WTorre vende sua participação no JK Iguatemi

Fonte: Infra News (18/02/2014)

A negociação de 50% do empreendimento foi feita pelo valor de R$ 636 mm

A WTorre, um dos maiores grupos de desenvolvimento imobiliário do Brasil, concluiu a venda de sua participação de 50% no shopping JK Iguatemi. A operação da venda foi fechada com a própria Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A., que adquiriu 14% do shopping, ficando com o total de 64%, e com a Adeoti Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“TIAA-CREF”), que comprou os outros 36% restantes.

A negociação foi feita pelo valor de R$ 636 mm, e contou com a participação do Banco Itaú BBA como assessor financeiro da WTorre e seus acionistas. Para o presidente do Conselho de Administração da WTorre S.A., Walter Torre Jr.,  “Essa negociação confirma o êxito de um projeto audacioso e de uma parceria bem sucedida entre a WTorre e o Iguatemi. Nossas equipes já discutem novas possibilidades de negócio em comum”.

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Benefícios fiscais para as cidades brasileiras

Fonte: Infra News (14/02/2014)

Mudanças climáticas pedem por mais infraestrutura verde urbana

O Brasil tem vivido intensas ondas de calor. A sensação térmica chegou a 40ºC em vários municípios. No Rio de Janeiro, ultrapassou os 46ºC. Janeiro de 2014 foi o mais quente já registrado pelo Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia, na capital paulista, desde o início das medições realizadas no Mirante de Santana, em 1943. Curitiba tem recorde de alta temperatura, e Porto Alegre chegou a estar entre as cidades mais quentes do mundo, entre outros exemplos.

As pessoas sofrem com a baixa umidade do ar. A justificativa pode estar nas mudanças climáticas ou em algum processo natural com o qual não estamos acostumados, mas nada muda o fato do que intensifica esse calor: a ausência de verde nos centros urbanos cobertos de asfalto e concreto.

Telhados verdes e jardins verticais, por exemplo, melhoram o conforto térmico de qualquer ambiente. Espalhados pelas cidades, envolvendo edifícios em grandes avenidas, casas e lojas, trariam benefícios incontáveis, principalmente no verão. Casas e prédios usariam menos o ar condicionado, e as pessoas não enfrentariam tantos problemas respiratórios. Problemas com enchentes seriam atenuados, já que a água da chuva pode ser captada pelos ecotelhados. Sistemas com reservas de água e que reutilizem a água pluvial e de esgoto seriam os mais adequados em regiões secas e castigadas por altas temperaturas.

A necessidade de mais infraestrutura verde urbana é pauta em muitas cidades brasileiras. Já existe o reconhecimento de que precisamos modificar a forma com que estruturamos as nossas cidades e que é fundamental trazer a natureza de volta. Discute-se, inclusive, formas de beneficiar àqueles que adotarem práticas de infraestrutura verde, como telhados e paredes verdes, uso de energias renováveis, arborização, agricultura e apicultura urbana, tratamento e reaproveitamento de águas pluviais e até mesmo cloacais. No entanto, cada cidade tem sua própria normatização a respeito.

Goiânia e Guarulhos têm normas semelhantes que concedem descontos sobre o IPTU dos imóveis daqueles que dotarem seus empreendimentos com técnicas de infraestrutura verde. Por elas, o desconto pode ser de até 20% da alíquota pelo período de cinco exercícios consecutivos, havendo a fiscalização periódica do município para verificar o cumprimento das medidas.

São Bernardo do Campo/SP também tem o seu IPTU Verde, beneficiando as áreas de cobertura vegetal dos imóveis. Outras cidades brasileiras já adotaram o IPTU Verde promovendo técnicas de infraestrutura verde, como São Vicente/SP, ou o colocam entre seus projetos. São Carlos/SP reduz em até 2% o IPTU dos imóveis que tiverem áreas permeáveis vegetadas no seu perímetro, podendo, assim, os telhados verdes serem utilizados para esse fim.

