresentadas pela versão anterior da norma (2013).

Além desta potencial redução, estima-se que a nova versão da norma proporcionará em relação a versão de 2013:

  • 7,9% de economia em suas fontes de energia
  • 6,8% de economia em energia no site (empreendimento)

Vejam abaixo a divulgação na versão em inglês, juntamente com os links de acesso.

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DOE Determines Standard 90.1-2016 Provides Cost, Energy Savings Compared to 2013 Version

WASHINGTON, D.C.—The U.S. Department of Energy (DOE) has issued a final determination that ANSI/ASHRAE/IES Standard 90.1-2016, Energy Standard for Buildings Except Low-Rise Residential Buildings, will improve energy efficiency in commercial buildings compared to the previous version of the standard. DOE analysis concluded that buildings meeting 90.1-2016 would result in energy cost savings of approximately 8.3% compared to the 2013 edition. In addition, the latest version provides 7.9% source energy savings and 6.8% site energy savings compared to the 2013 version.

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Especialistas em eficiência energética são tema de vídeo

Fonte: Ministério da Educação

O mundo inteiro vem caminhando de uma forma irreversível, para o desenvolvimento de soluções e para a capacitação de profissionais em relação ao uso racional de recursos e ao melhor desempenho energético de sistemas e edificações. Mais do que uma “profissão”, a área da eficiência energética é hoje um campo à ser explorado, seja no que tange a pesquisas e desenvolvimento de novos produtos ou soluções, seja em relação a consultorias e projetos.

Vejam a seguir a matéria publicada pelo PROCEL, diretamente em sua fonte.

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Distrito Federal – Profissional preparado para diagnosticar e otimizar o uso da energia nas indústrias, bem como tornar seu consumo mais eficiente, o especialista em eficiência energética tem sido cada vez mais requisitado no país. O Ministério da Educação, em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (Agência Alemã de Cooperação Internacional Ltda/GIZ), lança nesta segunda-feira, 26, um filme abordando os diferentes aspectos do curso de eficiência energética, já ofertado em institutos federais brasileiros.

O material foi produzido no âmbito do Programa EnergIF, iniciativa do programa Profissionais para Energias do Futuro, coordenado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/ MEC) e pela GIZ. No vídeo, a secretária de Educação Profissional e Tecnológica, Eline Nascimento, explica a importância da capacitação nessa área e do futuro promissor para esses novos profissionais.

“A gente está trabalhando para qualificar os profissionais da rede federal, melhorar as instalações de energia renovável dentro da própria rede e, assim, incentivar a formação de estudantes nesse setor”, afirma Eline. “Acho que o profissional que se qualificar nessa área vai ter uma grande chance no mercado de trabalho”.

Parcerias – A parceria do MEC com os alemães busca introduzir novos cursos na área de energias renováveis na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do país. Por meio do grupo de trabalho em eficiência energética, essa ação já resultou no desenvolvimento de dois currículos para a formação pós-técnica em eficiência energética na indústria e em edificações. A rede federal já conta com cerca de 50 docentes capacitados para atuar nessa nova oferta de educação profissional.

Dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) apontam que o Brasil tem cerca de 600 mil indústrias que, juntas, são responsáveis pelo consumo de 41% de energia no país. A constatação de que trabalhar com eficiência energética na indústria é uma maneira inteligente de obter mais lucro e diminuir os impactos ambientais tem causado aumento na procura por profissionais com esse perfil, que ainda são poucos.

Projeto –Em 2015, o Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a GIZ, deu início ao projeto Sistemas de Energias do Futuro, como forma de atender a uma crescente necessidade por profissionais qualificados nessa área. Em sua linha de atuação, o projeto promove a educação profissional e tecnológica em energias renováveis e eficiência energética, considerando o grande potencial do Brasil no desenvolvimento dos setores produtivos do setor e a necessidade de ampliação de formação profissional.

Assista ao vídeo abaixo.

