A distância até o chamado primeiro mundo…

Aqueles que já tiveram a oportunidade de conhecer algumas das principais capitais do mundo, principalmente de países reconhecidos como “primeiro mundo”,  puderam perceber o quanto alguns itens básicos de infraestrutura urbana operam bem por lá… Falamos de transporte, de acessibilidade urbana, do cumprimento de garantias em um produto defeituoso, em escolas, em saúde, etc…, sem contar a tranquilidade que temos para circular nas ruas, diferente de nossa situação.

Mas não é somente em relação às cidades que me dirijo….

Na realidade, esta distância enorme existe em relação a cultura do próprio povo e em sua maneira de ver algumas atividades e obrigações de seu dia a dia.

Vejam como exemplo os processos de auditoria interna ou externa; enquanto existem preocupações por aqui para arrumar a casa às vésperas das visitas, para que o processo seja bem visto através dos auditores, nos deparamos lá fora com a visão de que processos de auditoria têm por objetivo ajudar na correção, no ajuste e na melhoria de processos.

Isto me remete à um e-mail que recebi há muito tempo, mostrando a visão de nós brasileiros (sem generalizar…) sobre os cuidados em relação a um processo de auditoria…

Auditoria no Brasil

Figura recebida por e-mail – autor desconhecido (trabalhada para a finalidade de um curso de operação e manutenção)

Mas isto não ocorre somente em relação ao processo de auditoria!

Falemos agora de processos de comissionamento e recebimento técnicos de obras e instalações….

Quantas vezes não ouvimos a expressão “obra não se entrega…se abandona…”…

Quantas vezes nos deparamos com obras e instalações onde não se verifica a especificação, a adequada contratação e execução de processos de comissionamento nas diversas áreas de infraestrutura?

Quantas vezes vcs já viram a contratação de uma equipe de comissionamento, de gestão / administração do empreendimento e de gestão da operação e manutenção juntamente com o nascimento do empreendimento, possibilitando assim com que diversas “futuras anomalias” sejam corrigidas no nascedouro, ou seja, na concepção do novo empreendimento…

Quantas vezes já não ouvimos expressões como “o mercado não paga este serviço…” e “o cliente não paga por isto…”

Vejam que trata-se de:

  • Uma necessidade de nos aculturarmos neste sentido
  • Uma importante necessidade de aculturarmos o nosso cliente que muitas vezes não possui uma formação técnica
  • Buscarmos pela execução do melhor, assegurando assim a qualidade

Mas é justamente nesta falta de visão de nossos “players do mercado”, ou melhor, de nossas instaladoras, construtoras, empresas de operação e manutenção, empresas de consultoria e tantas outras, que ainda perseguimos “de longe” os mais países mais avançados…

É como na questão “latente” da corrupção em nosso país…enquanto existirem empresas e profissionais que aceitem tais propostas e condições, ainda alimentaremos a máquina da corrupção.

Da mesma forma, enquanto tivermos fornecedores que aceitem processos inadequados e “inócuos” em relação à garantia da qualidade e enquanto tivermos fornecedores que prefiram simplesmente ganhar as suas concorrências à qualquer custo, sem orientar e ajudar os seus contratantes ou potenciais contratantes, continuaremos nas condições atuais…

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Os problemas são estruturais

Fonte: O Estado de SP

Análise por: Júlio Gomes de Almeida

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Está cada vez mais claro que os impasses da indústria brasileira não são pontuais, mas estruturais e não serão resolvidos com medidas tópicas de política econômica.

Não se pode omitir que por encurtar os mercados consumidores de bens industriais ao redor do mundo, a crise global de 2008 demarcou uma trajetória de ininterrupta contestação da nossa indústria. Isto precipitou a queda das nossas exportações e levou à substituição de parcela expressiva do produto nacional pelo produto importado no mercado interno.

O contexto externo desnudou a nossa ínfima capacidade de concorrer com a produção dos grandes centros industriais e mesmo com a produção de países cuja intensidade e diversificação industrial não se comparam com a brasileira.

Não há uma causa única para o déficit de competitividade. Vem da cumulatividade de impostos que torna a produção local muito cara, de uma grande carência de infraestrutura e de uma moeda por décadas sobrevalorizada, que restringiu investimentos voltados à nova tecnologia e à exportação. A produtividade cresce pouco, enquanto custos evoluem intensamente.

Os últimos dados do IBGE jogam por terra mais uma esperança de recuperação industrial. Após um rápido ensaio de reativação em julho e agosto, nos dois meses seguintes a produção estagnou.

A indústria precisa de mais e não de menos política industrial, mas esta precisa ter alcance maior, incentivando mais a inovação, a exportação e os investimentos que elevarão a produtividade. Precisa também de um câmbio minimamente competitivo e que o nosso alto custo sistêmico comece a encontrar uma solução.

