Demanda energética mundial crescerá menos até 2040

Apesar do cenário mundial e das previsões quanto a demanda futura, continuamos sem uma política para o álcool como alternativa…

É realmente incrível a falta de uma política no setor…

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Fonte: Investimentos e Notícias

Divulgação: Procel Info

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Brasil – O mundo consumirá muito mais energia em 2040, embora o crescimento da demanda seja limitado pela alta de preços e pela maior eficiência energética, assegura a Agência Internacional de Energia (AIE), em seu estudo anual publicado nesta quarta-feira.

“A demanda mundial de energia aumentará em 37% até 2040, de acordo com o nosso cenário, embora o crescimento demográfico e econômico vá consumir menos energia do que antes”, alerta a AIE, com sede em Paris, no estudo prospectivo.

Assim, “o crescimento da demanda mundial [de energia] será reduzido, passando de uma taxa superior a 2% ao ano, nas duas últimas décadas, para cerca de 1% anual, a partir de 2025”, indica a AIE.

A organização, que representa os interesses dos países consumidores, atribui essa tendência à alta dos preços e a medidas de eficiência energética, assim como a “uma mudança estrutural da economia mundial favorável ao setor de serviços e a uma indústria mais eficiente”.

A geografia da demanda também será alterada, com o auge dos países emergentes.

O consumo se estancará na maioria dos países europeus, no Japão, na Coreia do Sul e na América do Norte, e aumentará no restante da Ásia (que representará 60% da demanda mundial), na América Latina, no Oriente Médio e na África subsaariana.

No que se refere ao petróleo, em especial, a tendência será similar.

“Por cada barril de petróleo que se deixe de consumir na OCDE, serão consumidos dois novos barris nos países não-membros”, estima a AIE.

“Até 2040, os países asiáticos importarão dois terços dos barris transacionados em nível internacional”, afirma o estudo. E, no início dos anos de 2030, a China passará os Estados Unidos como o maior consumidor mundial de petróleo.

Advertências sobre o clima

Segundo a AIE, o consumo mundial de oléo cru chegará a 104 milhões de barris diários (mbd) em 2040. Essa previsão supera em 14 mbd a demanda de 2013. O aumento do consumo vai ser reduzido pelos preços altos e pelas novas políticas de eficiência energética, que se traduz em veículos que consomem menos combustível.

A outra grande questão é saber se a produção seguirá seu ritmo. Nos últimos meses, os preços baixaram muito, graças a uma oferta abundante que deve muito ao petróleo e ao gás de xisto dos Estados Unidos.

A AIE pede prudência, porém, apontando que o abastecimento dependerá de um reduzido número de países produtores.

“Até os anos 2030, será necessário investir cerca de US$ 900 bilhões anuais para desenvolver os setores petrolífero e de gás, a fim de responder ao incremento da demanda. Mas não está claro se esses investimentos serão feitos a tempo”, alerta o estudo.

Esses investimentos podem ser interrompidos pelo declínio antecipado da produção americana de petróleo, pela complexidade da extração no pré-sal brasileiro, pelas sanções ocidentais à Rússia, ou pela instabilidade no Oriente Médio. As informações são da AFP.

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Matriz energética chinesa deve adicionar 1 mil GW em energia limpa até 2030

Fonte: Brasil Energia

Divulgação: Procel Info

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China – As metas de expandir o consumo total de energia oriunda de fontes que não emitem gases de efeito estufa vão demandar um adicional de até 1 mil GW de novas unidades, para atender a um percentual de 20% até 2030, segundo comunicado da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos.

Os dois principais países emissores de gases de efeito estufa, EUA e China assinaram um acordo sem precedentes que define metas de redução de lançamento. O plano foi assinado pelos presidentes Barack Obama e Xi Jinping em Pequim. O plano prevê ainda um acordo de cooperação e diálogo técnico sobre emissões e energia limpa.

A China anunciou que pretende estabelecer limites as emissões de gases de efeito estufa, que devem ser atingidos até 2030, mas com a intenção de antecipar a meta, além de elevar a participação de fontes renováveis de energia na sua matriz para cerca de 20%, também até 2030.

Para isso, o país asiático terá que implantar entre 800 GW e 1 mil GW de usinas com fontes do tipo “emissão zero”, como nucleares, eólicas e usinas solares, entre outras fontes. O número corresponde a mais que todas as térmicas a carvão naquele país e próximo da atual capacidade total de geração americana.

