Iniciativa global busca melhorar eficiência energética em equipamentos

Fonte: Procel Info

 

 

Estados Unidos – Em setembro, durante a United Nations Climate Summit, em Nova York, foi anunciada uma parceria global, com foco em aumentar a eficiência de equipamentos e aplicações. A parceria público-privada, liderada pelo United Nations Environment Programme (UNEP), CLASP, United Nations Development Programme (UNDP), International Copper Association (ICA) e a Natural Resources Defense Council (NRDC), tem como objetivo acelerar a transição para equipamentos mais eficientes, reduzindo a demanda global de energia, mitigando as mudanças climáticas e melhorando o acesso à energia.

Baseado no modelo “en.lighten”, que visa otimizar o desenvolvimento e a eficiência em países emergentes, além de focar na aceleração da eficiência em ar condicionados, refrigeradores, motores elétricos, transformadores de distribuição e tecnologia de informação.

Em apoio ao projeto, a CLASP analisa o potencial para a economia de energia, adotando medidas mais eficientes na América Latina e no Caribe. Segundo análise da própria CLASP, esta região poderá economizar 137 TWh de eletricidade em 2030, se os 33 países integrantes adotarem medidas para eficiência energética em refrigeradores, ventiladores de teto e ar condicionados.

Para conduzir a análise, o programa CLASP contratou uma ferramenta desenvolvida pelo laboratório Berkeley, que mede esses impactos. Em colaboração com a UNEP, o programa levantou dados sobre preços e eficiência, além do potencial estimado a partir de estudos publicados pela iniciativa SEAD (Super-efficient Equipment and Appliance Deployment, em inglês), do Ministério de Energia Limpas e das atividades para a confecção de leis da Europa, México e Estados Unidos.

Os dados provenientes desses estudos foram apresentados no 6º Seminário de Eficiência Energética do Caribe e da América Latina, demonstrando a importância da economia de energia. Como resultado do seminário, a Nicarágua juntou-se à parceria com objetivo de conseguir acesso à expertise e recursos que possibilitem equipamentos mais eficientes. Além do país, governos de mais 15 países demonstraram interesse na iniciativa.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info.

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Lâmpadas LED são regulamentadas pelo Inmetro

Fonte: PROCEL Info

Inmetro regulamenta tecnologia de LED para lâmpadas e gera efeitos positivos ao setor industrial e comercial

Brasil – O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) publicou, em 25 de agosto de 2014, a Portaria 389, que regulamenta e determina especificações técnicas para todas as lâmpadas de LED vendidas no país.

A portaria dispõe sobre as condições técnicas, como requisitos mínimos de eficiência, vida útil, segurança, índice de cores, produtos cobertos pela regulamentação, entre outros critérios, isto é, os níveis de qualidade para praticamente todas as lâmpadas de LED, independentemente do modelo, formato ou tipo de soquete ou base.

Segundo o engenheiro do Inmetro, Alexandre Paes Leme, responsável pelo setor de Lâmpadas Fluorescentes e Compactas, o LED (Light Emitting Diode, em português Diodo Emissor de Luz) tem despertado o interesse das pessoas na hora de substituir lâmpadas, dados os benefícios oferecidos por esses produtos. Quando comparados a outros tipos de lâmpadas, economizam até 88% de energia elétrica, não aquecem o ambiente, duram até 70 vezes mais do que lâmpadas incandescentes e têm menor custo de manutenção.

Alexandre ressalta que dentre outras vantagens presentes nas lâmpadas LED está a preservação do meio ambiente e a eficiência energética. “Cerca de 98% dos materiais usados na composição das lâmpadas LED são recicláveis e não há metais pesados. As lâmpadas LED usam aproximadamente metade da potência da iluminação fluorescente, cerca de 6 watts de energia contra 14 watts de uma lâmpada fluorescente compacta (LFC).

Para completar a vida útil de em uma lâmpada de LED, é necessário cerca de 340 quilowatts-horas de eletricidade – LFCs com uma vida útil de 60.000 horas (seis lâmpadas) usariam cerca de 840 quilowatts-hora de eletricidade, segundo o site Product Dose, que comparou especificações de diferentes lâmpadas. No que diz respeito à eficiência energética, lâmpadas de LED são cerca de cinco vezes mais eficientes que a iluminação fluorescente, segundo o site MegaVolt, o que representa uma redução de até 70% nos custos de energia”, conclui.