Porto Alegre/RS ainda não possui IPTU Verde, mas existe a possibilidade de substituir com telhado verde parte da área do imóvel que deveria ser livre de edificações, podendo construir mais no terreno. O município do Rio de Janeiro criou o selo Qualiverde que beneficia tais técnicas e quem adquire tem preferência nos processos de licenciamento da obra. Quanto a benefícios fiscais, já foram encaminhados projetos normativos para que os que possuírem o selo possam ser contemplados com benefícios fiscais.

João Pessoa possui lei que, inclusive, obriga à instalação de telhados verdes em determinadas construções, e nela ainda está prevista a criação de incentivos fiscais para esse fim. São Paulo, Curitiba e muitas outras cidades têm projetos semelhantes, apesar de suas imperfeições.

Verifica-se em todo o Brasil o encaminhamento de muitos projetos para serem aprovados que colocam os incentivos como o principal caminho para promover a natureza nos ambientes urbanos. A tendência, assim, é o aumento gradual do número de municípios que oferecem descontos das alíquotas do imposto aos que adotarem as tecnologias de infraestrutura verde nas suas edificações.

Certamente, essas iniciativas trarão mais verde para os centros urbanos e nos ajudarão a enfrentar os próximos períodos de verão com mais qualidade de vida. Afinal, não bastam medidas para combater as mudanças climáticas, precisamos de mais conforto para convivermos com elas.

Renan Guimarães é secretário executivo da Associação Tecnologia Verde Brasil e especialista em direito ambiental.

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Abesco dá seis dicas sobre como ter eficiência energética nas residências e setor comercial

Fonte: Assesoria de Imprensa da Abesco – 28.02.2014

Brasil – Eficiência energética é basicamente bons hábitos na utilização da energia no dia a dia, seja em processos produtivos, sistemas ou ainda utilizando-se equipamentos que consumem menos energia. No dia 5 de março é celebrado o Dia Mundial da Eficiência Energética, que tem por objetivo conscientizar a sociedade de que atitudes simples, como a troca de lâmpadas incandescentes por tecnologias mais eficientes, é possível reduzir em até 10% o consumo de qualquer residência ou comércio.

“Hoje, com o desperdício ultrapassando os 46 mil GWh, energia equivalente ao consumo anual dos estados do RJ e SE, fica claro o quanto ainda temos que melhorar. É necessário a aplicação de políticas consistentes que priorizem a economia de energia pela otimização dos recursos e a conscientização da sociedade precisa ser contínua, as ações e projetos de cunho educacional não devem ser realizados apenas em momentos de crise”, explica Rodrigo Aguiar, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Conservação de Energia (Abesco).

A Associação defende o uso consciente e inteligente dos recursos, o que possibilita economizar energia sem a necessidade de racionamento ou privação dos benefícios da eletricidade.

Confira cinco dicas para os setores residencial e comercial

Residencial

1 – Dar preferência por equipamentos e eletrodomésticos com o etiqueta do Inmetro e o selo Procel Eletrobras;
2 – Trocar boilers ou chuveiros elétricos por aquecedores de passagem a gás ou solares;
3 – Não lavar ou passar uma única peça por vez, o ideal é juntar sempre o máximo possível para otimizar a utilização dos eletrodomésticos;

Comercial

4 – Verificar sempre as condições dos equipamentos de refrigeração e câmaras frigoríficas para que não haja vazamento de ar frio;
5 – Adotar medidas inteligentes para otimização do uso dos elevadores, no horário de limpeza, no funcionamento de bombas e acionamento da iluminação setorizado ou com detectores de presença;
6 – A modernização de equipamentos obsoletos de climatização, iluminação e automatização de sistemas também trazem bons resultados.

Sobre a data

Há 16 anos o dia 5 março foi instituído como o Dia Mundial da Eficiência Energética por ocasião da 1ª Conferência Internacional de Eficiência Energética, realizada em 1998, na Áustria. A data foi criada para celebrar um momento de reflexão global sobre a importância do uso racional da energia no planeta e o uso adequado deste recurso econômica e ambientalmente.

