Cinco ideias para baixar os custos de energia na empresa

Fonte: Exame.com.br

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São Paulo – A tarifa de energia elétrica para empresas não para de subir no Brasil. Em 2014, o aumento médio foi de 5% em relação a 2013 — e vem mais por aí. Em 2015, o preço do megawatt-hora deve subir pelo menos 12%, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). Até 2020, o acréscimo deve ser de pelo menos 9% ao ano.

Um dos principais motivos é a falta de chuvas nas áreas próximas aos reservatórios de usinas hidrelétricas em regiões como Sudeste e Centro-Oeste. Por causa disso, as termelétricas — que fornecem energia até seis vezes mais cara do que as hidrelétricas — aumentaram a produção nos últimos dois anos.

“Num cenário assim, encontrar maneiras de consumir menos energia deveria estar entre as prioridades de um empreendedor”, diz Jayme Buarque de Hollanda, diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética. Há várias maneiras de economizar.

Algumas exigem investimentos parrudos, que demoram a se pagar — como uma reforma. Outras dependem de ações simples e de baixo custo, como reorganizar os turnos de trabalho. Exame PME ouviu quem pôs algumas dessas ideias em prática. A seguir, veja os resultados alcançados.

Empresa de cara nova

Uma característica de negócios em expansão é a constante necessidade de readequar o espaço físico para dar conta do aumento do fluxo de clientes e acomodar os novos funcionários. Mudanças desse tipo são oportunidades para que um empreendedor coloque em prática algumas ações que ajudam a economizar energia.

Foi o que fez a paulistana Vanessa Martins, de 39 anos, sócia da oficina mecânica Torigoe, que em 2014 deve faturar perto de 1 milhão de reais — 10% mais do que no ano anterior. Em 2013, a Torigoe foi transferida para um espaço maior no mesmo bairro de sua primeira sede, o Tatuapé, em São Paulo. “O número de clientes estava crescendo e precisávamos de mais espaço para atendê-los”, diz Vanessa.

Antes da mudança, Vanessa instalou na nova sede um telhado especial com aberturas que permitem a entrada de ar e de luz solar. Na fachada do galpão, ela montou um jardim vertical com dezenas de mudas plantadas em garrafas de plástico, o que ajuda a manter a temperatura interna amena.

Assim, a oficina não precisa de ar-condicionado. “O ambiente está sempre fresco e a abundância de iluminação natural faz com que a gente consiga trabalhar quase todo o expediente sem ligar as luzes”, afirma Vanessa.

Os gastos menores com luz e ar-condicionado ajudaram a reduzir 70% a conta de luz de 2013 a 2014. “Num momento em que a energia está ficando mais cara, não repassamos esse custo extra para os nossos clientes”, afirma ela.

Iluminação inteligente

Resultados como os conseguidos por Vanessa, da Torigoe, também podem ser alcançados por empreendedores que não estão pensando em fazer grandes reformas ou mudar de endereço. Especialistas ouvidos por Exame PME apontam que é possível reduzir a conta de energia com ações simples, que requerem mudanças pontuais no espaço físico.

Pintar o escritório com cores claras e diminuir o número de divisórias que dificultam a difusão da luz são exemplos de mudanças que surtem efeito imediato. Isso acontece porque, num escritório, a iluminação é responsável por cerca de 60% do consumo de energia.

Uma maneira de diminuir os gastos desnecessários é fazer um estudo para saber se as lâmpadas e as luminárias estão dispostas da melhor forma. Geralmente, esse trabalho pode ser designado a um arquiteto especializado em projetos de iluminação.

“Uma boa distribuição das lâmpadas funciona mais do que recriminar os funcionários que saem do ambiente e deixam a luz acesa”, diz André Ferreira, da paulistana Luminae, que faz projetos de eficiência energética.

De acordo com Ferreira, uma empresa de até 50 funcionários que troque 180 lâmpadas incandescentes por modelos de LED pode alcançar uma economia de 80% nos gastos com iluminação. Em pouco tempo, todas as empresas precisarão fazer essa troca.

É que em 2010 uma portaria emitida pelo Ministério de Minas e Energia definiu prazos para que as lâmpadas incandescentes deixem de ser fabricadas, importadas e vendidas. Os modelos com potência acima de 61 watts já são proibidos — e até 2017 as lâmpadas incandescentes de frequência mais baixa também devem sair do mercado.

Blitz nas máquinas

O empreendedor Julio Cesar Marques, de 29 anos, passou boa parte do ano de 2013 buscando jeitos de fazer a empresa da qual é sócio, a Mercadão do Sorvete, mais produtiva. A Mercadão, que mantém uma fábrica de sorvetes em Sorocaba, no interior de São Paulo, está em ritmo de expansão — as vendas de 2013 aumentaram 30% em relação a 2012.

A preocupação de Marques era não permitir que o crescimento fizesse os custos explodir de uma hora para a outra. “Passei um pente-fino em toda a empresa em busca de ineficiências”, diz ele. O esforço começou com uma blitz na produção. “Nossas máquinas tinham quase 15 anos de uso e eu tinha a impressão de que gastavam energia demais”, afirma.

