Energia Solar: as perspectivas para o Brasil e as normas técnicas sobre o assunto

Fonte: Equipe Target

Acesse aqui o artigo em sua fonte.

Energia solar: uma solução para o Brasil ecologicamente correta

A energia solar se caracteriza como inesgotável – e é considerada uma alternativa energética muito promissora para enfrentar os desafios da expansão da oferta de energia com menor impacto ambiental. As aplicações práticas da energia solar podem ser divididas em dois grupos: energia solar fotovoltaica, processo de aproveitamento da energia solar para conversão direta em energia elétrica, utilizando os painéis fotovoltaicos e a energia térmica (coletores planos e concentradores) relacionada basicamente aos sistemas de aquecimento de água.

Existem algumas normas técnicas que determinam os requisitos para esse tipo de energia. A NBR 10899 (TB328) de 11/2013 – Energia solar fotovoltaica – Terminologia define os termos técnicos relativos à conversão fotovoltaica de energia radiante solar em energia elétrica. Não inclui os termos gerais de eletricidade, que são definidos na NBR 5456. A NBR 10185 (MB2343) de 04/2013 – Reservatórios térmicos para líquidos destinados a sistemas de energia solar – Determinação de desempenho térmico – Método de ensaio prescreve métodos de ensaios que permitam avaliar o coeficiente global de fluxo de calor para o ambiente, as capacidades de carga e descarga de reservatórios térmicos empregados em sistemas de utilização térmica de energia solar.

A NBR 11704 (CB209) de 01/2008 – Sistemas fotovoltaicos – Classificação classifica os sistemas de conversão fotovoltaica de energia solar em energia elétrica. A NBR 15747-1 de 08/2009 – Sistemas solares térmicos e seus componentes – Coletores solares – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos de durabilidade (incluindo resistência mecânica), confiabilidade, segurança e desempenho térmico dos coletores solares de aquecimento de líquidos. Também inclui as disposições para a avaliação das conformidades com esses requisitos.

A NBR 15569 de 02/2008 – Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto – Projeto e instalação estabelece os requisitos para o sistema de aquecimento solar (SAS), considerando aspectos de concepção, dimensionamento, arranjo hidráulico, instalação e manutenção, onde o fluido de transporte é a água. A NBR 16149 de 03/2013 – Sistemas fotovoltaicos (FV) – Características da interface de conexão com a rede elétrica de distribuição, prevista para entrar em vigor 12 meses após sua publicação, estabelece as recomendações específicas para a interface de conexão entre os sistemas fotovoltaicos e a rede de distribuição de energia elétrica e estabelece seus requisitos. E a NBR 16150 de 03/2013 – Sistemas fotovoltaicos (FV) – Características da interface de conexão com a rede elétrica de distribuição – Procedimento de ensaio de conformidade especifica os procedimentos de ensaio para verificar se os equipamentos utilizados na interface de conexão entre o sistema fotovoltaico e a rede de distribuição de energia estão em conformidade com os requisitos da NBR 16149.

As vantagens da energia solar ficam evidentes, quando os custos ambientais de extração, geração, transmissão, distribuição e uso final de fontes fósseis de energia são comparadas à geração por fontes renováveis, como elas são classificadas. Muitos especialistas afirmam que o Brasil, por sua localização e extensão territorial, recebe energia solar da ordem de 1013 MWh anuais, o que corresponde a cerca de 50 mil vezes o seu consumo anual de eletricidade. Apesar disso, possui poucos equipamentos de conversão de energia solar em outros tipos de energia, que poderiam estar operando e contribuindo para diminuir a pressão para construção de barragens para hidrelétricas, queima de combustíveis fósseis, desmatamentos para produção de lenha e construção de usinas atômicas.

Fica evidente da importância que a energia solar térmica poderia ter no sistema elétrico brasileiro, principalmente quando sabemos que somente com aquecimento doméstico de água para banho, via chuveiro elétrico, são gastos anualmente bilhões de kWh de energia elétrica que poderiam ser supridos com aquecedores solares, com vantagens socioeconômicas e ambientais. Mais grave ainda é o fato de que quase toda essa energia costuma ser consumida em horas específicas do dia, o que gera uma sobrecarga no sistema elétrico.