Metas americanas

Já os Estados Unidos comprometeram-se a atingir, até 2025, metas de reduzir entre 26% e 28% as emissões que foram registradas em 2005.

Cientistas têm alertado para a necessidade de medidas drásticas a fim de combater o aquecimento global. As metas anunciadas hoje antecedem a Conferência do Clima em Paris que, em 2015, deverá aprovar, pela primeira vez, um acordo global ambicioso.

Ainda de acordo com a Casa Branca, entre as novas medidas anunciadas para a redução das emissões americanas está um plano de expansão da energia limpa – que pretende diminuir as emissões de usinas existentes em 30% (a partir dos níveis de 2005). Ao mesmo tempo que deverão entregar de US$ 55 bilhões a US$ 93 milhões em “benefícios líquidos” a partir da melhoria da saúde pública e da redução da poluição.

O programa prevê ainda a implementação de novos padrões de eficiência e emissões na atmosfera de motores de veículos automotores e pesados, até março de 2016.

Além disso, o Departamento de Energia dos EUA definiram o corte em 3 bilhões de toneladas de CO2 até 2030, por meio de novos padrões de eficiência energética, a serem definidos. “Essas medidas também diminuirão a conta de energia elétrica em bilhões de dólares”, destacou a Casa Branca.

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Fachadas Ventiladas ou Respirantes e a sua influência na eficiência energética de uma edificação

A Revista Téchne da PINI publicou ainda em 2009 uma matéria sobre as características e aspectos positivos (vantagens) na implantação de fachadas ventiladas em edificações, assim como sobre sua influência no consumo de ar condicionado e consequentemente, de energia.

Acabei resgatando este assunto por uma outra razão, e achei interessante postá-lo aqui em nosso blog.

Segue o link para acesso da matéria diretamente no site da Téchne.

Fachadas Respirantes

Fonte: Téchne – PINI

Por: Eride Moura

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Extinção da lâmpada incandescente é fenômeno mundial

Fonte: Dino.com

Divulgação: Procel

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Brasil – O fim das lâmpadas incandescentes não é uma opção isolada brasileira. “Trata-se de uma escolha mundial para reduzir o consumo de energia elétrica, a geração de calor e emissão do CO2 que ocasiona o efeito estufa, e o excesso de descarte que contamina o meio ambiente”, explica Gilberto Grosso, CEO da Avant, empresa brasileira que há 16 anos é uma das líderes na oferta de soluções em iluminação.

O Brasil optou por eliminar a fabricação e comercialização das lâmpadas incandescentes de forma gradual, assim como aconteceu com os países europeus. “Na Europa a ação de eliminação quase que total da incandescente levou três anos e encerrou-se em 2012, e em outros países a escolha foi banir essa lâmpada de uma única vez, começando por Cuba em 2005. Os Estados Unidos proibiram a fabricação no começo de 2014, precedido pela Argentina em 2011 e Austrália em 2010, entre outros”, afirma Grosso.

Em um lar brasileiro a iluminação representa ao redor de 15% de todo o gasto com energia, segundo estudo de 2007 da Eletrobras. Todavia, esse percentual deve estar mais baixo nos dias de hoje com a diminuição do uso das incandescentes e o crescimento das vendas das econômicas compactas fluorescentes e LED que duram, respectivamente, 6 e 25 vezes mais e consomem muito menos energia elétrica.

Estima-se que o mercado de incandescentes em 2013 tenha sido próximo a 250 milhões de unidades. Com o fim da fabricação dessa tecnologia de lâmpada em 2016 e fim da comercialização geral em 2017, a migração irá para as compactas fluorescentes, conhecidas como econômicas, e para os modelos de LED.

“Não há fontes concretas sobre o tamanho do mercado brasileiro de lâmpadas, apenas estudos de associações ou fabricantes que estimam as vendas anuais. Assim, acredita-se que as lâmpadas compactas representam hoje 200 milhões, seguidas pelas fluorescentes tubulares com 85 milhões, 20 milhões de halógenas e quatro milhões de LEDs”, finaliza Grosso.