Marques resolveu, então, pesquisar novos modelos de equipamentos para saber se era o caso de comprar alguns novos ou substituir tudo de uma vez. Sua decisão foi pela troca total. “As máquinas mais modernas produzem mais e gastam menos energia do que as que tínhamos”, diz Marques.

Na ocasião, ele recorreu a um empréstimo para financiar 60% da compra de três máquinas de fazer sorvete e picolé, 200 freezers e um climatizador central. Passados alguns meses, a conta de energia caiu pela metade. “Pagamos boa parte da parcela do financiamento com o que deixamos de gastar com energia”, afirma Marques.

Com máquinas mais eficientes e a capacidade de produção incrementada, Marques decidiu colocar em prática um sonho antigo — inaugurar sorveterias para vender seu produto ao consumidor final. Em 2014, duas lojas da Mercadão do Sorvete foram inauguradas nas cidades de Jandira e de Barueri, em São Paulo. “Temos planos de abrir 40 lojas em 2015.”

Turnos reorganizados

Pequenas e médias empresas que fazem uso intensivo de máquinas podem diminuir seus custos ao interromper os trabalhos no chamado horário de ponta, em geral entre 17h30 e 20h30. Esse é o intervalo em que a demanda por energia atinge seu nível máximo — e é quando as concessionárias cobram a tarifa mais alta.

“O melhor a fazer é evitar trabalhar durante essas 3 horas”, diz Fernando Macedo, da ERA, consultoria especializada em redução de custos. De acordo com especialistas, uma fábrica com até 50 funcionários pode diminuir até 40% sua conta de luz caso interrompa as atividades nesse período. Para muitos empreendedores, parar tudo por 3 horas pode parecer uma alternativa um tanto irreal.

“Em situações como essas, é preciso fazer as contas para saber se é o caso de utilizar a energia de geradores nas 3 horas de pico”, diz Macedo.

Eletricidade pelo sol

Nos últimos anos, uma série de novidades tornou a produção de energia solar um pouco mais próxima da rea­lidade das pequenas e médias empresas brasileiras. Uma delas está relacionada a um movimento de mercado. Com o aumento do número de empresas que fornecem equipamentos para gerar energia da luz do sol, o custo dessa tecnologia caiu significativamen­te.

“Nos últimos cinco anos, o preço dos painéis solares caiu pela metade”, diz ­Raphael Pintão, sócio da paulistana Neosolar, que revende placas fotovoltaicas no Brasil.

A outra boa notícia foi a entrada em vigor, em 2012, de uma norma do governo que permite que a energia solar gerada e não usada por imóveis e empresas seja transformada em crédito. O valor pode ser abatido da conta de luz elétrica em até três anos.

Há pouco mais de sete meses, o engenheiro paulista Nelson Akimoto, de 51 anos, instalou 20 painéis fotovoltaicos no prédio on­de fica a sede de sua empresa, a catarinense Nord, de Chapecó, que faz projetos elétricos para grandes obras. Até agora, Akimoto investiu 23 000 reais em sua pequena usina particular.

“Desde então, percebi uma redução de 20% na conta de luz”, diz ele. O retorno sobre o investimento ainda deve acontecer só daqui a seis anos, mas Akimoto acredita que essa é uma boa maneira de se proteger contra as altas de preços nos próximos tempos.

“Quero tornar minha empresa autossuficiente em energia até 2016”, diz ele. “Acredito que quem produzir a própria energia terá um grande diferencial competitivo para mostrar a fornecedores e clientes no futuro.”

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Lições de 2014 para a infraestutura

Fonte: Valor Online – SP

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Indicadores econômicos preocupantes, escândalos de corrupção e a Petrobras, orgulho nacional, valendo menos do que antes do anúncio das descobertas do pré-sal. Terminamos 2014 com um sentimento de que foi um ano para ser esquecido.

Se quisermos, no entanto, construir um país melhor, o caminho não é o do esquecimento, mas o do enfrentamento com lucidez, para tirar lições valiosas e seguir adiante com mais maturidade. Muitas vezes, é exatamente nos momentos de grandes dificuldades que encontramos as chances de promover mudanças há muito necessárias.

Estamos certamente passando por um período que abalou a confiança dos investidores. Corremos, ainda, o risco de ver empresas de infraestrutura enfrentando problemas financeiros e para captar recursos para realizar novos investimentos. Há dois futuros possíveis.

Num cenário melhor, essa credibilidade pode estar apenas temporariamente comprometida ou, no pior caso, pode acabar sofrendo um golpe profundo e de recuperação difícil, com graves consequências econômicas e sociais. São as ações do governo e da sociedade que vão mostrar qual caminho seguiremos. É hora, portanto, de parar, analisar o cenário com calma e tomar ações efetivas, que possam consertar o que está errado e melhorar o que está dando resultado. De todas as áreas que poderão, neste momento, se beneficiar de uma reflexão profunda, a infraestrutura é certamente um destaque. E, neste caso, pelo menos uma saída já é bastante clara: precisamos investir em ações que fortaleçam as áreas técnicas dos órgãos governamentais, o que resultará numa gestão mais eficiente e afastada dos interesses políticos e eleitorais.