Vídeo: Carreiras Profissionais com Eficiência Energética

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NTE divulga o XIX SANNAR (Salão Norte Nordeste de ar condicionado e refrigeração)

XIX – Salão norte nordeste de ar condicionado e refrigeração

Dias 04 e 05 de Abril de 2018

Local : Mar Hotel Conventions

Rua Barão de Souza Leão, 451 – Recife – PE

Faça sua inscrição gratuita

www.engenhariaearquitetura.com.br/sannar

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Identificando as necessidades em um novo contrato de O&M

Por: Alexandre M F Lara

Em complemento ao nosso post da última semana (“A importante diferença e interdependência entre operar e manter um sistema“), têm-se atualmente como uma das grandes e principais dificuldades na estruturação de uma área de manutenção, a identificação das necessidades e expectativas do cliente e de seu site e sistemas.

Por mais absurdo que isto possa parecer, é a mais pura realidade…., realidade esta, inclusive, que permitirá ao planejador traçar os objetivos e metas à serem atingidas pelo contrato ou serviço de manutenção e operação.

Mas aonde está, de fato, tamanha dificuldade?

Arrisco a dizer que em parte, escondida atrás do fator “pressa”, ou se preferirem, “tempo para a elaboração de uma proposta ou dimensionamento básico”, mas também em parte, oculta atrás do “hábito de se subestimar um desafio, limitando-se a compara-lo com outra situação vivida”.

O fato é que não se dedica o tempo minimamente necessário para compreender itens extremamente básicos, tais como:

  • Tipo de atuação e negócios do cliente (ritmo de operação, onde estão localizados os pontos críticos ou riscos, etc…)
  • O porque de estarem mudando a empresa de operação e manutenção (obviamente quando este for o caso)
  • Os seus valores e expectativas para a operação e manutenção de seu empreendimento e sistemas (o que considera bom / aceitável, o que não será tolerado, o que é mais importante para ele, o cliente)
  • Qual a estrutura do cliente (interno ou externo) e níveis de relacionamento ou interface com a “nossa” área de manutenção
  • Qual a condição de sua instalação à ser operada e mantida por “nossa” equipe: condições de instalação, de manutenção e estado ou condição operativa
  • Qual o histórico e formas de controles e documentos existentes sobre estes sistemas (planos de trabalho, manuais, projetos, evidências de manutenções, entre outros)
  • Qual a volumetria histórica de manutenção e, principalmente, de sua operação (chamados, backlogs, etc)
  • Horários de operação do site e áreas eventualmente específicas
  • A infraestrutura de Medição & Verificação implantada que permitirá o acompanhamento de alguns itens e condições relacionadas ao desempenho da operação
  • Expectativa para a transição ou nova implantação (prazos, etapas, custos, etc)
  • Budget da área

Enfim, os exemplos acima são todos importantes para um adequado planejamento, embora normalmente desprezados ou simplesmente, “engolidos” pela rotina do dia a dia…

E é justamente em função desta pesada rotina do dia a dia (quem atua em manutenção sabe bem ao que me refiro), que torna-se quase impossível atribuir a função de planejamento e implantação para o gestor operacional de suas equipes no campo….ele não terá tempo, ainda que bem capacitado para tal.

O simples fato de se desprezar esta pequena (embora tremendamente necessária) imersão sobre a sua realidade (seu site, contrato, etc) certamente terá o seu preço, à ser descoberto durante a condução dos trabalhos…

Todos estes preparativos nos permitirão elaborar de forma mais CUSTOMIZADA e EFICAZ o plano de trabalho, envolvendo o escopo, rotinas, frequencias, o dimensionamento de equipes, formas e meios de monitoramento e controle, as necessidades para um sistema de gestão (CMMS), infraestrutura, apoios externos, entre outros itens.

Vejam que os cuidados acima não se aplicam somente a realidade da manutenção, mais à uma enorme gama de serviços sob a gestão de um Facility Manager.