Um ano antes, no Brasil, era fundada a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) com o intuito de representar oficialmente as empresas e o segmento de eficiência energética, fomentando e promovendo ações e projetos para o crescimento do setor.

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Energia solar vive boom em Nova York

Fonte: UOL (26/02/2014)

Estados Unidos – Em um terraço no Bronx, com os arranha-céus de Manhattan ao longe, 4.760 painéis solares captam os escassos raios de sol de inverno. “É a maior instalação da história de Nova York”, orgulha-se o diretor de vendas do Ross Solar Group, Bob Kline, responsável pela instalação.

Esse terraço também é um símbolo do boom da energia solar em Nova York.

A instalação de 1,6 megawatts, situada no terraço do varejista do setor de alimentos Jetro Cash and Carry, finalizada em dezembro, foi adotada como exemplo pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo, que subsidia o desenvolvimento da energia solar em seu estado.

Em 2012, ele lançou o programa NY-Sun Initiative, com US$ 800 milhões em investimentos até 2015. Cerca de 300 megawatts de capacidade solar já foram instalados no estado, mais do que nos dez anos anteriores.

Agora, Cuomo quer estender o programa até 2023, com um financiamento adicional de quase US$ 1 bilhão e a meta de atingir 3.000 megawatts. Com esses recursos, será possível criar 13 mil postos de trabalho e reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em 2,3 milhões de toneladas por ano, segundo alguns analistas.

Nova York ainda está muito longe da Califórnia, ou até mesmo dos vizinhos Nova Jersey e Massachusetts. Junto com o Arizona, esses estados concentram mais de 80% de todas as instalações de energia solar nos Estados Unidos, segundo o especialista em Energia Solar Cory Honeyman, da GTM research.

É “um dos mercados mais promissores na atualidade”, frisou, acrescentando que “esperamos uma aceleração dos projetos, tanto no setor residencial quanto comercial”.

Trata-se de uma bênção para as 411 companhias especializadas que compartilham esse mercado em franca expansão.

No Bronx, uma dessas empresas, a OnForce Solar, triplicou sua receita em 2013 e espera duplicá-la este ano, disse seu diretor-executivo, Charles Feit, à AFP. A OnForce Solar recebeu alguns milhões de dólares em subvenção do governo.

“Politicamente, temos o vento a favor”, comentou Feit, entusiasmado.

“Ponto de inflexão” – O presidente da OnForce Solar e vice-presidente da Associação de Empresas de Energia Solar em Nova York (NYSEIA), David Sandbank, também se mostrou otimista ao detalhar os créditos fiscais para a energia solar.

“Há muitas oportunidades em Nova York”, comemorou.

Segundo ele, “em Manhattan, essas instalações podem ser complicadas devido a regulações estritas, mas em outros bairros há muitos grandes terraços propícios para a energia solar”.

“A NY-Sun Initiative criou estabilidade e longevidade para a energia solar”, destacou, acrescentando que algumas empresas especializadas chegam, inclusive, a se mudar da Califórnia para Nova York. “Mudou completamente a estrutura do nosso negócio”, revelou, citando os 3.300 postos de trabalho.

Para Sandbank, com a baixa de preços dos painéis fotovoltaicos, a energia solar é ainda mais promissora, já que a eletricidade é mais cara em Nova York do que na maioria dos outros estados.

Por ano, a Jetro Cash and Carry espera uma economia de 40% em sua conta de luz, ou seja, pelo menos US$ 250 mil, anunciou Kline.

E os projetos abundam. Recentemente, o governador Cuomo prometeu uma ajuda financeira para as escolas que quiserem instalar painéis solares.

Pouco antes de sua partida, o agora ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg anunciou que cerca de 35 mil painéis solares serão instalados em 2015 em nove hectares em Fresh Kills, um antigo depósito de Staten Island em vias de recuperação. Essa usina solar será a maior de Nova York, capaz de produzir 10 megawatts de eletricidade.