O grande argumento para a difusão e o desenvolvimento da tecnologia solar térmica é o fato de o aquecimento solar, para aquecimento de água, proporcionar medidas eficazes de conservação de energia, com atenuação e deslocamento do horário de ponta (entre 17h e 21h) das concessionárias de energia. A energia solar térmica, além de ser uma “geração distribuída” – e por isso não provocar demanda por “upgrade” de linhas de transmissão -, não requer investimentos governamentais, aumenta a “renda média” da população assalariada das classes mais baixas (na medida em que reduz a conta de energia elétrica) e reduz a demanda por investimentos em novas usinas geradoras de eletricidade. Se a comparação a ser considerada é a termoelétrica, o aquecedor solar ainda pode ser considerado uma alternativa para a redução de emissões de gases ácidos ou poluentes e, consequentemente, contribuir para redução do efeito estufa.

Publicado em Eficiência Energética, Normas Técnicas, Sustentabilidade | Com a tag | Deixe um comentário

O desafio iminente da sustentabilidade

Fonte: Jornal do Brasil – RJ

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

O fato de numerosos municípios brasileiros não terem erradicado os lixões até 2 de agosto ltimo, descumprindo o prazo estabelecido pela Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, deixa em aberto um grande desafio ambiental. É muito importante acelerar o processo para recuperar esse atraso, considerando o significado da medida para a qualidade da vida.

Além disso, verificam-se avanços significativos nos serviços de limpeza pública e coleta, que precisam ser devidamente acompanhados na ponta da deposição final. Um exemplo dessa melhoria observou-se por ocasião da Copa do Mundo. Em todo o país, estima-se que foram geradas 15 mil toneladas adicionais de resíduos sólidos urbanos, incluindo o total inerente ao turismo, estádios e Fan Fests nas cidades-sede.

Felizmente, essa grande demanda extraordinária foi atendida com eficácia, como se observa em alguns casos pontuais. As partidas realizadas na arena Mané Garrincha, no Distrito Federal, resultaram em mais de 43 toneladas. As cidades em que se estima maior geração total são Brasília (1.827,66 toneladas), São Paulo (1.681,20), Rio de Janeiro (1.616,63) e Fortaleza (1.467,16).

A Vila Madalena, bairro da capital paulista que apresenta concentração de milhares de pessoas, incluindo torcedores estrangeiros, nos dias de jogo foi recoberta de resíduos após as partidas. Porém, os serviços de limpeza e coleta restabeleceram com agilidade a sua limpeza. Este caso específico de São Paulo é emblemático, pois na cidade já não existem lixões. Todo o rejeito tem sua disposição final em aterros sanitários, como define a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O município aprovou no início de 2014 seu Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que se encontra em execução e tem total aderência à Lei Federal de Saneamento Básico e às políticas nacionais da área; Mudanças do Clima; e Educação Ambiental. Dentre as medidas previstas, destacam-se: construção de aterros sanitários, estações de transbordo e ecopontos; expansão da coleta seletiva e de estações de triagem; e projetos-pilotos de compostagem doméstica.

Avanços tecnológicos disponibilizados pelas empresas concessionárias dos serviços de limpeza e coleta alinham a cidade ao que há de mais moderno. Incluem-se nisso equipamentos como uma estação de transbordo que opera à pressão negativa, garantindo o total tratamento do ar que vai para o entorno, e projetos-pilotos de coleta mecanizada subterrânea e de superfície, com os mesmos equipamentos utilizados em Barcelona, na Espanha. Recentemente, inaugurou-se a primeira Central Mecanizada de Triagem, que traz ao país a mais avançada tecnologia hoje disponível (alemã, francesa e espanhola) para otimizar a reciclagem.

É preciso disseminar esses avanços por todo o Brasil e agilizar a erradicação dos lixões recuperando-se o tempo perdido. Tais providências garantirão um grande avanço na área ambiental e melhoria das condições da vida nos centros urbanos. No tocante aos resíduos sólidos, já vencemos alguns desafios, mas precisamos recuperar o tempo perdido com o descumprimento do que estabelece a Política Nacional de Resíduos sólidos.