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Engenheiros de Stanford inventam espelho com alta tecnologia que afasta o calor de edifícios

Stanford engineers invent high-tech mirror to beam heat away from buildings into space

From: Stanford News

By: Chris Cesare

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A new ultrathin multilayered material can cool buildings without air conditioning by radiating warmth from inside the buildings into space while also reflecting sunlight to reduce incoming heat.

Stanford engineers have invented a revolutionary coating material that can help cool buildings, even on sunny days, by radiating heat away from the buildings and sending it directly into space.

A team led by electrical engineering Professor Shanhui Fan and research associate Aaswath Raman reported this energy-saving breakthrough in the journal Nature.

The heart of the invention is an ultrathin, multilayered material that deals with light, both invisible and visible, in a new way.

Invisible light in the form of infrared radiation is one of the ways that all objects and living things throw off heat. When we stand in front of a closed oven without touching it, the heat we feel is infrared light. This invisible, heat-bearing light is what the Stanford invention shunts away from buildings and sends into space.

Of course, sunshine also warms buildings. The new material, in addition dealing with infrared light, is also a stunningly efficient mirror that reflects virtually all of the incoming sunlight that strikes it.

The result is what the Stanford team calls photonic radiative cooling – a one-two punch that offloads infrared heat from within a building while also reflecting the sunlight that would otherwise warm it up. The result is cooler buildings that require less air conditioning.

“This is very novel and an extraordinarily simple idea,” said Eli Yablonovitch, a professor of engineering at the University of California, Berkeley, and a pioneer of photonics who directs the Center for Energy Efficient Electronics Science. “As a result of professor Fan’s work, we can now [use radiative cooling], not only at night but counter-intuitively in the daytime as well.”

The researchers say they designed the material to be cost-effective for large-scale deployment on building rooftops. Though still a young technology, they believe it could one day reduce demand for electricity. As much as 15 percent of the energy used in buildings in the United States is spent powering air conditioning systems.

In practice the researchers think the coating might be sprayed on a more solid material to make it suitable for withstanding the elements.

“This team has shown how to passively cool structures by simply radiating heat into the cold darkness of space,” said Nobel Prize-winning physicist Burton Richter, professor emeritus at Stanford and former director of the research facility now called the SLAC National Accelerator Laboratory.

A warming world needs cooling technologies that don’t require power, according to Raman, lead author of the Nature paper. “Across the developing world, photonic radiative cooling makes off-grid cooling a possibility in rural regions, in addition to meeting skyrocketing demand for air conditioning in urban areas,” he said.

Using a window into space

The real breakthrough is how the Stanford material radiates heat away from buildings.

Norbert von der Groebenresearchers Linxiao Zhu, Shanhui Fan, Aaswath RamanDoctoral candidate Linxiao Zhu, Professor Shanhui Fan and research associate Aaswath Raman are members of the team that invented the breakthrough energy-saving material.

As science students know, heat can be transferred in three ways: conduction, convection and radiation. Conduction transfers heat by touch. That’s why you don’t touch an oven pan without wearing a mitt. Convection transfers heat by movement of fluids or air. It’s the warm rush of air when the oven is opened. Radiation transfers heat in the form of infrared light that emanates outward from objects, sight unseen.

The first part of the coating’s one-two punch radiates heat-bearing infrared light directly into space. The ultrathin coating was carefully constructed to send this infrared light away from buildings at the precise frequency that allows it to pass through the atmosphere without warming the air, a key feature given the dangers of global warming.

“Think about it like having a window into space,” said Fan.

Aiming the mirror

But transmitting heat into space is not enough on its own.

This multilayered coating also acts as a highly efficient mirror, preventing 97 percent of sunlight from striking the building and heating it up.

“We’ve created something that’s a radiator that also happens to be an excellent mirror,” said Raman.

Together, the radiation and reflection make the photonic radiative cooler nearly 9 degrees Fahrenheit cooler than the surrounding air during the day.

The multilayered material is just 1.8 microns thick, thinner than the thinnest aluminum foil.

It is made of seven layers of silicon dioxide and hafnium oxide on top of a thin layer of silver. These layers are not a uniform thickness, but are instead engineered to create a new material. Its internal structure is tuned to radiate infrared rays at a frequency that lets them pass into space without warming the air near the building.

“This photonic approach gives us the ability to finely tune both solar reflection and infrared thermal radiation,” said Linxiao Zhu, doctoral candidate in applied physics and a co-author of the paper.

“I am personally very excited about their results,” said Marin Soljacic, a physics professor at the Massachusetts Institute of Technology. “This is a great example of the power of nanophotonics.”

From prototype to building panel

Making photonic radiative cooling practical requires solving at least two technical problems.

The first is how to conduct the heat inside the building to this exterior coating. Once it gets there, the coating can direct the heat into space, but engineers must first figure out how to efficiently deliver the building heat to the coating.

The second problem is production. Right now the Stanford team’s prototype is the size of a personal pizza. Cooling buildings will require large panels. The researchers say there exist large-area fabrication facilities that can make their panels at the scales needed.