Esses projetos nova-iorquinos ganham espaço no momento em que o governo americano promove a energia solar, um mercado que cresceu quase 30% entre 2012 e 2013.

Este ano, pela primeira vez em 15 anos, os Estados Unidos podem superar a Alemanha, líder mundial em novas instalações, afirmou Honeyman. “Estamos em um ponto de inflexão”, afirmou.

O caminho ainda é longo, porém.

Nos Estados Unidos, o sol representa apenas 1% da geração de energia renovável, o que equivale a 12% da produção total de eletricidade, de acordo com Agência de Informação de Energia de Estados Unidos (EIA).

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O limite da responsabilidade…

Desde muito novo, ainda quando comecei a minha vida profissional aos 17 anos, ouvi de um colega (isto há exatos 32 anos…) a frase: “obra não se entrega….se abandona…”

É evidente que naquela época, ainda imerso na minha falta de experiência e vivência no assunto, cansei de tanto rir da frase que me soava extremamente engraçada.

No entanto, em alguns anos mais a frente, comecei a participar em um dos lados da mesa nesta questão de fazer ou receber obras e instalações (sentei-me no lado de quem contratava e recebia) e foi neste momento que percebi onde “a porca torcia o rabo….“.

Imediatamente me lembrei daquele meu colega e das risadas que dei e aí…chorei de raiva…..

Anos se passaram e muitas e muitas obras e instalações cruzaram pelos meus caminhos nestes 32 anos de profissão e como ocorre em todo (ou quase…) processo de amadurecimento, começamos a olhar e a alterar a frase inicial que me fez rir muito um dia.

Existem de fato (e muito claramente definidos) os dois lados da mesa e duas visões e missões completamente diferentes:

A primeira visão, do lado de quem contrata, tem como características e aspirações a contratação do melhor ou do mais necessário, por um preço “justo”, que em alguns casos, pode se acabar se tornando “pelo menor preço”.

Distorcem ainda esta visão algumas atitudes ou visões pessoais de alguns profissionais contratantes, que se assemelham um pouco ao “estofamento de almofadas” (!!). É evidente que esta expressão faz menção àqueles que tentam jogar mais serviços e responsabilidades dentro de um escopo e contrato definidos, aproveitando-se da oportunidade, principalmente do momento da negociação.

Na minha visão, quando ocorre esta situação, não existe somente a culta do “estofador”, mas também existe a culpa de quem “aceita calado” este tipo de situação ou negociação, em prol do novo contrato que acaba de ocorrer. Afinal, não existe mágica na precificação de horas técnicas e serviços e muito menos de “Harry Potters ou Dumbledores” no comando destes contratos.

A segunda visão, do lado de quem acaba de ser contratado, será sempre à de entregar o “escopo contratado” (o que estiver claramente escrito!!!), com a melhor logística e custo possíveis (tempo e retrabalho são muito caros…), no menor tempo possível.

Se olharmos ao pé da letra, nenhum dos dois lados está errado, com algumas pequenas ressalvas e opiniões pessoais, mas, é também verdadeiro que neste conflito de visões e objetivos diferenciados, nos deparemos com graves questões de execução, supervisão / de gestão e acompanhamento, assim como com questões contratuais e de LIMITES DE ATUAÇÃO.

Até onde vai o limite de cada lado, seja quanto aos seus direitos, seja quanto as suas obrigações….

Será que isto também não é uma questão de ajuste pelos gestores??

Nesta última semana, recebi o contato de uma empresa interessada em certificar-se de que uma instalação  seria entregue de maneira completa e aderente às condições estabelecidas em projetos e normas.

No entanto, ocorre que esta instalação em específico, ou melhor, o sucesso desta instalação dependeria não só do trabalho efetuado pelo instalador, mas também da qualidade da operação e manutenção dos equipamentos já existentes no edifício, os quais seriam responsáveis por suprir o cliente com as condições mínimas necessárias para o bom funcionamento das obras e instalações que estavam sendo concluídas.