A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação – Abilux está satisfeita com a regulamentação. O Brasil é um mercado de grande potencial neste segmento, o que atrai quem visa o lucro financeiro. O parque de iluminação brasileiro é da ordem de 550 milhões de lâmpadas anuais – entre residenciais, comerciais, industriais e iluminação pública.

“A eficiência energética é, cada vez mais, um tema em debate e uma necessidade para os tempos atuais e futuros, seja por questões ambientais ou econômicas”

São mais de 250 milhões de incandescentes, que migrarão para novas tecnologias. A expectativa da Abilux é que com a Portaria 389 é possível vislumbrar um futuro mais seguro e assertivo para o mercado e os produtos de LED, que só tendem a crescer, com melhor desempenho e menores custos, afirma o consultor de Luz e Energia da Abilux, Isac Roizenblatt.

A expectativa de Abilux já é sentida pelas empresas do segmento. O diretor de uma empresa ligada à indústria de iluminação, Gerson Teixeira, diz que com a portaria, ganha toda a cadeia produtiva: as indústrias concorrem em níveis de igualdade; comerciantes sentem a segurança de oferecer lâmpadas LED adequadas à legislação; e consumidores, têm a certeza de adquirir um produto de qualidade assegurada.

Para o diretor, a portaria foi bastante positiva, pois com o advento do LED a indústria de iluminação está passando por grandes transformações e é fundamental a criação de regras mínimas de segurança e eficiência destes novos equipamentos.

A criação do regulamento técnico da qualidade para lâmpadas de LED, por um lado, protege o consumidor com a garantia de que ele irá adquirir produtos que atendem requisitos mínimos de qualidade. Por outro lado estimula empresas sérias a investirem neste segmento, proporcionando um ambiente favorável para um maior desenvolvimento da indústria local.

Entretanto, os produtos LED ainda possuem alguns desafios a serem superados, como a dependência de componentes importados. “Já existe no Brasil empresas que fabricam luminárias com LED, mas ainda dependemos muito da importação de componentes. Porém a tendência é a mudança desse cenário e o surgimento de fábricas nacionais”, explica Isac Roizenblatt.

O Inmetro informa que após a publicação da portaria definitiva, fabricantes, importadores e o comércio, no entanto, terão diferentes prazos para se adequarem às novas regras, após os quais o Instituto iniciará o controle das importações e a fiscalização no comércio de todo o país. Os fornecedores de produtos não-conformes, após o prazo, estarão sujeito às penalidades previstas na Lei.

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Climatização para edifícios mais sustentáveis

Fonte: Edíficios e Energia

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Portugal – A sustentabilidade na construção e nos sistemas de climatização e a apresentação de casos práticos no âmbito do conforto ambiental, tecnologias para a sustentabilidade e medidas para edifícios mais eficientes e sustentáveis dominaram a 14ª Jornada da Climatização, que tiveram lugar, ontem, na sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

Manuel Pinheiro, do Instituto Superior Técnico, salientou que as condições de conforto nos edifícios são “muito importantes no espaço onde trabalhamos e vivemos”. “Não se pode dizer que um edifício é sustentável ou não é sustentável. É um caminho que se tem de fazer, focando-se em alguns aspectos, pelo que haverá sempre pontos fracos”, destacou o responsável.

Uma vez abordada a questão da sustentabilidade dos edifícios, os NZEB (Nearly Zero Energy Buildings) foram um assunto inevitável. Miguel Cavique, da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, trouxe o caso de um edifício que sofreu intervenção para obtenção de uma edificação de balanço energético zero, demonstrando que os resultados mais interessantes foram conseguidos na ventilação controlada e no controle de velocidade dos ventiloconvetores.

“Os países menos desenvolvidos é que estão construindo. Por isso, temos de transferir a tecnologia e conhecimento europeus para estes países que podem conseguir edifícios NZEB. O nosso desafio de tornar um edifício já construído em NZEB é maior”, explicou Carlos Lisboa, presidente da EFRIARC (Associação Portuguesa dos Engenheiros de Frio Industrial e Ar Condicionado).