The cosmic fridge

More broadly, the team sees this project as a first step toward using the cold of space as a resource. In the same way that sunlight provides a renewable source of solar energy, the cold universe supplies a nearly unlimited expanse to dump heat.

“Every object that produces heat has to dump that heat into a heat sink,” Fan said. “What we’ve done is to create a way that should allow us to use the coldness of the universe as a heat sink during the day.”

In addition to Fan, Raman and Zhu, this paper has two additional co-authors: Marc Abou Anoma, a master’s student in mechanical engineering who has graduated; and Eden Rephaeli, a doctoral student in applied physics who has graduated.

Media Contact

Tom Abate, Stanford Engineering: (650) 736-2245, tabate@stanford.edu

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High Line Park ensina outras cidades como abraçar seu passado industrial

Fonte: O Globo

Divulgação: SINAENCO

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Uma das escadas de acesso ao High Line Park, em Nova York – Gustavo Alves / Gustavo Alves/Agência O Globo

NEW YORK Julian Hunt foi visitar o High Line Park, um parque suspenso no West Side, em Nova York, antes mesmo de ele ser aberto. O arquiteto de Washington fez a viagem como parte de um trabalho meticuloso. Durante a maior parte de uma década, ele vem tentando converter uma série de túneis de concreto abandonados sob a Dupont Circle, onde antes passavam bondes, em uma mistura de galerias de arte, cafés e espaços para apresentações.

Logo no início da jornada, Hunt visitou o High Line, construído sobre uma plataforma ferroviária desativada, perto do Rio Hudson, com vários espaços de lazer, exposições de arte, um jardim e o motor do que é hoje um dos bairros que mais cresce em Manhattan.

Este foi o melhor exemplo americano que pudemos achar de reprogramação de uma infraestrutura industrial. E teve um impacto muito visível em Manhattan.

Ele está longe de ser o único a fazer uma peregrinação ao High Line Park. Como Washington vem tentanto acabar com seu próprio passado industrial, empresários locais e arquitetos vêm fazendo o mesmo caminho. Alguns projetos são de natureza comercial, outros públicos, alguns as duas coisas. No ano passado, Robin-Eve Jasper, presidente do NoMa Business Improvement District, em Washington, visitou o local e outros parques de Nova York que seguem a mesma linha.

É realmente um bom exemplo de como as pessoas usam o espaço público como seu escritório, sua sala de estar disse, sobre o High Line Park. Eles querem aproveitar os espaços públicos com uma xícara de café ou um copo de vinho.

Quando o primeiro trecho foi inaugurado, em 2009, já não havia trem nos trilhos há quase 30 anos. Outras partes tinham sido demolidas e as que permaneceram de pé foram cercadas da vizinhança, que em grande parte consistia em armazéns de abastecimento e centros comerciais de estética. Em 1999, dois moradores da região formaram uma organização sem fins lucrativos que começou a planejar a reutilização da linha, e acabou convencendo o governo a adquirí-la e contratar arquitetos para repensar o espaço.

Os designers sempre dizem que é o único lugar em Nova York onde você faz nada brincou Peter Mullan, vice-presidente executivo da ONG.

Hoje, a ONG Friends of High Line conta com 70 funcionários, que incluem horticultores e curadores de arte, e um orçamento anual de US$ 8 milhões. O terceiro trecho do parque foi concluído em setembro, deixando o projeto quase completo. Grande parte evoca a história da linha de trem, com trilhos ao longo do caminho e longos trechos outrora precários que permanecem do jeito que estavam quando o espaço foi abandonado e fechado ao público.

Embora o grupo tenha lutado durante anos para conseguir investimento e aprovações para finalizar a obra, agora veem um boom de construções no bairro. Condomínios multimilionários são anunciados e um prédio de escritórios, que será a sede da Time Warner, está sendo finalizado nas proximidades.

Mullan contou que o parque é tão popular entre os visitantes que ele precisa se certificar constantemente de que o local continua a ser frequentado por moradores embora isso às vezes tenha o efeito contrário, de torná-lo ainda mais popular para os turistas.

Acho que essa é a sua singularidade. É uma maneira de ver Nova York. É uma maneira de saber como é viver em Nova York.

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Mudanças climáticas: captar água da chuva pode ser uma solução

Fonte: Equipe TARGET

Por: Maurício Ferraz de Paiva

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Aproximadamente 35% da população mundial não têm acesso à água tratada e 43% da população mundial não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, constata-se que mais de dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água. Numa economia mundial cada vez mais integrada, a escassez de água cruza fronteiras, podendo ser citado com exemplo o comércio internacional de grãos, onde são necessárias 1.000 toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, sendo a importação de grãos a maneira mais eficiente para os países com déficit hídrico importarem água.

Dessa forma, a reutilização de água pode ser direta ou indireta, decorrente de ações planejadas ou não. O reuso indireto não planejado ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada. Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, está sujeita às ações naturais do ciclo hidrológico (diluição, autodepuração, etc.).