O mais interessante (e comum em muitos casos…) é que o instalador vislumbrou como meta a conclusão e os testes / comissionamentos sobre a parte que lhe cabia, ou seja, das instalações sob a sua responsabilidade.

Mas e quanto a outra parte, cujo desempenho seria extremamente necessário e fundamental para o sucesso de sua obra?

Quem veria esta situação e quando seriam feitos os testes INTEGRADOS para a análise do resultado final?

Estas são perguntas que pairam em diversas situações, em diversas obras por aí…

Muitas vezes, a falta de visão e de conhecimento de um gestor, permitirá com que este tipo de lacuna não seja preenchida e que tenhamos problemas operacionais à vista… (e olha o gerente de operação aí gente…..)

Novamente, caberá ao(s) gestor(es)  deste processo como um todo identificar a necessidade de comissionamentos específicos e, caso não tenha esta experiência, identificar a necessidade de contratação de agentes que poderão ajudá-lo à melhor definir e analisar o limite da responsabilidade….para cada um dos lados.

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ASBRAV abre as inscrições de trabalhos para o Congresso MERCOFRIO 2014

Estão abertas as inscrições para o 9º Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação – Mercofrio

 

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Vale a pena conferir este artigo do Facility Managers de Marcos Maran

Quem conhece um bom pajé?

Data da Notícia: 18/02/14

Procura-se urgentemente um pajé que saiba provocar chuvas.  Mas ele tem que ser competente. Deve conseguir provocar chuvas de grande intensidade e no lugar certo!

Não acredita em pajés? Então, por que não rezar a São Judas, o santo das causas impossíveis?

Seja pajé, seja São Judas, parece que nossa sorte depende mesmo de uma fé imensa de que algo vai acontecer e resolver a falta de água para consumo humano e energia elétrica, uma vez que todo o conhecimento e ciência não foram capazes de antever e tomar ações de mitigação das consequências.

Se dentro de alguns dias, a mãe, ou melhor, a madrasta Natureza insistir em continuar caprichosa e não provocar o aparecimento de nuvens carregadas, que descarreguem volumoso caudal, todos nós estaremos sujeitos a racionamentos de água e de energia. Aliás, mais de 140 cidades já estão!

E ainda por cima esse calorão! Dá-lhe ar condicionado…

Mas como isso ocorreu em tão pouco tempo? Em dezembro passado, nada se ouvia sobre o baixo nível dos reservatórios. Essa é a situação em que ficamos quando as autoridades responsáveis insistem em contar com a sorte e ajuda divina para fazer a gestão de insumos essenciais para o ser humano. Esse cenário precário, que hoje vemos e ouvimos a todo instante, poderia ter sido previsto com relativa facilidade e as providências necessárias para mitigar as dificuldades tomadas com maior antecedência.

No atual estágio do conhecimento e gestão operacional de reservatórios, é perfeitamente possível antecipar medidas, no mínimo de precaução, contra possíveis incertezas da Natureza. Mas não acredito em incompetência por parte dos técnicos responsáveis pela gestão dos recursos, creio que o que houve mesmo foi interferência política daqueles que não gostam de dar notícias que exigem sacrifícios das pessoas, principalmente num ano de eleições. Que azar danado!!! Daí, ouvirmos a mesma cantilena de sempre: que as chuvas não aconteceram da forma prevista ou ocorreram nos locais inadequados, pouco volume… Só falta dizer que Deus não ajuda. Ah, esse Deus brasileiro…

Bom, a intenção deste artigo não é fazer digressões sobre a incompetência dos responsáveis pela coisa pública que, afinal, todos temos acompanhado nos últimos tempos. A motivação é comentar sobre a importância da gestão de facilities em situações como esta. Nós não podemos proceder como nossos administradores públicos, nem ficar jogando a culpa sobre eles. A hora é de ação concreta, pé no chão. Nossos clientes, os ocupantes do edifício, seus usuários, visitantes, dependem de nós para conseguirem um ambiente de convivência e trabalho adequados. Estão dispostos até em colaborar. Temos que tomar providências para que nossos prédios e indústrias sofram o mínimo possível, na possibilidade de um cenário de racionamento.