Outros exemplos concretos de estratégias e tecnologias de AVAC para a sustentabilidade dos edifícios chegaram da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (FCT –UA), que desenvolveu um estudo, dividido em dois, e um software, que teve por base a aplicação de termofisiologia humana na avaliação de conforto térmico. O objetivo é reduzir o consumo de energia no Campus de Gambelas. Um dos exemplos foi o de um sistema de chão radiante, a ser implementado em uma edificação construída no campus, explicou Eusébio Conceição, da FCT – UA.

A energia geotérmica (circuitos fechados) aplicada a sistemas de climatização, para o qual está em estudo um hotel em Loulé, ou as medidas de eficiência aplicadas no sistema de climatização no edifício da nova sede da Polícia Judiciária, em Lisboa, incluíram-se, ainda, nos casos práticos apresentados nesta 14ª edição das Jornadas da Climatização.

A sessão terminou com a apresentação de um manual da REHVA, traduzido para português, “AVAC em Edifícios de Escritórios Sustentáveis – Uma ponte entre proprietários e engenheiros”.

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Eficiência energética em ascensão no mundo

Fonte: Editora Brasil Energia

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Mundo – O mercado global de eficiência energética investiu recursos que variaram entre US$ 310 bilhões e US$ 360 bilhões em 2012, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), para quem o segmento representa um componente significativo do sistema elétrico mundial. Ela vê espaço para que a faixa mínima investida em 2012 pode ser aplicada anualmente.

A agência prevê crescimento ainda maior para os próximos anos, em função da necessidade do desenvolvimento sustentável no mundo, de acordo com o Relatório sobre o Mercado de Eficiência Energética (EEMR), divulgado pela instituição.

Segundo a AIE, os investimentos em eficiência energética foram maiores do que os aportes em energia renovável ou em geração a gás, óleo e carvão, bem como corresponderam a aproximadamente metade dos investimentos na exploração e produção e petróleo e gás.

A instituição vê um crescimento do mercado e um cenário de expansão e inovação no financiamento, com novos modelos e abordagens de crédito e de negócios.

Além disso, a AIE apontou que em 2011 a economia de energia a partir de ações continuadas de eficiência em 11 países membros da entidade foi equivalente a 1,337 bilhão de toneladas de óleo equivalente.

Outro indicador é a queda de 5% do consumo final de enegia entre 18 países membros da AIE entre 2001 e 2011, sendo a eficiência energética o fator mais importante para a diminuição da demanda.

O setor automotivo tem o maior destaque, com investimento anual da ordem de US$ 80 bilhões em eficiência a partir de 2020 ao poder economizar entre US$ 40 bilhões e US$ 190 bilhões com combustíveis mais eficientes, variando conforme investimentos nos próximos cinco anos. A AIE estima que o desenvolvimento de eficiência em combustíveis representará cerca de 70% do mercado global de veículos leves.

“Atualmente, o aquecimento global tem ligação direta com o consumo de energia. A estimativa é que o desenvolvimento da eficiência energética será responsável por cerca de 40% da redução de gases de efeito estufa”, segundo a diretora executiva do AIE, Maria van der Hoeven.

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GRUPAS divulga a Cerimônia de Posse da Gestão 2015 (13/11/2014)

Reunião GRUPAS – Cerimônia de Posse da Gestão 2015 e mais.
Data: 13 / 11 / 2014
Hora: 08:30 ás 12:00hs (Após a Cerimônia será servido um “Brunch”)

Tema:  Facility, venha saber o que o GRUPAS reserva para Você
em 2015 e celebrar conosco o sucesso de 2014.

Local: SECOVI
Endereço: Rua Dr. Bacelar, 1.043 – Vila Mariana – CEP 04026-002
Estacionamento: (Pago) Rua Luis Góis, 2.100

Palestra: Cerimônia de Posse da Gestão 2015
Após a cerimônia será servido um “Brunch”

Venha participar dessa festa, pois, ela é pra você.

Ah, não se esqueça “A RAZÃO DO GRUPAS É VOCÊ

Wantuir Ribeiro
Presidente

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Trio ganha Nobel de Física por viabilizar uso de LED para iluminação

Fonte: Globo.com

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Suécia – A Academia Real de Ciências da Suécia concedeu nesta terça-feira (7) o Prêmio Nobel de Física a Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura pela invenção de diodos de luz azul, que, em última análise, proporcionaram uma fonte econômica de luz branca. Além do amplo reconhecimento de seus trabalhos, eles receberão 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) para dividir.