Deixando a teoria de lado, todos sabemos da dificuldade de se dedicar todo o tempo realmente necessário ao planejamento e à sua implantação, mas sabemos também que uma implantação mal resolvida ou mal executada, trará consequencias no futuro, razão pela qual jamais poderemos nos omitir da responsabilidade de levantar estas questões e riscos com os nossos gestores.

Ficam, portanto, os “bullets” acima como dicas para que levantem as necessidades em seus contratos e operações e ajustem aquilo que for necessário.

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Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano – Prazo de inscrição se encerrará no próximo 28/02

Tradicional premiação no mercado de Facility Management, o Prêmio ABRAFAC Melhores do Ano terá o seu prazo de inscrições dos trabalhos encerrado no próximo dia 28/02.

Vejam abaixo o convite do Presidente da ABRAFAC para aqueles que possuam trabalhos ou estudos relevantes para o mercado, incentivando-os à inscreve-los no processo de premiação – clique aqui ou na figura abaixo.

Youtube Premio Abrafac

É muito importante que divulguemos os nossos bons trabalhos e experiências com o mercado, auxiliando os nossos colegas em seu crescimento e aprendizado, o que também nos traz visibilidade neste mesmo mercado.

Clique AQUI para acessar diretamente o site do prêmio e faça já a sua inscrição.

 

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Saiba como foi feita a despoluição do Rio Sena e como pode ajudar os rios brasileiros

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Para despoluir o Rio Sena foi criado uma séria de leis de proteção ambiental e ações para recuperar o ecossistema do local.

Pensamento Verde

Alguns rios se encontram em estados tão extremos de poluição que parecem ser impossíveis de recuperar. Felizmente, porém, nada é impossível por meio da tecnologia, conscientização e projetos que visam a despoluição de um rio que aparentemente está condenado. Um bom exemplo dessa situação aconteceu com o Rio Sena.
Como foi feita a despoluição do Rio Sena?
O Rio Sena é considerado o mais importante da França e, na década de 1960, ele foi considerado biologicamente morto. A partir de então, ele foi incluído em uma série de leis de proteção ambiental e em projetos nos quais foram investidos milhões de euros ao longo dos anos. No geral, as ações consistiam em formas de recuperar o ecossistema do rio e na criação de estações de tratamento.
Atualmente, estudiosos de todo o mundo constatam o que os franceses já esperavam: o rio foi despoluído e está vivo! A água é cristalina e há uma variedade de peixes e outros seres vivos, sendo que o rio é seguro até mesmo para a presença de humanos autorizados. Levou algumas décadas, mas hoje em dia o Rio Sena pode ser visto novamente como um cartão-postal de Paris, além de um membro essencial para o ecossistema francês.
A despoluição dos rios brasileiros é possível?
Sim! Na verdade, a recuperação do Rio Sena deve servir como inspiração. Em 2013, foi assinado um acordo de cooperação entre o governo francês e o de São Paulo, que pretende aplicar no rio Tietê até 50 iniciativas similares às usadas no Sena. Considerado o mais poluído do Brasil e destaque entre os rios mais poluídos do mundo, o Tietê apresenta uma situação tão preocupante que apenas seres vivos que não precisam de oxigênio, como bactérias e fungos, conseguem sobreviver no local.
Outras iniciativas e soluções também estão sendo buscadas por empresas e organizações brasileiras. A tecnologia despoluidora The Water Cleanser, da Austrália, já vem sendo testada em rios brasileiros, e pode ajudar muito em breve.
Ainda assim, o processo de recuperação é muito demorado. O Brasil é um dos países com o maior índice de poluição de água no mundo todo, o que é especialmente assustador considerando que também possuímos uma das maiores reservas de água doce do planeta. Esse problema surge tanto da falta de conscientização da população, que joga dejetos nos mais diversos rios, como da falta de tratamento básico de esgoto na maioria dos municípios.
Em outras palavras, podemos dizer que a despoluição de rios brasileiros é possível, mas apenas com esforços conjuntos de diferentes esferas — o que inclui o âmbito governamental e o social. No primeiro caso, é preciso usar tecnologias, projetos e iniciativas aprovadas e eficazes em outros países, adaptadas para a realidade brasileira. Além disso, são necessárias campanhas de conscientização da população.
Por parte dos cidadãos, é fundamental que todos devem realmente seguir as orientações e evitar todo tipo de ação que cause poluição. Por mais que a falta de saneamento básico seja um dos principais causadores deste problema, nenhuma ação será muito eficiente se as pessoas continuarem com o hábito destrutivo de jogar lixo em rios.
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Fique por dentro do prazo de guarda de documentos