*Ariovaldo Caodaglio, cientista social, biólogo, estatístico e pós-graduado em meio ambiente, é presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo.

Publicado em Cidades, Sustentabilidade | Com a tag | Deixe um comentário

Projeto que altera ISS pode gerar R$ 6 bilhões anuais para os municípios

Fonte: Conjuntura Online – Campo Grande / MS

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

A Proposta da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) de atualização do ISS ( Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) foi apresentada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO).

A matéria, que tramita na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) por meio do Projeto de Lei do Senado 168/2014, pode gerar receita extra de pelo menos R$ 6 bilhões por ano as prefeituras. Isso, segundo dados da própria Confederação.

A proposta é uma das reivindicações do movimento municipalista. Ela tem base no artigo 156, inciso III da Constituição Federal, e deve atualizar a lista de atividades em que incide o ISS cobrado pelos Municípios.

O artigo constitucional atribui competência aos municípios e ao Distrito Federal para instituir e cobrar o imposto, desde que os serviços relacionados a ele estejam previstos em lei complementar.

Entre as sugestões, todas as atividades prestadas no domicílio do prestador ficam sujeitas à retenção.

O PL também define a base de cálculo de planos de saúde e arrendamento mercantil, a inclusão de novos serviços na Lei Complementar 116/2003, o fim da tributação diferenciada da sociedade de profissionais e a ampliação das atividades sujeitas à retenção pelo tomador de serviços.

Mudança

Se aprovado o texto, o recolhimento do imposto das atividades das administradoras de cartão de crédito será no local em que está o domiciliado e o tomador de serviços como por exemplo: lojista, restaurante, posto de gasolina.

Segundo estudo da CNM, só essa mudança representa arrecadação média de R$ 2 bilhões anuais aos municípios.
Já no caso de leasing, arrendamento mercantil, a proposta é alterar o local de recolhimento para o tomador de serviço, o que resultaria em ganho médio de R$ 4 bilhões aos cofres municipais.

A medida também se justificaria em razão dos diversos processos judiciais em que se discute qual o local devido de recolhimento da operação O relator da matéria é o senador Humberto Costa (PT-PE).

Relatória

O relator da matéria é o senador Humberto Costa (PT-PE). Para o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, o PL pode trazer uma ajuda aos administradores municipais que enfrentam grave crise financeira, que tem se agravado com o decorrer dos anos.

Uma das alternativas, avalia a CNM, é o aprimoramento da cobrança do imposto, uma vez que o aumento de serviços prestados à população encontra-se em evidência.

Os municipalistas destacam ainda o advento de novas atividades no rol de serviços nos dez anos de vigência da legislação atual, o que justifica as mudanças propostas pela confederação.

Publicado em Cidades | Com a tag | Deixe um comentário

Elevadores: Empresa cria solução para eficiência energética

Fonte: Brasil Alemanha News

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

A ThyssenKrupp Elevadores participa da Greenbuilding Brasil 2014 – Conferência Internacional & Expo com soluções e produtos para a construção sustentável. Em sua 5ª edição, o evento reuniu empresas e profissionais da indústria da construção, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Segundo a empresa, hoje, os edifícios já respondem por 40% do consumo de energia do mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), e a tendência é reduzir este índice, buscando soluções mais eficientes dentro de um padrão de construção sustentável. As novas tecnologias em elevadores podem melhorar a sustentabilidade econômica e ambiental dos edifícios, reduzindo o consumo de energia em edifícios novos; além de ganhos com soluções para a modernização de elevadores antigos.

O sistema regenerativo de energia da ThyssenKrupp Elevadores é um dos produtos que a empresa destacou na Greenbuilding. O sistema é a tecnologia mais aplicada para a redução do consumo de energia em elevadores. Com ele, o prédio recebe parte da energia devolvida pelo motor de tração do elevador em dois momentos: quando sobe com a cabina abaixo da metade da sua capacidade ou quando desce com a capacidade acima de 50%.