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Uma nova Norma voltada ao “bem estar e saúde dos ocupantes em uma edificação” encontra-se em fase final de elaboração nos EUA

Recentemente, durante uma conferência realizada em New Orleans (EUA) para aproximadamente 450 participantes, foi divulgado o atual status da norma “Well being Standard”, cujo foco e objetivo se atem à assegurar a saúde e o bem estar para os ocupantes em uma edificação.

Elaborada de forma muito similar ao LEED, a nova norma foi dividida em 7 categorias e também premiará projetos existentes e novos através de uma pontuação mínima, possibilitando a sua classificação nos níveis Prata, Ouro e Platinum.

Veja a seguir o artigo extraído diretamente do ARCHITECT MAGAZINE / Click here to read the article directly from Architect Magazine’s website.

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Source: Architect Magazine

By: Hallie Busta

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The Well Building Standard Wants to Green Your Occupants

This third-party credential focuses on human health and wellness.

U.S. Green Building Council CEO Rick Fedrizzi (center) speaks to attendees during a keynote panel at the International Well Building Institute's conference in New Orleans last week. From left to right: Paul Scialla, founder and CEO of Delos and the International Well Building Institute; Drew Brees, New Orleans Saints' quarterback; Fedrizzi; Dr. Michael Roizen, chief wellness officer at the Cleveland Clinic; and Laura Turner Seydel, chairperson at the Captain Planet Foundation.

U.S. Green Building Council CEO Rick Fedrizzi (center) speaks to attendees during a keynote panel at the International Well Building Institute’s conference in New Orleans last week. From left to right: Paul Scialla, founder and CEO of Delos and the International Well Building Institute; Drew Brees, New Orleans Saints’ quarterback; Fedrizzi; Dr. Michael Roizen, chief wellness officer at the Cleveland Clinic; and Laura Turner Seydel, chairperson at the Captain Planet Foundation.

Talk about green building—and the third-party standards and certifications associated with it—typically centers on the project site, envelope, systems, and interior finishes. Less a part of those conversations, on paper at least, is occupant wellness. A new standard aims to change that.

The Well Building Standard is a project of the International Well Building Institute (IWBI), which itself is the brainchild of eco-branded real estate developer Delos and is organized as a for-profit social enterprise. The performance-based standard was released to the public on Oct. 20 during the institute’s inaugural conference in New Orleans. Its goal is to facilitate human health through seven thematic categories—air, comfort, fitness, light, mind, nourishment, and water—with requirements meant to align with those of LEED. Like LEED, the Well Building Standard will be administered by the Green Building Certification Institute (GBCI).

“Sustainability and health and wellness go hand-in-hand,” says Michelle Moore, senior vice president at the IWBI. “It was very important to us to be collaborative and complementary and build on that [LEED] platform as opposed to creating redundancy or … additional paperwork, additional time—things that wouldn’t be value-added.”

The standard, which is intended for new and existing commercial, institutional, and multifamily projects and tenant spaces, was formally reviewed by a group of physicians, researchers, and practitioners in an effort to qualify its wellness claims and proposed architectural solutions. It is also overseen by an advisory council that includes Jason McLennan, CEO of the International Living Future Institute (ILFI), Mahesh Ramanujam, chief operating officer of the U.S. Green Building Council (USGBC) and president of GBCI, and Whitney Austin Gray, health research and innovation director at Cannon Design. It even got the nod from former president Bill Clinton as part of the 2012 Clinton Global Initiative.

“This is the start of a powerful new movement,” McLennan said in his opening remarks to the more than 450 Well conference attendees last week. “The question for today is: How can buildings support our living systems at the deepest level possible?” USGBC CEO Rick Fedrizzi also addressed the audience, calling the new certification “a standard that seemed to make a lot of sense.”

Well is now finishing a two-year pilot on several projects, which total more than 7.7 million square feet of space and include the William Jefferson Clinton Children’s Center in Port-au-Prince, Haiti, CBRE’s global headquarters in Los Angeles, and the Phipps Center for Sustainable Landscapes in Pittsburgh. Well-certified projects are scored based on their ability to meet the full set of conditions prescribed for each of the seven impact categories with the opportunity to improve their scores by fulfilling additional optimizations. The Silver, Gold, and Platinum designations are renewable on a three-year basis and, as with LEED, are marked with a plaque.

This grid of preconditions and optimizations is included as a sample in version 1.0 of the Well Building Standard and represents an office building that meets the certification standards for the new construction typology.