Fonte: Fecomercio SP

Divulgação: SINAENCO

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Tempo depende tipo – se é tributário ou trabalhista –, e da norma legal que exige sua exibição, especialmente para fins de fiscalização e cobrança de eventual dívida.

 

O começo do ano é o período de fechamento do balanço anual e hora de arquivar os documentos do ano anterior. Nessa época, é comum surgirem dúvidas a respeito do prazo de guarda dos documentos de uma empresa. Esse prazo depende do tipo do documento – se é tributário ou trabalhista –, e da norma legal que exige sua exibição, especialmente para fins de fiscalização e cobrança de eventual dívida.

Qual o prazo de guarda de documentos tributários?

Devem permanecer arquivados por cinco anos. O período de guarda dos tributos está relacionado com o prazo de decadência e prescrição, previstos nos artigos 173 e 174 do Código Tributário Nacional (CTN), respectivamente. Decadência é o decurso do prazo de cinco anos que o Fisco tem para constituir o crédito tributário, por meio da notificação de lançamento ou do auto de infração. Já a prescrição é o decurso do prazo de cinco anos para cobrar judicialmente o tributo devido. No fim desse prazo, o crédito tributário será extinto (art. 156, v, do CTN) e não mais poderá ser exigido pelo Fisco.

Esse mesmo prazo decadencial e prescricional se aplica aos livros obrigatórios e comprovantes de lançamentos. O artigo 195, parágrafo único, do CTN, estabelece que “livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição”. Já o artigo 1.194 do Código Civil define que o “empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade, enquanto não ocorrer prescrição ou decadência”. Por sua vez, o artigo 37 da Lei n.º 9.430/1996 impõe que “os comprovantes da escrituração da pessoa jurídica, relativos a fatos que repercutam em lançamentos contábeis de exercícios futuros, serão conservados até que se opere a decadência”.

E para contribuições previdenciárias?

Nesse caso, apesar de o artigo 45 da Lei n.º 8.212/1991, que estabelecia o prazo decadencial, não estar mais em vigor, ainda encontramos nas normas previdenciárias prazos de dez anos. Os artigos 103 e 103-A da Lei n.º 8.213/1991 fixa esse prazo para o segurado ou beneficiário requerer a revisão do ato de concessão de benefício, bem como o direito da Previdência Social de anular seus atos administrativos. O artigo 225, parágrafos 5º e 22, do Decreto n.º 3.048/1999, estabelece a obrigatoriedade de a empresa manter à disposição da fiscalização, durante dez anos, os documentos comprobatórios do cumprimento de suas obrigações legais, inclusive os arquivos digitais do sistema de processamento eletrônico de dados trabalhistas e previdenciários.

Por quanto tempo é preciso guardar documentos trabalhistas?

Por cinco anos para trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho, nos termos do artigo 7º, xxix, da Constituição Federal e artigo 11 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entretanto, considerando que contra o menor de 18 anos não corre prazo prescricional, em atenção ao artigo 440 da CLT, a contagem do prazo de guarda deve iniciar quando o trabalhador complementar essa idade.

Quais as regras para o FGTS?