A água armazenada na caixa pode sofrer contaminação de duas maneiras: ficar muito tempo armazenada sem cloração; e a que entra no reservatório já com contaminação, proveniente da sua passagem pelo telhado da casa. É fato que o telhado recebe vários tipos de depósitos trazidos pelo vento, como folhas, papel, lixo, etc., além da poeira. É também o lugar de passagem de animais como ratos, pássaros e insetos.

Assim sendo, para se conservar a água de boa qualidade, deve-se realizar uma limpeza, pelo menos, uma vez por ano dentro da caixa, nas tubulações ou bicas de condução, além de manter o balde sempre limpo e longe de chão. Uma inspeção interna e externa na caixa é sempre bom para verificar da existência de trincas ou rachaduras evitando a perda de água ou a infiltração de impurezas.

Para evitar a contaminação que vem do telhado é aconselhado evitar a entrada das primeiras águas escoadas do telhado na caixa, desviando a (s) bica (s) ou tubos de condução para fora do orifício de entrada do reservatório. O tempo de lavagem do telhado vai depender da intensidade da chuva; pode ser de 1 hora no caso de chuva forte, ou até um ou dois dias no caso de uma chuva fina e constante.

O tanque de decantação permite a separação daquelas impurezas residuais que tenham ficado no telhado mesmo depois da pré-lavagem, da água de entrada. Pode ser construído dentro do próprio reservatório ou fora deste, em volume ou capacidade de 50 a 200 litros, onde a água ficará certo tempo, durante a qual os resíduos vegetais mais grossos poderão ser depositados. Esta caixa deverá ser limpa regularmente. Funciona bem, sobretudo quando as chuvas não são muito fortes, caso contrário, uma vazão alta na chegada da água dificultara a decantação.

A NBR 15527 – Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos fornece os requisitos para o aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis, porém não se aplica a usos não potáveis em que as águas de chuva podem ser utilizadas após tratamento adequado como, por exemplo, descargas em bacias sanitárias, irrigação de gramados e plantas ornamentais, lavagem de veículos, limpeza de calçadas e ruas, limpeza de pátios, espelhos d’água e usos industriais. A concepção do projeto do sistema de coleta de água de chuva deve atender as NBR 5626 e NBR 10844. No caso da NBR 10844, não deve ser utilizada caixa de areia e sim caixa de inspeção. No estudo devem constar o alcance do projeto, a população vai utilizar a água de chuva e a determinação da demanda a ser definida pelo projetista do sistema.

Somam-se a isso que no projeto deve ser incluídos estudos das séries históricas e sintéticas das precipitações da região onde ele estará localizado e as calhas e condutores horizontais e verticais devem atender a NBR 10844, devendo ser observados o período de retorno escolhido, a vazão de projeto e a intensidade pluviométrica. Devem ser instalados dispositivos para remoção de detritos, que podem ser, por exemplo, grades e telas que atendam a NBR 1221 3. Também pode ser instalado no sistema de aproveitamento de água de chuva um dispositivo para o descarte da água de escoamento inicial, sendo recomendado que tal dispositivo seja automático. Por fim, devem ser considerados no projeto: extravasor, dispositivo de esgotamento, cobertura, inspeção, ventilação e segurança.

A norma descreve que o volume de água de chuva aproveitável depende do coeficiente de escoamento superficial da cobertura, bem como da eficiência do sistema de descarte do escoamento inicial, sendo calculado pela seguinte equação: V = P X A x C x qfator de captação, onde: V é o volume anual, mensal ou diário de água de chuva aproveitável; P é a precipitação media anual, mensal ou diária; A e a área de coleta; C é o coeficiente de escoamento superficial da cobertura; e qfator de captação é a eficiência do sistema de captação, levando em conta o dispositivo de descarte de sólidos e desvio de escoamento inicial, caso este último seja utilizado. No Anexo A (informativo), estão descritos os métodos de cálculos para dimensionamento dos reservatórios.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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Global agreement on HFCs likely to become reality by 2016

Source: Hydrocarbons21

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Progress was achieved at the 26th Meeting of the Parties (MOP) to the Montreal Protocol held on 17-21 November in Paris with close to 200 countries able to agree to hold informal discussions on HFCs in a structured manner. In addition, an agreement was made to hold an extraordinary meeting in April 2015 together with a workshop to discuss the management of HFCs.

Despite high expectations on moving forward on the global HFC phase down under the Montreal Protocol, countries were unable to discuss the issue formally, mainly as a result of resistance by the Gulf countries, together with Pakistan.

Nevertheless, given the increasing pressure exerted by proponents of the HFC amendment (US, Canada, Mexico, and the Federated States of Micronesia), the EU’s important role in facilitating the debate, together with the broad support from a majority of developed and developing countries, it is likely that an agreement on a global HFC phase down will be struck in 2015 or latest 2016.