This grid of preconditions and optimizations is included as a sample in version 1.0 of the Well Building Standard and represents an office building that meets the certification standards for the new construction typology.

Credit: The Well Building Standard Version 1.0

 

The list of more than 100 conditions and optimizations across the seven categories include: air filtration and filtration maintenance; asbestos abatement; limits on the amount of certain inorganic contaminants present in drinking water; a ban on the on-site sale or distribution of foods containing partially hydrogenated oil; a balance of ambient illumination and tasklighting, when necessary, at workstations; workplace incentives that promote physical activity; adjustable workstation desk and seat heights; and the availability of health and wellness literature throughout the building.

The IWBI also plans to launch a Well Accredited Professional (AP) credential next spring. “[W]e want to make sure the Well AP program is working in alignment with other professional credentialing programs in the industry,” Moore says. “We don’t want to duplicate. We want to add value, add knowledge.” The institute also plans to publish supplemental, research-based texts, called Wellographies, for each of the standard’s impact categories beginning early next year. Additionally, as a for-profit social enterprise, or B-corp, the IWBI will reinvest 51 percent of the net-profits from Well into the built environment.

Health and wellness, Moore says, are “a very powerful expansion of the ideas that the building industry can carry.” But at a cost of $100 per occupant for implementation in a commercial office building, as Moore estimates, it’s difficult to determine at this early stage whether Well will catch on given that current standards like LEED and Green Globes come with their own costs. Additionally, while the standard applies to multifamily and tenant spaces, designers and building managers can’t guarantee that occupants won’t eventually bring in toxic materials or that occupants will maintain healthy living practices.

Moore likens Well to a new technology. “You have early adopters … who oftentimes pay a premium related to the learning curve,” she says. “They help to forge the marketplace for everybody else. You have a cost curve that tends to be a little bit higher in the beginning and then drops rapidly over time as you get greater adoption and greater proliferation of knowledge.”

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CTBUH nomeia One Central Park ” O melhor arranha céu no mundo” em 2014

O Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (CTBUH) apresentou neste último 06 de novembro, em cerimônia e jantar realizados em Chicago, os projetos de edifícios altos vencedores, considerando as quatro regiões definidas como Américas, Meio Leste e África, Europa e Ásia & Austrália.

Vejam a reportagem extraída do próprio site da CTBUH.

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Fonte: CTBUH – Council on Tall Buildings and Urban Habitat

Acesse aqui a reportagem em sua fonte / Click here to read the article directly from CTBUH’s website.

CTBUH Names One Central Park
“Best Tall Building Worldwide” for 2014

Awards Ceremony Also Honors Douglas Durst and Peter Irwin for Lifetime’s Work
One Central Park, Winner of the Best Tall 

The Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) awarded One Central Park, Sydney, Australia, the title of “Best Tall Building Worldwide” at the 13th Annual CTBUH Awards Ceremony and Dinner. As part of a nearly year-long juried selection process across 88 entries, the Awards Jury first selected a Best Tall Building in four regions: the Americas, Middle East and Africa, Europe and Asia & Australasia. Senior representatives of each of these four winners then gave a presentation at the CTBUH Awards Symposium Nov. 6 at the Illinois Institute of Technology, Chicago, with the Jury convening immediately afterwards. The winner was announced at the Awards Dinner following the Symposium.

“Every member of the team challenged us to deliver something that was out of the box,” said Michael Goldrick, Project Management Director, Frasers Property, who had presented on the project earlier.  “The Ateliers Jean Nouvel team put together challenges we never really envisioned. It really drove us to deliver what I think for Sydney and Australia is a really iconic building.”

“Seeing this project for the first time stopped me dead,” said juror Antony Wood, Executive Director, CTBUH. “There have been major advances in the incorporation of greenery in high-rise buildings over the past few years – but nothing on the scale of this building has been attempted or achieved. One Central Park strongly points the way forward, not only for an essential naturalization of our built environment, but for a new aesthetic for our cities – an aesthetic entirely appropriate to the environmental challenges of our age.”

IIT Dean of Architecture Wiel Arets (left) presents the team from One Central Park with the Best Tall Building Worldwide trophy. From left to right: Wiel Arets, Illinois Institute of Technology; Bertram Beissel, Ateliers Jean Nouvel; Michael Goldrick, Frasers Property; Toru Abe, Sekisui House Australia Pty Ltd; and Robert Bird, Robert Bird Group
 

“This project was about the visibility of sustainable design,” said Bertram Beissel, Partner, Ateliers Jean Nouvel, during the winning project presentation. “If we do all these sustainable things and no one can see them, do they really exist? The choices we make for a sustainable future cannot be made in the future. They must be made today.”