Os casos de corrupção não devem contaminar projetos bem sucedidos e empresas de comprovada qualidade Um primeiro movimento está relacionado com a qualidade dos projetos licitados. O setor de infraestrutura já discute há muito tempo a necessidade que as licitações sejam antecedidas de projeto executivo que detalhe todas as propriedades físicas, legais, ambientais e jurídicas, para que os custos tenham maior nível de assertividade. O “segredo”, neste caso, é investir mais tempo e recursos técnicos no planejamento, etapa que tem sido deixada de lado utilizando-se como desculpa nossos alarmantes índices de atraso na infraestrutura.

Na prática, no entanto, como estamos vendo no caso Petrobras, a pressa não apenas é inimiga da perfeição, mas também pode ser amiga da corrupção, de mais atrasos, de aditivos indevidos e de negócios mal feitos. Com um planejamento técnico adequado, os riscos diminuem e, no final, a obra ficará pronta no tempo adequado. Um exemplo é o Japão que, depois de devastado por terremoto, se recuperou em tempo rápido porque tem estruturas já consolidadas de planejamento. Outros exemplos são a Alemanha, França e Estados Unidos, onde desde a decisão de se fazer uma obra até sua conclusão, o tempo de planejamento ocupa cerca de 45% do total. No Brasil, ao contrário, obras de grande porte já chegaram a ter seu planejamento executado em paralelo com o início físico do projeto.

Além disso, um projeto executivo bem feito agiliza licenciamentos ambientais e pode ser, depois, a referência principal para um comitê de auditoria, com a participação de especialistas independentes e de comprovada experiência, para acompanhar a execução física e contábil. Um segundo passo é investir em novos projetos de concessão e na evolução deste setor. Em duas décadas de bem sucedidas experiências, as concessões de rodovias, por exemplo, já se provaram de grande eficiência, uma vez que são mais transparentes, com leilões públicos realizados na Bolsa de Valores, com grande concorrência entre grandes empresas nacionais e internacionais, resultando em contratos equilibrados e regulados por agências governamentais específicas.

Mais recentemente, o governo também realizou leilões de aeroportos que, nas mãos da iniciativa privada, começam a se destacar como os melhores do país. Na escala de transparência, o modus operandi de um processo de concessão certamente ocupa o topo, com a realização de audiências públicas, perguntas e respostas também públicas e acesso da sociedade a todas as etapas da contratação do projeto. É claro que, também nas concessões, há o que melhorar. Há, por exemplo, necessidade do fortalecimento e aumento de quadro técnico das agências reguladoras. Nos processos de acompanhamento, poderíamos, por exemplo discutir a implantação de um comitê supra institucional, com a presença da advocacia geral do respectivo ente federativo e que divulgasse de forma ampla os resultados de seu trabalho.

Assim como nas licitações da 8666, as concessões também poderiam se beneficiar de projetos executivos mais detalhados, que não apenas facilitariam a produção das propostas, aumentando a assertividade dos preços apresentados, mas também permitiriam às empresas entrar em níveis de detalhes que aumentariam ainda mais o interesse e competição. E quem se beneficia de tudo isso é a sociedade. Por último, é preciso saber separar as coisas. A investigação em curso nos casos da Petrobras é louvável e representa um avanço fundamental e necessário para as discussões de ética no país. Os eventuais casos de corrupção devem ser investigados e punidos, quando atestadas as irregularidades, mas eles não devem, de forma alguma, contaminar projetos bem sucedidos e empresas de comprovada qualidade.

Apesar de nossos atrasos e da grande necessidade de melhorias de processos de gestão, já temos, sim, um importante histórico de grandes obras de infraestrutura, realizadas por companhias nacionais e internacionais extremamente competentes, por meio de milhares de profissionais dedicados e comprometidos com o país. Se olharmos todo esse cenário com mais lucidez, amplificando nosso raio de visão e análise, vamos enxergar que não estamos no caminho do retrocesso. Estamos, apenas, num momento crítico, paralisados com o cenário que nos obriga a fazer escolhas éticas e tomar decisões importantes como sociedade. Nesta encruzilhada de escolhas, não há mais espaço para promessas de números grandiosos. Precisamos de menos esperanças vazias e de mais vontade prática. O lado técnico precisa assumir a direção, se quisermos seguir pelo caminho de rodovias, ferrovias, aeroportos, energia e portos de eficiência e qualidade.

Essa é uma das grandes lições de 2014 para os responsáveis por planejar a infraestrutura brasileira. Paulo Resende, PhD, é coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral

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Casa ecológica é controlada por smartphone

Fonte: BondeNews

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A principal característica da Ecological House 3.0 é o conceito de automação inteligente.