Os elevadores da nova torre do One World Trade Center, em Nova York (EUA), são um exemplo de ganho com o sistema regenerativo. A capacidade de gerar energia será suficiente para alimentar todo o sistema de iluminação do edifício com 104 andares e inauguração prevista para 2015.

No Brasil, o Eldorado Business Tower, prédio de escritórios localizado em São Paulo, é referência da eficiência energética dos elevadores com o sistema regenerativo. Medições feitas pela empresa registraram uma economia de 1600 kW por mês com cada elevador, o que equivale a 37% de economia no consumo energético. O sistema já está em operação em outros prédios com elevadores da marca e sua aplicabilidade deve crescer significativamente, principalmente, em projetos comerciais.

A máquina de tração sem engrenagem é outra solução sustentável que estará em exposição. Como não precisa de óleo lubrificante, a gearless contribui com o meio ambiente; além de melhorar o desempenho do motor com impacto na redução do consumo de energia do elevador. Este modelo de máquina é usado em diferentes projetos, inclusive em prédios onde a casa de máquinas já não é necessária. Nestes casos, a máquina é acoplada à própria caixa de corrida do elevador. Fabricado com contrapesos mistos de concreto e sucata de aço, o Synergy – elevador sem casa de máquinas da ThyssenKrupp – reduz o volume de sucata gerado pela empresa e, consequentemente a emissão de CO2.

Outro produto desenvolvido para tornar o ciclo do elevador mais sustentável é a corrediça verde. Peça importante para o funcionamento do elevador, na versão “ecológica”, a corrediça também não utiliza óleo para reduzir o atrito resultante do contato entre a corrediça e as guias, com benefícios para o meio ambiente e a performance dos elevadores.

A área de engenharia da ThyssenKrupp Elevadores desenvolveu também modelos de cabina com lâmpada LED, que reduz o consumo de energia em até 30% em comparação com as lâmpadas fluorescentes. O módulo eletrônico da lâmpada LED é totalmente lead-free, ou seja, seus componentes e o processo produtivo são livres de chumbo, substância altamente tóxica ao ser humano e ao meio ambiente. Também ajuda a reduzir os índices de gases de efeito estufa porque emite 82% menos de CO2 na atmosfera, se comparada com outros tipos de iluminação.

Publicado em Eficiência Energética | Com a tag , | Deixe um comentário

Elipse E3 proporciona maior economia de água e energia no Office Green

Fonte: Envolverde

Acesse aqui a matéria em sua origem.

O empreendimento Pedra Branca Cidade Sustentável é o primeiro projeto da América do Sul selecionado para o Clinton Climate Initiative. O Programa de Desenvolvimento Positivo do Clima foi lançado pelo ex-presidente americano Bill Clinton, fundador da Fundação William J. Clinton, em 19 de maio de 2009, no Encontro dos C40, em Seul, na Coréia do Sul.

O projeto Pedra Branca foi elaborado com o objetivo de apresentar estratégias positivas para o clima, servindo como um forte exemplo econômico e ambiental a ser implementado nas cidades. Vários esforços foram feitos para atingir este propósito, entre eles investimentos em automação predial.

Seguindo este contexto, a integradora Engetel Automação e Segurança instalou o E3, solução de supervisão e controle da Elipse Software, em quatro condomínios da Pedra Branca localizados em Palhoça (SC). Destaque para o Office Green por ter sido o primeiro a obter a pré-certificação LEED no Estado de Santa Catarina.

Utilizado em 143 países, o LEED é um sistema internacional de orientação ambiental para edificações, concebido pelo Green Building Council, que foi criado com o objetivo de incentivar a transformação dos projetos, obras e operações, sempre focado na sustentabilidade.

Solução

O Elipse E3 permite controlar as mais diferentes variáveis e equipamentos relacionados aos sistemas de medição de energia, água, refrigeração, exaustão e alarmes.