The audience vote, taken separately, submitted via text message, and kept from the jury’s view until after their verdict had been announced, was also for One Central Park.

Veja a matéria completa no site da CTBUH / Read de complete article directly from CTBUH’s website.

 
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Alemanha vai apoiar reabilitação energética

Além de já liderar o ranking entre os países que mais atuam em prol da eficiência energética, a Alemanha continua à demonstrar a sua força e comprometimento com as suas metas.

Já no Brasil, falta-nos metas, apoios, incentivos e até mesmo fiscalização… ainda que estejamos situados no grupo “G4” entre os países com o maior número de projetos de certificação LEED no mundo.

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Fonte: Edifícios e Energia

Divulgação: Procel

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Alemanha – Um novo plano de ação para a eficiência energética para os edifícios deverá ser aprovado pelo governo alemão, em dezembro. A informação veiculada pelo portal Euractiv adianta que Berlim quer dar mais apoios ao investimento na reabilitação de edificações.

Entre as medidas do documento, espera-se uma maior participação de investimento público para o setor, feito através do banco de desenvolvimento KfW. Desta forma, o governo alemão quer incentivar também os investimentos do setor privado na reabilitação energética dos edifícios.

Além do financiamento, o plano inicial incluía a possibilidade de uma dedução das despesas de investimento em 10%, ao longo de dez anos, mas essa medida foi eliminada após negociações com o parlamento. Entretanto, a indústria alemã pede incentivos fiscais para investidores eficientes.

O plano surge como forma de alavancar o setor e cumprir as orientações comunitárias em termos de eficiência energética. Para cumprir as metas de 2030, acordadas pelos 28 Estados-Membros, a Alemanha deveria reabilitar energeticamente 2% das infraestruturas nacionais das edificações. No entanto, a quota atual está entre os 0,9% e 1,3%, segundo a agência de energia alemã, citada pelo Euractiv.

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Brasil ainda gasta pouco com infraestrutura, e qualidade cai

Fonte: Folha de São Paulo Online

Divulgação: SINAENCO

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O desempenho do Brasil na área de infraestrutura nos últimos anos foi pífio em comparação ao de países emergentes e desenvolvidos.

Dados levantados pelos economistas João Manoel Pinho de Mello, do Insper, e Vinícius Carrasco, da PUC-Rio, mostram que a qualidade da infraestrutura piorou em vários aspectos em anos recentes e que o volume de investimento ainda é baixo sob a perspectiva internacional.

Estatísticas do relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial indicam que a qualidade geral da infraestrutura brasileira teve recuo de 2,1% entre 2010 e 2014.

A pequena queda recente seguiu um período de alta a partir de meados da década passada, mas contrasta com o processo de melhoria contínua de outros países.

Para a média dos países emergentes acompanhados pelo Fórum, a qualidade geral da infraestrutura aumentou 10,2% entre 2010 e 2014, embora já partisse de um patamar acima do brasileiro. Tendências semelhantes aparecem em setores específicos (veja gráficos nesta página).

A percepção negativa em relação à situação da infraestrutura no país pode indicar que o aumento dos investimentos nos últimos anos não tem sido capaz nem de recuperar o desgaste sofrido pelas estruturas já existentes, como estradas e ferrovias.

“A piora na qualidade sugere que os investimentos não estão nem compensando a depreciação, o que é preocupante, já que precisamos ir muito além disso”, diz Mello.

Estimativa dos economistas Cláudio Frischtak e Katharina Davies indica que os investimentos do Brasil em infraestrutura atingiram o equivalente a 2,45% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2013.
Segundo os especialistas, o valor é, de fato, menor do que o mínimo necessário para compensar a depreciação, que seria de 3% do PIB.

COMPARAÇÃO

Apesar de ter aumentado nos últimos anos, os dispêndios com infraestrutura no Brasil são muito inferiores ainda ao de outros países, inclusive da América Latina.

No Peru, por exemplo, os investimentos em infraestrutura representavam cerca de 1,5% do PIB entre o início e meados da década passada. Entre 2008 e 2011, atingiram pouco mais de 4% do PIB, segundo dados levantados por Frischtak e Davies.