Projetada pelo escritório de arquitetura NOEM, é uma moradia bioclimática, ou seja ela utiliza os recursos disponíveis na natureza para minimizar os impactos ambientais e reduzir o consumo de energia. Com produção pré-fabricada e surpreendentemente controlada por um smartphone para alcançar seu máximo potencial de eficiência energética.

A arquitetura é feita de forma que o uso de luz e ventilação naturais sejam otimizados. O espaço possui sala de estar, sala de jantar, cozinha e varanda no primeiro módulo e quarto de casal, banheiro e home office no segundo. As peças são feitas de madeira a partir de painéis estruturais que são isolados com fibra de madeira para aumentar o conforto ambiental interno.

O novo modelo de residência conta com uma área de 315 metros quadrados e levou apenas 10 semanas para ser construída em Castellón na Espanha. Com design moderno com bordas arredondadas que lembram um smartphone, a Ecological House foi produzida com peças criadas sob medida que foram levadas ao local direto para a montagem.

Devido a automatização, os sistemas de irrigação, iluminação e energia são administrados de maneira portátil. Como tudo na casa, os sistemas contam programação específica que estuda e adéqua seu funcionamento às condições ambientais. A irrigação por exemplo, é ativada conforme as condições do clima, umidade do solo, previsões de chuva e altos níveis de CO2. Já o sistema de iluminação pode ser agendado, ligado ou desligado via GPS. Além disso, informações como consumo de energia e água, temperatura do ambiente, umidade e outros dados relevantes podem ser acessados em tempo real pelo smartphone.

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SP lança sistema de gerenciamento online de resíduos da construção civil

Fonte: Engenharia Compartilhada

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Na última sexta-feira (12), foi lançado o Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (Sigor). Trata-se de uma ferramenta que auxiliará no gerenciamento das informações sobre resíduos sólidos no estado de São Paulo, desde sua geração até sua destinação final, incluindo o transporte e destinações intermediárias.

O Sigor é resultado de um convênio firmado entre o Estado de São Paulo, por meio da SMA (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) e da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e o SindusCon-SP – Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo.

O sistema envolve, além dos órgãos estaduais, os municípios, os geradores, os transportadores e as áreas de destino de resíduos. Isso permitirá que estado, municípios e setores da sociedade civil tenham conhecimento e acompanhem a situação dos resíduos sólidos.

Também permitirá a obtenção e armazenamento de grande volume de informações em banco de dados, de forma a subsidiar futuras ações de controle e fiscalização, planejamento, elaboração de políticas públicas e estudos de viabilidade para os investimentos necessários à melhoria da gestão dos resíduos sólidos.

O Sigor – Módulo Construção Civil consiste em uma plataforma eletrônica que ficará hospedada no site da Cetesb. Por meio dele, a Cetesb e as prefeituras poderão validar os cadastros das áreas de destinação e os Planos de Gerenciamento de Resíduos elaborados pelos geradores, propiciando agilidade e desburocratização de procedimentos administrativos. O sistema também possui uma funcionalidade para a emissão de relatórios, dentre os quais, o Sistema Declaratório Anual, uma das exigências das Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos.

Para a sociedade como um todo, o site disponibilizará um amplo banco de dados com informações como: relação de transportadores cadastrados nos municípios; relação de áreas de destinação por tipo de resíduos que estão licenciadas a receber; legislação e normas referentes aos resíduos de construção; manuais e publicações e divulgação de eventos e treinamentos. O “Fale conosco” do também permitirá o esclarecimento de dúvidas e a orientação aos usuários do sistema.

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40 exemplos de gestão sustentável

Fonte: Revista INFRA

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Quem não lembra de Karatê Kid – A Hora da Verdade, um filme que conta a história de um jovem lutador (Daniel San) que deseja aprender caratê e para isso convence um experiente mestre (Sr. Miyagi) a lhe dar aulas, que acabam por transformar-se em lições de vida. Na primeira aula, Daniel San lava e poli carros com movimentos circulares das mãos e uma respiração controlada.

Na segunda aula começa a polir o deck da casa do simples Miyagi, novamente com movimentos circulares e respiração controlada. As duas aulas seguintes envolvem tarefas que aparentemente nada têm a ver com artes marciais: pintar a casa, envernizar a extensa cerca etc., sendo que todas com movimento repetitivos para se chegar a perfeição e a agilidade do movimento, onde a vitória também se daria pelo controle, e pela pureza e não pela rudeza. Afinal, se praticar, vai ouvir…

Em novembro tive a oportunidade de assistir a uma palestra do famoso John Kao (conhecido como “doutor criatividade”), que tinha a missão de explicar para a plateia o que é “inovação”. Segundo ele, “uma porta de entrada para criar o mundo que queremos, inovando as formas de como fazemos as coisas para sairmos da mesmice, das dificuldades”.

