High Line Park ensina outras cidades como abraçar seu passado industrial

Fonte: O Globo

Divulgação: SINAENCO

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Uma das escadas de acesso ao High Line Park, em Nova York – Gustavo Alves / Gustavo Alves/Agência O Globo

NEW YORK Julian Hunt foi visitar o High Line Park, um parque suspenso no West Side, em Nova York, antes mesmo de ele ser aberto. O arquiteto de Washington fez a viagem como parte de um trabalho meticuloso. Durante a maior parte de uma década, ele vem tentando converter uma série de túneis de concreto abandonados sob a Dupont Circle, onde antes passavam bondes, em uma mistura de galerias de arte, cafés e espaços para apresentações.

Logo no início da jornada, Hunt visitou o High Line, construído sobre uma plataforma ferroviária desativada, perto do Rio Hudson, com vários espaços de lazer, exposições de arte, um jardim e o motor do que é hoje um dos bairros que mais cresce em Manhattan.

Este foi o melhor exemplo americano que pudemos achar de reprogramação de uma infraestrutura industrial. E teve um impacto muito visível em Manhattan.

Ele está longe de ser o único a fazer uma peregrinação ao High Line Park. Como Washington vem tentanto acabar com seu próprio passado industrial, empresários locais e arquitetos vêm fazendo o mesmo caminho. Alguns projetos são de natureza comercial, outros públicos, alguns as duas coisas. No ano passado, Robin-Eve Jasper, presidente do NoMa Business Improvement District, em Washington, visitou o local e outros parques de Nova York que seguem a mesma linha.

É realmente um bom exemplo de como as pessoas usam o espaço público como seu escritório, sua sala de estar disse, sobre o High Line Park. Eles querem aproveitar os espaços públicos com uma xícara de café ou um copo de vinho.

Quando o primeiro trecho foi inaugurado, em 2009, já não havia trem nos trilhos há quase 30 anos. Outras partes tinham sido demolidas e as que permaneceram de pé foram cercadas da vizinhança, que em grande parte consistia em armazéns de abastecimento e centros comerciais de estética. Em 1999, dois moradores da região formaram uma organização sem fins lucrativos que começou a planejar a reutilização da linha, e acabou convencendo o governo a adquirí-la e contratar arquitetos para repensar o espaço.

Os designers sempre dizem que é o único lugar em Nova York onde você faz nada brincou Peter Mullan, vice-presidente executivo da ONG.

Hoje, a ONG Friends of High Line conta com 70 funcionários, que incluem horticultores e curadores de arte, e um orçamento anual de US$ 8 milhões. O terceiro trecho do parque foi concluído em setembro, deixando o projeto quase completo. Grande parte evoca a história da linha de trem, com trilhos ao longo do caminho e longos trechos outrora precários que permanecem do jeito que estavam quando o espaço foi abandonado e fechado ao público.

Embora o grupo tenha lutado durante anos para conseguir investimento e aprovações para finalizar a obra, agora veem um boom de construções no bairro. Condomínios multimilionários são anunciados e um prédio de escritórios, que será a sede da Time Warner, está sendo finalizado nas proximidades.

Mullan contou que o parque é tão popular entre os visitantes que ele precisa se certificar constantemente de que o local continua a ser frequentado por moradores embora isso às vezes tenha o efeito contrário, de torná-lo ainda mais popular para os turistas.

Acho que essa é a sua singularidade. É uma maneira de ver Nova York. É uma maneira de saber como é viver em Nova York.

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Sobre Alexandre Fontes

Alexandre Fontes é formado em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção pela Faculdade de Engenharia Industrial FEI, além de pós-graduado em Refrigeração & Ar Condicionado pela mesma entidade. Desde 1987, atua na implantação, na gestão e na auditoria técnica de contratos e processos de manutenção. É professor da cadeira "Comissionamento, Medição & Verificação" no MBA - Construções Sustentáveis (UNICID / INBEC), professor na cadeira "Gestão da Operação & Manutenção" pela FDTE (USP) / CORENET e professor da cadeira "Operação & Manutenção Predial" no curso de Pós Graduação em Avaliação e Perícias de Engenharia pelo IBAPE / MACKENZIE. Desde 2001, atua como consultor em engenharia de operação e manutenção.
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