O Chile, embora já tivesse patamar mais elevado de gastos no setor, conseguiu aumentar mais seus investimentos de cerca de 4,5% para aproximadamente 5% do PIB no mesmo período.

Até mesmo as nações desenvolvidas -que possuem um estoque grande de infraestrutura construída em comparação a países emergentes- gastam mais do que o Brasil de forma geral.

Os dados analisados por Mello e Carrasco mostram que, até 2011, os países da OCDE (grupo que reúne principalmente países ricos) investiam mais do que o Brasil em áreas como rodovias, aeroportos e ferrovias.
“Os países da OCDE não precisam de investimentos altos pois já têm infraestrutura pronta. Nós deveríamos estar gastando muito mais do que eles”, afirma Mello.

CAUSAS

Para Carrasco, o nível ainda baixo de investimentos em infraestrutura no Brasil tem duas causas principais.

A primeira foi o grande foco no estímulo à demanda por bens e serviços em detrimento de incentivos ao aumento da oferta quando o país foi beneficiado pelo contexto internacional favorável antes da crise de 2008.

“Consumimos todo o maná externo que recebemos, em vez de aproveitar para também melhorar a infraestrutura que ficou sobrecarregada”, afirma o economista.

Outro problema, segundo Carrasco, foi a percepção de aumento do risco regulatório e institucional em anos recentes, com mudanças constantes de regras e interferência excessiva do governo.

“O governo relutou em deixar o investidor cobrar o retorno compatível com o risco que assumiria. Isso afastou investimentos privados”, diz.

Mais recentemente, o governo conseguiu aprimorar alguns modelos de concessões ao setor privado na área de rodovias, por exemplo.

Mas, na opinião de especialistas, há muitas barreiras ainda para que os investimentos ganhem a escala necessária. Para que o país tenha um crescimento sustentado de 4% ao ano, os gastos com infraestrutura deveriam atingir 4,5% do PIB.

Frischtak aponta como dificuldade a piora nas contas do setor público, que precisarão passar por um ajuste, limitando ainda mais o espaço para investimentos. Isso poderá abrir a porta para investimentos privados em maior escala, criando oportunidades de negócios.

Para tanto, porém, afirmam especialistas, são necessárias medidas para aumentar a confiança dos empresários no governo e para aprimorar os modelos de leilões.

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Empresa combina eficiência energética com iniciativa social

Fonte: Fernanda Viviani para o PROCEL Info

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Rio de Janeiro – Sistemas fotovoltaicos atuam no âmbito da eficiência energética e possuem um futuro promissor no Brasil

Fernanda Viviani, para o Procel Info

Rio de Janeiro – Um relatório publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA) mostrou que até 2050 o Sol será a maior fonte de eletricidade do mundo. Os sistemas fotovoltaicos terão capacidade de gerar até 16% da eletricidade. As placas fotovoltaicas devem ser instaladas em locais com boa incidência solar, o que favorece o Brasil para atuar neste setor. Quando utilizadas, a redução na conta de luz pode ser significativa, dependendo do tamanho do sistema instalado.

Dentro deste contexto, a Insolar é um negócio social dedicado à promoção e democratização do acesso à energia solar no Brasil através da instalação de painéis solares fotovoltaicos (FV) em comunidades de baixa renda e almeja contribuir com o desenvolvimento sustentável da tecnologia no país. Outra empresa que atua no setor é a Solarize, parceira da Insolar e promove capacitação e treinamento de mão-de-obra para o mercado de energia solar no Brasil.

O trabalho da Insolar é feito a partir da seleção das comunidades e beneficiários, estudo de viabilidade até a instalação dos sistemas fotovoltaicos, contando sempre com o engajamento comunitário. Assim, entre os possíveis beneficiários estão escolas, comerciantes, moradores, associações e cooperativas. Os indicadores que serão acompanhados pelo negócio social são energia limpa gerada pelos painéis solares, economia na conta de luz, economia com eficiência energética, grau de satisfação e capacitações de jovens.

Henrique Drumond é sócio da Insolar e administrador de empresas com experiência no mercado de energias alternativas e em negócios sociais. Com interesse em energias alternativas, preocupa-se em gerar valor para a sociedade e se empenha no empreendedorismo. Em entrevista para o Procel Info, destaca os benefícios dos sistemas fotovoltaicos e fala sobre a Insolar dentro do contexto de eficiência energética.