No dia, Kao sentou-se ao piano, estrategicamente colocado no palco, e tocou uma mesma música de diferentes formas (simples, envolvente, alegre e emocionante) com o objetivo de mostrar que a partitura de música serve de método de controle para que a música seja orquestrada como foi criada. Entretanto, depende do músico a forma que cada um dá para uma mesma melodia. Ele tocou de várias formas e na última vez emocionou fortemente a todos que o assistiam… Mas onde está a diferença? Na forma, no entusiasmo, no envolvimento, no conhecimento adquirido através da repetição e da prática do uso das instruções da partitura.

O palestrante queria dizer para a plateia, que a inovação nada mais é do que se ter clareza sobre o entender o que as pessoas (os clientes) querem. Ele ainda perguntou: “Quer saber se está inovando? Pergunte a si mesmo: ‘Estamos trazendo mais clientes ou perdendo clientes para outras empresas?’ E a resposta a essa questão é que lhe dirá se você está sendo inovador ou não”. E o mesmo vale para a vida profissional, mesmo porque a inovação não está na tecnologia, mas sim na forma de como fazemos as coisas de forma diferenciada.

O meu objetivo com esses dois exemplos é fazer um link com o que é administrar uma propriedade. Ou seja, não adianta implantar tecnologias prediais, sem praticar o uso contínuo e correto de suas possibilidades. E que o resultado positivo pode estar na prática da repetição (não sem sentido), mas para um aprendizado contínuo das possibilidades, como nos ensinou o Sr. Miyagi. É uma jornada de transformação, de melhorias diárias na forma de como tocamos uma mesma melodia, mas sempre com o objetivo de aprimorá-la aos olhos dos clientes, como John Kao tão bem exemplificou.

Agora, acompanhe os 40 cases que elaboramos para esta primeira edição do ano, que traz gestores que implantaram ações que tornaram estes empreendimentos mais amigável em sua eficiência operacional. É importante frisar que a medida que aumenta o número de edifícios sustentáveis no Brasil, cresce a insegurança por uma gestão que acompanhe o desempenho certificado. Na matéria de abertura dos cases, o leitor poderá conferir as orientações de especialistas sobre como corresponder às expectativas na operação e manutenção destes empreendimentos.

Acesse agora a versão digital: http://www.revistainfra.com.br/digital/171_janeiro2015/

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Verão: temperatura quente e consumo de energia em alta

Fonte: Procel Info – Panorama Nacional

Por: Lara Martinho

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Mesmo sendo muito utilizado no verão, o ar-condicionado pode reduzir em até 30% o consumo de energia elétrica se usado corretamente

O verão, estação que começou oficialmente às 21h03, do dia 21/12, é caracterizado, em boa parte do Brasil, por altas temperaturas e a ocorrência de chuvas, trazendo, por um lado, alívio para os reservatórios das usinas hidrelétricas e, por outro, possível aumento do consumo de energia, devido ao uso mais intenso do ar condicionado e dos ventiladores.

Alívio nos dias quentes, o ar-condicionado é responsável por cerca de 45% do consumo de energia elétrica no verão, sendo considerado o “grande consumidor” da estação. No entanto, mesmo quem não abre mão do aparelho pode reduzir a conta de energia em até 30%. De acordo com o especialista em eficiência energética da Light, Antônio Raad, manter o filtro do ar sempre limpo já ajuda na economia. “No verão, como se usa muito o ar-condicionado, o filtro deve ser limpo toda a semana. Já no inverno, pode ser a cada quinze dias”.

Na hora de comprar um ar-condicionado é preciso checar se o aparelho tem o Selo Procel, que indica produtos com maior eficiência. Segundo Antônio Raad, aparelhos com este selo gastam menos energia. “Às vezes sai um pouco mais caro, mas em três meses a economia na conta de luz paga a diferença”, avalia.

Outros hábitos simples podem ser modificados e ajudar nessa economia. O engenheiro do Inmetro Fábio Real dá algumas dicas que, às vezes, passam despercebidas. “Fogão, geladeira e freezer precisam ficar longe um do outro. O fogão gera calor e pode aquecer a geladeira ou o freezer. Com isso, elas gastariam mais energia para se manter geladas. Roupas ou tênis também não devem ser colocados para secar atrás dos refrigeradores. No banheiro deixe o chuveiro na posição verão, em vez de inverno. Enquanto ensaboa o corpo deixe o chuveiro desligado. Segundo o engenheiro, isso representaria uma economia de aproximadamente R$ 6 ao mês por pessoa.

No quarto, o ideal é abrir as janelas e persianas para evitar acender as luzes. O tempo que cada aparelho fica ligado é muito importante, pois influência diretamente na conta de luz.

Outro ponto que passa despercebido pelas pessoas é a iluminação do ambiente. Ambientes que recebem muita luz são mais quentes e propícios a consumir mais energia do condicionador de ar e do ventilador. Por isso, é preciso fazer uma avaliação antes de comprar um aparelho. Trocar o ar-condicionador por um circulador de ar, apesar de um refrigerar e o outro apenas ventilar, quando possível, pode reduzir em dez vezes o consumo. Nas janelas, o uso de vidros especiais ou películas que filtram os raios infravermelhos também ajudam a tornar o ambiente mais agradável, reduzindo a necessidade de refrigeração.