Countries agree on historically high replenishment of the Multilateral Fund

Developing countries may be encouraged to increase their support for an HFC amendment following the agreement on the replenishment of the Multilateral Fund for 2015-2017 fixed at $507.5 million (€406,4 million). This is higher than replenishments agreed for previous trienniums. The Multilateral Fund is a dedicated fund under the Montreal Protocol providing financial resources to developing countries to assist them in phasing down ozone-depleting substances.

While demonstration projects are often seen as the most effective way to showcase low-GWP technology in developing countries, a funding window of $10 million (€8 million) was approved earlier this year for projects with low-GWP alternatives to ODS. These projects will be approved in 2015.

EU announces plans to submit HFC amendment proposal in 2015

While the North American and Micronesian amendment proposals in the last 6 years have failed to overcome the opposition of some of the developing countries, the EU has taken a slightly different approach, which sparked new interest in the HFC talks. In the discussion paper submitted prior to the meeting the EU has taken account of some of the concerns raised, which indicated the willingness to openly discuss the mechanisms for reducing the HFC production and consumption while taking account of the existing obligations to phase out HCFCs.

On Friday, the European Union’s new Climate Commissioner, Miguel Arias Cañete, announced that the EU is considering submitting a formal proposal to amend the Montreal Protocol in 2015, ahead of talks to agree a global climate deal at CoP21 in Paris.

India and China show willingness to move forward

In previous years, the discussions on a potential global phase down of HFCs were blocked mainly by the two biggest economies, India and China. While China had loosened its opposition already at previous meetings, India for the first time did not oppose the inclusion of HFC amendment proposals in the meeting agenda, which raised a lot of optimism at the beginning of the meeting.

In their statements, China noted that they are open to working towards a multilateral agreement on HFCs, using the experience and institutions of the Montreal Protocol. China hopes that the international community will be able to address the legal issues concerning the Kyoto Protocol and the Montreal Protocol and reach a consensus. The countries opposing the inclusion of HFCs under the Montreal Protocol argue that these gases are already being dealt with under the Kyoto Protocol’s United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC) and bringing them under the Montreal Protocol would be in conflict with international law.

The presence of Prakash Javadekar, India’s Environment Minister was a clear sign of the country’s changing stance regarding HFCs. During the discussion in the high level panel he indicated that if there is enough time and if there is consensus, the international community will be able to successfully deal with HFCs. Moreover, by making concrete suggestions on next steps, such as joint collaborative research on alternatives or an extraordinary session to solve technology and finance questions, he indicated India’s interest in moving the issue forward.

Substantial progress blocked by Gulf countries, Pakistan

Gulf countries put a brake on the HFC discussions throughout the meeting and opposed formal discussion on the topic. Their main argument for not being able to agree was that low-GWP alternative solutions for HCFCs and high-GWP HFCs are not available for countries with ambient temperatures reaching over 52˚C.

In spite of intense discussions among delegates inside of the meeting room and in corridors, the last minute efforts of the USA to seal a deal on a mandate for a formal discussion group on HFCs hit significant opposition from Pakistan and Iraq who were not willing to support a formal discussion such a group.

Additional information on alternatives to ODS required

In order to address the concerns of developing countries, the Parties requested that the Technology and Economic Assessment Panel (TEAP) provide additional information on alternatives to ozone-depleting substances (ODS) with a focus on high ambient temperature regions. Moreover, the report that will be presented to the Parties in July 2015 and updated for a Meeting of the Parties in November 2015 should identify alternatives that are commercially available, technically proven, environmentally sound, economically viable and cost effective, as well as safe to use in areas with high urban densities and taking into consideration flammability and toxicity issues.

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Certificação da eficiência energética em baixa

Fonte: Brasil Energia

Divulgação: Procel Info

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São Paulo – A procura por certificação 50001, focada em eficiência energética, continua modesta no Brasil. Até maio houve apenas 13 registros, segundo relatou o chefe da Assessoria Corporativa e de Novos Negócios em Eficiência Energética da Eletrobras, George Alves Soares.

O interesse limitado não é, porém, fenômeno local. Nos Estados Unidos não há também busca significativa, – até a primeira metade do ano foram emitidas lá 67 certificações, explicou o executivo durante o 2º Congresso Brasil-Alemanha de Energias Renováveis e Eficiência Energética promovido em São Paulo pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.

A busca por sistemas de gestão energética, aponta Soares, é basicamente motivada pelo custo da energia. Por isso os países europeus despontam como líderes na obtenção da ISO 50001, com a Alemanha no topo da lista. Das 7.345 certificações concedidas, 3.441 foram conquistadas pelo país.

Proposta de mercado

De acordo com Rodrigo Aguiar, da Abesco, também presente ao evento, o potencial de redução de consumo de eletricidade no Brasil é estimado pela entidade em 51,3 TWh/ano. No caso do mercado imobiliário, em especial, destacou que empreendimentos de uso comercial ainda não contam com uma estratégia bem definida de disputa de mercado tendo como argumento de comercialização diferenciais de consumo energético.