O momento agora é de retirarmos da gaveta nossos planos de contingência.

Qual é nossa capacidade de reservação de água? Com o perfil de consumo atual, quanto tempo o edifício consegue atender à demanda? Se o tempo é pequeno frente ao tempo de racionamento, onde podemos buscar água? Qual a quantidade? Quanto isso vai custar? O local onde o prédio está permite a circulação e estacionamento de caminhões-pipa? Como assegurar a qualidade dessa água? Que medidas de redução de consumo podemos tomar? Vamos diminuir a pressão das linhas de abastecimento? Quais registros podemos fechar, por exemplo, fontes decorativas? Vamos fazer campanhas de esclarecimento ao público usuário? E os nossos controles e metas de consumo, estão definidos? É hora de colocar aquelas torneiras e vasos sanitários economizadores? E quanto a furar aquele poço e respectiva estação de tratamento tão falados?

E quanto à energia elétrica? Se faltar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, bye, bye… Os apagões já estão acontecendo devido à alta demanda dos sistemas de ar-condicionado.

No caso de um racionamento de energia elétrica, creio que a história de 2001 se repetirá. O racionamento se daria por limites (ou metas) máximos de consumo. Neste caso, temos que responder às seguintes perguntas:

Temos geradores? Eles funcionam em paralelo com a rede? Eles suportam as cargas escolhidas? Somente as essenciais? E o ar-condicionado? Elevadores? Nosso tanque de combustível tem capacidade para quantas horas ou dias de funcionamento? O gerador pode funcionar ininterruptamente quantas horas antes de exigir a parada para troca do óleo lubrificante e filtros? Temos óleo em estoque? Temos contrato de fornecimento de combustível? O local de estacionamento do caminhão-tanque está desimpedido? A manutenção do gerador está em dia? Temos peças essenciais para pleno funcionamento do sistema de geração, difíceis de obter a pronta entrega, em nosso estoque? No estoque de nosso mantenedor? Que peças são essas? Todo o sistema está adequadamente mantido (painéis elétricos, disjuntores, cabos, conexões, relés etc.)? Importante: o pessoal sabe operar o sistema com destreza, agilidade, competência? Sabe resolver pequenas falhas rapidamente? Como vamos tratar o descontentamento dos vizinhos devido ao ruído e poluição provocados pelos geradores?

Como veem, são inúmeras as ações que devem ser tomadas. Lembramos apenas algumas, não esgotamos o rol de atividades que um plano de contingência pode conter. No mínimo, podemos aproveitar o calor do momento (e que calor!!) para atualizar o mesmo, rever  procedimentos, treinar pessoal.

Ainda sobre consumo de energia elétrica, mesmo que não aconteça qualquer racionamento, o excepcional calor dos últimos tempos leva ao maior consumo de energia nos sistemas de ar-condicionado. Esta situação, com certeza, vai levar a maiores gastos com esse insumo. Deste modo, qualquer ação com o intuito de diminuir o consumo de energia elétrica, tais como desligamento de iluminação desnecessária, racionalização de uso de água (menos água, menos bombeamento), é bem-vinda. Para aqueles que possuem contrato de energia no mercado livre, especial atenção deve ser dada no controle da energia consumida versus a contratada. A ultrapassagem do valor contratado obriga o consumidor a adquirir a energia excedente no mercado spot, de curto prazo, cujos preços estão pela hora da morte devido ao cenário de baixo nível dos reservatórios. Na última semana, seu valor atingiu a casa dos R$ 822,00 contra cerca de R$ 350,00 de períodos anteriores. Qualquer ultrapassagem vai provocar um rombo orçamentário!

Ufa… Por essas e outras, alguém aí conhece um pajé?