Com relação ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), apesar de o artigo 23, § 5º, da Lei n.º 8.036/1990 determinar o prazo de 30 anos, o Supremo Tribunal Federal, última instância do Judiciário, pacificou o entendimento de que tal prazo é inconstitucional e deve prevalecer o período de cinco anos.

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Veja por que os corredores verdes não substituem a vegetação nativa

Fonte: Redação AECweb / e-Construmarket

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Embora cheias de beleza, as paredes verdes – como as aplicadas no Minhocão e na 23 de Maio – não têm a mesma capacidade de acumular carbono das árvores naturais. Entenda

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O jardim vertical é caro e exige manutenção constante (Moomusician / Shutterstock.com)

Na cidade de São Paulo, as construtoras podem usar o Termo de Compensação Ambiental (TCA) para retirar a vegetação nativa presente em terrenos onde pretendem incorporar. De acordo com a legislação, as empresas são autorizadas a realizar a derrubada em troca de contrapartidas entendidas como interessantes pelo poder público. A eficiência do mecanismo entrou em debate no início deste ano, quando uma empresa recebeu a permissão de compensar seu passivo com a execução de corredores verdes.

Os trâmites começaram em 2012, quando a construtora Tishman Speyer removeu 856 árvores de terreno no bairro do Morumbi para construção de empreendimento de alto padrão. Como contrapartida, a prefeitura solicitou o plantio de mais de 26 mil mudas nas obras de quatro parques lineares na zona sul da capital: Horto do Ipê, Paraisópolis, Morumbi Sul e Itapaiuna. No entanto, com as mudanças na gestão da prefeitura, essa obrigatoriedade foi alterada para execução de jardins verticais no Minhocão e na Avenida 23 de Maio.

Não há como negar que paredes verdes são estruturas de grande apelo estético e que também produzem serviços ambientais. Portanto, são bem-vindas nas cidades. A questão é se podem substituir árvores cortadas

Marcos Buckeridge

“Não há como negar que paredes verdes são estruturas de grande apelo estético e que também produzem serviços ambientais. Portanto, são bem-vindas nas cidades. A questão é se podem substituir árvores cortadas”, questiona o professor Marcos Buckeridge, pesquisador do Instituto de Biociências e do Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo (USP).

A TROCA VALE A PENA?

O uso das paredes verdes não é opção completamente descartável e pode ser empregada em situações específicas. No entanto, na lista de indicações não consta a substituição de árvores nativas. O uso do jardim vertical, além de ser mais caro e exigir manutenções mais frequentes, pede que áreas maiores sejam necessárias. Para comparar, o serviço ambiental prestado por duas árvores corresponde a cerca de 1,5 mil metros quadrados de parede verde.

“Para mensurar esse comparativo entre jardins verticais e árvores urbanas, podemos considerar dois elementos importantes. O primeiro é o acúmulo de carbono – tema significativo em tempos de mudanças climáticas globais. Já o segundo são os serviços ambientais — benefícios que a vegetação proporciona para a qualidade de vida e saúde da população, como diminuição de temperatura, aumento de umidade, redução de material particulado no ar e recarga de lençóis freáticos”, explica o especialista.

CARBONO

Levando em consideração a tipuana, grande árvore comum na arborização urbana de São Paulo, é possível calcular que a proporção aproximada de carbono em seu tronco é de 40%. “Uma tipuana de 20 toneladas teria 5,6 toneladas de carbono. Tudo isto armazenado em cerca de 60 anos de vida, o que mostra que uma árvore desta armazena, em média, 93 Kg de carbono para cada ano de vida. Como temos cerca de 650 mil árvores nas ruas da cidade de São Paulo, o armazenamento médio, nos últimos 60 anos, foi de 36 milhões de toneladas de carbono”, ressalta Buckeridge.

Por outro lado, nos jardins verticais as espécies mais utilizadas são plantas pequenas, como samambaias, manjericão, alecrim e orégano. Em relação ao carbono, as paredes verdes saem perdendo por serem, predominantemente, compostas por folhas, que são partes das plantas que possuem mais água (98% em média) e pouco carbono.