Por muitos anos, a indústria teve à sua disposição LEDs de cor vermelha e verde. No entanto, para obter luz LED branca, era necessário ter a componente azul.

Nos anos 1990, os cientistas premiados conseguiram produzir essa luz, possibilitando o uso de LEDs para iluminação, com gasto muito menor de energia que a usada pelas lâmpadas incandescentes.

A iluminação com LEDs é muito mais eficiente que a de lâmpadas tradicionais. Considerando que quase um quarto da energia elétrica usada no mundo é consumida para iluminar ambientes, sua invenção representa uma considerável economia de recursos naturais, também porque as lâmpadas LED usam menos material e são mais duráveis.

Outra vantagem dessa tecnologia é que seu baixo consumo a torna interessante para uso em lugares onde não há acesso à rede elétrica, como regiões muito isoladas ou muito pobres.

“Os laureados desafiaram verdades estabelecidas, trabalharam duro e assumiram riscos consideráveis. Construíram eles mesmos seus equipamentos, e levaram a cabo milhares de experimentos. Na maioria das vezes, eles falharam, mas não se desesperaram – foi arte de laboratório em seu nível mais alto”, afirmou a academia sueca, em comunicado.

Especificamente, o mérito dos pesquisadores foi insistir num determinado material para fazer a luz azul brilhar no LED. Eles elegeram o nitreto de gálio e se esforçaram para criar cristais de qualidade para seu uso em lâmpadas, apesar de muitos outros pesquisadores terem desistido por dificuldades técnicas. Sua decisão foi acertada: entre a década de 1980 e 1990, os vencedores do Nobel publicaram uma série de trabalhos que aperfeiçoaram os processos até a obtenção de um LED azul suficientemente funcional.

Trajetórias

Akasaki e Amano são japoneses. Nakamura é americano. Isamu Akasaki nasceu em 1929 em Chiran no Japão. Fez doutorado na Universidade de Nagoia, onde hoje é professor. Hiroshi Amano nasceu em 1960 em Hamamatsu e é professor na mesma universidade. Shuji Nakamura nasceu em 1954 em Ikata, no Japão, mas tem cidadania americana. Com doutorado na Universidade de Tokushima, ele atualmente é professor na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos EUA.

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Prédio mais alto da América Latina terá até estádio

Fonte: Engenharia Compartilhada

Por: Altair Santos – massa cinzenta

Torre Rampa começa a ser construída em novembro de 2014, em Buenos Aires, e alcançará 335 metros, com 65 mil m³ de concreto

A Argentina vai erguer um novo arranha-céu em Buenos Aires, e o projeto – escolhido pessoalmente pela presidente Cristina Kirchner – é ousado. Propõe ser uma espécie de torre de babel portenha, abrigando diversos serviços e eventos culturais em um único espaço. Por isso, suas estruturas são igualmente ambiciosas. A torre de 335 metros de altura será a maior do continente sul-americano e reunirá, além de segmentos da indústria de entretenimento argentina, um condomínio, um hotel e um estádio próprio para shows, com capacidade de 15 mil lugares.

Projetado pelo escritório MRA + A Alvarez, Bernabó e Sabatini, as obras começam em novembro de 2014 e serão concluídas em cinco anos (2019). A execução estará a cargo da empreiteira argentina Riva S.A. Serão 67 andares, construídos em um terreno de 216 mil m² na Ilha Demarchi, no sul de Buenos Aires. O estádio ocupará 13 mil m². A fachada do prédio será curvilínea, com a base horizontal que se alonga em direção ao céu, e terá as cores branco e azul celeste. “Trata-se de um símbolo da cidade de Buenos Aires”, disse Cristina Kirchner, ao anunciar a obra.

Financiado com recursos públicos, o prédio será erguido em estrutura mista de concreto, aço e vidro. Estima-se que consumirá 65 mil m³ de concreto, a um custo de R$ 700 milhões. Entre as maiores edificações já construídas no continente, ele irá superar a torre Gran Santiago (300 metros), em Santiago do Chile, e a torre Insignia (330 metros), em Monterrey, no México. No entanto, não deve durar muito tempo o reinado da Torre Rampa – como tem sido chamada na Argentina – como o edifício mais alto das Américas do Sul e Central. Outros três projetos em andamento também buscam esse título.