Medição do consumo de energia

Através de suas telas, o software permite que os usuários monitorem o consumo de energia elétrica em alguns pontos estratégicos do condomínio, tais como elevadores, exaustores, etc.. O sistema também prevê o controle da iluminação, permitindo acionar um circuito e programar horários para ligar/desligar automaticamente as luzes ou, ainda, via um sensor de luminosidade.

Medição do consumo e níveis de água

O software permite controlar a medição do consumo geral da água potável e de re-uso do prédio.

Em uma de suas telas, é possível acompanhar o nível da água acumulada nos reservatórios e elevatórias. O sistema monitora e gera alertas ao operador em situações de falha, como um problema na bomba ou alagamento, por exemplo.

Sistema de Refrigeração e Exaustão

Os comandos do E3 permitem ligar/desligar as máquinas de ar condicionado das áreas comuns do prédio. Controla também o sistema de exaustão do subsolo e as unidades de tratamento do ar das salas comerciais.

Sistema de Detecção e Alarme contra Incêndios

O software monitora o sistema de alarme contra incêndios, informando os operadores sobre todas as ocorrências e qual o procedimento mais adequado para cada situação, de modo que as ações necessárias possam ser efetuadas o mais breve possível.

Relatórios

O E3 emite relatórios através dos quais é possível analisar o funcionamento dos sistemas de iluminação, alarmes e climatização, assim como a economia gerada com o uso mais eficiente de energia e água.

Benefícios

– Economia na energia gasta com iluminação graças à programação de desligamento automático do sistema, permitindo desligar remotamente as luzes nos períodos em que os ambientes não estão sendo ocupados;

– Economia na energia gasta com ar condicionado devido à programação de desligamento automático do sistema, permitindo bloquear o acionamento de algumas máquinas nas épocas cujas temperaturas estão mais amenas;

– Controle da energia gasta com elevadores, ar condicionados, bombas hidráulicas e iluminação, permitindo que o gestor do condomínio possa monitorar, mensalmente, o consumo e, assim, analisar quais as melhores práticas para reduzí-lo;

– Alerta, via o sistema de alarmes, nos casos de escassez de água por parte da concessionária, permitindo que os condôminos possam, cientes disso, tomar ações preventivas para melhor economizá-la;

– Controle do consumo de água potável, através do qual o gestor do condomínio consegue monitorá-lo, semanalmente, e efetuar ações para reduzí-lo caso seja necessário;

– Monitoramento do uso da água de re-uso, informando o quanto de água potável deixou de ser utilizada em função deste sistema.

Publicado em Eficiência Energética, Sustentabilidade | Com a tag | Deixe um comentário

Facebook apresenta sistema de economia de energia em data centers

Fonte: Canal Tech

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Empresas que lidam com grande volume de dados, como o Facebook, precisam trabalhar também com um alto consumo de eletricidade e uma conta nada agradável no final do mês. De forma a reduzir os custos, ajudar o meio-ambiente e tornar seu funcionamento mais otimizado, a rede social está anunciando o Autoscale, um sistema de divisão de trabalho em seus servidores.

A ideia tem um conceito relativamente simples por trás. O sistema é capaz de balancear suas necessidades de acordo com a infraestrutura disponível, entregando mais ou menos poder computacional e otimizando o funcionamento do data center. Segundo a companhia, a novidade já foi capaz de trazer uma economia “significativa” de energia elétrica.

Falando de forma mais avançada, trata-se de uma mudança também nos algoritmos de distribuição. Antes, o Facebook usava o que é chamado de round-robin, com todos os servidores trabalhando juntos e recebendo o mesmo número de solicitações. Agora, toda a carga é concentrada em um único aparelho, até que ele passe da metade de sua capacidade total. Aí, o trabalho começa a ser entregue ao segundo, e assim por diante.

A diferença se dá na quantidade de watts gastos. Parados, cada um dos servidores consome 60, enquanto a baixo e médio nível eles utilizam, respectivamente, 130 e 150 watts. Mantendo sua infraestrutura funcionando dessa forma pela maior parte do tempo, o resultado é uma utilização menor de energia elétrica e a redução nos gastos.