Procel Info – Qual o atual panorama de energia solar no Brasil e quais as perspectivas para o futuro?

Henrique Drumond: É interessante fazer paralelo com a Alemanha que é líder no mercado internacional. O Brasil, que possui território maior que Alemanha e quando comparada a ela possui incidência solar 40 vezes maior. Para fomentar a energia fotovoltaica são necessários novos incentivos como já ocorrem em outros países, além do aspecto tributário.

Procel Info – Qual a relação dos painéis solares fotovoltaicos com a eficiência energética?

A Insolar surgiu com ideia de promover a energia solar
e todos os benefícios relacionados com essa
geração de energia limpa

Henrique Drumond: Atualmente o investimento ainda é bastante significativo e para que seja otimizado é fundamental garantir a otimização correta de equipamentos eficientes. Não faz sentido investir alto com equipamentos que consomem muita energia para garantir o maior beneficio possível.

Procel Info: Como se dá o processo de democratização do acesso à energia solar no Brasil e quais os principais desafios encontrados no setor?

Henrique Drumond: A tecnologia é muito cara, a nossa proposta é utilizar recursos financeiros de diferentes fontes como co-funding, PIE , patrocinadores, entre outros. Uma solução encontrada foi utilizar recursos de diversas fontes para o custo dos beneficiários ser reduzido de tal forma que a economia mensal na sua conta de energia seja suficiente para pagar sua parcela do investimento.

Procel Info: Como surgiu a ideia de fundar a Insolar e quais os seus principais benefícios para a comunidade?

Henrique Drumond: A Insolar surgiu com ideia de promover a energia solar e todos os benefícios relacionados com essa geração de energia limpa. Além de fomentar eficiência energética e a redução da conta de luz, propomos que esta tecnologia seja implementada em parceria com as comunidades, promovendo conscientização ambiental e capacitação de mão de obra para o mercado em ascensão de energias limpas

Procel Info: Sobre os seus sistemas fotovoltaicos, como eles funcionam?

Henrique Drumond: Trata-se de sistemas customizados de micro inversor que oferecem vantagens por serem pequenas instalações que otimizam a geração de energia de cada painel, mesmo que um deles esteja com defeito.

Procel Info: Uma vez instalados nas residências, quem faz o acompanhamento ou de quem é a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos (painel fotovoltaico, inversores e baterias) em caso de mau funcionamento?

Henrique Drumond: A intenção é qualificar mão de obra de forma a gerar renda dentro da comunidade e contribuir para a autonomia dela, permitindo que a própria comunidade possa realizar a manutenção dos equipamentos.

Procel Info: Há preocupação em utilizar painéis com Selo Procel ?

Henrique Drumond: Com certeza. Buscamos em todos os nossos equipamentos os de maior índices de eficiência energética, no caso, aqueles com Selo Procel.

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Grandes centros urbanos do Sudeste poderão ter corte de luz no Verão

Fonte: O Tempo – BH

Divulgação: SINAENCO

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Na última quinta-feira (30), o Operador Nacional do Sistema (ONS) avisou a distribuidores e geradores de energia elétrica que há risco de serem necessários cortes seletivos de energia para garantir funcionamento em horários de pico, entre janeiro e fevereiro. As informações são do jornal “Folha de São Paulo”.

A adoção da medida seria necessária para manter os reservatórios em nível seguro e evitar os apagões durante os horários de maior movimento nos grandes centros urbanos. Para isto, as usinas deixariam de fornecer energia durante a madrugada. Os cortes afetariam as capitais do sudeste e a cidade de Campinas, em São Paulo.

Tal medida só será necessária caso as chuvas não sejam suficientes para abastecer os reservatórios ao nível de 30% em janeiro. Atualmente eles operam em 18,27%. Neste mesmo período no ano passado, eles estavam com 41,62% da capacidade.

O corte de parte do fornecimento de energia durante a madrugada permitiria o aumento do volume de águas nas represas.

O diretor de Planejamento e Programação da Operação do ONS, Francisco José Arteiro de Oliveira, afirmou durante reunião no Programa Mensal de Operação (PMO), que o órgão precisaria operar as usinas hidrelétricas de forma a prepará-las para os horários de pico.

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