Megatorres

Um deles já está em obras na Colômbia. Trata-se da Megatorre Avenida 19, na cidade de Bogotá, que atingirá 462 metros de altura e terá 95 andares. O complexo promete ficar pronto em 2020. No Brasil, o escritório de arquitetura FarKasVölGyi está à frente do Complexo Andradas, em Belo Horizonte-MG, e que espera alcançar 350 metros. Já na Cidade do Panamá, no Panamá, o Megapolis Nortia Tower, da Pinzon Lozano & Asociados, terá 333,6 metros e 86 andares.

Enquanto o prédio público não desponta na capital argentina como o mais alto do continente, Buenos Aires assiste à evolução da Alvear Tower. O empreendimento será inaugurado até 2016 e terá 235 metros de altura. As obras atingiram a metade em agosto de 2014 e já consumiram 22 mil m³ de concreto. Calcula-se que para chegar aos 56 pavimentos, como prevê o projeto original, serão precisos mais 23 mil m³. Este será o prédio mais alto da Argentina – pelo menos até 2019.

 Entrevistado

MRA + A Alvarez, Bernabó e Sabatini (por email)

Contato: info@mraya.com.ar

Crédito Foto: Divulgação/MRA + A Alvarez, Bernabó e Sabatini

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

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Nível de água em reservatórios brasileiros é o menor desde 2001

Fonte: Agência Brasil

Divulgação: Engenharia Compartilhada

A falta de chuvas dos últimos meses fez com que o volume de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas que operam nas regiões Sudeste e Centro-Oeste atingisse no início desta semana o nível mais baixo desde 2001, ano em que o país foi obrigado a adotar o racionamento de energia. Fontes de abastecimento hídrico das principais usinas geradoras de eletricidade do país, os reservatórios atingiram, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), 20,93% de sua capacidade máxima nessa terça-feira. Na mesma data de outubro de 2001, o volume registrado atingia 21,39% do limite máximo.

Há duas semanas, a ONS divulgou uma projeção apontando que, caso a estimativa de chuvas para os próximos dias se confirme, o nível dos reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste continuará caindo e chegará, em 31 de outubro, a apenas 19,9% da capacidade máxima, o mais baixo percentual registrado desde 2000.

Nas duas regiões, as chuvas dos últimos dias foram insuficientes para alterar esse quadro. Nos reservatórios de Ilha Solteira e de Três Irmãos, no noroeste paulista, os níveis de armazenamento chegaram a zero – o que não significa que o rio tenha secado ou que as usinas tenham deixado de operar, embora o façam com restrições.

A situação é preocupante também na Região Nordeste. Na média, os reservatórios operavam, ontem, com apenas 17,5% de sua capacidade máxima. Abastecida pelas águas do Rio São Francisco, o reservatório da Usina de Sobradinho (BA) armazenava apenas 23,7% de seu limite máximo. Já as usinas de Luiz Gonzaga (BA/PE) e de Três Marias (MG) tinham, respectivamente, 17,7% e 3,5% da capacidade de armazenamento.

Repetidas vezes, autoridades do governo federal afirmaram que não há risco de desabastecimento de energia, pois o Sistema Interligado Nacional é “estruturalmente equilibrado” e “dispõe das condições para garantir o abastecimento nacional”, conforme nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em setembro. Uma das medidas adotadas para compensar a eventual queda de geração das usinas hidrelétricas, complementando-a, é o acionamento das usinas térmicas – mais caras.

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62% do esgoto do País ainda tem como destino a natureza

Fonte: Engenharia Compartilhada

Cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm tratamento de esgoto devido, o que, para especialistas, mostra que as políticas de saneamento pararam no século de 19

 

 

 

 

 

 

 

 

As cem maiores cidades do Brasil despejam cerca de 3 mil piscinas olímpicas de esgoto por dia e, segundo o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, 70% delas não tem 50% do sistema de saneamento instalado e em operação.