É aí que o Autoscale entra em ação, sendo capaz de controlar até mesmo o tamanho do pool para processamento de dados, com foco na economia de energia. Na mesma medida, porém, a tecnologia balanceia isso com as necessidades dos usuários, de forma que o Facebook não apresente problemas de performance. Os resultados foram demonstrados em um gráfico publicado pelo site The Next Web e, como é possível perceber, não houve nenhum tipo de mudança significativa no acesso.

A rede social também aponta que essa é apenas mais uma das diversas atitudes tomadas em seus data centers para proteção do meio ambiente. Mais do que isso, a empresa indica se tratar de uma alteração feita completamente a nível de software, ou seja, o Autoscale poderia ser aplicado a qualquer negócio ou organização, com poucos custos, pelo próprio departamento de tecnologia da informação.

É justamente isso que o Facebook espera que aconteça. A companhia quer ver o Autoscale ou, pelo menos, soluções semelhantes a ele se popularizando no mercado, trazendo ganhos tanto para as próprias marcas quanto para o mundo como um todo.

Publicado em Eficiência Energética | Com a tag | Deixe um comentário

Rio de Janeiro é escolhido para sediar o maior fórum do mundo

Fonte: O Povo Online – Fortaleza / CE

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

O Rio de Janeiro vai sediar o maior fórum internacional de arquitetura, o Congresso Mundial da UIA (União Internacional dos Arquitetos), em 2020, segundo informou o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).

As outras cidades no páreo eram Melbourne, na Austrália, e Paris. A escolha aconteceu em Durban, na África do Sul, ontem, durante assembleia da União Internacional dos Arquitetos.

A proposta do Rio é, de acordo com nota do IAB, “discutir a atual realidade urbana, expressa através da diversidade e da multiplicidade de formas de construção das cidades, e promover a reinserção da profissão no meio social”.

Para o IAB, a capital fluminense, com os seus 12 milhões de habitantes, “apresenta um quadro urbano rico e complexo, de desigualdades e de acertos, representativo de cidades do continente americano e do mundo emergente que se urbaniza rapidamente neste século 21”.

Apoio

A candidatura do Rio 2020 teve o apoio do ex-prefeito de Curitiba e ex-presidente da UIA, Jaime Lerner, do governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Outras entidades aderiram à campanha, como a Federação Pan-Americana de Arquitetos, o Cialp (Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa), o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil), a FNA (Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas), a Abap (Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas), a Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), o Rio Conventions & Visitors Bureau e a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo).

Publicado em Congressos | Com a tag | Deixe um comentário

Nova lei de licitações: piorando o que já é péssimo

Fonte: Folha de S. Paulo Online

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Quem tenta realizar ações no setor público que demandam obras e serviços enfrenta hoje uma verdadeira via-crúcis. Um aparato burocrático infernal literalmente trava as iniciativas públicas e o que é pior não impede os desvios e fraudes que supostamente estas regras buscam evitar.

As contratações no setor público são regidas hoje pela famosa lei 8.666, promulgada em 1993 logo após o estouro do escândalo dos “anões do orçamento” (lembram?).

Hoje uma concorrência publica leva no mínimo 90 dias e pode ser contestada através de recursos pelas empresas que não foram escolhidas, a qualquer tempo. Tantas precauções e recursos não impedem que as concorrências sejam previamente combinadas entre os concorrentes que definem preços e distribuem as obras e serviços entre si, muitas vezes em comum acordo com o gestor. Aliás, ai do gestor que tentar “furar” o combinado: provavelmente não vai conseguir contratar nada, já que as empresas entrarão com recursos e mais recursos ao Judiciário, postergando “ad infinitum” a obra ou o serviço.

Sem falar nas dimensões políticas deste processo já de longa data conhecemos as relações entre prestadores de serviços ao setor público e financiamento de campanhas. Mas também outra dimensão -menos comentada- são os interesses políticos em impedir a realização de obras ou de travar processos que não envolvam a continuidade da operação de suas “redes” de prestadores de serviços. Muitas vezes nem mesmo dirigentes dos órgãos de controle destas contratações como os tribunais de contas escapam destes conluios.