Marcos Maran

Presidente da ABRAFAC

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Curso Projetista de Sistemas Fotovoltaicos em BH

Fonte: Procel Info – 19.02.2014
Minas Gerais – A Solenerg Engenharia está oferecendo o curso de Projetistas de Sistemas Fotovoltaicos presencial, com o objetivo de capacitar o participante no desenvolvimento de projetos conceituais e básicos de sistemas fotovoltaicos autônomos e para a conexão à rede. O curso é realizado de uma forma interativa e inclui uma parte expositiva, uso de software, práticas de campo e de dimensionamento de geradores autônomos e para conexão à rede (estudo de caso).

Público Alvo: Interessados no aproveitamento da energia solar para gerar eletricidade.

Data: 14 e 15 de março de 2014

Carga horária: 16h

Horário: 08h30 a 17h30

Contato: Paulo Breyner (31) 3262-1534

E-mail: cursos@solenerg.com.br

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Curso da norma ISO 50001 oferecido no RJ – Sistema de Gestão da Energia

Fonte: Procel Info – 19.02.2014
Rio de Janeiro – A Eletrobras, em parceria com a Sociedade Brasileira de Metrologia –  SBM, oferece o curso da norma ISO 50001 – Sistema de Gestão da Energia. O objetivo do curso é fornecer informações relevantes sobre a norma, possibilitando aos profissionais analisarem os benefícios de sua implantação. Ao final do curso, o profissional deverá conhecer a estrutura do sistema de gestão proposto na Norma e avaliar a sua aplicabilidade.

Data: 27/03/2014

Público Alvo: Profissionais de gerência ou técnicos, consultores e acadêmicos interessados em entender o processo de implantação de um Sistema de Gestão de Energia de acordo com os requisitos da Norma.

Requisitos: Formação desejável em engenharia para nível superior ou técnica para nível médio. Experiência com atividades de eficiência energética ou gestão de energia.

Conteúdo Programático: Gestão da energia; Requisitos gerais abordados pela Norma; Avaliação de requisitos específicos; Resultados esperados da aplicação da Normal; Exercícios básicos.

Horário: 8:30 às 17:30

Duração: 8 horas de aula.

Local: Av. Nilo Peçanha nº 50 – sala 2517 – Centro – Próximo ao metrô da carioca – RJ

Investimento: Associados: R$ 377,51 e Não Associados: R$ 453,01

Informações: (21) 2532-7373, cursos@metrologia.org.br ou Clique Aqui

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Qual o esporte que você pratica….tênis ou frescobol?

Provavelmente, vários de vocês já participaram de programas de treinamento em suas respectivas empresas, onde ouviram (em RH) falar sobre a diferença entre a prática do Tênis e a prática do frescobol, no que se refere a cooperação entre equipes ou colegas de trabalho.

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A diferença básica está na forma de se jogar, ou seja, enquanto no tênis um adversário tentará vencer o outro (a qualquer custo…), no frescobol, os dois jogadores farão de tudo para manter a bola em jogo, as vezes redobrando os seus esforços para compensar uma jogada infeliz de seu colega.

Pois bem, compreendida a diferença entre os dois jogos, a questão passa a ser ” qual o esporte você ou a sua equipe, ou mesmo a sua empresa ou parceiros jogam no dia a dia?….”

Jogam do mesmo lado e com um objetivo em comum (frescobol), ou jogam como se tivessem uma bomba relógio nas mãos, pronta à estourar a qualquer momento, mais preocupados em passar ao outro (colega ou departamento).

Muitas vezes, nos deparamos com situações como esta, seja em nosso departamento ou em nossa empresa (entre departamentos e entre parceiros), mas é verdade que nos cabe enquanto gestores identificar estas ocorrências e trazê-las à luz / a tona.

Acreditem…..se alguém não “gritar no jogo e avisar o colega”, a bola vai cada vez mais longe….ou na água, e você cansará de tanto buscá-la até que desista de vez.

Pensem nisto e olhem como e com quem estão “jogando” no seu dia a dia.

Fonte: A figura foi extraída de um anúncio do Governo do Estado do Pernambuco, sobre um torneio de frescobol em Olinda
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