As informações foram divulgadas na palestra O Brasil das Águas – Saneamento, Mananciais e Oceanos durante a última edição do evento Diálogos Capitais – Inovação e Sustentabilidade, promovido por CartaCapital nesta terça, 21.

“O saneamento no Brasil parou no século 19”, disse o presidente após citar que 100 milhões de brasileiro ainda não têm esgoto tratado. “Os últimos indicadores, datados de 2012, apontam que 62% do esgoto ainda não encontra rede adequada para ser encaminhado a estações de tratamento.”

A perspectiva, de acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico do Governo Federal, é tornar a rede de esgoto universal em 2033. Carlos mencionou que, historicamente, o Brasil utiliza rios e oceanos como diluidores de esgoto e lamentou o estado praticamente inativo dos comitês de bacias hidrográficas.

O presidente criticou o atraso em São Paulo, que tem metade do estado com rede de esgoto apropriada. A Amazônia não chega a 10%. Rondônia e Pará têm menos de 3%.

Na crista dos dados da Trata Brasil, o professor do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da USP Pedro Jacobi avaliou a gestão de recursos hídricos no Brasil como o resultado de um histórico de degradação ambiental. “Estamos mais focados em trazer água às casas do que em tratá-la como consequência”, argumentou.

Jacobi cobrou transparência dos governos e afirmou que há mal uso do dinheiro público em investimentos para o saneamento. “Os calendários e descontinuidades políticas acabam prejudicando a administração dos recursos hídricos.”

O estudioso afirma que não houve pressão popular suficiente para levar encanamento e tratamento às periferias, uma vez que os loteadores de bairros afastados se preocuparam em vender terrenos, não em trazer serviços. “Nosso histórico político de tutela patrimonialista nos faz ficar solidários e participativos apenas em momentos durante e pós-crise.”

Ricardo Rolim, diretor de relações institucionais, sustentabilidade e comunicação da Ambev, compareceu ao debate e lembrou que a indústria costuma figurar como vilã quando o tema é esgoto e tratamento de água. Defendeu, porém, que as empresas precisam criar um “círculo virtuoso” em toda a cadeia de produção. “De 2002 para cá, reduzimos em 38% o consumo de água da Ambev”, informou.

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Prédios comerciais alavancam construções sustentáveis no Brasil

Fonte: SECOVI

Por: SECOVI

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O aumento de profissionais com experiência em projetar e construir edifícios sustentáveis e o avanço da produção nacional de materiais para viabilizar as obras diminuiu o custo extra da concepção dos prédios e alavancou este segmento da construção civil no Brasil. Hoje, a maioria dos projetos de edifícios corporativos em São Paulo e no Rio de Janeiro são elaborados sobre preceitos sustentáveis, uma vez que os prédios chancelados por selos específicos de sustentabilidade oferecem maior retorno financeiro aos investidores e aos operadores.

O número de edifícios certificados no Brasil deu um salto de 20 para 497 nos últimos cinco anos, como reflexo de uma demanda cada vez maior do mercado. “O movimento de crescimento é irreversível, até porque a demanda das grandes empresas, que é atendida pelas construtoras, avança cada vez mais e isso é o que vai continuar puxando o segmento, principalmente entre as edificações corporativas”, destacou o diretor de Sustentabilidade do Secovi- SP, Hamilton Leite.

Duas certificações contemplam o mercado brasileiro: a americana Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) e a francesa batizada em português de Alta Qualidade Ambiental (Aqua-HQE). Juntos, os selos contemplam os quase 500 edifícios chancelados.

De acordo com o consultor de sustentabilidade Luiz Henrique Ferreira, o selo Leed, que atesta a redução do consumo de energia e água em cerca de 30%, se tornou padrão entre as construções corporativas por assegurar maior retorno financeiro aos investidores. “Este certificado, por ser conhecido em todo o mundo, traz segurança para o investidor, pois chancela a concepção de edifícios que oferecem menores custos de operação e maiores taxas de ocupação. A economia de despesas com água e luz reflete na redução do valor do condomínio, o que se traduz em aumento do preço do aluguel e, consequentemente, maior retorno para o investidor”, explicou. A taxa de ocupação de empreendimentos comerciais sustentáveis pode ser até 23% maior em relação aos tradicionais, enquanto o valor da locação é, em média, 8% mais alto, de acordo com informações do Secovi-SP.