Em vez de oferecer aos futuros proprietários atrativos de eficiência energética no longo prazo, preferem focar em soluções de vantagem imediata, como forma de tornar os produtos mais vendáveis.

Já Letícia Neves, arquiteta do Centro de Tecnologia Edificações (CTE), disse que a busca por certificações de edificações no Brasil – como LEED, Procel Edificações e Aqua – vem sendo impulsionada por empresas estrangeiras e tem movimentado significativamente toda cadeia de construção civil. A certificação LEED é mais procurada, com 203 empreendimentos reconhecidos em suas várias categorias (Gold, Silver, Certified e Platinum). O Brasil ocupa o sétimo posto no ranking global que não leva em conta os EUA, líder absoluto.

Sustentabilidade

Emiliano Graziano da Silva, da Fundação Espaço Eco, Oscip que teve origem na Basf e hoje faz projetos e dá consultoria para o mercado em geral, chamou a atenção para o fato de que nem sempre eficiência energética anda lado a lado com a sustentabilidade ambiental e social. Dependendo a opção adotada, uma solução pode atender somente a questão energética.

Citou o exemplo dos sistemas de aquecimento solar e a gás, que, apesar de mais eficientes do que o chuveiro em gasto de energia, necessitam de tubulação de cobre metal de extração custosa e agressiva ao meio ambiente. Em contrapartida, as duchas elétricas desperdiçam menor volume de água porque aquecem mais rapidamente, apesar do forte impacto nas redes elétricas, principalmente pelo uso simultâneo em horário de ponta.

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Comissionamento: um processo “natural” de banalização (!?)

Embora saibamos que um “novo processo” geralmente sofre mudanças em seu curso e que, em muitos casos, sofre distorções que acabam por banalizá-lo em parte, é realmente triste ver a reação do mercado…

Ao mesmo tempo em que “alguns poucos cavaleiros” lutam por estabelecer / fincar uma bandeira do “COMISSIONAMENTO” no Brasil, dando início a um DN (Diretório Nacional) na ABRAVA e também à um CHAPTER da BCA no Brasil, continuamos à observar enormes distorções no mercado…

Continua-se à ouvir (até mesmo de consultorias que atuam em processos de certificação) sobre a existência de um “processo de comissionamento LEED”, o que inexiste….

Continua-se à observar o comissionamento sendo comercializado como uma forma de organizar documentos “comprobatórios”, sem a preocupação em se qualificar projetos, sem definir as bases técnicas para a execução de um comissionamento, sem qualificar as instalações de forma adequada, sem planejar a execução e a validação de testes funcionais, testes de desempenho e testes integrados…

Enfim, que “processo de comissionamento” é este que assola o mercado?

Ou melhor, quais os frutos que poderão, de fato, ser colhidos nestas operações?

Como citei no início do texto, ainda que saibamos deste fluxo ou “dor” natural do crescimento (me refiro às distorções e desalinhamentos naturais em um percurso), realmente não é fácil assistir à tudo “de cadeirinha”, sem nenhuma manifestação….

Planeja-se para 2015 a realização de uma primeira conferência no Brasil sobre o COMISSIONAMENTO, ato este em discussão e em fase de planejamento dentro do pequeno grupo de “cavaleiros solitários“, o que será de extrema importância para aculturar este nosso mercado.

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ThyssenKrupp develops the world’s first rope-free elevator system to enable the building industry face the challenges of global urbanization

Mais informações sobre o elevador “sem cabos” desenvolvido pela ThyssenKrupp…

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Source: ThyssenKrupp Press Release

Click here to read this article from ThysseKrupp website.

The era of the rope-dependent elevator is now over, 160 years after its invention. ThyssenKrupp places linear motors in elevator cabins, transforming conventional elevator transportation in vertical metro systems. MULTI elevator technology increases transport capacities and efficiency while reducing the elevator footprint and peak loads from the power supply in buildings. Several cabins in the same shaft moving vertically and horizontally will permit buildings to adopt different heights, shapes, and purposes. The first MULTI unit will be in tests by 2016.

Presented today, MULTI is ThyssenKrupp’s latest offering in its extensive repertoire of elevator technologies, representing a landmark revolution in the elevator industry and a new and efficient transport solution for mid and high-rise buildings. Now, the long-pursued dream of operating multiple cabins in the same elevator shaft is made possible by applying the linear motor technology of the magnetic levitation train Transrapid to the elevator industry. MULTI will transform how people move inside buildings, just as the recently introduced ThyssenKrupp’s ACCEL, which also applies the same linear motor technology, is set to transform mobility between short distances in cities and airports.

In a manner similar to a metro system operation, the MULTI design can incorporate various self-propelled elevator cabins per shaft running in a loop, increasing the shaft transport capacity by up to 50% making it possible to reduce the elevator footprint in buildings by as much as 50%.