Quer economizar ainda mais? Instale um sistema de aquecimento solar. O custo é elevado, mas o retorno a longo prazo é maravilhoso e é possível recuperar todo o valor investido. Conciliar o uso desses sistemas com chuveiros elétricos, os chamados sistemas híbridos, também merece ser levado em conta antes de tomar qualquer decisão.

Seguem algumas medidas que podem reduzir sua conta de luz no verão:

Geladeira duas portas: Escolha modelos com o selo Procel (garante economia de energia e segurança). Mantenha o equipamento longe da luz do sol e do calor do fogão e a 15 cm da parede (para o ar circular). A borracha de vedação da porta deve estar em bom estado. Abra a geladeira o mínimo de vezes possível. Não deixe o gelo atingir 0,5 cm de espessura e fique atenta à idade da geladeira – as que têm mais de 10 anos despendem o dobro de energia.

Ventiladores e afins: O aparelho pequeno gasta metade da energia que um de teto. A quantidade de pás não influencia no consumo de eletricidade, mas sim a velocidade – quanto mais rápida, maior o gasto. Na hora de usar um condicionador de ar, mantenha a saída de ar desbloqueada, dimensione a potência para o tamanho do ambiente, regule o termostato entre 22ºC e 24ºC e feche portas e janelas.

Computador: Em vez de colocá-lo no modo sleep (ou hibernar), desligue-o. Evite deixar o notebook carregando enquanto dorme ou está fora de casa – dê a carga e retire-o da tomada. Para celulares e baterias de câmeras digitais, aplica-se a mesma regra. Se possível, diminua a intensidade de luz da tela, pois ela pode gastar até 70% da bateria.

Micro-ondas: Descongele os alimentos antes de colocá-los no aparelho. Para acelerar o cozimento, adicione uma pequena quantidade de água. Não deixe o micro-ondas em stand by – a dica também vale para relógios, aparelhos de DVD, de som e video-games. Se possível, retire os equipamentos da tomada enquanto não estiverem em uso.

TV: Desligue o aparelho no botão power (liga/desliga), porque o modo stand by continua consumindo energia. Se você tem o hábito de dormir com a TV ligada, acione a função de desligamento automático. Se possível, substitua o seu aparelho antigo por uma televisão de LCD, que é muito mais econômica.

Lâmpadas: Troque a incandescente pela fluorescente compacta. Como ela economiza 70% de energia, em três meses você recupera o investimento. Outra opção são as lâmpadas LED. Paredes de cor clara ajudam a refletir a luz natural, e isso evita acender lâmpadas. Parcimônia na utilização de lâmpadas decorativas e de iluminação indireta, geralmente do tipo dicróicas, que além do consumo mais alto liberam calor no ambiente.

Ferro de passar: Cuide primeiro das peças delicadas. Depois, das que necessitam de temperatura alta. Ao desligar o ferro, passe itens leves, já que ele esfria só após 10 minutos.

Secador e chapinha: Embora pequenos, eles gastam muita energia! Para diminuir o tempo de uso, enxugue bem o cabelo com a toalha antes e, quando ele estiver quase seco use o secador e a chapa.

Máquina de lavar: No verão, por causa da transpiração excessiva, trocamos mais de roupa. Ao ligar a máquina, junte o máximo de peças e evite a função pré-lavagem ou molho. A água fria economiza 90% a mais que a quente.

FIQUE ATENTO!

Tente utilizar apenas o que for necessário no horário de ponta (entre 18h e 21h). Máquinas de lavar roupas, louças e até o chuveiro elétrico podem ser utilizados fora da ponta, de forma a não sobrecarregar a rede de distribuição da concessionária.

Se for viajar, retire todos os aparelhos possíveis da tomada, assim não há gastos desnecessários.

Instalações elétricas bem conservadas e adequadas à potência dos aparelhos preservam a sua segurança e economizam energia.

Para mais informações e dicas de economia de energia visite a seção de Dicas do Procel Info.

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O novo ar condicionado

Fonte: Revista Brasil Energia – Edição Dezembro 2014

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Brasil – Tecnologias avançadas de troca de calor, refrigerantes mais eficientes e motores magnéticos vão transformar o mercado de climatização

As novas tecnologias aplicadas no setor de ar condicionados e climatizadores foram destaque em reportagem da edição de dezembro da revista Brasil Energia. A matéria revela que a otimização da performance energética em projetos de construção e operação de edifícios incentivou o mercado que está investindo em produtos com menor gasto energético.

Atualmente, o consumo energético das edificações é correspondente a 44% de todo o consumo de energia do país. Segundo o presidente do Green Building Council Brasil (GBC), Manoel Gameiro, com medidas de eficiência é possível, num cenário conservador, reduzir o consumo de energia em pelo menos 30%. O executivo ressalta que a tecnologia de microcanais (microchannel) para trocadores de calor é uma tendência mundial e que permite, além de uma eficiência energética maior, uma redução de 30% a 40% da carga de refrigerantes do sistema.