A biomassa de folhas de um trecho de parede verde de 36 m² pode chegar, no máximo, a alguns quilos. Assim, em qualquer situação, a parede verde perfaz uma fração ínfima do carbono que seria armazenado em uma árvore

Marcos Buckeridge

“A biomassa de folhas de um trecho de parede verde de 36 m2 pode chegar, no máximo, a alguns quilos. Assim, em qualquer situação, a parede verde perfaz uma fração ínfima do carbono que seria armazenado em uma árvore”, fala o docente.

MANUTENÇÃO

A vegetação das paredes verdes vem de grupos de plantas que demandam grande quantidade de água para crescer. Com isso, é preciso prever soluções que mantenham fornecimento constante de água.

“Ainda que parte desta água possa vir da chuva, durante o inverno o sistema terá de ser irrigado, pois não chove”, fala o professor. Situação diferente ocorre com as árvores, que têm suas próprias soluções para sobreviver em períodos de estiagem.

“Jardins verticais são sistemas dependentes de tecnologias de suporte, nutrição e irrigação. A comparação com ‘um paciente na UTI’ faz bastante sentido, bastando uma falha para o sistema perecer”, ressalta o especialista.

No uso dos corredores verdes, esse tipo de situação merece ser questionada, pois não é possível garantir que receberão a atenção necessária da prefeitura. “Se sequer as árvores são cuidadas na metrópole paulistana, gerando acidentes todo verão, como será a vida útil dos jardins verticais?”, questiona.

CUSTOS

Uma muda em conformidade com os padrões exigidos pela prefeitura custa, em média, R$ 150. Mesmo sendo necessária atenção maior nos primeiros meses após o plantio, depois que a vegetação se estabelecer, passará o restante da vida usando água da chuva e exigindo pouca manutenção. Já as paredes verdes têm um custo de cerca de R$ 800 por m².

“Também devemos lembrar, enquanto a parede verde passará a fornecer serviços ambientais em alguns meses, a árvore levará 15-20 anos para começar a prestar serviços significativos em termos de armazenamento de carbono, produção de vapor de água e interferência efetiva na poluição. Não sabemos ainda qual a vida útil de uma parede verde, mas certamente será menor do que a das árvores, pois as plantas usadas nesses muros costumam viver bem menos”, finaliza Buckeridge.

Leia também: Muros verdes melhoram a qualidade do ar e oferecem conforto térmico a edifícios

COLABORAÇÃO TÉCNICA

marcos-buckeridge
Marcos Buckeridge – É biólogo e foi pesquisador científico do Instituto de Botânica de São Paulo (Jardim Botânico) durante 20 anos, onde trabalhou com fisiologia de árvores nativas de diversos biomas brasileiros. É também pesquisador associado do Instituto de Estudos Avançados, onde coordena o Programa USP-Cidades Globais, que reúne um grupo de pesquisadores cujas pesquisas visam melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas que vivem na metrópole paulistana. Já publicou mais de 150 trabalhos e capítulos de livros, editou quatro livros, um nacional e três internacionais, orientou mais de 50 alunos de pós-graduação de mestrado e doutorado. É editor de revistas científicas internacionais, como Bioenergy Research e Trees: structure and function. Desde agosto de 2015 é presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
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Recomservice e a Economia de Energia: o que é possível?

Fonte: PROCEL Info

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No último dia 09 de novembro, a Recomservice, empresa reconhecida por sua excelência em Automação, Eficiência Energética e Manutenção de Sistemas de Ar Condicionado, realizou o “Quinta Tecnológica”, com uma série de palestras organizada em conjunto com o Departamento Nacional de Projetistas e Consultores (DNPC) da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Aquecimento Ventilação e Ar Condicionado).