Redução no custo de construção

Um dos principais fatores que desencadearam essa evolução foi a redução contínua do custo extra dos projetos sustentáveis. Em 2007, quando uma agência do Banco Real, em São Paulo, recebeu pela primeira vez um selo de sustentabilidade no Brasil, o acréscimo no preço da obra foi de 30%. Esse percentual foi caindo até chegar à média atual de 10,5% para incorporadoras que não têm larga experiência com este tipo de construção, as iniciantes. Já para as incorporadoras experientes, o custo extra soma 5,1%, de acordo com dados publicados no livro “Tornando Nosso Ambiente Construído Mais Sustentável”, de autoria do consultor norte-americano Gregory Kats, traduzido para o português pelo Secovi-SP.

A disseminação de informação sobre a prática foi um dos principais elementos que possibilitaram a redução do custo. À medida que os cases de sucesso eram apresentados ao mercado, muitos profissionais da área se interessaram pelo tema e foram buscar capacitação. “O aumento da oferta de mão de obra especializada reduziu o custo das contratações e, por consequência, os desembolsos extra dos projetos, que ficaram mais viáveis”, pontuou Felipe Faria, diretor da Green Building Council (GBC) Brasil, entidade que regula a distribuição do Leed no Brasil. O selo está presente em 192 edifícios – a maior parte corporativos.

Outro fator determinante para a otimização do custo foi o aumento da produção nacional de materiais com tecnologias sustentáveis – como a tinta sem odor, por exemplo. “Ate 2007 tínhamos que importar quase todas as peças e materiais para viabilizar as obras, destacou o diretor da consultoria Sustentech Desenvolvimento Sustentável, Marcos Casado.

Um dos desafios do mercado para a manutenção do crescimento é incentivar a demanda dos selos também no segmento doméstico, de acordo com Leite, do Secovi. “Até o primeiro trimestre do ano passado, não existia nenhum edifício residencial pronto certificado no país. Essa disparidade entre corporativo e residencial é um dos desafios a serem vencidos para aumentar a expansão do mercado. Assim como as grandes empresas demandam imóveis sustentáveis, os consumidores também devem replicar o comportamento, principalmente os mais jovens, da geração Y, que têm uma carga grande de informação sobre o tema e vão começar a comprar imóveis nos próximos anos”, prevê Leite.

Imóveis residenciais

Enquanto o Leed ganha espaço entre os empreendimentos corporativos, o selo batizado de Alta Qualidade Ambiental (Aqua-HQE), versão adaptada da certificação francesa Démeche HQE, é utilizado largamente para certificar projetos residenciais. Dos 305 edifícios certificados pela Fundação Vanzolini, responsável pela administração do selo no país, 150 são residenciais. Entretanto, a maioria dos projetos ainda está em fase de execução. Ou seja, apenas cinco prédios já estão em operação, sendo testados pelo consumidor final.

“O Aqua é adaptado para o mercado brasileiro e leva em consideração as características culturais e climáticas do país. Isso explica a utilização em prédios residenciais e também em imóveis comerciais de grandes redes de varejo, como a Leroy Merlin, por exemplo”,afirmou o coordenador executivo da certificação Aqua, Manuel Carlos Reis Martins, que destaca o crescente interesse das construtoras em certificar empreendimentos residenciais.

“A Even adotou, em 2012, o convênio de empreendedor Aqua, no qual todos os edifícios habitacionais construídos em São Paulo e no Rio de Janeiro serão certificados. A Odebrech também impulsiona a certificação nos segmentos residencial e não residencial, mas atua por unidade de negócio. Cyrela e Gafisa, em ritmo mais reduzido, também já trabalham com empreendimentos chancelados”, pontuou Martins.

Para o consultor Ferreira, a qualidade das construções melhora gradativamente à medida que as construtoras estão cada vez ganhando mais experiência em viabilizar projetos. “O desafio é mostrar para o consumidor final as vantagens de morar em um imóvel sustentável”, afirmou. A opinião é compartilhada por Casado, da Sustentech. “É preciso disseminar o conceito entre os consumidores. Embora o segmento de construção sustentável cresça em uma taxa média anual de 30% no Brasil, ele não representa 4% da construção civil do país. Ainda há muito espaço para evoluir”, disse.

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