O executivo prevê que nos próximos anos a tendência é de que os sistemas de climatização passem a atuar com refrigerantes de potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês) abaixo de 150. Gameiro ressalta que atualmente os equipamentos operam com cargas acima de 1.000 GWP, nível considerado elevado pelo segmento.

A reportagem também cita que a busca por certificações, como a Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), tem incentivado investimentos em eficiência energética em edificações. São citados como exemplos o retrofit do edifício Manchete e o Hotel Arena, ambos localizados no Rio de Janeiro. O edifício Manchete, um prédio construído na década de 1960, conseguiu uma economia de energia entre 15% e 20% na fase de operação. Já o Hotel Arena, edificação ainda em fase de construção, a projeção é de que o consumo de energia seja cerca de 20% menor em comparação com prédios do mesmo porte. Nos dois casos, a economia é proporcionada por meio dos sistemas de ar condicionado.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra

Brasil Energia – O novo ar condicionado.pdf

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Eficiência energética, o nosso último recurso

Fonte: Valor Online

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Será necessário racionar o consumo de energia elétrica em 2015? É possível. As elevadas despesas com combustíveis destinados às termelétricas perdurarão em níveis semelhantes aos de 2014? É muito provável, a menos que a situação hidrológica dos próximos meses venha a ser particularmente favorável.

No momento atual, o volume d’água disponível nos reservatórios está extremamente baixo, inferior ao de dezembro de 2000, véspera do racionamento. As usinas térmicas operam a plena carga e, com o início do verão, previsto para ser dos mais quentes, a demanda deverá aumentar. Assim tanto do lado hidrelétrico quanto do termelétrico, a oferta de energia elétrica apresenta muito pouca, senão nenhuma flexibilidade e total dependência do regime hidrológico.

É, portanto, evidente que no quadro atual o aumento da eficiência no uso da energia constitua, praticamente, o único recurso mais efetivo e imediatamente disponível para diminuir a despesa com combustíveis e reduzir o risco de racionamento neste ano. Uma redução expressiva da demanda pode ser alcançada sem prejuízo significativo para os consumidores e para a economia do país. E nenhum artifício contábil que atenue o impacto tarifário dessa despesa, atualmente cerca de R$ 3 bilhões/mês, obviará os efeitos econômicos e ambientais do consumo de combustíveis, ou reduzirá o risco de déficit. Se o consumo total tivesse uma redução de 5%, a redução com a despesa de combustíveis seria superior a 20%.

O custo de uma mobilização criativa em favor do uso correto e racional da energia, ainda que tardia, seria bem menor e propiciaria ganhos substanciais nos diferentes planos. O ano de 2015 será da maior importância para o clima mundial, pelas decisões sobre os esforços para conter o aquecimento global, que deverão ser tomadas e já começaram a ser delineadas recentemente, em Lima. Nesse sentido, torna-se ainda mais premente reduzir o consumo de combustíveis fósseis.

A viabilidade de ser obtida uma resposta positiva e rápida é demonstrada pelo comportamento do mercado da Região Sul, que em 2001 reduziu em cerca de 9% sua demanda apesar de não estar sujeito ao racionamento, apenas por perceber os possíveis ganhos de eficiência indicados pela mídia para as demais regiões do país.

No curto prazo, pela gravidade da situação, devem ser consideradas providências de caráter institucional, bem como medidas pontuais, indicadas a seguir, que poderão ajudar a aliviar, senão a superar, uma possível crise de abastecimento e reduzir custos para os consumidores e para o país, já muito elevados.

• Criar um Comitê Gestor de Eficientização Energética com autoridade suficiente para mobilizar órgãos da administração direta e indireta, nesta incluídos empresas estatais, bancos de fomento, agências governamentais e outras. Esse comitê definiria metas de economia de energia a serem aprovadas pelo MME e perseguidas por todos os consumidores e agentes públicos, com estímulos claros e incisivos nos planos tarifário e fiscal.

• Iniciar, com a maior presteza, ampla campanha pública de eficiência energética, promover amplo esforço compulsório de eficientização de todos os prédios públicos, com recursos orçamentários bem definidos, metas e compromissos efetivos e exigir que todas as licitações públicas de obras e compras considerem aspectos de eficiência energética.

• Alocar, excepcionalmente, pelo período de 12 meses, a partir de janeiro de 2015, todos os recursos gerados e disponíveis no Fundo Setorial de Energia, exclusivamente para programas e projetos de eficiência energética.

•Definir e implementar, em caráter de urgência, incentivos financeiros ao aumento de eficiência e “Leilões de Eficiência Energética”.Recomendar aos órgãos de financiamento que incluam requisitos de eficiência energética na análise e avaliação dos projetos e que criem linhas expeditas de financiamento para implantação de tecnologias já testadas, especialmente nas áreas de iluminação, refrigeração e acionamento.