Procurando agilizar os processos de contratação pública, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso, estendendo, com algumas alterações, o chamado RDC (Regime Diferenciado de Contratações), adotado para as obras relacionadas a Copa, ao PAC, ao SUS e construção de presídios para todas as obras públicas do país.

Este projeto de lei, além de diminuir prazos e recursos, iniciar pelos menores preços (e não habilitação e proposta técnica), introduz a chamada “contratação integrada”. Por esta modalidade, a obra pode ser contratada sem o projeto, que será feito pela empreiteira depois de vencida a licitação. Uma das emendas à lei propostas por Gleisi Hoffmann incluiu ainda a possibilidade da empreiteira executora da obra também se responsabilizar pela manutenção e/ou operação do objeto executado por cinco anos. Ou seja, o contrato de uma obra pode virar também automaticamente uma parceria público-privada.

Resumo da ópera: As empreiteiras definem os projetos, constroem e fazem a gestão. Pelo menor preço… O setor público só paga a conta!

É mais do que urgente mudar o regime de contratações, mas este caminho está longe de enfrentar as questões que temos que avançar para melhorar a capacidade do Estado brasileiro de organizar o território em que vivemos.

A nova modalidade não impede os desvios e conluios nos processos de contratação, além de fragilizar ainda mais a capacidade do poder público em planejar, elaborar projetos de qualidade e gerenciar as obras.

Publicado em Artigos Diversos | Com a tag | Deixe um comentário

Telefonia Celular: Invenção brasileira faz celular funcionar mesmo sem sinal

Fonte: Engenharia Compartilhada

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Lançado por dois irmãos brasileiros que vivem nos Estados Unidos, o goTenna é um dispositivo capaz de funcionar sem depender do sinal telefônico ou da internet. A ideia de Daniela e Jorge Perdomo surgiu depois dos estragos causados pelo furacão Sandy, em outubro de 2012, que deixou milhões de pessoas incomunicáveis em dez estados dos EUA.
O goTenna conecta-se ao aparelho celular via Bluetooth e é acionado por um aplicativo disponível para Android e IOS. Com ondas de rádio de 151 a 154 MHz, o dispositivo estabelece conexão entre duas pessoas. Por isso, é vendido em pares. O aparelho tem um alcance de 80,4 km e pode ser usado em praias, florestas, ilhas ou em lugares onde o sinal do celular costuma falhar devido ao excesso de pessoas.
Também é possível enviar e receber mensagens gratuitamente e compartilhar a localização em um mapa off-line, seja entre duas pessoas ou um grupo. Todas as informações são criptografadas e com função de autodestruição, o que mantém a comunicação privada.

 

Publicado em Artigos Tecnicos | Com a tag , | 2 Comentários

Os projetos de redução dos gases do efeito estufa devem obedecer as normas técnicas

Fonte: Equipe Target

Acesse aqui o artigo em sua origem.

Atualmente são seis os gases considerados como causadores do efeito estufa: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), clorofluorcarbonetos (CFCs), hidrofluorcarbonetos (HFCs), e hexafluoreto de enxofre (SF6). Segundo os especialistas, o CO2 é o principal culpado pelo aquecimento global, sendo o gás mais emitido (aproximadamente 77%) pelas atividades humanas.

No Brasil, cerca de 75% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento, sendo o principal alvo a ser mitigado pelas políticas públicas. No mundo, as emissões de CO2 provenientes do desmatamento equivalem a 17% do total.

O SF6 é o gás com maior poder de aquecimento global, sendo 23.900 vezes mais ativo no efeito estufa do que o CO2. Este gás é usado na indústria elétrica para aplicações em alta tensão, como em interruptores e disjuntores. Em conjunto, os gases fluoretados são responsáveis por 1,1% das emissões totais de gases do efeito estufa.