O evento, realizado no auditório da Associação contou com a presença de engenheiros e projetistas da área. Um dos palestrantes, o engenheiro Plínio Ely Mileno, que abriu os trabalhos com a palestra “Panorama do Sistema Elétrico de Geração e Distribuição no Brasil”, falou sobre a situação atual do setor reforçando sobre a importância da economia de energia em Sistemas e equipamentos de Ar Condicionado Central e a atual conjuntura energética do país que vem sofrendo aumentos de preços contínuos. “Só não tivemos racionamento de energia elétrica este ano por conta da baixa atividade econômica”, analisou Mileno, que é o diretor de Operações da Siclo Consultoria, parceira da Recomservice.

Em seguida, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Recomservice, José Romariz Filho discorreu sobre “Eficiência Energética em HVACR – O que é possível ser feito?”. Durante sua apresentação, Romariz citou que o preço da energia elétrica no Brasil é um dos mais altos do mundo e que esse crescimento vem desde 1987, superando os índices de inflação. “Os edifícios, shoppings centers e outros grandes empreendimentos consomem cerca de 50% da eletricidade gerada no País, gerando gastos absurdos. Por esse motivo nos últimos 15 anos a preocupação dessas empresas têm aumentado consideravelmente, como é o caso de um grande shopping center da zona oeste de São Paulo, onde a Recomservice conseguiu reduzir seu consumo de energia na ordem de 50% através de um retrofit no Sistema Central de Ar Condicionado”.

A terceira palestra “Novas tecnologias e Redução com Despesas com Água e Energia em Shopping Centers” foi ministrada pelo diretor da RS Consultoria, o engenheiro Ethel Luís de Moraes, que expôs a situação das obras no Brasil e revelou que no Brasil boa parte dos shoppings avaliados possuem equipamentos de Ar Condicionado e/ ou de Refrigeração ultrapassados, muitos por serem mal operados por falta de conhecimento da equipe, deteriorados em função da má manutenção ou, ainda, por problemas no sistema de Automação, o que acarretam em um alto consumo energético e também de água. Além disso, o engenheiro comentou sobre as dificuldades na obtenção de investimentos financeiros para adequação e/ou retrofit das máquinas. “Para reverter esse cenário as empresas precisam investir em soluções integradoras, desde cursos para a reciclagem dos operadores como o financiamento de recursos necessários. Essas metodologias trarão excelentes resultados para companhia como: autossuficiência no abastecimento de água – redução de até 50% nas despesas com água e esgoto, economia no consumo de energia de até 60%, ganhos de imagem (marketing ambiental) entre outras vantagens.”

Fechando o ciclo de palestras, o diretor comercial da Recomservice, Fábio Moacir Korndoerfer, trouxe aos presentes “Cases de Grande Sucesso na Implementação de Eficiência Energética em Sistemas HVACR”. O engenheiro revelou que o Setor de Ar Condicionado e BMS (Building Management System) são responsáveis por 40 a 60% do consumo de energia em um prédio ou residência e que desta forma há uma grande oportunidade de geração de economia de energia, especialmente em prédios entre cinco a 40 anos de construção. “Esta economia de energia no consumo de Ar Condicionado pode chegar a 60% e o payback, geralmente, está entre seis e 36 meses, sendo extremamente atrativo o investimento em melhorias, uma vez que os custos de energia vêm sofrendo aumentos constantes, observou. Korndoerfer ainda apresentou as tecnologias responsáveis pela economia de energia disponíveis no mercado, desenvolvidas pela Recomservice, como o CTO (Cooling Tower Optimizer), que otimiza a operação do sistema de Ar Condicionado Central – chillers com condensador a água-, reduzindo o consumo de energia; e o Sistema WE (Web Efficiency), que oferece conforto e eficiência energética através do gerenciamento do Condicionador de Ar Central de múltiplos empreendimentos, monitorando os índices de performance via WEB, um banco de dados em nuvem já incorporado ao Big Data.

* Com informações da Two Minds Comunicação Integrada

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