• Promover a criação de um amplo banco de dados e informações sobre casos de sucesso, novos processos e tecnologias de eficientização no uso final, linhas de financiamentos, normas aplicáveis, tarifas e outras informações que possam contribuir na mobilização dos agentes e setores para obtenção de resultados efetivos.

• Condicionar, temporariamente, qualquer apoio governamental ao financiamento da compra de equipamentos eletrodomésticos de maior consumo, como condicionadores de ar, à substituição por modelos mais eficientes.

Embora a forte elevação tarifária, da ordem de 30%, já prevista, deva estimular os consumidores a utilizar a energia com maior eficiência, será indispensável que o governo se mobilize imediatamente para viabilizar tais iniciativas, dando efetividade aos propósitos de eficientização. Será preciso que além de saber o que fazer, os consumidores tenham acesso a equipamentos e a processos que lhes permitam reduzir seu consumo sem perda de conforto e segurança. São várias as iniciativas viáveis, já disponíveis em diversas linhas e setores.

Apenas como exemplos mais imediatos:

• Viabilizar a oferta de lâmpadas de alta eficiência (fluorescentes compactas e, sobretudo, LED) para uso doméstico, comercial e público. A iluminação é responsável por mais de 11% do consumo final de energia elétrica no país. Se for necessário importar parte dos produtos, abreviar os trâmites legais para que as substituições se façam com a presteza possível.

• Acelerar a implementação de novas soluções para aprimoramento ou substituição de chuveiros elétricos, responsável por cerca de 20% do consumo residencial.

• Estimular a substituição de motores e transformadores elétricos de baixa eficiência ou inadequadamente dimensionados para as funções que exercem, além de intensificar os esforços das distribuidoras para redução de perdas nas redes.

Finalmente, destaca-se a importância de acompanhar e avaliar o efeito de cada medida que venha a ser adotada, tendo em vista a validade e continuidade dos esforços para aumento da eficiência energética, que não pode depender apenas de atenções espasmódicas suscitadas por crises de suprimento.

Autores:

Marcos José Marques é economista, presidente do Conselho do Inee – Instituto Nacional de Eficiência Energética.

Pietro Erber é engenheiro, diretor do Inee

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Casa sustentável gera mais energia do que consome

Fonte: Planeta Sustentável

Acesse aqui a matéria em sua fonte.

rédios comerciais e residenciais são grandes consumidores de luz, respondendo por cerca de 40% da demanda mundial. A boa notícia é que a autossuficiência tem atraído grande atenção por conta do aumento do preço da energia e dos problemas climáticos oriundos das emissões de fontes fósseis.

No mercado de construção civil, uma das investidas mais promissoras são os chamados Edifícios de Energia Zero (zero energy buildings ou ZEBs, na sigla em inglês), que produzem mais energia do que consomem ao longo de um ano.

Longe de um exercício de futurologia, os ZEBs já estão sendo incorporados na estratégia energética de diversos países no mundo como Estados Unidos, Alemanha e Noruega. É deste último que vem um exemplo inspirador: a casa ecológica ZEB Pilot Hous, que produz até 3 vezes mais energia do que necessita. Tudo a partir de fontes renováveis.

ZERO EMISSÃO

A casa faz parte de um projeto-piloto do Centro de Pesquisa da Noruega sobre Zero Emission Buildings (ZEB). O design com toque “surrealista” é assinado pelo escritório noruegês Snohetta.

O objetivo do projeto, concluído neste mês, é zerar as emissões de gases de efeito estufa, tanto a emitida no processo de construção quanto a que é gerada pela operação cotidiana. Para isso, a casa conta com tecnologias para geração independente de energia a partir de fontes renováveis.

ENERGIA SOLAR

O edifício foi construído com as mais avançadas soluções de design, engenharia e tecnologia. O telhado é todo coberto por paineis solares e pode ser orientado para três direções: sul, sudeste e nordeste, o que facilita a utilização de energia solar ao longo de todo o ano.

ENERGIA GEOTÉRMICA

Além do teto solar, a casa conta com um sistema de energia geotérmica sob o chão. Combinadas, as duas fontes garantem eletricidade para suprir as necessidades de energia da casa da família e ainda gerar excedente suficiente para abastecer um carro elétrico durante todo o ano.

VENTILAÇÃO NATURAL

Também há um sistema de ventilação natural que foi construído para maximizar os benefícios da luz natural em todos os cômodos da casa, o que reduz o consumo de energia.

VISUAL FRESCO

Materiais usados no interior da casa foram escolhidos com base na sua capacidade de contribuir para o bom clima interno e da qualidade do ar, bem como garantir um visual rústico e fresco.

Um átrio exterior com lareira e mobiliário facilita a entrada de luz natural e garante um jantar agradável ao ar livre com com a família.

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ABRALIMP realizará um Curso de Aperfeiçoamento para Gestores de Contratos de Limpeza

Aos interessados, segue a divulgação e o link para mais informações (basta clicar na figura).

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