Using no cables at all, a multi-level brake system, and inductive power transfers from shaft to cabin, MULTI requires smaller shafts than conventional elevators, and can increase a building’s usable area by up to 25%, considering that, depending on the size of the building, current elevator-escalator footprints can occupy up to 40% of the building’s floor space. The overall increase in efficiency also translates into a lower requirement for escalators and additional elevator shafts, resulting in significant construction cost savings as well as a multiplication of rent revenues from increased usable space.

The significant extra space available is only one of MULTI’s advantages. Although the ideal building height for MULTI installations starts at 300 metres, this system is not constrained by a building’s height. Building design will no longer be limited by the height or vertical alignment of elevator shafts, opening possibilities to architects and building developers they have never imagined possible.

MULTI is based on the concept of ThyssenKrupp TWIN’s control system and safety features, but includes new features such as new and lightweight materials for cabins and doors, resulting in a 50% weight reduction as compared to standard elevators, as well as a new linear drive – using one motor for horizontal and vertical movements.

Commenting on this momentous breakthrough in the company’s history of innovations at the global headquarters of ThyssenKrupp in Essen, Germany, Andreas Schierenbeck, CEO of ThyssenKrupp Elevator AG said, “As the nature of building constructions evolve, it is also necessary to adapt elevator systems to better suit the requirements of buildings and high volumes of passengers. From the one dimensional vertical arrangement to a two dimensional horizontal/vertical arrangement with more than one or two cabins operating in each shaft, MULTI represents a proud moment in ThyssenKrupp’s history of presenting cutting-edge transport technologies that best serve current mobility needs”.

Operating on the basic premise of a circular system, such as a paternoster, MULTI consists of various cabins running in a loop at a targeted speed of 5 m/s, enabling passengers to have near-constant access to an elevator cabin every 15 to 30 seconds, with a transfer stop every 50 metres.

Schierenbeck said, “Per year, New York City office workers spend a cumulative amount of 16.6 years waiting for elevators, and 5.9 years in the elevators. This data provides how imperative it is to increase the availability of elevators.”

A 2013 analysis of two-dimensional elevator traffic systems likens the present use of one cabin per elevator shaft to using an entire railway line between two cites to operate a single train – clearly a waste of resources. By combining groundbreaking technology with a simple operation concept and convenience of passenger use, ThyssenKrupp’s MULTI will transform the idea of a flexible number of cars per shaft from a distant vision for the future into a reality.
“To get this groundbreaking product onto the market our new test tower in Rottweil, Germany, provides the perfect test and certification environment. The tower is set to be completed at the end of 2016, and by this time, we aim to have a running prototype of MULTI”, Schierenbeck adds.

Urbanisation and the global elevator market
Urbanisation is an unstoppable trend, and the scale of movement of people to cities has redefined the construction and infrastructure requirements needed to keep pace with growing urban populations. An estimated additional 85% of the existing urban and commercial floor space will need to be developed by 2025, according to a 2012 McKinsey Global Institute report, which foresees a need of nearly 58 trillion euros in new construction to meet this requirement. Limitations on space in urban areas means that mid to high-rise buildings are the most viable construction options, translating into an immense demand for elevators. By 2016, the global demand for elevator equipment (including elevators, escalators, and moving walkways) and services is projected to rise over 5% annually to 52 billion euros.

The Elevator Technology business area brings together the ThyssenKrupp Group’s global activities in passenger transportation systems. With sales of 6.4 billion euros in fiscal 2013/2014 and customers in 150 countries, ThyssenKrupp Elevator is one of the world’s leading elevator companies. With more than 50,000 highly skilled employees, the company offers innovative and energy-efficient products designed to meet customers’ individual requirements. The portfolio includes passenger and freight elevators, escalators and moving walks, passenger boarding bridges, stair and platform lifts as well as tailored service solutions for all products. Over 900 locations around the world provide an extensive sales and service network to guarantee closeness to customers.

Contact:

ThyssenKrupp Elevator AG
Michael Ridder
Communications
Business Area Elevator Technology
Phone: +49 (0)201 844-563054
e-mail: michael.ridder@thyssenkrupp.com

Published on Nov. 27, 2014 – 13:01 PM (CET)

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Selo Procel: 20 anos de sucesso

Fonte: Procel Info

Por: Tiago Reis

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

Rio de Janeiro – Evento na capital fluminense celebrou os 20 anos do Selo Procel. Solenidade também marcou o lançamento do Selo Procel Edificações, mais um instrumento para aumentar a eficiência energética do país

Tiago Reis, para o Procel Info

Presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto,
durante cerimônia dos 20 anos do Selo Procel

Rio de Janeiro – Uma grande festa marcou a comemoração dos 20 anos do Selo Procel. Realizada em 26 de novembro, no Jockey Club do Rio de Janeiro, a solenidade, organizada pelo Ministério de Minas e Energia e Eletrobras, contou com a participação de diversas autoridades, representantes de fabricantes de produtos contemplados pelo Selo, agentes e associações do setor elétrico, universidades, além de presidentes do Sistema Eletrobras e representantes de concessionárias de energia. O evento também marcou o lançamento do Selo Procel Edificações, um instrumento criado para fomentar o uso eficiente de energia nas construções brasileiras.