No Brasil, já foram algumas normas para disciplinar o assunto. A NBR ISO 14064-1 de 11/2007 – Gases de efeito estufa – Parte 1: Especificação e orientação a organizações para quantificação e elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa especifica princípios e requisitos no âmbito da organização para a quantificação e para a elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). Inclui determinações para o projeto, o desenvolvimento, o gerenciamento, a elaboração de relatórios e a verificação de um inventário de GEE da organização. Se um programa de GEE for aplicável, as exigências desse programa são adicionais às exigências da ABNT NBR ISO 14064. Se um dos requisitos da norma impedir uma organização ou proponente de projeto de GEE de cumprir um requisito de programa de GEE, o requisito do programa de GEE tem prioridade.

A NBR ISO 14064-2 de 11/2007 – Gases de efeito estufa – Parte 2: Especificação e orientação a projetos para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissões ou da melhoria das remoções de gases de efeito estufa especifica princípios e requisitos, e oferece orientação para a elaboração de projetos para quantificação, monitoramento e relato de atividades de redução de emissões ou melhoria da remoção de gases de efeito estufa. Inclui requisitos para o planejamento de um projeto de gases de efeito estufa, identificando e selecionando fontes, sumidouros e reservatórios de gases de efeito estufa relevantes para o projeto e o cenário de referência (linha de base), monitorando, qualificando, documentando e relatando o desempenho de projetos de GEE e administrando a qualidade dos dados. Se um programa de GEE for aplicável, as exigências desse programa são adicionais às exigências da ABNT NBR ISO 14064. Se um dos requisitos da norma impedir uma organização ou proponente de projeto de GEE de cumprir um requisito de programa de GEE, o requisito do programa de GEE tem prioridade.

A NBR ISO 14064-3 de 11/2007 – Gases de efeito estufa – Parte 3: Especificação e orientação para a validação e verificação de declarações relativas a gases de efeito estufa especifica princípios e requisitos e fornece orientação para aqueles que estão conduzindo ou administrando a validação e/ou verificação de declarações de gases de efeito estufa (GEE). Pode ser aplicada na quantificação organizacional ou de projeto de GEE (relatórios de GEE realizados de acordo com a ABNT NBR ISO 14064-1 ou NBR ISO 14064-2). Especifica também requisitos para selecionar validadores/ verificadores de dados, informações, sistemas de informações e controles de GEE. Se um programa de GEE for aplicável, as exigências desse programa são adicionais às exigências da ABNT NBR ISO 14064. Se um dos requisitos da norma impedir uma organização ou proponente de projeto de GEE de cumprir um requisito de programa de GEE, o requisito do programa de GEE tem prioridade.

Já a NBR ISO 14065 de 07/2012 – Gases do efeito estufa – Requisitos para organismos de validação e verificação de gases de efeito estufa para uso em acreditação e outras formas de reconhecimento especifica princípios e requisitos para organismos que realizam validações ou verificações de declarações de gases do efeito estufa (GEE). Ela é neutra a um programa de GEE. Se um programa de GEE for aplicável, os requisitos daquele programa de GEE são adicionais aos requisitos desta norma.

Por fim, a NBR ISO 14066 de 08/2012 – Gases de efeito estufa – Requisitos de competência para equipes de validação e equipes de verificação de gases de efeito estufa especifica os requisitos de competência para as equipes de validação e equipes de verificação. Complementa a implementação da NBR ISO 14065. Não está vinculada a qualquer programa de gases de efeito estufa (GEE) específico. Se um programa de GEE específico for aplicável, requisitos de competência deste programa de GEE são adicionais aos requisitos desta Norma. Os requisitos de competência da direção e pessoal de apoio são especificados na NBR ISO 14065:2012, Seção 6.

Enfim, o setor produtivo terá que buscar as informações de emissões de gases de efeito estufa (GEE) das indústrias nacionais para construção, acompanhamento e avaliação das futuras metas de redução de suas emissões aplicadas aos diversos setores industriais. Apesar da evolução na prática de elaboração e relato voluntário de inventários de emissões de GEE por parte do setor privado brasileiro, não há um banco de inventários de emissão consolidado e disponível para todos os subsetores da indústria nacional, tornando a análise das emissões algo parcial e subjetivo neste momento.

Publicado em Normas Técnicas | Com a tag | Deixe um comentário