A solenidade contou com os discursos do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do diretor do Inmetro, Alfredo Lobo, e do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto.

Criado em 1985, o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) é uma iniciativa do governo federal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e executado pela Eletrobras. O programa tem como objetivo promover o uso eficiente da energia elétrica e combater o seu desperdício. Os resultados do Procel ajudam na melhoria da qualidade de vida da população e eficiência dos bens e serviços, bem como possibilitam a postergação de investimentos no setor elétrico, reduzindo os impactos ambientais.

Atualmente o Selo Procel conta com mais de 3500 modelos de equipamentos, de mais de 200 fabricantes, distribuídos em suas 37 categorias. O sucesso do Selo nesses 20 anos pode ser constatado no aumento significativo da venda de produtos certificados. Somente em 2013, mais de 60 milhões de equipamentos com o selo foram adquiridos pelos consumidores brasileiros, o que proporcionou uma economia de 9,7 bilhões de kWh, energia suficiente para abastecer cinco milhões de residências em um ano.

Em pronunciamento na abertura da solenidade, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, enalteceu os 20 anos do Selo Procel, seus resultados e a credibilidade  conquistada durante todo este tempo.

“Grande parte desse resultado (economia de 9,7 bilhões de kWh) é creditada às ações do Selo Procel, criado com a finalidade de ser uma ferramenta simples e eficaz. O selo estimula a competitividade na indústria e o desenvolvimento tecnológico na busca de maior eficiência dos aparelhos elétricos. Além do viés energético, é sinônimo de qualidade, segurança e sustentabilidade”, disse durante o discurso, o presidente da Eletrobras.

Na sequência, José da Costa Carvalho Neto concedeu a representantes do setor elétrico, de fabricantes e de universidades troféus comemorativos em alusão aos 20 anos do Selo Procel.

Em conversa com a reportagem do Procel Info, o presidente da Eletrobras destacou que o Selo Procel não é referência somente no Brasil, mas também há um reconhecimento internacional devido aos resultados obtidos. Para ele, o Procel proporciona uma economia significativa de energia nestes 20 anos por meio do Selo de equipamentos, o que deixa toda a equipe da Eletrobras orgulhosa e com o sentimento de estar cumprindo a sua missão.

“Nós como executores do programa, nos sentimos muito orgulhosos e sabedores de que estamos cumprindo a missão da Eletrobras. Basta ver a quantidade de equipamentos que nós já temos com o Selo Procel. Então realmente toda a população reconhece, toda a população já usa esses equipamentos e hoje de uma forma muito mais econômica. Alguns equipamentos tem um consumo 40% inferior. Isso que é o que o programa de eficiência energética quer. Ele não quer desperdiçar energia. Ele quer é que a energia seja usada de forma mais eficiente. Que com um kWh você tenha mais produção, você tenha mais lazer, e tenha um uso mais eficiente e cada vez maior. Isso torna o país cada vez mais competitivo” afirmou o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto.

Grande parte do resultado do Selo Procel se dá pelo fato dele ter sido criado com a finalidade de ser uma ferramenta simples e eficaz.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também discursou durante o evento e ressaltou os resultados obtidos pelo Procel durante os seus 20 anos de existencia. Lobão afirmou, que o Ministério, por meio do Plano Nacional de Energia (PNE) tem uma meta audaciosa de até 2030 fornecer 10% do consumo de energia do país por meio de ações voltadas para a eficiência energética. O ministro também lembrou que o Brasil investe em eficiência energética há pelo menos 30 anos e que as iniciativas adotadas pelo governo brasileiro são elogiadas internacionalmente.

Em entrevista exclusiva ao Procel Info, o ministro Edison Lobão, mencionou que as iniativas que o país têm praticado na área da eficiência energética mostram que o Brasil está no caminho certo:

“É uma iniciativa que tem produzido resultados extraordinários, com economia de energia e eficiência energética que todos nós sempre buscamos e desejamos. Oxála que o Procel prossiga dando os resultados que têm apresentado para o efeito da garantia do sistema elétrico brasileiro. Com o Procel e outras iniciativas o Brasil consegue a segurança de que está no caminho certo”, disse Lobão.

Ao final da solenidade dos 20 anos do Selo Procel foi lançado o Selo Procel Edificações. A nova certificação visa incentivar e premiar as construções que desde o projeto se preocupam com o uso eficiente de energia. Segundo estimativas, as edificações construídas conforme as normas do novo Selo podem ter uma economia de até 50% durante o ciclo de vida útil do empreendimento. Já para as edificações já construídas, o gasto de energia pode ser reduzido em até 30%. Durante o lançamento dois representantes de edificações construídas receberam o Selo Procel Edificações e outros sete projetos foram citados.

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